5º ENCONTRO DE BANDAS DE SETÚBAL
Ao minuto 7,48 do vídeo pode vêr a BANDA DO CENTRO CULTURAL DO ALANDROAL - que a todos nos enche de orgulho.
Parabéns e que continuem a engrandecer a nossa terra.
Do Alandroal para o mundo. Tudo o que interessa sobre o Alentejo!
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…nos corredores da vila 17 Julho 2009
Está a propagandear-se nos corredores da vila a política do “medo”. Paira o medo na vila! E de minha opinião, ficam sabendo que isto não é nada bom de ver, em política, claro. Há alguém atento? Passa-se a falar de medo e de muda, duas palavras sonantes e que têm alguma relação.
Advém deste medo o anonimato, a ofensa verbal e a mentira. Repara-se o que lemos a todo o momento no(s) blog(ues): “o anónimo, das não sei quantas horas do dia tal, disse…: o gajo andou lá e agora critica…”; “ao anónimo, das não sei das quantas horas…, (e segue-se uma bajulada de ofensas) ”; “o anónimo, das não sei quantas horas, disse: Realmente... este espaço não era para comentar as magníficas fotos do nosso magnifico Concelho? mas não, os senhores do MUDA tudo criticam a torto e a direito!”. Daqui se depreende que, pouco faltará para a ofensa física. E caso isto venha a acontecer… é o cúmulo da política e da democracia.
Agora, imagine o caro leitor que, ainda não chegou a campanha para as autárquicas. Porque quando chegar, deparar-nos-emos com uma rebelião tentando, a todo o custo, impor os seus ideais e as suas promessas; inventando mil e uma ideias para chegar ao pódio. Só que, aqui, talvez, já não haja o anonimato. Porém, no que à ofensa verbal e à mentira diz respeito, estas vão continuar a existir, mas de uma maneira mais estruturada e melhor fundamentada.
Uma política baseada nestas teorias nunca sortirá efeito. É uma política frouxa, perigosa e ‘non grata’ para o concelho. A política deve nortear-se pelos valores que nos identificam, isto é, pela verdade, pela honestidade, pela solidariedade, pela justiça, etc. E assim será coerente o político que praticar a política.
P.S.: Penso que, há, neste concelho, pessoas que confundem economia com os próprios interesses. E dizem que no concelho são poucas as pessoas com habilitações e conhecimentos científicos específicos. Invoca por isto um tipo de xenofobia escondida. Apelidando, por consequência, a última crónica de utópica.
Por utopia entende-se “o nome de um país imaginário, inventado pelo filósofo Tomás Moro e dado como título a um dos seus livros. Sistema ou plano que parece irrealizável. Fantasia. Quimera”. (in. Dicionário prático ilustrado. Porto, 1986)
Numa análise sucinta do livro Utopia conclui-se que Tomás Moro pretendia que, a forma ideal do estado (aqui aplique-se: concelho) consistisse na verdade, na sua estrutura racional; e assim, tinha para ele que, a natureza fundamental de todas as comunidades políticas é descoberta pela razão.
As ideias defendidas por mim na última crónica só se tornarão utópicas se, pela parte dos políticos e dos homens, não houver boa vontade de mudar; se continuarem acomodados nos seus lugares; e continuarem preocupados consigo próprios.
Concluo com dois interessantes pensamentos: “Deus quer, o Homem sonha e a obra nasce” (Fernando Pessoa); “Para fazer uma obra de arte não basta ter talento; não basta ter força; é preciso também viver um grande amor” (Wolfgang Amadeus Mozart).
Por: Trevor 12
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HOME – LAR DOCE LAR
Realização: Ursula Meier
Com: Isabelle Huppert, Olivier Gourmet, Adélaïde Leroux
«Home - Lar Doce Lar» prova como é possível desenvolver ideias originais e com interesse. Tendo por centro da narrativa o tema da poluição, mostra o drama de uma família que vive à beira de uma auto-estrada desactivada, a partir do momento em que a mesma volta a ser percorrida por um trânsito intenso.
O filme analisa com muito cuidado, e muitas vezes em tom de comédia, a influência que esta agressão vinda do exterior tem no comportamento familiar, produzindo conflitos onde antes apenas se via amizade e amor pela vida.
Site oficial : http://www.home-lefilm.blogspot.com/
ESTREOU ONTEM
- A NÃO PERDER-
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ÁRBITROS DOS DISTRITAIS DE ÉVORA
O Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Évora, comunica que o
Quadro de árbitros deste Conselho para a época de 2009/2010, será constituído como
se segue:
1ª. CATEGORIA DISTRITAL
1- ALBERTO MANUEL COTOVIO SILVA
2- ALVARO AUGUSTO COCO PERICO
3- ANTONIO DINIZ FERNANDES
4- BRUNO MIGUEL MARTINS PIÇARRA
5- CARLOS ALBERTO VIEIRA RODRIGUES
6- DAVID MANUEL CALVINO BRUNO
7- FERNANDO JORGE OLIVEIRA
8- FLAVIO JOSE SERRANO ROQUES
9- GONÇALO LUIS QUINTINO QUINTANO MENDES
10- GONÇALO MANUEL RETO FREIRA
11- GONÇALO MANUEL SARAIVA GRASINA
12- JOAQUIM MIGUEL LUDOVICO RABASQUEIRA
13- JORGE MANUEL AMEIXA CARRETAS
14- JOSE FRANCISCO CARMO ROSADO
15- JOSÉ JOAQUIM AMARO PINTO
16- LUIS MIGUEL BRANCO GODINHO
17- MARIO JORGE PINHEIRO CARRASCO
18- NELSON JOSE VALE GATO DIAS
19- NUNO GONÇALO ELISEU CROINO
20- PAULO ALEXANDRE CASTANHEIRA GAUDENCIO
21- PAULO ALEXANDRE FORCA PERNA LARGA
22- PAULO AEXANDRE GATO AVO
23- PEDRO MIGUEL CLAREU LOPES
24- PEDRO MIGUEL TORRES RAMALHO
25- RICARDO MIGUEL SILVA FERREIRA
26- RUI DUARTE GATO ROMÃO
27- RUI FILIPE DIAS RUSSO
28- VITOR MANUEL CARVALHO REGO
2ª. CATEGORIA DISTRITAL
1- ALBERTINO JOAQUIM CONCEIÇÃO MURTEIRA
2- ANDRE FILIPE SILVA LOPES
3- ANTONIO MANUEL CANDEIAS CALDEIRA
4- BRUNO EMANUEL GODINHO FIGO
5- CARLOS MANEL BIBES CAROLA
6- CARLOS MANUEL CLEMENTE VILELAS
7- CATIA VANESSA RODRIGUES JESUS
8- DIOGO MIGUEL RAMOS RAFACHO
9- FABIO MAURO BILRO CASADINHO
10- FABIO DANIEL CAIXEIRO COELHO
11- FRANCISCO ANTONIO ALMEIDA RIBEIRO
12- FRANCISCO MANUEL CAEIRO BAIAO
13- HELDER MANUEL CARRASCO NUNES
14- JOAO CARLOS ALDINHAS EZEQUIEL
15- JOAO CARLOS MANSOS MARQUES
16- JOAO CARLOS ROMA NUNES
17- JOÃO MANUEL FRANGO GOMES
18- JOÃO PAULO MENDONÇA BATALHA
19- JOAQUIM ANTONIO COTOVIO ROSADO
20- JOAQUIM JOSÉ PITEIRA MARQUES
21- JOSE CARLOS COELHO CANAVERDE
22- JOSE MANUEL SARAMAGO GONÇALVES
23- LUIS ALEXANDRE GARCIA AIRES
24- LUIS FILIPE CALEÇO
25- NELSON ANTÓNIO BRIANDO PITEIRA
26- NUNO MIGUEL HENRIQUES MATEUS
27- NUNO MIGUEL SATURNINHO ALCACER
28- PEDRO FILIPE BARBOSA CORREIA
29- PEDRO MIGUEL OLIVEIRA
30- RICARDO BARATA MONTEIRO
31- RICARDO FILIPE MARQUES SOUSA
32- SERGIO ASSIS CARDOSO PADEIRO
33- SERGIO MIGUEL SOUSA LOPES
34- VASCO JOSÉ BOLETO NUNES
“20 anos - Olimpíadas Populares do Distrito de Évora”
Para assinalar os vinte anos das Olimpíadas Populares do Distrito de Évora, a Associação de Municípios apresentou um livro de imagens, testemunhos, recortes e números que contam a história desta iniciativa, de "fio a pavio", desde a primeira edição.
Com fotografia de António Carrapato e projecto gráfico da Postigo Aberto, o livro reflecte os vinte anos de trabalho na construção de uma iniciativa ímpar no País, pela originalidade, pela intermunicipalidade, pela resistência aos tempos e às vontades…
Fonte: Diário do Sul
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FORUM CULTURAL ALANDROAL:
PARQUE URBANO MONTEMOR-O-NOVO: Noites Na Cidade - Orquestra Típica de Tango . "FERNANDEZ FIERRO" (21,30H)


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Conforme tinha prometido, hoje vou contar-lhes a malandrice que o CACHAMELA, urdiu para comigo e o meu amigo Zé:
O amigo CACHAMELA não ia lá muito à bola com o namoro do meu amigo com a sua Sobrinha!!!... Embirrações…
Assim, e, havendo nessa noite baile na Sociedade da Música, abrilhantado pela Orquestra de que o CACHAMELA fazia parte, para afastar os namorados urdiu o seguinte estratagema: Convidou-nos meia hora antes do início do baile para irmos lá à tasca comer uns passarinhos fritos que estavam uma delícia. Com a melhor das boas vontades…lá fomos. Pássaros…nem o cheiro…esperem aqui um bocado que eu vou ali buscá-los à vizinha que ficou a fritá-los. Eu fecho a porta, não venha mais alguém, e até porque a Guarda anda bruta comigo, só na semana passada multou-me algumas seis vezes. E zás porta fechada à chave, e Xico Manel e Zé encerrados.
A ordem de soltura só chegou quando o Baile acabou.
A desculpa… a Guarda viu-os entrar e só agora é que abalou aqui do pé da porta…não podia fazer nada…senão eles multavam-me outra vez. Pena foi os pássaros…fugiram todos.
Xico Manel
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Setúbal, 12-7-2009 - V Festival de Bandas Filarmónicas.
Banda da Sociedade Carlista de Montemor-o-Novo, interpreta o tema musical (Storie di tutti i Giorni)
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lmt
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NOVAS OBRAS DÃO SEMPRE POLÉMICA
AINDA VAMOS A TEMPO DE SALVAR A RUA DE AVIZ?
(título do Editorial da Folha de Montemor)
«A Câmara Municipal fez a apresentação para uma discussão pública de um projecto de circulação para a Cidade de Montemor, que inclui colocar a Rua de Aviz vedada ao trânsito automóvel».
Então já viu qual é a diferença?
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5 Empreendimentos turísticos do Alentejo galardoados com troféu “Chave Verde”
Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo é a unidade com a mediana mais baixa de espera para cirurgias
Médicos uruguaios preenchem vagas no Algarve e no Alentejo
Évora: Mariano Gago inaugurou Colégio das Artes
CDU: Mais 1500 desempregados no distrito Évora nos último 4 anos
Elvas: Câmara lança apoio a empresas
Evoramonte: Recomeçaram as Escavações Arquelógicas
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(Apontamentos retirados do livro RELIGIÕES DA LUSITÂNEA ( Loquuntur Saxa), Edição M.C. , Instituto Português de Museus, Museu Nacional da Cultura.).
Sobre textos de: José Cardim Ribeiro.
...Endovellicus não foi, como Ataecina – pese embora o epíteto de cariz toponímico quase sempre associada a esta última – uma divindade peregrinante. O seu santuário constituiu-se num verdadeiro “áxis mundi” regional, ao qual acudiam devotos dos territórios circundantes e mesmo de mais longe.
Não é pois possível, atendendo às características intrínsecas deste “numen”- conforme nos são explicitadas através da documentação disponível, - supô-lo presente noutros quaisquer santuários. Aliás, todas as propostas nesse sentido se apresentam em si mesmo meramente conjecturais. Quanto à “Rocha da Mina “ , resta esclarecer que se trata efectivamente de um santuário e, confirmando-se tal classificação funcional, se é mesmo de época pré romana.
.............
Outro suposto santuário de Endovellicus situar-se-ia em plena Bética na região de Huelva....
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15:23
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Destaque:
Não perca no próximo Arte & Emoção (Domingo, RTP2, 19 horas) a oportunidade de ver como decorreu a inauguração da nova praça de toiros do Redondo e de assistir a uma grande lide de Luís Rouxinol no Montijo, frente a um toiro bravo de Pinto Barreiros.
Neste programa pode ainda estar com o ganadeiro espanhol Victorino Martín e conhecer o seu impressionante museu taurino.
Homenagem ao Campino
fotos:f.tata
Próximas Corridas






TAMBEM EM ARRAIOLOS HÁ CORRIDA NO DIA 19 DE JULHO (O Cartaz não nos chegou)
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Economia perde mais de 200 mil empregos em 2009 e 2010
É o pior cenário traçado até agora para o mercado de trabalho em Portugal. Em 2009 serão destruídos 135 mil empregos em termos líquidos, aos quais se juntarão outros 76 mil em 2010. Ao todo são 211 mil postos de trabalhos destruídos em dois anos, o que deverá deixar a economia portuguesa com 4,99 milhões de empregos, o menor valor desde 1999.
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Pobreza cresce entre as gerações mais jovens
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Vítor Constâncio diz que “o pior ainda não passou”
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Jantar de despedida de Pinho por pagar
O ex-ministro da Economia, Manuel Pinho, ainda não pagou o jantar que deu no Solar dos Presuntos, onde estiveram presentes cerca de 45 pessoas, entre assessores, secretários de Estado e sindicalistas.
(Os “bons exemplos” vêm sempre de cima)
(Começa por ti: bebe menos)
Helena Roseta será a número dois da lista do PS à Câmara de Lisboa
(São todos muito sérios…até que…)
(Então agora é assim? Ainda por cima! Era só o que nos faltava.)
Presos vandalizam celas e agridem-se no tribunal
(Haja porrada…)
(O compadre é que manda. Não... manda o compadre)
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(Continuação)
Rosalía --------- 1926
O filho de Rosalía nasceu em 1926. Desde que a gravidez se declarara, deixara a hospedaria no Alandroal, e passara a viver no monte das Courelas, em companhia de sua mãe e restantes irmãos. O filho de Rosalía, nascera, depressa verificaram, com algumas deficiências mentais, o que, pela primeira vez, tanto quanto se lembravam, acontecia na família. Os últimos meses tinham sido de grande ansiedade para todos eles. O António Pombo tinha sido contactado pelo Francisco para que, quando a criança nascesse, esta fosse perfilhada por ele. O António Pombo negou imediatamente essa possibilidade. Disse, na cara de Francisco, que não tinha a certeza de que o filho fosse dele. ---- ( Contra aquilo que é a minha maneira de narrar os acontecimentos, vou reproduzir o diálogo que se deu entre os dois homens ) ----
Reparem, pois, nesta cena :
Francisco, dezanove anos, de chapéu na mão, e António Pombo, quase cinquenta anos. Era ao fim da tarde. A conversa passou-se no gabinete do segundo, na Sofal, a fábrica que ficava à entrada de Vila Viçosa, quando se chegava do Alandroal,, e onde António Pombo tinha um cargo na administração.
Ainda uma explicação: ( ----- Francisco Rodriguez Potra de Avelar, como já sabemos, tinha o hábito de misturar palavras portuguesas e espanholas, quando falava. Era um hábito que lhe vinha desde que começara a falar. E era um hábito de tal forma enraizado, que quando queria falar apenas numa das línguas, parecia hesitante, e, por vezes, muito inseguro. Foi o que aconteceu desta vez. Francisco queria falar apenas em português e demorou mais tempo a expressar-se, a procurar as palavras. E isso foi interpretado pelo António Pombo como medo. Ora como nós muito bem sabemos, o Francisco, talvez inconscientemente, não tinha medo de nada. E a conversa lá decorreu em português, com as hesitações já referidas. ----- )
Foi assim :
----" Senhor António Pombo, conforme lhe disse, gostaria que me informasse sobre a sua decisão."
----" Que decisão ? "
----" Sobre perfilhar o seu filho e da minha irmã Rosalía. "
----" Rapaz, falas com muita insolência. Quem te diz que o filho é meu ? "
----" A minha irmã. E todos sabem que o senhor andou envolvido com ela durante vários meses. "
----" Sabes, rapaz, não podes acreditar em tudo o que te dizem. A tua irmã não andava metida só comigo."
----" O senhor sabe perfeitamente que a minha irmã nunca esteve com outro homem. "
----" Isso é o que ela te diz, mas eu conheço outros que também dormiram com ela. "
----" Ela não quer mais nada de si. Apenas que perfilhe a criança. Não lhe pede mais responsabilidades. "
----" A nossa conversa termina aqui. Sais a bem ou queres que chame a segurança ? "
----" Eu saio. Só aqui vim para descarregar a consciência. Voltaremos a encontrar-nos. "
Assim falaram. Assim terminaram a conversa. Nunca mais, aqueles dois, voltaram a trocar palavra. O que não impede que vos lembre a forma como o António Pombo morreu. Lembram-se ? Pois eu acho que o fim desta cena só aconteceu onze anos mais tarde, quando o tal republicano espanhol meteu aquela bala na cabeça do António Pombo, ali pelo sítio dos Capuchos, junto à praça de touros, em Vila Viçosa. Aí sim, parece-me que ficou cumprida a promessa que o Francisco Rodriguez Potra de Avelar, fez a si mesmo, quando descia as escadas da Sofal, naquele ano de 1926. O que se passou a seguir, já todos, mais ou menos, adivinham. A Rosalía, lentamente, muito lentamente, começou a dar mostras de estar a perder o juízo. Isolou-se nos seus aposentos, no monte das Courelas e chegou a estar semanas fechada no quarto. Apenas a mulher do caseiro lhe podia chegar ao pé e falar com ela. Entretanto, D. Matilda, tinha morrido, mais por desgosto de ver a filha naquele estado, do que por qualquer outra coisa. Tinha sido a velha matriarca que tinha criado o filho de Rosalía, pois esta nunca mais falara nele, e quando lhe passava perto ignorava-o completamente. Era, para ela, como se não existisse. Apesar de consultados todos os médicos especialistas, que por essa época foi possível consultar, nenhum encontrou qualquer doença em Rosalía. Levaram-na a Lisboa, Madrid e Barcelona. Todas as respostas foram iguais: ----" A sua irmã nada tem que nós possamos curar. Qualquer um dia destes, acorda, e será como se nunca tivesse tido nada. Está com uma enorme depressão há muitos anos "----- Com o filho, a tragédia foi maior. Poucos meses depois da morte de D. Matilda, aí por volta de 1930, a criança apareceu a boiar, afogada, no tanque da horta. Foi o desabar de toda a família, incluindo os criados mais chegados. Ninguém se perdoava tamanho descuido. Rosalía nem deu pela falta do filho. Continuou metida no quarto, sem falar com ninguém, alheia a todo o drama que se abatia sobre aquela casa. As irmãs, Guadalupe e Rosário, tentando equilibrar aquela que já tinha sido uma família feliz, animando os irmãos e ajudando nos trabalhos do campo, pois a crise internacional, que entretanto deflagrara, a partir dos Estados Unidos da América, também fazia sentir os seus efeitos na situação financeira da família. No início dos anos trinta, venderam a hospedaria e a casa de pasto no Alandroal. Rufino, montou uma loja de drogas também no Alandroal. João, em sociedade com os compadres Manuel Ferrador e Biguinha, compraram uma camioneta, de marca Ford, em segunda mão, de modelo antiquado, e montaram aquilo que viria a ser o primeiro serviço de transportes de aluguer de toda a região, sendo todos eles, em simultâneo, motoristas e carregadores. Francisco, esse, desunhou-se no trabalho do campo, acudia a todas as tarefas, estava em todo o lado em que fosse necessário um braço, uma foice, uma charrua, um arado. Nesse entretanto, enquanto os Rodriguez Potra, tentavam sobreviver economicamente, dá-se o advento da segunda Republica Espanhola. Com efeito, com a abdicação de Don Alfonso XIII de Bourbon, rei de Espanha, em Abril de 1931, na sequência da vitória dos vários partidos republicanos numas " elecciones municipales ", a Espanha deixa de ser uma monarquia e passa a ser uma republica. Foi nesta altura que Rosalía reapareceu. Foi com se tivesse acordado dum longo sono. Um dia em que Francisco tinha saído cedo, para uma qualquer tarefa relacionada com a lavoura, encontrou no regresso, Rosalía na cozinha, dando ordens à mulher do caseiro e preparando ela mesmo o almoço desse dia. A mulher do caseiro, antes que Francisco falasse, pois sabia que os homens, ás vezes, deitam tudo a perder com apenas uma palavra, foi até ele e sussurrou: ----" Não diga nada, por favor. A senhora está de volta. Proceda com naturalidade."---- À noite, avisadas, vieram do Monte Novo as manas Guadalupe e Rosário, e logo depois os gémeos Rufino José e João José. Todos voltaram a sorrir naquela casa. Só não fizeram uma festa porque não sabiam quanto tempo aquela situação iria durar. Mais tarde na noite, os homens, só eles, fumando junto ao sobreiro que se situava no meio do largo do monte, falavam: -----" E esta, quem diria que a mana Rosalía iria despertar ao mesmo tempo que a republica aqui ao lado !!! " ---- Dizia Rufino José, enquanto apontava para território espanhol. João José, pegou na conversa de Rufino e disse que estava a pensar ir com o compadre Manuel Ferrador até Madrid, para ver como estavam as coisas. Acudiu Francisco à conversa, dirigindo-se ao mano João. ----" És muy peligroso, por ahora, más tarde irás. Vamos deixar pasar uno o dois meses. "---- Aquilo era como um sentença. O João José não voltou a insistir. Nos dias seguintes, Rosalía, tratou da lavagem de todos os cortinados da casa, que efectivamente não eram lavados há anos, limpou com muito rigor todas as dependências do monte, incluindo os sobrados, fez enormes barrelas com a roupa de todos os irmãos, os cobres da cozinha brilharam como nunca, enfim, deixou a casa num brinco, como um dia, Francisco disse. Era mesmo a Rosalía deles que estava de volta. Nos dias seguintes, mandou chamar várias vezes o mano João José para lhe fazer perguntas sobre a republica em Espanha, para saber como as coisas estavam correndo e encarregou-o de lhe trazer jornais espanhóis, pois nos portugueses não havia que fiar. E que se preparasse para ir com ela a Zafra, visitar os parentes que ainda lá tinham. Para espanto de todos, passou a visitar, com regularidade, o jazigo da família, em Terena, e a colocar flores nas urnas de seu filho e sua mãe. Estava de volta, não havia dúvidas. Deixemo-la por agora. Mais tarde voltaremos a ocupar-nos dela. Em exclusivo. Lá para o ano de 1941. Irá, entretanto, tendo aparições fugazes, enquanto narramos acontecimentos relacionados com outras pessoas da família ou que lhes eram próximas.
(Continua na próxima semana)
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Contra a Gripe Humana 
Contra a estupidez com E 
A ler com urgência! :)
Férias em Montemor 
Estamos esquecidos da grande escola de natação que foi o tanque da Quinta da Torre! Que ricas férias, pessoal! Que ricas férias! Aqui fica o testemunho, com perto de 30 anos, de um grupo de amigos, infelizmente já incompleto, mas que muito se divertiu na "olímpica" entre árvores frondosas! Quem mais gostaria de voltar atrás? Quem?
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ANTÓNIO JOÃO RAMALHO PADILHA
Natural de Cabeça de Carneiro
Data de nascimento: 29 de Junho de 1936
MOTE
O fiado dá-me pena
A pena me dá cuidado
A casa é pobre e pequena
Nunca me peçam fiado.
Pedir fiado dá tristeza
Sabe Deus o que nos custa
Viver uma vida à justa
Sem conhecer a riqueza.
Nunca se tem a certeza
Ao praticar essa cena
O que é que a pessoa ordena
A quem fiado se está pedindo,
Por isso muito estou sentindo
“O fiado dá-me pena”.
Gosto de remediar
Os fregueses em geral
Mas desde que fiado me abale
Fico neles a pensar.
Se já não tornam a voltar
Sou eu o prejudicado.
Várias vezes tem calhado
E mais os não volto a ver,
Por isso tenho a dizer
“A pena me dá cuidado”.
Quem entrar aqui por bem
Que não venha de mau humor
Recebo seja quem for
Sem excepções para ninguém.
Mas os que dívidas têm
Que as paguem em altura plena
Que assim ninguém os condena
Nem lhes chamam caloteiros,
E para perder esses dinheiros
“A casa é pobre e pequena”.
Este aviso é do Arlindo
Para todos os fregueses
Que apareçam muitas vezes
Mais uma vez lhes estou pedindo.
Por favor que venham vindo
Preciso ser ajudado
Fico-lhes muito obrigado
E desejo-lhes muita saúde,
Mas evitem essa atitude
“Nunca me peçam fiado”.
REMATE
Tirai nota sociedade
Isto é falar francamente
Eu recebo toda a gente
De muito boa vontade.
Dou-lhes toda a liberdade
Sou para todos igual
Desde que senão portem mal
São sempre bem recebidos,
E sem distinção atendidos
Aqui no Café Central.
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