sexta-feira, 27 de maio de 2016

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA ONTEM NA RÁDIO DIANA/FM

                              As escolhas e as consequências

Quinta, 26 Maio 2016
Parece que o Governo assumiu que o erário público não deve financiar um legítimo negócio privado.
Tal decisão provocou, nos beneficiários da transferência de dinheiros públicos para as instituições que dirigem, uma reacção que tocou as raias do inconcebível.
Falo obviamente do fim dos contratos de associação estabelecidos entre o Estado e algumas instituições privadas de ensino, onde haja oferta suficiente de escola pública.
Falou-se em direito de escolha, como se este estivesse em causa. Gente que odeia manifestantes veio para a rua manifestar-se, exigindo que os seus filhos possam escolher o ensino privado, ainda que pago por aqueles que não se podem dar a esse luxo.
Não ouvi nenhum responsável governamental afirmar-se contra a possibilidade de cada um escolher que estabelecimento quer que o seu filho frequente e, no entanto, a berraria demagógica vestida de amarelo insistia no fim de uma suposta liberdade de escolha.
Todos os recursos financeiros disponíveis, na área da educação, devem estar ao serviço do desígnio constitucional de garantir uma escola pública, de qualidade e gratuita para todos. É o cumprimento desta premissa que garante a universalidade do acesso ao conhecimento por via da frequência da escola.
Desviar recursos públicos para garantir negócios privados que concorrem com este desígnio é um atentado ao cumprimento das funções sociais do Estado.
É admissível que em zonas do país onde a oferta pública seja escassa ou inexistente, a figura do contrato de associação possa ser utilizada para garantir uma resposta eficaz às necessidades das populações. Mas tal solução deverá ser abandonada quando se trata de pagar oferta privada rodeada de oferta pública em quantidade e qualidade suficientes para suprir essas necessidades.
Percebo que os donos das instituições privadas queiram aquilo que todos os empresários ambicionam. Um negócio sem riscos onde, aconteça o que acontecer, o Estado garante o envelope financeiro que acerta as contas no final de cada ano.
Ninguém quer colocar em causa a liberdade de escolha. Nenhuma decisão governamental impedirá qualquer aluno de optar entre o público e o privado, assumindo as consequências dessa escolha.
As manifestações de pais e donos de colégios privados, arrastando consigo os alunos, fazem-me lembrar as manifestações a favor da destituição da Dilma, no Brasil. Até a vergonhosa cobertura da comunicação social dominante é em tudo idêntica às campanhas orquestradas no Brasil ou na Venezuela.
Isto é uma pequena amostra do que iremos ter pela frente quando se aprofundar o caminho da recuperação de direitos e da conquista de novos avanços civilizacionais.
Áspero caminho este que teremos de percorrer. Mas como dizia o outro… vires-te para onde te virares o caminho é sempre em frente.
Até para a semana

Eduardo Luciano

DUQUES E CENAS - Pelo Prof. J.L.N.

                                    Caravelas
(Foto: autor desconhecido)

E quando nada nem ninguém poderia prever, um breve dilúvio abateu-se sobre Montemor no dia 11 de Maio, abrindo uma ferida profunda numa das praças mais emblemáticas da cidade. O Jardim Público, elemento arquitectónico com largas décadas de existência, faz da Praça da República, juntamente com as sociedades Carlista e Pedrista, um conjunto perfeito com a arquitectura do prédio em frente, onde se situa o Café Almansor, cujos nome e história se confundem com o nome e a história do próprio largo, onde desaguam sete das ruas da nossa terra. Parte do muro do Jardim ruiu em consequência de um deslizamento de terras que forçou a antiga armação a cair para o lado da Rua de Olivença. Não houve registo de feridos, felizmente, embora um carro ali estacionado tivesse ficado danificado.
Ainda não li qualquer reacção por parte dos partidos da Oposição que, normalmente, e como é da praxe, procuram atribuir responsabilidades por este tipo de situações e que quase sempre apontam a Maioria como principal alvo das suas críticas. Desta vez, e à data deste escrito, ainda não o fizeram. Nem serei tão pouco eu a fazê-lo. Porque não sei como se pode evitar estas catástrofes e porque penso que os responsáveis autárquicos, maioria e oposição, já terão pensado em tornar efectiva uma vistoria rigorosa a todos os edifícios do centro histórico que se encontram em situação de iminente desmoronamento. A chuva, o sol, o vento e a poluição que têm vindo, ao longo de décadas, a conviver com os edifícios das décadas de 20, 30 e 40 do séc. XX, começam a fazer os seus efeitos erosivos, sobretudo em imóveis devolutos e cujos proprietários não se encontram financeiramente em condições de proceder aos necessários melhoramentos e, muito menos, a uma total reconstrução dos seus imóveis antigos.
Há vários anos que muitos montemorenses, quer verbalmente, quer por escrito nos jornais da terra, vêm a alertar para o estado de degradação de alguns dos edifícios da histórica “encosta do Castelo” e daqueles que circundam outro largo emblemático da cidade – o Largo General Humberto Delgado. Mais quatro ou cinco tempestades como a que destruiu o muro do Jardim bastarão para deitar abaixo alguns prédios do mítico largo onde se ergue o Monumento aos Combatentes da Primeira Guerra.
Se, aparentemente, houve algum desleixo com o estado do muro Jardim Público, que este acontecimento nefasto, que para nós, montemorenses, tem o valor de uma verdadeira tragédia patrimonial, sirva para alertar quem de direito, de modo a, urgentemente, evitar-se repetições. Montemor não pode ser visto como uma velha caravela, esventrada, abandonada ao sabor das intempéries, que, por falta dos contínuos e necessários cuidados de manutenção, deu à costa, mil tempestades depois, a gritar por socorro. Exigimos da autarquia uma maior vigilância e os meios necessários para prevenir estas situações que deixam na traça da cidade cicatrizes difíceis de sarar. Como? Não me compete a mim dizê-lo. E, já agora, que não apliquem as modernices habituais nas reconstruções do género. Queremos um muro exactamente igual ao que lá estava.
João Luís Nabo
 In "O Montemorense", Maio de 2016

AS NOSSAS SUGESTÕES DE LAZER E CULTURA PARA O FIM-DE-SEMANA






ALANDROAL - Sexta-feira - 21,30h

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE PELA RÁDIO DIANA/FM TEVE A ASSINATURA DE RUI MENDES

                                                       Exportações portuguesas

Sexta, 27 Maio 2016
O período difícil que vivemos nos últimos anos não nos trouxe apenas problemas, também nos veio criar alguns equilíbrios, absolutamente necessários para que o país possa perspectivar estabilidade económica e, consequentemente, social e política.
A balança comercial portuguesa, apresentou-se positiva em 2013, tendo sucessivamente repetido a “proeza” em 2014 e 2015, fruto essencialmente do bom desempenho das exportações.
O que vamos assistindo é uma economia a dar sinais de fraco crescimento e na quebra do investimento, em razão dos “novos tempos” e das “novas políticas”. Como resultado também a quebra das exportações.
Dito isto, depois de se ter conseguido uma balança comercial positiva, algo que não era atingido há mais de 50 anos, depois de um enorme esforço que foi pedido aos portugueses a partir de 2011, como poderemos entender a greve dos estivadores.
Greve que dura há mais de um mês criando prejuízos incalculáveis na economia.
Certamente que o executivo terá especiais condições para resolver o problema, desde logo pela base de apoio que sustenta o governo.
O que ficará certamente por explicar é que como é possível que esta greve tenha tido esta duração, e muito menos que esteja previsto prolongar-se pelo mês de Junho.
É que não vale a pena invocar razões externas para justificar o abrandamento da economia, quando não se consegue assegurar que internamente estejam reunidas as condições para defender a economia nacional. E o sector portuário é essencial no apoio à nossa economia.
Pede-se às empresas a sua internacionalização, e que tenham como um dos seus principais objectivos a exportação, depois volta não volta, assistimos a greves no sector portuário, e aos efeitos negativos que cria ao sector exportador.
Sendo um direito consagrado constitucionalmente, esta greve, porque já ultrapassou o razoável, terá que ser vista como uma ofensiva à economia nacional pelos prejuízos que já lhe causou.
Até para a semana
Rui Mendes


PÁGINA DEDICADA AO DESPORTO

                                        EM DESTAQUE
                                                                       RugbY

                                                                           FUTEBOL
                                 JOGOS OITAVOS DE  FINAL – CAMPEONATO NACIONAL
Altis/Praxe – Amoreira
Marmeleira 1 – Arcoense 3
Constantim – Pigeirense
Núcleo Sporting Ilha Terceira 1 – Alandroal 1 (Alandroal apurado após vencer 2-4 penalties)
Vale de Milhaços – Petrogal
Faro do Alentejo – Seixo
Seiça – Santa Luzia
Calendário - Nadais

                                  PLAY-OFF Despromoção  Campeonato de PORTUGAl
                                                       ATl. Reguengos - Nogueirense


                                                                        Particular 
                                     Juniores Portalegrense 7 - Amigos S. Brás dos Matos 2

                                                                          FUTSAL 

                                                  DESPORTO PARA TODOS




IMPRENSA REGIONAL



quarta-feira, 25 de maio de 2016

A CRONICA DE OPINIÃO DA DIANA/FM TRANSMITIDA HOJE TEM ASSINATURA DE JOSÉ POLICARPO

                                               De equívoco, em equívoco

Quarta, 25 Maio 2016
A actual governação liderada pelo partido Socialista comprometeu-se em repor as trinta cinco horas semanais na função pública.
Não tenho nada contra os funcionários públicos, até porque há funções nos regimes democráticos que só deverão ser asseguradas pelo Estado. Refiro-me, nomeadamente, às funções de soberania; Justiça, defesa, segurança e representação do Estado.
Porém, determinar a reposição do número de horas semanais significando esta situação a diminuição da carga horária para os funcionários públicos, sem um estudo que indique e sustente o que representa na despesa do orçamento de Estado esta medida. No mínimo, seria negligente. Será que os nossos governantes não veem isso? Ou, será, então, que nos querem tomar por parvos?
Na verdade, em minha opinião, a questão não deverá ser analisada do ponto de
vista da justiça. Se é justo ou não a reposição daquilo que foi retirado. Claro que, o justo, é dar aquilo que é devido a cada um, sendo esta a definição de Justiça. O problema, no entanto, não reside no que é devido, mas no que pode ser realizado e executado. O certo é que o país está falido e não pode gastar o que gasta. Por outro lado, as instituições financeiras não emprestam dinheiro a juros comportáveis aos países que não têm as contas equilibradas.
Dito isto, as esquerdas radicais a quem o actual partido socialista se juntou, proclamam e clamam mais direitos e só direitos. Todavia, não conseguem explicar aos portugueses, pelo menos aos conscientes e responsáveis, como e onde, encontrarão o dinheiro para realizarem um aumento significativo da despesa pública. Porque diminuir a carga horária, representa, na generalidade das situações, a contratação de mais pessoal para assegurar as horas dispensadas. E, mais pessoal, significa mais dinheiro. Ou, estarei equivocado?

José Policarpo

PÁGINA DEDICADA À FESTA BRAVA


JÁ FOSTE ! .....




VASCULHAR O PASSADO - Por Augusto Mesquita

Uma vez por mês Augusto Mesquita recorda-nos pessoas, monumentos, tradições usos e                                                         costumes de outros tempos

                                            Há 75 anos, na Sociedade Pedrista
                          foi representada a Revista Local “O Cascabulho”

             A tradição do teatro de revista em Portugal vem de meados do século XIX, pois
o primeiro espectáculo do género sobe à cena no Teatro do Ginásio em 11 de Janeiro de 1851, sob o título programático de “Lisboa em 1850”.
            Com a inauguração do Parque Mayer em 15 de Junho de 1922 o teatro de revista muda-se para este espaço.
            Com uma história longa, o teatro de revista, desde o início, conquistou o estatuto do mais popular género de espectáculo de Portugal.
            Em Maio de 1941, já passaram 75 anos, o Teatro de Revista chegou à Vila Notável. A Direcção da Sociedade Pedrista composta por Júlio Armando Guerra Pereira (presidente), Joaquim de Abreu Bastos (secretário), Salvador dos Santos (tesoureiro), e pelos vogais Francisco Barros e João Luís Vidigal da Costa, aproveitou a presença em Montemor-o-Novo do funcionário público José Sacadura Bretes, que na Festa Comemorativa das Bodas de Ouro da Pedrista, surpreendera os espectadores com o seu enorme talento artístico, e convidou-o para organizar um espectáculo teatral. O convite foi aceite de bom grado, e José Bretes escreveu para esse fim, a opereta em 1 acto “A lenda do Castelo” e a revista local de flagrante actualidade, em 1 acto e 10 quadros, intitulada “O Cascabulho”, em homenagem a Montemor-o-Novo, conhecida por “Vila Cascabulheira”, pelo facto de existirem inúmeros pomares nas redondezas.
      “A lenda do Castelo” foi interpretada pelos seguintes amadores: D. Ivan Batista, D. Antónia Maia, D. Isabel Pinelas, D. Berta Bonito, D. Ilda Vieira, José Gastão Ferro, Albino Maia Sampaio, Salvador dos Santos e António dos Santos.
            Aldeãs e aldeões: D. Generosa Caldeira, D. Hermenegilda Caldeira, D. Ivone Caldeira, D. Zilda Batista, Jaime Nogueira, Joaquim Marques, António Nogueira e António Santos.
            A Revista “O Cascabulho” foi interpretada pelas seguintes actrizes: D. Antónia Maia, D. Isabel Pinelas, D. Ivan Batista, D. Zilda Batista, D. Ilda Vieira e D. Berta Bonito. José Sacadura Bretes, Feliciano Rabaça do Carmo, Albino Maia Sampaio,  José Gastão Ferro, Joaquim Abreu Bastos, António Joaquim Nogueira, Jaime Borges Nogueira, Flávio Santos, Salvador dos Santos, António dos Santos, Luís Tobias, Joaquim Marques e António Salvado Simões, foram os actores.
            José Sacadura Bretes foi o “compére” Zé Maria (o carácter unitário da revista é dado pelo compére, que assegurando a ligação entre vários quadros, integra personagens simbólicas, figuras públicas, atracções musicais, as quais permitem a exposição em palco).
Distribuição dos10 Quadros
           A revista iniciou-se com o prólogo intitulado “Saudação a Montemor”, a que se seguiram os dez quadros:  I – “Apanha da Azeitona”, “Pró-trabalho”, “Ao desafio”, “S. Leonardo” e “Hino a Montemor”. II – “Viva o progresso”, “As Fontainhas”, “O Poejo”, “O Gorgoleja”, “Aos jornais” e “A pesca”. III – “Foot-ball”. IV – “Grande sólido”. V – “Bons amigos”. VI – “Fogo – Homenagem aos Bombeiros”. VII – “A los toros”. VIII – “Pregões” – “A Pinhoada” e “Pregões de Lisboa”. IX – “A carta pró Manel”. X – “Arraial” – “Evocação dos arraiais da província”. (Neste quadro foi prestada homenagem aos nossos mortos da Guerra).
            Lindos cenários apropriados (o da foto confirma-o), e guarda-roupa dos ateliers Ferreira e Franco, Ldª.
            Excelente música dos maestros – Armando Fernandes e José Luciano Graça, e ainda, músicas populares adaptadas.
            Montagens eléctricas de Francisco Moreira da Silva. Ponto – Agostinho José Macau. Ensaiador – José Sacadura Bretes. Orquestra sob a proficiente regência do conceituado maestro José Luciano Graça, à qual prestam o seu apreciável concurso as Exmas. Senhoras D. Isabel Joaquina Nunes, D. Maria Olímpia Vieira e os Senhores António Salvador R. da Costa e Francisco Assis de Mira. Carpinteiros de cena -Augusto Malato e Simão Macedo. Contra-regra – José Manuel Carvalho Franco.
                                                            Apreciação ao espectáculo
   Um observador, que se escondeu através do anonimato, publicou nas páginas de “O Montemorense” o seu comentário:
            Cá estamos a dar as nossas impressões sobre a récita levada a efeito pelo Grupo Dramático do Círculo Montemorense, primeiro no elegante salão daquela prestigiada colectividade recreativa, e no Rádio Cine (por duas vezes).
            Os espectáculos resultaram num enorme sucesso.
            “A Lenda do Castelo” é uma opereta leve, muito fina, absolutamente própria para diversões desta natureza.
            Agradou-nos em absoluto José Gastão; nenhum artista faria melhor. Gostámos também muito de ver Antónia Maia Sampaio; já aqui o dissemos, e mais uma vez nos ficou a impressão de que é uma pena se esta rapariga não consegue a carreira do teatro, para a qual tem extraordinária vocação: possui vontade, gesticulação consciente e boa voz.
            Merece também referência o trabalho do seu irmão Albino, e igualmente nos impressionou bem a presença de Berta Bonito.
            Os restantes intérpretes, mais ou menos, todos se houveram de forma a merecer os aplausos que, no final, lhes foram tributados.
            O que, porém, conquistou absolutamente a assistência, em ambos os espectáculos, foi a revista “O Cascabulho”.
            Antes de mais nada, as nossas felicitações vão para o autor. José Bretes mostrou, sem dúvida nenhuma, as excepcionais faculdades para a arte de Talma: autor, principal interprete, ensaiador, encenador, ele foi de facto a alma da peça.
            Isto não quer dizer, evidentemente, que os demais amadores o não tenham acompanhado condignamente; pelo contrário, todos andaram muito bem.
            Antónia Maia voltou a evidenciar-se, principalmente pela vivacidade que pôs nas suas “cantigas ao desafio”; também gostámos de a ouvir em “S. Leonardo”, e fez com muita graça “O Montemorense”.
            Isabel Pinelas agradou-nos francamente mais aqui do que na opereta; muito bem conseguido, o seu pregão na “varina”.
            Ivan Batista, que também tem jeito, é pena que não se entusiasme um pouco mais; tem pouca vida, mas uma voz muito agradável; gostámos de a ouvir no “Poejo”.
            Ilda Vieira mostrou igualmente qualidades, mas pouco à vontade ao enfrentar o público. Em “Fontainhas”, que no primeiro dia saiu regularmente, foi no segundo dia menos feliz: Fez muito bem a “Folha do Sul”.
            Berta Bonito voltou a manifestar naturalidade e intuição; e Zilda Batista deu um bom “Rapaz das Pinhoadas”.
            Todas formaram interessante conjunto, a que ainda mais três simpáticas “camponesas” emprestaram apreciável concurso.
            Quanto ao elemento masculino, José Bretes foi um “compére” inexcedível, graça sem exageros, facilidades no improviso, dicção perfeitíssima, quere-nos parecer que os nossos mais consagrados artistas no género, alguma coisa teriam que aprender com ele. As homenagens aos bombeiros e aos amadores tauromáquicos de Montemor, foram ditas com perfeição insuperável.
            Feliciano Rabaça, Albino Sampaio, António Santos, António Joaquim Nogueira, Jaime Nogueira, Joaquim Marques e o pequeno António Salvado Simões, todos se portaram de forma a merecer elogios.
            José Gastão igualmente sobressai entre os rapazes; tem uma tirada logo no primeiro quadro, enaltecendo as belezas da nossa terra, muito bem dito, e o “Velho das Castanhas”, foi também feito com muita propriedade.
            Boa impressão nos deixou também Flávio dos Santos, no azougado “Joaquim”.
            Joaquim Bastos, muito bem no “Grogoleja”; bem observado e bem estudado, o tipo tão popular do “Radical”. Também gostámos do seu “Cauteleiro”.
            Luís Tobias pareceu-nos pouco à vontade no “Toureiro Espanhol”, mas disse bem a “Homenagem aos Mortos da Grande Guerra”.
            Propositadamente, guardámos para o fim das nossas referências, Salvador dos Santos; para ele foram também, as honras da noite. Fez só dois números, mas, que bem disse qualquer deles! O do “Foot-ball” sobressaiu talvez mais pelo entusiasmo com que o executou, mas o “Prólogo” foi igualmente muito bem recitado. Foi muito e justamente aplaudido.
            De resto, estes aplausos foram por igual para todo o grupo. O público mostrou, assim, saber compreender o esforço que representa a organização de um espectáculo desta natureza. É bom que estas iniciativas sejam acarinhadas devidamente, a fim de que se repitam com mais frequência.
            Encontra-se a revista dividida em dez quadros, todos mais ou menos interessantes. No entanto, os que mais nos agradaram foram os das músicas e dos bombeiros.
            Digamos também de elogiosa referência os cenários, a montagem, e os efeitos de luz, tudo revelando especial cuidado e muita habilidade.
            Agradou-nos sobremaneira a orquestra, que nunca tão bem nos tinha impressionado. Muito bonitas e bem executadas as peças de abertura dos actos, e, dum modo geral, toda a execução foi perfeitíssima. Vê-se que anda ali mão de mestre.
            Há setenta e cinco anos, quando os subsídios existiam apenas nos dicionários, montar este grandioso espectáculo não foi tarefa fácil. Prova disso, é o facto de, não obstante Montemor-o-Novo ser uma terra que ama e vive o teatro, de possuir filhos com enorme talento para a escrita cénica e também para a arte de representar, esta, foi a única revista levada à cena na Vila Notável, feita com a “prata da casa”.
            Para que a memória não se perca, felizmente, restam algumas fotos e as “Coplas” da revista.
           
Augusto Mesquita
Maio/2016





DIVULGAÇÃO - DESPORTO

                                                                             JOGO Particular 
                                      Juniores Portalegrense - Amigos s. Brás dos matos
                                                                               (QUINTA-FEIRA)


terça-feira, 24 de maio de 2016

POLITICA LOCAL

          Direito à Opinião
Esta retórica politica da CDU é a habitual. Cansa bastante, alonga-se em demasia e acaba por dizer com variações mínimas quase sempre o mesmo.
Não parece, mas é antidemocratica na medida em que só ela ( a retórica da CDU...) é que é construtiva, é que faz o bem; e Tudo o que os outros fizeram foi apenas o mal- feito, porque não terá sido feito ao jeito da CDU.
Ora, como sabemos, o processo politico do Alandroal, o longo processo das dívidas da Câmara não se deve a um único Presidente, a um só Partido e à conjuntura social vivida pelo país.Externa e interna.
Ou até a uma única politica de desenvolvimento que,aliás, no tempo da CDU andou sempre atrasada e enredada em obras Infraestruturais. Quando se tratou, efectivamente, de modernizar a Vila e o Concelho e como já seria de esperar, a CDU, andou aos papeis. Sem iniciativa, sem inovação e, naquela altura, já sem uma grande parte da adesão eleitoral que julgavam que ainda tinham. Perderam como seria de esperar.Não vão ganhar sempre como será de prever e aguardar. O eleitorado sabe o que quer.Assim como sabe que a alternância do exercício do poder é a melhor e a mais sadia regra da democracia.
Por isso, se perderam a Câmara, e a (re)ganharam, podem como é normal virem tornar a perdê-la. Trata-se de viver e aceitar o processo democrático com alterações no poder, com normalidade... mas aceitando mudar o disco. Ou até, estes Vereadores, sem uma voz própria como está a ver-se e a acontecer.
Acrescenta-se que aquilo que não devia estar a acontecer, é este processo do FAM se arrastar, assembleia após assembleia.Do processo de reabilitação urbana andar a ser adiado para as calendas gregas.
Ou, do processo central da Democracia Participativa nunca ser posto em pratica.Isto para só mencionar alguns assuntos evidentíssimos. 
Portanto, não adianta nada agora ao debate democrático, a CDU, vir invocar e falar de "Facções politicas" porque isso apenas revela a própria incapacidade politica para as defrontar e, eventualmente, superar.
Tendo em vista criar dinâmicas novas que, à beira de 2017, não existem. Nem se vislumbram. 
Veja-se, a título de exemplo, os espectáculos culturais repetidos do Baião.
Repare-se na pobre encenação das Saias. Atente-se no episodio dos FORAIS onde falta o mais importante: chegarem às Escolas do Concelho.
Se falarmos no desenvolvimento económico do Concelho,então, o panorama ainda é mais desolador. Há mais emprego? Há mais Alqueva com Juromenha sempre muito perto? 
Em sintese, vamos dizer que «o tempo da retórica politica» ilude mas não resolve. E que a culpa das nossas próprias limitações não pode ser sempre desviada para os outros.
Ou será que a CDU está à espera que a Oposição não faça o seu papel próprio de estar contra a repetição de um certo passado conhecido.Sem grande alcance e sem grande futuro?
Saudações Democráticas.

António Neves Berbem

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


Terça, 24 Maio 2016
O ano letivo na Universidade está a terminar. Começam os exames. Alguns terão três longos meses e meio de férias pela frente.
São os que fizeram as frequências, seguindo a avaliação contínua, vendo-se recompensados por um esforço que distribuíram ao longo do semestre. Outros lá tropeçaram aqui ou ali e terão que tentar, mais uma vez, esta ou aquela matéria menos estudada, entendida, apreciada, pior transmitida. Porque já se sabe, dos dois lados da sala, frente a frente, estão sempre seres humanos. Falíveis, instáveis, por muito competentes e esforçados que se revelem ou os declarem. Há que melhorar, sempre, e a Universidade, como o Mundo, tem esse percurso como destino a alcançar.
Na área das Humanidades e das Ciências Sociais estamos à espera de encontrar quem se ocupe e preocupe mais com metafísicas do que com físicas, mais com comportamentos, formas e métodos de interagir entre indivíduos, entre si e em grupo mais ou menos alargado. É aqui que podemos tentar iludir e ultrapassar o que é físico, químico, comandado por reações quase predestinadas, e usar o pensamento para além do técnico que, vamos lá ver, sempre é o que nos salva a vida e nos dá, em princípio e se tudo correr pelo melhor, o conforto material da evolução civilizacional. E até nessas áreas haverá momentos em que as certezas que se conquistaram contêm em si histórias que parecem do domínio da ficção e que, por isso mesmo talvez, contribuem para a evolução e para o progresso da Humanidade. O saber, o conhecimento, a técnica, tudo nas mãos de seres humanos a investigar, a ensinar, a aplicar.
O que é também interessante na instituição Universidade, que é uma Escola onde cada um, e cada vez mais felizmente, deveriam poder encontrar a totalidade, a universalidade, reflectida nos percursos possíveis do conhecimento, e fazer nela o seu caminho aprendendo, onde já ninguém se não o próprio se encarregará da sua Educação, é precisamente a sua semelhança com o resto do Mundo. Mas é lá também onde se espera que estejam os que, pela primeira vez, modelam adultos, sem a intervenção protectora de pais ou tutores, servindo de exemplo numa outra fase de maturação aos que por lá passam e continuam depois o seu percurso pela vida, desejavelmente ganhando uma autonomia libertadora. É assim, pelo menos em teoria.
Tenho para mim que numa sociedade em que as dinâmicas políticas e sistémicas permitem uma muito maior mobilidade social, com o acesso a instituições que antes só serviam elites, o quão mais trabalhoso e responsabilizador é para quem nelas trabalha: colaborar ensinando, e portanto dando o exemplo, a serem bons usuários dessas instituições. Enriquecendo-as até, com a sua participação que deve ser sempre bem vinda quando é esse o seu fim.
O Vergílio Ferreira que há 70 anos estava a terminar o seu primeiro ano letivo neste espaço que agora é Universidade e então foi Liceu, apesar da figura enigmática e do feitio a adivinhar-se mais para o taciturno, inspirou e motivou muitos dos seus alunos. Ele já tinha percebido que para além de ensinar com rigor esta ou aquela matéria, necessária, útil, trabalhosa, a que daremos muito valor num contributo determinado para a sociedade, outras capacidades aparentemente inatas ao ser humano tinham muito para ser trabalhadas por quem e para quem ensinar é mais do que isso. E onde o termo e o conceito de Cultura devem ultrapassar as paredes de uma sala de aulas numa Universidade e…entrar nela, aperfeiçoando-se e aperfeiçoando-a. Ele escreveu: «A cultura é o modo avançado de se estar no Mundo, ou seja a capacidade de se dialogar com ele.» E isto também se deve aprender lá dentro. E praticar.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira

NOTÍCIAS DO ALENTEJO

Os dados do IEFP-Instituto de Emprego e Formação Profissional indicam que no final de Abril estavam inscritos nos Centros de Emprego do Alentejo 27 mil 771 indivíduos. Comparativamente com período homólogo, o desemprego aumentou no Alentejo 6,2%. Face ao mês anterior (Março) registou-se um recuo do número de inscritos de 2,4%.

Cerca de 40 empresários visitam, até quarta-feira, o Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva, numa ação integrada no projeto “Alqueva exporta”

O Alentejo está linha da frente na cooperação entre os agentes e na ligação entre as instituições de ensino superior e as empresas. Quem o diz é o presidente da Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, o deputado do CDS-PP Hélder Amaral.

O Estado, através da IP - Infraestruturas de Portugal, coloca a leilão hoje o Palacete Cicioso, em Évora, por um valor de base de 581 mil euros.

A Câmara de Montemor-o-Novo aprovou, por unanimidade, uma Tomada de Posição pela reposição das freguesias no concelho, apresentada pelos eleitos da CDU.
                                       Retratos do Alentejo
Entardecer no Alentejo - José Diogo Faria

Azeitonas - Telmo Anacleto



segunda-feira, 23 de maio de 2016

POLITCA LOCAL

                                                        RECEBIDO PARA DIVULGAÇÃO


O PS DESTRUIU A CDU CONSTROI E RESOLVE OS PROBLEMAS
A CDU tem vindo a realizar no Concelho do Alandroal uma obra meritória e a encontrar soluções para os gravíssimos problemas que o Partido Socialista criou neste concelho. Contudo o Partido Socialista nas suas diversas versões concelhias, continua a querer impedir que se concretize esse trabalho e se encontrem as soluções menos penosas para o Município. Na Assembleia Municipal do passado dia 13 de Maio, na proposta de contrato com o Fundo de Apoio Municipal (FAM) os eleitos do PS votaram contra a proposta apresentada e os ex-elementos do PS hoje anichados num chamado movimento de independentes primaram pela abstenção, nada mais ridículo, é caso para dizer, fizeram o mal e agora procuram fazer a caramunha. Uns e outros continuam a dar sinais de não estarem interessados em contribuir para a resolução dos problemas do concelho. A Comissão Concelhia do Alandroal do PCP saúda o esforço feito pelos eleitos da CDU na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e nas Freguesias pelo seu empenho na construção das soluções, bem como o esforço feito para o controlo da gravíssima divida deixada pelo Partido Socialista, acabando com as politicas de interesse pessoais e favorecimento, repudiando ódios e criando um clima onde todos aqueles que queiram dignificar o bom nome do concelho e do Município possam participar. Reafirmamos que não alimentamos o caminho da ofensa pessoal, como fazem as diversas facções do PS. Os eleitos da CDU continuarão a pautar a sua intervenção pelo trabalho, pela competência e pela honestidade, sempre com o mesmo objectivo, contribuir para resolver os problemas da população dos trabalhadores e garantir o futuro do concelho. A Comissão Concelhia do Alandroal do PCP responsabiliza as várias facções do Partido Socialista no Concelho pelo clima de intriga e de mal “decência” que hoje está instalado aos diversos níveis, tendo estes dificuldades em aceitarem o trabalho desenvolvido nestes dois anos e meio em todo o Concelho e reconhecido pela população. A Comissão Concelhia do Alandroal do PCP reafirma aos munícipes deste concelho, que não se desviará do rumo traçado no inicio do mandato com o objectivo de restaurar o bom nome do Município. O PS destruiu, a CDU trabalhou e encontrou soluções para resolver, será neste caminho que construiremos um futuro melhor para o concelho do Alandroal.
Alandroal, 23 Maio de 2016


NA ORBITA da TORRE do RELÓGIO - Por A.N.B.

i)
  
Em tempos indicativos, de uma forma presente, imperfeita e perfeita. E ainda em forma de futuro, eis o tema dos Chícharos aqui lembrados para serem novamente convidados, festejados e almoçados em Junho de 2016.
Ora vejam. E se vão…porque é também o que todos merecemos.
No Presente
«Eu chícho,Tu chíchas, Ele chícha, Nós chíchamos,Vós chichais, Eles/Elas chícham»;
No Imperfeito
« Eu chichava, Tu chichavas, Ele chichava, Nós chichavamos, Vós chichaveis, Eles/Elas chichavam»; 
No Perfeito
«Eu chichei, tu chichaste, eles chichou, nós chichámos,vós chichastes, Eles/Elas chicharam;»
No Futuro
«Eu chicharei, tu chicharás,ele chichará, nós chicharemos, vós chichareis, Eles/Elas chicharão».
ii)

Construído o chamamento assim e sob a forma  destes tempos verbais, só nos resta enquanto “chicharados e chicharudas” aparecer. A tarde, como todas as que já aconteceram à volta dos “Chícharos e dos seus Artistas” vai valer a pena.
O Al Tejo enquanto mentor da Chicharada anda e continuará,ano após ano, a merecê-lo. Assim seja, Amigos.




ANB
      (22 de Maio de 2016)