quinta-feira, 5 de abril de 2018

CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


EDUARDO LUCIANO
                          ESPREMER ATÉ NÃO HAVER SUMO
A arte e a cultura são coisas menores, dizem os comentadores do café da esquina embalados pelo discurso corrente dos que constroem opinião.
Os que decidem sobre os apoios à criação artística têm um discurso diferente, mais elaborado, defendendo a existência de actividade artística com o mínimo de meios porque há coisas muito mais importantes a resolver antes de proporcionar o acesso e fruição das artes e da cultura em geral.
Com esse discurso alimentam concursos onde põem a competir gente de realidades diferentes e possibilidades diferentes para a obtenção da migalha do orçamento colada à percentagem inexistente. Colada ao zero, ainda que separada dele por umas curtas décimas.
Este ano o resultado do concurso promovido pela dgartes conseguiu o milagre de tornar o país ainda mais assimétrico, de fechar portas a companhias e criadores e de tornar letra morta a letra moribunda do texto constitucional que refere o acesso generalizado à cultura.
Quando na Assembleia da República o PCP propôs, em sede de Orçamento de Estado, um conjunto alargado de medidas que alterassem o rumo das políticas públicas de apoio às artes e colocasse como mínimo o valor disponibilizado em 2009, antes dos cortes operados pelo governo do PS dirigido por Sócrates, conseguiu que PS, PSD e CDS votassem contra tais propostas.
Preferiram apostar em mais do mesmo, em coerência com as políticas prosseguidas ao longo de décadas, provavelmente fazendo contas aos votos dos que acham que a arte e a cultura é coisa de ricos que já resolveram todos os outros problemas nos seus países, ou que acham que o acesso a esse bem deve ser para quem o pode pagar.
O resultado que agora se conhece não se deve apenas aos malefícios deste último concurso. Deve-se a décadas de subfinanciamento, de subalternização, de incompreensão do papel da cultura na vida das populações para a criação de pensamento crítico e exigente.
Quanto mais gente acede à cultura e à arte, menos gente discute com base em preconceitos sem sentido ou com premissas injectadas massivamente por outros.
O momento que atravessamos é de tal gravidade que corremos o risco de ver desaparecer companhias e criadores com décadas de existência difícil e de resistência heróica, em particular no interior do país.
Em Évora essa situação pode bem vir a acontecer com um projecto exemplar de descentralização teatral iniciado após a Revolução de Abril.
O país é pobre, o dinheiro não chega para tudo, estamos a sair de uma situação difícil, é o argumento dos que defendem a tese do aguentem se conseguirem.
Não há 25 milhões para repor a disponibilidade dos apoios de 2009, mas há milhares de milhões para injectar em bancos levados à falência por agiotas que os descapitalizaram em proveito próprio e da sua corte de amigos.
Não é possível dedicar 1% do PIB à cultura, mas é possível pagar muito mais que isso em juros de dívida contraída para que uns quantos pudessem ter vivido acima das nossas possibilidades.
Perante a situação criada só há um caminho: a luta organizada. A correcção dos resultados destes concursos não é questão de contestação aos supostos argumentos técnicos dos decisores, é uma questão do reforço imediato da verba disponibilizada de forma a não excluir ninguém.
A questão não é técnica (nunca é) a questão é política.
Até para a semana



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IMPRENSA REGIONAL - HOJE


quarta-feira, 4 de abril de 2018

UMA NOVA MEMÓRIA DO HELDER

Ficará para sempre a tua imagem, como, do mesmo modo, tu ficarás com a minha. Ficarei com a imagem de um rapaz bondoso, cortês e delicado, que ama, desinteressadamente, o seu semelhante, e que um dia, num baile, conheceu uma rapariga de igual postura e sentimentos.
Uma rapariga, um casaco e dois rapazes.
Por vezes e às vezes, sem saber ou pensar porquê, sou levado a pensar que já não consigo escrever mais uma crónica, porque esgotei as minhas memórias, as minhas peripécias ou até algumas asneiras que me tenham sensibilizado profundamente.
Esta madrugada, não sei porque sim, nem porque não, vi-me a dançar, não num baile qualquer de uma festa sem relevo, mas nas famosas Festas de Bencatel. Baile ao ar livre como convidava por ser Verão, com atuação da então famosa orquestra Bass, do Alandroal.
Recinto cheio, a abarrotar como convinha a um dançante como eu, que sendo pequenino, podia ser velhaco ou dançarino, velhaco penso que não era, e, a dançar não me ajeitava nada bem.
Naquela noite julguei ser uma exceção, ajeitei-me ou a parceira se ajeitou comigo, o que é certo é que "aquilo andou".
Tinha os meus dezassete anos e, de parceria com o meu primo Tói Galrito pensámos, dias antes, ir à festa a Bencatel.
A questão mais dificultosa era o transporte.
Eu, Hélder, tinha a motorizada do meu pai, que fora comprada ao Milho, um comerciante do Redondo, a primeira a entrar no Concelho, secundada por uma Cucciolo, comprada pelo professor Zé Jacinto, e o Tói, tinha a bicicleta de pedais do pai.
Mantenho ainda a motorizada, bicicleta a pedais com motor auxiliar, e auxiliava bem, raramente pedalava. Tinha duas mudanças, primeira e segunda, sem embraiagem. 
Foi uma carga de trabalhos para convencer o IMTT, para registá-la em meu nome, pois não se convenciam que uma bicicleta a pedais tivesse motor. Foi preciso fotografá-la e ainda hoje estou à espera da matrícula, que já é a terceira. O motor de marca Alpino, italiano, não mafioso, portou-se sempre bem e foi tão fiel, que há dois anos ainda trabalhou.
Logo que me seja possível - questão de tempo - será arranjada.
Com o meu pai chegou a ir de Terena, a Vila de Rei, Mortágua e a outras localidades negociar madeira.
Recordo-me, perfeitamente, da satisfação do meu pai, por numa dessas incursões ter encontrado, um patrício Alandroalense, a quem tratava por tu, que trabalhava nas finanças e estava hospedado na pensão onde o meu pai pernoitou. Fiz um enorme esforço de memória, mas consegui lembrar-me do nome.
Depois de já gozar do estatuto de poder andar na Alpino, o meu pai mandou-me a Faleiros. Ao regressar e na última curva da Cabeça de Ferro, deixei meter a roda da frente na berma, a bicicleta zizagueou, caí e fiquei com a face esquerda toda picada. A Alpino ficou na estrada e eu fui ribanceira abaixo.
Experimentei um das melhores sensações da minha vida e única naquela condição. Não sei quanto tempo tive desmaiado, o que posso afirmar é que ao acordar, via só névoa, não me lembrava de nada, nem onde estava, depois lentamente foi recuperando a visão e o conhecimento. Primeiro vi um chaparro envolto em denso nevoeiro, e, passado algum tempo vi o portão da horta do Azevedo, foi quando recuperei a consciência e tive a noção de ter caído.
Eh pá, desculpem-me, tenho que voltar ao Tói, e à ida para a festa para Bencatel, senão quando lá chegarmos a festa já tem terminado.
Posicionamos os transportes de modo, quando os tirássemos, ninguém desse por isso.
Pedalámos, e como era a descer, o esforço não era grande, até perto da ponte do Lucefécit. Aí ensaiamos uma espécie de reboque da bicicleta do Tói. Ligámos um cordel, ao sport da motorizada e ao quadro da pedaleira. Se isto resultasse o meu primo, não se esforçaria e chagávamos frescos a Bencatel.
Ao primeiro arranque, com o esticão do cordel, a motorizada abrandou um pouco a velocidade, fazendo aumentar a da pedaleira, que quase tocava na Alpino. Nova tentativa. Cordel partido Tói, no chão.
Começamos a esmorecer e ao pormos de parte esta ideia, surgindo outra. Disse para o Tói:
- Sobes até ao meio da ladeira do Pegolongo, com velocidade e colocas-te ao meio da estrada, sigo ao teu lado direito e abrando, nesse momento deitas a mão ao meu ombro esquerdo, já estou preparado e aguento-me.
Uma maravilha.
Resultou em cheio. Ladeira e curvas do Pegolongo, Canada tudo na "gaspeia".  Largamo-nos na Cruz Branca e voltámos ao mesmo sistema na Ladeira do Vale Pio.
Sucesso até às curvas, aí chegados, desorientamo-nos, cada um para seu lado, mas como era a subir, aguentámos as bicicletas e não caímos. O Tói, apanhou um tal susto, que já não quis mais ser rebocado.
Chegados a Bencatel, suados mas, por isso não minimizados, porque o cheiro a suor era um perfume usado na época, especialmente, pelos homens. Deixámos as viaturas em casa do tio Zé Maria, que era vendedor de bolos, de localidade em localidade e fora ajudante de padeiro em Terena.
Antes do baile, que começou cerca da meia noite, encontrámos o Romualdo, de Bencatel e padeiro em Terena e o Tóico, do Alandroal, rapaz que levava o correio e os telegramas a Terena.
Tínhamos para não darmos nas vistas, de saída de casa, ido em mangas de camisa. O meu primo Tói, muito mais gaiteiro e amigo de dança do que eu, começou a sentir-se arrependido de não ter corrido o risco de trazer o casaco. O padeiro ofereceu o seu casaco, que era castanho, já muito usado e comprido, seguido do Tóico, que vestia um casaco de fazenda quadriculada, clara, alternando com a cor castanha, novo e bonito
Antecipei-me e agarrei o casaco do Tóico.
Assentava-me "como uma lufa", até me fazia mais forte e elegante do nada que eu era.
Vi logo que o meu primo ficara "mosca".
A Bass começa a tocar e nós posicionamo-nos na fila da frente. Era uma multidão de rapazes ou homens, que alguns até me pareceram casados. Não estava habituado estas andanças, era uma estreia.
A primeira música a ser tocada foi "Cartas de Amor".
Ao meu cérebro afluiu o pensamento, como é que amanhã, me descarto, quando o meu pai der pela minha saída.
Um encanto.
 A rapaziada avançou desordenadamente e eu, encontrão da esquerda, encontrão da direita, senti-me voar e ser projetado para a frente de uma mocita, bonita, simples, sem pinturas e modestamente vestida.
Enchi o peito de ar, e, este enchimento acalmou-me e, permitiu que fizesse uma vénia com a mão direita, e curvando metade do corpo, dei a entender à rapariga se queria dançar comigo. A mocita levantou-se, suavemente, abriu um semi-sorriso, e com uma vénia de concordância veio ter comigo.
Demos, com alguma dificuldade, dois ou três passos para o meio da pista de dança, e começámos a dançar, ou melhor, no meu caso a fingir. Ao meu primeiro não acerto pedi-lhe desculpa, ao que a rapariga respondeu:
- Vejo que nesta questão de dançar é como eu, um aprendiz - não podia deixar de abrir um sorriso, pela suave frontalidade da mocita e respondi:
- Nem a isso chego, se me chamasse principiante, tinha acertado.- respondi intensificando mais o meu sorrir.
 - É curioso, também é assim que me classifico. Respondeu-me a rapariga com a mesma intensidade e sorridente.
Com este diálogo quase deixámos de dançar, quando sentimos um delicado encontrão, seguido de uma áspera entoação, "mexam-se". Não nos perturbamos e continuamos a fingir que dançávamos, sempre sorridentes e olhando um para o outro.
A série era composta de cinco músicas, e, entretanto acabara a primeira. Devido à atribulação da viagem sentia algum cansaço e aquela pausa caiu-me bem.
Sem que por isso tenhamos feito, sentimos as nossas mãos dadas, como um apoio reconfortante de momento.
Os nossos olhares cruzaram-se com a intensidade de quem se começa a conhecer. Pareciam querer entrar em cada um de nós, conhecer-nos interiormente, ler-nos a alma, verificar e conhecer os nossos sentimentos.
E, que bonito era o seu olhar, tão atraente e sereno. cujos os olhos, dentro das pálpebras e pestanas, mais pareciam ser uma criação divina, a deixar transparecer uma bondosa e serena alma.
A orquestra começa a tocar a segunda peça e soa a voz do Manelito Salomé, em "Teus olhos castanhos".
A rapariga num sorriso total, que lhe permitiu mostrar os seus dentes branquinhos, certinhos e bonitos, não se conteve e disse-me:
- Outra coincidência, os teus olhos castanhos são dum clarinho impressionante, oh desculpe, levada por esta encantadora melodia trateio por tu. 
- Até tem graça, ia-te mesmo tratar por tu. Antecipaste-te. Já notei esse clarinho, também, nos teus olhos, que fazem o teu rosto ainda mais bonito, - a rapariga abriu um leve sorriso, um sorriso transmissor de confiança, de quem se começa a entregar ou já se terá entregado, o que eu rececionei e guardei, até hoje, como uma das mais bonitas e sentidas recordações da minha juventude.  
Perguntei-lhe como se chamava, e, com uma voz melodiosa, respondeu-me: Celeste.
- Celeste, palavra ligada ao Céu. Serás tu um anjo em pessoa - a mocita sorrindo , aproximou mais o seu corpo do meu, deu-me um beijo na face direita, que instintivamente, retribui. Se um beijo dado por uma rapariga, até então me ruborizava, não me sucedeu com este beijo, que foi recebido como mais um elemento a amalgamar os nossos gestos, as nossas ideias, procedimentos e postura, ao mesmo tempo perguntou-me como me chamava. Quando disse o meu nome, teve esta expressão repetitiva:
- Hélder!, Hélder, nome tão bonito e só com duas sílabas, nunca o tinha ouvido.
Sorrindo disse-lhe:
- Mais um motivo para nunca mais nos esquecermos um do outro, - a moça envolveu-me num amoroso olhar, que por momentos paralisou o meu.
Nas outras músicas já não nos classificamos de principiantes. Acertávamos maravilhosamente e ninguém mais nos mandou mexer.
No decorrer destas, sem a inicial preocupação, de acertar a dança, pensava e refletia. Reflexões próprias e ainda receosas de um jovem de dezassete anos, na força da sua adolescência. Será, por estas coincidências, por este entendimento, que roça a perfeição, será esta rapariga a minha alma gémea? Mas de imediato surgia uma interrogação mais forte; poderá haver alma gémea entre dois seres de sexo oposto? E por esta reflexão me fiquei, de momento.  
Acabada a série fui levar a jovem ao seu lugar, e, antes de se sentar retribuiu-me a mesma vénia. 
Ambos ficámos com a sensação que na próxima serie seriamos, novamente, parceiros de dança.
Um imprevisto.
O meu primo, o Tói Galrito, tinha apanhado uma "tampa" e estava furioso por causa da questão do casaco. Atribuía o não ter dançado ao casado do Romualdo, do padeiro.  Reconheci a minha antecipação, e, recriminando-me, perguntei ao Tóico, se lhe podia dar o casaco, para a serie seguinte.
O meu primo de casaco novo vestido parecia outro, criando um novo ânimo. O olhar sorria-lhe, e, logo partiu tomando os lugares da frente para a próxima serie de músicas, deixando-nos juntos, comigo um pouco aborrecido, por também não querer ir dançar com o casaco do Romualdo vestido.
Logo após o começo da primeira música aparece o Tói, ainda mais furioso. Tinha levado outra "tampa", mesmo de casaco novo vestido. Ameaçava ir-se embora sem mim, e mal enfrentava o meu olhar.
- Isso não é do casaco, não escolheste bem o par. - disse-lhe o Tóico para o acalmar.  
- Escolhi, escolhi, foi buscar a rapariga que dançou com ele - respondeu.
- Oh primo da "minha alma", que sarilho me arranjaste, esta é de "bradar aos Céus". Com que cara vou eu, novamente, buscar a moça, com o mesmo casaco vestido.
Fiquei nervoso e confuso.
Pensei em não mais ir buscar a mocita e ir-me embora de Bencatel, mas cometia um ato de cobardia, que me iria para sempre recriminar, e, a rapariga não era disso merecedor. Resolvi enfrentar a realidade.
Estava a passar-se entre mim e a moça uma atração bonita e sincera, geradora de confiança e carinho, que me parecia mostrar o caminho para uma amizade duradoira ou mais do que isso, talvez o princípio de um namorico, que seria nova estreia para mim e, acreditava ser também para ela.
Vou, de consciência pesada, vestindo lentamente o casaco.
O meu cérebro, fervilhando, buscava em todas as direções a melhor solução, para não ferir o ânimo da Celeste, até que pareceu encontrar uma luminosa ideia:
- Diz a verdade, Hélder -. e com ele concordei.
A deceção.
Coloquei, novamente, na frente para ter melhor aceso à Celeste, e, já não levei tantos empurrões. Ao avistá-la fiz-lhe sinal, já sem vénia, para vir dançar. Levantou-se, com a mesma postura, mas sem o sorriso cativante da primeira série. Confundiu-me, e deixou-me em estado interrogativo, se estava ou não zangada comido.
Apesar de continuarmos a acertar, reinou, por momentos, um pesado silêncio entre nós, que me senti na obrigação de quebrar.
- Penso que a tua frieza, de agora, se deve ao teres reconhecido o casaco, que o meu primo trazia vestido, quando te veio buscar para dançar e que eu agora visto.
 A Celeste, mesmo dançando, afastou-se um pouco de mim e disse:
- Aquele moço é teu primo? porque veio buscar-me para dançar? que pensam vocês que eu sou? pensas por estar assim vestida, sou  alguma trapeira sem vergonha, que se entregaria a dois rapazes ao mesmo tempo?
Com dificuldade tentei impedi-la, dizendo-lhe.
- Pela amizade que neste baile nasceu e cresceu entre nós, deixa-me explicar - fiquei, surpreendentemente, animado porque bastou esta frase para a moça mudar o seu semblante, e eu parecia já ver a mesma mocita da primeira série.
Expliquei-lhe o porquê da questão do casaco ao que ela compreendendo respondeu-me:
- Foste solidário para com o teu primo, qualidade que já tinha lido na tua alma, na tua alma de bondoso rapaz -  interrompi e agradeci à Celeste pensando que iriamos continuar o nosso bonito diálogo. Mas a mocita continuou do mesmo modo magoada:
- Mas porque não me vieste buscar mesmo de casaco velho vestido? ou sem casaco, acaso tenho eu algum casaco nos ombros? não te chegou para me conheceres a minha modesta roupa? far-me-á mais feia ou menos decente? modificará a roupa, a postura e os sentimentos de alguém?
A Celeste pronunciava estas palavras, como a tentar desvincular-se de algo impossível, a que se sentia ligada intimamente, o que fez ainda crescer mais a minha admiração pela bondosa rapariga.
As palavras da Celeste soavam-me como uma sentença perdida, e condenatória para com o nosso princípio de idílio, que me levou a dizer-lhe:
Vejo Celeste que não me desculpas, diz-me se te vai restar algo de mim, se ficarei na tua lembrança?
A orquestra tocava no momento deste diálogo, a música "Beija-me, Beija-me muito".
A rapariga parou de dançar, de surpreendida que ficou com a minha pergunta, e sem me deixar as mãos, fulminou-me com o seu olhar, que me deixou paralisado e incapaz de pronunciar palavra.
- Ficará para sempre a tua imagem, como, do mesmo modo, tu ficarás com a minha. Ficarei com a imagem de um rapaz bondoso, cortês e delicado, que ama, desinteressadamente, o seu semelhante, e que um dia, num baile, conheceu uma rapariga de igual postura e sentimentos.
E, na voz do Manuelito Salomé, soava este bonito e sentimental extrato do bolero.
-"Beija-me, beija-me muito, como se fosse esta noite a última vez".
Os bonitos olhos da Celeste humedeceram, como a comunicarem aos meus a forte emoção que lhe ia na alma. Apertou-me as mãos com mais força e com a voz entristecida, disse-me;
- Nunca mais te beijarei, mas dou-te, agora e para sempre, o meu último e saudoso beijo.
Beijou-me na face esquerda, e sem dar tempo a que eu retribui-se, foi-se embora.
Quando cheguei ao pé dos meus companheiros, o padeiro habituado que estava a ver o meu rosto, perguntou-me :
Porque choraste, Hélder?
- Porque conheci  a minha alma gémea.
O regresso a casa.
Depois de arrumar a Alpino entrei, sorrateiramente, no meu quarto, às cinco da manhã, sem que dessem por isso ou julguei que não deram.
Tentei adormecer, mas ao fechar os olhos, via sempre a Celeste, bonita, simples e sorridente, sem casaco, como eu cheguei ao baile, e assim, em camisa, a devia ter ido buscar para dançar. Refleti naquele agradável e inesquecível acontecimento, e, concluí que entre mim e a Celeste, os nossos sentimentos apenas divergiram, temporariamente, na maneira de vestir, no uso do casaco emprestado. Nessa altura era eu aprendiz de ferrador, ofício que o meu pai exercia. Às sete e meia da manhã, o meu pai chamou-me para irmos para a oficina. O cansaço aliado ao sono, fez, ao cortar o primeiro casco de uma muar, que desse um golpe com o formão, no dedo polegar da mão esquerda, onde ainda se pode ver a cicatriz.
Ontem, dia 29-03-2018, senti, sem nenhum motivo, uma enorme frieza percorrer-me o corpo.
Observei as mãos e verifiquei a cicatriz do dedo polegar esquerdo, que me levou a esta saudosa recordação, que dedico aos meus primos e primas ainda vivos, e, que constituem o vértice cimeiro da pirâmide familiar, não esquecendo os filhos, dos que já não estão connosco, o Ricardo Galrito, em Faro, a Maria José Galrito. em Mafra  e o António Miguel Galrito, em Évora.
Hélder Salgado.
Terena, 30-03-2018.














OLHA QUE BOM! QUE VENHA RÁPIDO...


O L’and of Alandroal, um turismo rural de cinco estrelas localizado no concelho alentejano do Alandroal, deverá abrir portas no final do presente ano. O empreendimento, situado na antiga Herdade das Parreiras, com 20 hectares, vai focar o negócio no segmento Gay High End.
À Publituris Hotelaria, a sociedade L’and of Alandroal, Lda. explicou que o projecto do empreendimento turístico pressupõe 24 suites, doze das quais em mezanino, com capacidade para 48 pessoas; zona de recepção com sala de leitura; espaço de restauração com restaurante, bar e zona de estar, garrafeira gourmet, pérgula coberta e horta de cheiros; piscina exterior com bar de apoio; e um SPA, com piscina exterior e interior, gabinetes de tratamento, jacuzzi, ginásio, banho turco e sauna.

DIVULGAÇÃO- CINEMA ALANDROAL


terça-feira, 3 de abril de 2018

"XOSTRA" QUE É DEMAIS.....




CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


                                                                                   CLÁUDIA SOUSA PEREIRA
                                                                  HUMOR(ES)
Ainda não tinha chegado a Semana Santa e já em Portugal, à margem de assuntos ditos mais sérios, aconteceram dois momentos em que se protagonizaram piadinhas por parte de individualidades de quem se esperava que o sentido de humor correspondesse à elevação que devem querer dar aos cargos que ocupam na sociedade. Os casos interessam-me porque, para além de tudo o resto, vêm confirmar-me a importância que dou ao que se passa nas margens do que muitas vezes se tem como unicamente importante por estar no centro das atenções e que, afinal, pode até funcionar como forma de distrair do que se passa “à margem”.
O primeiro caso aconteceu com o Presidente da República num encontro com autarcas, enquanto posavam todos para a fotografia. Cito aqui exactamente o texto onde li a transcrição do momento, um verdadeiro tesourinho de mau-gosto: “Já pensaram? Uma bomba aqui era uma crise nas áreas metropolitanas”, atirou Marcelo, acrescentando: “A única vantagem é que libertavam o Presidente”. Por esta altura, Marcelo já tinha colocado um sorriso no rosto dos autarcas, mas prosseguiu: “Mas já viram o funeral que era? (…) de urnas em fila. Os Jerónimos não tinham capacidade”. “Isto é uma conversa entusiasmante”, notou Fernando Medina, entre risos. Marcelo não desiste da piada: “Havia um problema de mobilidade … Como é que era possível a saída?”
Já o outro momento, protagonizado por figuras das extremas, direita e esquerda, é bastante revelador e merece-me registo. Até para que não se diga que o uso do humor não revela o que vai dentro das cabeças das pessoas que o fazem, o lugar onde nascem as ideologias e donde saem, através das palavras e dos gestos. Mais uma vez, cito como li: “o fundador do Bloco de Esquerda, comentava a ambição eleitoral da líder do CDS quando disse que esse partido “pode ter esta coisa da modernidade, é muito moderno, até tem um dirigente que diz que é gay, ai que moderno que ele é”. A referência irónica à homossexualidade assumida por Adolfo Mesquita Nunes, vice do CDS, mereceu resposta do próprio no twitter e também com ironia: “Os meus suspensórios são muito mais giros, essa é que é essa”.
Com a morte e a orientação sexual, dois temas sérios e reais, fracturantes ou agregadores, o humor é relativamente frequente, feito ou por gente comum ou por profissionais – os humoristas – e, por vezes, até circula entre quem é visado pelas piadas numa nota evidente de autoconfiança. Daí a que seja um Presidente da República a “brincar” com situações de terrorismo, a actual forma de guerra mundial, de que nenhum de nós está livre de ser vítima; ou que seja o fundador de um Partido que parece sempre reclamar para si o monopólio dos direitos e defesa contra a descriminação por orientação sexual, a usar como argumento político uma piadinha a roçar o piropo ofensivo, vai uma grande distância. Não podem reclamar-se como modelos de comportamento, querendo com isso ser representantes do bom-senso, e depois terem estes deslizes. Se não basta parecer e se tem de ser, também não basta ser também se tem de parecer. E, neste equilíbrio, a alguns nem a sombrinha, nem as sapatilhas aderentes parecem evitar a queda. Resta saber de que fibra é feita a rede que os ampara: se de fios de gente assim gracejadores, se de nós de gente com dois dedos de testa que valoriza o tento na língua.
Até para a semana.



MEMORIAS CURTAS - Prof Vitor Guita

            Uma vez por mês o Prof, Vitor Guita traz-nos à memória,
                                             recordações do passado

A ribeira vai cheia!...
À semelhança de muitos outros montemorenses, não resistimos à tentação de ir até à Ponte de Alcácer para ver o Almansor correr caudaloso e lamacento, embora sem o ímpeto avassalador de outros tempos. Já tínhamos saudades de ouvir o deslizar rumorejante da corrente, de contemplar aquela massa de água barrenta derramando-se pelo leito da ribeira, espraiando-se, aqui e ali, pelas suas margens.
Quando se fala de cheias, vem sempre à lembrança relatos daquela que ficou conhecida por “cheias dos porcos”, em que a fúria do rio desenterrou e levou na enxurrada centenas de cadáveres de suínos, vitimados pela peste e enterrados próximo das margens. Algum tempo depois, à medida que as águas iam baixando, viam-se cadáveres opados, presos nos ramos das árvores. Cenário dantesco!
Em alturas de cheias, alem das tragédias humanas que aconteceram, era frequente que a água entrasse violentamente nos agulheiros dos moinhos, paralisando os rodízios de madeira de azinho e a consequente produção de farinha. Eram dias e noites de sobressalto vividas pelos moleiros.
Mas, voltemos ao nosso olhar para a vetusta ponte e para as cheias deste mês de Março. As últimas chuvadas engrossaram bastante o caudal do rio, fazendo-o subir, em alguns momentos até meio dos arcos.
Ali por perto, fomos dar com o homem que tem sido nestes últimos oitenta anos, um dos espectadores mais atentos e conhecedor daquele troço da ribeira. Em Montemor toda a gente o trata por Guiga, a não ser u amigo seu que lhe chama, Joaquim Henrique, o seu nome verdadeiro.
Como não podia deixar de ser, falamos do sobe e desce das águas e da sobrevivência do rio, Disse-nos o Guiga que não se vê por ali um peixe, uma rã, uma cobra de água, Chamou-nos depois a atenção para o facto de a ribeira correr apenas por baixo de três dos seus cinco arcos. Os outros estão entupidos com matagal. No denso silvado, em certas épocas do ano, acoitam-se saca-rabos e outra bicheza que não dão sossego a galinhas e outra criação na vizinhança.
Aproveitámos, entretanto, umas tréguas que a chuva nos concedeu para falarmos um pouco do que tem sido o percurso do amigo Guiga, ao longo dos seus oitenta e nove anos de vida. Com o seu ar magrebino, magro, tez morena, o octogenário nasceu na Rua de Alcácer, tendo abalado lá para baixo, para a beira-rio, aos oito anos de idade.

DIVULGAÇÃO - MONTEMOR



segunda-feira, 2 de abril de 2018

POETAS DA MINHA TERRA - Manuel Matias

                                                    O ANJO
                                                                   “À noite dorme comigo
                                                                    Um anjo que só eu vejo...
                                                                    Anjo da guarda amigo,
                                                                    Quero sentir o teu beijo!“
                                                         Todas as noites um anjo adormece
                                                         Na janela que dista para a margem...
                                                         Do lado de cá... o dia amanhece,
                                                         E os sonhos seguem sua viagem.
                                                        Todas as tardes faz seu regresso
                                                        Para os braços que viram nascer...
                                                        Do lado de lá… um novo começo,
                                                        A mesma vontade de adormecer.
                                                       Parecem longas as horas passando
                                                       Quando espero esse feliz momento,
                                                       Por que o tempo passa esquecendo
                                                       Sem nunca ouvir qualquer lamento.
                                                       Fico aguardando pela tua chegada
                                                       Ao entardecer nesse corpo alado,
                                                       Onde suaves aromas da madrugada
                                                       Me trazem de volta o anjo amado!
                                                      “À noite só eu sinto
                                                       O anjo dentro de mim…
                                                       Sei que não minto
                                                       Por sonhar tanto assim!”
Manuel Matias - Ilustração: O Anjo e o Menino/ JPGalhardas 84
                                      LIBERTAÇÃO DA ALMA
Ouço os sons da noite entrelaçados
E cheiro suave aroma que reconheço...
Dois corpos no chão jazem prostrados
Libertando a alma para novo começo.
A alma flui nos mistérios que encerra
Elevando ao céu o que só ela contém...
O corpo hirto e findo fecunda a terra
Para o espírito se libertar mais além.
A libertação da alma
É um estado que acalma!
Manuel Matias

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


MARIA HELENA FIGUEIREDO
                  CATALUNHA: LLIBERTAT PRESOS POLÍTICS!
A semana passada o Parlamento Português rejeitou os dois votos de condenação pela prisão de dirigentes políticos na Catalunha apresentados pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP.
Ao contrário do que afirmou o Governo do PS e muitos dos seus deputados, e também as vozes passadistas do PSD e do CDS, o que se passa aqui ao lado em Espanha, diz-nos respeito.
Podia começar por lembrar o texto da nossa Constituição, quando diz que Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência, bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão.
Mas de facto já não estamos a falar do direito à autodeterminação dos catalães.
A actuação do Governo Espanhol na Catalunha ultrapassou há muito aquilo que é legítimo, tendo entrado na senda da violação dos direitos cívicos e políticos dos catalães. A Espanha enveredou pela força, em vez do diálogo, estando a traçar um perigoso caminho antidemocrático.
E por isso diz-nos respeito a nós portugueses, como diz respeito às instituições europeias.
Estamos a falar da existência de presos políticos em Espanha, estamos a falar do que se passa num país que supostamente democrático.
Nos últimos meses foram presos preventivamente e sem direito a fiança vários deputados e dirigentes independentistas. Puigdemont foi preso há dias, também sem direito a fiança, pelas autoridades alemãs dando cumprimento a um mandato de detenção internacional. Aguarda a decisão alemã sobre a extradição.
Juntou-se assim a Carme Forcadell, ex presidente do parlamento catalão, Jordi Turrull, ex candidato à presidência do Governo regional, a Raúl Romeva, Josep Rull e Dolores Bassa, todos ex-conselheiros do governo regional, mandados prender há uma semana.
Todos são acusados de sedição e arriscam penas de prisão de 25 anos.
Mas não são apenas estes os visados pelo juiz Pablo LLarena que deduz acusação contra 25 políticos independentistas, numa agenda ostensivamente politica.
Mais de um milhar de autarcas e directores de escolas estão acusados por terem colaborado na organização do referendo de 1 de Outubro passado.
E quando se fala em violação dos direitos cívicos e políticos, fala-se também na violação do mero direito de expressão. Estamos também a falar das cargas policiais ordenadas pelo Governo de Madrid sobre cidadãos que se manifestam pacificamente nas ruas.
Depois das brutais cargas policiais de Outubro, que fizeram dezenas de feridos, voltaram agora as cargas policiais sobre os manifestantes que pacificamente pedem a libertação de Puigdemont e dos restantes presos políticos.
Ontem Puigdemont escrevia no Twiter que 6 meses depois de 1 de Outubro ele e o seu governo são presos políticos, mas livres de espírito. Que aquela jornada de dignidade popular e barbárie policial foi o inicio de uma nova era da qual não há retorno possível.
Ao transformar a Espanha numa Estado autoritário, no que se chama hoje uma “democradura”, o Governo de Madrid está a conduzir não apenas a Catalunha mas a Espanha para o regresso a um passado que se esperava enterrado.
E é de facto contra essa violação de direitos cívicos e políticos que todos nós temos não apenas o direito mas o dever de nos insurgir. Porque quanto ao resto, independentemente da vontade de Madrid, mais tarde ou mais cedo a Catalunha será o que os catalães quiserem que seja.
Até para a semana!



VASCULHAR O PASSADO - Augusto Mesquita

                                                     “Montemor 2003”
                                            festejou a atribuição de dois forais
 Quando o território português começou a expandir-se, ainda no tempo do nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, houve a necessidade de destacar algumas localidades a quem era atribuído foral. Estas localidades, passavam a ser “sede” dum território à sua volta, a quem se chamava “concelho”. Assim, uma Carta de Foral, ou simplesmente Foral, foi um documento real utilizado em Portugal, que visava estabelecer um Concelho e regular a sua administração, deveres e privilégios.
            Os forais foram concedidos entre o século XII e o Século XV. Eram a base do estabelecimento do município e, desse modo, o evento mais importante da história da vila ou da cidade.
            Em 15 de Março de 1230 D. Sancho I concedeu a Montemor-o-Novo o seu primeiro foral. Este documento real, concedeu terras baldias para uso colectivo da comunidade montemorense, regulava impostos, portagens, taxas e multas, e ainda, estabelecia direitos de protecção e obrigações militares para o serviço real.
            Um pelourinho estava directamente associada à existência de um foral. Era erguido na praça principal da vila ou cidade quando o foral era concedido, e simboliza o poder e autoridade municipais, uma vez que era junto ao pelourinho que se executavam sentenças judiciais de crimes públicos que consistissem em castigos físicos.
            Os forais entraram em decadência no inicio do século XVI, tendo sido exigida pelos procuradores dos concelhos a sua reforma, o que viria a acontecer no reinado de D. Manuel I. Fruto dessa reestruturação, o Venturoso, concedeu em 15 de Agosto de 1503 um novo foral a Montemor-o-Novo.
            Com o advento do liberalismo foram promulgadas várias leis tendentes à supressão dos forais, até por fim serem abolidos pelo Decreto de 13 de Agosto de 1832.
            O primeiro foral, atribuído a Montemor-o-Novo em 1203, encontra-se no Arquivo Histórico Municipal. Pior sorte, teve o segundo foral, furtado dos Paços do Concelho, e posteriormente adquirido pela Casa de Bragança a um alfarrabista em Lisboa...
            O ano de 2003, vai permanecer na memória como o ano em que o Município de Montemor-o-Novo comemorou, através de uma intensa e diversificada programação, a passagem dos 800 e 500 anos, dos forais atribuídos pelos monarcas D. Sancho I e D. Manuel I.
            A denominação deste programa de dinamização e promoção do concelho foi “Montemor 2003 – 800/500 Anos de História”, e decorreu de 8 de Março a 20 de Dezembro.
            A abertura do “Montemor 2003” foi feita com um programa marcante em torno do 8 de Março – Dia do Município, de S. João de Deus e Internacional da Mulher.
            Pelas 10,30 horas, procedeu-se ao hastear das bandeiras no Hospital Infantil de S. João de Deus; pelas 11,00 horas, realizou-se a Abertura Oficial, com uma Sessão Solene no Salão Nobre da Câmara Municipal. A mesa que presidiu à sessão solene de abertura do “Montemor 2003”, foi composta pelo Irmão Luís, Superior do Hospital Infantil de S. João de Deus, José Vicente Grulha, Presidente da Assembleia Municipal, Luís Capoulas, Governador Civil do Distrito de Évora e Carlos Pinto de Sá, Presidente da Câmara Municipal.
            Às 15,00 horas, no Auditório da Biblioteca Almeida Faria, decorreu a Conferência denominada “O Foral de Montemor-o-Novo 1203”, pela Professora Doutora Angela Beirante da Universidade Nova de Lisboa.
            Pelas 16,00 horas, saída da Procissão da Igreja Matriz para o Hospital Infantil de S. João de Deus.
            Às 17,30 horas, Missa Comemorativa do 50.º Aniversário da Igreja do Hospital Infantil de S. João de Deus, presidida por Sua Ex. Reverendíssima o Senhor Arcebispo de Évora.
            Para encerramento das actividades neste primeiro dia, realizou-se no Cine Teatro Curvo Semedo pelas 21,00 horas o musical “121 em 1503”, protagonizado por 121 crianças integradas na Oficina do Canto.
            Pelo facto de muitos interessados não terem acesso ao Curvo Semedo que ultrapassou em muito a sua lotação (havia inúmeros espectadores de pé), no dia seguinte pelas 17,00 horas, repetiu-se a representação do musical.
            Festival Internacional de Folclore, Feira Medieval, Teatro, Música Sinfónica, Encontro Internacional de Coros, Escultura Cerâmica, Feira do Idoso, Recriação de Quadros Históricos baseados no Foral de D. Sancho I, Jogos Florais, Concertos, Arruadas,  Animação Musical,  Palestras, Edições de Livros e  Eventos Desportivos, preencheram a comemoração dos forais atribuídos por D. Sancho I e D. Manuel I, que se prolongou por dez meses.

DIVULGAÇÃO C.M.REDONDO

DESTAQUES

domingo, 1 de abril de 2018

FUTEBOL - RESULTADOS

                                                       TAÇA DINIS VITAL - Meia FINAL
                                                                           Lusitano 4 – Alcaçovense 0
                                                                  Atl. Reguengos 3 – União Montemor 0
                                                             CAMPEONATO DE PORTUGAL
                                                           Vendas Novas 3 – Moncarapachense 1
                                                                   Castrense 1 – Almancilense 1
                                                                            Ideal 3 - Moura 0

NOSSA TERRA – NOSSA GENTE – HORTINHAS