Não sei a quem poderei
atribuir os louros por tão brilhante ideia (no que diz respeito à Autarquia do
Alandroal), de sugerir a elaboração desta obra. Como tal limito-me a transcrever o que consta
nas primeiras páginas de um livro que mão amiga me ofertou recentemente:
Isabel Alves Moreira
Memórias Paroquiais da Vila
de Alandroal e seu termo (1758)
Edições Colibri
Câmara Municipal de Alandroal
Título: Memórias Paroquiais da Vila de Alandroal e seu
Termo (1758)
Autor: Isabel Alves Moreira
Ilustração da capa: Fátima Alves Reis
Capa : Raquel Ferreira
Edição : Edições Colibri / Câmara Municipal de
Alandroal
Depósito legal nº 361 236/13
Lisboa, Julho de 2013
Entre 1721 e 1758 foram os
párocos (que na altura seriam dos poucos portugueses que sabiam ler e escrever)
encarregados de responder a várias questões no intuito de se fazer um
levantamento a nível de descrição geográfica, demográfica, histórica,
económica, e administrativa, da localidade onde habitavam.
Teve lugar o primeiro
inquérito no ano de 1721, havendo um segundo, no ano de 1732. Quando do
terramoto de 1755 grande parte do trabalho recolhido até então foi destruído
pelo incendio que deflagrou após o terramoto, pelo que no ano de 1758 o Marquês
de Pombal mandou que, cito :
“através dos
principais prelados, os bispos, a todos os párocos do reino, fosse enviado um
inquérito relativo a todas as paróquias e povoações do Reino. Nesse inquérito
alem das habituais perguntas, que já figuravam nos inquéritos anteriores…. Era
solicitado também informações acerca dos estragos provocados pelo terramoto de
1 de Novembro de 1755, bem como se as terras tinham correio, e quais as
distâncias relativas entre elas” .
Fim de citação.
Assim, esta obra de Isabel Alves Moreira, constitui um
precioso elemento para que todos aqueles que se interessam em saber algo da sua
terra possam ficar mais elucidados.
Numa altura em que cada vez
mais se verifica um acentuado desinteresse por parte dos mais jovens em saber
da história do Concelho do Alandroal, na vertente das suas origens, monumentos,
tradições, cultos, heróis, lendas, seria muito bom que os responsáveis
académicos sugerissem aos seus alunos na cadeira de leitura facultativa esta pequena, mas
magnifica obra.
Nós gostámos e aconselhamos
vivamente a sua leitura.
Parabéns à Autora e a quem da
Câmara do Alandroal teve a feliz ideia de comparticipar tal Obra.
Chico Manuel
4 comentários:
Fiquei curioso, não sabia de tal livro. Onde poderei adquiri-lo?
Manuel Serra
Amigo Xico esta sem duvida que foi uma boa ideia, e devemos elogiar.
Agora soube de uma notícia que não me agradou nada, uma autarca que leva o tempo a dizer que não tem dinheiro para nada e agora foi gastar milhares de euros para comprar as batas para o grupo de cante das senhoras!!!! Há qualquer coisa que não bate certo. As senhoras podiam cantar na mesma sem a necessidade de uma despesa dessas numa altura destas.
Maria Antonia
Concordo com o comentador anterior. Não é com cantigas, danças, saias ou batas que o concelho sai do marasmo em que se encontra.
Nesta obra o dinheiro foi bem empregue. Atente-se agora onde pretendem gastar 40 mil euros, repartidos por 4 anos, com mais estadia e alimentação para um arqueólogo, e voluntários (este protocolo foi assinado em Lisboa, com a cumplicidade de outra que vem de tempos a tempos, era então o Grilo presidente). E qual é o trabalho proposto? Escavar as águas frias, no Rosário, onde não há que escavar por estar debaixo de água e já ter sido escavado noutro tempo, com Manuel Calado. Mas se não der para escavar nas águas frias, escava-se noutro qualquer sítio o que é preciso é haver dinheiro. Em contra partida, os que escavam na rocha da mina fazem trabalho de voluntariado. Senhora presidente, não permita que venham sugar os euros que tanta falta fazem à nossa câmara. Aconselhe-se com quem de direito, que está bem perto de si e a pode elucidar.
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