quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

AMAR A SUA TERRA, GOSTAR DA SUA GENTE - Maria Antonieta Matos

                Ribeira do Lucifecit

                                          Terena - terra onde nasci 


                                                               Que linda terra tu és 
                                                                Velhinha perto do céu 
                                                                A Lucefécit a teus pés 
                                                                É azul o teu chapéu 

Casas cheias de brancura 
Cada pedrinha conta uma história 
Um castelo onde a luta e bravura 
Tem um marco aceso na memória 

                                                                 Teus recantos floridos 
                                                                 Ruelas, igrejas e fontes 
                                                                 Tens por todo o lado montes 
                                                                  Belos campos coloridos 
                                                                  Gado pastando no verde prado 
                                                                  Ouvem-se murmúrios e bramidos 
                                                                  Ouve-se o sino lá no adro 

Sabores e aromas perfumados 
Rosmaninho, esteva, alecrim, 
Hortelã, poejo entrelaçados 
No campo, quintais e jardim 
Gente que trabalha pela calma 
Que conversam pelos cantos 
Que se sentam à soalheira 
Para observarem teus encantos 

                                                              Passos, parecendo castanholas 
                                                              Musicando no sossego 
                                                              Portados e lindas janelas 
                                                              Entre elas muito apego 
                                                              Recônditos, “estórias” de amor 
                                                              No teu livro escreves segredos 
                                                              Paixões, medos, desamor 
                                                              Páginas secretas, enredos 

Brincando a criançada 
Livremente no teu chão 
Dão-te sorrisos, gargalhadas 
Dão larga à sua emoção 

                                                                 És um lugar de poetas 
                                                                 Apetecível por escritores 
                                                                 Tens tuas portas abertas 
                                                                  Para inspirares os pintores 

Tens o santuário da Boa Nova 
Muito raro e muito antigo 
Que fica ao longe numa cova 
Num silêncio apetecido 

                                                                 Cantigas de Santa Maria 
                                                                 Foram dedicadas a ti 
                                                                 És palco de romaria 
                                                                 Ninguém se esquece de ti 

Ruinas de culto Endovélico 
Anterior à época romana 
Deus luz, Deus maquiavélico 
Uma divindade profana 

Maria Antonieta Matos 03-03-2013

                                                                  TERENA 


Olhando a paisagem infinitamente bela 
Do alto do monte, debruçada de espanto 
O castelo e a muralha é a grande janela 
Da gente que delicia sublime encanto 

Um horizonte vasto emergindo a natureza 
Querer abraçar o silêncio nos próprios sentidos 
E inspirar de arte, de tranquilidade e nobreza 
Momentos vítreos que nunca serão esquecidos 

O silêncio dos tempos de medos guardados 
Ouvir, sentir em cada pedrinha na maior profundeza 
Enredos e segredos de gentes guerreiras e arrojadas 

O silêncio da memória em livros escriturados 
O espólio do povo que enriquece gerações, pela rareza 
Que desperta o conhecimento e as torna fascinadas 

04-04-2013 Maria Antonieta Matos

                        Pastor

                                                          ALENTEJO A CANTAR 



Enquanto as mãos labutam, a sua mente 
Entranha os momentos reveladores 
Que descrevem estórias de muita gente 
Ensinamentos procurados por doutores 

Quando o dia amanhece no Alentejo 
Tantas agruras se passaram pelo campo 
Homens, mulheres corajosos, nesse festejo 
Relatam o sentir, a compasso, todo o encanto 

Quando a tarde surge em dia quente 
O corpo enfadado cai sonolento 
Mas quando à noite se reúnem alegremente 
Entoam cantigas naturais do pensamento 

Quando no inverno o frio aperta e dói 
A azáfama fricciona o corpo gelado 
O calor transpira os poros… a vida mói 
Mas o dia se agiganta num tom bem afinado 

No silêncio apaziguador são trovadores 
Semeando palavras de amor 
Da terra são cientistas sonhadores 
Do tempo têm olhar descobridor 

05-02-2015 Maria Antonieta Matos. 
Aguarela de meu amigo Costa Araujo Araujo


A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

                                
                                                  Eduardo Luciano - Tudo parece do avesso

Quinta, 11 Fevereiro 2016
Eleito à primeira volta o candidato que nos foi imposto pelos patrões da comunicação social dominante, a luta diária dos comentadores voltou-se para a demonstração de que não é possível um país soberano aprovar um orçamento livre da chantagem da comissão europeia.
Bem sei que este não é o governo da esquerda. Também sei que este não é o orçamento da esquerda. Bem sei que o governo é do PS e que o orçamento é do governo do PS, mas ainda assim não posso deixar de me espantar com a atitude da maioria dos comentadores que alinham invariavelmente com a visão mais seguidista das teorias da inevitabilidade austeritária.
Tudo estava mal na proposta de orçamento. A comissão europeia iria recusar a proposta de orçamento e cada Miguel de Vasconcelos de serviço fez questão de ir envenenar a potência ocupante com as suas profecias da desgraça proferidas por um qualquer desgraçado.
Afinal a coisa não correu tão bem para os que anunciaram o dilúvio divino sobre a soberania nacional e o orçamento parece ter sido tolerado pelos guardiães das portas do paraíso neo liberal.
Para que tal acontecesse o governo teve de o piorar, de o tornar aqui e ali incongruente, de recuar nalgumas propostas socialmente mais justas e de avançar com incompreensíveis cedências à chantagem dos euroburocratas a mando da visão mais reaccionária do conceito de integração europeia.
Todo este processo vem lembrar aos mais distraídos que o caminho da libertação passa por equacionar a nossa presença nesta União Europeia que faz da integração uma espécie de colonização dos tempos modernos, umas vezes simpática outra vezes de rosto fechado,
Não sabemos o que vai acontecer no debate sobre o orçamento na Assembleia e se o governo irá aceitar propostas que tenderão a melhorá-lo ainda que constituam um desafio a uma União Europeia que aposta tudo no reforço da austeridade tendo como alvo os rendimentos do trabalho.
Mas uma coisa é certa. Os comentadores continuarão a fustigar todas as opções que não se enquadrem na visão tosca e alinhada pelas perspectivas de um governo que já não é e continuarão a criar a artificialidade com que pretendem convencer os mais incautos de que piorou… o que se pretende melhorar.
E tudo isto por causa de um governo do PS com um orçamento de um governo do PS. Imagine-se o que seria se se tratasse de um governo de esquerda, com uma política patriótica e de esquerda e um orçamento de ruptura com os ditames dos donos europeus disto tudo.
Veremos que tempos se seguem a estes tempos estranhos. Uma coisa é certa, podem torcer os números, inventar propostas e contrapropostas e até espalhar o veneno da intriga palaciana, que dificilmente conseguirão matar a centelha de esperança que nasceu da derrota que sofreram em 4 de Outubro.
Assim todos cumpram os compromissos assumidos.


Eduardo Luciano

IMPRENSA REGIONAL DE HOJE




LEMBRAM-SE ?

         Hoje recordamos Almada Negreiros a falar de Fernando Pessoa


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA PELA DIANA/FM HOJE


Quarta, 10 Fevereiro 2016
A comissão europeia ao fim de negociações aturadas com o governo português, deu assentimento ao projeto de orçamento apresentado. Porém, o primeiro-ministro e o ministro das finanças informaram o país que o primeiro esboço de orçamento era mais condizente com o seu programa de governo.
Por seu lado, a comissão apesar do “parecer” favorável, levanta muitas dúvidas quanto à execução da receita. Ou seja, os impostos e taxas a cobrar no presente ano, serão, muito, provavelmente, insuficientes para assegurarem o défice previsto.
Na verdade, a esquerda democrática e não democrática, partido socialista e os demais partidos que constituem a atual maioria parlamentar, numa coisa são o mesmo lado da moeda. Se existe uma reivindicação e a mesma tem origem no eleitorado que os possam legitimar em quanto poder, tudo, mesmo tudo, deverá ser feito para satisfazer essas pretensões. Mesmo que essas pretensões possam conduzir o país para o descrédito internacional.
De resto, por muito legítimas que sejam as reivindicações, no caso, os vencimentos dos funcionários públicos e as pensões dos reformados e dos pensionistas, as mesmas para serem satisfeitas necessitam de dinheiro, de muito dinheiro.
Ora, o dinheiro resulta dos impostos, que por sua vez têm origem no rendimento dos trabalhadores e no lucro das empresas. E, para que esta condição se verifique é necessário, que, ao mesmo tempo, a economia do país cresça sustentadamente. Com efeito, se se descurar o equilíbrio adequado entre os impostos cobrados e a criação de riqueza, o governo estará metido numa grande e complexa encruzilhada política-financeira.
Assim, o governo para levar a cabo a política que defende, como tentei demonstrar atrás, precisa de dinheiro. Deste modo, não deverá aumentar a carga fiscal, mas criar as condições politicas para que o investimento tenha lugar. Porém, não é com o aumento dos impostos e com as alterações da legislação previstos em sede da proposta de orçamento, que criará a confiança necessária para que os investidores invistam no país.
Pelo que, a prudência a isso recomenda, só resta uma solução ao atual governo para que as contas públicas não tenham o mesmo desfecho que tiveram no ano de 2011. Para tanto, deverão convencer os seus amigos de coligação, que, a realidade, não é compaginável com ideários políticos, por mais nobre que eles possam aparentar ser. É imperioso, por isso, que o governo faça uma execução do orçamento observando as regras básicas de uma gestão equilibrada e saudável e não entrar em populismos demagogos. Dar tudo e a todos. É uma má experiência, que, todos bem conhecemos, e, não foi há muito tempo.
E, por último, só para os mais distraídos, nunca é de mais relevar, em maio 2011 não havia liquidez para pagar as remunerações aos funcionários públicos e as pensões aos pensionistas. É isto que, defendem!?!


A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA ONTEM NA RÁDIO DIANA/FM

                            Papagaios Sem Penas 3        
Terça, 09 Fevereiro 2016
Como vos propus, vamos concluir esta tríade de crónicas sobre o mundo da política e de como ele depende muito da comunicação e do uso das palavras no discurso, com todos os riscos de poder tornar-se uma crónica com efeito boomerang, risco de quem se predispõe ao escrutínio em espaço público.
Quem vive da comunicação como profissão vive, naturalmente, com a preocupação de tratar os assuntos para que sejam consumidos da forma mais eficaz e não olhando, vezes demais, aos recursos utilizados e descurando o impacto que a qualidade da informação possa ter na qualidade da vida cívica. Discursos inflamados, engraçadinhos ou com chavões até à náusea fazem-nos certos políticos em campanhas eleitorais, tornando-as tantas vezes risíveis; discursos elípticos, ambíguos, com equívocos, a comunicação social trata de os fazer com maior ou menor habilidade; os discursos muito pormenorizados, em geral, os governantes evitam-nos, primeiro porque têm mais que fazer, depois porque sabem do perigo de um deslize; já as oposições refinam métodos e meios para que nunca se deixe de fazer os vários tipos de discurso: o uso dos detalhes e das insinuações numa mistura com as generalizações apocalípticas que oscilam entre o fait-divers e a boutade. Resta, então, aos muitos mais que não são nem uma coisa nem outras, escolher estar atentos ou estarem-se nas tintas quanto ao teor da informação que lhes chega.
Por muito que os actos e as medidas de quem governa é que, de facto, interfiram com a vida dos cidadãos, estes actos e medidas vêm acompanhados, como numa máquina que é usada por quem não a fabricou, de uma espécie de manual de instruções em forma de declarações ou discursos. Ora, como tantas vezes acontece nesse mundo industrial e dos negócios, e com a péssima qualidade das traduções desses manuais de instruções, há muitas notícias que dificilmente nos ajudam a funcionar com a realidade de forma a compreendermos bem como usá-la. É assim que tantas notícias que estão na secção da informação podiam era estar na de opinião ou propaganda. Mas é também assim que muitos se põem a jeito, porque lhes dá jeito, para serem lidos desta forma.
Se nas duas últimas semanas o teor – conteúdo e tom – do discurso político pelos comentadores foram o alvo das minhas reflexões, esta semana centro-me na dos próprios actores principais da política, e da local, não sem antes colocar algumas perguntas. Quando os cidadãos votam, será que o fazem depois de avaliarem as propostas governativas ou porque avaliam as práticas já exercidas? E quando avaliam o passado, será que se lembram de tudo e relacionam todas as condicionantes para o avaliarem ou só se lembram do que lhes diz directamente respeito ou do que acabou de acontecer, que lhes agradou ou não? E quantos de nós nos lembramos dos discursos – não a prometer mas a acusar - disto ou daquilo aqueles de quem nos queremos distinguir? Às vezes põem-se a voar papagaios que, mais do que ganharem altura e voarem controlados pelos fios que lhes demos, voam à solta. Os fios, transparentes e resistentes, nunca parecem lá ter estado e por isso dá para fazerem de conta que lá continuam…
Recordo-me de um episódio que vivi, em torno da piada que se diz a propósito do assunto que se quer menosprezar, para ilustrar como certas palavras ou uso delas, mesmo tão influentes, se perdem ou apagam quando a responsabilidade do fazer se sobrepõe à do dizer: se achei graça quando em 2010 tinha responsabilidades executivas e aconteceu um festival de música pop que a oposição baptizou com humor “festival da rotunda”, não posso deixar de seguir a mesma onda de bonomia e ser a minha vez de falar do “cinema do canteiro” que promete nascer em Évora em 2016 pela mão da então mesma oposição e agora executivo. E é bom de ver como este tipo de conversa, por mais divertida que seja, não explica nada às pessoas sobre as circunstâncias em que surgem propostas e problemas.
Recordo-vos o que disse o escritor e pensador: «Afirma com energia o disparate que quiseres, e acabarás por encontrar quem acredite em ti.» E é disto que vamos ter de nos ir livrando, ok? Como? O ambiente comunicacional das redes sociais pode ser o princípio, mas a solução parece-me que está só num lugar: na Educação. 
Até para a semana.


   PARA TUDO TERMINAR NA QUARTA-FEIRA…
                    E O CARNAVAL JÁ FOI !

              NO ALANDROAL O CLARÉ MOSTRA COMO FOI …


             E A  RÁDIO CAMPANÁRIO FEZ O VÍDEO

          EM MONTEMOR MOSTRA O F. TÁTÁ
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

         TRADIÇÃO QUE SE VAI REPETIR

                   Recordemos 2015

Vamos ter representantes do Alandroal ?

                         Alto e Para o Baile


Olhares.sapo.pt - Foto de F. Barradas

MEMÓRIAS CURTAS – Uma vez por mês o Prof,. Vitor Guita traz-nos à memória, recordações do passado

A passagem do Ano Velho para o Ano Novo é, frequentemente, tempo de fazer balanço, de tomar decisões, de procurar outros rumos.
Também nós decidimos aproveitar este momento de viragem para introduzir algumas alterações nas nossas Memórias, ponderando a escolha dos temas e, acima de tudo, tornando-as efectivamente mais curtas.
Brinca, brincando, já lá vão perto de oito anos de Memórias, o que equivale a uma centena de textos. Durante esta nossa viagem no espaço e no tempo, deambulámos pela cidade, fomos até ao campo, descemos até ao rio. Procurámos retratar personagens e lugares, registar histórias de vida, recuperar tradições, narrar episódios relacionados com Montemor e os montemorenses. Uma vez por outra, especialmente em tempo de férias, saímos fora de portas para relatar usos e costumes de outras terras e de outras gentes. Embora possa não parecer, fizemo-lo muitas vezes com um olho no passado e outro apontado para o presente ou até mesmo para o futuro.
Mas, basta de considerações que possam enfastiar os nossos amigos leitores.
2016 será marcado, entre outros motivos, pela comemoração dos 250  anos do nascimento de Curvo Semedo, figura que faz parte da nossa memória colectiva. 

Não há conterrâneo que não associe o nome do poeta ao grande cine-teatro da terra ou à toponímia de uma das ruas da cidade. Muitos saberão que se trata de um homem de letras, que viveu na transição do sec. XVIII para o sec. XIX e que ficou célebre pela criação ou tradução de fábulas, como é o caso da popular narrativa de o Velho, o Rapaz e o Burro. O número de concidadãos reduz-se substancialmente, quando se pergunta que conhecimento têm acerca da restante produção literária do vate montemorense. Presumimos que poucos serão aqueles que tiveram oportunidade de ler ou simplesmente manusear os diversos volumes que integram a obra do insigne poeta. Durante anos, não foi possível aceder publicamente aos livros que Semedo deixou escritos. Pensando bem, como pode um povo amar os seus poetas se os livros não lhe chegam às mãos? Felizmente, já é possível ter acesso, na Biblioteca Municipal, a alguns dos textos do autor transtagano.
Pela nossa parte, se pudermos contribuir, através destas nossas Memórias, para um melhor conhecimento do homem e da sua obra, fá-lo-emos.
Centrando a nossa atenção nalguns aspectos biográficos, diremos que Belchior Manuel Curvo Semedo Torres de Sequeira, também conhecido pelo pseudónimo arcádico de Belmiro Transtagano, nasceu em Montemor-o-Novo, no dia 15 de Março de 1766, segundo notícia biográfica inserta na Tradução Livre das Fábulas de La Fontaine, edição de 1843. O poeta faleceu em Lisboa a 28 de Dezembro de 1838, com as suas faculdades mentais debilitadas.
Ainda segundo a mesma fonte, o poeta era filho de Francisco Inácio Curvo Semedo Torres de Sequeira e de Mariana Bárbara Freire De Andrade de Vila Lobos e Vasconcelos. O seu avô materno, João Freire de Andrade, foi capitão-mor da vila.
Oriundo de famílias distintas, o jovem Semedo dedicou-se ao estudo das matemáticas nas Academias de Fortificação e Marinha. Oficial distinto, acabaria por deixar a carreira militar, devido a negócios importantes da sua casa.
O ilustre montemorense terá contraído matrimónio por duas vezes: a primeira em 1799, com d: Maria José Ludovice de Santa Bárbara e Moura; a segunda, em 1809, com D. Gertrudes Portugal da Silveira.
Curvo Semedo foi ainda Fidalgo da Casa Real e membro de diversas congregações. A proximidade da realeza e o seu perfil conservador não impediram, no entanto, de ter sido pronunciado perante os Juízes do Tribunal da Inquisição. Viviam-se, em Portugal, tempos de intolerância e de Medo. Para se ter uma ideia desse clima de intimidação e  de desconfiança, transcrevemos uma denúncia apresentada em Maio de 1803, tornada publica por António Baião no cap. IX do II volume dos Episódios da Inquisição:
“ Ouvi que Belchior Manuel Curvo Semedo, filho de Francisco Inácio Curvo Semedo, escrivão dos Portos Secos, morador em casa de seu pai às Fontainhas de Arroios, dissera que todo o padecer era neste mundo, dando a entender que não havia inferno, o que escandalizou, entre outras pessoas, sua cunhada D. Ana Clementina.
Lisboa, 13 de Maio de 1803”.
A nomeação de Curvo Semedo para funções administrativas na alfandega de Lisboa viria a proporcionar-lhe condições para se entregar ao cultivo das letras, granjeando a fama de ilustre poeta.
Em próximas Memórias, dar-lhe-emos conta, estimado leitor, do contexto da época e da multifacetada obra do poeta montemorense.
Até Breve
Vitor Guita
Publicado in  “ Montemorense” Janeiro 2016. Reprodução autorizada pelo Autor


MUSEU VIRTUAL DO AL TEJO

       Portrait of a yong woman – Sandro Botticelli

             The triumph of Galatea - Rafael

domingo, 7 de fevereiro de 2016

DESPORTO - RESULTADOS

                                                                                FUTEBOL

                                                                                  INATEL
                                                                       2ª FASE - Grupo B   
                                                             Alandroal United 2 – Foros Fonte Seca 1
                                                                          Sabugueiro 0 - Monsaraz 2

                                                     Distritais Associação Futebol de Évora
                                                                        Divisão de Elite 
                                                                Canaviais 1 – União de Montemor 1
                                                                       Redondense 0 – Calipolense 0 - Interrompido- recusa jogador Calipolense abandonar campo após expulsão
                                                                              Borbense 0 – Oriola 1
                                                                                   Portel 2 – Lavre 2
                                                                          Lusitano 3 – Sporting Viana 2
                                                                         Escouralense 1 – Monte Trigo 2.
                                                                             Divisão de Honra
                                                                                  Cabrela 0 – Corval 3
                                                                      Alcaçovense 6 – Santana do Campo 1
                                                                            Fazendas Cortiço 1 – Estremoz 4
                                                                                   Arraiolense 3 – Valenças 0
                                                                            União Montemor B 3 – Giesteira.3

                                                                                           RugbY
                                                                                S. Miguel 24 – R.C.M. 46

                                                                       FUTSAL – TAÇA DISTRITO ÉVORA 
                                                                          União de Montemor 10 – Barbus Futsal 1
          ESPECTÁCULO!!!!