segunda-feira, 16 de abril de 2007

AO CORRER DO TECLADO

O Tempo passado e o advir.

- Cientificamente, o tempo poderá ser analógico, poderá inferir e tomar significados e outros conceitos, tornando-se um enigma sem limites, dizer-se mesmo poder chegar ao infinito, assim a gestão do tempo de cada um, deve contribuir para o equilíbrio entre a vida privada e o trabalho, sem deixar destruir ou danificar a saúde.
- O tempo é medido á milionésima, sendo coisa, causa e de valor controverso ao mesmo tempo, onde não se destrinça nem de uma coisa, nem da outra, o descrédito que lhe é dispensado a maioria das vezes, mostrando-se insuficiente a sensibilidade dos aparelhómetros que por aí vagueiam e se tornam imprescindíveis nos dias de hoje. Tantos inventos para quê… se o tempo não se cumpre.
- As ideias e caprichos do homem desde a idade da pedra, acreditamos na superação de si próprio, não cumprindo nem acreditando em Greenwich (menos 36minutos/44,68segundos da hora do meridiano do Observatório Astronómico de Lisboa), acomodando e passando cada qual o seu tempo como entende, encostados individualmente á sua realidade e para alguns irresponsavelmente, chega-se quando chegar.
- Tempo não é apenas boletim meteorológico, é um tema de efectiva importância e de primeira linha, no quotidiano da natureza e para o homem moderno, seja qual for a sua idade, o local, a cor, o estado emocional, o continente, o conhecimento ou habilitações, o grupo de inserção, a matéria, etc.etc., o tempo e os seus princípios, têm implicações concretas em quase todas as áreas da natureza e da ciência que condicionam o resultado de decisões importantes.

- É comum ouvir-se falar, pela negativa ou pela positiva, em:

Tempo de lazer -Tempo para amar -Tempo perdido -Tempo de trabalho -Tempo real -Tempo cronológico
Tempo fictício - Tempo absoluto -Tempo infinito -Tempo psicológico - Tempo uniformemente acelerado
Tempo relativo -Tempo cósmico -Tempo empírico-Tempo sequencial – Tempo imaginário e outros.

- Ora todos estes tempos, que se assemelham e contradizem, são a essência da vida na terra, no ar e no mar, são preocupações que em cada momento se colocam ao homem e á natureza, ainda que indelével a sua função, não é percebida e tratada convenientemente por todos, não havendo tempo sequer, por vezes, para o tempo de meditação.
- Em si mesmo, é de difícil caracterização o termo genérico de tempo, pois tempo poderá ser – duração sucessiva de um qualquer fenómeno ou movimento real das coisas inteligíveis, podendo tomar os vários termos que enquadramos em outras tantas significações e naturezas.
- O tempo ao longo dos anos, tem merecido o estudo e os teóricos, remontam aos antigos filósofos, onde se perguntava á esfinge o que era o tempo, mas ela nada respondeu, por se tratar do próprio tempo feito estátua de silencio – teoricamente o tempo tem conexão com o espaço, e por isso mesmo poderemos classifica-lo, a partir dessa premissa e várias teorias objectivas.

- Newton considerava o tempo em dois sentidos, um sob o aspecto absoluto e outro sob o aspecto relativo.
Para ele o tempo absoluto, verdadeiro e matemático, por ser natureza, flúi uniformemente sem estar relacionado com, coisa externa, dando-lhe o nome de duração.
O autor quanto ao tempo relativo dizia: sendo aparente e comum, é também sensível e externo na duração, por meio de movimento e, usado por comodidade na gíria pelas pessoas, em vez do verdadeiro tempo.
- A partir das possíveis variantes de tempo, poderemos por instantes, conceber vários tempos sobre várias coisas, como atrás indicado que, poderão aparecer em função das atenções psicológicas do indivíduo, feitas por imaginação-memória ou outras.
- Agora que iPods tentam a breve trecho, substituir os livros escolares, passando a cultura a ser transportada não no homem mas sim na máquina, o papel poderá ser abolido e optando-se por substitui-lo por vídeos e outros suportes informáticos, as chamadas de máquinas de ponto existentes nas fábricas serão substituídas por câmaras de vídeo, passando a ser desnecessárias, transformando-se em peças de museu, onde as arvores e a natureza agradecem ao homem, o virar radical da situação.
- Optimismo é o que se pede e aconselha, com os bafos tecnológicos que proliferam, o futuro terá mais qualidade, mais risonho e gratificante ficará o doravante o Zé, dado o fecho das maternidades inúteis, as nossas crianças sairão dos novos centros mais preparadas, já com os iPods implantados na moleirinha, evitam-se assim tantas doenças, com a abolição de tantas canseiras e asneiras, sobretudo se pensarmos não terem os vindouros, necessidade de aprendizagem desviante, onde a cultura empacotada é suficiente, é separada dos ensinamentos perniciosos e matreiros dos mais velhos, sem mais perda de tempo ou sacrifícios do seu futuro e do nosso País.

- Assim se chega ao local de partida - o tempo dos Visigodos e dos Otomanos, com culturas e conhecimentos planificados e igualitários por baixo, teremos por fim uma altíssima eficácia, um tempo novo ainda sem nome mas de altíssimo sinal, o autómato transmite por entre fibras os nossos pensamentos que, por sua vez, desencadeiam uma série de afazeres, onde o tempo será desprezível, não precisaremos de nos coçar porque estará tudo á mão e alguém o fará por nós, incluindo noções de competência e de carácter.

- Enfim, hoje em dia é fácil desperdiçar tempo com coisas e pensamentos, completamente secundários e com inutilidades mas, normalmente sempre bem pagos.

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