domingo, 7 de outubro de 2018

DESPORTO - RESULTADOS

                                                                                FUTEBOL  
                                                                    INATEL – SUPER TAÇA
Alandroal United 3 – Graça Divor 1
                                            Distrital Associação Futebol de Évora
                                                                        Divisão de Elite
Alcáçovas 3  – Arraiolos 0
Monte Trigo 1 – Reguengos 4
Portel 1 – Vendas Novas 2
Lusitano  3 – Arcos 1
Canaviais 1 – Calipolense 1
Viana 2 – Juventude 0
Corval 1 – União Montemor 3
                                                                                LIGA AFE  
Aguiar 0 – Estremoz 1
Borba 3 – Tourega 0
Santana do Campo 1 – Cortiço 2
Bencatel 5 – Oriola 1
Cabrela 1 – Escoural 2
Valenças 3 – Giesteira 1.
                                                                             Juvenis
Terena 0 - União 6
                                                                             amigável
Amigos S. Brás dos Matos 3 - S. Domingos 3
                                                    CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E
Praiense 3 – Moura 0
Oriental 4 – Redondense 1
Vidigueira 1 – Casa Pia 3
                                                                                   FUTSAL
                                                                     NACIONAL 2ª DIVISÃO
Fabril 11 – G-U.S. 2


PORQUE HOJE É DOMINGO

               HOJE É DIA DO SENHOR… REZAMOS AO SABOR DO FADO! 
  


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

PORQUE AMANHÃ NÃO SE TRABALHA (e hoje também) VAMOS À TASCA BEBER UM COPO E CANTAR UMAS “CHAPOTAS”….
                        ATÉ A COZINHEIRA NÃO Resistiu E SE JUNTA À FESTA
E DEPOIS VAMOS ESPREITAR O BAILE


SUGESTÕES AL TEJO

DESTAQUE





CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


RUI MENDES
                                                  5 DE OUTUBRO DE 2018
Hoje é dia 5 de Outubro.
Talvez não saiba ou não se recorde, contudo em 5 de Outubro de 1143 foi assinado por Dom Afonso Henriques e Afonso VII de Leão e Castela o Tratado de Zamora, no qual Afonso VII concordou com a transformação do Condado Portucalense em Reino de Portugal.
Nascia assim, naquele 5 de Outubro, o Reino de Portugal.
Por isso será uma data de importância impar da nossa história.
Por isso importará recordá-la para que não se esqueça.
Por isso hoje aqui a trazemos.
As datas histórias terão importâncias diferentes.
Umas estarão valorizadas, outras, pelo contrário, sejam elas mais comemoradas ou não, terão sempre a sua importância devido à relevância do facto histórico que marca.
É o caso desta.
O 5 de Outubro de 1143 será uma das mais simbólicas e importantes datas da história de Portugal.
Não é por esta razão que hoje é feriado nacional, bem o sabemos.
Mas é por esta razão que hoje somos o Estado europeu mais antigo.
Mas é por essa razão que possuímos uma história impar na Europa e no mundo.
Foi a 5 de Outubro de 1143 que Portugal foi criado como um Estado independente e soberano.
Não o esqueçamos e lembremo-nos sempre da importância desta data.
Até para a semana



DESPORTO NO FIM-DE_SEMANA

                                                                          FUTEBOL  
                                                                INATEL – SUPER TAÇA
Alandroal United – Graça Divor

                                            Distrital Associação Futebol de Évora
                                                                     Divisão de Elite
Alcáçovas – Arraiolos
Monte Trigo – Reguengos
Portel – Vendas Novas
Lusitano – Arcos
Canaviais – Calipolense
Viana – Juventude
Corval – União Montemor
                                                                           LIGA AFE 
Aguiar – Estremoz
Borba – Tourega
Santana do Campo – Cortiço
Bencatel – Oriola
Cabrela – Escoural
Valenças – Giesteira.
                                                                         INICIADOS  
CCD Terena - Grupo União Sport
                                                                       PARTICULAR
                                               CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E
Praiense – Moura
Oriental – Redondense
Vidigueira – Casa Pia
                                                                               FUTSAL
 NACIONAL 2ª DIVISÃO
Fabril – G-U.S.
                                                                DESPORTO PARA TODOS


                                                                                    OPINIÃO
Domingo Temos um Clássico… Benfica/Porto (mas a opinião seria a mesma fosse um Porto Benfica, um Sporting Benfica ou outro jogo entre rivais)


E lá vamos mais uma vez ser bombardeados com as miseráveis transmissões em directo do degradante espectáculo da condução dos “rebanhos” devidamente escoltados a caminho da arena.
Em pleno seculo XXI, tudo isto é revoltante, só transmitido por canais televisivos que não olham a meios para atingir os fins.
Mas se todo este espectáculo é repugnante, a maior vergonha é de todos nós que perdemos o nosso tempo a dar-lhe atenção na mira de assistir a algum conflito provocado pela “carneirada”.

NO CIRCO ROMANO
Nas arquibancadas do grande anfiteatro,

 a multidão ansiosa e animada
ruge sem restrições
e da caixa ele observa,
o reverenciado e grande imperador.

Por baixo, no subsolo, com atenção,
os ferozes lutadores
ouvem os detalhes e se preparam
com capacetes e armaduras,
com os músculos tensos e expectantes.

A tarde é atordoada, incontida
por gritos ancestrais,
espancamentos de metais ressonantes,
corpos despedaçados
e o cheiro perfumado de tanto sangue.

À medida que a vertigem das espadas cresce,
um jovem gladiador,
mostrando orgulho e firme orgulho,
luta até o fim
contra a adversidade de seu destino.

E para o choro satisfeito da multidão
após o dia mágico,
na areia trágica e deserta,
no galante corpo a
morte ocupa seu lugar eterno.


APROVEITE E FAÇA UMA VISITA!


IMPRENSA DA REGIÃO - "LINHAS ELVAS"


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

HOJE HÁ TEATRO NO ALANDROAL

E EM MONTEMOR TEM INÍCIO O :

O 7.º Festival de Teatro de Montemor realiza-se de 4 a 21 de outubro, sempre com entrada gratuita. Na estreia do Festival vamos ter, dia 4 de outubro, pelas 21h30, no Cineteatro Curvo Semedo, "La tortilla de mi madre", pela Companhia Peripécia Teatro.
Esta  é “uma peça para degustar em minutos e para digerir pausadamente. A peça resulta numa reflexão perspicaz e acutilante sobre a impiedade do tempo, sobre as relações humanas, as incoerências da existência e sobre a solidão, a que nos forçam ou à qual nos forçamos, por comodismo ou por opção, e que é fruto da crescente desumanização que caracteriza o nosso tempo. É, ao mesmo tempo, a confirmação do efeito que livros e memórias podem ter nas nossas vidas, sobre como podem salvar-nos da loucura ou da solidão ou de ambas. Neste trabalho da Peripécia Teatro, ganha igualmente relevo o processo criativo da escrita, não raras vezes desassossegado e doloroso, em que o escritor se debate com as suas memórias, com as personagens que teimam em conduzir o curso da intriga ou com a falta de inspiração".



CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


EDUARDO LUCIANO

                                                     DE VOLTA AO BRASIL
No próximo domingo realiza-se a primeira volta das eleições presidenciais no Brasil. No início da semana uma sondagem avançava com a possibilidade do avanço do candidato de extrema-direita, crescendo vários pontos percentuais enquanto que o candidato melhor colocado para o travar estagnava nas intenções de voto.
Todos sabemos quão manipulatórias podem ser as sondagens e como podem funcionar como alavancas de vitória ou rampas para a derrota de candidaturas em presença, mas não podemos ignorar o perigo real da implantação no Brasil de uma ditadura, suportada pelo que há que mais retrógrado na sociedade brasileira.
Ouvir o candidato proferir o que pensa sobre as mulheres e saber que, segundo essa sondagem, sobe seis porcento na intenção de voto das mulheres é perturbador mas também revelador da capacidade de manipulação da comunicação social que o apoia, das estruturas religiosas que se manifestam ao seu lado e que usam o seu imenso poder para o impingir aos eleitores.
Ficámos também a saber esta semana que o homem apoiado por Edir Macedo e que pondera colocar Alexandre Frota como Ministro da Cultura, não reconhecerá qualquer resultado eleitoral que não seja a sua própria vitória e consequente eleição.
O Brasil vive um dos momentos mais complexos da sua história e a mobilização em torno da defesa de que é absolutamente necessário travar a ascensão do fascismo revela que chegámos ao tempo da construção de barricadas colocando como opção única e definitiva um imenso “ele não”.
Esperemos que os brasileiros saibam optar e neguem o regresso aos tempos da ditadura militar. Que sigam a escolha de Chico Buarque e não a do líder da IURD. A escolha de Martinho da Vila e não a de Fitipaldi.
É um problema dos brasileiros, dirão alguns ingénuos. Que temos nós a ver com a sua escolha perguntarão outros.
Quando está em risco a liberdade e todos os avanços obtidos pelos mais pobres, o problema não fica contido entre fronteiras, sejam elas quais forem.
Aguardemos pois o desfecho deste processo eleitoral que pode legitimar o golpe que depôs Dilma da presidência, porque é disso que se trata, como afirmou nas redes sociais a mulher do juiz Moro, com a frase “não pode ter sido em vão” acompanhada de imagens das manifestações anti Dilma em 2015 e 2016.

A SUA OPINIÃO 

DIVULGAÇÃO

       DE GRANDES TRADIÇÕES COMEÇA HOJE A
E AMANHÃ TEMOS TOIROS



APROVEITE A TARDE E LEVE O SEU CÃO A PASSEAR


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

VIDA AUTÁRQUICA

              DELIBERAÇÕES DA REUNIÃO DE VEREADORES C.M.ALANDROAL


NOVO VISUAL


TIVERAM INÍCIO HOJE AS OBRAS PROGRAMADAS PARA A REQUALIFICAÇÃO DA ZONA ENVOLVENTE E RESTAURO DA FONTE
               Por deferência do nosso amigo Jeremias publicamos foto dos primeiros trabalhos)



DELIBERAÇÕES AUTARQUIA


DIVULGAÇÃO - CINEMA ALANDROAL OUTUBRO


CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


JOSÉ POLICARPO
                       SERÁ QUE NUNCA NINGUÉM LHES DISSE ISSO?!?
Os pequenos grandes problemas da cidade de Évora mantêm-se sem que nenhuma explicação seja, aparentemente, atendível. Vem a isto a propósito da sinalização rodoviária existente, diria mesmo deficiente, no centro histórico e nos respetivos bairros.
Por isso, vou falar-vos de dois exemplos que são uma das cerejas que encimam o bolo das omissões camarárias e que ilustram bem, na minha opinião, aquilo que é a minha incredulidade.
A passadeira que está em frente ao portão da escadaria que dá acesso à igreja do Carmo, na rua Dr. Joaquim Henrique da Fonseca, está, praticamente, sem a tinta que a delimita, e, por este motivo, muitas das vezes, podemos verificar que no sítio da passadeira, estão automóveis estacionados. A culpa não pode, nem deverá ser imputada aos condutores, mas ao município de Évora.
Na horta das tâmaras existe um sinal que proíbe virar-se à esquerda. Contudo, a localização do referido sinal não permite a um condutor menos atento, aperceber-se dessa informação. Sucede que, não raras vezes, verificam-se condutores em sentido proibido.
Na verdade, estas duas situações colocam em causa a segurança rodoviária dos peões, como, também, daqueles que circulam nos automóveis. Donde, a câmara municipal de Évora tem o dever de acautelar estas situações, porquanto, o transito municipal figura como uma das suas competências.
Ora, não é necessário ser especialista em trânsito rodoviário para encontrar uma solução para estas situações. Bastava, para isso, a vereação do pelouro falar com o respetivo departamento e, uma vez por semana, fazerem o levantamento das omissões rodoviárias existentes e agirem em conformidade. Os funcionários municipais trabalham ao serviço dos munícipes. Será que nunca ninguém lhes disse isso?

PREVISÃO DO TEMPO
A SUA OPINIÃO
Parte superior do formulário



INTERESSA-SE PELO ESTADO FINANCEIRO DA AUTARQUIA?


Então consulte o “Anuário Financeiro das Autarquias” apresentado ontem e do qual retiramos alguns dados que talvez deva conhecer.













terça-feira, 2 de outubro de 2018

O NOME “Add Fuell” DIZ-LHE ALGO?

Uma consulta na Wikipedia esclarece-nos:

«Add Fuel é o artista visual e ilustrador português Diogo Machado (nascido em 1980). Licenciado em Design Gráfico pelo IADE - Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing de Lisboa, passou alguns anos a trabalhar em estúdios de design em Portugal, seguido de uma passagem de oito meses em Munique, na Alemanha. Desde 2007, tem se concentrado exclusivamente no seu trabalho artístico. Começando sob o nome completo de "Adicione combustível ao fogo", ele criou um universo visual escuro mas exuberante, habitado por um elenco de criaturas viscosas, excêntricas e alegres, influenciado por uma variedade de interesses que vão de videogames a quadrinhos, animação, fi, filmes B .
Para além das numerosas intervenções de arte pública que tem vindo a criar em vários países, tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e colectivas em reputadas galerias, incluindo a Galeria Underdogs (Lisboa, 2017 e 2014), Saatchi Gallery (Londres, 2017), Nuart Gallery (Stavanger, 2017), Galeria ABV (Atlanta, 2017), Galeria Colab (Weil am Rhein, 2015), Galerie SOON (Zurique, 2013) e Galeria Pure Evil (Londres, 2012), e os principais eventos de arte urbana, como Festival Nuart (Aberdeen, 2017; Stavanger, 2016), PUBLIC'16 (Perth e Albany, 2016), Sacramento Mural Fest (Sacramento, 2016), Projeto Esquecido (Roma, 2015), Djerbahood(Djerba, 2014) e Tour Paris 13 (Paris, 2013), entre muitos outros.



POIS, EM BREVE PODERÁ APRECIAR OBRA DESTE ARTISTA QUE VAI ESTAR Á DISPOSIÇÃO DE TODOS Num local do    ALANDROAL

POLITICA LOCAL

Ainda a questão do chumbo da A.M. à proposta sobre “Melhoria da mobilidade urbana e segurança rodoviária”

A este propósito o site do P.S. emitiu o seguinte comunicado que aqui se transcreve:


Por sua vez o site do  DITA divulgou parte da acta da reunião da Camara Municipal realizada no pretérito dia 27/12/2017, (da qual se transcreve a página relativa ao assunto) e para a qual chamamos a tenção para a parte sublinhada, e com a seguinte introdução:
«Sobre a questão que tanta polémica tem gerado nos últimos dias, deixamos aqui um extrato da ATA da Reunião de Câmara do passado dia 27.12.2017, na parte em que foram discutidos e deliberados os projetos em causa.
LEIAM ATENTAMENTE E TIREM AS VOSSAS CONCLUSÕES!»



CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

http //www.dianafm.com
CLÁUDIA SOUSA PEREIRA
                                                            CÁ NO FAROESTE
Temos assistido a episódios que resultam em crimes, veredictos, morte que, num certo imaginário livresco ou cinéfilo , parecem transformar este país ocidental da Europa numa espécie de Faroeste. Falo do roubo de Tancos, da atitude dos juízes que absolveram violadores no Porto e da morte planeada do triatleta no Ribatejo. Roubos, violações, assassinatos, tudo isso, nós sabemos, que a ficção apenas vai buscar à realidade. Existem. Mas existem também, nas sociedades organizadas e contemporâneas, instituições que, pela sua acção, não apenas e só punitiva, servem para prevenir, de forma exemplar e regrada, esses actos que põem em causa o bem estar social.
Ora, no caso de Tancos parece que assistimos a um extremoso zelo em manter intocável uma “vaca sagrada” que é a instituição militar; no caso do Porto, a uma arbitrariedade com pouco uso do bom-senso por parte de membros de topo da Justiça ; e no caso do Ribatejo, a uma frieza de uma assassina, ainda que por julgar, perante câmaras e microfones da Comunicação Social, como se esta se prestasse, contaminando o imaginário contemporâneo, a constituir-se como uma eficaz testemunha abonatória.
Se é característico da contemporaneidade o alarde público como instrumento de incentivo à vigilância do cumprimento de regras, sobretudo dos poderes públicos, parece que o uso alargado desses instrumentos da Democracia corre em velocidades e habilidades diferentes por quem os usa. É que nem as “vacas”, militares ou judiciais, poderão manter-se “sagradas” só porque sim, num dos extremos, nem os “direitos de antena” estão isentos de cumprir um dever de não atentar contra a inteligência de quem são os destinatários das peças noticiosas, confundindo o bom uso que delas se possa fazer. E não, não estou a defender uma outra forma de censura. Estou a falar do que deve ser mantido com a discrição útil para que as denúncias tenham peso real, para que uma banalização não implique uma sacralização da bugiganga, voltando à velha questão das boa e má moedas.
Os excessos, fora das paixões que são os lugares onde estes podem acontecer, e até aí dentro de limites mas fora de falsos moralismos, os excessos podem conduzir-nos a esta ideia de um Faroeste sem lugar certo. Do excesso de zelo ao excesso de complacência, resultando um em perseguição e outro em bandalheira, vemos ainda assim neste jardim à beira mar plantado, acontecerem casos que deles resultam. E isso não é nada saudável para a Democracia.
Até para a semana.



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

UMA BOA NOTÍCIA PARA OS ALANDROALENSES

Para todos aqueles que gostam de ver preservados os monumentos da nossa terra a Diana/FM no seu site do passado Domingo incluía a notícia, que já não é novidade, do restauro da Fonte da Praça da Republica e dava-nos ainda conhecimento que serão recolocadas réplicas das duas estátuas (bustos) que faziam parte da estrutura e foram roubadas há alguns anos.


MEMÓRIAS CURTAS - Prof. Vitor Guita

Há personagens da vida real que, pela sua singularidade, bem podiam ter lugar no mundo da ficção. Conhecendo-as não preciso de estar a imaginar heróis ou outras figuras de papel e tinta. Lá mais para o fim da nossa crónica, o estimado leitor irá entender melhor qual o sentido desta introdução.
Para já vamos recuar aos finais da década de 50 do século passado. Nessa altura morávamos na Carreira de S. Francisco, no primeiro andar de um prédio novo, construído em frente do Estádio 1º de Maio.
Em Setembro, nas manhãs de Domingo de feira, costumávamos assistir ao desfilo dos rebanhos, uns após outros, a caminho do rossio da vila. Uns dias antes, lá no alto da janela, já tínhamos visto carroceis, circos, carrinhos de choque e outras diversões, assim como uma caravana de carros com barracas de quinquilharias e tranquitana variada. Também muitas carroças com ciganos.
Morar na Carreira de S. Francisco dava direito a sermos dos primeiros a saber qual o circo que iria animar a feira, se tinha elefantes, tigres e leões, ou se o carrocel seria o Araújo ou o Montanha.
Durante algum tempo, o rossio deixava de ser uma espécie de academia do futebol onde a rapaziada passava horas na jogatana. No amplo recinto, meio pelado, meio relvado, ia ter lugar a tradicional Feira da Luz, a maior festa do ano e ponto de reencontro anual dos montemorenses.
Vêm-nos à lembrança algumas impressões dispersas que guardamos da feira de outros tempos. Temos idéia que nos demorávamos largos minutos a observar a capacidade oratória dos vendedores de banha da cobra, publicitando entusiasticamente o seu produto logo à entrada do recinto. Normalmente esses “vendedores de milagres” eram portadores de uma mala de viagem onde transportava a prodigiosa mezinha. Vimos alguns exibindo lombrigas, ténias e outra bicheza estranha em frascos de vidro, para assim impressionar a assistência e convencê-la a adquirir o remédio milagroso.
Havia cura para tudo ou quase tudo: diarreia, prisão de ventre, infecções, febres e dores de todo o tipo…” Senhoras e senhores, não estou aqui para enganar ninguém! Não custa cem nem cinquenta nem trinta. Custa apenas uma nota de vinte, e quem comprar uma embalagem leva mais duas totalmente grátis!” Os valores podia não ser exactamente estes, mas o discurso não andava longe disto.
A este propósito estávamos aqui a falar com os nossos botões e a pensar que não vemos vendedores de banha da cobra há já algum tempo, o que não significa que eles tenham desaparecido. Possivelmente andarão por aí, usando outras roupagens, outras técnicas, vendendo um sem número de ilusões.
Atenção especial mereciam também os retratistas, que criavam a fantasia de sermos capazes, por breves instantes, de pegar um touro de cernelha ou de viajar no volante de um bruto espadalhão descapotável. Milagres da fotografia!
A feira era, só por si, uma grande festa, um mundo de encantamento, mas comportava também alguns riscos. Deixámo-nos, algumas vezes, levar pelo palavreado do homem da vermelhinha, convencidos de que não nos deixaríamos ludibriar pelo hábil trapaceiro. Três pequenas tampas voltadas para baixo e, sob uma delas, uma minúscula bola. Depois de manipuladas as tampas, éramos convidados a adivinhar, mediante aposta, onde se encontrava a enigmática bolinha. Tudo feito ali, diante dos nossos olhos. Não havia que enganar. Porém quanto mais olhávamos, menos víamos. O resultado era cairmos repetidamente no logro, e lá se ia o dinheirinho todo! Adeus pista de automóveis! Adeus, poço da morte! Adeus pirolitos e torrão de Alicante!
Não é nosso propósito fazermos aqui a descrição pormenorizada da antiga Feira da Luz. Debruçamo-nos sobre muitas das suas facetas em crónicas anteriores. Não resistimos no entanto a dedicar umas tantas linhas ao mundo do circo para evocarmos um dos maiores palhaços de sempre, um enorme artista que fez as delícias de milhares de crianças e adultos.

Joaquim da Purificação dos Santos, vulgarmente conhecido por Kinito, foi um dos artistas circenses que mais fez rir o público que tinha à sua volta. Trabalhou no Circo Luftman, no Texas e noutros grandes circos. Vimo-lo num dos números mais sensacionais feitos por um palhaço. O artista setubalense aparecia em pista vestido de cowboy, co as suas pernas finíssimas, desengonçadas. Kinito, Emiliano e Cª levavam o público ao delírio com as suas piadas, os seus movimentos, a magia da sua música. Que teve a  felicidade de ver actuar o fabuloso “palhaço das pernas de elástico” dificilmente poderá esquecê-lo.
Pois é, estimado leitor! Ficaram aqui algumas memórias soltas da feira. Todavia, falta-nos ainda dizer que, entre as muitas figuras que lhe davam vida, havia duas quase obrigatórias. Era o caso d Zé e do seu irmão Chico, atrás de um carrinho de mão transportando bilhas com água, refresco económico para muitas bocas sequiosas. O Zé e o Chico eram daquelas figuras que podiam muito bem pertencer à galeria das personagens de ficção de que falámos no início da nossa crónica.
Sem esconder alguma emoção, o nosso amigo Bexiga fez-nos chegar um texto da autoria do saudoso Manuel Justino Ferreira, também ele um ser muito especial, com uma veia poética absolutamente extraordinária, um amigo que não sai da nossa lembrança.
Por ocasião da morte do Zé, o Manuel Justino escreveu um inspiradíssimo texto que mais se assemelha a um requiem e que, com conhecimento do seu filho, Manuel Henriques Macau Ferreira, passamos a transcrever:
Não seria o Zé Povinho, não, mas era todo povo.
Morreu o Zé! De sobrenome Pereira e a seguir Penteado!
José Pereira Penteado! A caminhar para as 70 primaveras!
Doido lhe chamavam…e, em parte até o era! Afinal quem há, quem há que não o seja? Muitos sem o saberem, outros que não o querem ser e também os que fingem que o são!
Morreu o Zé! Sua falta não será muito notada…por cá ficam muitos e bem piores do que ele!
Teria o Zé sido feliz? – A felicidade não se compra nem se vende.
Partiu o meu fornecedor de violetas! Deixou-me, como recordação, uma velha lata de óleo onde cresce um manjerico! É! Foi levá-lo à minha casa, dizendo à Ana: - Para o senhor Manuel “Celestino”!
Falar do Zé é escutar uma vida sem carinho! Ao Deus dará…sem eira nem beira, correndo as margens dos regatos, na verde descoberta dos cardos e agriões! E neste mundo de pessoas tão “inteligentes” jamais as suas mãos se mancharam com a desonra!
José andou nas marchas populares com o Chico! Um irmão perdido no mundo! Pobres de Cristo…orações sem resposta, gritos que ninguém ouve! E quando pela noite dentro saia a Banda da Carlista, lá ia ele, de archote na mão…iluminando as notas musicais, dando luz às flautas, às requintas e barítonos!
Foi seu grande amor o Rio Almansor! Que sabe até se, mesmo hoje, entre as passadeiras do Moinho do Bispo, terá passado uma lágrima chorada pela morte do Zé!
Quer queiram, quer não, era figura popular deste Montemor, que por vezs adorava vê-lo zangado. E nas noites de Santo António, e São Pedro, eram as alcachofras, sempre…sempre as mais floridas! Três cinco escudos… duas, sete mil e quinhentos!!!!
Pobre Zé das manhãs geladas, das noites dormidas em lençóis de amargura, da sopa fria e distante! Ai! Roda dos enjeitados…Ai! Pés feridos no caminho!!!
Nasceu em dia de São Pedro! Em dia de festa…
Parte desta vida em hora de ressurreição!
Pai Nosso que estais no céu… Em PAZ que nunca teve na vida, percorras, meu caro José, o caminho da morte!
E olha amigo: BOA VIAGEM!
E pronto estimados leitores! Também nós emocionados, vamos de partida, já a pensar nas Memórias do mês de Outubro.
Até lá.
Vitor Guita
In Montemorense – Setembro 2018


ESPECTÁCULO…!!!!!!!

           ATÉ JÁ FOI OBJECTO DE REPORTAGEM NA TV…
       A história de Carlos, o tipo que canta a ementa em estilo rap no AlentejoO restaurante A Ribeira, em Montemor-o-Novo, no Alentejo, não há ementas para dar ao clientes. O dono Carlos Carriço sobe todos os dias para uma cadeira e canta em estilo rap quais são as opções disponíveis no menu. “Sempre que entram clientes, canto o menu. Chego a fazê-lo 15 a 20 vezes aos jantares”, explica Carlos Carriço à NiT. 
No final da refeição, as sobremesas também são apresentadas numa versão cantada. Quando chega a conta, o registo passa para o fado. “Quis também fazer algo diferente e ainda pensei no cante alentejano, mas era mais demorado.” Carlos vai a cada mesa fazer a conta com a calculadora na mão.






NÃO SE BRINCA COM O FOGO...



A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA&/FM


                      CÂMARA DE ÉVORA – TANTA PARRA E TÃO POUCA UVA

Faz hoje precisamente 1 ano que tiveram lugar as eleições autárquicas e, apesar de ter perdido 10% dos votos, a CDU manteve a maioria absoluta na Câmara Municipal.
Entrava-se assim no 5.º ano de gestão da CDU, com a promessa de que, depois de ter posto as finanças municipais no carril certo, poderia agora fazer obra.
Um ano passado sobre as eleições, como estão o concelho e a cidade? Que promessas estão a ser cumpridas? Que respostas estão a ser dadas às necessidades das populações.
Uma coisa é certa: este ano pode ter faltado pão, mas circo não faltou seguramente.
A cidade animou-se com múltiplos eventos, uns promovidos pela Câmara outros apoiados e o Verão foi atravessado por muitos espectáculos integrados no Festival “Artes à Rua”. 50 dias de festival, 150 espectáculos e um custo que, pela informação prestada pelo Presidente da Câmara à Assembleia Municipal, terá rondado, pelo menos, o meio milhão de euros.
Bons espectáculos que trouxeram à rua muitos eborenses e visitantes, dando vida à cidade e também a oportunidade de os agentes locais apresentarem as suas produções.
Mas foi tudo bom? Tudo transparente? Infelizmente não. E é por essa falta de clareza e pelos elevados montantes envolvidos que a Câmara deve apresentar um relatório do “Artes à Rua” que permita perceber quem contratou, quanto pagou por cada espectáculo ou porque adjudicou serviços a certos agentes ou pagou elevados montantes a empresas criadas nas vésperas.
O favorecimento de alguns, a falta de transparência e os processos pouco claros continuam a ser timbre deste executivo CDU.
Continuam os sucessivos contratos, sem concurso, a quem tem ligações partidárias, como foi o contrato com a mediadora Ponto Seguro, a que o presidente da Câmara sempre fugiu de esclarecer.
Também não podemos deixar em brancas nuvens o facto de o Executivo Municipal deixar passar mais um ano sem ter tomado medidas para resolver questões prioritárias.
Reforço da Habitação Publica não se vislumbra, apesar de tanta gente sem casa; medidas de apoio social aos cidadão e cidadãs mais carenciados não se conhecem.
Nas vésperas do início do ano escolar, a Câmara denunciou o contrato com o Ministério da Educação e 2.000 alunos foram afectados, mas alguém percebeu no final que reforços de pessoal conseguiu a Câmara? E, como fazem outras Câmaras, não deveria ter preparado o apoio à aquisição de manuais escolares até ao 12.º ano, ajudando alunos e famílias?
Em contrapartida, olhamos à volta e vemos a cidade suja, com lixos por recolher por todo o lado, a cheirar mal, numa evidente incapacidade de a Câmara responder às obrigações mínimas de saneamento e higiene.
E se no mandato passado o executivo justificava a falta de limpeza com o PAEL, que não permitia a contratação de pessoal, ou até com a actuação dos munícipes, este ano mudou o registo e, concordando, justifica-se com o aumento de movimento e de actividade na cidade. Ora, é obrigação do executivo planear e adequar os serviços às necessidades.
Mas não é só o lixo, são as ruas esburacadas, barreiras de sinalização que se eternizam, ervas a crescer em matagal pelos cantos. É o desleixo geral numa cidade Património da Humanidade.
Também o tão necessário Plano de Mobilidade, anunciado tantas vezes, continua numa qualquer gaveta.
Tal como a intervenção no Centro Histórico continua a ser muito anunciada mas pouco praticada, demitindo-se o Executivo de um papel incentivador do arrendamento para habitação dos prédios devolutos e da intervenção junto dos proprietários ou mesmo da intervenção directa, como a lei permite, para que não se deixe chegar a situações de degradação e derrocada como aconteceu este ano na Rua do Cano.
E podia continuar: nada é feito no Mercado 1.º de Maio, o grande debate sobre a Feira de S. João continua por fazer e a Feira a cada ano é mais pobre, o Jardim Público mete dó, tal não é o abandono, ao ponto de parte dos arcos das “Ruínas Fingidas” terem sido partidos e estarem caídos no chão, ao deus dará…
A propaganda é muita, mas o que se faz é correspondente? Esta é uma reflexão que convido cada ouvinte a fazer.
Até para a semana!
MARIA HELENA FIGUEIREDO


IMPRENSA REGIONAL - REGISTO