sexta-feira, 17 de novembro de 2017

SUGESTÕES DO AL TEJO



Cinema no Alandroal Matiné dia 19 - 17.00h 






DESPORTO NO FIM - DE- SEMANA

                                                                                INATEL
Campeonato Distrital
Montoito  - Pardais
Alandroal – Foros F. Seca
Stº Amaro – Barbus
Orada – S. Domingos. 

                                                      Distrital Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Arcoense – Cabrela
União – Spot. Viana
Canaviais – Portel
Reguengos – Corval
Monte Trigo – Alcaçovas
Lusitano – Perolivas
Juventude – Redondo.
LIGA A.F.E.
Tourega – Estremoz
Arraiolense – Cortiço
Valenças – Santana do Campo
Bencatelense – Giesteira
Outeiro – Aguiar.
                                        Série E TORNEIO ABERTURA INFANTIS FUT 7 – SERIE D
Terena - Lavre





A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

                       O QUE CONTESTAM OS PROFESSORES
Foi a semana em que os professores mostraram a sua indignação perante a discriminação a que foram votados.
Há causas que conseguem unir e esta aproximará toda a classe docente.
O que está em causa é a contabilização do tempo de serviço dos docentes durante o período do congelamento, 9 anos e 4 meses, condição que será relevante para a progressão na carreira dos docentes.
Haverá aqui alguma desigualdade em relação aos demais funcionários públicos que, supostamente, terão as suas carreiras descongeladas a partir de 2018 e com os respectivos tempos contabilizados.
Este problema surge fruto de expectativas criadas por este Governo, pelo caberá ao Governo resolver o problema, e estará pressionado para o resolver num curto espaço de tempo, porque será “forçado” a inscrever neste OE uma solução para este problema.
É evidente que começámos um novo ciclo, com mais contestação, pelo que importará que as soluções para a administração pública não resultem dos poderes das diferentes classes, mas que sejam respostas transversais, equilibradas e que não comprometam todo o esforço que foi feito nos últimos anos no sentido de equilibrar as contas públicas, reduzindo défices absolutamente incomportáveis.
Mas não esqueçamos que o discurso que tem sido adoptado vai no sentido contrário à contenção, pese embora pelas medidas tomadas vamo-nos apercebendo que o orçamento não comportará os excessos anunciados, pelo que o Governo empurra os seus efeitos para os anos seguintes, de forma a não sobrecarregar o próximo orçamento, mas não deixa de ir comprometendo, desde já, os próximos orçamentos.
E será certamente esta a fórmula que será adoptada para apaziguar o descontentamento da classe docente. Aceitará a contabilização do tempo, fazendo valer os efeitos remuneratórios decorrentes do descongelamento de uma forma pausada e durante os próximos anos.
Não deixa de ser uma maneira engenhosa de resolver os problemas, não agradando a gregos nem a troianos, mas resolve o problema da contestação.
Até para a semana
Rui Mendes



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

VIDA AUTARQUICA

              Nota das principais deliberações reunião Órgãos Autárquicos do Alandroal



Eduardo Luciano ASSINA A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

EDUARDO LUCIANO
UNIVERSOS DIFERENTES EM PERFEITA HARMONIA
No passado sábado o Teatro Garcia de Resende recebeu um espectáculo de homenagem a Paco de Lucia, integrado no festival “Flamenco Heritage” que contou com apresentações em cidades como Lisboa e Madrid.
Neste espectáculo emocionante cruzaram-se duas formas de expressão musical classificadas como património da humanidade, o fado e o flamenco, com interpretes excepcionais como Hélder Moutinho e Pedro Castro que se cruzaram com Gerardo Nuñez e os seus parceiros que elevaram o flamenco a um nível de erudição e paixão que nos prenderam às cadeiras durante todo o espectáculo.
Poderão pensar que tal fusão foi proporcionada por cedências de parta a parte descaracterizando o fado e flamenco para que pudessem conviver.
Estão errados nesse pensamento. Foi uma fusão sem concessões, sem abdicar da genuidade de cada uma das expressões, num convívio perfeito de universos que, sendo diferentes, partilham de um património comum: a paixão com que garantem a proximidade dos intérpretes, numa demonstração de honestidade identitária rara nos tempos que correm.
O tributo à genialidade de Paco de Lucia manifestou-se na excelência dos executantes e no respeito mútuo pelas diferenças que enriquecem os que se aproximam de forma livre e sem preconceitos.
Aquele espectáculo do último sábado é uma verdadeira metáfora sobre a forma como é possível fazer conviver as diferenças quando a inteligência, a paixão pela vida e a capacidade de entrega nos leva à compreensão de outros universos que, sendo humanos, não nos podem ser estranhos.
Aquele espectáculo foi a demonstração prática de que a única impossibilidade surge quando nos cristalizamos nas nossas crenças e abdicamos de convicções em favor da confortável rigidez de dogmas construídos à medida das nossas necessidades supostamente identitárias.
São essas posturas cheias de certezas absolutas que levam à derrota de ideais e a construção de um mundo cheio de tonalidades cinzentas e algumas dores. A minha prima Zulmira, que é mulher pouco dada a grandes construções teóricas, já está para ali a sorrir e a pensar “pois sim, filho, deves estar a falar da dor de cotovelo e da dor de corno”.
Bem, deixemos de elucubrações intelectuais e vamos ao que interessa: não se esqueçam de participar na manifestação do próximo sábado e de exigir o necessário aumento do salário mínimo para seiscentos euros, já a partir de Janeiro.
Até para a semana



IMPRENSA DA REGIÃO


ENQUANTO NÃO CONCRETIZAMOS O NOSSO DEDICADO AO “ENDOVELICO”…

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

JOSÉ POLICARPO
                                       QUAL VIRGEM ARREPENDIDA!
A polémica em torno da utilização do panteão nacional para fins lúdicos, veio demonstrar que ainda somos uma democracia muito imberbe, quiçá, com défice de maturidade. Não me vou pronunciar se a utilização dada àquele monumento devia ou não ser permita, mas o que me parece certo é que deverá estar regulamentada. Disso não tenho a menor dúvida. A discricionariedade neste particular não serve o interesse público.
Na verdade, a indignação levantada nas redes sociais pela utilização do panteão nacional para fins lúdicos não devia ser um problema para ninguém. A liberdade é um princípio enformador da nossa constituição e tem como um dos seus corolários a liberdade de expressão. Não vem nenhum mal ao mundo que haja pessoas a favor da utilização, mormente, de jantares e banquetes, e, outros, que defendam que o panteão nacional é um local representativo da identidade nacional e não deverá ser local para aqueles fins.
Porém, já não é despicienda a critica que alguns, poucos, preocupadamente poucos, fizeram à atuação do governo na gestão desta polémica. O presidente da república com as declarações prestadas também não ajudou, nem contribuiu para a clarificação desta questão. Existe um regulamento que enquadra a utilização dos monumentos nacionais, que remete para a tutela da cultura a autorização da utilização dos mesmos de forma casuística. Caso a caso, portanto.
Por isso, não é admissível que um primeiro-ministro venha criticar publicamente um facto que politicamente o próprio é responsável. Não restam dúvidas de que o jantar ocorrido no panteão nacional foi autorizado pelo governo, aqui no sentido mais alargado do termo. Foi a diretora do Panteão que autorizou a realização do jantar da passada sexta-feira, promovido pelos representantes da “Web Summit”.
Com efeito, a conduta do governo em fazer de conta que nada sabia e de que a responsabilidade do jantar tinha como razão um regulamento de 2014, querendo passar por inocente, é no mínimo anedótico e no máximo inadmissível de todos os pontos de vista. Face a este comportamento a Assembleia da República tem o dever de chamar os responsáveis da tutela para clarificarem esta questão. Está em causa a idoneidade dos titulares de cargos públicos e a credibilidade das instituições. Na minha modesta opinião, é suficiente.



HOJE SAIU O "JORNAL E"


terça-feira, 14 de novembro de 2017

BOAS NOTÍCIAS PARA O ALANDROAL – PROGRESSO


SATIRA - Por Poeta

                                                 PANTEÃO PARTY
                                            Jantar que me palpite
                                                  Só no Panteão Nacional,
                                                     Com ementa especial
                                                     Da Web Summit…
                                                     Pitada de dinamite
                                                     E arrebenta a bomba,
                                                    O Panteão quase tomba
                                                    Mas consegue resistir…
                                                    Com os mortos a fugir,
                                                    A festa foi d’arromba!

POETA

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

CLÁUDIA SOUSA PEREIRA
                             CRÓNICA DE OPINIÃO
TERÇA-FEIRA, 14 NOVEMBRO 2017
·                                                                                                              COMPLEXO DA GERINGONÇA
Por todo o País parece-me que já estarão terminadas as negociações e consequente instalação dos órgãos eleitos para assumirem as funções no poder local. Fui acompanhando, divertida, as justificações multilaterais e multicolores que se desfizeram em discursos de “fazer oitos com pernas de noves” para provarem as soluções encontradas.
O meu divertimento, diga-se, é irónico já que, lá no fundo, é uma certa tristeza que acaba por prevalecer quando se dá atenção aos assuntos e se se depara com a verborreia saída das cabeças que alguma vez julgaram ser capazes de tomar nas suas mãos os destinos e as responsabilidades que o poder local exige e merece. Também senti, nalguns casos, que foi a surpresa dos resultados que deixou confusos os eleitos, provavelmente precisando de mais do que um par de meses para se acomodarem a uma nova situação, legitimada pelo funcionamento sério da democracia a que chegámos há pouco mais de 40 anos.
Se a minha tristeza vem sobretudo de ouvir o discurso por parte de quem conheço minimamente, de quem conheço o trabalho, o empenho e as capacidades, e julgava capaz de reacções menos primárias, o meu divertimento vem da queda da máscara de outros. Os que apregoando em campanha eleitoral serem capazes de governar com, para e por todos juntos, dando a entender que estariam ultrapassadas as questões do foro partidário em nome do que se pretenderia fazer em prol do crédulo e humilde munícipe, se comportam exactamente dentro dessa lógica partidária na altura de constituir o órgão executivo que depende, aí sim, de todos os que para ele foram eleitos, para se poder implementar uma qualquer opção política que afecte a vida dos eleitores, tenham ou não estes usufruído e cumprido da responsabilidade de lá ter ido, em dia de eleições, votar em quem queriam, ou quem não queriam, ver nesses lugares.
Atenção que não me parece de espantar, é-me até muito compreensível, que quem milita a sério e empenhadamente num determinado Partido político, possa pôr, nestas guerras de cargos de poder, primeiro o interesse do Partido e só depois os outros, com argumentos verdadeiramente ideológicos e com impacto nas acções. Parece-me compreensível, entenda-se, se esse primeiro interesse não tiver já tido, num nível anterior, uma espécie de pecado original, que é o único e exclusivo interesse pessoal. E também não estou à espera que, nos que assim resistem a esse pecado, se encontrem uma espécie de mártires que não retirem das opções de militar num determinado Partido benefícios vários, no que gosto de chamar uma “win-win situation”. Até aqui a reciprocidade é um valor que muito respeito. E que não me engana quando não o é efectivamente e se disfarça, lá está, no aviar com uma homenagenzita, com palmadinhas nas costas ou apertados “abraços de urso”, aqueles que são, na realidade, tácticas de luta e não demonstrações de afecto.
De facto, este XXI Governo Constitucional português teria tanto para ensinar… Sobretudo a quem se tem deixado enganar por quem enche a boca com a palavra “consenso” e de quem diz que só “procura soluções”. É que até quem dizia que gostava muito da série dinamarquesa Borgen parece que já se esqueceu do que lá se podia aprender, e distinguir, sobre o mundo da Política e da politiquice. Nunca me vou esquecer, e espero que as boas razões para isso se mantenham, deste governo que “casou” o seu “número” com o século em que os meus filhos, esses também “futuro de mim”, deverão viver mais do que eu, mas onde me sinto muito bem. Até para a semana.