terça-feira, 15 de maio de 2007

CRÓNICAS DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA/FM

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Alentejo – Que futuro? -
Domingos Cordeiro

Terça, 15 Maio 2007
Um semanário de referência, na sua edição de sábado, dava a conhecer que ‘unidade de negócios de manutenção e engenharia da TAP está na eminência de trocar a Portela por Beja, de modo a resolver a situação de estrangulamento de hangares e posições para fazer a manutenção’.
Adianta a noticia que ‘ o crescimento da frota da TAP – com mais 14 aviões nos últimos dois anos – já forçou a empresa recusar propostas para a manutenção de 75 aviões doutras companhias aéreas’. Segundo o Vice-Presidente da transportadora área portuguesa a empresa ‘não pode esperar pela construção do novo aeroporto da Ota e a partida para Beja afirma-se como a única solução viável, devendo a decisão ser tomada até Setembro. Todos os serviços de engenharia serão deslocados para Beja, num total de 1000 efectivos, 400 dos quais recrutados localmente’.
Ainda segundo o responsável da TAP, apenas a manutenção ligeira e a manutenção de linha acompanharão a frota para o novo aeroporto da Ota. Beja irá, assim, transformar-se, a breve trecho, no centro de manutenção, por excelência, da TAP.
Trata-se de uma excelente noticia para Beja e para o Alentejo.
A recente decisão do Governo na valorização e abertura do aeroporto de Beja à aviação civil está já a dar frutos: veio abrir a possibilidade à TAP de optar por Beja e não por qualquer outro local.
Como é bom de ver, a concretizar-se esta intenção da transportadora aérea, cujo investimento ascenderá a cerca de 100 milhões de euros, será, não só, uma mais-valia para o aeroporto de Beja, como um importante pólo de desenvolvimento para a região, baseado na industria aeronáutica.
Se juntarmos a esta noticia, a intenção do Governo em acelerar a concretização dos fins múltiplos que o Alqueva oferece para dar um impulso à agro-industria, ao turismo e à energia; a concretização do transporte de alta velocidade com paragem em Évora; a modernização do Porto de Sines como alimentador de uma via férrea – que já está a ser melhorada –, de valor incalculável para o transporte de mercadorias para toda a Europa, o Alentejo, que habitualmente, é considerado o ‘interior’ mas onde qualquer ponto do seu território não fica, hoje, a mais de hora e meia de carro da capital, poderá tornar-se numa das regiões mais dinâmicas da União Europeia.
É preciso acreditar e trabalhar para isso. Eu acredito.

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