quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

VIDA AUTÁRQUICA

Deliberações tomadas na reunião de Vereadores do dia 20 Fev 2019

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM


                                                                                                 EDUARDO LUCIANO
                                   O ranking, a meritocracia e uma verdade de La Palisse
No passado fim-de-semana comprei um jornal. O dito cujo tinha mais páginas que o habitual e trazia um caderno inteiro com quadros preenchidos com números, alinhados ao lado de nomes de escolas distribuídas pela velha noção de distrito.
Pretendia-se com esse levantamento numérico exaustivo dizer quais os melhores e os piores estabelecimentos de ensino para a obtenção do sucesso, essa miragem que cada vez mais se transforma em objectivo único, a pingar num funil onde as diferenças de cada um são torturadas até se obter um ser humano com uma única forma de pensar.
Medir mérito sem ter em conta o contexto individual, como se todos partíssemos para a maratona da vida do mesma linha, com o mesmo tempo de treino, com características idênticas, com o mesmo equipamento e disponibilidade de investimento, é o mesmo que comparar batatas com cebolas ou alhos com pimentos ou, melhor ainda, jogar um jogo de regras únicas independentemente das características de cada jogador.
Esta meritocracia que nos pretendem vender como o cúmulo da justiça (vão mas longe os que conseguem melhores resultados) é uma das principais ferramentas da desigualdade que resulta depois na produção e venda, sim venda, de discursos de apelo à inclusão.
A meritocracia produz excluídos que justificam a produção de programas e projectos de combate à exclusão que são o ganha-pão de muita gente. Obviamente os do topo dos diversos rankings que, não sendo excluídos nem habitando nas margens da exclusão, sabem tudo sobre como contrariar a exclusão.
Será que não percebem que há mais esforço e mérito num “dez” de alguém que sobrevive abaixo do limiar da pobreza do que num “vinte” de um privilegiado? Claro que sabem. Mas também sabem quem paga e aquela lista imensa que classifica escolas como se fossem melões produzidos no mesmo meloal tem os seus objectivos bem claros: a alimentação do negócio de produção do famigerado sucesso.
Claro que não estou a dizer nada de novo e lá virão alguns dizer que conhecem o Manel que passava fome e não tinha um livro em casa e ainda assim entrou em medicina, ou a Maria que apesar de ter crescido num bairro onde imperava a violência e o tráfico de droga se transformou num génio da astrofísica.
Confirmo que as excepções existem e precisam de ser absolutamente excepcionais para que lhes seja reconhecido o mérito, mas não é desses que estamos a falar. Aliás nem estamos a falar de alunos mas de resultados médios de escolas, sem ter em conta o contexto cultural, familiar e económico da população que as habita.
Conhecer os números é importante, mais importante ainda é conhecer a realidade que os produz e ainda mais importante é mudar de paradigma de sociedade, alterando radicalmente a distribuição do rendimento produzido, apostando na cultura, na produção e divulgação do conhecimento, valorizando o pensamento crítico e a curiosidade intelectual.
Classificar é apenas uma forma de estigmatizar e um meio de apontar uma única saída que designam de sucesso: formar mão-de-obra para a cadeia de exploração.
Enquanto a resposta à pergunta de uma criança sobre as razões de ter que ir à escola for, “para tirares um curso e teres um bom emprego” em vez da óbvia para “saberes mais”, os rankings continuam a ser a miragem dos pobres, o deleite dos ricos e o desânimo de professores que trabalham duramente para que pelo menos os seus meninos não desistam de o ser demasiado cedo.
Até para a semana



DÁ CÁ UMAS SAUDADES......

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

VASCULHAR O PASSADO - Rubrica mensal de Augusto Mesquita


                                     Congresso Alentejo XXI
                                     “Semear novos rumos para o futuro”
A Alentejo XXI foi criada em 10 de Janeiro de 1995 com o propósito de intervir no domínio do desenvolvimento integrado do meio rural. É uma entidade sem fins lucrativos e tem como objectivos, a promoção e o apoio à criação de iniciativas. Visa o desenvolvimento integrado do meio rural em articulação com os centros urbanos.
Foi Montemor-o-Novo a cidade escolhida para a realização do XIII Congresso Alentejo XXI que decorreu nos dias 14 e 15 de Fevereiro de 2004, com larga participação. Mais de um milhar de congressistas alentejanos, vieram animar a nossa terra e trazer uma onda de esperança do desenvolvimento do Alentejo, considerando os temas desenvolvidos e o entusiasmo e interesse que os intervenientes colocavam.
A hospitalidade dos montemorenses, o acolhimento a todos os visitantes, e a eficácia da organização foram variadas vezes salientados. Montemor é uma referência na maneira de bem receber e de preparar bem a logística a todos os grupos de trabalho para o bom aproveitamento deste esforço colectivo para conduzir ao sucesso. Trabalhar para o sucesso e isso foi conseguido. A Câmara Municipal de Montemor e a população estão de parabéns.                                                                   
A abertura do Congresso teve lugar no Cine Teatro Curvo Semedo, sendo a Mesa do Secretariado coordenada por Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, composta pelo Dr. Capoulas Santos em representação do Presidente da Câmara Municipal de Évora, pelos Presidentes das Câmaras Municipais de Sines, Portalegre, Beja, Reitor da Universidade de Évora, Presidente da Casa do Alentejo, Presidente da Associação de Defesa do Alqueva, Jornal “Diário do Alentejo”, tendo como convidados o Ministro da Economia (representado pelo seu Secretário de Estado), Governador Civil do Distrito e Presidente da CCDRA. Na sessão de abertura intervieram, com discursos de circunstância, relacionados com o Alentejo, a sua realidade de região mais pobre e desfavorecida, o Presidente da Câmara de Montemor-o-Novo, o Presidente da CCDRA, e o Secretário de Estado da Economia.                          
No final dos discursos apontando para um futuro mais promissor “O Alentejo tem Futuro”, voltou a esperança que este Congresso, o maior, o melhor estruturado, o mais participado e com mais propostas bem fundamentadas e credíveis, bem colorido por participação de todas as forças políticas, não se guerreando como é habitual em campanha eleitoral, mas entendendo-se na sua qualidade de “alentejanos” que querem, no respeito pelas divergências que são salutares, tudo fazer para em comum, encontrarem os melhores caminhos, para alcançarem os mesmos objectivos.            Dois dias de intervenções e debates, não cabem neste espaço, nem mesmo recorrendo às sínteses das Mesas dos três painéis, com os temas:   

NA IMPRENSA....

“PANTOMINEIROS”
TAL VAI SER O “PIVETE”
ORA AÍ ESTÁ A MEDIDA CERTA: DIMINUIR NAS RETRETES AUMENTAR NO PESSOAL!


CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


JOSÉ POLICARPO
                         Há censuras e censuras!
Escrevo, como sempre, esta crónica até à véspera de quarta-feira, pois é publicada, invariavelmente, neste dia da semana. Por coincidência, nesta quarta-feira, discutir-se-á no parlamento português uma moção de censura à presente governação socialista.
Na verdade, a apresentação de uma moção de censura a oito meses das eleições legislativas não terá quaisquer consequências de índole formal à governação, porquanto no presente contexto politico os partidos da extrema-esquerda que apoiam a atual solução governativa, em tempo algum, assumiriam o ónus de derrubar o governo que durante quatro orçamentos tanto acarinharam. Sim, acarinharam porque os votaram. Terei razão!?!
Ora, o contexto social mudou, mudou drasticamente se o quisermos comparar com os dois anos anteriores, mesmo considerando os três. A paz social de que o presidente da república tantas vezes invocou para não criticar a geringonça deixou de existir e terá como causa principal a sobrevivência dos partidos da extrema-esquerda, sobretudo a do Partido Comunista português. O Bloco pouco conta para esta equação pelo facto de ainda não ter a preponderância nos sindicados igual à do seu “amigo” da esquerda mais radical.
Contudo, houve um caldo, um contexto político, para que as reivindicações socias se tenham vindo a fazer sentir. A geringonça para além de afirmar que a austeridade tinha desaparecido como se tratasse de um passo de mágica, prometeu tudo a todos. Como esta situação não é materializável, porque não há recursos financeiros que o permitam, as classes profissionais do sector público acordaram do sonho, e bateram com estrondo na irredutibilidade de Costa. Qual sejam: a dívida pública a níveis nunca vistos, um crescimento económico sofrível, de 2,1%, abaixo das perspetivas do governo e os sinais económicos muito preocupantes vindos da economia europeia. Destes últimos, temos os exemplos dos devaneios italianos em sede orçamental, as exigências sociais dos franceses e por último, o brexit.
Pelo que, o governo socialista estará sempre refém, ou do seu populismo, ou do ideário da extrema-esquerda. Não haverá suficientes razões para ser censurado o atual governo? Deixo a resposta aos nossos ouvintes e leitores.



COM O FOGO NÃO SE BRINCA....


AS NOTÍCIAS DA CAPITAL DO DISTRITO


ESTREIA HOJE EM MONTEMOR


Um espetáculo de ALGURES, Colectivo de criação
Criação: Carlos Marques | Apoio à criação: Susana Cecílio | Dramaturgia: Jorge Palinhos | Interpretação: Carlos Marques | Dispositivo Cénico: Carlos Marques e Susana Cecílio | Desenho de Luz: Pedro Bilou | Design: Susana Malhão | Vídeo: Rodolfo Pimenta | Produção – Alexandra Jesus e Daniel dos Reis Nunes| Apoios: Direção Geral da Artes e Câmara Municipal de Montemor-o-Novo
SINOPSE
Um músico está no palco a ensaiar. Toca o telefone e do outro lado é urgente ir buscar a filha Olívia à escola: há greve de professores. Começa a viagem para ir buscar a filha. O céu adquire uma cor vermelha de pôr do sol constante. E de repente tudo parou. Começa uma viagem que o faz regredir ao tempo em que se escondia num imenso olival.
Agora sim, as músicas são novamente urgentes!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

QUANDO A LUA OFUSCA O BRILHO DAS ESTRELAS


AFINAL HÁ MAIS…E NÃO É SÓ NO ALANDROAL

Ainda na semana passada aqui lamentávamos o estado de degradação a que havia chegado a “Fonte das Freiras”.
Pois fomos agora surpreendidos, pela negativa, claro, quando numa visita ao facebook do nosso amigo Fernando Pereirinha deparamos com fotografias da Fonte das Bispas.
Aqui lhe deixamos para exemplo e para que possa tirar as suas conclusões o estado lastimoso a que chegou mais este emblemático local, que muitos de nós frequentamos na juventude e que depois de devidamente cuidado e com acesso acessível era possível beber uma água que pelas suas característica ferruginosa se tornava única nas redondezas e a que muitos atribuíam poderes curativos.

Não só o acesso como o próprio local estão num estado deplorável, onde a sujidade, o lixo,o mato crescem a olhos vistos.
Haja respeito e preservem-se locais que outrora fizeram história!
F.Tátá - Fev 2019
Foto F. Pereirinha

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


                                                                                  CLÁUDIA SOUSA PEREIRA
                              Quando há guerra há os mercenários
Tudo quanto se assemelhe a um conflito de interesses entre duas ou mais facções parece extremar-se agora como se de uma declaração de guerra se tratasse. Não sei se porque a “palavra de honra” parece ser uma espécie em vias de extinção… Se porque quem se vê prejudicado pela falta desse tratamento com dignidade que respeite a honra aprende a fazer igual e replique esse tipo de comportamento… Não sei se esta ideia de que termos de ter autoestima passa por nos sentirmos todos únicos (e até somos!) e, com isso, no direito de tratar o “todos” como ninguém (não temos!)…
Certo é que contra aquele que os encostados à Direita chamam um Governo encostado às Esquerdas, extremistas e beligerantes, se têm assistido a inauditas propostas de guerra. Saltam das trincheiras que pareciam lugares relativamente mais seguros porque do outro lado a artilharia era, ainda assim, mais leve do que as cargas devastadoras que antes sofriam, para se assanharem contra quem, ainda que com algumas intermitências, por vezes partilharam objectivos comuns. Uma confusão para quem assiste e tenta arrumar na sua cabeça os lados de uns e outros e só consegue, às tantas, perceber que só há dois lados: o dos que estão no Poder e o dos que lá queriam estar. Sendo que alguns já só têm interesse em ter o Poder de estar a comandar os que não estão no Poder. Enfim, o ambiente social é de guerra e as ameaças à Vida chegam quando, neste contexto, as frentes se degladiam nos cenários em que salvar vidas começa a estar em perigo. Falo, está claro, da greve dos enfermeiros financiada por crowdfunding. Mas também das outras que, de arrastão, ameaçam aproveitar a poeira do elefante…
Esta modernaça forma de contestação laboral por parte de jovens sindicatos de enfermeiros instigados por velhas raposas de guerras intestinas e declaradas a tudo o que chateie e impeça a sua escalada social; ou seja, a greve cirúrgica dos enfermeiros, veio injustamente denegrir a imagem de uma classe. É que como nas guerras mesmo guerras, com tiros e mortos e devastação e tudo o que é mau, ser um combatente não é a mesma coisa que ser um mercenário. Se procurarem uma definição numa informal página da Internet, verão como essa palavra se aplica a estes novos guerreiros. De uma forma geral, um mercenário é um soldado que trabalha a troco de soldos, ou seja pagamentos, sem ligações patrióticas ou aos ideais por que luta, que é o que quem faz greve em defesa dos seus direitos laborais é: não trabalha e não recebe para demonstrar o quão séria é a sua luta. E repararão que, numa extensão do sentido da palavra “mercenário”, esta também se aplica ao profissional que trabalha visando apenas o lucro, sem se importar com as regras, a ética ou os princípios impostos pela profissão que escolheu.
Eu não tenho nada contra “os” enfermeiros, mas tenho muito contra estes enfermeiros. Não enquanto técnicos, naturalmente, onde podem ser os melhores dos melhores, mas enquanto membros de uma sociedade em que se consome de acordo com o que se produz, e onde se nuns casos parece que produzimos mais do que aquilo que consumimos, noutros será o contrário. Tem graça que há muito que não oiço nenhum miúdo repetir como eu fui ensinada a pensar e a dizer que todas as profissões são importantes. Será que há quem agora já ache que não é assim? Parece-me um sinal de que o “todas” vai um dia mesmo transformar-se em “nenhuma”…
Até para a semana.



AINDA SE LEMBRA?


               


 AS FOTOGRAFIAS DO CLARÉ FAZEM QUESTÃO DE NOS RECORDAR










segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

DIREITO À INDIGNAÇÃO

Direito á indignação e para conhecimento geral.
Para o Sr. Presidente João Grilo.
Mais uma vez o motivo é a água Sr. Presidente, ou melhor o café que saiu de dentro das nossas torneiras aqui por Santiago Maior.
Começou a sua oferta de café com leite ao domicílio na passada sexta-feira á tarde, e durou até sábado ao fim do dia, e só melhorou, porque eu, assim como outros moradores, tivemos as torneiras abertas horas a fio até a água ficar limpa aos nossos olhos, porque a porcaria continua por lá, apesar do Senhor afirmar que a nossa água é de qualidade, devia era beber todos os dias um copo da bela água que por aqui sai das torneiras, para saborear a qualidade.
Ao que se comentou e se soube pela parte de trabalhadores do Município, esta sua oferta de café com chocolate teve origem numa limpeza efetuada por funcionários camarários, nada que decerto não tivesse que ser feito, mas no mínimo um aviso ás populações, teria evitado roupa completamente estragada nas máquinas de lavar que, mudaram de função para máquinas de tingir.
Se não sabem fazer, não façam, ou perguntem como se faz, em qualquer outra autarquia a água teria sido fechada e depois da intervenção, escoada para qualquer saída até limpar a sujidade causada pela obra e só depois reaberta ao público.
Resumindo, para além de danos em máquinas e roupas, de as pessoas não terem água para cozinhar e ficarem privadas de um banho durante mais de 24 horas, ainda tiveram as ditas que gastar água para que a limpeza fosse feita pelas torneiras das suas casas, porque a não ser assim, andávamos mais um dia ou dois a beber café até a porcaria sair.
 Depois de Todo este prejuízo e incomodo, ainda nos resta o  pagamento na fatura, da água que se gastou na limpeza que deveria ter sido feita pela Autarquia, por quem criou o problema e tem a obrigação de fornecer água limpa ás pessoas que a pagam.
É na verdade muita falta de profissionalismo de quem faz, e como faz, e principalmente uma total falta de respeito pelos Munícipes, da parte de quem é o responsável disto tudo, que continua a perder muito tempo com novelas e a não dar qualquer importância ás pessoas, ao prioritário.
Assim se vive no Concelho do Alandroal 45 anos depois do 25 de Abril.
Boa semana a todos.

Enviado por leitor devidamente identificado perante o Administrador
 Fevereiro 2019

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA NA DIANA/FM


                                                                             MARIA HELENA FIGUEIREDO
Supremo Tribunal Administrativo confirma: Centro Histórico isento de IMI
Recebi na passada semana uma boa notícia, para mim, que tenho casa no Centro Histórico e uma acção contra as Finanças em Tribunal, e para todos os restantes concidadãos que, como eu, pagam IMI estando isentos.
Em acórdão de Dezembro passado, num recurso interposto por um cidadão a quem o Fisco tinha retirado a isenção de IMI num prédio do Centro Histórico do Porto, o Supremo Tribunal Administrativo veio confirmar que é ilegal a cobrança de IMI nos imóveis integrados nos Centros Históricos classificados como Património da Humanidade pela UNESCO.
Ao contrário do que a Autoridade Tributária tem usado como fundamento para não reconhecer a isenção e até para retirá-la nos casos em que foi reconhecida, o Supremo Tribunal Administrativo veio confirmar que os imóveis integrados nestes Centros Históricos não necessitam de classificação individual como monumento nacional para beneficiar de isenção de IMI, prevista no artº 44 do Estatuto dos Benefícios Fiscais.
Esta era já a posição de diversos tribunais arbitrais e administrativos mas a Autoridade Tributária tem persistido na arrogância com que tem tratado esta questão.
E quando digo Autoridade Tributária refiro-me em primeira linha aos Ministros e Secretários de Estado das Finanças do Partido Socialista, do PSD e do CDS porque todos eles, à vez, numa atitude de desafio do próprio Estado de Direito, se têm recusado a aplicar a lei, que é uma Lei da Assembleia da República, apesar de instados pelo próprio Parlamento para a cumprir.
Se não vejamos: Esta isenção de IMI foi reconhecida aos Centros Históricos Património da Humanidade como compensação pelos ónus e encargos decorrentes do facto de serem monumentos nacionais – basta ter presente que os proprietários não podem dispor a seu bel-prazer dos prédios, estando sujeitos a muitas condicionantes que vão da limitação da realização de obras, à obrigatoriedade na utilização de certos materiais, não esquecendo o direito de preferência na aquisição de que beneficiam a Cultura e o Município.
Até 2009 as Finanças acataram a lei.
A partir de então o Fisco deixou de cumprir a lei e é por isso que em Évora, no Centro Histórico, passamos a ter casos em que, na mesma rua e até no mesmo prédio, uns imóveis ou umas fracções estão isentas de IMI e outras não, violando, para além do mais, o princípio da igualdade de tratamento dos cidadãos.
Em vista deste incumprimento por parte da Autoridade tributária, a Assembleia da República em 2010 e 2012 reforçou o seu entendimento, introduzindo automatismos no reconhecimento da isenção, primeiro, e instando as Finanças a aplicar a Lei.
Mas num desrespeito inaudito à Assembleia da república, o Fisco tem continuado a não cumprir a lei, empurrando os cidadãos para a Justiça, uma via morosa e cara para fazer valer os seus direitos.
E apesar de ter perdido todas as acções em todos os Tribunais o Fisco persiste, seguramente porque sabe que apenas alguns contribuintes recorrerão ao Tribunal e porque ao Fisco não faltam recursos – que são os nossos impostos – para pagar taxas de justiça, árbitros e advogados.
Por isso esta decisão do Supremo Tribunal Administrativo é tão importante: vem repor a legalidade, mas vem também dizer à Autoridade Tributária que não é um Estado dentro do Estado, que se possa permitir ignorar a Assembleia da república e que as Leis que vinculam os cidadãos são também para cumprir.
Gostaria agora de crer que o estado é uma pessoa de bem e que a Autoridade Tributária não vai usar de mais expedientes legais para não cumprir o acórdão nem vai entrar na moda do recurso para o Tribunal Constitucional. Espero que, ao invés, acate agora a decisão do Supremo tribunal Administrativo, aplicando-a com carácter de generalidade, permitindo assim pôr ponto final a uma disputa de mais de uma década.
Até para a semana!



NA IMPRENSA....


A IURD… ERA SÓ QUEM CÁ FALTAVA! HAJA DEUS!....
POIS, SorBONNE NÃO É A INDEPENDENTE.   PIA MAIS FINO!
ORA AÍ ESTÀ UM BOM EXEMPLO QUE DEVIA SER SEGUIDO!

DEPOIS DE VER E OUVIR



NÃO RESISTI… E PARTI-LHO NAS FUÇAS…

domingo, 17 de fevereiro de 2019

DESPORTO - RESULTADOS

                                                                                FUTEBOL    
                                                                                  INAtel
 Liga Fundação
 Alandroal United 2 - Montoito 1
                                                   Distrital Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Arraiolos 0 – Monte Trigo 2
Alcáçovas 4 – Portel 3
Atlético Reguengos 1 – Lusitano 1
Estrela V. Novas 5 – Canaviais 2
Arcoense 1 – Viana 3
Calipolense 1 – Corval 0
Juventude 0 – União Montemor 1.
LIGA AFE
Outeiro 2 – Borbense 3
Estremoz 3 – Santana do Campo 1
Tourega 3 – Bencatel 3
Cortiço 3 – Cabrela 2
Oriola 0 – Valenças 2
Escoural  7– Giesteira 0.
INICIADOS
União 0 – Viana 0
Lusitano B 16 - Terena 0
                                                    CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E
Redondense 1 – Angrense 2
Moura 0 – Louletano 0
Armacenense 1 – Vidigueira 1.
.                                                                                        FUTSAL
G.U.S. 2 - Vinhais 3

                                       MEU PAÍS – MINHA GENTE 





Por vezes somos recompensados e pensamos que “vale a pena”
Ao ver esta magnifica postagem, fiquei num dia assim. Não é preciso ser
piegas, nem romântico, chega perceber que somos "apenas um pouco de nada" 
ao ver esta Avó tocar com um tal Encanto, a música da sua Concertina.
Dava tudo para tornar a ter uma Avozinha a ouvir-se assim. E temos a certeza que faríamos todos, pela nossa Natureza humana, a mesma coisa. E da vida uma melhor coisa.
O Al tejo ao seu nível. Lindo!

ANBerbem