segunda-feira, 14 de agosto de 2017

RECEBIDO COM PEDIDO DIVULGAÇÃO



NÃO SERIA UMA BOA IDÉIA TÊ-LOS COMO ANIMAÇÂO DE RUA PELAS NOSSAS FESTAS? – NÃO DEVERIA PESAR                              MUITO NO ORÇAMENTO! (DIGO EU! …)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

SUGESTÕES AL TEJO




                              DESTAQUES



PARA OS AMANTES DA "FESTA BRAVA"

        Forcados do Redondo entram na corrida de                                       Alandroal
Conforme noticiamos, a localidade alentejana de Alandroal receberá a 2 de setembro uma corrida de touros à portuguesa, por ocasião das tradicionais festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição.
Uma corrida que sofreu uma ligeira alteração no seu cartel, nomeadamente nos Grupos de Forcados, sendo que sai do cartel que ontem anunciamos os Forcados Académicos de Elvas e entra o Grupo de Forcados Amadores de Redondo, este que irá alternar com os anunciados Aposento de Alandroal e Monsaraz.
Atuarão os cavaleiros Ana Batista, João Moura Caetano e Marcos Bastinhas, que lidarão seis touros de Paulo Caetano.
O espetáculo terá inicio pelas 17 horas.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

PRIVILÉGIO DE REFORMADO!!!!!

Numa chamada “Gala Solidária” especial para aqueles que já “deram o litro” -  tive oportunidade de assistir no Curvo Semedo a uma pequena amostra do que vão ser as galas do fim-de-semana IX Mostra Internacional de Folclore.
Para abrir o apetite aqui lhes deixo em fotos e pequenos vídeo Folclore da Macedonia – Republica Checa –Lituania – Servia – e México.

          DESFRUTE – E NÃO FALTE SÁBADO E DOMINGO





MEMÓRIAS DA INFÂNCIA – Chico Manuel

                                                  PESSOAS
Não só de factos e lugares se compõem as memórias que por vezes nos acodem à cabeça.
Talvez, mais importante que recordar peripécias da infância e os lugares onde por vezes as mesmas aconteceram, seja recordar pessoas de que apenas por vezes, em conversas de café, quando a nostalgia aperta, nos lembramos.
Porque é bom por vezes regressar ao passado e principalmente para todos aqueles que já ultrapassaram o meio século, assim em jeito de amena cavaqueira vamos juntos relembrar algumas dessas pessoas, com incidência especial numa delas que neste tempo de calor me acode com frequência à memória: O Martinho dos “Sorvetes”.
Mas antes de lhes falar desta personagem, e porque seria da minha parte uma ingratidão terei que mencionar mais três pessoas que muito contribuíram na minha infância na formação da pessoa que me tornei.
Tia Ana Feijoa – Considero-a como a minha segunda mãe. Segundo julgo saber era natural do Redondo, e foi em princípio a cozinheira da família Garcia (Francisco e Antónia), minha segunda família que me cuidou desde o nascimento.
A obesidade que aos poucos se foi apoderando dela, forçou-a a deixar a cozinha, mas continuou ao serviço da casa. 
O seu trabalho limitava-se a descascar batatas, migar a couve e nesta altura de Verão migar pepino, coisa que fazia como ninguém. Naquela casa, principalmente minha madrinha Antónia, comia salada de pepino a todas as horas.
Ganhava 20 escudos por mês. Notas, que Juntava religiosamente mês a mês e que me dava, metade quando ia fazer exames a Évora, e a outra metade pela Festa de Setembro.
Era ela a encarregada de fornecer os mantimentos para as refeições e determinar o tipo de alimentação, tendo livre acesso à “despensa”, pelo que muitos chouriços, e afins “surripiava” para os nossos petiscos. Se por acaso algum colega de estudos me vier a ler não deixará de recordar as “fatias de ovos” com que a Tia Ana nos brindava nas tardes e noites de estudo colectivo.
Havia apenas uma “coisa” com que a Tia Ana “embirrava” ,e muito a desgostava: o eu vir dos Arquizes todo suado depois das jogatanas da bola. Detestava a bola! Segundo me diziam havia-lhe falecido um filho a jogar à bola no Redondo. Nunca cheguei a confirmar.
Quando regressei da comissão de serviço na Guiné encontrei a Ti Ana no asilo do Alandroal. Todos os dias a visitava e lhe dava a esperança (que sempre acalentou) de a retirar de lá. Tentei. Até arranjei uma casinha perto de onde eu residia, mas nunca consegui concretizar-lhe a vontade pois ninguém aceitou ir tomar conta dela.
Tio Manuel CegoUm pobre cego, acolhido pela família Garcia a quem foi disponibilizada uma pequena casinha de uma só divisão ao fundo da horta. Apoiado num pau, atravessava diariamente todo o jardim para ir buscar as refeições à cozinha situada no primeiro andar. Tinha que subir duas escadarias uma delas com cerca de 30 degraus. Nunca me constou que tenha dado qualquer queda.
É aqui recordado porque foi o Ti Manel Cego que me ensinou a nadar. Deus privou-o da visão, mas em compensação deu-lhe o dote de se tornar um excelente nadador.
E foi precisamente a nadar que o mesmo faleceu. Numa quente noite de Verão, depois do jantar e talvez para se refrescar foi tomar banho num tanque na horta do Bexiga, e segundo se disse na altura, uma constão (termo utilizado na altura) levou-o deste mundo.
Tio Sebastião o Tio Sebastião foi um louceiro, natural do Redondo, que frequentemente se deslocava ao Alandroal.
Com um burro carregado de tachos, tarefas, panelas e afins chegava pela tardinha, descarregava o animal e ía á janta. Regressava à cocheira onde pernoitava, para logo pela manhã começar a volta pela Vila vendendo a sua loiça. Só abalava depois de tudo vendido.
Recordo-o aqui pelas histórias que sabia contar e pela companhia que nos fazia quando em noites de calor o serão era passado à soleira da porta ou mesmo à porta da cocheira onde iria dormir.
Contava-se (não sei se verdade ou mentira), que um dia enquanto foi “enxugar” um copo na taberna do Eduardo,  deixou o burro à porta, carregado de loiça, um “malandro” qualquer deitou o “murrão” do cigarro para a orelha do animal, que desatou a espernear de tal forma partindo a loiça toda.
Nunca mais ouvi falar de tal personagem. Talvez um dos nossos amigos leitores do Redondo possa adiantar mais qualquer coisa a propósito deste homem exemplo das dificuldades passadas nesse tempo.
E por fim vou relembrar a personagem que deu origem a estas memórias.
O Martinho dos Sorvetes segundo averiguei o Martinho foi empregado de taberna e mais tarde por desavenças com o patrão instalou-se por conta própria explorando esse mesmo ramo. No entanto não é esse o motivo por que hoje é aqui recordado.
Conforme a alcunha indica o Martinho tornou-se numa figura sempre aguardada com muita ansiedade, por se dedicar, nos meses de Verão à venda de gelados.
Longe estava ainda o tempo em que o gelado se fabricava e comercializava nos moldes em que hoje o adquirimos, podemos guardar em casa e consumir sempre que desejarmos. Na altura o gelado tinha fabrico próprio, só era acessível em gelatarias (que nunca existiram no Alandroal).
Por isso o Martinho inventou uma espécie de carroça, devidamente adaptada e nas tardes de Verão percorria as ruas da Vila vendendo o que por ali se designava com “servete”, “sorvete” ou mesmo “gelado”, pelo preço de 5 tostões. Noutras localidades e em veículos mais sofisticados e invólucros de vários tamanhos o produto tinha outras designações como “esquimó”, “rájá” – mas sempre apregoado como fresquinho – que o era na verdade, e acompanhado de outras guloseimas como nogats, chupa-chupas, barquilhos, etc. .
Uma alegria para a rapaziada que aguardava ansiosamente a passagem do Martinho com os seus 5 tostões, para colmatar não só a sede, mas também consolar a vista com o colorido dos conservantes na massa gelada do produto.
E com esta conversa toda, não é que me está a apetecer um “corneto”! … Vou ali ao frigorífico buscar um…. Modernices… Como os tempos mudaram!

Chico Manuel

Agosto 2017

AGORA É TEMPO DELAS ....

              NO RIBEIRO DO ALKALATE É QUE SE APANHAVAM MUITAS
          ENFIAVAM-SE EM PALHINHAS …. E DEPOIS ERA COMER Á FARTA!


                                      AGORA JÁ NINGUÉM LHES LIGA…..


                        ESTAS Não São das Silvas – CAIEM DA ÁRVORE AOS MILHARES, MAS NINGUÉM AS APROVEITA

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

                            DAR COM UMA MÃO
ROUBAR COM AS DUAS

MEMORIAS CURTAS

            Uma vez por mês o Prof,. Vitor Guita traz-nos à memória,                                                     recordações do passado


Este calor de rachar requer umas Memórias mais leves, que sugiram alguma fresquidão. Talvez um saltinho até ao mar.

«Olh´a bolinha! É a Depuralina da praia. Alarga, mas não engorda.»
Foi ao som deste bem-humorado pregão que, um dia destes, despertámos da soneca dormida na praia. O apelativo slogan do vendedor das bolas de Berlim fez accionar em nós o detonador da memória, provocando uma explosão de pequenas recordações. Ás duas por três, demos connosco a repescar outros sabores da beira-mar e uma miscelânea de pregões, muitos deles do tempo da nossa infância e adolescência. «Há a língua de sogra! É p´ra adoçar a boquinha! Rajá fresquinho! Há frut´ó chicolate!...»
Por momentos, pareceu-nos ver na nossa frente a vendedora de bolos, de caixa branca de madeira à cabeça, com os bolinhos compartimentados em gavetas. Fantasia a mais! Talvez tivesse sido algum raio de sol mais fulminante que nos tenha perturbado os sentidos. Talvez uma miragem!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

MUITO INTERESSANTE...

Para quem não tenha lido e, por ter achado muito interessante, transcrevo um recorte da página Arte do Diário de Notícias sobre histórias da cidade de Lisboa antiga, sob o título:
                      "Lisboa Grandes Escândalos"
Três horas para ir da Praça da Alegria até à Rua do Carmo? A "culpa" é das imensas histórias, mais ou menos escandalosas, que saltam a cada passo destes cerca de dois quilómetros.
A Praça da Alegria como ponto de encontro para uma visita guiada com o título Lisboa Escandalosa não provoca grande surpresa se pensarmos que no número 58 da praça funcionou durante muitos anos uma referência da noite lisboeta, o cabaré Maxime. 
Mas não é por aí que Mónica Queiroz, técnica da Câmara Municipal de Lisboa e guia desta viagem, começa este itinerário pedestre, um dos muitos que a autarquia organiza regularmente.
Lisboa guarda escândalos (quase) em cada esquina

O busto do músico, pintor e poeta Alfredo Keil (1850-1907), que empresta o nome ao jardim situado no meio da praça, dá o tom e leva o grupo de mais de duas dezenas de curiosos - muitos deles habitués destes itinerários - ao final do século XIX e a uma incursão por um símbolo nacional. Mais propriamente o hino - e o escândalo provocado pela letra de Henrique Lopes de Mendonça para a música composta por Alfredo Keil. A razão é simples: inicialmente (1890), um dos versos do refrão de A Portuguesa era "contra os bretões marchar, marchar" em vez de "contra os canhões marchar, marchar", pondo em causa a aliança entre Portugal e Inglaterra, velha de mais de cinco séculos, numa reação contra o Ultimato britânico que obrigava Portugal a retirar as forças militares do território entre as colônias de Moçambique e Angola.
Ainda no Jardim, outro escândalo, este mais caseiro. E mais um recuo no tempo, agora até à Lisboa setecentista e ao caso de adultério da jovem e bonita Isabel Xavier Clesse, "que tentou envenenar o marido, Tomás Luís Goilão, um piloto da carreira das Índias que, por isso mesmo, passava muitos meses fora de casa", conta Mónica Queiroz. Ora, "o ácido nitroso que Isabel mandou o seu criado João comprar numa botica, dizendo que era para tratar dos calos ao marido", acabou por não ser fatal ao piloto, que se salvou. Já Isabel acabou por ser condenada à morte, por enforcamento, ali mesmo, na Praça da Alegria. A guia explica porquê: "Este local, onde até 1833 se realizava a feira da ladra, foi também Campo de Forca."
A Praça da Alegria funcionou como Campo de Forca
Ainda no mesmo local, regresso ao século XX, aos anos 20 e à fundação dos teatros do Parque Mayer - Maria Vitória (1922), Variedades (1926), Capitólio (1931) e ABC (1956) - e "à criação de cabarés e outros clubes noturnos, tendência que se manteve até aos anos 1950". Finalmente o Maxime, "o Ricks" Café de Lisboa, um ninho de espiões alemães, ingleses e franceses durante a Segunda Guerra Mundial", conta. "As bailarinas que aí trabalhavam tentavam conseguir informações a uns para vender a outros."
O Cabaret Maxim era o Rick's café de Lisboa durante a Segunda Guerra Mundial
Percorrendo uns metros na Rua da Glória, encontra-se a indicação "Tuna Comercial de Lisboa" no edifício do número 57. Era aí que em 1915 funcionava o Clube Montanha, e o cartaz que Mónica Queiroz mostra anuncia "jazz band, variedades", com indicação da hora de abertura, 19.00, quanto ao fecho... Este foi um dos muitos clubes noturnos da Baixa onde os loucos anos 1920 agitaram a vida da capital. Estes espaços de diversão estavam ligados à modernidade de costumes e atitudes, muitas vezes vistos como escandalosos, claro, seja da moral vigente, das novas músicas que aí se ouviam ou das danças aí praticadas. Mas também por efetivas violações à lei, como era o caso do consumo de drogas, com destaque para a cocaína. "Foi neste clube que uma famosíssima corista francesa, Charlotte, introduziu o consumo da cocaína." E se nos vizinhos Ritz Club ou Maxim"s, agora Palácio Foz, era preciso uma bolsa mais recheada, "aqui bastavam 20 escudos para ser noite até de manhã", diz a guia, citando o cantor Vitorino.
Em 1908, no Palácio Foz foi criado o mais importante clube noturno da cidade, o Maxim's
Descendo a Travessa da Glória em direção à Avenida da Liberdade, o restaurante Sancho é aproveitado por Mónica Queiroz para recordar os anos escandalosos entre 1253 e 1258, em que Portugal foi um país excomungado pelo Papa. Com a sucessão em perigo por falta de herdeiros de D. Sancho II, o seu irmão, D. Afonso III, envolve-se numa conspiração no sentido de tomar a coroa. Casado desde 1235 com Matilde, condessa de Bolonha, também não tinha herdeiros e, por isso, em 1253 casa-se com D. Beatriz, filha de D. Afonso X, de apenas 9 anos. Ora, como Matilde de Bolonha só morreu em 1258, "o Papa não podia abençoar um rei bígamo".
No Convento da Anunciada, uma freira forjou chagas nas mãos e nos pulsos
É já do outro lado da Avenida, no Largo da Anunciada, junto à Igreja de São José, que chega um escândalo envolvendo a igreja. Aqui a protagonista é Soror Maria de Visitação de Menezes, que nos pulsos e nas mãos forjou chagas, com a ajuda involuntária do pintor espanhol Fernão Gomes que na altura estava a trabalhar no Convento da Anunciada. Com a Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, a ser enganada por esta religiosa que visitava, bem como Filipe II, "que também acreditava na veracidade das chagas", é fácil perceber que este caso tenha alimentado muita literatura escandalosa e proibida.
Literatura essa que volta a ser referida já no regresso à Avenida da Liberdade, junto ao busto do escritor e político Pinheiro Chagas (1842-1895), amigo do escritor e jornalista Alfredo Gallis (1859--1910), que se tornou bastante popular com os folhetins e romances plenos de referências sensuais.
Uns passos mais à frente, nova paragem frente ao Condes, hoje o Hard Rock Cafe Lisboa. Um regresso à década de 70 do século XVIII para falar da atriz italiana Anna Zamperini, que atuou no teatro que aí existia na altura, e o desassossego que gerou na sociedade de então a sua relação com o padre Manoel de Macedo e com o filho do Marquês de Pombal, então presidente do Senado da Câmara de Lisboa. Conta Mónica Queiroz que, para garantir meios financeiros para o teatro (e para a sua sua amada), Henrique José de Carvalho e Melo convocou os comerciantes mais importantes da cidade e, com uma sala iluminada por 200 velas, fez entrar Anna Zamperini. A encenação foi convincente.
Em reação ao livro "Portugal de Relance" de Madame Ratazzi, Bordalo Pinheiro fez uma caricatura da descendente de Napoleão
De costas voltadas para o Condes, o itinerário regressa aos primeiros anos do século XX com passagem pelo agora Palácio Foz, que, em 1908, era "o melhor cabaret dancing de Lisboa, com sessões de striptease". "Com uma porta principal e outra secreta, com salas privadas, era uma casa de luxo, e para aí se entrar era preciso ter um cartão; era de grande prestígio social conseguir esse cartão", revela.
Por entre outras histórias que vai desfiando, Mónica Queiroz encaminha o grupo para as Portas de Santo Antão, com entrada na atual Casa do Alentejo, o primeiro casino da capital, inaugurado em 1918 com o nome de Majestic Club.
 O Majestic Club, hoje Casa do Alentejo, foi o primeiro casino da capital onde se faziam e desfaziam fortunas numa noite.
O empresário Júlio César Resende "chama uma equipa de decoradores" e o seiscentista Palácio Alverca é renovado em estilo neomourisco. "Aqui entramos nas Mil e Uma Noites, onde se faziam e desfaziam fortunas numa noite", contextualiza. No primeiro andar, um palco divide o salão do restaurante e a sala de jogo, ambas decoradas com sensuais figuras femininas, e por onde circulavam "as papillons que tinham como missão manter os homens a beber e a jogar, a gastar dinheiro".
Decoração do Majestic Club remete para universo das Mil e Uma Noites
Após uma passagem pelo Rossio - onde Mónica tanto conta histórias do tempo da expansão em que o exotismo vindo das terras exploradas pelos portugueses ia espalhando o espanto durante o reinado de D. Manuel I como lê uma das poesias eróticas que notabilizaram Bocage (1765-1805) -, o itinerário termina no início da Rua do Carmo. Pretexto? O Hotel Europa, depois Armazéns do Chiado, onde entre 1874 e 1876 se instalou Madame Rattazzi, descendente da família de Napoleão Bonaparte, que, depois de regressar a Paris, escreveu o livro Portugal de Relance, no qual faz um retrato da sociedade portuguesa e, mais do que isso, denuncia esquemas de corrupção relacionados com lotaria e investimentos na bolsa. As denúncias, vindas de uma estrangeira, não foram bem-vistas e valeram uma caricatura de Bordalo Pinheiro, com a qual Mónica termina este itinerário - "um dos vários possíveis" - à Lisboa Escandalosa.

GERARDO SANTOS/GLOBAL IMAGENS











AUTÁRQUICAS 2017 - ALANDROAL

    CDS DÁ A CONHECER CANDIDATURA AUTARQUIA

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

DIREITO À OPINIÃO - Helder Salgado

Alanos, suevos e vândalos.
E, passados séculos e séculos a história tende em repetir-se.
Este título não seria adequado a esta crónica se o Concelho, não fosse possuidor de um potencial histórico, e, onde algum, já se pode designar de resíduos.
Reminiscências persistem, de geração em geração, incapazes de adaptação às mudanças cívicas dos tempos modernos, em que as populações podem ditar o seu próprio destino.
São Brás de Matos foi palco dessa incapacidade.
Aqueles Povos passaram pela nossa Península e, certamente, deixaram descendentes, herdeiros das práticas de atos vandalizantes dos seus antepassados, e, que em verdade, navegam na obscuridade rastejante do não alcance democrático.
A vandalização fotográfica de um concorrente às eleições autárquicas do Alandroal, confirmam a falta de democratização de uma faixa de pessoas.
A Democracia é a luz da verdade, da coerência e da assunção da palavra dada, baseada no confronto e discussão de ideias, direcionadas ao Bem Comum.
Aquele ato, visto aquela luz e da saudável convivência, aponta para a insuficiência democrática, para a subserviência ou para o servilismo doentio, tão condenável como os apupos ou a maledicência direcionados a qualquer pessoa.
Se me é permitido evocar a divindade, nessa permissão peço a São Brás que ilumine e reconverta à Democracia os Vândalos ainda existentes.
Hélder Salgado
Terena, 02-08-2017.


"ISTO" ESTÁ-SE A COMPLICAR... E AINDA FALTA AGOSTO E QUEM SABE SETEMBRO!

O LUCIFECIT



quinta-feira, 3 de agosto de 2017

DE APLAUDIR …

Tutelado pelo Município de Montemor-o-Novo, MorBase é, não só, uma plataforma para o montemorense, mas também, uma ferramenta para o investigador e para o interessado no património móvel e imóvel, material e imaterial oriundo do concelho de Montemor-o-Novo.  
                     OFÍCIOS – PRODUÇÃO MORBASE
A mini série "Ofícios", composta por oito capítulos, é um retrato do saber fazer de algumas profissões tradicionais do concelho de Montemor-o-Novo.
(Al Tejo irá apresentar os vídeos, relativos a diversos ofícios à razão de 2 por semana)

 CORTICEIRO

CAIADOR

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

DUQUES E CENAS - Rubrica do Prof J.L.N.

             A Importância de não ser Ernesto *

Escrever nas redes sociais sob anonimato com a intenção de denegrir a imagem, a vida, a integridade e o trabalho de outrem não pode ser merecedor do nosso desprezo. Tal como o meu saudoso Pai me dizia, não raras vezes, devemos cultivar alguma proximidade com os que não gostam de nós, porque os outros, esses, são de confiança. Por isso, não nos podemos dar ao luxo de desprezar as figurinhas que, nada fazendo por este concelho, destroem com prévia intenção, os que, após o voto do povo, podem ou não assumir cargos de peso no organograma autárquico. Mas o que é verdade é que a lista da CDU começa a ser atacada de forma ofensiva, demagógica e cobarde muito antes das autárquicas. E, pelo que conheço dos candidatos da Oposição, nenhum deles, tenho a certeza, concorda com esta forma de fazer política, condenando a atitude vil e o nível pobre de argumentação que por aí anda livremente a circular sobre um alegado futuro elemento da lista comunista. É por isso que, tal como o leitor, que é, tenho a certeza, um cidadão intelectualmente honesto, me recuso a acreditar em quem, no escuro da noite, não respeita quem poderá um dia ser-lhe útil. Se não for a si próprio, pessoalmente, será decerto à terra onde tais figurinhas absurdas tão estupidamente fazem, como os burros, sombra e peso no chão.
* Trocadilho com o título da famosa peça de Oscar Wilde The Importance of Being Earnest (estreada em 1895)

João Luís Nabo
In O Montemorense, Julho 2017


Nota do Editor: Atenção O Prof. João Luís escreve Sobre Montemor

POETAS DA MINHA TERRA - Jeronimo Major



DIVULGAÇÃO- ALANDROAL