segunda-feira, 29 de junho de 2015

MAS SERÁ POSSÍVEL ?

Volta e meia dou uma "voltinha" pelos facebooks dos amigos,não só para "matar saudades", como tambem para recolher informações do que vai "agitando" a minha terra de sempre.
Um deles é o do amigo João Pua que volta e meia me surpreende com pormenores de locais que me trazem à memória momentos agradáveis vividos na minha juventude. É o caso da "Fonte das Freiras", local onde muitas vezes nos deslocávamos para usufruir de uma boa tarde de excelentes banhos, acompanhados de um bom pic-nic.
Uma vez até aqui sugeri uma ecopista aproveitando o "caminho" que nos conduzia ao local. Sugestão que até foi bem aceite, face aos comentários de que foi alvo.
Pois as fotografias, "raptadas" ao J. Pua mostram-nos o estado lastimoso a que chegaram não só o caminho, como a própria "Fonte das Freiras".





CINE CLUBE DOMINGOS MARIA PEÇAS - FASE V

Após alguns meses de interregno retomamos hoje esta rubrica que de há doze anos para cá vimos mantendo no Al Tejo.
Por motivos de excesso de trabalho e alterações habitacionais com consequências na adaptação dos meios informáticos, o nosso Colaborador Rufino Casablanca, viu-se forçado a interromper a sua colaboração no nosso Cine Clube.

Diligenciámos junto do Professor Henrique José Lopes, Cronista da matéria cinematográfica do mensário “Folha de Montemor”, cujas crónicas desde há muito nos haviam cativado, e que por certo serão também do seu agrado.
Profundo conhecedor desta matéria com inúmeros textos publicados, conferências, comunicações e debates é um expert no que diz respeito à sétima arte.
Também no capítulo musical tem obra de vulto não só como compositor, mas  como intérprete EM vários agrupamentos sobejamente conhecidos.
Amavelmente o Prof. Henrique Lopes, acedeu ao nosso pedido. Assim e com título de « DO CINEMATÓGRAFO PARA A PÓLIS …» , vamos retomar a rubrica “Cine Clube Domingos Maria Peças”, valorizando com esta nova colaboração este espaço feito a pensar em si.
Obrigado Henrique
Chico Manuel

DO CINEMATÓGRAFO PARA A PÓLIS …
Por Henrique José Lopes

O mutismo e a máscara em Ingmar Bergman e a amnésia mascarada em que nos governa

A propósito de alguns acontecimentos recentes, lembrei-me do filme “A Máscara” (Persona), datado de 1966 e realizado pelo mestre Ingmar Bergman. É um daqueles filmes, que a quem o
consiga ver com olhos de ver, nos marca para
sempre (quem não conhece bem a obra de Bergman, não conhece bem o cinema). Ancorado em duas personagens femininas (sendo que uma delas praticamente não fala), em prodigiosos grandes planos (a câmara de Sven Nykvist) e nos diálogos, que no fundo são monólogos proferidos por uma enfermeira (uma notável Bibi Andersson) que é incumbida de tratar de uma atriz (uma Liv
Ullmann, que sem dizer uma palavra, oferece-nos uma igualmente portentosa interpretação) que entrou em estado de mutismo enquanto estava em palco a representar Electra. Há medida que vai falando com a paciente e sem receber respostas desta, vai ouvindo o eco das suas próprias palavras. O confronto consigo própria, com os seus próprios fantasmas torna-se inevitável. Uma busca do seu verdadeiro eu. A um dado momento, num dos mais memoráveis planos da história do cinema, os rostos das duas se fundem num só, já não se sabe quem é quem. Quem é a doente, quem é a paciente.
Parece não existir nada em comum entre o que se segue e aquele que o saudoso diretor da Cinemateca Portuguesa, Bénard da Costa, que o considerava o melhor filme de Bergman, mas existe. Num vídeo que circula no YouTube e que é muito partilhado (as razões são obvias), o primeiro-ministro deste desgoverno chegou a afirmar mesmo que e passo a citar: “Depois há muitos que deviam pagar os seus impostos e não pagam e porquê? Porque não declaram as suas atividades.” 
Agora que lhe bateu à porta e lhe descobriram a careca, veio afirmar que se atrasou por distração e por falta de dinheiro. Disse também que ninguém é perfeito. É verdade. Mas a imperfeição não é desculpa para se cometerem certo tipo de erros. Há já algum tempo que a frase de “desculpa de mau pagador”, não fazia tanto sentido. É igualmente verdade que muita gente se atrasa e tem falta de dinheiro.
O problema de Passos é outro, e é aqui que a compreensão se esgota, metido no seu absoluto autismo, auto desculpando-se, finge não perceber os outros e os seus problemas, muitos em consequência da sua governação. Passos Coelho exigiu e exige aos outros o que não conseguiu exigir para si próprio. Isto lembra-me um ditado popular que todos bem conhecemos: “ fazes o que eu digo, mas não faças o que eu faço”. Esta história de Passos Coelho não é a mesma coisa que a história do médico que apesar de fumar e de saber que tal é prejudicial à sua saúde, ele sabe que tem o dever de dizer ao seu paciente para não o fazer. Por mais que ele queira que nós acreditemos que assim seja.
Para Passos Coelho não lhe saiu um coelho da Cartola, entrou um coelho na sua Cartola. E isto não é propriamente a história de “era uma vez…um coelhinho…”. Com a vida das pessoas não se brinca. Como muito bem lembra um cartaz que circula no Facebook, a amnésia (não aquela que é o motor do genial filme de Bergman) parece ter tomado conta de personalidades como Passos Coelho, Cavaco Silva, Ricardo Salgado, Oliveira e Costa ou Zeinal Bava. Este por exemplo, muito premiado, mas muito amador, como muito bem afirmou a deputada Mariana Mortágua na Comissão de Inquérito, perante a ausência de respostas de Bava, que parecia assim, estar mais nas idades dos «porquês».
            O vírus do neoliberalismo, puro e duro, parece ter apagado os dados dos discos rígidos da memória destas personalidades, a quem o poder e o dinheiro parecem ter feito muito mal, não a eles, mas aos outros. É urgente encontrar um eficaz “antivírus” para a lhes devolver e, começarem a pagar o que devem às pessoas, ao país, não só dinheiro (com o dinheiro dos outros qualquer um faz figura…), mas também a saúde, a educação, assim como a humanização em vez da humilhação.
Querem-nos confinar à passividade, ao conformismo, à ausência de pensamento critico, ou melhor, querem que a amnésia, o mutismo, também se instalem em nós para melhor nos controlarem, e nos ordenar como rebanhos acríticos e bem comportados. A amnésia que atingiu a personagem de Liv Ullmann do filme de Bergman vem da sua profunda humanidade ou da busca dela, e de quem atualmente nos governa, da sua desumanidade. Com a “Máscara” que Bergman nos mostra, aprendemos um pouco mais sobre o ato de viver ou a pelo a conhecermo-nos melhor, com a amnésia destes senhores, apreendemos justamente o contrário. Como se fossemos meros números de uma qualquer folha de Excel…sem vida…
 Henrique Lopes
(In Folha de Montemor, março de 2015)









DUQUES E CENAS - Uma rubrida de J.L.N.

Não devia porque já é hábito, mas fiquei chocado com as notícias que, durante dias, deram enfoque único a um país comprimido entre dois estádios de futebol, numa tal Circular a que chamam Primeira. Tudo porque um treinador mudou de clube, na medida em que, e os motivos são muitos mas reduzidos num só, a coisa lhe interessou.
Os meandros desta mudança não se conhecem com a clareza necessária para uma análise igualmente clara. E como o povo (e os meios de comunicação) gostam de coisas assim, obscuras, surpreendentes e a raiar o mafioso, esqueceu a taxa de desemprego, os assaltos do Governo aos nossos bolsos cada vez mais vazios, os sem-abrigo, ás centenas, em Lisboa e noutras cidades do país, a taxa de emigração de jovens e de menos jovens, verdadeiramente expulsos desta terra como personae non gratae, os dentes afiados de quem, salivando, vai, se ganhar as eleições, continuar com as mesmas políticas, porque, como dizia o outro, mudam só as mosquinhas. Não. Nada disto merece a atenção dos meios de comunicação social, que deram, todos eles, constantes e contínuos maus exemplos de jornalismo e de opções editoriais. Porque o resto já não vende. Porque o povo gosta do imbróglio, de tricas, de tristes, de futebol às carradas fora das quatro linhas.
Não me lembro de alguma vez ter tido ídolos. Desde puto percebi (e acho que devo isso ao meu Pai)  que os homens têm, tal como as moedas, duas faces – a cara e a outra face, que muitos poderão desconhecer.

João Luís Nabo

Publicado in “Montemorense” – Junho 2015

SÍNTESE DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO

Empresas do Alentejo apresentaram candidaturas aos sistemas de incentivo do programa operacional regional Alentejo 2020, que pressupõem um investimento total de 43,5 milhões de euros.

Na Herdade do Esporão, no Alentejo, morcegos ajudam a combater pragas de insetos nas vinhas, num projeto inovador em Portugal.

 


A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo e as Comunidades Intermunicipais do Alto Alentejo, Alentejo Central, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, estão a promover um Ciclo de Conferências “Compromisso para o Crescimento Verde e Perspectivas do Alentejo 2020”.


                                                                IMPRENSA REGIONAL  RECENTE


sábado, 27 de junho de 2015

É DOMINGO… SORRIA!

PORQUE HOJE É DOMINGO, DIA DE DESCANSO JÁ É MOTIVO PARA SORRIR.
 MAS ALEM DISSO:
                  FICA MAIS ATRAENTE
                  ALIVIA O STRESS
                  EXERCITA OS MUSCULOS DO ROSTO E DO CORPO
                  LIBERTA ENDORFINAS E SEROTONINA, A HORMONA
                  DÁ FELICIDADE E BOA DISPOSIÇÃO
                  Fá-lo REJUVESNECER
                  FÁ-LO SENTIR PODEROSO E BEM SUCEDIDO

                  MOVIMENTA SÓ NA FACE 73 MUSCULOS – O QUE É BOM!


VIDA AUTÁRQUICA

           EDITAL DA REUNIÃO DA CÂMARA DO ALANDROAL DO DIA 24 JUNHO 2015



Retirado do facebook da C.M.A.

RECORDANDO UM ARTISTA DO ALANDROAL


                        Um olhar sobre os telhados... 
Desenho à vista desde janela do antigo edifício da Guarda Fiscal. 
Material utilizado: lápis, borracha e rotering. 


JPGalhardas/ 90

quarta-feira, 24 de junho de 2015

OS NOSSOS POETAS



AUSENDA RIBEIRO


                        SEM IGUAL


                                                                       Alandroal, terra de encantos mil
                                                                 acarinhas, quantos te visitam
                                                                 refúgio deste Alentejo anil…
                                                                 ah… quantos sonhos por ti transitam!...

                                                                 D’ spírito jovem ou senhoril
                                                                 na tua beleza todos meditam 
                                                                 musa  nobre e de caráter subtil
                                                                 contigo, mentes felizes levitam!...
.
                                                                 Inspiras, os poetas e pintores…
                                                                 e os demais que na arte flutuam,
                                                                 enlevando, almas  de sonhadores!...  

                                                                 E com tanto requinte eles atuam
                                                                 depondo em tudo, seus grandes valores
                                                                 que, logo suas obras perpetuam!...
Ausenda Ribeiro


                                                                              MATIAS JOSÉ

                                                          SEM TÍTULO 


Reconheço não ser poética 
A escrita de Matias José… 
Por uma questão de ética, 
Cada coisa é o que é! 

Assumo a obra completa... 
Verso, rima ou meio prosada, 
Por não me julgar um poeta 
Trago a alma sossegada. 

As voltas que o mundo dá 
Num escrevinhar incessante… 
Mudam-se os tempos por cá, 
E a memória guarda o instante! 

Matias José



                              TALVEZ DOMINGO     

RECEBIDO PARA DIVULGAÇÃO

De:
Porque se trata de um documento de extrema importância para a vida quotidiana de todos nós nas próximas, pois ao ser a "bíblia" do nosso necessário e imprescindível ordenamento do território, ao ser mal elaborado e sem o necessário envolvimento e contributo de todos as cidadãs, cidadão e organizações/instituições locais, ele poderá igualmente condicionar-nos de uma forma negativa e irreversível como aconteceu infelizmente com as décadas anteriores, resultado do PDM de 1.ª geração que o Alandroal teve e que foi elaborado de forma atabalhoada.

Assim e para que não se repita o mesmo erro, solicita-se a melhor consulta ao mesmo nesta fase de discussão pública que decorrerá até ao próximo dia 29/06/2015, clicando nestes dois links: Link 1 e Link 2
Agora é a altura certa para ver, analisar, sugerir.
Depois de aprovado, é tarde e muitos de nós poderemos vir-nos a arrepender de "assobiar para o lado".

Porque o PDM deve ser  simultaneamente um instrumento de planeamento e desenvolvimento e nunca, mas nunca, um instrumento de entrave e boicote ... PARTICIPE!

 O vereador do DITA,
João Nabais

SUGESTÕES

                                 DESTAQUE
                                              VILA VIÇOSA



                                                        ÉVORA
24 junho | quarta  >> Dia de S. João 
SARA TAVARES
Espetáculo que assinala 20 anos de carreira abrangendo sonoridades africanas, portuguesas ou, simplesmente, universais.
25 junho | quinta
HOMENAGEM AO CANTE E AO FADO COMO PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE
- GRUPO CORAL E ETNOGRÁFICO “OS CAMPONESES DE PIAS”
- NOITE DE FADOS
João Rosado, Júlio Parreira, Maritina, Rui Lopes, Valdemar Mochila e Vera Cristina, acompanhados à guitarra por Jorge Silva e José de Sousa, viola de fado por José Geadas e viola baixo por Joaquim Espiga.
​O Cante e o Fado são estilos musicais portugueses, elevados à categoria de Património Oral e Imaterial da Humanidade, pela UNESCO.
26 junho | sexta
22:00 - RANCHO FOLCLÓRICO “FLOR DO ALTO ALENTEJO
O rancho apresenta um espetáculo de danças e cantares da região, usando os trajes característicos.
23:00 - Concerto de Jazz: Projecto Liebman/Langinha/Ineke/Cavalli/Pinheiro
Local: Colégio Luís António Verney (Universidade de Évora)
Coprodução: Câmara Municipal de Évora e Universidade de Évora
27 junho | sábado
RICARDO RIBEIRO
Fadista português cujo trabalho foi amplamente reconhecido em 2014. Apresenta-nos o seu último trabalho intitulado “Largo da Memória”.  
28 junho | domingo
LUÍS PASTOR & A COR DA LÍNGUA
Cantautor de músicas de intervenção, traz-nos um espetáculo baseado em poemas de José Saramago.  
29 junho |segunda >>  Dia de S. Pedro
CELINA DA PIEDADE E AS VOZES DO CANTE​
Celina é música cheia de alma e de personalidade! Espetáculo de cante e música alentejanos, através de vozes e instrumentos, desde o acordéon à percussão, viola campaniça e baixo. 


                                                               ALANDROAL



                                                               

MONTEMOR - EVENTOS PROGRAMADOS


COM INTERESSE ...


               JÁ SÃO CONHECIDAS AS ATRAÇÕES PARA AS FESTAS DE VENDAS NOVAS



PÁGINA DE DESPORTO



O Algarve acolhe, entre 20 e 27 de junho, o Torneio de Futebol sub-14 'Lopes da Silva', que junta cerca de 400 jovens provenientes das 22 seleções distritais e regionais de futebol de Portugal.

FESTA BRAVA

                                      AS PRINCIPAIS CORRIDAS PARA O FIM-DE-SEMANA



terça-feira, 23 de junho de 2015

DIVULGAÇÃO



RESUMO DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO

Ordem receia Alentejo "desprotegido" com saída de oncologistas. O bastonário da Ordem dos Médicos disse hoje recear que o Alentejo fique "desprotegido" na área da Oncologia, com a saída de clínicos do hospital de Évora, mas, segundo a Administração Regional de Saúde, tal "não vai acontecer".

Os leitores de todo o mundo da Condé Nast revelaram os seus bares de praia preferidos. A encabeçar a lista está o Restaurante Sal, na Comporta.

O grupo Os Alentejanos, de Serpa, atua este mês em Taipé, Taiwan, na Wine and Gourmet 2015. O Grupo parte hoje, rumo ao oriente para regressar a 2 de julho.

                                                    JORNAIS
Para que se medite, e em solidariedade com o autor do comentário, permito-me trazer para primeira página o comentário que se segue:

«Alentejo desprotegido na área da Oncologia ... não pode ser.
É-me difícil entender como verdadeiro "o que se anuncia".
Peço a todos desculpa por personalizar "o eco da notícia".
Quer eu quer a Ausenda (infelizmente mais) temos usufruído (é assim a vida) dos serviços do Núcleo de Oncologia do Hospital do Espírito Santo/Patrocínio de Évora, criado já lá vão uns anitos a benefício, e bem, da população do distrito E NÃO SÓ ... de Castelo Branco a Odemira (por causas e deduções próprias falo à vontade, sem tibiezas COMO É MEU TIMBRE) e, se assim fizerem o favor de entender testemunho tratar-se de UM SERVIÇO MAIS DO QUE PRÓXIMO DO DOENTE (HUMANIZANTE, dos Clínicos aos Auxiliares) até AFÁVEL, à boa maneira Alentejana. Amigo do amigo.
NÃO PODE SER VERDADE. NÃO O DEVEMOS CONSENTIR.
Para onde caminhamos?
Peço também ao amigo administrador que me releve esta revolta comentada.
Tenham boa noite.
Tói da Dadinha »


Xxxx

Entretanto, segundo noticía a Rádio Campanário hoje,  o Presidente da A.R.S Alentejo garante mais médicos oncologistas no HESE em Julho e um alargamento dos serviços

HABITUAL CRONICA DE OPINIÃO DIARIAMENTE TRANSMITIDA NA DIANA/FM

                           Cláudia Sousa Pereira - Parade

Terça, 23 Junho 2015
Eis-nos mais uma vez em plenas Festas da Cidade de Évora, a Feira de São João. Mais ou menos ansiosos por que chegue mais uma edição, mais ou menos distraídos sobre o que acontece de novo no rossio, os que vivem, nasceram, passam ou passaram frequentemente por Évora não deixam de reparar nela. Nem que seja, no caso dos declarada e convictamente anti- feiras e quejandos, para a contornar e evitar.
Tratando-se de uma iniciativa municipal, os sucessivos executivos no poder acabam sempre por ser julgados, de ano para ano, pelo impacto que cada ano e nesse mesmo ano a Feira tem nos seus frequentadores. Sim, porque deixemos passar um par de anos e lá nos esquecemos nós do que de bom ou mau lhe encontrámos e achámos. Não sendo possível, nunca, agradar a todos, quando esses todos formam uma sociedade plural e livre para o também livre-arbítrio, os políticos em posição de governo tratam, por estas alturas também e sobretudo em períodos pré-eleitorais, de agradar ao maior número possível e cativar os cidadãos, potenciais eleitores. Abrem-se os cordões à bolsa que antes se dizia vazia, furada no fundo - por outros, claro!, sempre por outros, nunca por quem exigia, mesmo na oposição, que se gastasse mais aqui e ali, e não se gastasse nem nestes, nem noutros, afinal já em tempos em que se “faziam oitos com pernas de noves”, o que significa faltar alguma coisa nalgum lado. Uma bolsa sempre a perder recheio que, alinhavada por argumentos que outrora pareciam não servir, miraculosamente em ano de eleições, estancam e arrecadam aqui e ali alguns cobres, para que os cordões se abram e que, mesmo lembrando aos cidadãos que, se em casa continuam sem pão – culpa dos outros, claro! sempre dos outros, e que jeito dá aqui e ali meter essa bucha de relembrar esses outros que são os que nos tiram o pão e nos obrigam a dar-vos bolos – na rua há circo para esquecer.
Desfila-se diligentemente entre os cidadãos, atrás, à frente, no meio ou de lado – conforme dê mais jeito e onde se seja melhor visto pelos que assistem quanto mais deslumbrados melhor - aos cortejos que também se chamam, por vezes, paradas, versão das modernas e internacionais e históricas parades. Desfile, marcha, cortejo, procissão ou parada são eventos comemorativos onde pessoas e objetos móveis percorrem um determinado caminho, sucedendo-se uns aos outros de forma coordenada. Se o desfile é o termo mais neutro, o cortejo é o mais alegórico e carregado de simbologias e a procissão o de carácter religioso. Já marcha se usa mais para a manifestação política e a parada, em português, se associa aos movimentos militares quotidianos. Mas a parade, ah! a parademistura tudo, numa explosão de festa e de cores que celebra alegrias, num alarido sonoro que chama as atenções, com disfarces que realizam sonhos no tempo, curto, do desfilar, desejos negados pela realidade do dia-a-dia.
Este ano a Feira de São João celebra o Palácio, o nosso o do Dom Manuel, que cresceu pedra sobre pedra na mesma época em que tantos outros palácios se erguiam no que é este espaço chamado Portugal, para albergar os poderosos, os que se sucediam dinasticamente, os filhos ou sobrinhos aos pais e aos avós, numa linhagem sempre desejavelmente pura, mas só no sangue Os que governavam os outros, longe, muito longe ainda do tempo desta Democracia que dá o poder, também do voto e do veto, ao Povo.
E por mais voltas que se dê quando se celebra alguma coisa faz-se-lhe um lugar na memória. Para uns com nostalgias, para outros com repúdio. E para outros, ainda, dando uma no cravo e outra na ferradura. Uma boa Feira e até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira

REVIVER TRADIÇÔES

Chamam-lhe "MESA POSTA".
Quem passa bebe um copo e petisca qualquer coisa.
Conversa-se, convive-se e estreitam-se laços de amizade.
É por aqui em Montemor.
Foto facebok "Folha de Montemor"

RECEBIDO C/ PEDIDO DE DIVULGAçÃO

Chamamos a atenção para uma alteração de data na deslocação da porta-voz nacional do Bloco de Esquerda  - Catarina Martins – a Évora.
 A comitiva do Bloco de Esquerda fará uma visita à Feira de São João na sexta-feira, dia 26 de Junho, a partir das 19h, sendo o ponto de encontro junto ao stand do Bloco de Esquerda.
 Os nossos melhores cumprimentos
 Bloco de Esquerda
Comissão Coordenadora Distrital de Évora
Alcárcova de Baixo, 45
7000-841 Évora
evora@bloco.org