terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

EM REGISTO ABERTO - A.N.B.

            ( Uma Resposta ao Mail de recurso que JMGrilo  me dirigiu em 24/172017)



Caro João Maria Grilo
   (uma resposta provisória)
I.                   Foi com agrado e muita atenção que já estive a ler a sua comunicação que me enviou directamente sobre o tema das Autárquicas 2017.
Julgo que, para já, é melhor começar a responder-lhe, recorrendo aos seguintes factos:
Em 1986, estive em intervenções na eleição de Mário Soares e, no fim da campanha, recebi um cartão do PR (que guardo) sugerindo a inscrição no Partido Socialista. Só não o fiz porque andava atarefado com os estudos. Nessa altura e pelas minhas contas ainda V. era uma criança feliz numa aldeia “sacaia” onde também andei à escola .
Depois, no Alandroal, acompanhei e apoiei o J. Nabais visto estar cansado das infraestruturas da CDU…e a pedido deste. No segundo mandato, o desvario gastador era tal que só havia uma coisa a fazer, Mudar. Foi o que aconteceu e, como sabe, a conquista foi bastante árdua mas escassamente vitoriosa. A condenação chegou atrasada.
Até que em 2013, decidi como era meu imperativo, apoiar o Manuel Zé. Uma candidatura algo fraca e que teve contra ela a viragem de vários azimutes um dos quais teve V. como protagonista. Estive mais ou menos, por dentro das noites imediatamente antecedentes e o que soube não ilustra o (seu) processo que foi, burocraticamente, um acidente grave, desprestigiante  e infantil.
(Faço aqui um brevíssimo parentesis para dizer que, o Manuel Zé, ensaiou comigo duas ou três cascas de banana e o menos aceitável é que, a propósito, do regime de substituições na Assembleia Municipal cometeu relativamente ao 6º lugar, uma grave irregularidade. Avisei, deixei passar para não criar mais problemas a destempo ao P. Socialista ).
Neste ponto, vou somente acrescentar que me tornei militante do Partido Socialista, pelo Alandroal quando o achei ajustado, incentivado, aliás, por grandes socialistas com os quais fui convivendo durante anos no IEEI. E não só. Como provavelmente também já o conhece.
II.                 Diz o João Grilo que não quer ver arrastado o processo para as redes sociais. Pois bem, não acha deveras estranho e precipitado que, e cito “passados 20 minutos do anúncio da sua candidatura no Facebook já lá tinha 120 gostos e agora terá  mais de 454 e 120 comentários favoráveis”. Em que ficamos neste ponto e em matéria de verdade? Quem é que afinal arrasta quem (e se serve) para as ditas redes sociais? E se se dispusesse, desde já, a adiantar um debate preliminar.
III.              Vamos agora ao ponto mais sério da sua candidatura. O João Grilo, pode ter as tacticas que quiser o que não deve ter é uma estratégia que sendo o que é (embora o possa não parecer aos seus próprios olhos) tem sido vista como furtiva, secretista e clandestina. Não misture Objectivos com ambições por mais legítimas que possam parecer.
Digo isto, porque não houve (como sabe) qualquer convocatória do PS para previa e abertamente debater a sua candidatura. Muita gente sabia (e V. devia ser o primeiro a preveni-lo) o que ia acontecendo nas traseiras… O que quero dizer-lhe é que teria tudo a ganhar, se viesse em sessão publica, e a tempo, mostrar que era e porque era o candidato. Assim resvalou para o facto consumado, à porta fechada, sem sequer dar tempo a que os militantes e órgão próprios do Partido pudessem assumir seriamente (consigo) a Iniciativa e a sua candidatura. Teria sido democrático.
Como sabe, em politica, muitos são os processos de decisão e outros que podem ser sempre justificados à posteriori. Mas o que não se pode nem se deve fazer é enganar e ultrapassar certas situações. Na minha opinião, teria sido bastante mais correcto que, em sessão formal no Alandroal, o PS e V. viessem publicamente anunciar e assumir a sua candidatura. Tanto mais que V. tinha no seu activo partidário algumas tomadas de posição retroactivas menos coerentes e agora sem uma militância permanente no P. Socialista a acompanhá-las.

IV.        Caro João Grilo
           Numa coisa estaremos certamente de acordo: o Alandroal é bem mais importante do que as nossas duas opiniões juntas. Neste sentido, vou deixar aqui dito que nada me move, em termos pessoais, contra si… e penso que, o mesmo, sucede consigo em relação a mim. Muito embora tivesse para comigo posições bastante esquivas e desnecessárias.
No entanto, e até prova em contrário, parece a muita gente (e sei o que digo na medida em que me vêm aqui parar muitas opiniões, mais até do que julga) que  aquilo que tem vindo a suceder é que Algumas pessoas agora novamente ligadas ao PS, não suportam a ideia de ter mais um simples militante que nasceu aí  gosta muito da sua terra e sempre se bateu pelo seu futuro em tempos muito mais difíceis.
Por isso, faz mal ou fazem mal aqueles que pretendem encerrar o PS num casulo local que não conduz a nada. Ou o conduz a muito pouco tendo em conta as sucessivas eleições em que tem de vir a participar.
Repare, caro João Grilo, que a CDU tem por aí uma força eleitoral bastante assinalável e que só poderá vir a ser derrotada se o PS se apresentar aberto, de cara lavada, com gente mais capaz. E, sobretudo, se apontar a fazer coisas novas. Tanto as pequenas. Como aquelas que exigirão um folego maior e massa critica mais persistente do conjunto dos responsáveis políticos.
 Se for este o cenário escolhido, poderá ainda assim vir a contar comigo tal como V. próprio o assinalou em referência a sua primeira eleição vencedora.
 Como este escrito já vai um tanto longo, vamos terminar não sem que antes lhe diga que “escolher ajudar o Partido, pode em face de certas circunstâncias não ter que obrigatoriamente ajudá-lo a si”. São coisas distintas. A menos que as cartas sejam todas postas em cima da mesa.
Como já deve saber, ainda agora, Francisco Assis acaba de assumir uma posição crítica que António Costa não deixou de ouvir e Manuel Alegre, especialmente este, até elogiou. Em suma, a política não é linear. Pelo que, finalmente, lhe vou aqui dizer que estou disponível para esclarecer directamente consigo certas coisas, continuar a ter uma voz em liberdade e esperar que V. possa vir a ser eleito tendo contudo em conta que o eleitorado muda muito. E mais do que conjecturamos quando somos apenas triunfalistas.
É imprevisível mais do que se julga e guia-se por padrões éticos cada vez mais exigentes. Ou, se quiser dito de outro modo: as sondagens e o somatório de votos deixaram de ganhar eleições. O guião eleitoral português deixou de ser convencional sendo cada vez menos ingénuo. Onde estiverem os verdadeiros valores e os bons cidadãos, será aí que a vitória poderá com trabalho sério ser encontrada.
Isto sem igualmente ignorar, como dizia G. Orwell, que afinal “só quem conhece o passado possui o futuro… “ querendo também certamente significar que só quem possui o presente (de uma forma inovadora e corajosa, repito, corajosa) pode controlar o passado. 
 Sem mais, apresento-lhe cordiais « Saudações Democráticas» esperando tê-lo esclarecido e permanecendo aberto à sua argumentação e bom espírito.
   António Neves Berbem
     (Militante)
     ( 27/ Janeiro/ 2017 )

PS: Não tenho problemas nenhuns em dizer-lhe (porque realmente não preciso da politica para ir vivendo e comendo todos os dias) e, como V. próprio também já o saberá que tomei iniciativa de escrever duas cartas para a Federação Distrital alertando para o mau serviço que o P. S. poderia estar a prestar a si mesmo. Além disso, também já tive oportunidade de alertar que o P.S. não tem por costume usar votações “à coreana”. Infelizmente foi o que sucedeu e foi essa a percepção de muito boa gente. 

Nota do Editor: O conteúdo da presente carta aberta é da inteira responsabilidade do Autor da mesma e não vincula de forma alguma o responsável por este espaço, que seguindo as directrizes traçadas desde a sua fundação está aberto a todas as correntes de opinião desde que devidamente identificadas.







30 comentários:

Anónimo disse...

Quer parecer-me que este senhor Berbém quer qualquer coisa que não lhe dão. Não será?

Anónimo disse...

Como já tenho uma certa idade lembro-me bem do António Berbém a apoiar o João Ribeiro. Depois lembro-me do António a apoiar o João Nabais, depois a apoiar o João Grilo e depois a apoiar o Manuel José Ramalho e agora parece que se tornou anti-Grilo. Cada um apoia quem quer mas este camarada fala muito para quem tem este histórico. Sem ofensa.

Anónimo disse...

Ó Berbém porque é que não publicas também o tal mail que o Grilo te mandou?? Isso é que era de homem assim só sabemos o teu ponto de vista!!

Anónimo disse...



OBS.


(Para o Comentador das 16.40)


Era o que mais faltava era que a politica fosse apenas vista como uma

mera "actividade estática". Diga-me, com toda a franqueza: votou sempre

nos mesmos? E, na altura que o fez deu ou não deu, a si próprio razões

suficientes, para alterar (ou não alterar)o voto. Então, a vida

responsável, não é feita e não tendo mesmo de ir sendo feita de

algumas mudanças.O apeadeiro terá de ser sempre o mesmo?

Imagine só que eu cheguei a votar Maria de Lourdes Pintassilgo. Pena é

que já tenha morrido... Pena é que,repito, já tenha morrido porque

senão era muito capaz de a defender e votar nela.


Imagine isto! E, já agora, agradeço sinceramente o seu INOFENSIVO

comentário.


Saudações Democraticas


Antonio Neves Berbem


Francisco Tata disse...

Desculpe lá ... mas tenho que lhe dar a resposta devida, ainda que muito contrariado, pois não queria meter nem prego nem estopa nesta questão. Mas tem que ser:
Quem publica sou eu (editor do blogue) e não o Sr. Berbem.
Mesmo que o Sr. Berbem tencionasse publicar a referida carta eu nunca o faria sem autorização expressa de quem a remeteu.
O escrito do Sr. Berbem é uma carta aberta - outra qualquer que lhe tenha sido dirigida (se caso existiu) é de caracter particular.
Não acha que se o Senhor Grilo quisesse não lhe seria concedido o mesmo espaço, concedido ao Sr Berbem?

Administrador

Anónimo disse...

OBS.

Está um tanto equivocado. Porque o mais bonito disto tudo, é uma dado chamado "Legitimidade e Dignidade politica".E essa teima em não aparecer à luz do dia.

Quanto às entrelinhas que sugere, são apenas suas e ficam ditas por si. E nada de especial irá mais passar-se. O bonito é irmos tendo «os tintins» no sítio e nos momentos proprios.
E exercer, nada menos nada mais, do que os deveres e direitos que assistem a qualquer militante-votante nos momentos próprios.

É esta a minha opinião. se a sua difere, o mais que pode acontecer é estar desta vez (ou continuarmos) de acordo em estar de desacordo.Faz parte da vida politica.Que, como bem sabe, é um rico manancial de ensinamentos vitais.

Com as mais cordiais Saudações Democráticas


Antonio Neves Berbem

Anónimo disse...

....em direto.... um apelo à sensatez....

O ANB deve ter a sensatez necessária para tratar deste assunto dentro do partido de que diz ser militante.
Em privado, portanto.
Estas questões não devem ser tratadas nas redes sociais, pois são de muito melindre.
Só alguém que procura palco é que trás estes assuntos para o espaço público.
Calma e serenidade.
É o que se pede.


Anónimo disse...

" Se for este o cenário escolhido, poderá ainda assim vir a contar comigo tal como V. próprio o assinalou em referência a sua primeira eleição vencedora."



O que será que o amigo Berbem quer dizer com isto????



Com tanta gente a sair do Ps, a voltar para o Ps, a votar nuns e outros como os cata-ventos conforme os interesses pessoais, sendo a desculpa que se vive em liberdade e em democracia, tenho que admitir que o JOÃO NABAIS é um exemplo de como se deve estar na política, com seriedade, valores e princípios.
Por aqui me fico.

Carlos Tavares

Anónimo disse...

Caro Francisco Manuel, peço desculpa por não me identificar mas como trabalhador do Município do Alandroal é muito complicado como decerto entende.

Venho aqui deixar a minha opinião a uma pessoa que por aqui comenta assiduamente e muito se expõe e critica e como tal também pode e deve ser criticado. Como diz muitas vezes o dito, vivemos em democracia.

Todos nos conhecemos nesta aldeia pequena, e como tal todos se lembram o apoio do Sr. Berbem ao João Nabais foi real. Não correram as coisas de feição ao Sr. Berbem porque como sabemos queria o dito ser o programador do Fórum Cultural, coisa que o João Nabais não esteve de acordo e escolheu um parente do Sr., Berbem com mais preparação para o cargo.

Depois o caro Berbem apoio o João Grilo, e mais uma vez o Sr. Berbem não teve oportunidade de brilhar.

Pode ser que seja desta, afinal andamos todos a tentar fazer pela vida.

Saudações democráticas.

Anónimo disse...

O ANB deve ter a sensatez necessária para tratar deste assunto dentro do partido de que diz ser militante.
Em privado, portanto.
Estas questões não devem ser tratadas nas redes sociais, pois são de muito melindre.
07 fevereiro, 2017 19:34

É CURIOSO VER AQUI CHAMADAS DE ATENÇÃO DESTE TIPO.
MAS QUASE DECERTO QUE O COMENTADOR NÃO VEIO CRITICAR O SR. JOÃO GRILO QUANDO ESTE PUBLICOU E DEU A CONHECER A SUA CANDIDATURA PELO PS NAS REDES SOCIAIS, AÍ JÁ NÃO HOUVE MELINDRE.

Anónimo disse...

Anónimo Anónimo disse...
" Se for este o cenário escolhido, poderá ainda assim vir a contar comigo tal como V. próprio o assinalou em referência a sua primeira eleição vencedora."



O que será que o amigo Berbem quer dizer com isto????



Eu respondo.
Está a por-se a jeito, claro que o João Grilo pode sempre contar com o Sr. Berbem, resta saber é se o João Grilo o têm nos seus planos, coisa que não me parece.
Cá para mim ainda não é desta que o Sr, Berbem pode mostrar serviço, até que fazia falta alguém para a cultura, ária que foi desastrosa pela mão do João Grilo,qualquer um faz melhor, até decerto o Sr. Berbem.
O FUTURO A DEUS PERTENCE.

Paula Maria

Anónimo disse...

Desculpem o desabafo mas não me conformo com as opiniões tão "brilhantes" por aqui expostas sobre redes sociais.
O sr. Grilo, professor, adepto de facebooks e etc, consegue vangloriar-se (mas no entanto e segundo o sr. Berbem pediu-lhe que não expusesse isto nas redes sociais...) por ter 400 e tal gostos no poste que publicou sobre a sua candidatura?? Caso para dizer: hellooooo...
Vi e confirmei os tais 'gostos' que colocaram e... a maior parte, sim a maioria mesmo (e quem duvida vá lá ver) são de pessoas de fora do concelho. Aliás, até a quem o sr. Grilo diz que faz parte, com ele, da linha da frente, não vive nem vota no concelho.
E só uma achega: centenas de gostos no facebbok (que vale o que vale) e centenas de comentários contra esta candidatura e contra o sua pessoa.
Como dizia o outro: "mais valia pôr-se a dormir!"

Anónimo disse...

e centenas de comentários contra esta candidatura e contra o sua pessoa.
Como dizia o outro: "mais valia pôr-se a dormir!"

08 fevereiro, 2017 11:42


E não são mais os comentários contra porque quando não agrada não se publica, rejeitasse os comentários de quem é contra.
Isto ainda vai dar muita volta e muitas surpresas se esperam, cá para mim tanto o PS como o Muda com esta "aliança" desastrosa que só veio criar divisões, deram a vitória a outro, a ver vamos.

Anónimo disse...

Apareceram ( ou apareceu ) agora a tentarem criticar de forma nada consistente a opinião do Anb sugerindo que quer qualquer coisa. Então e os outros querem o quê? Na minha opinião querem deitar por terra uma opinião que tem todo o sentido de ser feita. Foi isso memo sr. Bebem. Foi uma votação a coreana. Mas eu também sou livre de votar onde quero. Só porque sou trabalhadora do município não posso assinar este comentário, mas acredite que faço questão de lhe dizer pessoalmente. E as pessoas que se lembrem quem foi apoiado por este candidato nas últimas eleições. O ps não prestava agora é bom. São os mesmos. Afinal também sobem em qualquer apeadeiro.

Anónimo disse...


A verdade é que o sr. Berbém não reúne os requisitos mínimos necessários, para ocupar qualquer cargo na Câmara Municipal.
É, novamente, um esforço infrutífero.

«É mais fácil entrar um camelo no fundo de uma agulha» que o sr. em causa
desempenhar funções na Edilidade.

Lamento ter que dizer, mas contra factos não há argumentos...

Anónimo disse...

Esta carta aberta faz-nos retornar ao passado cinematográfico dos grandes filmes do antigo faroeste americano.
Filmes, tais como: “O BOM , O MAU, E O VILÃO”, “ACONTECEU NO OESTE”, “POR MAIS ALGUNS DÓLARES”.
De repente, qual milagre de Nossa Senhora de Fátima, deixamos de ver um duelo ao pôr-do-sol, para ver-mos, deitados num sofá, uns filmes insossos, do género “TITANIC”, “´ÁFRICA MINHA, etc.
Mas que se passa aqui??? Uma última golpada para se conseguir uma avença, seja ela de que género for, e em qualquer pelouro, na edilidade local? Ou, uma tentativa de conseguir mais alguns euros???
Assim, filmes como atrás mencionei, “O BOM, O MAU, E O VILÃO”, “ACONTECEU NO OESTE”, “POR MAIS ALGUNS DÓLARES”, passam a ter outra conotação/denotação, passando a títulos algo ridículos e a denegrir a imagem do nosso Alandroal: “O BOM, O MAU, E O CAO(S)”, ACONTECEU NO ALANDROAL”; POR MAIS ALGUNS EUROS”.
Triste sina esta da nossa Vila. Mal representada por algumas pessoas menos capazes e menos resolvidas, que tudo fazem, mesmo depois de velhos, para conseguirem mais uns trocos e uma imagem, que por si só, já mui duvidosa.
Senhor berbém, que mude de camisa e côr política, isso já estamos habituados. Agora, passar de ataques incessantes a tentativas de alianças, algo de muito estranho está para acontecer.
Caso o consiga (e não acredito muito) não se sirva do Alandroal, antes sirva-O, se tiver condições e reunir os mais básicos e elementares requisitos para o efeito, o que duvido.
A exemplo de uma frase tão antiga quanto conhecida: “Á MULHER DE CÉSAR NÃO BASTA SER SÉRIA, E PRECISO PARECER”.
A imagem que senhor berbém usou na postagem é bem ilustrativa do que se vai passando no alandroal e, possivelmente, do seu auto-retrato…um comboio descarrilado…enfim…”com a verdade me enganam…”.
Felismino Poço (Aldeia das Hortinhas)

Anónimo disse...

A verdade é que o sr. Berbém não reúne os requisitos mínimos necessários, para ocupar qualquer cargo na Câmara Municipal.
É, novamente, um esforço infrutífero.

Tenham calma, há muita coisa que o Sr. Berbém têm competência e requisitos sem serem mínimos, não vale a pena ofender e muito estranho o Francisco ter permitido tamanha falta de respeito. Pode por mão na cultura por exemplo, seria bom para todos para não termos possivelmente mais quatro anos de uma qualquer coisa de facto nunca vista e conseguida, nem aqui, nem em lado nenhum, um desastre.


Maria Joaquina

Anónimo disse...

Boa noite,

Não pude deixar de ler a postagem e os demais comentários. Uma coisa é reunir alguns requisitos, outra é reunir todos, que não me parece que seja o caso do autor do post.
Ser professor, portador de uma licenciatura e mestrado, e ter alguns conhecimentos técnicos em determinadas áreas, não lhe dão competência para a área da cultura ou outra. Qual é o" Curriculum Vtae" que o autor tem na área? Ser um teórico não é necessariamente um requisito. O conhecimento vem da experiência, teoria comprovada pelos antigos e modernos filósofos.
Penso que uma mais-valia para a área da cultura seria, sem dúvida, o conterrâneo e músico José Carvalho. Recheado de experiência musical, teatral, e formação na área, e “curriculum” já exposto neste espaço. Para além de uma imensidão de conhecimentos e uma vasta panóplia de contactos que podiam levar o Alandroal ao mundo e o mundo ao Alandroal. Agora, por favor, não inventem outra pasta para o autor, porque não lhe revejo qualquer competência para isso.
Para qualquer cargo da edilidade um dos requisitos é a disponibilidade. O estar e viver no local, o constante contacto com a população, das suas preocupações e necessidades. Não precisamos de um "político" para apenas "picar o ponto", uma ou duas vezes por mês, e receber o vencimento.
Há pessoas da terra e que vivem na terra, que reúnem todo o necessário para o que é preciso. Só o facto de mencionarem o nome deste autor é o mesmo que minimizar as pessoas do Alandroal que lá residem e que sabem da realidade e das necessidades do Alandroal. Para sonhadores….já bastam alguns que já por lá passaram.
Em resposta a alguns comentadores, este espaço deve aceitar todos os comentários das várias pessoas que nele queiram participar, não existem cidadãos de primeira nem de segunda. Embora haja quem assim o pretenda, com segundas intenções.
Quem defende a Democracia tem de respeitar este princípio básico. O direito de opinião e de expressão.

Manuel Ferreiro

Anónimo disse...

Só para recordar o espécime democrático que era o Bochechas, de resto estou-me nas tintas para Grilos, Berbéns, ou outros que tais.

Cito: "Em 1986, estive em intervenções na eleição de Mário Soares e, no fim da campanha, recebi um cartão do PR (que guardo) sugerindo a inscrição no Partido Socialista."

Esse tal de Mário Soares, quando exercia o cargo de Alto Magistrado da Nação, dirigiu-se a uma autoridade no cumprimento do seu dever nos seguintes termos: "Ó senhor guarda, desapareça... desapareça daqui!"

Está tudo dito sobre o espírito democrático de tal espécime, e de outros que tais.

Saudações alentejanas

Anónimo disse...




OBS.


Caro Comentador Felismino Poço (Hortinhas)


I- Imagine que hoje estive todo o dia sem PC o que me impediu de ler a sua mensagem. Agradeço-a, na medida em que recorre a imagens cinematográficas que de algum modo e cada um à sua maneira foi arquivando. Form grandes filmes que por sua vez exigem cuidadosas leituras. Estamos de acordo nisso.

II- Mas olhe que existe um outro grande filme com Robert Redfort chamado "O Casino" em que numa das cenas o actor depoís de uma jogada arriscada, diz mais ou menos isto: " Ha quem faça as coisas bem, há quem as faça mal,... eu faço-as à minha maneira". O filme vai depois desenrolando-se e uma das mensagens finais que fica dita, é que o jogo naquele Casino é, afinal, o jogo da vida. Assim penso que não estará em total desacordo comigo, se aqui e agora chegarmos provisoriamente que seja à conclusão que "O Casino" (seja o da vida seja outro qualquer) se apresenta muitas vezes com jogadores bons e jogadores maus. Mas se, finalmente, olhar para a vida real de todos nós, pergunto-lhe: não acha que há casinos a mais nas sociedades actuais com os mesmos trampolineiros de sempre a ficarem repletos com as jogadas mais faustosas e rendosas.Sabe quanto ganho o RR naquela jogada?

Já reparou que Portugal deve mais de 240 mil milhões mas paga só de juros anualmente quase 10.000 milhões. Podemos ambos, à nossa escala, concordar com isto? Não será de pensar que, às tantas, há demasiados Casinos e sobretudo demasiados jogadores de Casino que até jogam bem mas deixam de pensar solidariamente naquilo que deviam fazer em todos os sítios e lugares sem ser em exclusivo proveito?

Acredita nisto? O que acha ?


Cordiais saudações


Antonio Neves Berbem


PS Penitencio-me,de facto por esta resposta ser desta vez tão longa.

Mea culpa!

Anónimo disse...

Depois de ler o post e os comentários ao mesmo nota-se claramente uma tentativa de desvirtuar o mesmo apontando vontades e intenções que não foram manifestadas. Não era isso que estava em causa no texto. Grande táctica. Mas já agora digo. E se fosse ? Então não houve tantos assessores com menos competência? Olhem que a memória não é curta.

Anónimo disse...

Tiro o chapéu a quem escreveu o comentário de 08 fevereiro, 2017 20:50, e subscrevo na integra.

Anónimo disse...

Tiro o chapéu mas a quem escreveu o comentário de
08 fevereiro, 2017 20:47, esse sim muito assertivo e que contribui para o debate de ideias, agora o Bochechas, coitado, já foi para a terra do nunca, deixem o homem em paz.

Anónimo disse...

Não queria mas não resisto em meter a minha colherada, já que toda a gente o faz, porque não. Vou falar de algumas pessoas sem ofender, apenas com base em factos reais espero que o Francisco não veja impedimento em publicar, se achar que não deve, aceito, o bloog é dele.



Vêm falar nas capacidades do Sr., Berbem e no que podia ser o seu contributo para o Alandroal numa qualquer ária como por exemplo a cultura, a verdade é que nunca se viu o Sr. Berbem em nenhuma função, e como tal, tudo o que se disser de bom ou de mau, vale o que vale, são apenas subjeções, suposições.

Já críticas podem e devem ser feitas a quem lá está, ou esteve, e mostrou ou não serviço, esses podem ser criticados com base na competência que mostraram enquanto trabalharam no Município.

Criticam o Berbem e dizem que o homem é incompetente, que não tem experiência, e eu pergunto.

E o Professor Saraiva que foi escolha do Presidente Grilo para ter a rédeas da Cultura, mostrou competência? Tinha experiência? Fez bom trabalho? Tinha currículo? Porque não comentam.

E o Sr. Galhardas, qual o " Curriculum Vtae"?????

E o Sr. Palhoco, que se dizia homem de cultura, fez bom trabalho? Mostrou ser competente? e o currículo, qual era?

E pergunto, neste momento com este executivo quem é que afinal é responsável pela dita cultura? Seja quem for, tem currículo? Se tem deve ser fraco por aquilo que se tem visto, não se comenta sobre estas pessoas, porquê?

Muito ou pouco estão a ser pagos para executarem um trabalho que na realidade não se vê, estas pessoas é que tem que e ser criticadas,comentadas, pois deviam servir as pessoas e o Concelho e andam anos a encher pneus, sem nada fazerem e a ser pagos com o dinheiro dos contribuintes.


E para os comentadores que falam em experiência e em currículos, ainda lhes faço outras perguntas.
E os nossos Autarcas tem isso tudo? Qual a grande preparação e conhecimento de como gerir um Município ou uma grande empresa, qual o currículo e mostras de competência dadas têm na realidade o Professor Grilo ou a Advogada Mariana.

Eu, como simples munícipe e tendo apenas como base o que vi e senti durante as suas governações, posso dizer de peito aberto que a competência não é nenhuma, e se por acaso têm algum currículo, é do tipo daquele que se escreve num minuto no computador, o trabalho realizado diz tudo, como o algodão não engana.

Mas esta gente que é paga por todos nós, os Senhores que defendem currículos e experiência não comentam, não criticam, acham mais importante andarem a inventar sobre as capacidades que podem ter A ou B.

Mas num ponto tenho que concordar com o comentador Manuel Ferreiro de 08 fevereiro, 2017 20:47, que pelos vistos dá muito valor aos " Curriculum Vtae".

Desta gente toda há um conterrâneo que tem de facto um bom curriculum , pois também já o vi aqui publicado e mostrou com trabalho feito, que o dito currículo faz jus à verdade, assim fossem também os nossos políticos COMPETENTES.

Por aqui me fico.

João Ramalho

Anónimo disse...

Gostei do comentário do João RAmalho. Assertivo, contundente. Já todos tínhamos visto que atacar o ANB era a melhor defesa do que fizeram e como fizeram. Porém deixo também o meu ponto de vista: cuidado que o pelouro da cultura não pode ser só espetáculos.

Anónimo disse...

Caro sr. berbém,
Pegando no primeiro ponto, e ainda na senda cinematográfica (e qual Lauro António), não vi o filme “O Casino”, como mencionou. Não vi porque o próprio título não me suscita interesse, vício do jogo.
Reportando-me à expressão que V. Exª fez do filme " Há quem faça as coisas bem, há quem as faça mal,... eu faço-as à minha maneira", posto isto, apenas posso depreender que não interessa se as coisas são bem ou mal feitas, desde que à maneira. V. Exª. Assim, denota, prepotência, arrogância e pouca destreza de palavras e pensamentos, claras “virtudes” de um jogador viciado.
Para os problemas há sempre soluções e, para isso, é preciso mestria, experiência, e, quiçá, um “Savoir Faire”. De que poucos são dotados. Concordará não ser o caso de V. Exª!
Ainda na onda do filme e do jogo, (fraca e infeliz escolha de V. Exª para exemplo), a vida das pessoas não é um jogo que é decidido num “golpe de sorte”, “numa mão”, ou numa só cartada. A vida das pessoas é muito mais valiosa. Não pode nem deve ser reduzida a tão infeliz e malfadado resultado de um jogo. A vida das pessoas é um bem inquantificável!!!
No que respeita à dívida externa portuguesa, aos milhões, biliões, etc, apenas refiro que é já um assunto enfadonho e que todos já sabemos. Tivéssemos a coragem dos islandeses que mandaram a dívida, os bancos, a europa, o mundo “à fava”!!!
Depois de tanta crítica de V. Exª aos anteriores executivos (maus, por sinal, terei de concordar) tem alguma solução para o Concelho? Tem algum programa alinhavado e exequível? Que propostas tem??? Tem a noção da dívida camarária? Das contas correntes??? Do que é preciso fazer??? Do que é fulcral e do que é trivial???
Tenha o discernimento de procurar a fundo as necessidades da população local, da resolução das contas autárquicas, e do que é necessário para os munícipes, e remova-se do sonho e da utopia.
Como disse e reitero, a sua competência e requisitos ficam muito aquém do que é necessário para uma situação como a do Alandroal que, embora local, é de uma enorme magnitude e gravidade, para tão parca qualidade individual e de tão poucos recursos técnicos de V. Exª.
Posto isto, só não consegui ainda perceber, depois de tanto “jogo de casino”, de tanto falar da vida das pessoas, da política e dívida nacional, qual o seu propósito e objectivo com esta carta aberta??? A de candidatura em aliança à Câmara local, a primeiro-ministro, ou à construção de um casino no Concelho??? Dependerá a sua resposta de uma rodada de roleta???
Elucide-nos para ter-mos a clarividência na altura do voto, pois, nesta caso, talvez seja melhor a construção do casino, pois podia ser que a sorte mudasse (finalmente) e sorrisse aos Alandroalenses.
Para além dos computadores, mesmo que “avariados”, faça correr o antivírus e os anti-malwares e, caso persista o problema, sempre existem os aparelhos denominados de telemóveis. Que já vem com aplicação de internet. Um candidato a tão importante e nobre cargo tem de dominar a informática na óptica do utilizador. O tempo da pena e tinteiro e da máquina de escrever são tempos idos.
Ass: Felismino Poço

Anónimo disse...

Porém deixo também o meu ponto de vista: cuidado que o pelouro da cultura não pode ser só espetáculos.

10 fevereiro, 2017 13:09


Também concordo, mas se o comentador diz isso por causa do conterrâneo a que me refiro e que de facto apresentou trabalho e mostrou ser conpetente, é porque tem pouca memória. Para além dos espetáculos revitalizou o Teatro que estava adormecido no Alandroal, com aulas com bons professores, formação na ária da dança, com professores de qualidade, e é preciso não esquecer que o papel do dito era simplesmente o de programador do Forum Cultural,não façam confusão, nada mais na ária da cultura lhe dizia respeito, e mesmo assim deu para o Alandroal ter uma programação cultural variada e com qualidade," no forum ",essa sim, de facto nunca antes vista e conseguida.
Sei que muita gente não gosta da pessoa,como diz o velho ditado santos da terra não fazem milagres, mas contra factos não há argumentos, tem que engolir os sapos todos, e enquanto nesta nossa terra não aparecer um autarca que seja capaz de se desmarcar de politiquices baratas e de interesses pessoais e por nos lugares certos pessoas competentes que saibam trabalhar, não vamos a lado nenhum.
Boa Tarde.

João Ramalho

Anónimo disse...

Concordo e assino por baixo os assertivos comentários do comentador João Ramalho, e aproveito para dizer ao Sr. Berbem e ao comentador Felismino Poço, que andam de facto a ver muitos filmes, cinema é convosco.
Já se deram conta que estão a ser actores num filme de um grande realizador.
Com todo o respeito, pela excelente prosa dos dois e como gente que me parece culta, deviam ter ambos um pouco mais de tarimba para não alinhar em carnavais políticos.

Anónimo disse...



OBS-


Caro Felismino Poço (15.18)


I. Começando pelo fim, pode crer que aceitei de bom grado, as suas sugestões informáticas. São sugestões certamente de quem sabe, informaticamente, o que faz e o que pode, bem intencionadamente, sugerir a bem desta nossa comunicação. Uma vez que não estou certo de o conhecer pessoalmente noutros planos. E o mesmo (julgo eu) dirá você de mim.

II. Quanto aos pontos anteriores que vai mencionando, apresenta-os e repete-os, unicamente, enquanto seus meros "juizos de valor" que, quando muito, têm apenas uma importância relativa e nunca definitiva como por certo concordará.
Relativa quer dizer que V. não os pode nem deve ter como Absolutos.Não tem ainda esse poder. Não o tem V. nem o tem ninguém.Não estamos no céu.
Além disso,parece-me que vêm excessivamente carregados de um certo e indisfarçável "pressa e peso demasiado pessoal" que, o Felismino, talvez não gostasse que o antecipassem em relação a si próprio.
Imagine que eu lhe respondia na mesma moeda. Já viu para onde podia descambar esta simples troca de impressões (a partir da interpretação de um filme que torno a aconselhar-lhe).Mesmo que apenas relativas.

III. Vamos lá ter isenção porque ainda não viu nenhuma intenção, nenhum anuncio, nem (me) viu ser candidato a nada. O que viu foi uma tomada de posição legítima em sistemas,países e partidos democráticos como os nossos onde (ainda) se podem praticar livremente "Registos Abertos". Nada mais viu do que isso. Nada mais pode inventar ou reinventar do que aquilo que está expresso.A não ser que queira entrar nalgum delírio pessoalmente persecutório que não fica bem a ninguém.Nem se aproxima de um juízo cem por cento certo,justo e valorizável.

IV. Mesmo assim parece-me que vai manter em deduzir os juízos pessoais do seu entender as coisas (e de mim). E não tanto dos factos. Pela amostra deve ser um dos seus pratos favoritos. Saborei-o como melhor lhe aprouver! Lá mais para diante pode convidar-me para um repasto conjunto. Pode ser que mais gente alinhe. Até porque o sabor e o nível do repasto tem algumas probabilidades de,apesar de tudo, vir a melhorar. No seu e no nosso interesse conjunto, o tempero pode ser realmente outro.

Cordiais Saudações

Antonio Neves Berbem


PS: Como sabe o Cinema é uma Arte total.Presta-se a todas as ficções, a todas as realidades e a TODAS as METÁFORAS. Cabe a nós entendê-las.

Anónimo disse...

Caro, sr. António Berbém
Para começo do meu comentário tenho de lhe dizer….”brilhante” a seu análise!!!
Os juízos de valor são avaliações e análises intrínsecas ao ser humano, eu não sou diferente. Aliás, juízos de valor são uma constante de V.Exª, neste e noutros espaços. Estranho a celeuma, agora.
No que diz respeito ao meu juízo de valor sobre a sua pessoa, enquanto indivíduo (carácter, personalidade, etc), não me parece que, agora, seja realmente importante. Era o mesmo que desviar-me do relevante para o acessório. Nem este é o espaço indicado.
Quem conhece V. Exª, consegue ler nas entrelinhas quando há um interesse inerente nas suas palavras, mesmo que contestem outras, por si escritas, em anteriores posts. A falta de memória já lhe vai fazendo amossadela em tão clarividente órgão que ostenta por cima dos ombros.
Não faz um anúncio directo, claro, assumido, mas tal carta aberta é tão clara como a mais cristalina e sedenta das águas , tal como a sua pretensão a um cargo num qualquer pelouro na CMA do Alandroal. É mais forte que V. Exª.
Quanto às suas qualidades, competências, skills “whatever”, reitero, mais uma vez (e já cansa), que são muito parcas para o Alandroal, seja em que cargo, e em que circunstâncias forem.
Quanto à minha isenção, não o poderia ser mais. Estou a ser tão isento, frontal, e sincero nas minhas palavras, mesmo reservando-me muito nas palavras. Mas é o que se pode arranjar, por enquanto. Há pessoas que confundem frontalidade com ofensa e má-educação. Não é o meu caso. E não se queira aproveitar disso para se vitimizar, como está a fazer.
Quanto aos delírios, devaneios, de que me acusa, em nada se comparam com os seus êxtases, exaltações, quimeras, entressonhos, divagações, fantasias, e por aí fora.
Com os anos de vida que já carrega, e, com tão nobre profissão que desempenha, já deveria ter a obrigação de ter uma capacidade de impacto superior, de saber aguentar as críticas, de ter um estofo emocional mais elevado. Não é o caso, infelizmente. Quando a crítica se opõe à sua maneira de ser, estar e pensar, acusa o toque e “eleva-se” a um campo celestial.
Como sabe, nas cidades-estado da Antiga Grécia, o berço da sociedade como a conhecemos hoje, a política tinha as suas regras, embora ainda rudimentares. Os políticos/filósofos, de então, tinham regras: a justiça, frontalidade, saber ouvir, saber falar, debater, dialogar. Talvez essas regras, de tão simples e rudimentares, fossem tão verdadeiras na sua essência, ao invés dos dias que correm. Hoje, a sede de poder e de tudo o que lhe está agregado, é tão tentador, quase comparável a uma substância psicotrópica. Depois de se entrar nela nunca mais se consegue ou se quer sair. Como diriam os antigos filósofos: “…A Política é bela, os homens é que o tornam feia e são facilmente corruptíveis…”.
Quanto ao seu convite (de se fazer convidado), é algo que não me espanta nada e recorrente ao longo de décadas. Convite aceite. Mas, como compreenderá, tal jantar não poderá ser extensível a mais pessoas, até porque a minha carteira não é “recheada” de euros, como eu gostaria. Mas, assevero-lhe que, independentemente do local e conteúdo do repasto, teria todo o gosto de “compartilhar” tal banquete com V. Exª, regado de um bom vinho (embora não seja bebida do meu agrado). Talvez, depois do repasto, ainda trauteássemos o Hino da Maria da Fonte, e acabássemos, ao pôr-do-sol, a ouvi-lo o que tem para me dizer, no “baptizado” Jardim das Meninas, local que tão bem conhece, no alandroal.
Respeitosamente,
Felismino Poço