sexta-feira, 21 de julho de 2017

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA....


A Assembleia da República recomenda ao Governo a inclusão da Fortaleza de Juromenha, no concelho de Alandroal, na lista de imóveis do programa Revive.
A recomendação partiu de um projeto de resolução do PSD que foi aprovado no Parlamento, com os votos favoráveis de PSD, CDS-PP e PS, os votos contra do BE, PCP e PEV e a abstenção do PAN.
“Se a fortaleza ficar concessionada a privados durante 50 anos, não me incomoda minimamente, antes pelo contrário. Estar como está é que me desagrada”, afirma o deputado do PSD eleito por Évora, António Costa da Silva.
A Fortaleza de Juromenha, segundo o parlamentar, “chegou a estar na lista inicial do Revive” e que “foi retirada por questões burocráticas”.
O monumento “merece ser integrado” no programa, “não só pela questão da monumentalidade, mas estamos a falar também da criação de riqueza e emprego para um concelho que tanto necessita”, disse.

O programa Revive, lançado pelos ministérios das Finanças, Cultura e Economia, prevê a concessão a privados de imóveis históricos degradados para que sejam recuperados.

AS SUGESTÕES AL TEJO


Alandroal - Sexta 21 - 21,30 H




DESPORTO


         PARABENS CLUBE RUGBY DE JUROMENHA

CRONICAS DE CINEMA -Por Egas Branco

     Uma homenagem do Al Tejo a Domingos Maria Peças
            Ciclo do Cinema Japonês
Egas Branco Revê grandes obras da cinematografia nipónica. 
                                  SANSHÔ DAYÚ (O Intendente Sansho).

Mais uma obra-prima absoluta de Kenji Mizoguchi, o grande cineasta japonês e do seu argumentista, Yoshikata Yoda. 
Embora a historia se passe no Japão medieval, foi realizada em 1954, fazendo pensar nos campos de concentração do nazi-fascismo, na Alemanha, e países ocupados, e no Japão. O intendente Sanshô, pela sua crueldade parece baseado nas sinistras figuras que dirigiram esses campos sem a mais pequena réstea de humanidade. Acabam no entanto por escapar com vida devido à ausência de ódio revanchista das suas vítimas. 
Comovente e admirável tem, como quase sempre nas obras do grande realizador nipónico, principalmente quando teve como colaborador Yoshikata Yoda, o povo sofredor e explorado como personagem principal.
Mostra o sofrimento de um povo sujeito à escravatura nas propriedades privadas das grandes casas senhoriais do Japão imperial. 
 Sobre esta obra escreveu João Bénard da Costa, o antigo director da Cinemateca Portuguesa, e não obstante a sua condição de intelectual católico, embora nalguns aspectos progressista, talvez o mais belo texto que lhe conheço. 
Se puderem tentem ver (ou rever) esta obra extraordinária, também no aspecto puramente de linguagem, que Benard diz que nunca conseguiu ver, apesar de a ter visto muitas vezes, sem chorar. É de facto difícil porque comovente.
ACTUAL
                                                 TREBLINKA, de Sérgio Tréfaut
 Ninguém deveria deixar de ver esta obra agora estreada em sala (Finalmente!!! Mas porquê só agora e em tempo de férias?!), já multipremiada, em Portugal (no Festival Indie 2016) e no estrangeiro.
Um documento importante sobre o nazifascismo, os seus campos de extermínio e o assassinato de milhões de pessoas, através dos relatos de alguns dos seus poucos sobreviventes.
Um dos testemunhos é de Marceline Loridan-Ivens, cineasta e escritora, companheira de Joris Ivens, famoso cineasta, antifascista e acompanhante empenhado de algumas das revoluções socialistas do Século XX. Curiosamente é lhe atribuída nesta obra uma frase que é a mais polémica do filme uma vez que, fora do contexto e admitindo que terá sido bem traduzida, poderá prestar-se a grandes equívocos: refere a ideologia e a religião, como se fossem males.
Ao contrário, penso, o homem como o animal mais inteligente que conhecemos tem no entanto na Ideologia o melhor (ou o pior) de si, porque as ideologias podem ser a favor do Homem ou contra ele. Mas sem elas, as que defendem o progresso e a justiça, o Homem não teria futuro.
Para nós, portugueses, que sobrevivemos à longa noite fascista, de Salazar e seus acólitos e com a Igreja Católica como apoiante, este filme tem um particular significado. É que essa gente que oprimiu o nosso País durante quase meio século, foi apoiante deste nazismo, fonte dos terríveis e quase inimagináveis horrores que a obra descreve pelo relato de alguns que lhes sobreviveram. 
Neste início do Século XXI é inquietante todavia verificar que as ideologias fascistas e nazis renasceram dos escombros e já surgem no poder no leste europeu, nomeadamente na Ucrânia! E até na própria França crescem, ainda que camufladas, principalmente nas frentes fascistas da marine le pen. E a extrema-direita chegou ao poder nos EUA (trump)... 
Os que amam a Paz e o Progresso para os Povos não podem dormir descansados. A luta vai ter que continuar. E o papel da Ideologia assume, como sempre, particular importância.
A nossa grande actriz Isabel Ruth, dá corpo e rosto às sobreviventes do holocausto nazi em que pereceram milhões de pessoas, sistemáticamente eliminadas, por ódio racial (os judeus, principalmente), por perseguição política (os comunistas, em primeiro lugar)! 
 Nos tempos que correm é para nós muito doloroso ver como alguns dos descendentes das muitas vítimas de ontem (as de ascendência judaica, como muitos de nós)  se tornam em algozes hoje (do mártir povo palestiniano, vítima da ocupação do seu país e de um novo genocídio cometido por sucessivos governos israelitas). E quanto se levantam vozes a protestar e a propor uma solução de Paz para a Palestina, são brutalmente eliminadas, como o Presidente Isaac Rabin, assassinado por um militante sionista de extrema direita, quando decorriam encontros para a Paz, entre representantes dos dois povos.
Algumas das obras que é indispensável conhecer, como as que falam do apoio do fascista salazar ao nazi hitler e seus apoiantes, com envio em matéria primas e géneros, roubadas ao povo português e de como foi o governo fascista português recompensado pelos nazis, com a entrega de parte do ouro retirado às vítimas assassinadas nos fornos crematórios nazis. TREBLINKA era um deles, na Polónia ocupada.

Só uma pequeníssima nota do muito que haveria a dizer sobre mais uma obra notável do realizador haitiano, RAOUL PECK (Port-au-Prince, 1953), um homem de cultura, autor de "LUMUMBA" e de "O JOVEM KARL MARX", este último filme da sessão de gala no Festival de Berlim e que víramos com muito interesse há dias e do facto demos notícia aos amigos. 
Esta nova obra, "I AM NOT YOUR NEGRO" baseia-se nas notas deixadas pelo escritor e activista dos direitos cívicos nos EUA, JAMES BALDWIN (1924-1987), que pretendia escrever uma obra sobre a luta anti-racista no seu país, homenageando simultâneamente três grandes dirigentes negros assassinados, Medgar Evers, Malcom X e Martin Luther King, que foram seus amigos e companheiros de luta. 
Repositório tremendo do que tem sido a luta pelos direitos cívicos nos EUA e continua muito actual, dado o retrocesso civilizacional naquele país e no mundo capitalista, responsável pelo crescimento da extrema-direita, do racismo e da xenofobia, como também na actual união europeia. 
Medgar Evers, foi o primeiro a ser assassinado, como sempre por um activista de direita, membro da Ku Klux Klan, Byron De Le Beckwith, que no entanto escapou à justiça durante 30 anos, só vindo a ser julgado e condenado pelo crime em 1994 (!!!). 
Impressionante o relatório do FBI sobre James Baldwin, essa tenebrosa instituição então dirigida pelo famoso, pelas piores razões, Edgar G. Hoover. 
Na actualidade dos textos e discursos de Baldwin (alguns na voz de Samuel L.Jackson) refira-se a sua afirmação de que tudo está nas mãos do povo norte-americano. Sabemos o que isso significa de necessidade de luta organizada e de esclarecimento de uma população que o é muito pouco. 
Curiosidade pelo surgimento nas imagens de actores famosos, apoiantes das causas cívicas, entre os quais, um dos que traiu ideais e companheiros, Charlton Heston, aliás mau actor, que viria a mudar de barricada e a tornar-se presidente da NRA (National Riffle Association), activista contra o aborto, apoiante de Reagan e dos Bush. 
Haveria muito a acrescentar sobre esta magnífica obra de Raoul Peck, mas não havendo aqui e agora nem tempo nem espaço fica a fortíssima sugestão aos amigos  para não a perderem. 
Vi no Cinema Ideal, ao Camões, em Lisboa. 
Às imagens que juntei adicionei a do jornalista Mumia Abu Jamal, que embora não seja citado na obra, é uma das vítimas da perseguição racista nos EUA, continuando preso.

Egas Branco




IMPRENSA REGIONAL MAIS RECENTE



quinta-feira, 20 de julho de 2017

LEMBRA-SE?

                Então diga lá como se chamava e para que servia....



VASCULHAR O PASSADO - Augusto Mesquita

Uma vez por mês Augusto Mesquita recorda-nos pessoas, monumentos, tradições usos e costumes de outros tempos.

                 Tributo aos 50 anos do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo
            Consta que, no regresso de uma visita às obras de construção do Abrigo dos Velhos Trabalhadores, o Engenheiro João Garcia Nunes Mexia, acompanhado pelo Padre Alberto Dias Barbosa, passaram ao lado das ruínas do velho Convento de São Domingos. O prior, aproveitou a oportunidade, para solicitar ao Benemérito Nunes Mexia (membro da família que custeou a visitada  construção), que se interessasse pelo aproveitamento daquele arruinado monumento para a realização de actividades em prol de Montemor-o-Novo.
O pedido não caiu em saco roto, e poucos meses depois do pedido formulado pelo Senhor Padre Alberto ao Senhor Engenheiro Mexia, realizou-se a primeira reunião preparatória, para a criação da nova agremiação no dia 1 de Dezembro de 1966, no Quartel dos Bombeiros Voluntários, onde também se realizou a segunda, em 8 de Junho de 1967, já para apreciação do projecto dos Estatutos. A actividade do Grupo ainda não oficializado, iniciou-se propriamente a 7 de Setembro de 1967, na Sala da Direcção do Abrigo dos Velhos Trabalhadores, ainda a cheirar a nova, pois fora inaugurada em 13 de Junho desse ano, a reunião da Comissão Organizadora do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, com a presença dos seguintes aderentes: Engenheiro João Garcia Nunes Mexia, Dr. Artur Campos Figueiredo de Gouveia, Leopoldo Nunes, Dona Maria Celeste Alves Alfacinha Wandschneides, Dona Maria Joana Lebre Amaral Rosado Pereira, Dona Maria Helena Morgado Palhavã Malta, Dr. António Maria Malta Laboreiro de Villa-Lobos, Engenheiro João Rafael de Melo Mouzinho Almadanim, Dr. Angelino Augusto Ferreira, Dr. Augusto Moreira, António Lopes de Andrade Júnior, Salvador dos Santos, António Jacinto, Luís Joaquim Alves Catarino e Padre Alberto Dias Barbosa.
         Entre os assuntos tratados, contaram-se os seguintes:
         a) a aprovação, concedida em 18.07.1967, pelo Senhor Ministro da Educação Nacional, aos Estatutos deste agrupamento, e diligências que antecederam tal facto. É motivo para mútua congratulação de quantos se interessam por este Grupo;
         b) O caso da instalação em Montemor do Serviço de Abastecimento de Peixe ao País – S.A.P.P., que justamente alegrou os associados deste mesmo grupo e todos os montemorenses.
         Foi resolvido exarar na acta um caloroso voto de reconhecimento agradecimento ao Exmo. Senhor Contra-Almirante Henrique Tenreiro e seus directos colaboradores, pelo alto critério de isenção e justiça como resolveram este caso;
         b) Tomou-se pormenorizadamente conhecimento das diligências já efectuadas e a empreender ainda para, de estreita colaboração com a Câmara Municipal, se criar um Museu - Biblioteca, a instalar no velho Convento e Igreja de São Domingos nesta vila;
         c) Notificou-se que a anunciada Conferência sobre a Arqueologia no Concelho e muito especialmente nas Grutas do Escoural, era realizada em meados de Novembro pelo insigne Arqueólogo Exmo. Senhor Dr. Farinha dos Santos;
         d) Determinou-se proceder imediatamente a uma campanha de inscrição de sócios neste agrupamento, que se destina a reunir todos quantos, nesta vila e no concelho ou dele ausentes, se interessem e estão dispostos a colaborar na defesa dos interesses de Montemor-o-Novo.
         Lembrou-se a necessidade de angariar sem demora, um bom número de sócios que se prontifiquem a oferecer cotas mensais de 100$00 e de 50$00, embora a cota mínima seja de 5$00, a fim de que o Grupo tenha possibilidade de actuação válida, e se lance em iniciativas e empreendimentos de vulto, que no dizer dos senhores Dr. Campos Figueira, Engenheiro Mexia e todos os demais presentes, são decisivos e de grande urgência, para o futuro tanto do Grupo, como sobretudo de Montemor-o-Novo.
         Os serviços de cobrança de cotas dos sócios inscritos iniciam-se no dia 1 de Outubro  próximo;          
         e) Decidiu-se que a Sede Provisória do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo funcione, de início, na Redacção do Jornal “O Montemorense” até que os respectivos serviços tenham casa própria;
         f) Finalmente marcou-se a próxima reunião desta Comissão Organizadora para o último Domingo de Outubro, às 16,00 horas, em local a designar oportunamente, sendo nessa data marcada a Assembleia Geral de todos os sócios inscritos para eleição dos primeiros órgãos sociais.
         A primeira Assembleia Eleitoral, realizou-se na Sociedade Pedrista no dia 26 de Novembro de 1967 e elegeu os primeiros Corpos Gerentes, para o triénio 1968 – 1970, cuja composição se indica:
         Mesa da Assembleia Geral
         Presidente: Dr. Alfredo Maria Praça Cunhal; Vice-Presidente: Dr. António Maria Laboreiro de Villa-Lobos; 1.º Secretário: Padre António Lavajo Simões; 2.º Secretário: Dr. Alfredo Heliodoro dos Santos.
         Direcção
         Presidente: Engenheiro João Garcia Nunes Mexia; Vice-Presidente: Dr. Nicolau José Torres; 1.º Secretário: Padre Alberto Dias Barbosa;  2.º Secretário: Dr. Artur Campos Figueira; Tesoureiro: Salvador dos Santos.
         Conselho Fiscal
         Presidente: António Lopes de Andrade Júnior; Vogais: Engenheiro João Rafael de Melo Mousinho Almadanim e Dr. Angelino Augusto Ferreira.
         Foram criadas as seguintes Comissões Especiais: Comissão de Cultura e Defesa do Património Montemorense, Comissão Pró-Desenvolvimento Industrial e Agrícola, Comissão de Turismo e Propaganda, e Comissão de Actividades Artísticas e Desportivas
         A segunda Assembleia Geral realizou-se na Sociedade Carlista em 17 de Março de 1968. Nesta assembleia, e com o objectivo de angariar fundos para a aquisição do Convento de São Domingos e sua posterior recuperação, foi decidido promover a edição de um número especial de “O Montemorense”, que foi posto à venda , pelo preço base de 20$00. Este magnífico “Suplemento Especial” impresso em formato A3, é composto por 60 páginas, e dá a conhecer um pouco da história da Vila Notável e das suas aspirações, assim como pequenas resenhas das associações recreativas, desportivas, humanitárias e de solidariedade social, existentes na Vila, e as aspirações das freguesias e lugares do Concelho.
         Por escritura pública realizada no Cartório Notarial de Montemor-o-Novo em 25 de Abril de 1972, foi adquirido por 200 contos a António Romeiras Marques dos Santos, as ruínas do Convento de São Domingos, para futura sede do GAM.
         O projecto de remodelação do Convento de São Domingos foi entregue ao Arquitecto Santa Clara, que em Montemor, também elaborou o projecto do Abrigo dos Velhos Trabalhadores.
         Com os subsídios de 2.000 contos do Ministério das Obras Públicas, de 2.150 contos da Fundação Calouste Gulbenkian, de 100 contos da Câmara Municipal, da oferta de 1.000 contos por parte do Senhor Engenheiro Nunes Mexia, de 1.100 contos de um anónimo, e ainda, de verbas oferecidas pela população, e pela venda do suplemento especial de “O Montemorense”, as ruínas do Convento de São Domingos, classificado como imóvel de interesse público, pelo Decreto 44.075, de 5 de Dezembro de 1961, foram recuperadas por fases, dando lugar à sede social do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo.
         O primeiro núcleo, dos previstos nos Estatutos, para agremiação dos montemorenses residentes fora do concelho, nasceu em Lisboa, no dia 22 de Março de 1974, por iniciativa de Albino Sampaio.
         A primeira Assembleia Geral realizada no Convento de São Domingos (classificada de histórica), realizou-se no dia 24 de Março de 1974.
         O “Verão Quente de 1975” teve consequências nefastas no prosseguimento das obras, pelo que as mesmas foram suspensas.
         Face à situação existente, foi decidido em Assembleia Geral entregar o Convento de São Domingos à Câmara Municipal, mediante um protocolo de cedência. O processo prolongou-se, e felizmente que não se concretizou.
         O amor a Montemor-o-Novo, foi o tónico, que, funcionando como uma varinha mágica, permitiu o recomeço das obras que nunca mais pararam.
         Em 2 de Maio de 1976, foi inaugurada a “Biblioteca”, actualmente designada “Professor Doutor Banha de Andrade” e cujo primeiro Bibliotecário foi o Senhor Dr. Mário Nunes Vacas.
         Em 17 de Julho de 1977, na comemoração do 10.º aniversário do GAM, foram inauguradas a “Sala de Olaria” e a “Sala de Tauromaquia”.
         Em 1982, numa parceria entre o GAM e a GNR surgiu a “Escola de Equitação do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo”, que ao longo da sua existência, produziu excelentes frutos na formação dos jovens, na sua instrução na arte equestre e ocupação de tempos livres. Para o êxito da Escola de Equitação, muito contribuiu o Cabo-Chefe José Francisco Potra Borges.
         Em 15 de Março de 1986, foi a vez do “Museu de Arqueologia e de Etnografia” serem inaugurados. Organizado pelo Arqueólogo Mário Varela Gomes, está instalado em quatro salas do Convento de São Domingos. O nosso Museu de Arqueologia está considerado um dos melhores do País, e também da Europa.
         Em 16 de Março de 1996, a Assembleia Geral aprovou por unanimidade considerar São João de Deus e São Domingos, co-patronos do GAM.
         Em Setembro de 1997 a Direcção Geral do Património Cultural depositou no Convento de São Domingos 28 carros de tracção animal, de que o GAM é fiel depositário. Foram no decorrer dos anos, feitas várias tentativas para a construção de um espaço para abrigo dos coches, inclusive,  a execução de  dois projectos, um mais ambicioso e o outro mais modesto, mas, até à presente data não se conseguiu comparticipações, e as viaturas pertencentes ao Estado, vão-se degradando...
         Em 1998 a Doutora Ana Ribeiro da Mota Vacas teve a feliz ideia de criar os Estudos Gerais, que começaram a funcionar em Outubro desse ano. Ano após ano, esta feliz iniciativa, apoiada por professores voluntários, tem crescido, e esse desenvolvimento, tornou a Universidade Sénior, como hoje é chamada, de imprescindível nas actividades do GAM, porque ela é indiscutivelmente o “pulmão” do Convento.
         Além das aulas, os alunos da Universidade Sénior ainda têm tempo para o recreio. O meu querido Amigo Victor Guita criou a Tuna e o Grupo de Teatro, que têm levado o nome de Montemor-o-Novo a diversos pontos do nosso País.
         Em 2000 o Sócio Senhor Hugo de Oliveira, emigrante em França, solicitou autorização para  criar um Núcleo do GAM na localidade de Reze. A Direcção acedeu ao pedido formulado por o considerar com bastante interesse para o Grupo. No dia 24 de Junho último, visitei o Blog deste núcleo e fiquei surpreendido pela positiva. Mostra a agenda “mor + semana”, possui os diversos Blogs montemorenses actualizados, relata noticias de Montemor e do concelho, e oferece ainda, Links sobre Montemor-o-Novo.
         No dia 9 de Dezembro de 2000, por iniciativa da inventiva Dona Maria Ernestina Pedro foi inaugurada a “Sala do Brinquedo”.
         Em 2013, por iniciativa da engenhosa Dona Maria Ernestina Pedro foi inaugurada a “Sala das Bonecas”. O Programa Regiões da RTP fez reportagem no local.
         Igualmente, por iniciativa da talentosa Dona Maria Ernestina, foi inaugurada em 22 de Março de 2014, a “Sala do Traje”. A mentora do projecto, acompanhada por dois elementos da Direcção do GAM, foi entrevistada nos estúdios da SIC.
         O prestigiado Coral de São Domingos, o Ensemble Monte Mor, as Musas do Almansor, e os Escuteiros, nasceram dentro daquele monumento quinhentista. Também os “Fazendeiros de Montemor” renasceram naquele espaço.
         Sobre o GAM escreveu Mestre Leopoldo Nunes,: “O Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo não quer – até porque seria indigno – evidenciar alguns homens ambiciosos ou vaidosos; pretende, fundamentalmente, para atingir os mais nobres e proveitosos fins, que a acção a desenvolver seja colectiva, como garantia do maior êxito possível”.
         Para comemorar o 50.º aniversário da fundação do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, a Direcção presidida pelo Dr. Paulo Xavier, empossada em sete de Janeiro de dois mil e dezassete, programou um extenso rol de actividades que se iniciaram ainda no mês de Janeiro, e se prolongam até ao final do ano.
         Em Dezembro, espero lançar no Convento de São Domingos a minha última compilação, designada “Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo – salpicos da sua história”.

Augusto Mesquita
Julho/2017

quarta-feira, 19 de julho de 2017

ORA ...NEM MAIS!






COISAS DA MUSICA – Rubrica do José Carvalho

                                                    NADA QUE ESPERAR
Bonita música de Salvador Sobral, bom gosto e qualidade musical onde se percebe a influência  do cantor Caetano Veloso.
Vai o jovem cantor pelo caminho da boa música, é na verdade um caminho mais difícil que o caminho  da moda, do populismo.
Espero que gostem.



José Carvalho

DIREITO À OPINIÃO - MONTEMOR

                                   Manutenção da Cidade
                        Ervas secas “invadem” o Centro de Saúde
 No dia 3 de Julho de 2015 foi inaugurado o novo Centro de Saúde de Montemor-o-Novo que entrara em funcionamento em 23 de Março desse ano, para prestar cuidados de saúde aos 16.638 utentes inscritos.
         O arquitecto que projectou o novo edifício, não se esqueceu de incluir na representação gráfica e escrita, os arranjos exteriores, dotando-os do indispensável espaço verde. Infelizmente, o verde, teimosamente não saiu da maquete, e foi substituído pela cor amarelada dos pastos. 
         Em Setembro de 2016 a “Folha” publicou um reparo à situação existente no espaço exterior do Centro de Saúde. Fruto dessa observação, quase de imediato, as ervas secas, que por mero acaso não arderam, foram retiradas.
         Nove meses depois, tudo voltou à primeira forma, como comprova a foto do Paulo Caldeira. Perante o desinteresse dos gestores, o pasto foi crescendo e invadiu novamente todo o espaço térreo exterior da Unidade de Saúde, perante o alheamento dos responsáveis, e  críticas dos utentes.
         Para os motivos convenientes, fica aqui o reparo e o pedido de uma acção urgente.

                                        Recolha de lixo em pleno dia
Vou seguidamente, fazer um apelo à nossa Câmara Municipal:
         Ao contrário de muitos  municípios, que optam e muito bem, pela recolha do lixo à noite, a edilidade montemorense, continua erradamente, a proceder à sua recolha  durante o dia. A passagem do carro de recolha dos resíduos sólidos misturados com detritos líquidos, espalha no ar um cheiro nauseabundo, que obriga os comerciantes a fecharam as portas dos seus estabelecimentos por alguns minutos, e os transeuntes a colocarem a mão no nariz, para protecção do seu bem-estar.
         Porque a recolha dos resíduos em pleno dia (principalmente no verão), é um atentado à saúde pública, solicito aos responsáveis autárquicos, que a recolha do lixo se proceda no período nocturno, a exemplo do que sucede em muitas vilas e cidades.

Augusto Mesquita


DIVULGAÇÃO

E TAMBÉM ASSIM SE PUBLICITA UM EVENTO POR TODAS AS PRAIAS DO ALGARVE , DO ALENTEJO, NORTE E CENTRO DE PORTUGAL.