terça-feira, 3 de março de 2015

VI EDIÇÃO MOSTRA GASTRONÓMICA DO PEIXE DO RIO - ALANDROAL

                                                  EVENTOS DESPORTIVOS PROGRAMADOS





                                                                           E RECREATIVO


CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

                                                       Marketing

Terça, 03 Março 2015
Ir ou não ir à feira parece ter-se tornado um assunto de discussão pública. Isto entre “achismos”, ovações e pateadas, como é useira e vezeira a voz na praça pública, levando a exaltações que nos ensurdecem para explicações ponderadas e de quem percebe da poda, de quem tem visão para lá do aqui e agora e do que está à volta do seu umbigo.
Apesar de viver nesta região privilegiada da agricultura, neste lugar onde os quase-druídas da singela ervinha fazem o melhor acepipe e se deixa deliciado e aguado o estreante, repetente ou veterano de maratonas gastronómicas, exemplo excelente da patrimonializada dieta mediterrânica, não tenho nem a lavoura nem a restauração como negócio, passando até o ócio só pelos vasinhos de aromáticas no parapeito e pelos petiscos de quando em vez. Mas uma exposição mundial sobre alimentação, parece-me uma ocasião feita de propósito para nós, portugueses, de quem os governantes dizem precisarmos, e concordo inteiramente, que se faça diplomacia económica para exportarmos o que de melhor temos.
Estranho muito a decisão da não ida a Milão, como aplaudi a ida do cacilheiro da Joana de Vasconcelos a Veneza que, embora tenha beneficiado muitíssimo mais uma só pessoa, a própria Joana Vasconcelos que provou merece-lo pelo êxito que foi, proporcionou no tombadilho do Trafaria Praia que incluía um palco, a promoção da cultura portuguesa através de eventos dirigidos ao tipo de público que visitava a Bienal de Veneza, e com um a programação diária que ia desde mesas-redondas com agentes da cena artística portuguesa, até aos concertos com músicos portugueses e convidados de correntes musicais variadas, desde o clássico fado à experimental eletrónica.
É certo que ir à feira ao estilo do “fazer presenças” do famoso do Big Brother em discoteca de província não me parece grande investimento. Também por isso, quando vamos às feiras, enquanto visitantes e possíveis clientes, esperamos encontrar um pouco mais do que a foto do cenário, o panfleto e alguém à espera que lhe façam perguntas. E mesmo que os brindes pareçam ser uma mercadoria apetecida, por quem os distribui e por quem os coleciona, e que haja cada vez mais aqueles que “pintam a manta” para serem diferentes do banal, certo é que omarketing é todo um universo onde a imaginação e a criatividade podem ser postas a funcionar e revelam bem quem o faz, bem ou mal feito.
O marketing, em sentido estrito, é o conjunto de técnicas e métodos destinados ao desenvolvimento das vendas, e nele trabalha-se, muito provavelmente entre muitas outras áreas, os preços, as questões da distribuição, a essencial e pluriforme comunicação e, já agora, também o próprio produto que se quer vender. Mas o marketing é também um processo social, no qual uns obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros. Em marketing, o valor pode-se definir como os benefícios gerados para o cliente em razão do seu sacrifício em adquirir um produto ou serviço. Oferecer ou agregar valor é um conceito diretamente relacionado com a satisfação do cliente, e diz-se que é este um dos principais objetivos do marketing já que quem trabalha em marketing esforça-se para determinar quais são, então, as necessidades e desejos dos consumidores. Ora, quando tão naturalmente e com o toque português vamos tendo tanto e tão bom para dar a comer a esse mundo, o que não deverá faltar em Milão a partir do mês de maio e durante seis meses, seria oportunidade de termos cada vez mais apreciadores, importadores e investidores. Ou estamos em maré de podermos dizer que o que temos nos basta para continuarmos assim, muito simples e pequeninos e dizer: «Está booooom!»?
Cláudia Sousa Pereira



O forrobodó carnavalesco já lá vai. É de crer que estejam igualmente de partida a chuva, o frio, o vento agreste e, já agora, as danosas gripalhadas.
Março está aí à porta e, com ele, o despertar da Primavera. Porém, tal como aquela “triste e leda madrugada” celebrada por Camões, também o primeiro mês primaveril pode ser alegre e triste ao mesmo tempo.
Objectivamente alegre, porque surge habitualmente envolto numa sinfonia de novos sons e cores; subjectivamente triste, porque pode ser ensombrado por alguma triste lembrança.
No próximo mês de Março, vai fazer oito anos que morreu o escritor montemorense e nosso velhíssimo amigo João


Carlos Alfacinha da Silva, conhecido no meio literário por Alface.
Na altura, jornais, televisões e estações de rádio não deixaram passar em branco o desaparecimento deste extraordinário escritor e homem da comunicação. O jornalista Adelino Gomes, por exemplo, escrevia para o Público a seguinte notícia: “O escritor João Alfacinha da Silva, que assinava Alface, morreu ontem, aos 58 anos, depois de um AVC sofrido numa Comunidade de Leitores dedicada ao seu último romance Cá vai Lisboa.


O tempo passa depressa. No dia 1 de Março de 2007, o João encontrava-se em Lisboa, na Culturgest, para participar numa sessão publica de leitura de um dos seus mais conhecidos e polémicos romances. A referida sessão era dinamizada pela jornalista Maria João Seixas. A dada altura, o escritor sentiu-se indisposto e sucumbiu de forma implacável.
A este propósito, ouviram-se e leram-se os mais encomiásticos comentários: “Morreu no seu posto, em plena homenagem à sua obra e em plena festa dos seus leitores” ou “ O escritor que fez a sua saída do mundo dos pensamentos durante o bater de palmas do seu público” ou ainda “O Alface faz-nos muita falta!”
Para nós falar do João Carlos implica voltar ais anos 50, meados dos de 60, aos tempos do liceu, ou melhor, ao período em que  estudámos no Externato Mestre de Avis. Fomos companheiros de carteira e frequentemente cúmplices na feitura de algumas tarefas escolares: um tirava significados e traduzia; o outro dedicava-se ás retroversões. A divisão de tarefas estendia-se, por vezes, a outros(as) colegas da vizinhança. “O João era muito engraçado” – comentava um dia destes uma velha amiga.
Em matéria de leitura, o Alfacinha era um praticante acima da média. Raro era o dia em que, depois da saída do colégio não houvesse uma paragem na papelaria Mira para ir à procura dos últimos livros de aventura.
Não se julgue, porem, que o João era do tipo  “rato de biblioteca”, ou, como diria o  Bocage, “um memorião que engole dicionários. Como a maioria dos rapazes da sua idade, não dispensava uma boa jogatana de bola no Rossio. O Alfacinha era muito corajoso e um atleta de eleição. Arriscava meter o pé ou a cabeça onde os outros não ousavam fazê-lo. Mais tarde, seria assim a sua escrita: irreverente, ousada, desafiadora.
No ginásio do colégio, o filho mais novo do Dr. Vicente Silva era dos raros alunos que conseguia fazer o cristo nas argolas, revelando-se igualmente arrojado nos saltos e na trave.
No Verão a sua costela aventureira, meio vadia, levava-o até á Pintada e aos outros pegos do Almansor, autenticas piscinas naturais que serviam de escola de natação a muita gente.
O conhecimento que tinha do rio levou o Alface a escrever algumas das suas deliciosas páginas, de que partilhamos consigo, estimado leitor, alguns excertos:
Não chamávamos o rio a este Almansor que hoje nos ocupa. Umas vezes era r´bera, outras r´rebero e este hermafrodisismo fluvial teria possivelmente a ver com questões de caudal, mais amplo se feminino (a r´bera), mais esquelético, clandestino, sumido, quase renitente, na fase r´bero. Ou seja, um rio feminino no Inverno e masculino no Verão, o que não deixa de ser um excelente programa de festas para quem aspire à totalidade do Ser”.
No seu livro, Cuidado com os rapazes, Alface refere-se assim a um dos pegos da sua eleição: “Nos dias quentes de verão, quando o alcatrão derretia as ruas, o avô cumpria a sesta e eu escapava-me para o rio, enchendo a blusa de figos verdes, amoras e marmelos. O rei do rio era um guarda-florestal muito gordo que se orgulhava de ler o jornal enquanto boiava, e proibia mergulhos nos arredores. Nós apanhávamos rãs nos charcos para lhe enfiarmos palhas no cu e soprar. Quando se tira a palha elas zunem desinchando pelo ar e uma vez conseguimos acertar na barriga meio submersa do guarda que nesse dia nem teve tempo de ler os cabeçalhos e jurou vingança.”
Terminado o 5º ano, a ida do Alfacinha para Lisboa – primeiro para o Liceu de Oeiras e depois para a Universidade – acabaria por provocar algum afastamento físico de Montemor. Tal como aconteceu a muitos outros homens de letras, a Universidade não foi suficientemente aliciante para convencê-lo a concluir os estudos, primeiro em Direito e depois em Psicologia.


A distância física não impediu, no entanto, que fôssemos mantendo contacto em áreas de interesse comum, como era o caso do teatro. Foi através do Alfacinha que tivemos acesso pela primeira vez a peças de Bertol Brecht e a textos do grande mestre Stanislavski.
Apesar das mudanças e de alguns problemas de saúde que entretanto o afectaram, o João Carlos manteve sempre o seu espírito irónico, bem-humorado, por vezes sarcástico.
Num país de gente “séria”, que parece caminhar para um território de sisudas “formigas”, o ar descontraído, meio desalinhado do Alface, podia fazer pressupor, no espírito de alguns, tratar-se de uma “cigarra” avessa ao trabalho.
O jornalista Nuno Costa Santos, na edição de Dezembro da revista Ler, referia-se ao escritor montemorense do seguinte modo:
“Há quem diga que, cumprindo o estereótipo alentejano, se deixava amolecer nas redes da preguiça. Se foi, é preciso dizer que se tratava de um preguiçoso muito trabalhador.”
Aproveitando a boleia do excelente trabalho jornalístico realizado por Nuno C. Santos, deixamos aqui enumeradas algumas das múltiplas facetas profissionais do nosso amigo João Carlos, que vão desde a prosa literária, á publicidade, às notícias de rádio, aos guiões de telenovela, etc, etc, etc… Ora faça as contas, estimado leitor: jornal República; escrita para televisão, em programas como “Ensaio” e “Impacto”; participação na cooperativa de cinema, a Cinequipa; outros projectos televisivos, nomeadamente um telejornal alternativo para o Canal 2, que incluía nomes como Fernando Assis Pacheco e Eduardo Prado Coelho. Mas, há mais. Mantendo colaboração pontual com jornais e televisão, o João Alfacinha da Silva apostou, a determinada altura, na actividade radiofónica, onde escreveu noticiários e outros programas na antiga Emissora Nacional e na Rádio Comercial. Integrou equipas de redação que incluíam figuras como Joaquim Furtado e Adelino Gomes. Foi ele que escreveu os textos para o programa “ Marcas de um Século”, lidos aos microfones da Rádio Comercial FM por João David Nunes.
O João Alfacinha tinha, porem, uma característica muito singular. Era pouco dado a fazer fretes, a aguentar cangas, a suportar espartilhos. A partir de 1992, talvez devido a fadiga ou por sentir necessidade de experimentar outros horizontes, abandonou o emprego garantido e partiu à aventura, como free-lancer, num país nem sempre fácil no que toca às letras e às artes. O João lançou mãos de mil e uma actividades. Trabalhou em publicidade, adaptou peças de teatro, escreveu novelas, fez crítica literária para o jornal Expresso, colaborou com a Radigest, o jornal Tal & Qual e outras coisas que, certamente, ficam por dizer.
Nos últimos anos, isolava-se temporariamente em Montemor, na belíssima casa da Rua do Lavre, para se dedicar à escrita. Para desentorpecer vinha até à varanda de granito fumar a sua cigarrada ou comtemplar o pôr-do-sol. Na sala grande tinha montado um estratagema, com maços de tabaco no chão a servir de baliza, uma bola e um taco de golfe, para o estimular a fazer alguns movimentos.
Entre as longas horas de trabalho, havia paragens para ir às compras, cozinhar uma ou outra refeição com os amigos. Além disso nunca deixava de assistir às transmissões televisivas dos jogos do seu Benfica, a mor das vezes no Bacalhau ou na Pedrista, de preferência com umas imperiais e umas perninhas de rã a acompanhar.
Do ponto de vista literário, Alface é co-autor com Manuel da Silva Ramos de Os Lusíadas, As Noites Brancas do Papa Negro e Beijinhos. A solo, publicou: Cuidado com os Rapazes, O Fim das Bichas, A Mais Nova Profissão do Mundo e Cá Vai Lisboa.
É ainda autor de cinco histórias “juvenis” agrupadas sob o título de Uma Família Sem Mestre. Entre outros trabalhos que lhe conhecemos destacamos O Burro que Anda no Céu, história dedicada aos seus queridos netos.
A escrita do Alface era (ainda é) uma escrita inteligente, mordaz, bem-humorada. O invulgar domínio que tinha da língua portuguesa fazia com que o seu estilo oscilasse entre o purismo mais exigente, de uma enorme erudição, e os níveis de língua mais popular, recorrendo frequentemente ao palavrão. Acima de tudo, o seu modo de escrever deixa transparecer uma enorme liberdade, que era condição essencial da sua produção literária.
Terminamos com uma expressão sua, que utilizou no livro Cá Vai Lisboa: “Cada palavra sua festa. Festa brava”.
Até à próxima.
Vitor Guita

Publicado in “O Montemorense” edição de Fevereiro – transcrição autorizada pelo Autor






PROGRAMA DIA S. JOÃO DE DEUS - FERIADO MUNICIPAL MONTEMOR O NOVO



É NOTÍCIA NO ALENTEJO

A Câmara Brasil Portugal no Ceará é uma das apoiantes da Caravana Alentejana, evento que trará a Fortaleza os melhores vinhos e azeites típicos da região do Alentejo, Portugal, em um jantar que será realizado no dia 13 de março, no Moleskine Gastrobar.

Uma peça sobre heterónimos de Fernando Pessoa marca, na quarta-feira, o arranque d 2º Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA) que decorre em Beja, Évora, Portalegre e Grandola.

Com nova direcção artística, o Festival Terras sem Sombra regressa na Primavera, iniciando o périplo musical, a 14 de Março, na Igreja de Santo Ildefonso em Almodôvar.

A candidatura do fabrico português de chocalhos a Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente foi aprovada recentemente pela Unesco. Esta candidatura foi apresentada em maio do ano passado e foi agora inscrita na Lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade por parte da Unesco. A decisão final será conhecida em novembro.


segunda-feira, 2 de março de 2015

O BORDA D´ÁGUA NO MUNDO RURAL -Rubrica mensal a cargo do Tói da Dadinha


                         « Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz »

AGRICULTURA – HORTA – JARDINAGEM – ANIMAIS

 AGRICULTURA – Preparar a terra para o milho e batata (de regadio). No Minguante (dia 13) podar ainda as árvores frutíferas e continuar os seus tratamentos. As laranjeiras devem ser pulverizadas com cal em pó ou em leite. Concluir as trasfegas do vinho e na vinha combater o oídio.

HORTA – Preparar as estacas para feijões e ervilhas. Semear abóbora, alface, beterraba, couves, nabiça, ervilha, espinafre, feijão, melancia, melão, pepino, salsa e tomate. Colher cebolas brancas, cebolinhos e rabanetes.

JARDIM – Semear amores-perfeitos, cravos, crisântemos e dálias. Colher as flores de tulipas serôdias, campainhas brancas, narcisos e goivos.


ANIMAIS – Vacinar os suínos contra doenças rubras e os bovinos, caprinos e ovinos contra o carbúnculo.


. Mudança para a Hora de Verão (adiantar o relógio 60 m à 1 hora) no dia 29 - DOMINGO DE RAMOS.

 Despeço-me com amizade

 Tói da Dadinha





MUDAM-SE OS TEMPOS...

RESUMO DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO

O Alentejo domina o top 10 dos vinhos nacionais
Alentejo mostrou força na eleição do top 10 dos vinhos portugueses promovida pela Essência do Vinho, certame que decorre no Porto.  

Em 2015 O Festival Internacional de Teatro do Alentejo (FITA) que decorrerá de 04 a 28 de Março trará às cidades de Beja, Évora e Portalegre uma intensa actividade cultural. Na programação desta Festa do Teatro que se realiza pela segunda vez, constam companhias profissionais de teatro portuguesas e estrangeiras vindas de Cuba, Colômbia, Espanha e Equador.
O Centro de Negócios Transfronteiriço, em Elvas, recebe esta segunda-feira, 2 de Março, a apresentação do novo Programa Operacional Regional do Alentejo – Alentejo 2020.



CENTRO CULTURAL DO ALANDROAL PROMOVE CONCERTO

Seven Dixie interpretou temas imortalizados por grandes músicos, onde o humor acompanhou ritmos frenéticos e intensos.

Presença da Rádio Campanário que elaborou reportagem fotográfica e áudio que pode consultar AQUI

HABITUAL CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA DIARIAMENTE PELA RÁDIO DIANA/FM

                        Pela Dignidade do Trabalho

Segunda, 02 Março 2015
Na passada sexta-feira, a Assembleia Municipal de Évora aprovou uma moção apresentada pelo Bloco de Esquerda que condena a utilização de Contratos Emprego Inserção, recomendando à Câmara Municipal de Évora a recusa da prática abusiva de recurso a estes Contratos, não dando início a novas situações.
Os Contratos Emprego Inserção (CEI) são, atualmente, uma importante forma de desregulamentação legal na área laboral e uma das mais brutais facetas do desrespeito pelos direitos e pela dignidade dos e das cidadãs. Trata-se de trabalho não voluntário e sem remuneração, para cumprir funções públicas, imposto a quem, por direito, tem acesso a apoio em situação de desemprego.
Na origem desta medida está a ideologia que faz equivaler direitos a luxos. Ou seja, foi uma das mais bem-sucedidas medidas para tentar banalizar a ideia de que os direitos são para abater. O direito ao subsídio de desemprego, que resulta de prestações pagas por pessoas que deixaram de ter trabalho porque foram despedidas, passa assim a ser condicional. Esta ideologia pretende dizer-nos que, para merecermos o nosso devido apoio no desemprego, temos de trabalhar sem retribuição.
Atualmente são mais de 55 mil as pessoas que trabalharam no setor público ao abrigo de CEI. Trabalham nas escolas, nos centros de saúde, tratam dos jardins das cidades, recolhem os resíduos urbanos, trabalham na segurança social, nas finanças nos tribunais ou nos museus. São mais de 55 mil pessoas que trabalham, têm horário de entrada e de saída, têm chefias, estão integradas em equipas, têm posto de trabalho definido e funções atribuídas. São mais de 55 mil trabalhadoras/es que criam legítimas expectativas de virem a ser contratadas, embora tal nunca venha a acontecer. São mais de 55 mil pessoas que, conjuntamente com todas as restantes pessoas desempregadas, têm direito ao trabalho com direitos e à dignidade no trabalho. São mais de 55 mil pessoas que bem sabem que a expressão “contrato de emprego inserção” encerra três mentiras: não são contratos porque não há qualquer vínculo; não são emprego porque não pressupõem salário; não são inserção porque nunca são contratadas. São mais de 55 mil pessoas que são mandadas embora quando o prazo acaba, desumanamente trocadas pela leva seguinte de CEI.
Esta medida é, pois, o sonho da sobre-exploração a partir do apoio do Estado, capturado pelo liberalismo mais agressivo: Estado mínimo, trabalho forçado, pressão sobre o salário e o emprego, humilhação sobre quem está vulnerável para ameaçar toda a gente. É tradução em lei das investidas de Paulo Portas e da direita mais retrógrada, que pretende a humilhação dos desempregados e colocar remediados contra outros pobres.
Esta situação é inaceitável e não pode continuar, sendo certo que quem recorre a estas medidas torna-se cúmplice deste ataque aos direitos dos cidadãos e cidadãs do nosso país.
Até para a semana!

Bruno Martins

domingo, 1 de março de 2015

A BELEZA DAS FLORES – (Um vídeo da Maria Antonieta Matos)

RESULTADOS DESPORTIVOS DO FIM-DE-SEMANA

                                                                                 FUTEBOL

                                                                   Distrital INATEL – Série B
                                                              Estrela de Pardais 1 – Alandroal United 2
                                                                      Monsaraz 0– S,C. Alcaçovense 1

                                                                 Taça Amizade INATEL – Série C
                                                                       Pedrense 2 – Mina do Bugalho 1
                                                                   S. Bento do Ameixial 2– Mouranense 1.

                                                                   Divisão Elite – Fase Subida – A.F.E.
                                                                            Arraiolense 0 – Alcaçovense 1
                                                                                Canaviais 0 – Outeiro 1
                                                                                  Portel 5 – Estremoz 0.

                                                                            Torneio Encerramento
                                                                      Fazendas do Cortiço 2 - Valenças 3

                                                                                 1ª Divisão A.F.E.
                                                                       Vendas Novas 6 – Canaviais B 1
                                                                                Montoito 1 – S. Romão 2
                                                                                   Aguiar 1 – Giesteira 3.

                                                            Nacional de Seniores – Manutenção – Série G
                                                                     União de Montemor 3 – Cova da Piedade 4
                                                                                   Loures 3 – Pinhalnovense 3
                                                                                   Sintrense 0 – Malveira 1
                                                                                  Fabril 2  – Sacavenense 1.

                                                                                    Manutenção Série H
                                                                                  Atl. Reguengos 0 – Moura 0
                                                                               Lusitano V.R.S.A. 3 – Angrense 1
                                                                                Quarteirense 3 – Aljustrelense 1
                                                                                      Ferreiras 2 – Praiense 1.

                                                                                 

PORQUE HOJE É DOMINGO

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

JÁ DISPONÍVEIS LISTA RESTAURANTES E PROGRAMA "SEMANA PEIXE DO RIO 2015"


AL TEJO SUGERE PARA ESTE FIM-DE-SEMANA

                                                            ALANDROAL





Taken 3: Confronto Final 27 de fevereiro  21h30 Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal

Realização: Olivier Megaton
Intérpretes: Liam Neeson, Maggie Grace, Famke Janssen
Género: Ação/Thriller
Classificação: M/12
Duração: 109 min.

Bilhete: 3.50€ (Menores de 12 anos ou portadores de cartão jovem munícipe 2.65€)

Depois de perder a sua mulher num brutal assassinato, o ex-agente secreto Bryan Mills, consumido pela raiva, vai ter de correr para escapar à implacável perseguição da CIA, FBI e de outras forças policiais. Por uma última vez, deverá usar as suas habilidades para procurar os verdadeiros assassinos, impor a sua única marca de justiça e proteger a única coisa que mais importa para ele agora - a sua filha.

                                                         ALDEIA DA VENDA


                                                                  MONTEMOR



                                                                          REDONDO


                                                               OUTRAS LOCALIDADES


                                                                              ÉVORA


HABITUAL CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA DIARIAMENTE NA RÁDIO DIANA/FM

                                               Grécia vs Portugal

Sexta, 27 Fevereiro 2015 09:12
A Grécia será seguramente tema dominante no debate europeu. Pelas razões que conhecemos, mas também porque a governança europeia terá que saber interpretar a razão do resultado eleitoral grego, o qual aconteceu por desespero do povo grego. Se não o fizer, em tempo, a Europa irá caminhar para os extremos políticos nos países que estão sob forte pressão económica.
Alguns partidos já perceberam esta lógica eleitoral, daí algumas colagens a que vamos assistindo.
E não se pense que a mera alteração de um governo altera a política económica a que os países da zona euro estão vinculados.
Na Grécia podem ter mudado os atores, poderão mudar algumas das medidas, mas seguramente manter-se-á a austeridade. Aliás, hoje os gregos já o terão percebido.
As reformas que o governo grego terá que implementar não deixarão de gerar medidas austeras.
Do conjunto de medidas apresentadas pelo ministro das finanças grego, muito centradas no combate à corrupção, à fraude e evasão fiscal, na racionalização dos gastos e no controlo da despesa pública, estas farão todo o sentido, para mais num país conhecido pelo seu elevado nível de corrupção e fuga aos impostos.
A questão que se porá será a do grau de sucesso das medidas, e se os resultados alcançados com elas permitirá impactos significativos.
Mas tenhamos presente que o êxito das medidas gregas será também o sucesso de uma europa mais forte.
A governança europeia terá que saber gerir as posições e interesses dos vários países para que o espaço europeu tenha os necessários equilíbrios e não seja um espaço de permanentes tensões.
Portugal, em boa verdade, nunca atingiu níveis tão preocupantes quanto a Grécia, embora tenha passado por um período particularmente difícil, o qual ainda não está ultrapassado. E continuaremos em crise até que as pessoas sintam as restrições e as reduções que lhes foram aplicadas em resultado da necessária recuperação económica do país.
Contudo, o bem-estar económico e social da população é condição essencial para que crie uma conjuntura mais favorável, que permita reduzir desigualdades sociais que foram agravadas por aplicação das medidas constantes do memorando de entendimento.
Ainda assim, já todos percebemos que o país está bastante diferente, seguramente melhor do que há quatro anos.
Até para a semana
Rui Mendes


DIVULGAÇÃO


                     Coro Leal da Câmara e Coral de São Domingos

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Nos 40 anos do Conservatório de Música de Sintra, o Coro Leal da Câmara convida o Coral de São Domingos, de Montemor-o-Novo, para um concerto conjunto, no dia 28 de Fevereiro, às 16.30h, no auditório do Centro Cultural de Cascais, com entrada livre.

AJUDE-ME LÁ A COMPREENDER !

 Alfredo Barroso garante que vai pedir a desfiliação do partido que ajudou a fundar em 1973 para "acabar a vida com alguma dignidade e coerência"

Então quer dizer que durante toda a sua vida, ou pelo menos enquanto esteve filiado viveu sem dignidade e coerência?


DESPORTO PARA O FIM DE SEMANA

                                                                         ATLETISMO

                                                                                 
                                                                       CAMINHADA


                                                                          FUTEBOL
Distrital INATEL – Série B
Estrela de Pardais – Alandroal United
Monsaraz – S,C. Alcaçovense

Taça Amizade INATEL – Série C
Pedrense – Mina do Bugalho
S. Bento do Ameixial – Mouranense.

Divisão de Elite - Fase Subida - A.F.E.
Arraiolense - Alcaçovense
Canaviais - Outeiro
Portel - Estremoz

Torneio Encerramento
Fazendas Cortiço - Valenças

1ª Divisão A.F.E.
Vendas Novas – Canaviais B
Montoito – S. Romão
Aguiar – Giesteira.


Nacional de Seniores – Manutenção – Série G
União de Montemor – Cova da Piedade
Loures – Pinhalnovense
Sintrense – Malveira
Fabril – Sacavenense.

Manutenção Série H
Atl. Reguengos – Moura
Lusitano V.R.S.A. – Angrense
Quarteirense – Aljustrelense
Ferreiras – Praiense.

FUTSAL
II Divisão Nacional – Série F
Sonâmbulos – União de Montemor
Distrital Seniores Femininos
Redondense – Almansor


RUGBY
Nacional – Divisão de Honra
R.C. Montemor – A.A.Coimbra