sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A NÃO PERDER...


PÁGINA DESPORTIVA

                                                                        FUTEBOL
                                                                          INATEL
Alandroal United - Orada
                                          Distrital Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Monte Trigo – Portel
Alcáçovas – Lusitano
Reguengos – Canaviais
Vendas Novas – Viana
Arcos – Corval
Calipolense – União Montemor
Arraiolos – Juventude.
LIGA AFE
Aguiar – Borba
Outeiro – Santana do Campo
Estremoz – Bencatel
Tourega – Cabrela
Cortiço – Valenças
Oriola – Giesteira.
INICIADOS
Portel – Terena
União – S.L. Évora.
                                                CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E
Montijo – Moura
Sacavenense – Redondense
Vidigueira – 1º Dezembro.
.                                                                             FUTSAL
União - Tires
                                                                               RugbY  
Guimarães Rufc – R.C.M.
                                                                         DIVULGAÇÃO



IMPRENSA DO ALENTEJO


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

AVINHE-SE, ABIFE-SE E ABAFE-SE...



E SE AINDA NÃO LEVOU…NÃO SE ATRASE



DEUS QUER, O HOMEM SONHA A OBRA NASCE !

E DAQUI NASCEM AS OBRAS DE VITOR ROSA




A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM


EDUARDO LUCIANO
    AS MEMÓRIAS DE UM HOMEM DEMASIADO COMUM
Cavaco deu à luz uma espécie acerto de contas com todos os que consigo se cruzaram no exercício das suas funções.
Pensávamos que após o primeiro volume daquele exercício de mesquinhez e ausência de saber estar, não seria possível ir mais além. Cavaco, do alto sua aura de imprevisível, conseguiu surpreender ao descer no uso depreciativo da palavra em relação a pessoas que, por obrigação, com ele privaram em reuniões de trabalho.
Não está em causa o direito de escrever memórias ou de contar histórias que possam ter como efeito demonstrações da existência de vida para além do pensamento monocórdico ou da estrutura mental de quem nunca arriscará escrever sem ser em papel pautado ou quadriculado, mas podemos reflectir como foi possível os portugueses elegeram tal figura para presidente da república e ter exercido, por via de maiorias parlamentares conseguidas em eleições legislativas, o cargo de primeiro-ministro durante dez anos.
Claro que há pouco para reflectir. Olhando para o que é bolsado nas redes sociais assente em palavras-chave como “vergonha” ou “indignação”, para forma como se faz política atacando as pessoas em detrimento de opções políticas, usando a insinuação como arma e a substituição de factos por convicções, como munição para atingir o bom nome, a dignidade e o direito à imagem de adversários e, por vezes, até de correligionários, conseguimos perceber como pode um homem que escreve o que Cavaco escreveu, ter exercido o poder durante 20 anos.
Cavaco representa o lugar-comum, o falso rigor da normalidade securitária, o moralismo transversal a todos os sectores da sociedade, a inveja, o complexo de inferioridade escondido debaixo da capa da arrogância. É o retrato vivo da descrição que José Gil faz na sua obra “Portugal, Hoje, O medo de existir”.
Tantas vezes tratado como uma anedota, o ex-presidente da República deveria ser utilizado como base de estudo para nos percebermos melhor, para entendermos melhor porque é que o nosso “homem comum” se vê representado naquela figura.
Quarenta e oito anos de ditadura deixam um rasto no comportamento social que não é possível apagar com quarenta e quatro de liberdade e não nos podemos esquecer que desses 44, vinte foram com Cavaco Silva no exercício do poder.
Se o livrinho que agora viu a luz tem algum mérito é de nos por a pensar em queixumes, ressentimento e invejas, tal como o capítulo do livro que atrás citei e que tem exactamente estas mesmas palavras.
Até para a semana



IMPRENSA REGIONAL DE HOJE


PROMOÇÃO – MERCADO MONTEMOR

Um vídeo que mostra o que foi a manhã do sábado, 20 de outubro de 2018, no Mercado Municipal de Montemor-o-Novo, dia em que a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, em colaboração com outras entidades promoveu mais um Dia do Agricultor de Montemor.



quarta-feira, 24 de outubro de 2018

COLABORAÇÃO (António Neves Berbem)

Desta vez e assumindo a sua verdadeira profissão, o nosso amigo e colaborador António Berbem, faz uma incursão pela História de Portugal desvendando-nos alguns pormenores da Batalha de Alcácer Quibir, com especial relevo para o papel atribuído a um nobre descendente do Alandroal.

                           TRÊS REAIS DIZERES DA NOSSA HISTÓRIA
      “O rei anunciou que dali a três dias se havia de ver com o Maluco”
                                           D. Sebastião, em Alcácer
I.   (…)
“As tropas portuguesas eram constituídas pelo esquadrão de aventureiros, mil e quatrocentos homens que combatiam a pé, armados de piques; oito mil homens comandados por quatro coronéis, DIOGO LOPES de SEQUEIRA, D. Miguel de Noronha, Vasco da Silveira e Francisco de Távora para comandar os quatro terços, recrutados nas diferentes províncias do reino”. (…)
Na tarde de 25, partia D. Sebastião com rumo a África. O rei não podia confessar abertamente que viera à Africa só para se bater com Abde Almélique”. A «guerra santa» por território e demais riquezas pendia e oscilava buliçosa dos dois lados. Sebastião, em Tânger, tinha o apoio de Mulei Moahmed
  II.
   “A ordem de batalha do exército luso era a seguinte: (…) O centro era formado pelos terços de Vasco da Silveira e de DIOGO LOPES de SEQUEIRA, o primeiro atrás dos alemães, o segundo atrás dos espanhóis e italianos. A retaguarda era também constituída por dois terços; o de Francisco de Távora e o de D. Miguel de Noronha. 
Fechando o espaço existente entre ambos, para amparo das bagagens e da multidão dos não combatentes, ficavam mangas de arcabuzeiros. (…) Lá seguiam também os religiosos que não entravam na batalha, e as mulheres” que para outros tratos e desejos serviam (digo eu).
III.
 (…) “Gente(s) arrancada(s) aos serviços agrícolas, sem a mínima instrução militar, escondera-se, cheia de terror, debaixo das carretas. «E agora, Senhor, que havemos de fazer com tanta multidão inimiga?» “Fazei o que eu faço, respondeu o Rei… espadeirando os mouros próximos”.
Entretanto/ na retaguarda, “(…) o terço de DIOGO LOPES de SEQUEIRA  abandonara também os piques. Só o terço de Francisco de Távora combatia com uma coragem que honrava os soldados algarvios em grande número alistados voluntariamente. A morte do seu heróico coronel deprimiu-lhes, porém, o ânimo e renderam-se.”
“(…). Mais adiante, foi o soberano português cercado por um grupo de alarves que o mataram com profundos golpes na cabeça e algumas arcabuzadas no tronco.” Acabou-se. Nasci Rei já sem pai. Morro sem Pátria triste.
 “ Portugal ficou arruinado. As despesas da expedição e depois o resgate dos prisioneiros levaram as últimas economias”. Sucedeu-se a perda da independência para Filipe II. Sessenta anos depois foi a mulher Luísa, Rainha de um Duque de Bragança, mais um João , o IV, que  conseguiram reconquistá-la. Novas guerras desta vez as da Restauração. Umas vezes vencedores. Outros empatados. Valeu-nos a Catalunha.
                 ---------------------------------------------------------------     
Em suma, fiquemos nós através do Al (grande) tejo… com a certeza de que mais “Sequeiras houve ligados ao Alandroal” e arredores, mais perto ou mais distantes, no tempo e nos feitos, que vêm marcando a nossa história local.
  Ainda quanto a D. Sebastião, temos enfim de memoriar que era um Rei que gostava muito de Cavalgar, de torneios e touradas e nunca quis casar nem ter filhos. Uma necessidade sempre premente das Monarquias.
 Andou pelo país e gostava de passear por Almeirim, Alcobaça, pela Batalha (onde fez uma cena escabrosa mandando abrir o tumulo do Rei trisavô para ver se estava incorrupto e até estava porque tinha apenas a ponta do nariz comida…) por Montemor, Évora e Lagos que amava muito elevando- a como sua cidade com mar africano.
   Importa ainda dizer, por agora que, quando depois se começou a construir metaforicamente o “Mito/Lenda do Encoberto/ Desejado” que viria a aparecer numa manhã de nevoeiro para nos salvar, autores houve que foram descrevendo que, afinal, D. Sebastião protegido pelos seus nobres não tinha morrido em Alcácer Quibir. Tinha provavelmente desaparecido… ou mesmo fugido dali às pressas.
O que o teria levado a entrar e a andar errante e “Clandestino pelo País” até chegar, imaginem, aos Jerónimos, onde lhe estavam a entoar uma missa de solenes exéquias…a que ele, Rei Incógnito, se viu a assistir.
De Lisboa, terá, então, partido finalmente para a Terra Santa, o seu destino maior e de eleição. Desde o tempo em que papava uma missa por dia. E duas aos sábados com recolhida comungação por Nossa Senhora.
   Honra seja prestada ao livro “ A PONTE dos SUSPIROS” do escritor Fernando Campos que investigou e transcreveu estes caminhos inopinados do Rei púdico e desbarbado. Um jovem que teve pouco tempo para crescer e fazer-se homem e logo deu origem, nas crenças populares, a mais 4 Reis: o de Penamacor (enforcado), o da Ericeira, o Pasteleiro do Madrigal (enforcado) e o aventureiro Marco. T. Catizóni. Mateus Álvares finou-se decapitado (14/6/1585) aqui, por Mafra, levando a crer que Saramago não teve o tempo justo para tudo historiar neste baltazar.
  Acabaram portanto todos mal! Somos assim. Vamos acreditando mais em “certas cristinas que sejam também da Malveira”(Sic). Isto porque também não deixa de ser verdade que, Portugal, não deixou de progredir (em certas obras) e com o poder de muitos incompetentes mafarricos. Ou algo patriotas. Fazei as vossas Escolhas!

   (Bases bibliográficas consultadas: Segunda Dinastia – a de Aviz; De 1495 a   1580.
Saudações Democráticas

António Neves Berbem
  ( 24/ Outubro/2018)
   

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM


JOSÉ POLICARPO
                                      DE QUE ESPERAM?
O assunto que tratarei na minha crónica de hoje é recorrente, por isso, peço as minhas desculpas aos ouvintes e aos leitores mais assíduos pela minha insistência. O assunto é a gestão, ou, a falta dela, do trânsito e da mobilidade dos peões nossa cidade.
Na terça-feira desta semana uma senhora que atravessou uma das passadeiras da Avenida D. Manuel Trindade, nomeadamente, a que está junto da rotunda que confina com rampa do seminário, dirigiu-se a mim que, também, ia iniciar a minha travessia pela mesma passadeira, com um ar muito assustado, porque não era a primeira vez, que, no mesmo local, ia sendo atropelada por um condutor menos avisado.
Na verdade, conduz-se em Portugal de forma muito pouco avisada, diria mesmo, pouco civilizada. As estatísticas não o desmentem. Porém, não é razão só por si para justificar os inúmeros acidentes e atropelamentos que ocorrem nas estradas portuguesas e a cidade de Évora não será exceção.
A cidade de Évora será das capitais de distrito que eu conheço, e, conheço quase todas, com pior sinalização de trânsito. Seja ela vertical, seja ela horizontal. As delimitações das passadeiras em muitos casos são praticamente, inexistentes, sendo a sinalização vertical muito deficiente, sobretudo, nas horas de maior trânsito e à noite.
Ora, a câmara municipal tem o dever de dar uma resposta articulada e eficaz a esta situação, porque o que está em causa é a segurança das pessoas, sobretudo das crianças, dos mais idosos e dos cidadão de mobilidade reduzida. Para isso, deverão ser criadas passadeiras com iluminação, viseis a distâncias de segurança e, ser também, restringido a velocidade dos veículos, com o recurso aos semáforos sensíveis à velocidade. De que é que estão à espera?



SAIBA MAIS SOBRE MONTEMOR


Em completo estado de ruína em meados do século XX, o mosteiro de Santo António de Lisboa em Montemor-o-Novo escondia nas suas abóbadas, antes da sua reconstrução arquitectónica, uma colecção de olaria ímpar no panorama nacional do século XVI.

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA ONTEM NA DIANA/FM

CLÁUDIA SOUSA PEREIRA
     DO BEIJINHO AO BEI-JAJÃO TUDO CABE NUMA NAÇÃO
Com o resultado, do nível nacional, para o Orçamento Participativo ficámos esclarecidos quanto aos lobbies relevantes para parte do povo português, a mais empenhada em contribuir para o bem-estar do próximo: os pró e anti touradas e os lambareiros de doces. Tudo isto terá muito a ver com o que grande parte das pessoas, interessadas em ouvir discutir também assuntos sérios, consome na TV. E nem precisamos de sair do canal público para termos dois casos exemplares: o Prós e Contras, com fim anunciado e uma pontinha de esperança minha de que não volte, seja naquele formato ou pior ainda; e o Fronteiras XXI. Ora foi precisamente do primeiro destes programas que saiu a mais recente fonte de troca de “piropos” nas redes sociais ao bom estilo português. Ou seja, aquele que mistura em si, para as medidas públicas que lhe parecem pessoal e vagamente injustas, uma forma de contestação copiada do oprimido pelos 48 anos de ditadura que continua a ser promovida por certas forças, e a igual forte convicção de que o que era mesmo preciso era outro Salazar para endireitar o País.
Pois o assunto gira à volta da intervenção de alguém que julga que a sociedade portuguesa já está apta a que se dê a cara e o nome quando se fala em público, sem esborratar ou distorcer a identidade, da vida íntima do cidadão comum. Está visto que não. Que ainda só vamos no patamar de falar destas coisas sobre as figuras mesmo públicas, as que ganham parte da sua vida com essa exposição. Quem queira ousar equiparar-se, toma lá com a chacota e o enxovalhamento para aprenderes que isso é terreno onde é reservado o direito de admissão! Bom, mas adiante, que o assunto não mete bolinha vermelha no canto superior direito do ecrã, desses falarei noutra altura, já que o assunto de hoje trata do simples…beijo!
A banalização do beijo em certas culturas, nomeadamente na popular portuguesa, é uma realidade. E eu, esclareça-se já, sou contra. Não militantemente para não passar por malcriada ou para não criar desgostos aos de quem gosto muito, e também a quem, naturalmente, não retribuo violentada o beijo, e sim como reacção natural porque recíproca. Mas também, em muitos casos, sobretudo nos que não quero passar por malcriada, sei bem que a nossa cultura, bem impregnada do caldo judaico-cristão, tem muito de Judas em várias reacções. Há várias situações em que seria um favor a todas as partes evitar-se essa manifestação de afecto. Era isso e, já agora mas por motivos diferentes, conseguir passar pelo PR sem ter de apanhar uma beijoca folclórica em que as suas aparições populares já descambaram. Beijos transformados em pechisbeque, só jajão. Sendo contra a banalização do beijo, admito a violência que será para as crianças obrigar a dar um beijo, quando ainda estão há tão pouco tempo impregnadas do boião de cultura que mistura pró e anti touradas com lambarices. Não me lembro se alguma vez violentei assim os meus filhos, sempre que os ensinei a retribuir cumprimentos ou a cumprimentar de cara alegre e bons modos as pessoas ao pé de quem chegavam. Se o fiz, não devo ter certamente promovido o afecto das “minhas” crianças por tais pessoas.
Quanto aos que se encanitaram com a intervenção na TV do outro senhor que usou um exemplo extremo, como é de resto tudo o que é violento, só me resta lamentar não se ter percebido a sua mensagem, certamente muito desfasada das práticas culturais portuguesas. E pelo que de triste há em obrigar a ter afectos que não são conquistados por uma saudável e bem sólida relação cordial, que é a que vem do coração. Até a Capuchinho Vermelho que gostava tanto da Avó desconfia daquela velhota estranha que se faz passar por ela. E tinha razão!
Até para a semana

IMPRENSA DE MONTEMOR


segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM


MARIA HELENA FIGUEIREDO
                                   OS DONOS DISTO TUDO
Já por diversas vezes falei aqui da falta de transparência na forma como as contratações são feitas pela Câmara Municipal de Évora.
E hoje não posso deixar de voltar ao tema, tantos são os casos mal explicados, de contratos feitos pela Câmara por ajuste directo, que em comum têm frequentemente do outro lado pessoas ou sociedades próximas da CDU.
O último destes casos que o Bloco de Esquerda trouxe a público, é o do contrato para a apresentação de uma peça de teatro, feito por ajuste directo, a uma associação, acabada de criar, pelo director do Cendrev e presidente da Junta de freguesia da Malagueira e Horta das Figueiras pela CDU, e outras pessoas da companhia, com a sua sede, pasme-se !, num edifício municipal: o Teatro Garcia de Resende.
Questionado sobre o negócio, o Presidente Dr Pinto de Sá veio dizer que tudo era normal, que todos os agentes que apresentaram propostas tiveram apoio e disse mais, disse que a Câmara não tinha “conhecimento oficial” de que a esta associação tivesse a sede no Teatro Garcia de Resende.
Estas respostas dadas pelo Senhor Presidente da Câmara não só não esclarecem nada, como são uma cortina de fumo sobre o que está em causa e é grave ou seja, fazerem do Teatro Garcia de Resende a sede de uma associação privada sem mais.
Mas, sobretudo, tais respostas revelam uma falta de respeito pelo direito que os munícipes têm de saber, com verdade, como actuam os seus eleitos e como gastam os dinheiros públicos.
Em primeiro lugar, é bom dizer que o Presidente da Câmara ou tem conhecimento ou não tem, que isto de conhecimento “oficioso” não existe. É claro que tem conhecimento e oficial já que para fazer o contrato a associação teve que apresentar documentos da sua constituição onde figura a sede no Garcia de Resende.
Diz também o Dr Pinto de Sá que a Câmara Municipal convidou todos os agentes culturais para apresentar propostas, o que leva a concluir que o convite inclui também esta associação. De facto um convite foi feito em reunião aos agentes culturais para apresentarem propostas para a animação de Verão, mas o prazo que a Câmara fixou para tal foi 23 de Abril de 2018.
Ora se a associação em causa foi criada em finais de Junho, o convite não poderia ter sido o que Dr Pinto de Sá nos quer fazer crer que foi.
Aliás, este não é o único caso de contratos feitos pela Câmara com entidades acabadas de criar ou com evidente favorecimento, como o Bloco de Esquerda tem vindo a denunciar.
Pode apontar-se o caso da contratação, também para fornecimento de espectáculos, por quase 100.000 euros, de uma sociedade unipessoal, a Recordbutton, criada em Junho de 2018 com uma evidente sede de favor num bar da cidade. Uma empresa nova, sem antecedentes e que se desconhece que garantias ofereceu, mas que muito oportunamente foi criada quando estavam em curso as contratações para os espectáculos de rua na cidade.
Vários são também os casos da contratação directa a empresas ou associações que vão sendo criadas, tendo por trás as mesmas pessoas, à medida que os montantes máximos legais para contratação a cada empresa estão a ficar esgotados, em evidentes manobras de fuga às normas legais de contratação.
Podemos dizer que esta era já uma prática, mas este ano, com a alteração dos limites legais à contratação por ajuste directo, tornou-se mais evidente.
A falta de transparência e clareza ficaram ainda mais patentes no caso do contrato de consultoria à mediadora de Seguros Ponto Seguros, do Grupo Mútua dos Pescadores, ligada ao PCP, que o Sr Presidente da Câmara, apesar de instado, nunca explicou.
O exercício do poder democrático exige dos eleitos não apenas a ”boa” governação, mas que esta seja transparente e íntegra. Impõe ainda aos eleitos que prestem contas, que expliquem e justifiquem aos cidadãos o fundamento dos actos que praticam, contribuindo assim também para a construção de uma cidadania informada e forte.
É isso e não menos que isso que cada um e cada uma de nós tem o direito de exigir aos eleitos, porque de facto não são os donos disto tudo.
Até para a semana!



MÉRITO RECONHECIDO

   Quando o reconhecimento tem que vir de fora!
                               Victo Rosa y el Alentejo
Durante unos años iba de vez en cuando a Alandroal en el Alto Alentejo (Portugal). Solía alojarme en Residencial Landroal. En su enlace pueden verse algunas imágenes. Allí, en el comedor había unas piedras que aprovechavan el relieve natural para describir las típicas casas alentejanas. Chimenea alentejana, decoración con bandas en mostaza , siena o azul, banco de madera, teja cerámica... A veces varias casas con recintos amurallados. Poco a poco las fui viendo en diversos establecimientos de Alandroal. Cuando en el desayuno las contemplaba pensaba en la inteligencia de su ejecución. Su simplificación no excluía el detalle, los colores transparentes reflejaban luces y sombras alegres y claras, la ausencia de perspectiva común las hacía más próximas a la realidad. Eran elegantes y precisas y sobre todo describían un modo de construir en el Alentejo alejado de las imágenes tópicas que suelen aparecer en sus cerámicas.
Un día mientras desayunaba caí en la cuenta de una preciosa imágen del pueblo, sin duda visualizado desde la muralla. Es esta
La linea de horizonte había desaparecido y el conjunto de casas, centrada precisamente en Residencial Landroal, tenía una gran belleza. Un grado de simplificación elevado junto a un enorme nivel de detalle formando un todo consistente. Una huida sistemática de soluciones rutinarias y una búsqueda de tratamientos originales. Para los que conocíamos el paisaje nos evocaba el apelotonamiento de los pueblos alentejanos, las casas cuidadosamente mantenidas y decoradas. Esto me llevó a interesarme por su autor. Con respeto, me indicaron que se trataba del profesor Victo Rosa.
Unos meses despues vi unos retratos suyos y entendí que Victo sintonizaba con lo que pintaba. No se trataba sólo de su enorme habilidad técnica sino de que establecía una corriente de simpatía y entendimiento con el motivo de la obra. Dicen que una obra por un lado muestra menos de lo que quiere el autor y por otro más. Y yo estoy muy de acuerdo. En lo obra de Victo se veía que no describía en los tipos populares mostrados aspecto negativo alguno. Sabía ver en ellos la dignidad profunda de las personas que conocen el medio en que viven.
Y este fin de semana en el Forum Cultural Transfronterizo de Alandroal tuve ocasión de ver una amplia muestra del trabajo reciente de Victo Rosa. Múltiples acuarelas mostraban retratos, paisajes, motivos sencillos.
Un ejemplo de la imagen que encabeza la exposición. Se trata de unos cántaros al sol en una esquina exterior en equilibrio con unos motivos vegetales lejanos. Por supuesto la fluidez en el manejo de la acuarela y la sensibilidad en el tratamiento de las tres texturas similares de primer plano, la calidez de luces y sombras son evidentes, pero observen la seguridad y la sobriedad de la descripción del motivo de segundo plano. Un conjunto de cántaros forman una textura de objetos en diversas posiciones en que solo algunas masas elementales con un tratamiento muy limitado de valores cromáticos próximos describen una realidad compleja fundiéndose con el fondo.
Otro ejemplo, un retrato de grupo en que el dueño de un restaurante local acompaña a las personas habituales del mismo. Los personajes de los lados representan formas ampliadas de algunos de los personajes centrales. Un presioso retrato de grupo en que el encargado de la exposición me comentaba: "Es que además para alguien de aquí los personajes se reconocen a la primera ojeada, tienen vida". Están ahí para siempre.
En fin una exposición preciosa. Hasta donde sé Victo no ha nacido en Alandroal. Cuando volvía a Madrid iba pensando en lo que quería decir sobre él. Y me venía constantemente a la cabeza la letra del fado.
Cantarei até que a voz me doa
Pra cantar, cantar sempre meu fado
Como a ave que tão alto voa
E é livre de cantar em qualquer lado
Cantarei até que a voz me doa
(Cantaré hasta que me duela la voz/ para cantar cantar siempre mi fado/ como el ave que tan alto vuela/ y es libre de cantar en quelquier lado/ cantaré hasta que me duela la voz)
Y no se porque me recordaba a Victo.
Jesus OLivan
TRADUÇÃO:
Victo Rosa e o Alentejo
Durante alguns anos foi de vez em quando ao Alandroal no Alto Alentejo (Portugal). Eu costumava ficar no Residencial Landroal. Em seu link você pode ver algumas imagens. Ali, na sala de jantar, havia algumas pedras que aproveitam o relevo natural para descrever as típicas casas alentejanas. Lareira alentejana, decorada com bandas em mostarda, siena ou azul, bancada de madeira, telha cerâmica ... Por vezes várias casas com recintos amuralhados. Pouco a pouco os vi em vários estabelecimentos no Alandroal. Quando ele os contemplou no café da manhã, ele pensou na inteligência de sua execução. Sua simplificação não excluía o detalhe, as cores transparentes refletiam a luz e sombras alegres e claras, a ausência de perspectiva comum as aproximava da realidade. Eram elegantes e precisos e, acima de tudo, descreviam uma forma de construir no Alentejo, longe das imagens tópicas que costumam aparecer nas suas cerâmicas.
Um dia, enquanto tomava café da manhã, notei uma bela imagem da cidade, sem dúvida visualizada da parede. É esta

POIS É....

E QUANDO FOREM PARA O ALTAR PARA SEREM VENERADOS TAMBÉM NÃO SE PODEM FOTOGRAFAR?






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VASCULHAR O PASSADO - Augusto Mesquita

                 O EXTERNATO MESTRE DE AVIS FOI INAUGURADO HÁ 65 ANOS
Desde a fundação da nacionalidade até meados do século XVI o ensino esteve sob a tutela da igreja. Em 1759, com a expulsão dos jesuítas decretada pelo Rei D. José I, foi ordenada a “geral reforma”, na qual o Marquês de Pombal procede à estatização do ensino, criando aulas régias gratuitas. Na sequência da reforma operada por Sebastião José de Carvalho e Melo foram criadas centenas de escolas, nas quais foram colocados 479 mestres de ler, escrever e contar, que utilizavam a cartilha “Nova Escola para aprender a ler, escrever e contar” do padre jesuíta Manuel de Andrade de Figueiredo.
Durante o século XIX as referidas aulas régias irão dar origem ao ensino primário, tornando-o obrigatório. Entanto, essa obrigatoriedade nunca sai do papel e só virá a ser efectivada já durante o Estado Novo.
O que hoje designamos por Ensino Secundário tem a sua origem no princípio do século XVI. Foi então que se estabeleceu, entre nós, duma forma estruturada um conjunto de matérias, e se criaram escolas próprias para as ministrar, tendo como objectivo fundamental preparar uma elite social e cultural para a frequência de cursos superiores (Direito Canónico, Direito Civil, Medicina e Teologia). A idade mínima de ingresso nos cursos superiores variava, geralmente, entre os 16 anos para cânones e leis, e os 18 para medicina e teologia.
Com o apoio de D. Manuel, começa a ser instituído nos mosteiros de algumas ordens religiosas, o ensino secundário, então designado de “Artes”.
No dia 5 de Dezembro de 1836, o Ministro do Reino, Manuel da Silva Passos, mais conhecido por Passos Manuel, criou o Ensino Liceal (um liceu em cada distrito e dois em Lisboa).
Quantos alunos com enorme capacidade intelectual ficaram para trás por falta de condições económicas para frequentarem os liceus que só existiam nas sedes de distrito?
Em 1844 os seminários eclesiásticos são transformados em liceus, o que permite ampliar a rede liceal do país.
Em 1895 o ensino passa a estar dividido em dois cursos, o Curso Geral e o Curso Complementar, que prepara os alunos para o ensino superior. O número de alunos nos liceus públicos continua a ser muito reduzido, a grande maioria continua a preferir o ensino particular ou o doméstico.
Por exemplo, no ano de 1900, já após a reforma de João Franco e Jaime Moniz operada em 1894 e 1895, dos 4606 alunos existentes, 247 discípulos, frequentavam o ensino doméstico.
Com a implantação da República em 1910, foram publicados dados estatísticos do ensino liceal: Liceus – 32 (28 no continente e 4 nas ilhas); professores – 510; alunos – 8.275, sendo 924 raparigas.
Ao longo dos anos, o ensino liceal sofreu variadíssimas reformas, até que em 1948 se procedeu à publicação dos estatutos do ensino liceal e do técnico:
 a) O ensino liceal, dá acesso aos cursos superiores, sendo frequentado por alunos predominantemente oriundos das classes de maiores rendimentos. Estava dividido em três níveis: O 1.º Ciclo (com dois anos), a que se seguia o Curso Geral dos Liceus (com três anos) e Curso Complementar dos Liceus (com dois anos), que dava acesso aos cursos superiores.
    b) O ensino técnico, que dá acesso aos institutos comerciais e institutos industriais, é frequentado, sobretudo, pelos filhos das camadas de menores rendimentos da população. Este ensino, possui cursos nas áreas dos serviços, formação feminina, industria e artes.
 Só no dia 2 de Janeiro de 1960 é que Montemor-o-Novo inaugurou a desejada Escola Industrial e Comercial. Foi uma enorme conquista, pois até então, só um número reduzido de famílias podia arcar com a despesa da educação dos filhos no ensino privado.
 Na sequência da Revolução dos Cravos, a separação entre o ensino liceal e o ensino técnico, é alvo de uma enorme contestação, impondo-se rapidamente, a exigência da sua unificação. A consequência imediata, foi a transformação dos liceus e das escolas técnicas, em escolas secundárias.
Depois deste preâmbulo, vamos relatar um pouco do historial do Externato Mestre de Avis:
Em data que se desconhece, o Dr. João de Freitas Monteiro fundou na Rua do Quebra-Costas a “Escola Mestre de Avis”, que começou a leccionar apenas o primeiro ciclo liceal.
No Bi-Semanário “A Folha do Sul” de 1 de Setembro de 1935 está inserido um anúncio à Escola “Mestre de Avis”: “Remodelada e com as suas instalações convenientemente ampliadas reabrirá em 9 de Outubro”.
Após alguns anos de actividade, leccionando já todo o Curso Geral dos Liceus, em 1938 passou para as mãos do Dr. Mário Nunes Vacas.
 Promulgado em 1949 o Estatuto do Ensino Particular, este estabelecimento de ensino passou a designar-se “Externato Mestre de Avis”.
Até 1953 funcionou no primitivo edifício. As suas instalações eram, porém, deficientes e as exigências cada vez maiores, quer pela crescente frequência escolar, quer pela necessidade de completar e aperfeiçoar os meios de ensino e formação de alunos.
Em Outubro de 1953 o “Externato Mestre de Avis”, após a transferência de todo o recheio, começou a funcionar no seu novo edifício, especialmente construído para o efeito, na Avenida Gago Coutinho. O novo edifício dispõe de salas amplas, laboratórios de física e química devidamente apetrechados, de um vasto ginásio, de um ringue de patinagem, de uma caixa de saltos, de campos de jogos, de sedes para a Mocidade Portuguesa masculina e feminina, e de recreio para rapazes e meninas (nada de misturas...).
Pouco depois, em instalações provisórias, começou o colégio a ministrar também o ensino infantil pré-primário. Não tardou muito que surgisse um sector lateral ao do Ensino Secundário, um belo pavilhão destinado expressamente a ministrar o ensino infantil e o ensino primário para rapazes e meninas, tendo anexos, ringue de patinagem, parque infantil, campo de jogos e recreios.
                                                                                 Piscinas
Finalmente, o plano completou-se com um óptimo conjunto de piscinas, dispondo da competente estação mecânica de purificação da água. A utilização das piscinas, foi facultada ao público externo, originando deste modo, um benefício à terra. Junto às piscinas, que possuíam todos os requisitos para competições desportivas, funcionou um bar, servido por uma unidade de restauração da vila.
No dia da inauguração, dia 28 de Julho de 1968, as piscinas do “Externato Mestre de Avis” registaram uma enchente, vendendo-se mais de seiscentos bilhetes.
Em estreita união com os Directores do “Externato Mestre de Avis”, Dr. Mário Nunes Vacas e Dr.ª Ana Ribeiro da Mota Nunes Vacas, sua esposa, trabalhou uma escolhida e dedicada equipa de professores, empenhados na tarefa comum de formar os futuros homens e mulheres.
Em 2 de Janeiro de 1960 começou a funcionar nas antigas instalações da Escola Central, sob a direcção do Dr. Adriano Vaz Velho, a Escola Industrial e Comercial de Montemor-o-Novo. Este estabelecimento de ensino público “quase gratuito”, foi reduzindo o número de novos alunos do “Mestre de Avis”.
 No ano lectivo de 1967/68, a frequência do colégio foi de 180 alunos, sendo 140 do ensino liceal e os restantes do sector primário.
 No final do ano lectivo de 1971/72 o “Externato Mestre de Avis” encerrou as suas portas.
 Decorrido um ano sobre o seu encerramento, o colégio foi adquirido pelo Ministério da Educação Nacional para aí funcionar o Ciclo Preparatório, que estava instalado no Rossio em pré-fabricados em segunda mão, vindos da Ilha da Madeira. No Cartório Notarial de Montemor-o-Novo, em 22 de Março de 1974, foi assinada a escritura de compra pelo Estado das instalações do “Mestre de Avis”. Por parte do Estado, interveio na escritura o Exmo. Senhor Chefe da Repartição de Finanças, Manuel Rodrigues Allen Revez.
Com a inauguração das novas instalações do Ciclo Preparatório, (actual C+S), por despacho ministerial de 27 de Abril de 1992 foi efectuada a cessão do direito do usufruto por 30 anos, a título precário e gratuito, nos termos do Decreto-Lei n.º 24.489, de 13 de Setembro de 1934, das instalações à Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, para nelas desenvolver actividades educativas e culturais, e ainda, à instalação de um Centro de Recursos Educativos. Voltará á posse da entidade cedente, por simples despacho ministerial, se lhe for dada aplicação diversa daquela para que foram cedidas.
Para celebrar o 50.º aniversário da fundação do “Externato Mestre de Avis”, antigos alunos e professores reuniram-se no dia 16 de Novembro de 2002 para rever amigos que as estradas da vida afastaram, mas que todos os anos teimam em reunir-se.
Entre muitos, disseram presente a esta chamada a Dr.ª Ana da Mota Vacas, esposa do Director do Externato, Dr. Mário Nunes Vacas, já falecido, e os Padres António Lavajo Simões e Alberto Dias Barbosa. Assim, de manhã, após a concentração no Convento de S. Domingos, fizeram uma visita ao Museu. Depois foi a missa celebrada na igreja daquele convento, em memória de todos os professores e alunos que já partiram. O Restaurante “Ao Pôr do Sol” foi o local escolhido para um almoço convívio que se prolongou pela tarde, com poesia, canções, e sobretudo memórias de outros tempos.

Augusto Mesquita
Outubro/2018

domingo, 21 de outubro de 2018

DESPORTO - RESULTADOS

                                                                      FUTEBOL
                                                                        INATEL 
Alandroal United folgou esta jornada
                                                                 JOGO TREINO
Alandroal United 8 - Amigos S. Brás dos Matos 0
                                          Distrital Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Monte Trigo 4  – Arraiolos 2
Portel 2 – Alcáçovas 1
Lusitano 2 – Reguengos 1
Canaviais 1 – Vendas Novas 2
Viana 8 – Arcos 2
Corval 3 – Calipolense 1
União Montemor 2 – Juventude 2.
LIGA AFE
Borbense 2 – Outeiro 5
Santana do Campo 1 – Estremoz 3
Bencatel 4 – Tourega 0
Cabrela 2 – Cortiço 2
Valenças 4 – Oriola 0
Giesteira  2– Escoural 4.
INICIADOS
Terena 0 – Lusitano B 6
Viana1 – União Montemor 3.
                                                                    TaçA DE PORTUGAL
Moura 0 - Maritimo 0 - 3 /4 após penalties
                                                                               FUTSAL
Albufeira 4 – G.U.S. 2
                                                                                 RugbY
R.C. Montemor 77 – R.C. Arcos Valdevez 0
                                         MEU PAÍS – MINHA GENTE