segunda-feira, 28 de Julho de 2014

INFORMAÇÃO C.M.A.

JÁ SE ENCONTRA DISTRIBUÍDO PARA COSULTA DE TODOS OS INTERESSADOS A                                        AGENDA INFORMATIVA REFERENTE AO MÊS DE AGOSTO.


HÁ QUE DENUNCIAR - VÂNDALO Á SOLTA NO ALANDROAL


PANO CRU - Rubrica de A.N.B.

i).
De uma forma crua, vamos dizer que temos a impressão como alguém já o afirmou  que,  “o mundo actual” anda a produzir bastante mais história do que aquela que pode consumir, encaixar e vir a compreender.
Anda a produzir e a acelerá-la de uma tal maneira que, mais cedo ou mais tarde, pode tornar-se incontrolável. Se repararem bem, no Médio Oriente e arredores da Crimeia, nos últimos tempos, houve um série de estados que se fragmentaram e estão em desagregação, tornando a situação internacional muito perigosa e imprevisível.
Já repararam que são mais as milícias e os grupos bem armados do que o número de estados (e exércitos) soberanos realmente existentes? Estão a ver a mancha de violência crescente com que estamos confrontados?
Prova-o ou não, mais esta ofensiva de Israel na Faixa de Gaza onde já é muito difícil distinguir o que é a guerra da carnificina? Onde nenhuma trégua da Cruz Vermelha, é respeitada. Onde as escolas e os hospitais são destruídos. E onde, entretanto, podemos reparar que mais de 80% das vitimas palestinianas são civis indefesos. Mas, o grupo que tem sido mais atingido são as crianças.
Se isto não é um ataque desproporcionado, então, o que será? Admitindo que os dois estados têm legitimidade politica para garantir a sua existência, será pela via da sua destruição mútua…e de um ódio cego que tal virá alguma vez a ser possível e conseguido?
Tal como foi visto nos telejornais, várias vezes, repararam naquela criança, com uns seis ou sete anos, que  estava a atirar pedras a um tanque israelita?...
Podemos prever o que isto significa,  para além do facto incontornável daquela mesma criança, só estar à espera de crescer um pouco mais para a seguir, pegar em armas e prolongar por mais umas  gerações um conflito histórico, descontrolado e cada vez mais violento?...
Mudemos o pano.
ii).
O Al tejo é um bom exemplo e testemunha atenta, à escala local e regional, do que vamos aqui sucintamente afirmar: estamos a assistir ao aparecimento de novas formas de produção informativa individual que se expande a uma velocidade, nunca vista, com o recurso a ferramentas digitais e plataformas de comunicação disponíveis em múltiplas redes sociais.
Isto altera e dará assim origem a  uma nova “democracia participativa” um caminho já aberto, em Portugal, e que começou a ser abertamente protagonizado pelo Partido Socialista, independentemente dos objectivos específicos e  da vontade politica própria dos dois principais protagonistas.
Diria, pois, que esta crise no PS, é também um reflexo da Internet e da aceitação de que, no mundo, muita coisa está e vai mudar: há novos contratos de comunicação e instrumentos de acção politica que estão  em desenvolvimento. As “primárias” são um deles.
Neste sentido poderia acrescentar que as “primárias” do PS vão encetar um novo tipo de contrato politico, entre o PS e os cidadãos, transferindo e abrindo o poder das estruturas partidárias à sociedade civil.
Se isto não é romper com certos “vícios partidocráticos” e fazer uma aproximação à democracia directa e pro-activa, pergunto eu, então, o que será? Do que estão à espera os outros partidos do sistema politico? De um afastamento e desligação crescente  da  sociedade?
Dir-me-ão alguns que isto também é uma luta de facções, e da luta interna pelo poder no PS, uma área onde, aliás, nenhum partido “está virgem” nos seus percursos histórico-políticos.
Como é evidente, não estou em condições de o ignorar completamente, mas também posso garantir que tenciono escolher o candidato que seja mais capaz de reflectir as aspirações urgentes da massa eleitoral que, através “destas primárias” se vier a constituir numa base social de apoio politico, o mais consistente e abrangente possível.  
De acordo com os interesses superiores do país visíveis na U. Europeia e, particularmente, na estratégica CPLP.
 Assim sendo, prefiro colocar aqui estas reflexões, em pano cru, até porque este posicionamento politico, para além de dizer respeito à  esquerda em geral, da mais à menos radical, diz sobretudo respeito  à vida do país e às facturas sociais que vai apresentando, cada vez mais  difíceis de resolver.
Em Portugal, como de resto em todas as partes do Mundo, o pano cru, do fechamento absoluto em “conchas eleitorais ” autossuficientes, a par da falta de abertura real aos processos ideológicos participativos, pagam-se sempre muito caro.
Não foi por causa disto que, no século XX, caíram em catadupa, os dois impérios alemães, o russo, o  austríaco, o otomano e os impérios coloniais europeus, incluindo o português e houve revoluções sociais por todos os continentes?...      
Não será isto o que a História já anda, por toda a parte, a avisar -nos?
  Melhores saudações
   António Neves Berbém

      ( 28/7/2014)

VASCULHAR O PASSADO - Habitual cronica escrita por Augusto Mesquita

                                                  Safira  - a aldeia que não existe


Safira tem placa toponímica bem visível da E.N. 4, que anuncia uma aldeia que não existe. Depois de percorrer 4 km por caminho alcatroado sofrível, que termina na desaparecida aldeia, o visitante chega ao local e fica perplexo, pois é acolhido pelos destroços do que foi a antiga taberna e mercearia, e das habitações dos proprietários do espaço comercial. Deste local, observa-se a antiga igreja do século XV, que irá subsistir até ao desaparecimento da última pedra, a casa do padre, a casa do sacristão, a antiga Junta de Freguesia, o cemitério da aldeia recentemente limpo e caiado, e a vandalizada escola primária com 148,40 m2 de área coberta, e 1.815,60 m2 de área descoberta, desactivada no ano lectivo de 1963/64, que o município tentou vender recentemente por um valor base de 22.025,96 €.
            Dar o nome de Safira a uma aldeia, denota que a povoação também era considerada uma “pedra preciosa”.
            Segundo Mestre Túlio Espanca, a igreja, edificada em sítio altaneiro e pitoresco, dominando a escassas centenas de metros a ribeira do seu nome e de vetusto casario arruinado na linha da frontaria, olha ao ocidente, com seu adro e murete donde rompe a base do cruzeiro de granito rudemente esculpido, sobrepujado por cruz de ferro, singela, do tipo seiscentista.
            A primitiva construção religiosa do título de Santa Maria de Safira, remonta ao bispado do infante-cardeal D. Afonso, filho de D. Manuel, do qual subsistem, da abside, no terreiro, servindo de bancos de repouso, uma formosa chave de pedra, de secção cilíndrica, cordiforme, ornada pela Cruz da Ordem de Malta, e duas mísulas prismáticas, manuelinas (uma sobreposta à pia de água benta, enconchada, visível na capela-mor. Recebeu várias obras na época quinhentista: como resultado da “Visitação de 1534”, teve novo forramento de madeira na nave; o primitivo alpendre, englobou-se no vão do templo que se ampliou em 1573, e fez-se outro de alvenaria, quatro anos depois, e em 1579 abriu-se uma porta travessa na banda do sol. Sofreu ruína grave provocada pelo terramoto de 1 de Novembro de 1755, com fendas no arco do santuário e corpo da nave e queda do campanil. Restauros hodiernos de 1874 (a data aposta na testeira externa do santuário) e outros terminados em 20 de Outubro de 1903, confirmam obras volumosas que, embora bem intencionados, desfiguraram o templo quinhentista.
            Os alçados laterais estão protegidos por gigantes de alvenaria do sistema tradicional, estando um deles decorado por pequeno relógio de sol, marmóreo e de secção cúbica.
            A fachada axial tem alpendre de três arcos redondos, de alvenaria escaiolada; o campanário levanta-se no vértice do frontão de enrolamento, com cruz de mármore e pequeno registo de azulejos de esmalte branco e decoração azul, representando “S. Vicente Ferrer” envolvido pelo rosário, com a data de 1483-1849.
            Sino, de bronze, cronografado de 1894, ostentando o emblema da Santa Hóstia, relevado. Portada vulgar, com ombreiras de granito e porta de dois batentes de madeira almofadada e pregueada, antiga.
            O interior acusa, com gravidade, os atropelos cometidos na sua arquitectura antiga pela operosidade das extintas irmandades. De planta rectangular, a nave, é coberta por caixilharia de três esteiras de madeira levemente fasquiada, vestígios da obra setecentista; os prospectos estão revestidos de aparelho róseo que oculta composições geométricas e de albarradas.
            Púlpito quadrangular, de base marmórea, envieirada e caixa de pau-santo, apilastrada, de tremidos e colunelos de bolachas discoides, de alvores do séc. XVIII.
            O Baptistério, muito pequenino, tem cúpula de meia laranja assente em pendentes lisos; pia de pedra, cilíndrica, rudemente esculpida. De fins do quinhentismo, parece ser a pia de água benta, de mármore branco, também sem adornos, mas de configuração dodecagonal: assente em colunelo de calcário.
            No corpo da nave conserva-se, ainda, ao modo campesino, a mesa-arcaz dos mesários da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, almofadado e cachaço com enrolamento, ornamentado pela tabela pintada da padroeira.
            Os dois altares colaterais são desenhados e executados em talha dourada, no estilo rococó e dentro do seu período decadente, ligeiramente desiguais, com elementos envieirados, palmares, voluta e grinaldas anunciando a arte neoclássica (último quartel do séc. XVIII).
            O do lado do Evangelho é dedicado a “Nossa Senhora do Rosário”. A imagem encontra-se metida em maquineta envidraçada: é de roca, vulgar. Sobre a banqueta, existem esculturas antigas e da escola populista: “S. Brás” (alt. 60 cm) e “S. João Batista” (alt. 84 cm), ambas retocadas por imperitos restauradores. Restos de castiçais de latão, alguns do tipo seiscentista. Em 1758 possuía mais: “Santo António, “S. Sebastião” e “S. Barnabé”, todos de madeira dourada.
            Na capela das “Almas”, paralela e coetânea, venera-se em edícula envidraçada, “S. Miguel Arcanjo”, imagem bem estofada e policromada, de madeira, com características arcaizantes do reinado de D. João V. Tem sacrário. Mais duas esculturas, igualmente de feição popular e de lenho colorido, redouradas e purpurina, se expõem no altar: “S. Pedro” e “Santo António”, que medem, respectivamente, de alt. 95 e 90 cm. No séc. XVIII estava enriquecido com “S. Vicente Ferrer”, “S. Neutel”, “S. Bartolomeu” e “S. Brás”.
            Capela-Mor – De planta rectangular, tem tecto redondo, de abobadilha e alçados caiados de branco, segundo obra volumosa e infeliz de 1874, que lhe destruiu a primitiva abside de arquitectura manuelina. O retábulo é daquela época, de estuques marmoreados, compondo-se de três nichos fundeiros, envidraçados e de molduras redondas, sem qualquer interesse artístico, as quais foram vazadas, com maior sobriedade, no ano de 1592, período em que se destruiu a imagem primitiva de “Nossa Senhora de Safira”, pelo facto de se encontrar completamente gasta e imprópria para o culto. No axial, expõe-se a titular “Nossa Senhora da Natividade” – e lateralmente, “Santa Bárbara” e “S. Sebastião”, esculturas de tamanho sensivelmente igual, todas de madeira mas estofadas ao moderno, o que lhes alterou, em absoluto, o carácter e beleza originais. Estes nichos estiveram decorados por “S. Pedro” e “S. João Batista”.
            Sobre a banqueta, vulgaríssima, existe um crucifixo de marfim, setecentista e de boa factura, mas também restaurado, e as imagens de lenho purpurinado, “S. José” e “S. Pedro”.
            Dimensões do templo: nave – comp. 16.00 x larg. 5,95 m; capela-mor – fundo 6,10 x larg. 4,40 m.
            A cerca de 200 metros da igreja, na baixa do lado oriental, existe o poço do aldeamento, que tem cobertura de tijolo, triangular, e no fundo da parede pequeno registo cerâmico, do séc. XIX, policrómico, figurado por “S. Vicente”, mártir de Valência, empunhando o galeão de três mastros, e envolvido por pórtico de grinaldas de flores.
            No ano de 1758, na sequência das Memórias Paroquiais, divididas em três partes, povoações, serras e rios, num total de 60 perguntas, o Padre Tomás de Vasconcelos Camelo, respondendo ao questionário remetido pelo Arcebispo de Évora D. Miguel de Távora, escrevia: “… tem esta freguesia 57 propriedades e nelas se incluem 120 fogos onde residem 578 pessoas”. O restante documento reflectia sobre as actividades agrícolas e pastorícia presentes na aldeia, a existência de uma fábrica de cal e ainda duas minas de arsénio, na Herdade da Gouveia de Baixo, uma de cobre e ferro na Herdade da Caeira, e ainda, os pagamentos das rendas e os danos causados pelo terramoto. O texto integral pode ser lido na revista de cultura “Almansor” (n.º 5 – 1.ª série).
            Através da Carta de lei de 25 de Abril de 1835 (Divisão Administrativa do País), Safira atinge o estatuto de Freguesia.
            Safira foi o título nobre atribuído por decreto de lei do Rei D. Luís I no ano de1886, a favor de Augusto Dâmaso Miguens da Silva Ramalho da Costa, 1.º Visconde de Safira, a quem pertencia as terras da aldeia. Posteriormente, foi elevado à Grandeza, como 1.º Conde de Safira, por Decreto de D. Luís.
            Um século depois de ser criada a freguesia de Safira, o Código Administrativo de 1936 desfez 10 freguesias no nosso concelho: Landeira, Represa, Santa Sofia, Santo Aleixo, São Brissos, São Gens, São Geraldo, São Mateus, São Romão e a mencionada Safira.
            Esta decisão politica, a juntar à falta de condições de habitabilidade e à precariedade do árduo trabalho agrícola, que era executado manualmente, com meios antiquados, e de sol a sol, foi a morte anunciada para a maioria das extintas freguesias.
Augusto Mesquita

Cedido pelo Autor após publicação no mensário Folha de Montemor – Julho 2014



O GOSTO DE PINTAR - Vitor Rosa


                                                    As últimas folhas dos plátanos de terena 



                                                                           O Castelo de Terena



O olhar do Gaspar

RESUMO DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO

 A Capgemini abriu cerca de 50 vagas para a operação que vai instalar no Parque Tecnológico do Alentejo (PCTA) em Setembro. A empresa procura diplomados em Tecnologias de Informação, Mecatrónica e Matemáticas Aplicadas à Economia e Gestão, e já está a fazer as entrevistas. Mas a meta é ter 150 pessoas nos próximos dois anos.

Os Bancos avaliaram as habitações em 866 euros/m2, no mês de Junho, na Região do Alentejo. Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE).

A Igreja do Senhor Jesus da Piedade, em Elvas, foi classificada pelo Governo português como monumento de interesse público.

O “Diário do Alentejo” acaba de ser distinguido com mais um prémio nacional de jornalismo. Desta feita foi a reportagem “Abóbadas: um luxo na era do betão”, publicada pela jornalista Carla Ferreira na edição de 1 de novembro de 2013, que venceu o Grande Prémio “(Re)Descobrir o Artesanato”.


domingo, 27 de Julho de 2014

“ISTO” É VERGONHOSO!

 O Ministério Público levou tempo, mas antes de ir de férias terá deixado a resolução para a tragédia do Meco: o arquivamento. O único sobrevivente quer agora ser ressarcido, por danos que sofreu por tão longa exposição ao caso.

TAP
Os pilotos da TAP vão fazer uma greve de 24 horas, segundo decisão tomada esta sexta-feira pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil.

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos repudiou, esta sexta-feira, o anúncio pela TAP de que vai compensar os funcionários pelo trabalho extraordinário, acusando a companhia de estar a "oferecer benesses que de facto não o são".

A TAP cancelou 37 voos programados, entre esta quinta-feira e sábado, justificando a decisão com um atraso na entrega de seis aviões Airbus, causa à qual considera ser "totalmente alheia".

Entre 230 deputados só 33 nunca faltaram.

SÃO TODOS A MESMA ....



O presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, admitiu hoje avançar com denúncias sobre eventuais comportamentos criminais devido ao investimento de 900 milhões de euros feito pela Portugal Telecom (PT) no Grupo Espírito Santo (GES).






 O Expresso republicou uma peça onde lembra alguns dos principais implicados neste caso de branqueamento de capitais. Entre os nomes mais conhecidos, surge à cabeça Duarte Lima, responsável pela lavagem de três dos 99,7 milhões que estarão ‘implicados’ neste processo.

PÁGINA HABITUAL DEDICADA AOS NOSSOS POETAS POPULARES

Versos Diversos
(Poeta que versejando responde a comentários colocados no blogue)

A propósito de um comentário que estranhava a ausência do Poeta “Versos Diversos”


                                                          Reparou na minha ausência,
                                                          Pensei que ninguém notava.
                                                          Eu a pensar que me safava,
                                                          Não me safei... paciência!

                                                          As coisas em que eu me meto...
                                                          Durante ainda mais uns dias,
                                                          Eu estou com outras manias,
                                                          Mas eu voltarei, prometo!

Versos Diversos 

                                                           Maria Antonieta Matos

                                        ÀS VEZES



                                                               Às vezes sou a manhã que aquece o teu rosto!
                                               Às vezes brinco como uma criança!
                                               Às vezes me vislumbro ao olhar do sol-posto!
                                               Às vezes sou no teu dedo, a aliança!
                                              Às vezes sou o ritmar das ondas nas marés,
                                              O campo florido de malmequeres e papoilas, 
                                              para ti acenando, ao sabor do vento,
                                              O perfume da rosa rodopiando no pé!
                                              Às vezes sou o emudecer do momento!

                                              Às vezes sou a chuva que te canta, quando me deito,
                                              a pomba branca que te persegue no espaço de ti sequiosa,
                                              a lua que espreita p´ra te aconchegar!
                                              Às vezes sou o clamor da liberdade para te amar!

                                              Às vezes sou o acordar do rio tecendo quimeras!
                                              O caminho, o desvio de muitas primaveras,
                                              Às vezes sou o sol do Outono, o colorido da época
                                              do romance belo, de tudo o que me cerca!

                                              Às vezes sou a estrela que brilha ofegante e que tu não vês !
                                              Às vezes sou tronco a florir abraçando cada mês !
                                              Às vezes sou o envelhecer, o livro do saber!
                                              Às vezes os netos que beijo no mais formoso enternecer!
                                              E somem as rugas e como a flor sou renascer!

Maria Antonieta Matos 30-06-2014
Pintura do meu amigo Costa Araújo

                                      SENTIMENTO


Procuro a sorte p'lo mundo
Parto com mágoa na alma
Forte aos olhos de todos
Com uma aparente calma

Levo lembranças, saudades
Uma incerteza sem fim
O meu pensar na verdade
Passeia no não e no sim

Choro por dentro receosa
De me iludir, sem regresso
Tenho a garganta ansiosa
Se vou ou não ter sucesso

O meu semblante entristece
À chegada a outro país
Toda a gente desconhece
Quem sou e a minha raiz

Não percebo a linguagem
Me escondo na minha sombra
Nunca estive nesta paragem
O pensamento me assombra

Batendo de porta em porta
Onde possa ir trabalhar
Sou como uma alma morta
Que ninguém vê, a andar

O dinheiro já muito escasso
Longo caminho a percorrer
Vou caindo no fracasso
Já não tenho que comer

Ao ver o pouco que me resta
E não tendo alternativa
Agarro-me na mais dura luta
Dia e noite decidida

Sem um sequer desabafo
A dormir no chão d'um quarto
Em lágrimas assim me desfaço
E este laço não desato

Meu país trago no peito
Oiço o mar, aspiro sabores
Sinto os afagos, o doce leito
A luz, o céu e as suas cores

Pouco apouco instalada
Tomando o rumo na vida
Conto os dias magoada
Na saudade desmedida

Com as férias sempre na mente
Não vejo os meses passar
Para rever a minha gente
Meu Portugal respirar

04-07-2014 Maria Antonieta Matos
Pintura: Google

A ARTE CHOCALHEIRA

Porque decorre a feira do Chocalho nas Alcáçovas, porque se trata de uma arte que os Alcaçovenses preservam e divulgam, mas acima de tudo porque se trata de um vídeo produzido por um nosso conterrâneo – Luís de Matos – aqui lhes deixo este documento para que possam apreciar como são feitos os chocalhos.


sexta-feira, 25 de Julho de 2014

AINDA A PROPÓSITO DO CONCURSO DE POESIA LEVADO A EFEITO QUANDO DA 5ª MOSTRA DO PEIXE DO RIO.

O mensário folha de Montemor, referente ao presente mãe de Julho 2014 inclui na sua rubrica dedicada aos “Poetas do Almansor”, o poema submetido a concurso da autoria de José António Salgueiro, quando referido concurso.
Dado o mesmo não ter sido considerado até ao 6º lugar, os que tiveram realce no site da C.M.A., aqui lho deixo, para vosso conhecimento e apreciação.

Caldeta de peixe do rio
Na 5ª mostra do Alandroal
Feita por gente com brio
Não encontra outra igual.

Quando eu era pescador
Em tempos que já lá vão
Pescava à rede e à mão
Nas águas do Almansor
Sô quando havia calor
E antes do tempo frio
Durante meses a fio
A minha mãe cozinhava
E muitas vezes nos dava
Caldeta de peixe do rio.

Só gente com cotação
E da mais alta cultura
Trabalha com desenvoltura
Nesta linda povoação
Que entra na coleção
Das jóias de Portugal
E para todos em geral
Que possam comparecer
É só chegar e comer
Na 5ª mostra do Alandroal.

O peixe é como o pão
Dádiva da natureza
Se falta à nossa mesa
Nos causa dor e paixão
Por capricho, ou tradição
É do que mais aprecio
O como sempre sem fastio
E, sopa bem cozinhada
Grelhado ou de caldeirada
Feita por gente com brio.

Neste mundo tão doente
À beira de naufragar
Há pessoas q´a trabalhar
Se aplicam honradamente
É o caso daquela gente
Que vive no Alandroal
Norte a Sul de Portugal
Na sua totalidade
Nos campos ou mesmo na cidade
Não encontro outra igual.

José António Salgueiro

Montemor-o-Novo

SEM DÚVIDA !


RECEBIDO COM PEDIDO DE DIVULGAÇÃO - ESCLARECIMENTO DO "MUDA"


PÁGINA DESPORTIVA

ALANDROAL UNITED PREPARA A NOVA ÉPOCA

Equipa Técnica: Rui Pais – Manuel Faustino – Bruno Pires.

Guarda-Redes : Pedro Figueiras – Carlos Rato

Defesas : Flávio Coelho –António Cristo – Jorge Martins – João Rebola – Paulo Rosa – Paulo Salgueiro – José Salvador.

Médios : André Courela – Carlos Courela – Paulo Gervásio – José Perdigão – Rui Rosa – José Rui.

Avançados : Sandro Belem – Paulo Palma – Vitor Perdigão.


NOTICIAS CLUBES ALENTEJANOS

Está marcado para a próxima 3ª feira, dia 29 o Sorteio do Campeonato Nacional de Seniores no qual militam o União de Montemor e o Atletico de Reguengos. Na mesma data irá tambem realizar-se o sorteio da primeira eliminatória da Taça de Portugal. O inicio do Campeonato está marcado para o dia 24 de Agosto.

RUGBY



RECURSO PARA O CONSELHO DE JUSTIÇA

O Rugby Clube de Montemor-o-Novo vem por este meio comunicar publicamente que desde o primeiro momento em que se soube que o 1º classificado da 1.ª Divisão, o Caldas Groundlink Rugby, tinha abdicado da subida para a Divisão de Honra, que estava pronto para assumir o lugar que julga ser seu - a manutenção! Como se pode observar pelo estipulado no Artigo 28, parágrafo 7, alínea a) do Regulamento da FPR.
Queremos também informar que após vermos que é o 6º lugar da 1ª Divisão, que a Federação defende que deve subir, baseado alegadamente num parecer, o RCM interpôs um recurso a essa deliberação! Aguardamos com serenidade e com brevidade a resolução deste caso (mais um) do Rugby Português.
…………………….
Entretanto e segundo informação no facebook do Clube a RCM ganhou o recurso e vai disputar a Divisão de Honra



SUGESTÕES PARA O FIM-DE-SEMANA

                                                                      ALANDROAL





                                                                           FALEIROS


                                                                          MONTEMOR




                                                          CONCELHO DE MONTEMOR



                                                                                ÉVORA



                                                                     OUTRAS LOCALIDADES



                                             PROGRAMAS DE FESTAS JÁ CONHECIDOS





ÁI OS COMENTÁRIOS ....OS COMENTÁRIOS !

Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "": 
Já me tinham dito que havia censura neste blogue mas agora estou a ver que é mesmo verdade. Fiz um comentário que não ofende ninguém e que só mostra a minha desilusão com a actual presidente ter andado a dizer em todo o lado que a dívida era 30 e agora vê-se que é 21. Não passou nos critérios do senhor administrador. Porque será? 

E disseram bem, porque HÁ.
Quando comentários dessa natureza são enviados a coberto do anonimato.

Também não publicarei os não contribuem minimamente para um debate sério e construtivo, quando no único intento é a provocação barata e mesquinha, quando visam apenas o ataque pessoal, alem de tentarem fazer deste espaço “muro de lamentações” esquadra de polícia ou pretenderem que o responsável se arme em detetive.
Quando não têm pés nem cabeça, quando nada têm a ver com o assunto postado, quando as ofensas (mesmo entre comentadores anónimos ultrapassam as marcas), quando na ótica do administrador se pretende apenas “lavar roupa suja” …. É melhor não perder tempo.

A finalizar: Como pode constatar o assunto que tanto o afligia foi dado a conhecer ainda hoje. Foi porque foi remetido por quem de direito e devidamente identificado.


Ass: Responsável pela colocação de comentários