terça-feira, 6 de março de 2018

NOVO CONTO DO A.C.

Introdução: Esta pequena narrativa já foi escrita há uns anos, inspirada num conflito que ocorria num país dirigido por um homem tresloucado.
Lembrei-me do escrito ao ver por estes dias imagens captadas no conflito da Síria, mais precisamente em Ghouta, imagens terríveis, cruéis…, onde muitas das vítimas são crianças.
Não que as vítimas não sejam sempre vítimas..., ...mas sendo crianças parece-nos que o sofrimento é mais atroz. E devo acentuar que uma pequena narrativa, como esta, não consegue, nem tem a pretensão de transmitir a crueldade de uma guerra que atinge um povo..., qualquer povo…
A guerra é a maior das desumanidades.
A.C.
                                  Retratos
                           Numa noite (supostamente) de Natal...
Uma menina e uma velha vagueiam na estrada que se transformou num mar de lama, entre colunas de soldados de aspeto medonho, carros de combate fumegando e rugindo ameaçadoramente e um frio agreste que se instalou por todo o lado, muito antes da chegada do Inverno.
Martina, como se chama a pequena, não deve ter mais de seis anos e já transporta a beleza das mulheres da região – cabelos e olhos negros, nariz e boca com traço perfeito. Entre o braço esquerdo e o peito sustem com jeito e carinho maternais uma boneca, brinquedo que conseguiu retirar são e salvo da casa da família totalmente arrasada pelo fogo da artilharia pesada. E no que foi o seu quarto de dormir recuperou também, quase intacto, um carrinho de madeira  que servia para brincadeiras ao ar livre com as amigas e onde transporta agora alguma roupa que as chamas não consumiram.
Martina viu os corpos dos pais e dos irmãos despedaçados entre os escombros mas não deitou uma lágrima, não disse uma palavra, nem emitiu um sinal de desespero perante o cenário dantesco a que viu reduzida a família.
A velha tem o peso dos anos marcado no corpo. Foi bonita? Com certeza, as mulheres aqui são todas bonitas quando novas. Depois criam barriga, quer tenham filhos, quer não, engordam e por fim mirram, como árvores sem seiva aparecem cheias de rugas.
Maria Ngucha – é o nome da mulher – há muitos anos que se arrasta só, entre privações de toda a ordem e guerras.
 Poderia ser avó de Martina mas não é. São apenas companheiras no mesmo caminho que não tem outro destino que não seja fugir da zona de combate. Encontram-se num fim de tarde quando procuram abrigo da intempérie e da bandidagem, na ruína de uma casa esventrada.
A velha Ngucha angariara um pão e alguma fruta que reparte com Martina. Depois anicham-se uma na outra para melhor resistirem ao frio.
Ao longe ouvem-se os rebentamentos – mesmo de noite as armas não se calam «porque o trabalho tem que ser muito produtivo».
-De onde vens tu, pequena? – pergunta a velha Ngucha.
Martina encolhe os ombros, em gesto significativo, e aponta em direcção a sul. Esbatidos no céu, avistam-se os contornos dos montes para lá dos quais fica a sua cidade ou o que resta dela – um amontoado de ruínas fantasmagóricas.
-Também vens da montanha, como eu, a fugir da guerra que ainda nos mata a todos!  –E como te chamas tu? – insiste a velha.
Martina volta a encolher os ombros, pois não fala desde o dia em que viu a casa e a família desfeitas. Mas desta vez duas lágrimas rolam pela face da menina que recorda os dias felizes que passou do outro lado da montanha, da qual se afasta cada vez mais. E tenta perceber porque apareceram tantos soldados e homens armados que em menos de dois dias transformaram em cacos a sua cidade. Com estes pensamentos terríveis para uma criança da sua idade, Martina aconchega-se melhor no corpo da mulher e deixa-se dormir.
Maria Ngucha sente o calor daquele corpo franzino que lhe dá algum conforto. Olha o céu em agradecimento pela dádiva daquela companhia.
A abóbada celeste está estrelada como nunca e por cima da casa destelhada, que lhes serve de refúgio, distingue uma estrela por ser a mais brilhante no firmamento.
Apesar do ribombar longínquo e contínuo dos canhões, imediatamente pensa para si: -hoje deve ser noite de Natal – se não é poderia ser – e aquela estrela ali por cima... ...talvez queira indicar que aqui se encontra o Menino. Mas desta vez engana-se... ...porque afinal é uma Menina!
É o último pensamento da velha Maria Ngucha. Um tiro, sabe-se lá vindo de onde, transforma em pó o «refúgio» em que a menina e a velha passam a noite (supostamente de Natal).
AC             

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


                                                               CLÁUDIA SOUSA PEREIRA
                                                       A BANCADA
Desde 2007, durante o XVII Governo constituído com a maioria absoluta do PS, que se instituiu a prática parlamentar de quinzenalmente os Governos irem à Assembleia da República discutir com os deputados assuntos da governação. Muito para além dos grandes momentos, de por exemplo aprovação dos Orçamentos, esta regular prestação de contas pareceu-me sempre um exercício que permitiria, em princípio, que o cidadão-eleitor pudesse acompanhar a vida dos eleitos, de forma mais assídua e menos cansativa do que todas as múltiplas reuniões das Comissões Parlamentares que existem. Claro que, em princípio, é o Governo e quem o encabeça que parecem estar a ser ali avaliados. Mas esta semana que passou ficou comprovado que nem sempre é assim.
As pessoas, de uma forma geral, desconhecem o complexo mundo da Política e das instituições onde ela se organiza para afectar, depois, muito da vida, mas não toda, de um País. Têm mais que fazer, e os meios de Comunicação Social tratam de organizar resumos e guiões, como as editoras fazem para os alunos preguiçosos e avessos à leitura dos grandes clássicos da Literatura Portuguesa. No entanto, quando as coisas começam a mexer internamente nos grupos dos deputados eleitos por um Partido, até ao ponto de se tornarem interessantes para serem notícia e cativarem espectadores um pouco mais atentos, a atenção vira-se para esse Partido em particular. Ao PSD cumpre-me pelo menos agradecer, tanto como à legislatura que regulou o actual funcionamento da AR, esta contribuição para mais um passo na oportunidade de melhorar a educação para a Democracia dos telespectadores em particular, dos cidadãos em geral.
E não que o debate tenha correspondido à expectativa que se criou, como num anúncio de algo para o qual queremos convencer muita gente a aderir. Ele era tentar perceber se os deputados daquela bancada iriam todos à sessão… Ele era tentar perceber se quando falasse o novo líder eleito pela minoria dos liderados estes se revelariam, em atitudes e expressões, exteriorizando as tensões interiores que todos já conhecíamos e que não foram bonitas de se ver… Todos sabemos ou desconfiamos que este comportamento é comum a vários tipos de associações em que se disputam lugares de poder por mais indivíduos do que esses lugares. Mesmo os que são mestres do “fachadismo” e estão sentadinhos na bancada a bater palmas e a aclarar as vozes em uníssonos bem ensaiados. Até parece que aqueles indivíduos não o são, ou seja que não há cá coisas pessoais, mas uma massa informe, una e compacta que responde, cerrando fileiras, a uma só voz. Pois, pois… Mas eu cá, quando tenho tempo e pachorra, até gosto de ver como as peças se mexem nesses tabuleiros, dentro e fora do jogo a decorrer. E na passada quarta-feira dei por mim a apreciar alguns reposicionamentos, ou não, muito interessantes.
Bom, mas a coisa parece ter corrido sem incidentes nem acidentes. Para uns terá sido uma chatice. Mas esses são aqueles que se comportam como os que só vão ver corridas de automóveis ou motos pela oportunidade de ver aparatosos desastres donde, ainda assim, espero, se deseja que escapem com vida, miraculosamente, os habilidosos pilotos. Quanto à bancada em si, também não deixa de ser curioso que tendo andado há mais de meia legislatura a apregoar a não-novidade que o líder do Governo não é o líder do Partido mais votado pelos portugueses, venha agora a funcionar com um líder que também não foi eleito pelo maior número de convencidos de que ele seria o melhor para cumprir essa missão. O destino é tramado. E estar na bancada, fica provado, é ter de se saber comportar tão bem como estar no meio do campo.
Até para a semana.



NÃO QUERIA, MAS NÃO TEVE OUTRO REMÉDIO!


FOI DENUNCIADO


segunda-feira, 5 de março de 2018

ALANDROAL E MONTEMOR MARCARAM PRESENÇA NA BTL



CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


                                                                                                  MARIA HELENA FIGUEIREDO
             UNIVERSIDADE: DE PASSOS CATEDRÁTICO A DOUTORADOS PRECÁRIOS
Passos Coelho, licenciado em economia aos 37 anos, vai agora dar aulas na Universidade, assentando praça em general, como “Professor Catedrático Convidado”.
Não vai fazer conferências, como tantos políticos fazem para ganhar dinheiro. Vai dar aulas de mestrado e doutoramento incluindo na Universidade Pública.
Diz a comunicação social que vai “ensinar“ Administração Pública, como se a experiência como governante qualificasse, por si só, alguém para ensinar, como se o exercício de um cargo se confundisse com capacidade de teorização, como se a passagem pela política conferisse qualidades para a docência.
Ao mesmo tempo que é convidado Passos Coelho para Catedrático, o Conselho de Reitores das Universidades e os presidentes de politécnicos subvertem e travam a regularização dos vínculos de professores e investigadores, doutorados ou post doutorados, com muita investigação feita, trabalhos publicados, que trazem através dos projectos que desenvolvem recursos financeiros importantes para as suas universidades e, sobretudo, que exercem há muitos anos essas mesmas funções porque sem eles a Universidade não pode subsistir.
Haverá quem queira justificar dizendo que são realidades diferentes.
De facto há diferenças, mas não abonam a favor de quem convida Passos Coelho.
E sobretudo, não deixa de ser escandaloso que enquanto se usam recursos públicos para encontrar um lugar prestigiado para um ex-governante, os mesmos reitores se recusem regularizar o vinculo de tantos docentes, investigadores e trabalhadores da Universidade, contrariando a lei 112/2017 e o compromisso assumido pelo Governo – e que foi um dos pontos do acordo que o Bloco de Esquerda fez com o PS para a viabilização deste executivo – de vincular, de forma definitiva, as situações em que as funções exercidas pelo trabalhadores correspondem a satisfação de necessidades permanentes das entidades públicas para que trabalham.
E este é o caso, no Ensino Superior, de professores precarizados, de investigadores e de outros trabalhadores das universidades tantas vezes a desempenhar as funções ao abrigo de bolsas ou enquadrados em sucessivos projectos.
A regularização do vínculo destes trabalhadores, conforme consta da lei e dos compromissos assumidos, não pode ser traduzida por contratos a prazo, também eles vínculos precários. Este é o momento de o Estado reconhecer os direitos e dignificar a acção destes seus trabalhadores.
É também hora de o Ministro da Ciência e Ensino Superior ser chamado às suas responsabilidades fazendo cumprir a lei e os compromissos do Governo a que pertence.
Merecem por isso todo o nosso apoio as acções de contestação que vão ocorrer em várias Universidades, estas 2ª e 3ª feiras, para que o PREPAV, o programa de regularização extraordinária de vínculos precários, seja efectivamente aplicado, para que acabem os subterfúgios.
A Universidade de Évora, infelizmente, alinha pelo mesmo diapasão do incumprimento e por cá a contestação terá lugar nos claustros do Colégio do Espírito Santo hoje, 2ª feira às 10:30.
Estamos solidários com todos e todas, professores, investigadores e bolseiros, que trabalham sem direitos. É chegado o momento de regularizar. Ninguém pode ficar para trás.
Até para a semana!




POETAS DA MINHA TERRA - Maria Antonieta Matos



A NOSSA COLABORADORA MARIA A. MATOS SAUDOU O                               REGRESSO DA CHUVA.

                               O AL TEJO TAMBÉM!

                                                             A CHUVA
                                                                                    Há quanto tempo não via,
                                                                                    O toque da chuva caindo,
                                                                                    Ao sopro da ventania,
                                                                                    Que nos meus olhos batia,
                                                                                    E me segredava ao ouvido.
                                                                                    Há quanto tempo esperava,
                                                                                    A fonte que alimenta a vida,
                                                                                   Que no campo tudo encharcava,
                                                                                    De mil cores se apalavrava,
                                                                                    De virtude enriquecida.
                                                                                   Hoje visitou-me apressada,
                                                                                   Mal aguou a terra infinda,
                                                                                   Cheia de sede tão gretada,
                                                                                   À espera de ser molhada,
                                                                                   Moribunda ressequida.
                                                                                   E não quis por cá ficar,
                                                                                   Apagou as nuvens do céu,
                                                                                   Trouxe o sol a madrugar,
                                                                                   E voltou a emigrar,
                                                                                   Ai… minha esperança morreu.
27-02-2018 Maria Antonieta Matos
                                                                               A SAUDADE DA CHUVA
                                                                            Caem gotas escassas e brandas,
                                                                            Com meiguice a beijar a vidraça,
                                                                            Parecem olhinhos da ciranda,
                                                                            Que o vento a traz de banda,
                                                                            Oh! Chuva tens tanta graça!
                                                                             Fixei-te cheia de saudade,
                                                                             Que não tardei a sorrir,
                                                                             A pensar com esta idade,
                                                                             Nunca te senti fragilidade,
                                                                             E tão custosa de parir!
                                                                             Não te ausentes por mais tempo,
                                                                             Que fico triste na desventura,
                                                                             A lutar contra esse tempo,
                                                                             Esperando-te a qualquer momento,
                                                                             Mesmo que tragas loucura!
27-02-2018 Maria Antonieta Matos
                                                                       ONTEM A CHUVA

                                                                  Ontem sentia-te disparada,
                                                                  Teclando as pedras no chão,
                                                                  E apurei o meu ouvido,
                                                                  Só pr’a ouvir tua canção.
                                                                  Espreitei-te p’la janela, fria,
                                                                  O meu sentir te avistou,
                                                                  Há muito que não dormia,
                                                                  Tanta falta que fazias,
                                                                  Que meu coração t’ aclamou.
                                                                   Estava escuro e o chão brilhava,
                                                                   Abracei-te para agradecer,
                                                                   Aos beijos tu me molhavas,
                                                                   E eu contente ali ficava,
                                                                   Com saudade de tanto querer.
                                                                   Havia tanta energia,
                                                                   Namoramos p’la noite fora,
                                                                   O instante apetecia,
                                                                   O vento doido corria,
                                                                   Pareciam as noites d’ outrora.
                                                                   Chorava o beiral de contente,
                                                                   Lençóis de água a rebolar,
                                                                   Sintonia comovente,
                                                                   Numa noite bem diferente,
                                                                   Musicalidade a pairar.
02-03-2018 Maria Antonieta Matos


TEM DÚVIDAS?


IMPRENSA DA REGIÃO - HOJE

Nota: Diário do Sul faz hoje referência à Semana do Peixe do Rio no Alandroal

domingo, 4 de março de 2018

JÁ CONHECES O MEU ALENTEJO?


       VIDEO DE NELSON CARVALHEIRO PARA TURISMO ALENTEJO

Interessante para o Alandroal a inclusão no mesmo da pintura do Vhils que pode ver no Monte da Fonte Santa.

FUTEBOL - RESULTADOS

                                                                                INATEL
Alandroal 1– Pardais 1
Montoito 2 – S. Domingos 0
Stº Amaro 0 – Foros F. Sêca 0
Orada 3 – S. Romão 1.
                                                                  Campeonato Distrital
                                                 Distrital Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Arcoense 1 – União 1
Cabrela 1 – Canaviais 2
Viana 1 – Reguengos 1
Portel  1– Monte Trigo 2
Corval  0– Lusitano 4
Alcáçovas 0 – Redondo 0
Perolivas 0 – Juventude 8.
LIGA A.F.E.
Calipolense 1 – Estremoz 0
Tourega 1– Cortiço 3
Arraiolos 3 – Santana do Campo 2
Valenças 2 – Giesteira 2
Bencatel 2 - Aguiar 0
CAMPEONATO DE PORTUGAL
Moncarapacho 1 – Moura 1
V. Novas 2 – Almancilense 0
Olhanense 1 – Castrense 0.

sexta-feira, 2 de março de 2018

SUGESTÕES AL TEJO




VIDA AUTÁRQUICA

         Moção apresentada pelo P.S. quando da última A.M. e que foi aprovada por                                                                          unanimidade.



LEMBRAM-SE?

     COM VOTOS DE BOAS MELHORAS PARA TODOS OS LEITORES HOSPITALIZADOS

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM


                                                                            
                                                                                                           RUI MENDES
                                          O ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS
Na crónica do passado dia 16 referi que os efeitos do crescimento económico do país não foi reflectido nos rendimentos das familias.
Cada vez mais somos um país de baixos salários, porque a aposta deste Governo tem sido na valorização do salário mínimo nacional, muito por imposição do acordo celebrado com os partidos à esquerda, tendo como resultado o crescimento, de ano para ano, daqueles que são remunerados pelo salário mínimo nacional e, em termos relativos, a desvalorização dos níveis salariais seguintes.
Bem sabemos que existe um discurso que mostra um país que não somos. Que mostra um país distante daquele que é o país real, e que infelizmente subsistem muitos problemas. Destes o Governo não só não fala, como não gosta que se falem deles.
Esta semana, a comunicação social deu especial destaque a um desses problemas, o do endividamento das famílias.
Se o endividamento do país é matéria de recorrentes análises, o do endividamento das famílias já assim não o é. Talvez por ser matéria socialmente delicada. Talvez porque este tipo de problema não tenha espaço no discurso optimista do Governo.
Mas este é um problema que afecta milhares de portugueses, e que mostra que o país ainda vive dias difíceis.
As razões do endividamento das famílias têm diferentes origens, sendo as principais o desemprego, a elevada carga fiscal, as penhoras e as execuções fiscais, estas duas últimas, em especial, na maioria dos casos resultam da assumpção de compromissos para além do aceitável, ficando o agregado familiar com encargos superiores aqueles que consegue suportar e, consequentemente, caminhando para sucessivos incumprimentos.
O contexto que actualmente vivemos em nada altera o quadro que gera sobreendividados. Apela-se quanto baste ao consumo, a banca está novamente a permitir a acesso, quase total, ao crédito, em especial o crédito à habitação, o qual representará cerca de ¾ do crédito em incumprimento concedido aos sobreendividados, tendo inclusive o Banco de Portugal já aconselhado para que não se facilite no crédito à habitação.
Acresce que o contexto actual de juros anormalmente baixos não mostrará o real custo do dinheiro.
Conciliar desejos com possibilidades será o caminho mais avisado para que este problema possa diminuir, sendo que se deverá apelar às diferentes responsabilidades para que se reduza um problema que socialmente é devastador.
Até para a semana
Rui Mendes



DIVULGAÇÃO - CINEMA MONTEMOR


DESPORTO FIM-DE-SEMANA

                                                                          FUTEBOL
                                                                             INATEL
Alandroal – Pardais
Montoito – S. Domingos
Stº Amaro – Foros F. Sêca
Orada – S. Romão.
                                                        Campeonato Distrital
                                    Distrital Associação Futebol de Évora
Divisão de Elite
Arcoense – União
Cabrela – Canaviais
Viana – Reguengos
Portel – Monte Trigo
Corval – Lusitano
Alcáçovas – Redondo
Perolivas – Juventude.
LIGA A.F.E.
Calipolense – Estremoz
Tourega – Cortiço
Arraiolos – Santana do Campo
Valenças – Giesteira
Bencatel - Aguiar
                                                   CAMPEONATO DE PORTUGAL
Moncarapacho – Moura
V. Novas – Almancilense
Olhanense – Castrense.
                                                                          FUTSAL
Sociedade Fut – G.U.S  
                                                                           RugbY  
atletismo
 



quinta-feira, 1 de março de 2018

POLÍTICA LOCAL


O PCP de Alandroal acusou a gestão PS do município de ter criado um “staff de boys” no município.
Em comunicado enviado à DianaFM, os comunistas dizem que, durante quatro anos, “a CDU não nomeou ninguém para o gabinete de apoio à presidência, devido à situação financeira do município”.
“Pois, nestes meses, ficou provado que o PS, sem qualquer pejo, não só nomeou pessoal para o gabinete, como o fez com os ordenados mais altos possíveis, demonstrando assim a sua total despreocupação com o erário público”, afirma o PCP.
Segundo os comunistas, o “staff de boys” tem espalhado “um clima de instabilidade no seio dos trabalhadores da câmara municipal, alterando as suas funções sem qualquer diálogo nem aviso prévio”.
Esse clima, realçam, culminou com “a retirada dos transportes aos trabalhadores da autarquia”, conquista que tinha mais de 40 anos, tendo sido feita “sem qualquer conversa quer com os trabalhadores quer com os seus representantes”.
O PCP acusa ainda a gestão socialista do município de “parar todas as obras que decorriam no concelho”, dando como exemplos os arranjos exteriores da Biblioteca Municipal e da Igreja de S. Sebastião.


DIVULGAÇÃO - CINEMA ALANDROAL



                           ENTÃO AGORA É ASSIM?
                     NÓS FOMOS OS PRIMEIROS!


CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM



EDUARDO LUCIANO
                   SONHAR, AINDA QUE RODEADOS DE PESADELOS
Nas nossas vidas, em todas as vidas, cruzamo-nos com momentos deprimentes que nos colocam perante a dúvida de valer, ou não, a pena preocuparmo-nos com a marcha do mundo ou da nossa travessa.
Depois, há outros momentos em que nos fazem acreditar que é possível e vale pena apaixonarmo-nos pelo que fazemos e pelo que outros fazem, acreditando que é possível conseguir pequenas mudanças que são enormes para aqueles que delas beneficiam.
No domingo passou pelo Teatro Garcia de Resende o projecto Orquestra Geração. Trata-se de um projecto inspirado na metodologia “El Sistema”, originária da Venezuela, e que tem como objectivo o combate ao abandono escolar e a ocupação de tempos livres em territórios ocupados por elevados índices de criminalidade e onde o tráfico e consumo de drogas é uma realidade sempre presente.
O projecto funciona em 20 escolas básicas das regiões de Lisboa e Coimbra, envolvendo cerca de oito dezenas de professores e de 1170 crianças e adolescentes dos 6 aos 18 anos.
O concerto foi emocionante desde o primeiro minuto, com os 120 músicos entregues à tarefa de nos fazerem sonhar.
Começaram como acabaram, com Rossini, e nós não queríamos que fossem embora. Sentimos que, mais do que um concerto, estávamos a assistir à representação de uma espécie de milagre protagonizado por aqueles jovens, dirigidos por um jovem maestro venezuelano
Não havia estrelas nem tiques de vedetismo, nem mesmo quando uma jovem se atirou a uma canção da Nina Simone e o público a obrigou a bisar e vou agraciada com um ramo de flores. 
Aqueles rapazes e raparigas mostraram que é possível sonhar, mesmo que se esteja rodeado do pesadelo mais tenebroso, e que as impossibilidades são apenas barreiras para serem ultrapassadas com a tenacidade e o engenho de quem não acredita que se possa nascer derrotado.
Rossini, Händel, Bizet, Sibelius, Brahms e quejandos estiveram à altura da Orquestra Geração.
Só no final do concerto percebi de que falava o responsável do projecto, quando apresentou o espectáculo, “não tocamos instrumentos, tocamos pessoas”.
Depois do que assisti no Teatro, algumas cenas caricatas a que assisto todos os dias são apenas pormenores que não merecem um grão de preocupação.
Até para a semana



JÁ MEXE....


IMPRENSA REGIONAL - HOJE