quinta-feira, 8 de novembro de 2018

ASSIM NASCE A OBRA… (A arte de Vitor Rosa)


                                       O QUE FAREI DAQUI?
                                         RESULTADO FINAL


MEMÓRIAS CURTAS - Prof. Vitor Guita


A notícia do encerramento do Monte Alentejano, fez agitar em nós as campainhas da memória, levando-nos a dar um salto no tempo, cinquenta ou sessenta anos atrás.
As boas recordações que guardamos deste café da avenida vieram suavizar aquilo que, à partida, parecia ser um fúnebre badalar.
Tal como acontece às pessoas, os cafés também morrem. Já assistimos ao desaparecimento de muitos. Outros, depois de uma fase de declínio, passam por diversas metamorfoses e conseguem sobreviver. Assim será, esperamos com o emblemático café da Gago Coutinho..
O Monte Alentejano é daqueles lugares que deixam um traço profundo na lembrança de quem lá passou uma parte significativa da sua existência.
Quando descemos ou subimos a avenida, vêm-nos frequentemente à memória imagens, cheiros, mil e uma sensações, momentos de felicidade que se podem encontrar nas coisas simples da vida… sai um cachorro e uma imperial!
Recordamos também as vagas sucessivas de turistas, sobretudo estrangeiros, e as filas de espera que, nas noites cálidas era preciso fazer para um lugar na esplanada.
Se deixarmos deslizar o nosso olhar avenida abaixo, onde agora se perfilam casas de habitação, banca, seguros, escritórios, cafés e outro comércio, ergueram-se altas barreiras de terra e rochedo, onde fazíamos, nos tempos da escola, temerárias escaladas. Mal sabíamos nós que, décadas atrás, estávamos a antecipar o moderno conceito de desportos radicais.
Quando havia cinema na esplanada atrás do Monte, uma escalada bem sucedida dava direito a ver filmes de borla. Do alto das barreiras ou em certos pontos estratégicos da Rua do Poço do Passo, conseguíamos seguir os gritos vibrantes e os acrobáticos voos de Tarzan, o rei da selva, ou assistir aos intermináveis tiroteios do Jonh Waine ou dos Sete Magníficos. Outras vezes, emocionávamo-nos com a vozente, sedutora, de Sara Montiel ou com as canções românticas do chileno Antonio Prieto, “blanca y radiante vai la novia”… de vez em quando a noite iluminava-se com a voz canora de Joselito ou de Marisol.
Em noites de /ª arte, o ritmo do café dependia do horário do cinema. Primeiro, era o aglomerado de cinéfilos junto à janela que servia de bilheteira. Depois, nos intervalos, vinha uma enxurrada de gente comprar rebuçados, amendoins ou lubrificar as gargantas.
Recorde-se que o Monte Alentejano foi construído à beira da ainda jovem avenida que rasgou um terreno que em tempos tinha sido eira. O complexo de hotelaria foi inaugurado em meados da década de cinquenta do século passado, e o cine-esplanada abriu portas logo a seguir com a exibição do filme Antes do Furacão.
Nos Domingos, ao fim da manhã, sempre que havia jogos primodivisionários em Évora entre o Lusitano e os grandes de Lisboa, tínhamos a rara oportunidade de ver ao vivo os grandes ídolos do futebol, que só conhecíamos através dos jornais e da rádio, da televisão e dos bonecos da bola. Por ali passaram muitos craques sportinguistas, mas também os campeoníssimos Costa Pereira, Coluna, José Augusto, José Águas…Guardamos na memória a estridência dos gritos entusiásticos dos mais encarniçados benfiquistas: VIVÓBENFIIICA!!!
A propósito de bonecos da bola, os primeiros cromos que temos idéia vinham embrulhados em rebuçados baratos e tinham uma fraquíssima qualidade gráfica. A escola era um dos espaços onde fazíamos a troca de bonecos, especialmente quando faltavam poucos cromos para completar a caderneta. Em cada página só havia lugar para colar onze jogadores. Se fosse hoje, ao ritmo a que são feitas as transferências dos atletas, não havia colecção que resistisse nem caderneta que se aguentasse.
Alguns dos nossos estimados leitores estão certamente lembrados de que os cromos da bola serviam também para jogar ao bate-bate. Nos lancis dos passeios ou nas soleiras das portas, era ver a rapaziada, com a mão enconchada a tentar virar os pequenos rectangulos de papel. Um bafo quente ou uma cuspidela na palma da mão ajudavam a virar a bonecada.

IMPRENSA REGIONAL DE HOJE


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

AFINAL QUEM PEGA O TOURO DE CARAS?



PELO ALENTEJO....

                    DE APLAUDIR



                    DE DESCONFIAR

MUITA PARRA …POUCA UVA! 
(à boa maneira socialista)
Leia AQUI


SEJA BEM VINDO O QUE VIER POR BEM...


CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


JOSÉ POLICARPO
                             A CAUSA E A CONSEQUÊNCIA
Vivemos tempos de uma enorme complexidade, o que não quer dizer que não sejam fascinantes. A incerteza e a surpresa, são hoje, mais do que nunca, fatores, que, um qualquer cidadão deverá sempre ter em ponderação nas suas tomadas de decisão. Sempre foi assim, porém o tempo presente fornece a cada um, tanta informação que, em tempo útil, na maioria das vezes, é quase impossível ser razoavelmente avaliada e ponderada.
Ora, a pergunta que se coloca numa primeira análise, a quem é que este modelo aproveita? Porventura seja uma resposta para muito dinheiro. Mas, que aproveita a alguém, disso não haverá uma réstia de dúvida. Todos os dias somos confrontados com “notícias” que não traduzem a globalidade dos factos, ou, simplesmente comportam inverdades.
A comunicação social e as redes sociais são o veículo preferencial na emissão e na profusão da informação. A primeira por força do seu estatuto, talvez tenha um papel mais determinante no escrutínio daquilo que vende. Por seu lado, as redes sociais, mais dificilmente o farão, porque não editam, nem fazem notícias. Acho que não estou errado nesta afirmação.
Isto dito, caberá ao poder político isento e bem-intencionado, na sua ação, presidido pelo bem comum e pela sã convivência da sociedade, mitigar impedir que a grande massa de cidadãos, menos atentos, porque mais ocupados com a sua sobrevivência, não tomem decisões que, devidamente informados e esclarecidos, não as tomariam. O estado atual das coisas, se não for alterado, poderá ter consequências más para todos. A história dá-nos muitos ensinamentos sobre este assunto.



DIVULGAÇÃO - CINEMA NO ALANDROAL - MÊS NOVEMBRO


terça-feira, 6 de novembro de 2018

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


CLÁUDIA SOUSA PEREIRA
                                    VIVA LAS VEGAS?
Já fui a Las Vegas. É só lá volto se me oferecerem a viagem e a estadia em hotel de muitas estrelas, que “a cavalo dado não se olha o dente”. Percebemos nos últimos tempos que, até na cultura pop contemporânea, também a tradição já não é o que era, e ainda bem: o que se passa em Vegas, já não fica em Vegas. A piada é óbvia. Tão óbvia como devia ser a presunção de inocência em todas, repito todas, as suspeições de crimes não confessados, ou sem terem sido apanhados os criminosos em flagrante, e estejam ainda por julgar institucionalmente. Sejam os suspeitos gente comum, políticos, militares, religiosos ou estrelas de popularidades várias.
O caso de Ronaldo em Las Vegas deixa-me sobretudo incomodada com os recuos em dois passos por cada passo que é dado nas conquistas civilizacionais. Conquistas que implicam formas de pensar, e agir em conformidade, no que diz respeito a posturas culturais, entendidas como as que fazem parte dos costumes. Quando a coragem dos fundadores do movimento #metoo abria caminho para acabar com um perpétuo exercício do abuso sexual como forma de exercício de poderes vários, condenando ao silêncio quem só perderia se denunciasse, já estamos a equacionar situações em que o oportunismo pode parecer legitimar-se. E onde se começa a desconfiar de que denunciar, justa ou injustamente (isso ver-se-á no final também do caso em concreto), pode parecer uma fonte de rendimento. Não há aqui pôr-se do lado do homem ou da mulher, do rico ou do pobre, da estrela ou do desconhecido.
Já agora, sendo defensora da igualdade de género, não me considero feminista, até porque não gosto do machismo. Talvez consiga ser humanista, fazendo os meus juízos sem preconceitos contra homens, mulheres, animais ou plantas. E para não esquecer os elementos da outra classificação que falta ao estilo de Lineu, já agora também, não me incomoda nada o rock and roll. Espero que, no final deste caso que mexeu com um símbolo português, tudo se resolva mesmo. Na certeza, porém, que, chegados a este ponto, entristecerei mais ainda, qualquer que seja o resultado. Como se diz por terras daqui: já está o baile armado.
Até para a semana.



DUQUES & CENAS - J.L.N.

                                           Reencontrado
Foto: TIVOLI
Acordei cedo num destes dias e fui, sem dizer a ninguém cá em casa (para quê acordá-los, não é?) passear pela cidade. Evitei o circo das obras, porque não me apetece ver os estaleiros em que a zona do Jardim Público se transformou (sim, eu sei que é necessário e tal… mas tenho o direito de não querer ver, pronto), e fui a pé até lá abaixo, ao meu antigo bairro, o Bairro de São Pedro, o mais carismático de sempre, desde que Montemor foi Vila, até hoje, que dizem que é cidade. Passei, inevitavelmente, pela casa onde os meus pais viveram mais de cinquenta anos e onde cresci e vivi até ser homem. Não me preocupei com o que mudou nem com o que ficou. Recordei-me, isso sim, que foi ali naquela casa, ao lado, primeiro, da minha vizinha Chica Borrazeiro e,depois, durante longos anos, com a minha prima Toneca Caldeira como vizinha, onde dormi, comi, brinquei e amei, onde aprendi, com os meus Pais e com todos os Vizinhos, o que, muitos dos que nos governam, jamais aprenderam. Por momentos, fiquei sem saber o que pensar da Vida que, observada daquele pequeno recanto, com quintal e tudo, enfeitado outrora com primor pelos vasos de flores da minha Mãe, se transformou numa outra bem mais dura e tantas vezes mais do que alucinante. Não que ela me tenha sido madrasta. Nada disso.Tive sorte na minha infância e também tive essa sorte na minha idade mais madura. Fui à Universidade, num tempo em que filho de comerciante ou de camionista deveria ser comerciante ou camionista como o pai, sentindo o peso da responsabilidade desses meus estudos por ver a minha Mãe a assumir o seu primeiro emprego, com 40 anos, para o filho poder andar a estudar em Lisboa.
E fui, e vi mas não venci. Não venci nesse tempo, nem venci hoje, porque sinto sempre este desassossego pessoano que não me deixa viver tranquilo. E menos tranquilo fico quando reparo em tantos com que me vou cruzando que, satisfeitos com a vida, tranquilos na sua rotina, se recusam a fazer mais por si e pelos outros, varrendo para debaixo do tapete o lixo que foram acumulando no decorrer dos dias.
Tenho saudades da minha infância. Foi por isso que fui ao meu velho bairro. Não porque hoje seja infeliz. Não posso sê-lo com tudo o que a vida me deu e, apesar de tudo o que vida me foi tirando. Não é isso. Só que, na infância, tudo o que dizia e fazia não tinha um propósito fixo, premeditado ou combinado. Era natural o meu pensamento como o era o dos meus amigos dessa altura. E é por isso que sinto saudades da minha infância, da inocência e dos amigos inocentes como eu. Porque hoje, as palavras que dizemos são medidas, pesadas,articuladas em frases bem pensadas, alinhadas e só depois lançadas com o cuidado necessário para que o seu peso não se abata sobre… nós próprios. Mas o que se torna curioso é que, por vezes, não são as palavras que têm peso. São as pessoas que as proferem. Ainda assim, não perdi totalmente essa inocência dos dias passados. Ainda assim, a frontalidade e a verticalidade que me deixaram os meus pais e os meus sogros por herança, herança mais valiosa que qualquer conta bancária recheada, são ainda, e irão continuar a ser, o pano de fundo onde me movo e onde quero que os meus se movam. São esses princípios o nosso báculo, o nosso encosto, a nossa defesa e o nosso ataque.
Por isso, nunca poderia ser um Ministro qualquer de um qualquer Costa, de um Passos perdido ou de um Portas estrela de cinema.
João Luís Nabo
In "O Montemorense", Outubro 2018

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DIVULGAÇÃO - GASTRONOMIA EM MONTEMOR

A 15.ª edição do Festival de Sopas realiza-se nos dias 9, 10 e 11 de Novembro, no Pavilhão de Exposições de Montemor-o-Novo. 
Para além da gastronomia, durante o Festival teremos muitos outros motivos de interesse. 
Dia 9, pelas 18h30, temos Confeção da Sopa “Grão com espinafres” e, no dia 10, às 17h00, iremos ter Confeção da Sopa "Ervilhas com Ovos".
No dia 10, pelas 11h00, decorrerá uma visita à Adega da Quinta Plansel, um passeio gratuito com inscrições até 6 de novembro, no Posto de Tursimo (turismo@cm-montemornovo.pt).
Dia 10, pelas 16h00, tem lugar uma prova cega de vinhos e, dia 11, a partir das 15h00, há Roda da Sorte/Desafios Vitivinícolas. 
No dia 10, às 16h00, pode participar na oficina de construção de bonecos de cortiça / corrida de barquinhos de cortiça e, pelas 18h30, no jogo “Alimentos com e sem rosto”, no âmbito da SMEA - Estratégia Alimentar de Montemor-o-Novo.

Durante todo o evento está disponível a Banca de Vinhos de Montemor, dinamizado pela Terras Dentro, e com Mostra e Venda de Vinhos de Montemor-o-Novo em permanência. 
Fique a saber os produtores presentes: Aromas do Sul, Herdade do Freixo do Meio, Herdade do Menir - Couteiro-Mor, L’And Vineyards, Mário Meireles Unipessoal Lda., Amoreira da Torre - Organic Wines, Lda., Almançor Vinhos, Quinta da Plansel, Sociedade Agrícola de Torais Lda., José Emídio Salgueiro Nunes Comenda, RMVinhos e Marques&Ganhão, Lda.

POETAS DA MINHA TERRA - Matias José

                                         A BONANÇA

                                                           ‘Venho de tantas tempestades
                                                           Que perdi o medo da chuva’,
                                                           Guardo agora em mim saudades

                                                                  Ao virar na primeira curva!
                                                                                  Glosas
                                                                  Fui criança irrequieta
                                                                  Não parava um segundo…
                                                                  Tinha pressa de ver mundo,
                                                                  Nem queria dormir a sesta!
                                                                  Apreciava uma festa
                                                                  E fazer muitas amizades,
                                                                 Faziam-me as vontades
                                                                 Para eu estar sossegado,
                                                                 Quando penso no passado…
                                                                 Venho de tantas tempestades!!
Depois por outro rumo
Tracei o meu destino…
Já não era um menino,
Deixei de ter aprumo.
Comecei então no fumo
Que me deixava a vista turva,
Bebi muito sumo d’uva
Até me embriagar…
Muitos anos sem parar
Que perdi o medo da chuva!
                                                                   Desse tempo que passou
                                                                   Não o dou por perdido,
                                                                   O tempo que foi vivido
                                                                   Nunca mais cá voltou.
                                                                   Se querem saber quem sou
                                                                   Respondo sem dificuldades,
                                                                   Não guardo animosidades
                                                                   Mas tudo hoje é diferente…
                                                                   Conheci muita gente,
                                                                   Guardo agora em mim saudades!!
Tantos anos passados vim
A encontrar-te de novo,
A Deus então louvo
Que não te afastes de mim.
Sabes, o amor não tem fim
E ofereci-te uma luva,
Um saiote em contracurva
Como dote de promessa…
Espero que o amor não se esqueça
Ao virar na primeira curva.
Manuel Matias
Foto Na Árvore/ Vladimir Kush

segunda-feira, 5 de novembro de 2018



                        Baralhem lá e voltem a dar que o jogo está viciado!


COLABORAÇÃO DO Prof. Vitor Rosa

Ultimamente tenho-me questionado sobre a influência imensa que alguns dos meus mestres exerceram em mim...mestres porque me transmitiram conhecimentos de excelência e que me coube utilizar e quiçá desenvolver não em círculos fechados desse conhecimento mas distribuir por outros. O atelier é um refúgio mas também um local onde com a nobreza que me é possível executo...decidindo quais os materiais, as ideias, o que é ou não é arte, o que pode e deve estar ao serviço desse meu sentir que transforma o invisível em alguma coisa. A um desejo meu, afinal tudo pode acontecer muito para lá dos limites físicos, materiais e idiossincráticos das disciplinas em que me movimento. Umas vezes procuro a obra mais intelectual. Quero-a absolutamente aberta e aventuro-me na exploração. É um planeamento apenas mental, não tenho um esquema pré-concebido, a coisa roda e se suceder um exercício de representação da realidade é porque foi sentido nesse preciso momento. E executo-o! Depois bem pode acontecer o inexplicável. Ontem replantei uns cactos em cerâmica oriental. Meditei bastante durante esse exercício. Mudei várias vezes a planta de uma cerâmica para a outra. Umas vezes era a forma do recipiente que condicionava o vegetal espinhoso, outras vezes era exactamente o contrário. Procurei apenas reequilibrar o meu emocional. Sentia-o gasto. Controlei gestos que por violentos poderiam afectar a planta. Depois parei a olhar para os três cactos e no equilíbrio conseguido. Apenas uma gratificação de ordem bem espiritual. Associei este pensamento ao restante trabalho. Afinal é sempre assim...no fim a gratificação espiritual é tudo e o mais importante. Mas os meus mestres ter-me-ão ensinado isto? De algum modo sim. Porque me incitaram a procurar outros territórios mais afastados a partir do seu conhecimento e sobretudo a fazê-lo sozinho, nessa dura e difícil tarefa do cumprir a vida e o meu tempo.

Expressão vagamente algébrica

 Vitor Rosa
                Os pobres nascem pobres
                Os ricos nascem ricos
                Os pobres morrem pobres
                Os ricos morrem ricos…..

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM


                                                                                                                RUI MENDES
                                           DIA MUNDIAL DA POUPANÇA
O dia mundial da poupança celebra-se anualmente a 31 de Outubro. É um dia que nos deve levar a reflectir sobre uma matéria que é fundamental para a estabilidade das famílias, e para travar alguns problemas sociais que existem pelo excesso de endividamento das famílias.
Os portugueses não serão os que terão melhor comportamento relativamente a gerar poupanças.
Talvez não o tenham porque, em regra, os seus rendimentos serem baixos, o que não permitirá acumular poupanças.
Talvez não o tenham por sentirem que o recurso ao crédito é algo que está democratizado e tem acesso fácil.
Talvez não o tenham porque a conjuntura actual, de baixos juros, favorece o consumo.
Talvez não o tenham porque os produtos financeiros não promovem a poupança, por apresentarem rentabilidades baixas.
Não fosse a “tempestade” que assolou Portugal em 2011, e que nos levou a enormes sacrifícios, aos quais ainda hoje estamos sujeitos, o problema da poupança e do sobre-endividamento das famílias não teria hoje uma especial atenção.
Mas o que assistimos em 2018 é a um aumento da concessão do crédito, estando em máximos desde 2010, facto que que já devia ter criado os necessários alertas. Desde logo porque também se regista aumento do número de famílias sobre-endividadas.
Recordemos que o excesso de endividamento foi uma das causas que levou o país a pedir apoio externo em 2011.
Pelo que se espera que se tenha aprendido alguma coisa …
O discurso facilitista e de “virar de página” do Governo leva a que as pessoas retomem antigos comportamentos.
O Dia Mundial da Poupança deve, pelo menos, ensinar-nos que se não temos condições de poupar, também não devemos acumular divida, porque os créditos tem um custo, e esse custo é sempre muito superior ao esforço de poupar.
Até para a semana



DIVULGAÇÃO

                      SE Não É Caçador – Aproveite !


domingo, 4 de novembro de 2018

DESPORTO - RESULTADOS

                                                                               FUTEBOL
                                                                                  INAtel
TAÇA FUNDAÇÃO
Ché Morense 0 – Alandroal United - 4 - 5 após penalties
                                              Distrital Associação Futebol de Évora
TAÇA DINIS VITAL – 2ª Eliminatória
Escoural 0 – Juventude 4 
Viana 1 - Corval 0
Outeiro 2  – Arcoense 3
Bencatel 2 – Portel 2 -  prolongamento 5-5 .Penalties 0 -3
Calipolense 1 – Reguengos 2
Cabrela 2 – Canaviais 2 - após prolongamento - 3 -5
Lusitano 3 – Alcaçovas 0
Monte Trigo 3 – Arraiolos 0.
                                                   CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E 
Redondense 1 – Armacenense 2
Olhanense 2 – Vidigueira 0
Moura 1 – Oriental 0.
PARTICULAR
Amigos S. Brás dos Matos 1 - Montoito 1
                                                                                              FUTSAL
G.U.S. 1 – Reguilas Tires 10

E PARA QUANDO UM CD?


Retirado facebook Gertrudes Amador
                                                  MEU PAÍS – MINHA GENTE  


sexta-feira, 2 de novembro de 2018

AGORA QUE O TRABALHO ESTÁ PRONTO, PRIMEIRO VAMOS BEBER UM COPO E AFINAR A GARGANTA

E DEPOIS VAMOS ATÉ AO MEXICO PORQUE O BAILE ESTÁ “ARMADO”

PONTOS DE VISTA

                                       CADA CABEÇA SUA SENTENÇA!
Vila Viçosa rejeita transferência de competências
X
“Há competências que são do Estado, e que se devem manter do lado do Estado”, diz vice-presidente de Montemor-o-Novo
X
“Acreditamos que o dinheiro público é melhor utilizado nos municípios”, diz João Grilo sobre transferência de competências
X
Arraiolos rejeita competência de gestão do castelo. Autarca defende que proposta “é a transferência de um problema que o Estado tem” 

SUGESTÕES





DESPORTO NO FIM-DE-SEMANA

                                                                                FUTEBOL
                                                                                  INAtel
TAÇA FUNDAÇÃO
Ché Morense – Alandroal United
                                      Distrital Associação Futebol de Évora
TAÇA DINIS VITAL – 2ª Eliminatória
Escoural – Juventude
Viana - Corval
Outeiro – Arcoense
Bencatel – Portel
Calipolense – Reguengos
Cabrela – Canaviais
Lusitano – Alcáçovas
Monte Trigo – Arraiolos.
                                             CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E 
Redondense – Armacenense
Olhanense – Vidigueira
Moura – Oriental.
                                                                        PARTICULAR

                                                                                     FUTSAL
G.U.S. – Reguilas Tires
                                                                             RugbY
Taça Portugal – Sub 18
R.C. Elvas – R.C. Montemor

IMPRENSA DA REGIÃO - LINHAS ELVAS


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

TROCAS E BALDROCAS

PENSE LÁ NISTO E REPARE COMO SOMOS POR VEZES TÃO IDIOTAS QUE TENDO BONS MOTIVOS IMPORTAMOS “PARVOICES” MADE IN U.S.A.



A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


                                                OLHAR AS PEQUENAS COISAS
A propósito do resultado eleitoral no Brasil, acentuou-se a discussão sobre as razões dos avanços dos fascismos em diversos pontos deste atormentado mundo.
Não deixa de ser irónico que a maioria das análises, comentários, elucubrações e palpites não se foquem no essencial e se entretenham a encontrar possíveis explicações no que é assessório, conjuntural e lugar-comum.
Preocupa-me a divulgação e aceitação generalizada de opiniões que desvalorizam os perigos e ameaças, comparando as formas de representação dos fascismos do século vinte com as actuais, para concluir que se trata de fenómenos diferentes, fugindo à observação e constatação de que a base ideológica e social é a mesma.
Lá porque um qualquer Bolsonoro não faz a saudação romana ou um qualquer político português mantém na naftalina a farda da Legião ou da Mocidade, não significa que o caminho e as suas consequências sejam diferentes.
Quando se acha normal que sejam divulgadas conversas telefónicas privadas e que o crime seja relevado em nome da curiosidade sobre o seu conteúdo, estamos no caminho que leva à aceitação da supressão da liberdade.
Quando entra na discussão o facto de uma deputada ter sido fotografada a, supostamente, pintar as unhas durante a discussão do Orçamento de Estado e é apresentado como exemplo de desinteresse passando a imagem de que ali nada se faz e não passa de um coio de malandros, está-se a promover aquilo que leva ao cozinhar do caldo de onde nascem os fascismos.
Aquilo que deveria ser uma mera curiosidade e alvo de algum humor, é colocado na discussão, como central no funcionamento da democracia, enquanto que qualquer intervenção feita pela deputada sobre os temas em discussão é varrida para um qualquer canto que não merecerá comentário, excepto se a senhora disser algo de desinteressante e sonante.
Dizem os moralistas que se a conversa telefónica não tivesse acontecido não teria sido gravada e divulgada e que se a senhora não tivesse passado o pincel na unha, o jornalista da Reuters não teria registado o momento. Claro que não, mas ao alinharmos neste pensamento estaremos a legitimar uma sociedade de vigilantes e de vigiados e, pior ainda, de justiceiros e lá se vai o princípio da legalidade a que todos deveremos estar sujeitos, substituído pelo princípio do “certo e errado” à medida de cada um ou, pior, de cada onda que se levante.
É possível travar este caminho? Tem que ser, mas sem tibiezas nem justificações. Não cedendo a tentações de alinhar na moda de pegar numa qualquer notícia, verdadeira ou falsa, e gritar “vergonha” ou “indignação” para chamar a atenção do vizinho ou para garantir que não destoamos do resto do rebanho.
Como alguém afirma, o fascismo até se pode discutir e analisar mas essencialmente combate-se.
Até para a semana
Eduardo Luciano



FOI NESTE DIA !

PARA QUEM NÃO SABE…