terça-feira, 1 de setembro de 2020
EM MONTEMOR A VIDA NÃO PÁRA E A C. MUNICIPAL PRESTA HOMENAGEM A TODA A POPULAÇÃO
Parou praticamente tudo, ficando quase só o essencial a laborar! As ruas esvaziaram-se e os Montemorenses corresponderam de forma comprometida e responsável aos apelos! Agora, apesar das preocupações continuarem bem presentes e fazerem parte dos nossos dias, temos de retomar as rotinas possíveis! Sabemos que está tudo diferente e existem hábitos novos que temos de adquirir mas é igualmente necessário Viver Montemor, com comprometimento, segurança e empenho de todos! A Vida continua!
Este pequeno vídeo é uma Homenagem aos Montemorenses que, tal como no passado, fazem do presente uma luta diária! A banda sonora foi criada por jovens da Oficina de Produção do Centro Juvenil, sob a orientação de Diogo Cigarro e Pedro Loios, no âmbito das Comemorações do 25 de Abril de 2020, que responderam ao desafio lançado pela Câmara Municipal com uma forte energia positiva, transmitindo Coragem, Alegria e Confiança no Futuro! Esta música, “SERÁS SUPREMO” é um beat de Pedro Loios e Davi Santos, com letra e voz de Davi Santos e Stefan Caldararu.
Estamos consigo!
DIVULGAÇÃO - MONTEMOR - CULTURA
Com o apoio do Município de
Montemor-o-Novo, vai acontecer o ReToma, um evento de carácter multidisciplinar
que, entre os dias 10 e 19 de setembro, vai invadir a cidade de Montemor o-Novo
com um conjunto de 41 espetáculos performativos nas áreas do teatro, cinema,
performances, concertos, exposições e workshops.
Neste evento, organizado pela Alma d'Arame e Oficinas do Convento, o público é convidado a circular por Montemor-o-Novo e assistir aos espetáculos ao ar livre, em jardins, mercados, ruas ou pátios que dão palco a esta iniciativa, sempre cumprindo todas as normas de segurança.
Neste evento, organizado pela Alma d'Arame e Oficinas do Convento, o público é convidado a circular por Montemor-o-Novo e assistir aos espetáculos ao ar livre, em jardins, mercados, ruas ou pátios que dão palco a esta iniciativa, sempre cumprindo todas as normas de segurança.
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
ALANDROAL EM MOVIMENTO
Tendo em conta que a pandemia
da covid-19 se deverá prolongar no tempo, a Câmara Municipal de Alandroal vai lançar Plano de Resposta de Médio Prazo à COVID-19
para o Horizonte 2020-2021:
Segundo a informação
disponibilizada pela Autarquia de Alandroal, no setor social, além da
continuação dos apoios com EPIs, está previsto o apoio extraordinário à
manutenção e aumento da oferta de creche no concelho, apoio extraordinário às
IPSS com valência de lar para adaptações dos seus equipamentos ao contexto de
pandemia, conclusão da obra do Centro Comunitário de Alandroal e criação dos
Centros Comunitários de Terena e Ferreira de Capelins.
O município vai criar uma
Reserva de Voluntariado, aberta a pessoas de todo o país, com direito a uma
significativa bolsa, em consonância com os riscos associados, que acumula
apoios da Segurança Social e da autarquia, para atuação em tais circunstâncias.
Na saúde, está prevista a
aceleração do processo de reabilitação de todos os postos médicos do concelho
com intervenção no Posto Médico de Orvalhos, adaptação de novo edifício para o
Posto Médico de Hortinhas e construção do novo Posto Médico de Aldeia das Pias.
Na educação, além das medidas
já em vigor, está prevista a aquisição de equipamentos de desinfeção e
adaptações nos edifícios em estreita articulação com o Agrupamento de Escolas e
a oferta de Cadernos de Atividades a todos os alunos do agrupamento.
O plano prevê ainda a entrega
de viaturas ao centro de saúde, aos bombeiros e à GNR para melhorar a
vigilância e resposta junto dos idosos em maior risco de isolamento e o apoio
às farmácias locais para garantirem a entrega de medicamentos e prestação de
serviços ao domicílio em todo o concelho.
O município prevê desenvolver
também medidas de apoio ao associativismo do concelho como fator de coesão
social, na quebra do isolamento e como parceiro estratégico para a divulgação e
implementação das medidas de prevenção necessárias.
Ao nível do apoio às empresas,
o município prevê acompanhar a evolução da situação económica e financeira das
empresas do concelho, manter ou reforçar essas medidas de apoio e, sempre que
possível, complementar os apoios do Governo que vierem a ser criados.
A nível interno, além de
medidas de adaptação e planos de contingência para todos os edifícios e
equipamentos municipais, estão previstas ações de reforço da higiene, segurança
e qualidade de vida no espaço público, assim como das ações de desinfeção e
higienização dos espaços e de contentores de RSU, o aumento da eficiência da
gestão de resíduos, a requalificação e criação de novos espaços para a prática
desportiva de ar livre ou a criação de zonas pedonais e apoio à ampliação de
esplanadas.
O plano conta com uma dotação
orçamental inicial de cerca de 900 mil euros, dinheiro de amortizações de
capital que o município não terá que entregar ao FAM no ano de 2020, uma
prorrogativa concedida pelo Governo aos municípios envolvidos em Planos de
Ajustamento Municipal para atenuar dificuldades do contexto de pandemia.
In. “O DIGITAL”
VASCULHAR O PASSADO - Rubrica mensal de Augusto Mesquita
Memórias de Salvador da Costa
O
nosso conterrâneo Salvador da Costa, deixou escritas as suas memórias, que
foram editadas em 1992 pela Câmara Municipal, no número 10 da Revista de Cultura
Almansor.
Quem
era, então Salvador da Costa? Nascido em 1864 em Montemor-o-Novo, de pais
oriundos de Palmela mas fixados na vila, os seus estudos reduziram-se à
escolaridade primária. Era, no entanto, um espírito muito vivo e interessado
pelo mundo em que vivia, leitor de obras de história, colaborador da imprensa
local, com crónicas de caça e outras, como a da visita a Lisboa de Eduardo VII,
com algumas viagens a Espanha no activo e amigo de festas, passeios e caçadas.
Proprietário
de uma padaria na rua das Pedras Negras “A Loja do Preto” (por ter à porta uma
máquina de venda de chocolates formada pela cabeça, tronco e membros superiores
de um preto, a qual pode ser vista no Convento de S. Domingos), transaccionava
em cereais, que comprava aos agricultores da região para vender em Lisboa,
actividade que o obrigava a frequentes idas à capital. Esta faceta é das mais
interessantes da sua personalidade. Salvador da Costa nunca viveu isolado no
interior, alheado do mundo. Pelo contrário, quando redige as suas memórias os
acontecimentos de carácter nacional, políticos ou outros, e os de âmbito
internacional, ocupam um lugar equivalente aos dos simples factos locais, o que
mostra a importância que tiveram na sua vida, pelo menos no plano subjectivo.
Podemos quase dizer que as suas “memórias” são uma crónica da vida nacional e
mesmo lisboeta vista a partir do interior.
Dotado,
segundo o testemunho de familiares, de uma memória espantosa, resolveu, aos 74
anos, escrever as suas memórias, destinadas aos netos. Tal como nelas afirma,
não se serviu de apontamentos ou outros documentos escritos, o que teve como
consequência inevitáveis erros de datação.
Ainda mais tarde, com 95 anos, viúvo
e já de cama, conta a uma das netas alguns episódios da sua vida, dando assim
origem à edição, pela família, de um livrinho intitulado “Alguns episódios da
vida de um homem de 95 anos”, em que repete algumas passagens já reunidas nas
“Memórias”.
Salvador
da Costa foi Presidente da Assembleia Geral da Sociedade Carlista durante mais
de cinquenta anos, e “ferrenho Carlista” que jurou nunca pisar o terreno da
“Pedrista”. Acompanha membros da sua família, que são “Pedristas” até às portas
desta Sociedade, mas retira-se em cumprimento do juramento feito quando tinha
apenas 12 anos de idade. Por fazer parte da “Galeria de Honra”, a sua
fotografia está pendurada no Salão Nobre da Carlista.
Algumas memórias
No
dia 8 de Maio de 1873 morre na sua casa na Rua do Calvário, na esquina com a
Ruinha, o Senhor Matias José Vinagre “Fialho”, o homem que tinha mais dinheiro
em Montemor-o-Novo. Tinha uma casa cheia de baús com pintos de ouro e muitas
outras riquezas, não falando em herdades, que tinha algumas. O seu enterro foi
a um domingo à tarde. Soou que se dava 500 réis a quem o fosse acompanhar à sua
última morada. Eu também fui acompanhar, mas não entrei para a Igreja de S.
Francisco, onde se aguardava a chegada das sacas tendo moedas em prata dos tais
5 tostões. Fui tomar lugar junto dum cruzeiro que havia nesse tempo mesmo em
frente da dita igreja. Ainda hoje, quando passo pelo corredor de S. João de
Deus, eu vejo no meio dos claustros, onde estão muitas pedras com inscrições o
pedestal do tal cruzeiro, que tem lavradas umas cordas, símbolo da Venerável
Ordem de S. Francisco. (A base deste cruzeiro pode ser vista no Convento de S.
Domingos).
Mas
vamos às esmolas, como se chamava a tal dádiva dos 5 tostões. Apareceu um
homem, que se chamava José Maria, empregado dum dos herdeiros do Fialho, a dar
a cada pessoa 200 réis. O dinheiro era em cobre, cada pataca que rachava a
cabeça a uma pessoa, se a apanhasse. O homem era pouco desembaraçado a contar
dinheiro e algumas vezes enganava-se no conto e começava outra vez. Era um
tempo enorme o que se levava com esta lentidão e, demais, toda a gente falava
em 5 tostões e só recebia uns míseros 5 patacos. Além disso, o dinheiro era
pouco e não chegava para tanta gente. Um popular mais impaciente pregou um
pontapé no cesto, o dinheiro foi para o chão, toda a gente a apanhar e começou
o barulho.
Nessa
ocasião vinha já outro homem com um saco com patacos para reforçar a verba, mas
o povo exaltado cortou o saco com navalhas e a patacaria rolou pelo meio do
chão, quem pôde apanhou, eu é que não apanhei nada. Tive medo, fugi para a vila
e só mais tarde, já de noite, é que senti passar muito povo ao alto da Rua
Nova.
Eu
vi quem foi a primeira pessoa que rasgou o tal da patacaria lá na Carreira de
S. Francisco, mesmo ao pé do Senhor dos Aflitos.
No
outro dia, segunda-feira, foi apregoado que quem quisesse 500 réis fosse
receber a S. Francisco. Foi muitíssima gente e dessa vez eram as tais moedas de
prata de 5 tostõe. Era só abrir a mão e cair-lhe essa dita moeda na mãozinha.
Havia menino que ao sair da igreja vinha comas duas mãos abertas e às vezes
apanhavam duas moedas, o que era um mimo nesse tempo, em que o dinheiro tanto
valia.
Eu
também fui ainda até ao pé da Carreira de S. Francisco, mas, no sítio onde se
faz a feira, estava ali formado o Regimento de Cavalaria n.º 5 e, na Carreira
de S. Francisco, um posto do Regimento de Infantaria n. 17. Com tal aparato e
eu um grande cagarola, desisti de me ver possuidor de uma linda moeda de 500
rs.
Nesse
tempo estava em laboração a “Mina dos Monges” e, para que os mineiros cá não
viessem à vila, foram lá levar o dinheiro.
Estas esmolas forçadas foram a meu
ver, uma das maiores vergonhas de Montemor-o-Novo. Houve proprietários e muitos
que foram receber as esmolas.
Nesse
ano começaram as obras do Convento de S. João de Deus para o adaptar às
repartições públicas actuais.
Pelo
Entrudo desse ano morreu a última freira do Convento da Saudação, que assim era
chamado o convento das freiras, onde hoje é o Asilo da Infância Desvalida. O
enterro foi em segunda-feira de Entrudo. Ao enterro foi a população de
Montemor, pobre e rico não faltou ninguém. Eu fui ver o enterro para a torre do
Calvário que deita para o Hospital. Fui mais outros rapazes que iam dobrar os
sinos.
Organiza-se
em Montemor “a primeira corporação de Bombeiros Voluntários”. Veio uma bomba
nova, que ainda existe, e veio um bombeiro de Lisboa que se chamava Dourado,
instruir os novos bombeiros. A 1.ª Companhia eram os músicos da Sociedade
Carlista. A 2.ª Companhia era composta de operários. O primeiro exercício foi
na casa que ultimamente tinha ardido, hoje do Exmo Senhor Dr. Cunhal. Lá fui
ver e muito gostei.
Começaram
os trabalhos para a construção do “teatro da Rua Nova”. As acções eram de
10.000 réis.
Prometo voltar com mais memórias.
.Augusto Mesquita
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
A "NOSSA" ZULU BAND EM DESTAQUE NO PRESTIGIADO BLOGUE "FARPAS"
A Charanga
Zulu Band, especialmente contratada ontem pelo empresário Luis
Miguel Pombeiro para animar o ambiente no exterior da praça do Campo
Pequeno antes da memorável corrida de toiros, cumpriu à risca os
objectivos e interpretou (e bem!) vários pasodobles nos momentos que antecederam o espectáculo
- que encheu a Monumental de Lisboa, praticamente esgotando os
bilhetes que se podem actualmente vender nestes tempos de pandemia.
Óptima ideia (mais uma!)
do empresário do ano. Iniciativa a pedir repetição nas próximas
corridas. É preciso dar música aos
ruído incomodativo da meia dúzia de anti-taurinos que insistem em
manifestar-se à porta do Campo Pequeno!
Viva a Zulu Band e
viva mais esta ideia genial do nosso Pombeiro -
sempre a inovar e a dar vida a uma temporada que todos pensavam não vir a realizar-se.
O Campo Pequeno está de novo em grande!
LEMOS E COMENTAMOS...
ESTES CHINESES SÃO COMO A MARIA CONSTANÇA: NÃO HÁ FESTA
NEM DANÇA ONDE NÃO METAM A PANÇA.
Não HÁ FOME QUE NÃO DÊ EM FARTURA.... PARA ALEGRIA DO ZÉZÉ CAMARINHA!
OLHA QUE NÃO É VERDADE QUE OS
ESCORPIÕES SE MORDEM A SI PRÓPRIOS
quinta-feira, 27 de agosto de 2020
ATIRAR AREIA P´RÓS OLHOS...
ESPERTOS! … 4 – 5 – 6 + Tempo de Incubação = Meados de
Setembro.
(DESCULPA: ABERTURA ANO LECTIVO)
ENTÃO NÃO SE ESTÁ MESMO A VER QUE NOS ESTÃO A ATIRAR
AREIA PARa os OLHOS!
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