segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A PROPÓSITO DO PÃO…

Ao ler a última edição do Jornal o Montemorense, deparei com um artigo da autoria da correspondente das Cortiçadas de Lavre, Maria Ernestina de seu nome, a que deu o nome “Do passado ao presente” e na qual aborda a temática do preço do pão.
Porque consideramos que muitos dos nossos leitores desconhecem os caminhos monetários pelos quais passou este bem, e porque outros tantos, já menos novos, vão gostar de recordar, aproveitamos  parte do artigo, e aqui lhe deixamos resumo do essencial:
Durante duas décadas (1930 – 1940) tinha o pão um preço exacto – 1$20 (doze tostões). Todo o pão era pesado e tinha mesmo que ser vendido ao quilo. Quando por qualquer motivo não atingisse esse peso, era acrescentada uma fatia a que se dava o nome de contra peso. Nos últimos anos da década de 40 sofreu o meso um aumento de cem por cento passando a custar 2$40 (vinte e quatro tostões). Já nos finais da década de 50 e até perto do 25 de Abril o preço do pão fixou-se nos 3$30 (três escudos e trinta centavos).
Presentemente um pão, tem o peso de 800 gramas e custa cerca de um euro e oitenta e sete cêntimos, o que equivalia na antiga moeda 375$00.
É OBRA!....

ALANDROAL TERRA DE MUSICA


VASCULHAR O PASSADO - Augusto Mesquita

                         Tentativa para salvar  o nosso Centro Histórico
 A Notável Vila de Montemor-o-Novo situava-se inicialmente na parte interior do Castelo, que abrigava o palácio dos alcaides, os paços do concelho (junto aos quais se realizava o mercado), o pelourinho, a cadeia, o matadouro, cisternas, convento da saudação , as igrejas de Santa Maria do Bispo, de Santa Maria da Vila, de Santiago e de S. João Batista, e naturalmente as habitações dos nossos antepassados.
            A pacificação do território e a altitude a que se encontra o Castelo, fez com que a população procurasse a proximidade com a estrada real, que passava pelo sopé do monte, provocando um fenómeno de abandono do recinto fechado em favor da actual localização, não obstante D. Manuel em 1508, ter concedido grandes privilégios aos moradores do Castelo, para impedir o seu abandono.
            Em 1571 existiam 800 fogos no sopé do monte, enquanto o velho burgo se encontrava já praticamente despovoado. No arrabalde se situavam então a maior parte dos conventos e ermidas, os hospitais, os paços do concelho, o pelourinho, a cadeia, as estalagens, as atafonas, os lagares e várias fontes.
Estas construções edificadas no século XVI, e outras que se seguiram, foram classificadas  como Centro Histórico.
            Segundo a Investigadora e Professora Catedrática Teresa Barata Salgueiro, os centros históricos para alem de serem “as partes mais antigas  da cidade”, constituem-se como uma “sucessão de testemunhos de várias épocas, monumento que nos traz vivo o passado, nos dá a dimensão temporal com a sequência dos factos que estruturam as identidades”.
            O centro histórico de uma cidade, é regra geral a área mais antiga, que se tornou progressivamente o centro da cidade moderna, e que coincide normalmente “com o núcleo de origem do aglomerado, de onde irradiaram outras áreas urbanas sedimentadas pelo tempo, conferindo assim a esta zona uma característica própria cuja delimitação deve implicar todo um conjunto de regras tendentes à sua conservação e valorização.
            Ora, é justamente o reconhecimento desse valor que levou a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo  a admitir em 1984 para o seu Quadro de Pessoal o arquitecto portuense José Manuel Garrett de Castro Guimarães para ocupar o cargo de Chefe da Divisão de Administração Urbanística e coordenar os primeiros trabalhos de planeamento urbanístico, no rol dos quais se inclui o primeiro PDM, ratificado pelo Conselho de Ministros reunido em 30 de Julho de  1993.
            Com o objectivo de estabelecer um conjunto de regras que visam orientar a transformação do conjunto urbano do nosso Centro Histórico, definindo condições essenciais para a sua renovação, recuperação e rentabilização, mantendo o carácter essencial da sua arquitectura e imagem urbana, o Zé Garrett (como era carinhosamente tratado), elaborou a proposta de Regulamento Municipal das Edificações Urbanas, que inclui as disposições aplicáveis ao Centro Histórico, a qual viria a ser aprovada pela Câmara Municipal e Assembleia Municipal.
            Muitas autarquias já se tinham antecipado à CMMN nesta preocupação de defesa destes legados que nos mostram como se vivia em épocas passadas, criando os seus Centros Históricos e normas que regulam a sua conservação. O número de autarquias com Centros Históricos aprovados, levou à fundação em 22 de Julho de 1988 na cidade de Lamego, da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico (APMCH), à qual se associou a CMMN. Esta associação escolheu o dia 28 de Março data do nascimento de Alexandre Herculano, o seu patrono, como o Dia Nacional dos Centros Históricos 

domingo, 23 de setembro de 2018

O BEIJO DE JUDAS



DESPORTO - RESULTADOS

                                                                                 FUTEBOL  
                                                        TAÇA DINIS VITAL – 1ª ELIMINATÓRIA
Aguiar 1 – Escoural 2
Valenças 2 – Corval 3
Santana do Campo 0 – Arraiolos 1
União Montemor  2 – Juventude 5
Oriola 0 – Canaviais 13
Giesteira 1 – Monte Trigo 3
Tourega  0– Arcos 2
Borba 1 – Bencatel 4
Estremoz 2 – Outeiro 4
Cortiço  1– Lusitano 2
Vendas Novas 2 – Reguengos 2  ( 6  - 7 após penalties)
Isentos – Portel – Cabrela – Viana- Calipolense – Alcáçovas.
                                                     CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E 
Moura 1 – Real 3
Ferreiras 1 – Vidigueira 2
Redondo 0 - Montijo 1
                                                                        AMIGÁVEL
Montoito 1 - Amigos S, Brás dos Matos 2

                                                                                    OPINIÃO
JÁ É DEMAIS…

"Não vou mentir, perdi um pouco a paixão pelo futebol"
A frase é de Theo Walcott, e refere-se ao sistema de jogo, adoptado por Wengger no Arsenal.
Por outros motivos também eu estou aos poucos perdendo toda a paixão pelo desporto rei.
Afinal, pensava eu, que após o escândalo do “apito dourado”, as “coisas” entravam nos eixos, e pese embora toda a areia que nos continuam a mandar para os olhos, tivesse servido de emenda para futuro.
Mas não.
A corrupção, os truques de baixo nível, o compadrio, continuaram e talvez se tivessem agravado a partir dai.
E é fácil descobrir a razão: mais uma vez a Justiça prestou um péssimo serviço, camuflando o que estava à vista de todos. E concerteza tal absolvição, ilibando Pinto da Costa  e companhia, levou a que outros de igual valia copiassem os métodos utilizados, pensando que: “se ele se safou também a nós não nos vai suceder nada”. Só que de então para cá a Justiça mudou…
A quem cabe na cabeça contratar um homem que esteve ligado ao Porto e Boavista sabendo de antemão os métodos de que o mesmo foi cúmplice e levaram ao apito dourado e à descida de divisão do Boavista?
 Para o mesmo trazer para o Benfica precisamente os mesmos estratagemas?
Não sejamos ingénuos: Aquele Benfica, que outrora mereceu o apelido de glorioso, esfumou-se por completo, graças às trafulhices perpetuadas por um não benfiquista e com o beneplácito de vários ingénuos, estes sim benfiquistas, que na ansia de tudo querer, muito vão perder.
Aguardemos…
Chico Manel (Benfiquista assumido, mas muito desiludido)






PORQUE HOJE É DOMINGO...

LOUVEMOS O SENHOR!
PORQUE POR VEZES NÃO É SÓ A PALAVRA DE DEUS QUE DEVEMOS ESCUTAR

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

PORQUE AMANHÃ É SÁBADO – VAMOS À TASCA BEBER UM COPO E CANTAR UMAS CHAPOTAS...

E DEPOIS VAMOS ABANAR O CAPACETE

AMANHÃ VAMOS A PÉ....


SUGESTÕES DO AL TEJO






Cinema Alandroal 23 Setembro 




A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM



                                                                                                               RUI MENDES
                                       ENTENDIMENTOS OE 2019
Ultrapassado que está o período de férias voltamos a ocupar semanalmente este espaço.
Estamos no tempo de preparação do próximo Orçamento de Estado. As negociações entre o Governo e os partidos que apoiam o executivo já decorrem desde junho, tendo  o Governo já submetido o anteprojecto das Grandes Opções do Plano para 2019 para parecer do Conselho Económico e Social.
Está previsto pelas Grandes Opções do Plano para 2019 a contratação de funcionários públicos, mas nada se prevê relativamente a aumentos salariais para os funcionários da administração pública.
Algo que, desde logo, recebeu a crítica do secretário-geral do PCP por entender que a contratação de funcionários públicos sem aumento de salários, em 2019, é uma proposta insuficiente por parte do Governo e uma injustiça para os trabalhadores.
Até aqui nada de novo.
Esperemos é que se seja consequente com as declarações que se fazem. Porque o que tem acontecido é que as GOP são aprovadas, na generalidade, pelos partidos que apoiam este Governo, pelo que se aprovam o documento é porque concordam com o seu teor, ou, caso contrário, não o aprovariam.
 Estamos certos que o OE/2019 irá, tanto quanto possível, responder aos vários descontentamentos que, de uma forma generalizada, subsistem na administração pública, em muito por culpa deste Governo que quando assumiu funções apresentou-se com um discurso irresponsável, tendo criado expectativas várias, as quais estão por cumprir. Não cremos é que haja condições para serem cumpridas.
Daí que os funcionários da administração pública, sintam hoje, e passados que estão quase 3 anos desta governação, que lhes deram um pouco de nada. Mas prometeram-lhes muito. Desde logo que a austeridade tinha acabado. Nada mais falso.
 De facto, este Governo virou muitas páginas, só que não soube foi escrever nada nas páginas que virou. O que temos é um governo sem ideias e com pouca iniciativa.
 Nas Finanças será mais do mesmo.
Aprova-se o OE e, posteriormente, aplicam-se as cativações para controlo da despesa. A brutal carga fiscal que incide sobre pessoas singulares e pessoas colectivas tenderá a manter-se, pese embora hoje já se fale em novos impostos sobre o imobiliário. Veremos. Estamos expectantes.
Nada de estranhar de um Governo com esta “configuração”.
 Na Educação nada de novo.
A resolução das carreiras dos professores e do tempo de serviço é uma matéria para se resolver sine die.
Mas na Educação subsistem outros problemas.
O sistema de colocação de professores não está distante daquele que existia, mantendo-se o drama de professores deslocados a dezenas ou centenas de kms da sua residência, tendo a sua colocação sido comunicada a dias de iniciar o ano lectivo. O respeito que o ministério tem para com estes profissionais é praticamente nenhum.
O início dos anos lectivos mantém-se conturbado. Este ano tivemos o atraso nos “vouchers” para entrega dos manuais escolares e o adiamento do início das aulas devido a falta de funcionários, algo que se arrasta ano após ano, e que em Évora originou que 3 escolas não iniciassem o ano lectivo na data em que deveria ter ocorrido.
Mas também porque ainda se mantém vários casos de escolas que possuem coberturas de fibrocimento.
É um ministério sem respostas.
 A saúde está doente
Diariamente conhecemos um problema diferente na saúde.
São vários os hospitais que carecem de obras urgentes. Só que a palavra urgente parece que é desconhecida no ministério da Saúde.
Parece que nada se resolve. Que tudo se empurra para ter uma resolução nos próximos anos. Que tudo necessita do aval do Ministério das Finanças.
Os profissionais estão em permanente contestação.
É este o estado da saúde.
Só o ministro da Saúde não vê, ou não quer ver, o estado em que a saúde está.
 Na Segurança Social
Negoceia-se o novo valor do SMN porque ele é “assumido” em contexto externo à Concertação Social.
Esteve muito bem a CIP ao propor, como já no passado o havia feito, um conjunto de medidas para estimular a economia e dar maior competitividade às empresas.
 O que não fará, de todo, sentido é os partidos que apoiam e votam favoravelmente as iniciativas parlamentares do Governo posteriormente virem criticá-las.
Quem se sente enganado se continua a apoiar é porque não terá sido assim tão enganado.
Quem vier a aprovar os diplomas sobre as  Grandes Opções do Plano e Orçamento de Estado para 2019 já sabe qual é o modus operanti deste Governo e deste ministro das Finanças. Pela prática continuada já sabemos que as cativações são a forma adoptada para controlo orçamental, pelo que quem estiver ao lado do Governo na aprovação do OE, também será co-responsável na forma de execução do Orçamento de Estado.
 De facto, existe aqui uma relação de amparo político ao Governo de difícil explicação, mas que a palavra geringonça veio traduzir de uma forma algo perspicaz.
Até para a semana




PÁGINA DE DESPORTO

                                                                       FUTEBOL 
                                              TAÇA DINIS VITAL – 1ª ELIMINATÓRIA
Aguiar – Escoural
Valenças – Corval
Santana do Campo – Arraiolos
União Montemor – Juventude
Oriola – Canaviais
Giesteira – Monte Trigo
Tourega – Acos
Borba – Bencatel
Estremoz – Outeiro
Cortiço – Lusitano
Vendas Novas – Reguengos
Isentos – Portel – Cabrela – Viana- Calipolense – Alcaçovas.
                                                                  AMIGÁVEL 


CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série E
Moura – Real
Ferreiras – Vidigueira
Redondo - Montijo
                                                                  DESPORTO PARA TODOS




ESTÁ NAS BANCAS "O MONTEMORENSE"


quinta-feira, 20 de setembro de 2018

VIDA AUTÁRQUICA

Deliberações aprovadas na última reunião Vereadores do Alandroal


É BONITO MANTER A TRADIÇÃO (Romeiros a caminho do S. Mateus)



Bandas interpretando o Hino do Senhor Jesus da Piedade


Fonte: site Linhas de Elvas
Veja mais AQUI

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


EDUARDO LUCIANO
                               BALANÇO PARA O REGRESSO
Regressamos e como diz o escritor nunca regressamos ao mesmo sítio. Ainda que pareça que nada mudou nas semanas em que estivemos longe deste espaço de comunicação. Houve de tudo um pouco, desde virgens ofendidas com este ou aquele suposto drama supostamente político à muito recente indignação com os jeans que um governante envergava numa visita de estado a um país africano.
Tivemos a omnipresença de um presidente em calções a distribuir afectos como se fossem doses de protector solar, um incêndio tenebroso numa serra algarvia com todos os aproveitamentos possíveis e imaginários dos dramas das pessoas que foram atingidas como se cada fogo fosse uma oportunidade de queimar em lume brando o adversário, ou melhor, o cúmplice, pela situação criada.
Foram apenas algumas semanas e temos a sensação que o regresso encontra uma realidade mais hostil e menos saudável como se tivéssemos dado mais uma voltinha numa espiral que nos leva até um inferno conhecido.
Por esse mundo fora começam a surgir episódios que seriam impensáveis há algum tempo e avanços de forças que uns trataram com bonomia porque entendiam inofensivas e outros alimentaram como instrumentos de combate para garantir a sobrevivência do sistema.
Estes últimos, de forma hipócrita, tecem agora loas preocupadas contra o que chamam de “populismo” ameaçador da sua forma de vida, quando antes apoiaram e financiaram o surgimento de movimentos que lhes foram de uma enorme utilidade para garantia de privilégios perante a luta de explorados e espoliados dos quatro cantos desta terra quase redonda.
Entre nós vamo-nos convencendo que somos excepção, que não existe risco de deriva fascista mascarada de justicialismo e que a nossa extrema-direita se fica pelo “bem educadinho” CDS.
Basta ouvir comentadores nos canais televisivos, ler comentários nas redes sociais, ouvir as queixas indignadas contra o vizinho do lado que de boa vontade exterminariam, para perceber que existe uma imensa massa de gente a ser empurrada para a desesperança e que apenas espera por um qualquer homem ou mulher providencial “que venha por isto na ordem” para se voltarem a imolar no mesmo fogo que nos consumiu durante metade do século passado.
O mundo unipolar do capitalismo parece caminhar para o regresso à barbárie num tempo em que o desenvolvimento tecnológico, se usado em prol da humanidade, prometia mais liberdade e uma distribuição mais justa do rendimento.
Como em tudo na vida existe um outro lado. O lado dos que resistem, dos que não navegam em ondas de visibilidade, não se vendem pela possibilidade de uma boa imprensa ou se recusam a usar o léxico da moda para parecerem obedientes ao pastor de serviço.
Haja esperança e valorizemos os avanços conseguidos lutando para os reforçar e conquistar novos territórios de progresso.
Nada de desânimos só porque o Bolsonaro sobe nas intenções de voto no Brasil ou os neo nazis suecos obtiveram um resultado eleitoral significativo.
Se até o Tom Waits interpreta, no disco do guitarrista Marc Ribot, a velha canção de resistência antifascista Bella Ciao, é porque há cada mais vez mais gente disponível para estar do lado certo da vida.
Até para a semana



HOJE HÁ "CURTAS" EM MONTEMOR


"LINHAS DE ELVAS" DE HOJE


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

DIVULGAÇÃO - MONTEMOR


Ao longo dos anos, o município de Montemor-o-Novo tem apostado na defesa, valorização e divulgação do imenso e riquíssimo património cultural do concelho, quer através de projetos próprios, quer através do apoio a investigadores e a outras entidades que desenvolvem trabalho nesta área.
Com o objetivo de divulgar os mais recentes trabalhos de investigação e os novos conhecimentos sobre o património do concelho, realiza-se no próximo sábado, dia 22 de setembro, a partir das 10h00, no auditório da União de Freguesias de N. Sra. da Vila, N. Sra. do Bispo e Silveiras, em Montemor-o-Novo, a 5ª edição das Jornadas do Património, cujo programa se anexa.
Nesta edição das Jornadas do Património terá ainda lugar a apresentação do 3.º número, da 3.ª série, da Almansor | Revista de Cultura.
Todos os interessados são bem-vindos!

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

http //www.dianafm.com


                A NOSSA CIDADE EXIGE OUTRO CUIDADO!
                                                                                                        JOSÉ POLICARPO
Uma vez que esta é a primeira crónica da nova temporada, quero cumprimentar os jornalistas e os demais cronistas, como, também, e, não menos importante, aliás, a razão de ser de tudo isto, o vasto auditório desta prestigiada rádio local, que é a rádio diana.
A nova temporada das crónicas escritas da rádio diana já teve o seu início, porém, são velhos, muito velhos, os problemas da cidade de Évora e do seu concelho. A limpeza e a higienização da cidade nunca viveram um desleixo tão grande. Nunca mesmo. São muitos os passeios da nossa cidade e dos bairros que estão infestados pelas ervas. Relativamente aos pontos de recolha do lixo diferenciado e indiferenciado, em número muito significativo, constatamos, que, invariavelmente, estão a transbordar.
A minha vida profissional é feita nas proximidades do largo da Porta de Moura, posso, por isso, constatar todos os dias, a muita sujidade existente nos passeios. Debaixo da arcada o cenário também é deplorável. O lajeado aí existente tem um aspeto de sujo impregnado.
Por outro lado, a ecopista, para além do piso estar na maior parte do seu trajeto em muito mau estado, a vegetação em partes do percurso já ocupa metade da pista. Não consigo, portanto, entender e muito menos aceitar a razão desta triste realidade.
Na verdade, podia aqui desfiar vários e inúmeros exemplos da falta de limpeza verificados e verificáveis na nossa cidade, como, também, no nosso concelho. Penso que os referidos ilustram bem a dimensão do problema. Esta realidade tem que ter uma solução o quanto antes. O executivo camarário e os seus funcionários devem mobilizar-se para corrigirem esta situação. A alocação de recursos, quer humanos, quer mecânicos, é indispensável para o combate eficaz da sujidade e da deficiente higienização da cidade.
Por último, a população também deverá contribuir com comportamentos mais urbanos e mais civilizados no que concerne ao tratamento do lixo doméstico. Contudo, quando o exemplo não vem de cima, dificilmente, a população por si só, não acabará com comportamentos incorretos.



terça-feira, 18 de setembro de 2018

CRÓNICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA RÁDIO DIANA/FM

NOVA TEMPORADA

CLÁUDIA SOUSA PEREIRA
É com muito gosto que retomo o convívio com os ouvintes (e leitores) da Rádio Diana em mais uma edição das Crónicas de Opinião. Este ano não me impus uma linha rígida para reflectir convosco sobre o que nos, ou me, vai marcando o passar do Tempo. Vou, com a vossa licença, deixar fluir.
O Verão passou-me sem que conseguisse espaço de evasão, com uma incapacidade alheia a vontade própria de me desligar de factos e notícias que foram acontecendo. Hoje, para começar, aflorarei uma meia-dúzia. A eles voltarei seguramente, ou porque se prolongarão, ou porque se repetirão, ou porque deles outros factos e notícias hão-de nascer. Vou fazer uma espécie de balanço de alguns dos que, na pausa, realço como positivos ou negativos. Pensei que havia de encontrar, nos dois lados, igual número de assuntos que versassem sobre o que gostei ou não. Não consegui, e os primeiros dobram os segundos. Afinal, há que saber, de quando em vez, seguir um natural instinto sem o contrariar, e humanamente reclamar mais do que elogiar. Começo pelo que foi negativo, para depois terminar com as notas positivas.
1. Porque o mundo não pára para ir de férias, as tragédias continuaram a acontecer, com especial relevo para as da época: os incêndios. Se o assunto é mau, não posso deixar de pensar que, apesar de tudo e entendendo revoltas várias, foi menos mau não termos de chorar as mortes que os incêndios podem causar. 2. Porque ir de férias também pode implicar dar férias a outros, não posso deixar de sentir uma certa “vergonha alheia” pela figura que o Presidente da República fez questão de fazer durante o que chamou as suas férias. O que, no meu entender, não é a mesma coisa que ir de férias para um sítio – a Manta Rota, por exemplo, ou o Vau – e ter a comunicação social a “cobrir” rotinas privadas. De um PR exige-se uma certa gravitas, por muito que ser popular seja um programa político disfarçado de naturalidade. 3. Porque não se pode exigir de todos os outros, sem complacência nem direito a justificações, e se crucifiquem pelos seus erros e incoerências, ao abrigo de uma não sei bem que impunidade, o caso de Ricardo Robles – cordeiro sacrificial de um colectivo tão populista como o programa de férias da individualidade anterior – não deixa de ser mais uma acha para alimentar a fogueira injusta onde se queimam, afinal sem excepções e com algumas mortes simbólicas, todos os políticos. 4. Porque do ridículo também se podem tirar muitos motivos de reflexão, assinalo a contestação ao Festival do Caracol de Loures levada a cabo por um grupo de gente que, não sei se por semelhança com o miolo do caracol ou com a aparente arrumadinha postura do invertebrado, resolveu fazer o seu “numerozinho”.
De positivo, realço a dignidade dos comentadores de ciclismo da nossa praça, já que ouvi muito do Tour de França e da Volta a Portugal, uma superioridade que cresce quando se assiste ao nível tão baixo a que o comentário de futebol chegou por parte dos que se aperaltam para ir à TV. Aliás, com eles contrasta também o nível de civismo dos jogadores que, numa perspectiva histórica, quem joga à bola vai tendo. Força rapaziada!, sejam rapazes ou raparigas quem faz rolar a bola. E, para terminar, falo-vos de uma reportagem que só apanhei uma vez na TV em que se mostrava como o novo director de serviços das Urgências do Hospital de Faro – aquelas que pareciam um cenário de filme de guerra – pôs fim ao caos e as coisas correm normalmente, como seria de desejar. Tão normalmente que, como tudo o resto que assim é, nem é digno de notícia. Ou de imitação por parte de outros, já agora.
Até para a semana.
OBS: Por acordo com a Estação Emissora que transmite estas Crónicas e na impossibilidade dos Autores responderem não são exibidos quaisquer comentários.