Segunda, 15 Junho 2015
Passos Coelho foi ao
Portugal dos Pequenitos dizer que não passa de um mito urbano a afirmação que
este governo tem encorajado a emigração dos portugueses.
Curioso que o líder da coligação
Portugal à Frente faça estas afirmações no Portugal dos Pequenitos. Os nomes
assentam bem a Coelho, não há dúvidas que ele quer um Portugal Pequeno e à
frente, mas dobrado ou de joelhos.
Sabemos bem que não se
trata de mito nenhum. Temos memórias das diferentes declarações de vários
membros do Governo, assim como sentimos na pele o flagelo da emigração e, em
especial, da emigração dos jovens. Todos sabemos de familiares, amigos,
vizinhos, …, que se viram obrigados a emigrar, procurando uma vida melhor, vida
essa que não encontram no seu país. É a imagem do retrocesso de Portugal a
tempos antigos.
Sou um dos muitos
portugueses que tem familiares e amigos emigrados, não porque viram a emigração
como uma oportunidade, mas como uma imposição de sobrevivência.
Passos falou de um
mito que é uma realidade. Podia ter optado por admitir os mitos que tem
procurado passar, como por exemplo o mito de que “a austeridade é para baixar a
dívida”, quando todos sabemos que em 4 anos a dívida pública aumentou de 90%
para 130% do PIB, ou a mentira propagada que “o emprego está a diminuir”, quando
em 4 anos a população empregada diminui mais de 600.000 pessoas, ou ainda o
mito que mais pegou entre os portugueses: “vivemos acima das nossas
possibilidades”. Não vivemos não, só alguns sempre viveram e continuam a viver
acima das nossas possibilidades, senão veja-se, a título de exemplo, que em
2015 os lucros dos acionistas das grandes empresas subiram 10%, e que os
milionários duplicaram durante a intervenção da troika. A par
disto, a pobreza e a fome propagam.
É tempo de quebrar os
mitos de vez… os verdadeiros mitos…
Até para a semana.
Bruno Martins
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