sexta-feira, 29 de maio de 2020


ACIDENTE NA FONTE ( NÃO HÁ VÍTIMAS A LAMENTAR - APENAS DANOS)










POETAS DA MINHA TERRA - Matias José

                                            TERCETO SEM JEITO
«Três Figuras Sobre uma Árvore»Picasso (arte africana)

Estou sem jeito…
Queria fazer um soneto
Mas saiu-me terceto.
Tenho por conceito
Que nada feito
A esse respeito;
Ou sai a preceito
E bem direito,
Ou logo é desfeito!
Se com ele me deito
Dentro do peito,
Não tenho proveito…
Surge efeito
Quando o sujeito
Fica satisfeito.
E se me deleito
Com esse amor perfeito,
Em mim o estreito!
Quando suspeito
Que é insuspeito,
Depressa o rejeito…
Poema imperfeito,
Escrito a eito
Mas sem preconceito!

Matias José 

Jerónimo Major


DUAS SUGESTÕES DO AL TEJO



                        ORGULHOSO DE SER ALANDROALENSE

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


Rui Mendes
           O apoio da UE
Ursula van der Leyen apresentou a proposta da Comissão Europeia que permitirá, através de Fundo de Recuperação, reforçar financeiramente os seus Estados membros no combate à crise que se instalou por toda a Europa devido à covid-19.
A Comissão Europeia pretende injetar nas economias dos seus Estados membros um total de 750 mil milhões de euros, uma parte a fundo perdido, outra por empréstimos a conceder em condições preferenciais.
A Portugal caberá uma fatia superior a 3% daquele montante, podendo assim financiar-se por recurso a “fundo perdido” em 15 mil M€, e por empréstimo num valor de 10,8 mil milhões. Portugal poderá assim reunir fundos superiores a 25 mil milhões.
As economias da União Europeias e, em especial, as mais débeis, grupo em que nos encontramos, poderão assim aceder a um pacote que terá por missão atenuar os efeitos económicos e sociais gerados pela crise, e relançar as respetivas economias. Isto se o Conselho Europeu, que se prevê que se realize em julho, vier a dar o seu aval.
Relançar a economia passa por apoiar as empresas, única forma de proteger empregos, por cada empresa que morre perdem-se postos de trabalho, perdendo-se empregos o país fica economicamente mais fraco e socialmente mais fragilizado.
Ainda assim os portugueses poderão descansar um pouco por existir um programa europeu que ataca a crise, mas não esperem milagres.
De uma forma ou de outra, este montante terá de ser pago. O chamado “fundo perdido” será suportado por futuros orçamentos da Comissão, ou seja, cada um dos Estados membros terá de assegurar o pagamento de uma parte, os empréstimos serão liquidados pelo Estado membro que recorra a este financiamento. Ou seja, são os cidadãos através dos seus impostos, os existentes e eventualmente os que vierem a ser criados, que irão pagar todo este financiamento.
É que por vezes a forma como nos é transmitida alguma informação não nos permite perceber, com a devida clareza, que encargos estamos sucessivamente está a assumir.
É certo que alguns Estados membros suportam maiores encargos, mas caberá a todos dar o seu contributo, na medida em que todos contribuem para o orçamento da União.
Certamente que no contexto atual não haveria nenhuma outra solução. Aliás, Portugal deverá estar ainda mais reconhecido pelo apoio que a UE nos tem dado, doutra forma as medidas que seriam adotadas seriam ainda mais duras.
Mas fiquemos esclarecidos que a lógica governativa de alguns dos últimos governos, por sinal quase sempre da mesma cor política, está sustentada em divida e mais divida, e que o fardo que deixamos às gerações futuras, as dos nossos filhos e netos, é cada vez mais pesado.
A política tem disto. Nem sempre os escolhidos são os mais competentes. O que importa é criar uma permanente ilusão para que nos afastamentos da realidade. E, verdade se diga, nisso António Costa é mestre. Permite-nos viver na ilusão que estamos melhor do que realmente estamos, que estamos sempre melhor que os outros, e que somos sempre um país de referência na União.
Mas fiquemo-nos pela ilusão para não cairmos na desilusão.
Até para a semana



DO PÓ VIESTE E EM CINZA TE TRANSFORMARÁS


LEMOS E COMENTAMOS...

QUEM NÃO CHORA ,NÃO MAMA!
MAS SE MAMAS....PAGAs!
está correcto! ou então que os homens menstruem
tenham calma...que nós damos o martelo para baterem no bicho!
Bah!  … Muita parra…pouca uva
SACANAS DE MERDA!....


quinta-feira, 28 de maio de 2020

A BANDA CHAMA-SE “PAR OU IMPAR” – NAS TECLAS E NO ACORDEON SOBRESSAI O “NOSSO” JOSÉ LEITÃO – VAMOS TORNA-LO VIRAL!

UMA BÔA IDÉIA QUE SE APLAUDE


VIDA AUTÁRQUICA - REUNIÃO ASSEMBLEIA MUNICIPAL - ALANDROAL

DELIBERAÇÕES ÚLTIMA REUNIÃO VEREAÇÃO



MEMÓRIAS CURTAS - Uma vez por mês o Professor Vitor Guita colabora no Al Tejo

Foi no dia 12 que começámos a esboçar mais uma das nossas crónicas/memórias.
O tempo apresentava-se instável. Ora sol, ora nuvens negras a ameaçarem chuva. Enquanto ouvíamos a canção I have a Dream, dos Abba, chegava.nos da Suécia a boa nova de que tínhamos um muito desejado neto, Sebastião foi o nome escolhido pela mãe.
A contrastar com os risos e a felicidade cá de csa, os jornais, rádios e televisões nacionais noticiavam o que terá sido o pesadelo duma menina de nove anos, vítima de um crime hediondo perpetrado, presume-se, pelo próprio pai. Os media portugueses davam ainda a conhecer os últimos dados do Covid 19, as já costumadas tricas politicas e as alterações profundas introduzidas nas celebrações do 13 de Maio. Mereceu também particular destaque o Dia do Enfermeiro. Este dia, comemorado em todo o mundo pretende homenagear todos os enfermeiros, relembrando o seu inestimável papel na prestação dos cuidados de saúde.
No presente ano, o dia teve um sabor muito particular para a classe, já que esta viu o seu trabalho reconhecido universalmente. Enfermeiros, médicos e outros profissionais que estiveram na linha da frente no combate à pandemia têm sobejos motivos para se encherem de orgulho. Não faltaram vozes a elevá-los à categoria de heróis, a aclamá-los nas ruas, nas varandas, a dedicar-lhes cânticos de louvor.
O dia 12 de Maio coincide com a data de nascimento da britânica Florence Nightingal, a “Dama da Candeia”, também conhecida como a fundadora da enfermagem moderna.
Nightingale nasceu há duzentos anos, a 12 de Maio de 1820, numa altura em que os pais viviam em Itália. Oriunda de uma família rica, recebeu uma educação esmerada. As visitas que, desde muito nova, fazia a pessoas doentes influenciaram a decisão de se tornar enfermeira, apesar do desacordo familiar.
As primeiras aprendizagens a sério na enfermagem foram feitas em contexto religioso, tendo chefiado uma equipa de enfermeiras voluntárias no auxílio aos soldados Britânicos feridos durante a Guerra da Crimeia (1853-1856). As idéias da enfermeira britânica materializaram-se, entre outras coisas, na aquisição do número adequado de camas, na criação de refeitórios, de lavandarias, de espaços de convívio para os doentes. Uma revolução! De noite, para vigiar os soldados doentes, as enfermeiras efectuavam rondas à luz das candeias.
Nightingale contrariava, assim, o velho preconceito de participação das mulheres no Exercito e na enfermagem profissional.
Foi no ano de 1860 que Florence Nightigale fundou uma Escola de Enfermagem no Hospital de Saint Thomas, onde se ensinavam práticas de combate às infecções, que, ainda hoje estão na ordem do dia, como a lavagem das mãos, a triagem de doentes, dando prioridade às situações mais graves… De acordo com a situação epidemiológico que se tinha há 160 anos, boa parte da recuperação dos pacientes passava pelo arejamento dos espaços, pela higiene, pela dieta e repouso.
A partir de então, quem se dedicava à enfermagem ganhava visibilidade, deixando de ser visto apenas como alguém que se limita a dar o remédio e aplicar o penso. Segundo apurámos, houve quem depreciasse o trabalho da enfermeira britânica, acusando-a de querer fazer da enfermagem uma profissão feminina. Ao fim e ao cabo, o que importa é que muito do que a enfermeira idealizou contínua actual.
Mas se aquela que é considerada a fundadora da Enfermagem Moderna é vista como um símbolo ara a classe dos enfermeiros, não podemos ignorar que é montemorense o patrono dos hospitais doentes e enfermeiros. Nasceu ali, na Rua Verde (1495). S. João de Deus, de seu nome João Cidade, ocupa um lugar singular, inquestionável, na assistência aos pobres e aos doentes. Foi também ele, em muitos aspectos, um pioneiro. O hospital por ele fundado em Granada em 1538, e a criação da Ordem dos Irmãos Hospitaleiros são parte da herança por ele deixada a favor dos enfermos e dos mais necessitados. Pastor, soldado, dado como louco, foi através de esmolas que chegou à criação da obra a que dedicou grande parte da sua vida e que hoje tem projecção mundial. Conhecedor da forma como eram tratados os que sofriam de doença mental, foi a estes que dedicou grande parte da sua atenção. O hospital de Granada viria também a desempenhar papel importante no tratamento de doenças consideradas contagiosas e incuráveis. A lepra era naquela época, e tem sido ao longo dos tempos uma doença temida 4xactamente pela sua contagiosidade e incurabilidade.
A certa altura, demos connosco a pensar que a COVID-19 é uma espécie de lepra do nosso tempo. A clausura em que temos vivido, o clima de insegurança e até de medo que nos assola, o afastamento físico a que temos estado condenados, fizeram despoletar em nós uma série de memórias.
Em particular, a relação de afastamento, a profusão de máscaras e de barreiras acrílicas fizeram-nos pensar naquela terrível praga, salvaguardando, claro está, as devidas diferenças. O tema da lepra foi abordado por pintores, cineastas, escritores, nomeadamente pelo professor Carlos Cebola, que fez incluir num dos seus magníficos textos dramáticos um miúdo leproso. Chamou-lhe Paco.
Lembrámo-nos de que, fez aproximadamente cinquenta anos, pisamos o palco do Cine-teatro Curvo Semedo para integrar um grupo de amadores que representou a peça João Cidade, da autoria do professor e encenada por Domingos dos Santos. O espectáculo, oferecido pela Camara da altura a toda a população, teve lugar no dia 8 de Março de 1970, tendo sido integrado nas comemorações do dia de S. João de Deus e servido igualmente para assinalar o 1º Feriado Municipal.
Estão ainda bem frescas algumas das falas da peça, nomeadamente o último diálogo dos dois guardas que faziam a ronda pelas ruas de Granada e que ficaram indecisos, aterrorizados, quando avistaram um pequeno mendigo que se dizia estar leproso:
Guarda A – Nem mais um passo! Pára! Pára! É uma ordem! Aquele miúdo…aquele é o miúdo que toda a gente conhece em Granada, e de quem toda a gente foge!
Guarda B – O da lepra? O pequeno leproso?
Guarda A – Esse mesmo. Agora sou eu que te digo: nem mais um passo!
Guarda B – Vamo-nos embora! Vamos! Embora daqui! Vamos!
A cena final termina com a entrada de João Cidade em cena, com o hábito vestido. Figura impressionantemente corajosa e serena! Com a ajuda de outros dois mendigos toma o pequeno leproso nos braços e, perante o olhar atónito dos presentes, cruza toda a cena.
A peça que tinha sido estreada em 1964, no Cine-teatro Curvo Semedo, com encenação do autor e representada pelos amadores da Pedrista, viria a ter mais algumas representações.
Em Abril de 1995, integrada no V centenário do nascimento de S. João de Deus, a peça João Cidade voltou ao palco do mesmo Cine-teatro, desta vez interpretada pelos ovéns actores da Escola Secundária de Montemor-o-Novo, que tivemos o prazer de dirigir.
Pois é, estimado leitor, as memórias não pararam de contagiar-nos e de contagiar-se umas às outras, cada vez mais, de tal modo que ainda, com o tema da lepra como pano de fundo, passámos do teatro ao cinema.
Recuámos até 1960 ou 1961, altura em que, no velho Rádio Cine, foi exibido o filme Bem-Hur, considerado um dos melhores da história do cinema. Não nos sai da lembrança a grandiosidade dos cenários, o magnifico elenco dos actores, os milhares de figurantes, a cena da libertação dos escravos condenados às galés, a famosa sequência fílmica da corrida de bigas e o emocionante duelo entre Messala e Bem-Hur.
Muitos dos estimados leitores lembrar-se-ão de que a mãe e a irmã do épico herói foram presas pelos romanos e enviadas, depois, para o Vale dos Leprosos. Bem-Hur consegue vê-las e  levá-las à presença de Jesus, que estava a ser julgado por Pilatos. As duas mulheres são milagrosamente curadas com a água da chuva que caiu logo após a crucificação.
Depois de termos recordado o famoso filme, a cadeia de contágio das memórias parecia não ter fim, mas agora com nova mutação para uma estirpe mais popular.
Nos livros e papéis que vasculhamos fomos encontrar uns interessantíssimos versos escritos por José Luís Caroço, em 1965, que nos fizeram lembrar as reacções de alívio e de júbilo, quando se tem alta do hospital. Os versos deixam ainda transparecer a profunda gratidão manifestada a médicos, enfermeiros e a todos aqueles que hoje e sempre, têm estado diariamente na linha da frente.
Por razões de esaço, deixamos aqui apenas duas das estrofes cujo mote repete quatro vezes:  “Já sei que abalo no Sábado”.
José Luís Caroço tinha estado internado, num quarto isolado, vítima das doenças das bexigas.
Escreveu, ipsis verbis,  assim:

Adeus menina Joaquina
Que é uma boa enfermeira
Digo adeus à cozinheira
 E à senhora Dona Arminda
A semana já está finda
Chegou o dia do prazo
Adeus Florindo o criado
A hora veio mas com custo
Adeus também ao Augusto
Já sei que abalo no Sábado.

Ao senhor António Balão
Também lhe digo adeus
Foi ele que me apareceu
Mostrou-me toda a atenção
Adeus senhor Conceição
Também me mostrou agrado
Deixo de estar isolado
Senhor Custódio estou contente
Vou visitar muita gente
Já sei que abalo no Sábado.

E pronto, estimado leitor. Espero que tenha esquecido, por momentos, o confinamento.
Também nós vamos de abalada. Até à próxima e, não se esqueça: Cuide-se!
Vitor Guita
Maio 2020
In. Montemorense – transcrição autorizada pelo Autor.

          APROVEITE E VÁ SABENDO COISAS DE OUTROS TEMPOS

O "LINHAS DE ELVAS " JÁ NAS BANCAS

Face às novas diretrizes com que os CTT vão prestando o que outrora foi serviço publico, tornado a distribuição de correio como "coisa" secundaria, genero combóio de Cheles (chega quando calha e parte quando calha) o "Linha de Elvas" resolveu antecipar para dia 27 (ontem) a distribuição deste semanário.

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA ONTEM NA DIANA/FM

José Policarpo
           O meu tributo a Paulo Portas!
Desconhecia por completo que, um dos países mais criticados nos nossos medias, tinha práticas muito mais democráticas do que aquelas adotadas no nosso país. Vejam lá, por muito absurdo que vos pareça, estou a referir-me ao Brasil do presidente Bolsonaro.
Não tenho para mim que o Presidente Bolsonaro seja a pessoa certa num momento em que, as questões sociais se avolumam em catadupa, como consequência da maldita pandemia. Porém, ele foi, legitimamente, eleito para governar o Brasil, porventura pela capitulação da esquerda às práticas mais indecorosas que um político poderá incorrer: A não menos maldita corrupção.
Muitos daqueles que o agora vilipendiam e o maltratam, estiveram calados durante o “banquete” fornecido pelo PT de Lula e de Dilma. Foi um fartar de vilanagem. Obviamente, que, as tonterias, que Bolsonaro diz a propósito da eficácia do confinamento social e da gravidade, no caso pouca, do vírus que a todos nos atormenta, pelo menos aos lúcidos, não o engradecem e, dificilmente, se livrará de muitas e merecidas críticas.
Na verdade, o facto de os conselhos de ministros no Brasil serem gravados por força da Lei, na minha opinião, que é modesta, torna o processo politico mais escrutinável e, por essa via, mais democrático. Gostava, porém, de ver por cá os críticos de Bolsonaro, quase todos defensores de Lula e do PT, a referenciar este facto.
Isto dito, num tempo em que a comunicação social, nem toda, a regional, então, está fora disto, está sob “suspeita” por falta de independência do poder politico, é necessário quem fale com isenção e comunique com verdade, tantos os aspetos negativos, como, também, os aspetos positivos. Por razões de verdade e de transparência, os conselhos de ministros em Portugal deviam ser gravados

terça-feira, 26 de maio de 2020

DIVULGAÇÃO LITERÁRIA - ALANDROAL


O livro “Landroal d´Encantar”, com “histórias e estórias” de Alandroal, da autoria de Ana Paula Fitas, com ilustrações de Andreia Albernaz Valente, vai ser distribuído pelas crianças do concelho.
A Câmara de Alandroal associou-se à autora e ilustradora e agora a obra vai chegar a casa dos mais novos, do ensino pré-escolar e do primeiro e segundo ciclos do ensino básico, na segunda-feira, por ocasião do Dia da Criança.
Simbolicamente, o livro será lançado, na segunda-feira, às 11:30, no castelo de Alandroal, sem presença de público, estando prevista a presença da autora, da ilustradora e do editor da obra, para além da Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira, e do presidente da Câmara de Alandroal, João Grilo.
In: Diana/FM

E VIVA A GASTRONOMIA ALENTEJANA!

Do Brasil, mais propriamente da Agencia SEGS, chega-nos o elogio que transcrevemos na íntegra.
Pena é que  o repórter que elaborou a notícia não tenha passado  pelo Alandroal, pois tínhamos a certeza que também seria incluído neste roteiro!
Região portuguesa possui gastronomia rica e variada

A gastronomia do Alentejo, maior região de Portugal, é única no país. O famoso bacalhau, em que as pessoas imediatamente pensam quando se fala de gastronomia portuguesa, perde espaço para outras carnes mais tradicionais da região, e pratos diferentes e deliciosos se espalham por todo seu território.
Como o Alentejo é grande, ocupando praticamente um terço do país, mesmo dentro da região há muita variação nos ingredientes escolhidos, modos de preparo e pratos servidos. Por isso, é possível experimentar iguarias novas a cada destino que se vai.
No litoral, em locais como Troia, Comporta e Sines, as grandes estrelas da culinária são os peixes e frutos do mar frescos. Por lá, pratos com polvo, mexilhões e peixes são destaque. Entre os mais conhecidos estão o saboroso arroz de polvo, que também pode levar camarões, e a sopa de cação, perfeita para esquentar um dia mais frio.
Um pouco mais para o interior da região, em Alcácer do Sal, Santiago do Cacém e Grândola, os ingredientes vindos do mar se unem a outros tipos de carne. É o caso do lombo de porco com amêijoas, que são um tipo de molusco. Entre os temperos usados nesta iguaria estão alho, louro e pimentão, e o preparo pode levar também um pouco de vinho branco.
No interior, essas outras carnes ocupam o lugar central na mesa. O famoso porco preto do Alentejo, carneiros e animais de caça, como lebre e veado, são algumas das utilizadas na confecção dos pratos. Cidades como Ponte de Sor, Estremoz e Arraiolos são bons lugares para provar um bom arroz de lebre e as deliciosas bochechas de porco.
No leste alentejano, cidades próximas à Espanha mostram como essa proximidade influenciou a culinária local. O gaspacho, uma sopa fria de tomate típica da Espanha, ganhou um preparo diferente no Alentejo: nele, os ingredientes não são triturados como no país vizinho. Além do tomate, leva pepino, pimentão e pão.
Alguns pratos são populares em qualquer cidade. É o caso do ensopado de borrego, como os portugueses chamam os carneiros jovens. A carne é o ingrediente principal deste prato que também tem batatas e pão. Outra iguaria encontrada em qualquer destino alentejano são as migas, feitas com pão refogado. Cada cidade dá o seu toque especial: em Beja, o prato costuma ter carne; em Évora, aspargos e lombo de porco; e, em Portalegre, diversos cortes de carne de porco.
Para adoçar o paladar, as opções também são variadas. Em Castelo de Vide, vale provar a boleima de maçã, um bolo típico da Páscoa que leva canela, maçã e nozes. Em Elvas, a pedida é a sericaia com ameixas, que esbanja ovos e canela. Por fim, há o doce dourado em Borba, feito à base de amêndoas, pão, gemas de ovos e açúcar. Por onde quer que a viagem passe, haverá delícias para provar!
Sobre o Alentejo
Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da UNESCO e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística internacional do Alentejo é co-financiada pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER). Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

Cláudia Sousa Pereira
                     A Gorjeta
A oposição desconfinada na AR, e um pouco pelos diversos lugares que ocupa em instituições da dita sociedade civil, regressou à habitual atitude pandémica. É a que trata de desatar a exigir na oposição o que quando foram, no caso do Governo central, ou são, nos governos locais, poder executivo não praticam. É uma velha táctica que resulta não só numa fórmula que alavanca actores políticos de fraca qualidade, como enterra eleitores que deixam, assim, de ir às urnas.
Desta vez foi, obviamente, cavalgando a onda da popularidade dos profissionais de saúde. Fizeram-no alimentando a necessidade popular de novos deuses, os que ganham visibilidade através de janelas para o Mundo, mas com vidros espelhados, dos dois lados, o que tolda qualquer possibilidade de uma relação duradoura. Os dois casos tratam, afinal, de gorjetas: a do recibo de vencimento de 60 euros dos enfermeiros que, estando de baixa, apenas reportavam as horas extraordinárias devidas do mês anterior; e a pedichince de um reconhecimento monetário para os médicos de saúde pública que estiveram destacados na batalha directa com o Covid-19.
O caso dos enfermeiros jogou com a fraca literacia de quem ainda lê resumos de notícias de jornais. E quem distribuiu o jogo foi a bastonário Cavaco. Jeitosamente, omitiu no alarde o facto de, estando esses profissionais de baixa, o recibo mensal não ser o do ordenado mas o da pensão, emitido assim por outro Ministério.
Já o caso dos médicos, não escondeu o facto de, na sua tabela remuneratória, haver uma quantia de três dígitos que prevê a recompensa da disponibilidade que os profissionais aceitam para, em casos de necessidade nas instituições públicas que servem,prestarem os seus serviços para além dos limites habituais. Quantia fixa que recebem, portanto, sempre, haja ou não situações ou estados de emergência. Mas isso não impediu de terem representantes seus, até na bancada da AR, a pedinchar. E cito, de um artigo de semanário, o que se pede: “um modesto reconhecimento pelo sacrifício pessoal que estas mulheres e estes homens fizeram nesta pandemia” (Expresso, 22/05/2020). Isto num parágrafo que, está bom de ver, no mais fácil estilo populista e demagógico, se fala de prémios a gestores e empréstimos a bancos.
Manda a educação, a que não é prioridade nos bancos das escolas, e o humanismo que sejamos reconhecidos a quem nos serve e ajuda. Manda o civismo contemporâneo que não se utilize a condição mais confortável – pela informação ou posses relativamente privilegiadas – para humilhar os que mais delas precisam. Querer fazer-nos crer que o Estado aldraba ou que uma gorjeta resolve problemas, até inerentes a várias profissões que idealmente merecem ver resolvidos, é tentar humilhar-nos a nós, os que assistimos aos jogos de poder. E isso, mesmo numa partida de retórica, é batota.
Até para a semana.



VAMOS LENDO E COMENTANDO....


IMORAL…
CUIDADO! CONFIRAM BEM AS NOTAS QUANDO O "PARDAL" PAGAR (SE PAGAR...) NÃO SEJAM AS MESMAS FALSAS!

TERENA - Vídeo de Pedro Gaimota

Vila de Terena from Pedro Gaimota on Vimeo.

E PARTE DO CONCELHO DO ALANDROAL - Pelo Nuno Mendes

segunda-feira, 25 de maio de 2020

DUQUES & CENAS - Dr. J.L.N.

         
            Cinco pequenos aborrecimentos

                                                                  Primeiro aborrecimento
Estou a ficar muito aborrecido com esta pandemia. Como dizia um senhor, há uns anos, “Não gosto de ficar sequestrado, pá! Não gosto!” Mas esta minha apoquentação não é pelo vírus em si, que já provou por esse mundo fora ser mesmo mauzinho e que até mata muitas pessoas, e tudo. São, lá está, as pessoas, em si, que me aborrecem.
Passei este tempo todo fechado em casa (mas sempre de fato e gravata, não fosse haver ordem repentina para fazermos concertos), no sentido de colaborar com aquelas senhoras com ar já muito cansado que nos entram em casa a toda a hora a falar de mortos, de recuperados, de infectados e má-na-sê-quê. Eis senão quando, nas redes sociais, começam a aparecer publicações de manos e manas que se fartam de passear o cão, de lavar o carro, de conviver com os vizinhos, dizendo até que com vizinhos não faz mal nenhum que é tudo gente séria e de confiança. Gostava de entender isto.
                                                                 Segundo aborrecimento
Agora, um dos passatempos da televisão destes últimos tempos (vejo muita televisão, já se sabe!) é ir até aos funerais fazer umas imagens descontraídas para mostrar ao pessoal que fica em casa… e que não pode ir aos funerais. E o que é que nós vemos? Pessoal a chorar baba e ranho (há canais que fazem grande planos destas secreções naturais), abraçado a toda a gente, aproveitando assim a onda do abracinho comovido para sentir alguma proximidade, porque depois regressam a casa e, por vezes, ficam sem ninguém para abraçar.
                                           Terceiro aborrecimento Outra coisa que me incomodou nestes dias tristes, e muito, foi aquela briga assaz curiosa e engraçada entre o Primeiro Ministro e o Ministro das Finanças por causa de um comentário que aquele senhor que ainda pensa que está na TVI fez. Ora, Marcelo já devia ter fechado o megafone há muito tempo, só que ninguém tem coragem para lho dizer. Por vezes, (quase nunca) ninguém lhe pede a opinião e ele acaba por dá-la, dividida em vários pontos (quase sempre dois) e de borla. Fiz alguma investigação e descobri, vejam lá só, que esta pequeníssima desavença foi tirada, sem tirar nem pôr, de uma cena de uma novela venezuelana em que ele, todo machão, diz, ela, muito sorrateira, desdiz, e depois vem a bisbilhoteira da vizinha meter o nariz onde não é chamada. Acabam todos à pancada, mas depois de um encontro romântico (sem a vizinha, que é chata!!!), o casal continua junto, com renovadas juras de amor. Pelo menos, até Junho.
                                            Quarto aborrecimento
Isto hoje são só desabafos. Eu não saio de casa, mas sei de tudo o que se passa por aí. Porquê? Porque, nos intervalos dos treinos físicos que agora se fazem a dar com um pau, a malta vai dar umas voltas para espairecer e desata a tirar fotos e a mandar informação. Pois, uma coisa que me aborreceu profundamente é a falta de sensibilidade de algumas pessoas anónimas que não gostam de fazer as coisas às claras. Então não é que houve uns jardineiros amadores que foram arrancar as plantas das floreiras da renovada rua de Aviz? Isso não é forma de manifestar o seu desagrado em relação ao ar inestético das floreiras, até porque as flores não têm culpa nenhuma. A falta de honestidade passa, isso sim, por outra questão: se foi o género de flor que desagradou ao sensível energúmeno, este, para ser intelectual e esteticamente honesto, só deveria ter tido o cuidado de lá ter plantado outra a seu gosto. Eu sei que corria o risco de outro pateta não concordar e arrancar os seus malmequeres e trocá-los por miosótis ou por um alho francês, por exemplo. Mas isso era uma questão que se ia resolvendo nas noites seguintes.
                                                                     Quinto aborrecimento
Vou terminar, avançando com uma inconfidência que me pode valer as malas à porta (já esteve mais longe de acontecer): um dia destes, a Fofa começou a fazer exercício físico com mais intensidade do que o habitual e eu perguntei-lhe qual o motivo de tanto esforço. Sorriu (cá em casa não usamos máscara e eu vi-lhe o sorriso maroto) e respondeu: “Assim que aquecer o tempo, vamos à praia.” “À praia?”, admirei-me. “Vai ser uma enchente e vamos ter de ficar presos naquelas gaiolas art-déco de acrílico (parecemos uns periquitos da China)!!” Ela respondeu-me, com a respiração entrecortada: “Vamos cedinho, tipo três, quatro da manhã, chegamos lá, tiramos a senha verde para irmos para o areal, a senha azul para o duche, a senha vermelha para o restaurante, a senha branca para as bolas de Berlim e a senha amarela para passear à beira-mar. Anima-te e faz uns exercícios também. Vais ver que, por volta das onze da noite, já estamos em casa.”
E eu não tive outro remédio. 
João Luís Nabo
Montemorense - Maio 2020

OLHA!....AFINAL NÃO É SÓ A FONTE DAS FREIRAS! AS "BISPAS" SEGUEM-LHE O EXEMPLO!

Foto: Tiago Salgueiro

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


Maria Helena Figueiredo
                A cartola de António Costa
 António Costa parece estar a tomar gosto pelos espectáculos de circo e depois do número de trapézio na Autoeuropa, no dia a seguir às vigílias pela Cultura que ocorreram na passada 5ª feira por todo o país, veio tirar da cartola 30 milhões de euros, acenando com uma ajuda para os artistas e procurando assim esvaziar o protesto.
Um número feio de fazer, principalmente num período sensível como este da crise de Covid19, com os dos trabalhadores da cultura e das artes, que deveriam merecer o maior respeito por parte de um Primeiro Ministro.
António Costa veio apresentar um apoio de 30 milhões à Cultura, como resposta às dificuldades, fingindo que assim resolvia os problemas dos trabalhadores e das estruturas criativas, apostando no desconhecimento da maioria das pessoas sobre o que está efectivamente em causa.
Acontece que os 30 milhões de euros não são nem uma resposta à situação de emergência que o sector da cultura vive depois de mais de 25.000 eventos terem sido cancelados, e que é preciso que seja tomada, nem se vão traduzir em apoio social aos muitos milhares de agentes em situação crítica, quando estão muitos deles a passar fome.
Os 30 milhões serão dados às Câmaras Municipais para organizarem elas próprias animação cultural de Verão.
Atribuir 30 milhões de euros às Câmaras Municipais, neste contexto, é transferir as responsabilidades do Estado em matéria de política cultural para as autarquias, de forma inaceitável, confundindo cultura com entretenimento, mas não só.
É também favorecer a discricionariedade de muitos autarcas, quando sabemos de experiência feita que há autarquias que favorecem sistematicamente agentes cuja cor política lhes é próxima ou favorável, isto no ano anterior ao de eleições autárquicas. Para alguns será um festim. Para outros … o mesmo de sempre, ou seja, nada ou muito pouco.
Mas António Costa também não disse de onde vinham esses 30 milhões e esse não é um ponto de somenos importância. Pelo contrário, é agora uma preocupação maior para os agentes culturais e quer o CENA -Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo, quer as várias estruturas como a Plateia, a “Acesso à Cultura” ou o movimento “Unidxs pelo Presente e Futuro da Cultura em Portugal” estão a questionar o Governo sobre esta medida.
É que há informações de que o Governo se prepara para que os 30 milhões sejam retirados do “Programa Cultura para Todos”, no quadro dos Programas Operacionais do Portugal 2020, um programa que incide principalmente em territórios de baixa densidade e que tem por objectivos o apoio a iniciativas culturais para a públicos habitualmente excluídos, como sejam os jovens em risco, os idosos ou as pessoas com deficiência, e também fomentar o acesso de novos públicos à cultura e a coesão social.
Ora desviar verbas deste programa, que no Alentejo vale quase 6,5 milhões de euros e que tem vindo a ser trabalhado pelas CIM, poderá pôr em causa projectos apresentados e compromissos assumidos, mas sobretudo porá em causa o acesso à fruição cultural pelos mais excluídos e o apoio às comunidades mais desfavorecidas.
Se tal acontecer, como tudo indica que quer fazer, o Governo estará a usar dinheiro que era destinado já à Cultura para simular a resposta a uma emergência social.
É uma habilidade, um número de má mágica, que vem mais uma vez pôr em evidência a falta de política cultural e a incapacidade do Governo de olhar para a Cultura como estratégica no quadro do desenvolvimento do país e os agentes culturais como merecedores do mesmo apoio que os restantes trabalhadores.
Até para a semana.

            VÍDEO QUE MERECE A PENA VER E OUVIR

ORIGEM DE DITADOS PORTUGUESES

JURAR A PÉS JUNTOS:
Mãe, eu juro a pés juntos que não fui eu. A expressão surgiu através
das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de
heresias tinha as mãos e os pés amarrados  e era torturado para
dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a
veracidade de algo que uma pessoa diz.

TIRAR O CAVALO DA CHUVA:
Pode ir tirando o cavalinho da chuva porque não vai sair
hoje!
No século XIX, quando uma visita iria ser breve, deixava o

cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar,
colocava o cavalo nos fundos da casa,  num lugar protegido da chuva e
do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da
chuva se o anfitrião percebesse que a visita era boa e dissesse:
"pode tirar o cavalo da chuva".  Depois disso, a expressão passou a
significar a desistência de alguma coisa.

GUARDAR A SETE CHAVES:
No século XIII, os reis de Portugal adoptavam um sistema de guardar as joias e os documentos importantes da corte  num
baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era
distribuída a um alto funcionário do reino. Portanto eram apenas
quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor
místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A
partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra
designar algo muito bem guardado...
OK:
A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida para que está tudo bem, teve a sua origem na Guerra da Secessão, nos EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando a sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".
ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas
enforcou-se numa árvore sem nada nos pés, já que havia posto o
dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os
soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e
do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as
botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada para designar um
lugar distante, desconhecido e inacessível
.

PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:
A história mais aceitável para explicar a origem do termo é
proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram
sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do
rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada.
Assim, após o animal morrer, ele ficou-se lamentando e pensando na
morte da bezerra
.  Após alguns meses o garoto morreu.

PARA INGLÊS VER:
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o
Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No
entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim,
essas leis eram  criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo.
O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent
de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea  num aldeão de
nome Angel.  Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que
assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via.
Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao
cirurgião que arrancasse os seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de
Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o
cego que não quis ver.
ANDA À TOA:
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está
à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o
reboca determinar.
QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO:
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, adulterou-se.
Inicialmente  dizia-se quem não tem cão caça como gato, ou seja, se
esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.
VAI TOMAR BANHO:
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de
higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das
Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se
contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu
medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o
índio não conhecia a sífilis  lavava-se da cabeça aos pés nos banhos
de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no
rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos
portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com frequência e
raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos
índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos
portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".