sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

DESPORTO NO FIM-DE SEMANA

                                                                        FUTEBOL
                                                                            INAtel-
 Liga Fundação
Alandroal United – Foros Fonte Sêca
                                         Distrital Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Canaviais – Arraiolense
Sport. Viana – Lusitano
Corval – Portel
União Montemor – Monte Trigo
Juventude – Alcaçovense
Calipolense – Atl. Reguengos
Arcoense – Estrela V. Novas.
LIGA AFE
Cabrela – Santana do Campo
Valenças – Borbense
Giesteira – Aguiar
Escoural – Outeiro
Oriola – Estremoz
Cortiço - Tourega
INICIADOS
Portel – União Montemor
Terena – Estremoz.
                                              CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E
Redondense – Casa Pia
Moura – Sacavenense
Louletano - Vidigueira
                                                                          RugbY
R.C- Montemor – R.C. Santarem


IMPRENSA DA REGIÃO

DESTAQUE:
O ALANDROAL É NOTÍCIA NO DIÁRIO DO SUL:


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

HOJE NA IMPRENSA


E Portugal é o primeiro em greves!



Vou ali vomitar…e já volto!

SOPAS DEPOIS DE ALMOÇO… Vão-se catar!



Desconhecia esta faceta do srº Presidente contar anedotas…(eu fartei-me de rir)



Feliz comparação !

DIVULGAÇÃO - ANIMAÇÃO NATALÍCIA NO ALANDROAL




A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


                                                                                             EDUARDO LUCIANO
                  UM ORÇAMENTO DE ESTADO, AINDA ASSIM CURTO
Aprovado o Orçamento de Estado para 2019 é hora de perceber quem propôs os avanços conseguidos e de como tudo seria diferente se a correlação de forças na Assembleia da República fosse outra.
Longe de soluções que permitiriam romper em definitivo com as políticas prosseguidas nas últimas décadas, não deixamos de valorizar as conquistas obtidas por proposta de outros partidos, nomeadamente o PCP.
Aumento das pensões de reforma, a possibilidade de reforma para trabalhadores com longas carreiras contributivas, extinção da colecta mínima no PEC, a gratuitidade dos manuais escolares nos 12 anos de escolaridade obrigatória, o alargamento do abono de família, a redução do preço dos transportes públicos, a possibilidade de redução do custo da electricidade e do gás natural, a redução do valor das propinas, redução do IVA em espectáculos culturais, o compromisso com a adopção de mecanismos de apoio a cuidadores informais, o reforço da protecção social nas condições e acesso à reforma dos trabalhadores das pedreiras, o aumento dos impostos sobre proprietários com património de valor superior a 1,5 milhões de euros, o alargamento do apoio social na gravidez, são alguns exemplos de propostas inscritas no Orçamento de Estado que seguramente lá não figurariam se PSD e CDS fossem maioria ou se o PS tivesse maioria absoluta.
Quando se aproxima um ano eleitoral em que as tentações de apelos a maiorias absolutas vão preencher o imaginário de muita gente do PS, é preciso lembrar que a continuação do caminho de recuperação de rendimentos e direitos de quem trabalha depende do reforço do PCP e que uma maioria absoluta do PS levaria às mesmas soluções que outros governos preconizaram e levaram a cabo.
Desenganem-se os que este mês viram o subsídio de natal depositado na conta bancária, se pensam que tal aconteceria se a composição da Assembleia da República fosse outra.
Desenganem-se também os que pensam que basta a eleição de deputados comprometidos com um programa de esquerda para que as conquistas aconteçam. Sem a luta persistente e organizada não há conquistas nem avanços.
O que se conseguiu em três anos é curto e não resolve a questão essencial de um outro paradigma de sociedade com uma outra distribuição da riqueza produzida, mas desvalorizar estes pequenos avanços é também desvalorizar a coragem de lutar todos os dias por uma vida melhor.
Até para a semana



DIVULGAÇÃO - LITERATURA


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

DUQUES & CENAS - Prof. J.L.N.

                                  Estaleiros
Sabemos que tem de ser assim. Para haver melhoramentos no tecido urbano e rodoviário da cidade tem de haver obras, buracos no chão, cheios de água e lama, valas que nunca mais acabam, entulho, barulho, trânsito condicionado, redes, andaimes, em suma, acaba por estar tudo virado do avesso. Mas a obra do Muro do Jardim Público já começou e isso é o mais importante.
Fiquei desolado, e não fui decerto o único, com a nova imagem daquela paisagem clássica, agora com o muro quase completamente derrubado e que vai alterar de vez a magia do meu Jardim, do Jardim da minha infância e adolescência.
Pondo a razão acima do coração, sabemos, pelo que vimos no projecto, que a cidade vai ficar mais arejada, com um Jardim Público aberto e com acessos fáceis. E foram estas algumas das razões que me levaram a escolher esta opção, quando houve a votação pública. E, depois, será uma questão de hábito. Acredito que sim.
Sobre as ruas adjacentes que vão ser alteradas, aí outras vozes se levantarão, porque o corte do trânsito na rua de Avis, por exemplo, para que esta se transforme numa zona pedonal (interessante, seguro e estético, na minha opinião), pode não ser a medida mais certa, na opinião de alguns comerciantes daquela via tão movimentada.

João Luís Nabo
In "O Montemorense", Novembro de 2018

POETAS QUE NÃO SÃO DA MINHA TERRA (MAS QUASE…)

“Descobri”, de um Poeta Popular, mais concretamente o Senhor Joaquim António Banha, de S. Cristóvão (Montemor- o- Novo), estas décimas.
Porque tem um “mote” fora do vulgar e porque lhes achei muita graça, aqui as transcrevo:
                                                                           “Mote”
                                                            Com um copinho na mão
                                                            Com um copinho na mão
                                                            Com um copinho na mão
                                                            Com um copinho na mão

Sei que chorando nasci
Talvez com um choro aflito
Já pensando em ti ó tinto
Ó tinto pensando em ti
À medida que cresci
Cresceu mais esta paixão
Minha mãe me disse então
Um dia em tom dolorido
Só te falta teres nascido
Com um copinho na mão

                                                              Chegou a hora afinal
                                                              Tive que aprender a ler
                                                              A contar e a escrever
                                                              E a ter aulas de moral
                                                              Fiz como era habitual
                                                              A primeira comunhão
                                                              Mas eu disse ao sacristão
                                                              Eu queria era comungar
                                                              Como o Padre no altar
                                                              Com um copinho na mão

Fui o ofício aprender
Mais uns anos se passaram
Com mestres que me ensinaram
O ofício e a beber
Tive que exames fazer
Beber por um garrafão
Fizeram-me a avaliação
Deram-me trinta valores
E uma fotografia a cores
Com um copinho na mão

                                                             Os tempos foram passando
                                                             Já vou mijando p´rás botas
                                                             Conto as minhas anedotas
                                                             E os meus passeios vou dando
                                                             Às vezes acordo pensando
                                                             Na minha última excursão
                                                             Já pedi a Deus perdão
                                                             Por ter nascido chorando
                                                             E que me deixasse morrer cantando
                                                             Com um copinho na mão
Joaquim Banha

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE PELA DIANA/FM


                                                                                                        JOSÉ POLICARPO
                                                 EXIGE-SE A MUDANÇA!
No fim-de-semana passado Portugal fora reconhecido como o melhor destino turístico do Mundo. Noticia que devemos orgulhar-nos e, sobretudo, agradecer a todos quanto contribuíram para este prestigiado galardão. Eu que, sou um grande crítico, de muitas decisões politico, neste caso, todos os governos, têm andado bem. O da geringonça também tem os seus louros, a sua quota-parte, é devida neste mérito.
Na verdade, o caminho que tem sido levado a cabo pelos empresários e pelas instituições públicas ligados ao turismo nas regiões de Lisboa, Porto, Madeira e Algarve, tem sido o mais correto. Pois, só assim se explica a quota de mercado alcançada. Porém, há uma pergunta que na minha opinião devemos colocar. O mesmo tem acontecido na generalidade das regiões e distritos do nosso país? Tenho muitas dúvidas que assim seja.
Por exemplo, no caso de Évora, não obstante o acréscimo de turismo verificado nos últimos anos os empresários ligados ao turismo, restauração e comércio da cidade, queixam-se constantemente de que a oferta existente em Évora não prende os turistas mais do que uma noite e muitos não deixam cá um euro.
A imagem da cidade continua num processo de degradação. O lixo, a falta de iluminação, como uma sinalética quase inexistente não contribuem para que exista uma procura endinheirada. A animação da cidade é escassa e pouco direcionada para os turistas com mais poder de compra.
Ora, o poder público, sobretudo a câmara municipal e os empresários ligados ao turismo, hoteleiros, empresas de restauração e comerciantes, devem levar a cabo uma reflexão que tenha como objetivo principal a mudança do paradigma atual. Não sou um especialista na matéria, porém sem estar definido o mercado a atingir não sairemos da “cepa torta”. Os turistas, em média, não pernoitam duas noites, e o dinheiro que cá deixam é pouco significativo. A cidade de Évora tem um potencial e potencialidades únicos no território nacional. A mudança, por isso, exige-se.



NA IMPRENSA DE HOJE


          Lá diz o ditado:«Quem não tem vergonha todo o mundo é seu»




“Pantominêros!”


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

MEMÓRIAS CURTAS - Colaboração do Prof. Vitor Guita

Aí está Novembro. Chuvoso como pertence. Com ele, logo a abrir, chegou a festa religiosa em honra de Todos os Santos, seguida do dia de Finados. Depois,, foi a festa de festejar o São Martinho, com as tradicionais castanhas e água-pé. Vieram também as nozes, as romãs, os marmelos, os diospiros…Experimentámos apanhar as primeiras laranjas na esperança de hes encontrar alguma doçura.
Esta época do ano, já o dissemos noutras circunstâncias, mexe connosco. Entre muitas outras razões, porque é altura de rumarmos ao cemitério, de homenagear os que já partiram. A visita aos lugares onde repousam os nossos entes queridos leva-nos sempre a percorrer o labirinto de campas, algumas delas amontoadas em cima umas das outras. É um ritual a que nos habituámos, umas vezes seduzidos pela beleza dos ornatos, outras vezes atraídos pela qualidade poética de certos epitáfios.
Desta vez na tarde do dia de Finados, deu-se a coincidência de estarmos a ler um livro de poesia de António Gedeão. Um dos poemas intitulados Pedra Lioz, faz alusão aos que trabalham árdua e pacientemente a pedra.
A dado passo do texto poético, diz-se:
(…)
Mas no silêncio da nave,
Como um cinzel que batuca,
soa sempre um truca truca,
lento, pausado, suava,
truca truca truca truca

Anjinhos de longas vestes
E cabelo aos caracóis,
Tocam pífaros celestes
Entre cometas e sóis.
(…)
No desmedido caixão,
Grande senhor ali jaz.
Pupilo de Santanás?
Alma pura de eleição?
Dom Afonso ou Dom João?
Para o caso tanto faz.
As inspiradoras palavras de Gedeão, juntamente com as impressões que trouxéramos da visita ao cemitério de S. Francisco, levaram-nos a pensar noutros homens de cujas mãos saíram tantas estátuas e ornatos em pedra mármore que, ainda hoje, maravilham o olhar de tanta gente. 
A nossa lembrança voou direitinho para mestre Frederico, uma figura bondosa e serena, um artista que nos habituamos a admirar desde o tempo da juventude.
A idéia saiu reforçada pelo facto de nos termos encontrado com o João Carlos Rosado, filho do mestre e nosso amigo de longa data. O João ajudou-nos a esculpir com palavras, por vezes emocionadas, o perfil do seu progenitor.
Nascido em Estremoz, a 23 de Setembro de 1913, Frederico António Rosado, ficou órfão de pai, tinha apenas 4 anos. Depois de frequentar a 3ª classe e de ter trabalhado algum tempo como marçano, foi convidado a entrar na oficina de canteiro do Srº José Caetano Godinho. O proprietário da oficina, homem experiente na “Arte de Cantaria”, rapidamente se apercebeu das qualidades do principiante. Foi ele quem o iniciou nos trabalhos mais árduos e exigentes, tendo-lhe transmitido os “Segredos da Arte”.
Os méritos do jovem Frederico foram compensados pelo reconhecimento do patrão, que o nomeou encarregado da oficina, quando perfez 17 anos.
Depois, as suas capacidades de trabalho e perfeição levariam mestre Prudêncio, escultor de profissão, recém-chegado dos estúdios das Belas Artes, a convidá-lo para reproduzir em mármore, algumas peças de arte que havia feito com gesso. Foi o início de um percurso que levaria o aprendiz de canteiro ornatista transformar-se em escultor de mármores.
A profissão que abraçou não impediu Frederico António Rosado a participar em múltiplas actividades de cariz voluntário, Foi músico na Banda do União (uma das Sociedades recreativas estremocense); jogou futebol no Clube dos Encarnados de Estremoz, tendo passado duas épocas no Belenenses; desempenhou a tarefa de maqueiro na Delegação de Estremoz da Cruz Vermelha Portuguesa…
A morte do filho mais velho, com 17 anos, vítima de doença, foi factor determinante para que, em 1963, aceitasse o convite do Sr. Sertório Augusto Borda d´Água para vir trabalhar nas oficinas do Rossio, em Montemor – Novo, vila que tão bem o acolheu e que se tornou na sua terra de adopção. Nela viria a falecer no ano 2000.
Mestre Frederico esculpia nessa altura, uma estátua de Nossa Senhora da Conceição, que ficou inacabada.
Muitas das suas obras encontram-se espalhadas de norte a sul do país, especialmente em cemitérios, dado ser o mercado de maior procura de estatuetas, crucifixos e outros ornatos em mármore.
Do seu currículo consta outro tipo de obras, em tamanho natural, que podem ver-se em:
Galveias (na praceta de acesso norte) estátua alegórica encomendada pelo Senhor Marques Ratão.
Funchal (no Hospital da Irmandade) estátua de S. João de Deus.
Coimbra – estátua da Rainha Santa Isabel.
Montemor-o-Novo (Galeria particular de Manuel Casa Branca) estátua inacabada de Nossa Senhora da Conceição.
Ainda somos capazes de recuperar com nitidez, como se estivesse ressente a imagem de mestre Frederico. Com a sua boina preta, inseparável, ali estava ele munido da sua maceta, de 2Kg, ponteiros, escopros, badames, violino e cruzeta. Ao longo da vida, com milhões de delicadas pancadinhas o mestre estremocense foi 2descobrindo as obras de arte que estavam no interior dos disformes blocos de mármore”.
O canteiro ornatista/escultor costumava responder aos que lhe chamavam “Artista” ou “Mestre” e a muitos que paravam para admirar a perfeição das suas obras de arte: “Limito-me a retirar o excesso de pedra que as esconde. As estátuas estão lá dentro”.
Nos últimos anos de actividade, com as mudanças na empresa, mestre Frederico ficou a trabalhar por conta própria. Transformou a oficina do seu atelier, tendo passado a fazer aquilo que queria, como queria e ao ritmo que queria, sempre apaixonado pelo mármore. Ali reproduzia esculturas e os mais diversos ornatos. A sua longa experiência permitia-lhe, em muitos casos, dispensar desenhos ou qualquer outro tipo de modelo e passar directamente para o trabalho na pedra. Para inscrever os dizeres numa lápide ou num pedestal, mestre Frederico utilizava frequentemente métodos simples, rudimentares, servindo-se de fitas de carnaval para marcar as letras e os respectivos intervalos. Um saber de experiência feito!
O trabalho de cantaria exige um compromisso entre o esforço, por vezes vigoroso, e a delicadeza que são necessários para esculpir matéria tosca, que, pelos vistos, não será tão tosca como parece.
E pronto estimado leitor. Vamos ter que ficar por aqui. Muitas coisas ficaram por dizer acerca do canteiro/ornatista/escultor que um dia, decidiu vir para Montemor. Acima de tudo um Homem Bom.
Utilizamos no início destas Memórias, palavras de um grande poeta. Apetece-nos terminar com o enorme talento oratório do Padre António Vieira:
“Arranca o estatuário uma pedra dessas montanhas – tosca, bruta, dura, informe- e depois de desbastar o mais grosso, toma o maço e o cinzel na mão, e começa a formar um homem, primeiro membro a membro, e depois feição por feição, até á mais miúda. Ondeia-lhe os cabelos, alisa-lhe a testa, rasga-lhe os olhos, afina-lhe o nariz, abre-lhe a boca, avulta-lhe as faces, torneia-lhe o pescoço, estende-lhe os braços, espalma-lhe as mãos, divide-lhe os dedos, lança-lhe os vestidos, aqui despega, ali enruga, acolá recama e ali fica o homem perfeito, talvez um santo que se pode por no altar (…)”
Até breve
Vitor Guita
In Montemorense – Novembro2018


NÃO NOS LIMITAMOS A SER BONS - TAMBÉM SOMOS SÉRIOS!



A CRONICA DE OPINIÃO QUE ESTÁ HOJE A SER TRANSMITIDA NA DIANA/FM


                                                                          Cláudia Sousa Pereira
                     UMA FEIRA ONDE MORRE GENTE NA ESTRADA
Tenho uma amiga que, em tempos, quando rematava as conversas sobre as múltiplas disfuncionalidades de Portugal, assim um todo para designar partes, exclamava: Portugal é uma feira onde morre gente na estrada! E tinha razão.
Recuperados os corpos do desastre na estrada entre as pedreiras de Borba, que agora descansem em paz e que as famílias se despeçam nas cerimónias que ajudam nas despedidas definitivas, só agora me parece o momento de passar às conversas a sério sobre o apurar de responsabilidades e de quem terá de ressarcir os danos, aqueles que apenas cobrem uma ínfima parte do que deve valer uma vida, equação impossível de dar conta certa. Só agora, porque até agora, tudo – à excepção da informação sobre o andamento das operações de resgate – tudo o que pudesse ser dito, para além do lamento pela perda de vidas e o que apressasse as ditas operações, me pareceu um já demasiado vulgarizado macabro espectáculo de abutres em pleno banquete.
Mais uma vez, e desta quase propositada e simbolicamente numa estrada de uma povoação famosa na região pela sua Feira anual, as imagens e reportagens informativas atraíram a montagem do espectáculo: uma feira onde morre gente na estrada… Rapidamente tantos se precipitaram para participar que, inevitavelmente, se desumanizou aquilo que era tudo, ao que parece, em defesa de seres humanos, os cidadãos eleitores portugueses. Desumanizou-se para se transformar num trampolim de oportunismos vários, com figuras disfarçadas (ou nem isso, assumindo mesmo a função) de carpideiras. Falo dos que são, e exercem o poder de serem, contrapoder. Numa altura em que apenas, em meu entender, o que importava era exigir que se terminassem as operações que estão só agora terminadas. E em segurança, sobretudo, já agora.
E agora, finda essa parte, agora sim, quando a carne e os ossos já se enterraram, que não se despeguem todos os sentidos do rumo que leva o apurar das causas, das responsabilidades de quem poderia e deveria ter evitado um desastre naquela dolorosamente bela paisagem. Ali, onde a marca, que fere, da pegada humana não pode ser apagada com um sacrifício. Nem com o esquecimento de quem, ainda que por acidente e não por vontade própria ou alheia, entregou a vida à terra esventrada. Não é assim que se tratam os vivos, e muito menos os mortos que já não estão cá para serem vistos e ouvidos. Apurem-se as responsabilidades deste, como de outros casos, e peça-se então que todos cumpram as suas: as instituições nas pessoas que por elas dão e se propõem a dar a cara, e o cidadão que espera que cumprir as suas responsabilidades lhe não ponha, pelo menos, a vida em risco.
Até para a semana.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

ESTUDO SOBRE OS JOGOS ANCESTRAIS DO ALANDROAL

Desde há muito que a família Lobato Faria vem pugnando por um trabalho de propagação não só do património do Alandroal, como simultaneamente pela divulgação de usos e costumes ancestrais da nossa região.
Nesse sentido fez questão de elaborar um estudo muito completo sobre tabuleiros de jogos do Alandroal, no qual encontramos informação detalhada sobre a maneira como os mesmos eram jogados, a localização dos mesmos, comparação com jogos semelhantes de outros continentes, tudo isto devidamente ilustrado.
Para todos aqueles que ainda se vão interessando pelas “mais-valias” do nosso Concelho, e com um profundo lamento de não vermos editados este e outros trabalhos semelhantes, aqui lhes deixo o link  que dá acesso a tal estudo
Clik AQUI



DIVULGAÇÃO - CINEMA ALANDROAL - MÊS DEZEMBRO


A CRONICA QUE HOJE ESTÁ A SER TRANSMITIDA NA DIANA/FM


                                                                                                  MARIA HELENA FIGUEIREDO
                                                CAMARA DE ÉVORA: TUDO EM FAMILIA!
Houve em tempos uma serie cómica na televisão que se chamava Soap! Tudo em Família.
Também por cá a coisa nos parece muito em família, apesar de não ser cómica.
Mas começo pelo princípio.
Quem se propõe desempenhar cargos público sabe que essa opção implica o cumprimento de regras, que não pode actuar como se estivesse numa empresa privada e que o exercício desses cargos envolve muitas vezes limitações que afectam a família. Um titular de um cargo publico não pode, por exemplo, intervir em contratos com a mulher ou o marido, com os pais ou com os filhos.
E não é por acaso que a lei introduz estas limitações. No exercício de cargos públicos – e especialmente nos altos cargos políticos em que se incluem os Presidentes de Camara e os Vereadores – é preciso garantir que a motivação é o interesse público, que todos os cidadãos e cidadãs estão em igualdade de circunstâncias e, portanto, afastar potenciais situações de favorecimento.
Isto para não falar de impedimentos de natureza ética.
Acontece que esta semana soubemos que a Câmara Municipal de Évora contratou, para prestar serviços como assistente social, por 2 anos e meio, a filha do seu Vice-Presidente.
Ao contrário do que seria desejável e normal, o contrato não resultou de nenhum concurso público, caso em que sempre se poderia dizer que todos os jovens com a mesma formação académica tinham tido oportunidade de concorrer e que a filha do Vice-Presidente foi escolhida por ser a mais qualificada.
Mas não, nada disso.
A Câmara de Évora recorreu ao que se designa por procedimento de consulta prévia. Ou seja, escolhe-se antecipadamente quem pode ser candidato, por lei 3 pessoas ou empresas, e apenas esses podem apresentar uma proposta de contrato.
Ora neste caso, a Câmara escolheu convidar a filha do seu Vice-Presidente.
Isto leva-nos logo a perguntar porque é que, havendo tantos e tantas jovens assistentes sociais à procura de emprego, a Câmara convidou a filha do Vice-Presidente?

Aliás, se o convite tivesse partido exclusivamente dos serviços não deixaria de ser interessante pensarmos como é que os serviços da Câmara sabem quem são os filhos dos membros do executivo municipal, que cursos têm e se estão ou não à procura de emprego.
E ainda que o contrato tenha sido decidido e celebrado por outro vereador é inquestionável a influência directa do Vice-Presidente da Câmara sobre os serviços e o executivo. Isso deveria bastar para afastar esta contratação.
Deveria, aliás, ser o Senhor Vice-Presidente o primeiro a querer evitar que recaísse qualquer suspeição sobre si próprio, o executivo municipal e, atrevo-me a dizer, sobre a filha. Mas pelos vistos não, embarca-se antes no “primeiro os nossos”.
O pior é que este não é caso único. Neste executivo municipal da CDU têm-se somado os casos de contratos pouco transparentes, de favorecimento descarado umas vezes de correligionários, outras de familiares ou amigos.
Tudo se passa sem que haja uma justificação, tratando-se a coisa pública e o Município como se fosse uma coutada.
São as actuações como esta que minam a confiança dos cidadãos na política e nos políticos e que os afastam da participação.
Não é por isso de espantar que o estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos divulgado a semana passada sobre a Qualidade da Governação Local coloque Évora entre as piores autarquias do país.
Até para a semana!



DIVULGAÇÃO - MONTEMOR - NATAL

INCENTIVO AO COMÉRCIO LOCAL C.M.MONTEMOR-O NOVO



Na madrugada do primeiro dia de dezembro, a partir das 5 da manhã, uma equipa com eleitos e técnicos da Câmara Municipal e da União de Freguesias de Vila, Bispo e Silveiras, percorreram boa parte de Montemor a colocar imans com a mensagem e símbolo do Mor Natal, naquela que foi a primeira ação da iniciativa! Esperamos que tenham gostado da surpresa!

IMPRENSA REGIONAL


domingo, 2 de dezembro de 2018

DESPORTO - RESULTADOS

                                                                             FUTEBOL
                                                                                INAtel
 TAÇA FUNDAÇÃO
Vimieiro 1 – Alandroal United 1 - 2 - 3 após penalties
                                              Distrital Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Lusitano 2 – Canaviais 0
Portel 3 – Viana 4
Monte Trigo 2 – Corval 0
Alcáçovas 0 – União Montemor 3
Atlético Reguengos 2 – Juventude 2
Estrela V. Novas 6 – Calipolense 0
Arraiolense  2 - Arcoense 0
LIGA AFE
Santana Campo 2 – Bencatelense 2
Borbense 1 – Cabrela 3
Aguiar 3 – Valenças 0
Outeiro 2 – Giesteira 1
Estremoz 0 – Escoural 3
Tourega 2 – Oriola 0.
INICIADOS
Calipolense 5 – Terena 1
União 3 – Estrela B 1
                                                     CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E
Ferreiras 2 – Moura 6
Vidigueira 1 – Amora 1
Ideal 2 – Redondo 1.
                                                                                   FUTSAL
G.U.S 4 – Quinta do Conde 5
RugbY
                                                                     Taça de Portugal
C.R. Évora 0 – R. C. Montemor 24


MEU PAÍS - MINHA GENTE

                                            MEU PAÍS – MINHA GENTE