segunda-feira, 15 de julho de 2019

OS POVOS DOS QUAIS HERDAMOS CROMOSSOMAS...

Estrimníos:
Os Estrímnios (em latim: Oestremni são dados como o primeiro povo nativo conhecido de Portugal. Oestremni significaria (povo do) extremo ocidente. Estendiam o seu território da Galiza (Noroeste de Espanha) até ao Algarve. Este povo de hábitos rudes dormia no chão, alimentava-se de carne de bode e pão feito a partir de farinha de bolotas e praticava sacrifícios humanos durante os quais examinavam as vísceras das vítimas para predizer o futuro. Vindos de leste, chegaram os Sefes, guiados pela sua deusa-serpente, Ofiusa. Estes eram menos numerosos que os Estrímnios. No entanto, os Estrímnios eram um povo de agricultores pacíficos e os Sefes, além de bons guerreiros, possuíam uma religião mais desenvolvida e quase exterminaram os Estrímnios, tendo sobrevivido apenas alguns povoados dispersos pelo território que antigamente dominavam.
Ofis (ou Sefes):
A passagem dos Sefes como força invasora pelas planícies do Alentejo encontra-se arqueologicamente documentada, seja pelo desaparecimento súbito e inexplicável de povoados na Serra de Huelva e nas duas margens do Guadiana (o povoado de Passo Alto, na margem direita do Chança, é um caso paradigmático), seja pela alteração do modelo de povoamento no Alentejo Central, com as populações abandonando as suas quintas na planície, sem preocupações defensivas, e recuperando ou construindo grandes povoados fortificados, no cimo dos montes, como se pode comprovar nos povoados da Serra d’ Ossa.  Fundam uma primeira cidade, Dipo, que sobrevive até à época romana e que muito acreditam estar no subsolo de Évora Monte. E avançando para oeste e para noroeste fundam sucessivamente Beuipo (Alcácer do Sal), Olisipo (Lisboa) e Colipo (Leiria), avançando até às margens do Mondego. A terminação em “-ipo” das povoações que fundaram (os topónimos que o tempo não devorou), não nos ilude quanto à sua proveniência, pois a esmagadora maioria dos povoados em “-ipo” encontra-se a sul do Guadalquivir.




IMPRENSA LOCAL

A PARTIR DE HOJE DISPONÍVEL A:

SE CONDUZIREM NÃO COMAM!.... (disto)

VAMOS LENDO E COMENTANDO...

DIZ-ME COM QUEM ANDAS DIR-TE-EI COMO ÉS!
PARA QUÊ? A GENTE SABE QUEM SÃO. QUERÍAMOS ERA VÊ -LOS TODOS NA “PILDRA”!
PEIDOU-SE… LIXOU-SE!


NÃO SERÃO JÁ ERROS A MAIS?


PORRA!...Andam "nisto" Desde Março! Chegam à conclusão daquilo que todos Já sabíamos!... Mas os culpados continuam a rir-se de todos nós!

VIDA AUTÁRQUICA


                      DELIBERAÇÕES VEREAÇÃO DO ALANDROAL REUNIÃO DIA 11 JULHO 2019



sexta-feira, 12 de julho de 2019

POETAS DA MINHA TERRA - Maria Antonieta Matos - Manel do Giro

                                                     Ontem choraram pétalas de rosa.
                                                     Num jardim refinado e tão inspirador,
                                                     Ontem choraram pétalas de rosa,
                                                     Soaram cânticos de ternura e amor,
                                                     E uma estrela no céu, s’ acomodou luminosa.
                                                     Saíste à tarde deste universo, serena,
                                                    Acenando com tua alma vaporosa,
                                                    E todos te acompanhamos nessa paz plena,
                                                    Mirando a vida que pelos feitos se recorda.
                                                    Sempre ativa e enfrentando a tua dor,
                                                    Eras poeta e encenavas nos palcos de amor,
                                                   Altiva como o abrir da primavera em flor.
                                                   E nesta vida que um dia será poeira e nada,
                                                   Que brilhe agora quente a doce alvorada,
                                                   Para nunca murchar a lembrança de uma flor.
11-07-2019 Maria Antonieta Matos
À memória de uma amiga poeta Ausenda Balsante Ribeiro
— com Ausenda Balsante Ribeiro.

                                                     A MORTE DA POETISA
                                               Mais uma poetisa no firmamento,
                                               Desce por fim Ausenda à terra fria;
                                               Sobe aos céus envolta em poesia,
                                               A alma separa-se do pensamento!
                                               Foi durante o sol quente do meio-dia
                                               Que se deu tão triste acontecimento,
                                               A morte veio nesse preciso momento
                                               Dizer a Ausenda que não mais escrevia.
                                               Parte... mas não fica no esquecimento
                                               O seu olhar terno quando nos sorria,
                                               E as palavras escritas com sentimento!
                                               Nada eterno... finda tudo o que existia
                                               Cá neste mundo. Termina o sofrimento
                                               De quem lutou com enorme valentia!!
Manel do Giro




DESPORTO


O NOSSO APLAUSO!
A parceria prevê a criação da “Benfica Escolas de Futebol – Alandroal” e envolve também um clube local, o Centro de Cultura e Desporto de Terena, que tem tido a seu cargo o desenvolvimento dos escalões de formação no concelho nos últimos anos.
Fonte: Rádio Campanário

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM


RUI MENDES
                                     Estado da Nação
Esta semana o parlamento debateu o Estado da Nação.
Este debate teve a particularidade de ser o último da legislatura, logo fazendo o balanço da governação e, de alguma forma, marcando a pré-campanha para as eleições legislativas que irão decorrer em Outubro.
Naturalmente que o debate situou-se muito na economia do país.
Como está a nação?
Reduziu-se o défice muito à custa de uma pesada carga fiscal, sem precedentes, e pela falta de investimento na administração pública.
A dívida está apenas disfarçada, porque com o crescimento do PIB parece que reduziu, quando de facto aumentou durante a legislatura. Uma divida pública que está colocada no exterior, porque os níveis de poupança interna são baixíssimos. Algo que é crítico.
Após várias injecções de capital o sistema financeiro mostra sinais de alguma estabilização, mas o mal parado não deixa de ser um problema. O custo dos serviços bancários aumentou em toda a banca, caindo sobre os cidadãos os custos dos erros praticados.
O emprego é onde os resultados são mais visíveis, reduziu-se significativamente a taxa de desemprego, aumentou-se significativamente o número de empregos. Contudo, muita da contratação é a prazo e os empregos criados apresentam baixas remunerações.
O sector público, sempre tão defendido pela esquerda, foi onde mais se falhou.
O desinvestimento nos serviços da administração pública tem sido significativo. A acrescentar a este desinvestimento temos que adicionar a crónica suborçamentação de muitos serviços e as cativações em orçamentos que já de si não apresentam margens, pelo que não será de estranhar a perda de qualidade e de capacidade de resposta dos serviços.
O sector da saúde é um caso evidente do que se acabou de referir. Os orçamentos aprovados não respondem às necessidades orçamentais dos serviços, pelo que toda a estrutura de funcionamento sofre limitações, para mais quando existe envelhecimento da população, logo uma maior necessidade de recorrer aos serviços de saúde.
O sector dos transportes não responde a mínimos exigidos. Fomenta-se, e bem, a utilização do transporte público, mas não se olha à capacidade e qualidade dos serviços que existem.
O que temos hoje é uma AP em que a qualidade dos serviços e os prazos deterioram-se de dia para dia, por culpa de uma governação, que não consegue assegurar que os serviços tenham as condições necessárias ao seu funcionamento, faltado recursos essenciais que permitam assegurar atribuições.
Só se entenderá os reparos da esquerda a esta governação por estarmos próximos de um período eleitoral, e porque cada um quer ganhar espaço político, porque todos eles deram o seu apoio a esta governação, doutro modo António Costa não teria sido o primeiro-ministro, pelo que são co-responsáveis pelo Estado da Nação.
Preparemo-nos que vamos entrar no período da fantasia, em que se vai prometer tudo aquilo que deveria ter sido feito, mas que por inercia, será prometido e empurrado para o próximo ciclo governativo.
 O país está no estado que testemunhamos.
 Boas férias e até Outubro




SUGESTÕES AL TEJO

DESTAQUE:
OUTROS EVENTOS












Cinema Alandroal 

A OPINIÃO DE TIAGO SALGUEIRO


                                                     Turismo e identidade
Nos últimos tempos, têm sido algumas as vozes críticas contra o excesso de turistas, porque estes desvirtuam a essência da identidade portuguesa, em várias das suas manifestações. Por esse motivos, os “visitantes” são olhados com alguma desconfiança por parte de alguns, com uma clara desvalorização do papel que as receitas originadas pelos fluxos turísticos representam para a economia nacional As opiniões negativas sobre o “excesso de turistas” são oriundas sobretudo das grandes cidades, nomeadamente Lisboa, na medida em que a presença dos mesmos causa transtornos a vários níveis, sobretudo na lotação de monumentos, pelo facto dos residentes verem os bairros típicos invadidos por “estranhos” e porque o trânsito torna a vida na capital num verdadeiro inferno. Os detratores do aumento de turistas em Lisboa esquecem que o sector turístico tem hoje uma importância determinante em termos económicos e tem inspirado a criação de projetos inovadores a vários níveis (desde o património à gastronomia), que colocam Portugal como um destino preferencial e mundialmente reconhecido. Será que podemos falar de OVERTOURISM em Lisboa? Será que a maioria dos residentes não reconhece o impacto positivo do turismo na própria vida da cidade? São se equaciona a riqueza gerada, decorrente do aumento substancial dos turistas? Penso que as opiniões mais negativas são sobretudo oriundas de uma elite que julga de certa forma afectado o seu quotidiano pela presença dos estrangeiros que vão a museus, que visitam monumentos e que gastam o seu dinheiro no comércio local e na restauração. São muitos os milhões que entram mensalmente e que alimentam alojamentos locais, restaurantes e hotéis. Defendem os mesmos intelectuais que são mais os contras do que os prós, decorrentes do entupimento da capital, esquecendo claramente os benefícios que são trazidos pelos turistas. Mas são os mesmos que vão alegremente visitar outros países, sem se preocupar pelo facto da sua presença noutros contextos poder originar a mesma opinião negativa por parte dos “nativos”. Discordo frontalmente destas opiniões, reconhecendo que nos nossos dias, o turismo tem um peso determinante na circulação de pessoas e de bens e no estímulo à criatividade e empreendedorismo. Como nos diz o bom senso, é necessário equilíbrio e uma correta gestão desses fluxos turísticos. Torna-se imprescindível criar condições de qualidade para que os que visitam Portugal se sintam devidamente acolhidos, sem colocar em causa a conservação e a preservação dos nossos bens culturais. De qualquer modo, se Lisboa está saturada, a uma hora e meia de caminho, temos o nosso Alentejo, repleto de ofertas apelativas a nível do património, ambiente, gastronomia, vinhos e com uma identidade muito própria, cada vez mais reconhecida e valorizada. Agradecemos que os insatisfeitos “alfacinhas” nos reencaminhem os turistas que estão a mais, que nós seguramente sabemos como recebê-los. E bastante falta nos fazem! 
Tiago Salgueiro in Tribuna Alentejo                                                            




IMPRENSA REGIONAL


                          MEU PAÍS – MINHA GENTE

quinta-feira, 11 de julho de 2019

COLABORAÇÃO DO A.N.B.


                                                      APONTAMENTOS  dos TELHEIROS VI
ESCADÓRIOS  do PODER
I.
Vamos aqui abordar situações que são do senso comum e que acontecem na vida de todos.  Entendamo-nos assim : “o que está hoje em cima, amanhã, pode estar em baixo. O que era bonança pode vir a ser tempestade. O que era previsível pode tornar-se imprevisível”.
O trânsito destas duas realidades faz-se, pois, nos dois sentidos. É permanente e está sempre presente na vida. O poder é, de facto, um escadório. Ora se sobe. Ora se desce.
Em politica, seja a que nível for, um dos  termos mais usados para basear e sustentar esta visão, é o da “ Legitimidade democrática ” que muda também muito rapidamente. Quer seja para conquistar o poder. Quer seja para o exercer. Quer seja ainda para o manter. As mudanças estão sempre a acontecer e mal avisados estão, os pequenos e os grandes políticos, se andarem e continuarem distraídos com estas evidências sociais.
    II.
     O caso desta vitoria estrondosa, de ontem, da Direita na Grécia com uma confortável maioria de direita, é mais um exemplo do que ainda pode vir a acontecer à esquerda nacional. Depois de o povo grego ter sido encostado à parede, por exemplo, com a destruição da sua classe média e por aí abaixo; depois de terem sofrido vários resgates; depois de Alexis Tsipras se ter rendido ao poder financeiro da Alemanha eis que, os Gregos, decidem apesar de tudo votar em massa à sua direita, dando-lhe a Maioria absoluta.
Não estranhem, porque a principal “marca grega” é a de um conjunto de grupos e oligarquias financeiras, à direita e à esquerda, dominarem o cenário político tendo por base uma certa, e lucrativa corrupção politica e financeira . O eleitorado respondeu simplesmente mudando!
Zorba, o Grego, era um sonhador de outros sonhos!
Assim está a ser e assim foi. Atenas, já nem os mármores originais do Pártenon (onde nos sentimos superiormente esmagados) detém em seu poder.
Reparem agora nisto. Quando os Gregos estavam para entrar, na então CEE, em 10 º lugar, o Chanceler alemão Kohl e François Miterrand em França  já sabiam que os Grecos estavam a retorcer as contas que lhe eram pedidas.
A resposta de F. Miterrand foi mais ou menos esta: “bom, nós sabemos que estão a aldrabar as contas, mas como vocês foram o berço da Civilização Grega e o país de Platão e de Aristóteles, e a Europa não pode posicionar-se no Mundo sem esses Valores clássicos e democráticos, vamos admiti-los. Usem lá os Fundos”. Assim veio a acontecer!
III.
O que acima foi dito, serve também para ilustrar que as mutações de cenário no exercício do poder devem ter em conta diversas variáveis sendo que a variante cultural não é menos decisiva do que a variante económica. Nunca o foi.
Circunscrevendo esta temática de “estar em cima e depois vir por aí abaixo” em termos eleitorais, no Alandroal, seria avisado que se tivessem em conta esta série de realizações que andam há anos, mandato após mandato, sem  estar em execução.
 Reparem nesta breve lista:
--o Alandroal continua sem ter um simples Orçamento Participativo e desconfia-se claramente “do porquê” desta omissão democrática e socialista;
-- a Autarquia desinteressou-se do Endovélico e, mais do que isso, anda cada vez mais distraída em relação à hipótese de mostrar na Vila as peças que estão em Lisboa no Museu de Arqueologia; e até o mais com que foi acenando;
-- de aprovação em aprovação, os Programas de Requalificação Urbana das 3 Vilas do Concelho tanto fazem que andam como nunca arrancam;
 -- O Castelo está limpo mas existe lá dentro um Muro Branco que já não devia existir ( a bem da História Local); a Biblioteca parece um assombro;
-- quanto à Ferrovia e à Ciclovia, nem uma palavra publica e prévia de estudo e previsão da Autarquia; a retórica de campanário que parece ter abrandado continua insuficiente sobre  este tema;
-- relativamente à Mostra do Peixe do Rio (  parece que correu bem, antes assim) ou agora, a este ultimo evento  da “Descasca de Caracóis e Caracoletas” será que veio em boa altura como devia acontecer com um bom e articulado plano cultural? 
 Fiquemos por aqui, convencidos de que a atitude de que mais vale ir omitindo do que dizer a verdade; ou a de que mais vale sobreviver  com o vício do que lutar pela transparência não deve dispensar o confronto das ideias com futuro que está a ser feito, mais uma vez, no Al tejo.
Entendamo-nos: o desenvolvimento do Alandroal não se faz somente com o clientelismo partidário interno/ externo na Autarquia. Precisa é de abarcar a ideia de que é necessário  planear em vez de ir improvisando.
 Tanto mais que o povo votante do Concelho na sua sageza compreende como já  provavelmente compreendeu que tanto andamos em frente que vamos estando cada vez mais no mesmo sítio…
   O que se acaba de dizer, não é claro está, apenas mais uma questão de esquerda ou de direita. É uma questão de visão e competência de médio prazo posta ao serviço da Vila. Não a pondo apenas ao serviço de  comissários políticos que nos visitam ou mandam uns recados.
   O assunto é sério. Sem investimento cultural e económico sustentado e consistente, o Concelho segue o caminho daquele verso de Maria Barroso/ Mário Soares: “o Alandroal é como as velas do Altar, dão (pouca)  luz e  vai morrendo”.
Recapitulem, pois, a parte magnifica da mensagem de F. Mitterrand como acima a lembrámos!
Saudações Democráticas
       Antonio Neves Berbem
         ( 9 de Julho de 2019)  

ps:  pedaços deste texto servem para dizer à  Ausenda  um " até sempre dos amigos e desta terra" (anb)

MAU MARIA....

Fotos Nuno Mendes

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM


EDUARDO LUCIANO
Tentar enterrar o SNS, ou a hipocrisia feita comunicação
Vamos de férias das crónicas, mas a central de informação que tem vindo paulatinamente a minar a confiança no Serviço Nacional de Saúde com uma verdadeira barragem de notícias, pequenas, pequeníssimas e grandes, não parece disposta a abrandar o seu trabalho.
Gente que sempre se opôs à existência do SNS anda agora preocupadíssima com as suas falhas e deficiências, explorando até à exaustão qualquer problema que surja no mais recôndito centro de saúde.
Gente que defende que os privados dão melhor resposta desde, claro está, que os encharquemos de dinheiro público que poderia ser utilizado para investir seriamente no SNS, vem agora chorar lágrimas de crocodilo pela ausência de pessoal, pela vetustez e sobrelotação de instalações.
Gente que quando esteve no governo cortou em tudo e mais alguma coisa, clama agora contra a falta de investimento e o depauperar das condições em que o serviço é prestado.
Gente que mandou encerrar centros de saúde, atreve-se agora a lamentar que a ti Maria tenha de fazer 60 km para ir ao médico e sem a garantia de ser atendida.
Gente que defende a existência de um seguro de saúde obrigatório, deduzo que com diversos patamares de assistência conforme as capacidades do segurado, agita-se com o mau funcionamento desta ou daquela unidade de saúde, esquecendo que já existe um “seguro obrigatório” sob a forma de desconto para a segurança social e outro sob a forma de impostos sobre o rendimento.
O Serviço Nacional de Saúde, construção possível pela Constituição de Abril e a que se opuseram desde sempre os herdeiros do tempo da outra senhora, vive dificuldades e constrangimentos que só podem ser honestamente analisados à luz do que foram as políticas de saúde dos governos do famoso arco.
Subfinanciamento, envelhecimento da sua estrutura profissional, ausência de investimento em todas as áreas, das infra-estruturas à contratação de pessoal, promiscuidade entre serviço público e iniciativa privada com claro prejuízo para o serviço público, foram as pedras do caminho que levam hoje a tal gente a afirmar que a universalidade e gratuitidade não é sustentável.
Os trabalhadores do SNS, dos médicos aos assistentes operacionais, que enfrentaram com as suas lutas as arremetidas dos diversos governos continuam nos dias de hoje a assinalar problemas e a propor soluções, sem deixarem de, no seu dia-a-dia, reinventarem respostas para os utentes que deles dependem para o acesso a cuidados de saúde, sem que tenham de exibir qualquer apólice de seguro contratada a quem faz da doença uma questão de oportunidade de mercado.
Ou me engano muito ou vamos ter até Outubro um cerrado ataque ao SNS e o que mais me custa é que as dificuldades e insuficiências são reais e muitas delas criadas pelos que agora pretendem tirar partido das suas consequências.
Vamos então interromper estas crónicas até Outubro com o desejo e a convicção de que os eleitores percebam que os ganhos (ainda que modestos) desta legislatura só podem ser aprofundados com o reforço do tal partido quase centenário, que na noite eleitoral de 2015 afirmou que era possível afastar a direita do poder.
A minha prima Zulmira, mulher de sequeiro, não vos deseja bons banhos mas deseja-vos um óptimo Artes à Rua, porque vêm aí dias e noites fantásticas.
Até Outubro



CINE CLUBE - MONTEMOR

AGORA AO AR LIVRE E DATAS DIFERENTES
NAS FREGUESIAS:


DIVULGAÇÃO CULTURAL MONTEMOR

VILA VIÇOSA

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA ONTEM NA RÁDIO DIANA/FM


JOSÉ POLICARPO
                 A Geringonça também irá a votos!
Por ser esta a última crónica antes das eleições legislativas de outubro próximo, é o tempo de aventurar-me a fazer um breve e curto balanço dos últimos quatros anos políticos. Nunca a extrema-esquerda tinha chegado ao poder na vigência da presente constituição, o que por si só é motivo de reflexão.
Na verdade, durante 39 anos da nossa vida política, de 1976 a 2015, a extrema-esquerda foi sempre uma força política de protesto, com grande preponderância no âmbito sindical. Quanto às grandes alterações operadas no nosso país a extrema-esquerda esteve sempre arredada do debate politico. Na adesão à CEE, hoje União europeia, como, na revisão constitucional de 1989 que conduziu o país à modernidade, a extrema- esquerda foi inapelavelmente derrotada.
O ressurgimento da extrema-esquerda como força política de poder deve-se, unicamente, ao partido socialista de Costa, César e Nuno Santos. Estes são os verdadeiros responsáveis políticos por esta decisão, muito anacrónica, mas constitucionalmente legitima.
Ora, o resultado desta decisão foi reverter quase tudo o que país fora obrigado a fazer durante a presença da TROIKA, sobretudo no sector público. Rendimentos, pensões, horários de trabalho e privatizações foram revertidos.
Há, com efeito, uma pergunta que poucos a fazem e muitos não a querem fazer: O país pode tudo isto? Não tenho uma resposta séria para apresentar. Contudo, os muitos problemas da saúde, da segurança social, dos registos e notariado, da proteção civil e dos transportes, são realidades que nos devem fazer pensar. Por isso, fica aqui a pergunta: É este o Estado que queremos? Os portugueses decidirão a 6 de Outubro de 2019.



quarta-feira, 10 de julho de 2019


EM SINAL DE LUTO DEVIDO AO FALECIMENTO DE UMA DAS SUAS COLABORADORAS O AL TEJO SUSPENDE HOJE A SUA PUBLICAÇÃO.
DESCANSA EM PAZ AUSENDA!