UMA MALEITA
Que venham muitas
rosas amarelas,
Alegrar o meu dia
de tristeza;
Sarar em mim todas
estas mazelas,
Para que eu retome
a minha destreza.
Que me perdoe a
Natureza Mãe.
A estação do ano
decorrente,
De todas, p’ra
mim, a mais deprimente
Juntando, o frio
que não me faz bem.
Nada grave, espero
eu: Sinusite,
Misturada com
alguma alergia,
Tosse, espirros,
bronquite mais rinite…
Antibiótico que
faz magia,
Acompanhado de
muito apetite;
Rosa amarela, fim
de terapia…
Ausenda Ribeiro
TRISTEZA? REVOLTA?
Meu querido
Portugal
Alvo de tantos
canalhas
És tratado assim
tão mal
Que só te dão as
migalhas
Juntaram-se os
aldrabões,
Em torno deste
país;
O que fazem,
nenhum diz.
Só o sabem os
burlões,
Que se enchem de
milhões,
Com o povo, a viver
mal,
No fascismo foi
igual:
A pobreza pouco
importa,
Ver-te assim, não
se suporta
Meu querido
Portugal.
Sendo bem
aproveitado,
Retângulo
pequenino,
Nem adulto nem
menino,
Se sentia
defraudado,
Pelo Governo do
Estado:
Uma corja de
escumalhas
Soltos do inferno,
às malhas;
Sem pingo de
humanidade,
Fazem da sociedade
Alvo, de tantos
canalhas.
Terra deste povo
ordeiro,
Suporta quem o
ignora;
Não será chegada a
hora,
De deixares de ser
cordeiro,
Virar o fundo ao
caldeiro,
Erguer a voz,
afinal
Não tens ficha
criminal;
Ir a quem tem o
filão,
E saber porque
razão,
És tratado assim,
tão mal.
Lançado no
abandono,
Só conta o
capitalismo;
P´ra saires do
abismo,
Precisa cair o
trono,
E darem o seu a
seu dono.
Teus homens feitos
muralhas,
Sem usarem as
metralhas,
Com a alma
amargurada,
Dizer sem voz
embargada,
Que só te dão
migalhas!!!
Ausenda Ribeiro
MARIA ANTONIETA MATOS
AH!
SE SOUBESSEM QUE O SONHO
Ah! Se soubessem
que o sonho
Vive em cada
movimento,
No sol, na sombra,
no vento
Na lua, no
cultivo, no rebento
No calhau mais
duro e tosco
No olhar dum vidro
fosco
No rio das águas
correntes
Nos bicharocos,
nas serpentes
Nas árvores verdes
e às cores
Nas estações do
ano, mil sabores
No colorido das
casas
Nas chaminés com
as brasas
Nas cascatas e nas
fontes
No mais belo
horizonte
Há sempre um sonho
a espreitar
No florir do
imaginar!
Ah! Se soubessem
que o sonho
Vive em cada
pobrezinho
No chilrear do
passarinho
No inocente menino
Na solidão do
idoso
No doente, no
revoltoso
Na carroça, no
caminho
Na neve, com tudo
branquinho
Na chuva, nas
gotas de orvalho
Nas brumas, no mar
salgado
No Céu todo
desenhado
Nas nuvens do céu
cavado
Há sempre um sonho
a espreitar!
Ah! Se soubessem
que o sonho
Vive no sentir, no
olhar
Na paisagem, no
viajar
Na montanha alta e
baixa
Ou no vale a
verdejar
Há sempre um sonho
que quer
Um poema te
inspirar!
Ah! Se soubessem
que o sonho
Vive em nós a
perfumar
Em qualquer canto
do mundo
No campo, no mar,
no ar
No mais belo
respirar
No mistério, na
magia
Numa real fantasia
Todos podemos sonhar!
Maria
Antonieta Matos 13 01-2013
MENDIGO
Aqui sem espaço
nem vida
Na imensidão do
espaço
Onde tudo se
olvida
Durmo deitado ao
relento
Flutuando ao sabor
do vento
Telintando
regelado
Encharcado no
triste fado
Para aquecer o
coração
Calo as dores a
beber
Vivo uma vida de
cão
Pedindo para comer
Sem forças caio
especado
Dentro de muitos
farrapos
Em qualquer chão…
revirado
Olham-me com
desprezo ou pena
Se curvam para dar
um trocado
Vivo louco
despedaçado
Na minha vida
terrena
Aqui faço o sonho
viajar
Vejo uma beleza
infinda
Faço versos a
cortejar
À mais bela
rapariga
Aqui o sorriso me
contenta
Sinto a dádiva no
carinho
Penso grande …
pobrezinho
Deixo o que mais
me atormenta
Dou comigo a falar
sozinho
Maria Antonieta
Matos 07-01-2014
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