PARABENS CLUBE RUGBY DE JUROMENHA
sexta-feira, 21 de julho de 2017
CRONICAS DE CINEMA -Por Egas Branco
Uma homenagem
do Al Tejo a Domingos Maria Peças
Ciclo do Cinema Japonês
Egas
Branco Revê grandes obras da cinematografia nipónica.
Mais
uma obra-prima absoluta de Kenji Mizoguchi, o grande cineasta japonês e do seu
argumentista, Yoshikata Yoda.
Embora
a historia se passe no Japão medieval, foi realizada em 1954, fazendo pensar
nos campos de concentração do nazi-fascismo, na Alemanha, e países ocupados, e
no Japão. O intendente Sanshô, pela sua crueldade parece baseado nas sinistras
figuras que dirigiram esses campos sem a mais pequena réstea de humanidade.
Acabam no entanto por escapar com vida devido à ausência de ódio revanchista
das suas vítimas.
Comovente
e admirável tem, como quase sempre nas obras do grande realizador nipónico,
principalmente quando teve como colaborador Yoshikata Yoda, o povo sofredor e
explorado como personagem principal.
Mostra
o sofrimento de um povo sujeito à escravatura nas propriedades privadas das
grandes casas senhoriais do Japão imperial.
Sobre
esta obra escreveu João Bénard da Costa, o antigo director da Cinemateca
Portuguesa, e não obstante a sua condição de intelectual católico, embora
nalguns aspectos progressista, talvez o mais belo texto que lhe conheço.
Se
puderem tentem ver (ou rever) esta obra extraordinária, também no aspecto
puramente de linguagem, que Benard diz que nunca conseguiu ver, apesar de a ter
visto muitas vezes, sem chorar. É de facto difícil porque comovente.
ACTUAL
TREBLINKA, de Sérgio
Tréfaut
Ninguém
deveria deixar de ver esta obra agora estreada em sala (Finalmente!!! Mas
porquê só agora e em tempo de férias?!), já multipremiada, em Portugal (no
Festival Indie 2016) e no estrangeiro.
Um
documento importante sobre o nazifascismo, os seus campos de extermínio e o
assassinato de milhões de pessoas, através dos relatos de alguns dos seus
poucos sobreviventes.
Um
dos testemunhos é de Marceline Loridan-Ivens, cineasta e escritora, companheira
de Joris Ivens, famoso cineasta, antifascista e acompanhante empenhado de
algumas das revoluções socialistas do Século XX. Curiosamente é lhe atribuída
nesta obra uma frase que é a mais polémica do filme uma vez que, fora do
contexto e admitindo que terá sido bem traduzida, poderá prestar-se a grandes
equívocos: refere a ideologia e a religião, como se fossem males.
Ao
contrário, penso, o homem como o animal mais inteligente que conhecemos tem no
entanto na Ideologia o melhor (ou o pior) de si, porque as ideologias podem ser
a favor do Homem ou contra ele. Mas sem elas, as que defendem o progresso e a
justiça, o Homem não teria futuro.
Para
nós, portugueses, que sobrevivemos à longa noite fascista, de Salazar e seus
acólitos e com a Igreja Católica como apoiante, este filme tem um particular
significado. É que essa gente que oprimiu o nosso País durante quase meio
século, foi apoiante deste nazismo, fonte dos terríveis e quase inimagináveis
horrores que a obra descreve pelo relato de alguns que lhes sobreviveram.
Neste
início do Século XXI é inquietante todavia verificar que as ideologias
fascistas e nazis renasceram dos escombros e já surgem no poder no leste
europeu, nomeadamente na Ucrânia! E até na própria França crescem, ainda que
camufladas, principalmente nas frentes fascistas da marine le pen. E a extrema-direita
chegou ao poder nos EUA (trump)...
Os
que amam a Paz e o Progresso para os Povos não podem dormir descansados. A luta
vai ter que continuar. E o papel da Ideologia assume, como sempre, particular
importância.
A
nossa grande actriz Isabel Ruth, dá corpo e rosto às sobreviventes do
holocausto nazi em que pereceram milhões de pessoas, sistemáticamente
eliminadas, por ódio racial (os judeus, principalmente), por perseguição
política (os comunistas, em primeiro lugar)!
Nos
tempos que correm é para nós muito doloroso ver como alguns dos descendentes
das muitas vítimas de ontem (as de ascendência judaica, como muitos de
nós) se tornam em algozes hoje (do mártir povo palestiniano, vítima da
ocupação do seu país e de um novo genocídio cometido por sucessivos governos
israelitas). E quanto se levantam vozes a protestar e a propor uma solução de
Paz para a Palestina, são brutalmente eliminadas, como o Presidente Isaac
Rabin, assassinado por um militante sionista de extrema direita, quando
decorriam encontros para a Paz, entre representantes dos dois povos.
Algumas das obras que é indispensável
conhecer, como as que falam do apoio do fascista salazar ao nazi hitler e seus
apoiantes, com envio em matéria primas e géneros, roubadas ao povo português e
de como foi o governo fascista português recompensado pelos nazis, com a
entrega de parte do ouro retirado às vítimas assassinadas nos fornos
crematórios nazis. TREBLINKA era um deles, na Polónia ocupada.
Só
uma pequeníssima nota do muito que haveria a dizer sobre mais uma obra notável
do realizador haitiano, RAOUL PECK (Port-au-Prince, 1953), um homem de cultura,
autor de "LUMUMBA" e de "O JOVEM KARL MARX", este último
filme da sessão de gala no Festival de Berlim e que víramos com muito interesse
há dias e do facto demos notícia aos amigos.
Esta
nova obra, "I AM NOT YOUR NEGRO" baseia-se nas notas deixadas pelo
escritor e activista dos direitos cívicos nos EUA, JAMES BALDWIN (1924-1987),
que pretendia escrever uma obra sobre a luta anti-racista no seu país,
homenageando simultâneamente três grandes dirigentes negros assassinados,
Medgar Evers, Malcom X e Martin Luther King, que foram seus amigos e
companheiros de luta.
Repositório
tremendo do que tem sido a luta pelos direitos cívicos nos EUA e continua muito
actual, dado o retrocesso civilizacional naquele país e no mundo capitalista,
responsável pelo crescimento da extrema-direita, do racismo e da xenofobia,
como também na actual união europeia.
Medgar
Evers, foi o primeiro a ser assassinado, como sempre por um activista de
direita, membro da Ku Klux Klan, Byron De Le Beckwith, que no entanto escapou à
justiça durante 30 anos, só vindo a ser julgado e condenado pelo crime em 1994
(!!!).
Impressionante
o relatório do FBI sobre James Baldwin, essa tenebrosa instituição então
dirigida pelo famoso, pelas piores razões, Edgar G. Hoover.
Na
actualidade dos textos e discursos de Baldwin (alguns na voz de Samuel
L.Jackson) refira-se a sua afirmação de que tudo está nas mãos do povo
norte-americano. Sabemos o que isso significa de necessidade de luta organizada
e de esclarecimento de uma população que o é muito pouco.
Curiosidade
pelo surgimento nas imagens de actores famosos, apoiantes das causas cívicas,
entre os quais, um dos que traiu ideais e companheiros, Charlton Heston, aliás
mau actor, que viria a mudar de barricada e a tornar-se presidente da NRA
(National Riffle Association), activista contra o aborto, apoiante de Reagan e
dos Bush.
Haveria
muito a acrescentar sobre esta magnífica obra de Raoul Peck, mas não havendo
aqui e agora nem tempo nem espaço fica a fortíssima sugestão aos amigos para não a perderem.
Vi
no Cinema Ideal, ao Camões, em Lisboa.
Às
imagens que juntei adicionei a do jornalista Mumia Abu Jamal, que embora não
seja citado na obra, é uma das vítimas da perseguição racista nos EUA,
continuando preso.
Egas
Branco
quinta-feira, 20 de julho de 2017
VASCULHAR O PASSADO - Augusto Mesquita
Uma vez por
mês Augusto Mesquita recorda-nos pessoas, monumentos, tradições usos e costumes
de outros tempos.
Tributo aos 50 anos do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo
Consta que, no regresso de uma visita às obras de construção
do Abrigo dos Velhos Trabalhadores, o Engenheiro João Garcia Nunes Mexia,
acompanhado pelo Padre Alberto Dias Barbosa, passaram ao lado das ruínas do
velho Convento de São Domingos. O prior, aproveitou a oportunidade, para
solicitar ao Benemérito Nunes Mexia (membro da família que custeou a
visitada construção), que se
interessasse pelo aproveitamento daquele arruinado monumento para a realização
de actividades em prol de Montemor-o-Novo.
O pedido não caiu em saco roto, e
poucos meses depois do pedido formulado pelo Senhor Padre Alberto ao Senhor
Engenheiro Mexia, realizou-se a primeira reunião preparatória, para a criação
da nova agremiação no dia 1 de Dezembro de 1966, no Quartel dos Bombeiros Voluntários,
onde também se realizou a segunda, em 8 de Junho de 1967, já para apreciação do
projecto dos Estatutos. A actividade do Grupo ainda não oficializado,
iniciou-se propriamente a 7 de Setembro de 1967, na Sala da Direcção do Abrigo
dos Velhos Trabalhadores, ainda a cheirar a nova, pois fora inaugurada em 13 de
Junho desse ano, a reunião da Comissão Organizadora do Grupo dos Amigos de
Montemor-o-Novo, com a presença dos seguintes aderentes: Engenheiro João Garcia
Nunes Mexia, Dr. Artur Campos Figueiredo de Gouveia, Leopoldo Nunes, Dona Maria
Celeste Alves Alfacinha Wandschneides, Dona Maria Joana Lebre Amaral Rosado
Pereira, Dona Maria Helena Morgado Palhavã Malta, Dr. António Maria Malta
Laboreiro de Villa-Lobos, Engenheiro João Rafael de Melo Mouzinho Almadanim,
Dr. Angelino Augusto Ferreira, Dr. Augusto Moreira, António Lopes de Andrade
Júnior, Salvador dos Santos, António Jacinto, Luís Joaquim Alves Catarino e
Padre Alberto Dias Barbosa.
Entre os assuntos tratados, contaram-se
os seguintes:
a) a aprovação, concedida em
18.07.1967, pelo Senhor Ministro da Educação Nacional, aos Estatutos deste
agrupamento, e diligências que antecederam tal facto. É motivo para mútua
congratulação de quantos se interessam por este Grupo;
b) O caso da instalação em Montemor do
Serviço de Abastecimento de Peixe ao País – S.A.P.P., que justamente alegrou os
associados deste mesmo grupo e todos os montemorenses.
Foi resolvido exarar na acta um
caloroso voto de reconhecimento agradecimento ao Exmo. Senhor Contra-Almirante
Henrique Tenreiro e seus directos colaboradores, pelo alto critério de isenção
e justiça como resolveram este caso;
b) Tomou-se pormenorizadamente
conhecimento das diligências já efectuadas e a empreender ainda para, de
estreita colaboração com a Câmara Municipal, se criar um Museu - Biblioteca, a
instalar no velho Convento e Igreja de São Domingos nesta vila;
c) Notificou-se que a anunciada
Conferência sobre a Arqueologia no Concelho e muito especialmente nas Grutas do
Escoural, era realizada em meados de Novembro pelo insigne Arqueólogo Exmo.
Senhor Dr. Farinha dos Santos;
d) Determinou-se proceder imediatamente
a uma campanha de inscrição de sócios neste agrupamento, que se destina a
reunir todos quantos, nesta vila e no concelho ou dele ausentes, se interessem
e estão dispostos a colaborar na defesa dos interesses de Montemor-o-Novo.
Lembrou-se a necessidade de angariar
sem demora, um bom número de sócios que se prontifiquem a oferecer cotas
mensais de 100$00 e de 50$00, embora a cota mínima seja de 5$00, a fim de que o
Grupo tenha possibilidade de actuação válida, e se lance em iniciativas e
empreendimentos de vulto, que no dizer dos senhores Dr. Campos Figueira,
Engenheiro Mexia e todos os demais presentes, são decisivos e de grande
urgência, para o futuro tanto do Grupo, como sobretudo de Montemor-o-Novo.
Os serviços de cobrança de cotas dos
sócios inscritos iniciam-se no dia 1 de Outubro
próximo;
e) Decidiu-se que a Sede Provisória do
Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo funcione, de início, na Redacção do Jornal
“O Montemorense” até que os respectivos serviços tenham casa própria;
f) Finalmente marcou-se a próxima
reunião desta Comissão Organizadora para o último Domingo de Outubro, às 16,00
horas, em local a designar oportunamente, sendo nessa data marcada a Assembleia
Geral de todos os sócios inscritos para eleição dos primeiros órgãos sociais.
A primeira Assembleia Eleitoral,
realizou-se na Sociedade Pedrista no dia 26 de Novembro de 1967 e elegeu os
primeiros Corpos Gerentes, para o triénio 1968 – 1970, cuja composição se
indica:
Mesa da Assembleia Geral
Presidente: Dr. Alfredo Maria Praça
Cunhal; Vice-Presidente: Dr. António Maria Laboreiro de Villa-Lobos; 1.º
Secretário: Padre António Lavajo Simões; 2.º Secretário: Dr. Alfredo Heliodoro
dos Santos.
Direcção
Presidente: Engenheiro João Garcia
Nunes Mexia; Vice-Presidente: Dr. Nicolau José Torres; 1.º Secretário: Padre
Alberto Dias Barbosa; 2.º Secretário:
Dr. Artur Campos Figueira; Tesoureiro: Salvador dos Santos.
Conselho Fiscal
Presidente: António Lopes de Andrade
Júnior; Vogais: Engenheiro João Rafael de Melo Mousinho Almadanim e Dr.
Angelino Augusto Ferreira.
Foram criadas as seguintes Comissões
Especiais: Comissão de Cultura e Defesa do Património Montemorense, Comissão
Pró-Desenvolvimento Industrial e Agrícola, Comissão de Turismo e Propaganda, e
Comissão de Actividades Artísticas e Desportivas
A segunda Assembleia Geral realizou-se
na Sociedade Carlista em 17 de Março de 1968. Nesta assembleia, e com o
objectivo de angariar fundos para a aquisição do Convento de São Domingos e sua
posterior recuperação, foi decidido promover a edição de um número especial de
“O Montemorense”, que foi posto à venda , pelo preço base de 20$00. Este
magnífico “Suplemento Especial” impresso em formato A3, é composto por 60
páginas, e dá a conhecer um pouco da história da Vila Notável e das suas
aspirações, assim como pequenas resenhas das associações recreativas,
desportivas, humanitárias e de solidariedade social, existentes na Vila, e as aspirações
das freguesias e lugares do Concelho.
Por escritura pública realizada no
Cartório Notarial de Montemor-o-Novo em 25 de Abril de 1972, foi adquirido por
200 contos a António Romeiras Marques dos Santos, as ruínas do Convento de São
Domingos, para futura sede do GAM.
O projecto de remodelação do Convento
de São Domingos foi entregue ao Arquitecto Santa Clara, que em Montemor, também
elaborou o projecto do Abrigo dos Velhos Trabalhadores.
Com os subsídios de 2.000 contos do
Ministério das Obras Públicas, de 2.150 contos da Fundação Calouste Gulbenkian,
de 100 contos da Câmara Municipal, da oferta de 1.000 contos por parte do
Senhor Engenheiro Nunes Mexia, de 1.100 contos de um anónimo, e ainda, de
verbas oferecidas pela população, e pela venda do suplemento especial de “O
Montemorense”, as ruínas do Convento de São Domingos, classificado como imóvel
de interesse público, pelo Decreto 44.075, de 5 de Dezembro de 1961, foram
recuperadas por fases, dando lugar à sede social do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo.
O primeiro núcleo, dos previstos nos
Estatutos, para agremiação dos montemorenses residentes fora do concelho,
nasceu em Lisboa, no dia 22 de Março de 1974, por iniciativa de Albino Sampaio.
A primeira Assembleia Geral realizada
no Convento de São Domingos (classificada de histórica), realizou-se no dia 24
de Março de 1974.
O “Verão Quente de 1975” teve
consequências nefastas no prosseguimento das obras, pelo que as mesmas foram
suspensas.
Face à situação existente, foi decidido
em Assembleia Geral entregar o Convento de São Domingos à Câmara Municipal,
mediante um protocolo de cedência. O processo prolongou-se, e felizmente que
não se concretizou.
O amor a Montemor-o-Novo, foi o tónico,
que, funcionando como uma varinha mágica, permitiu o recomeço das obras que
nunca mais pararam.
Em 2 de Maio de 1976, foi inaugurada a
“Biblioteca”, actualmente designada “Professor Doutor Banha de Andrade” e cujo
primeiro Bibliotecário foi o Senhor Dr. Mário Nunes Vacas.
Em 17 de Julho de 1977, na comemoração
do 10.º aniversário do GAM, foram inauguradas a “Sala de Olaria” e a “Sala de
Tauromaquia”.
Em 1982, numa parceria entre o GAM e a
GNR surgiu a “Escola de Equitação do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo”, que
ao longo da sua existência, produziu excelentes frutos na formação dos jovens,
na sua instrução na arte equestre e ocupação de tempos livres. Para o êxito da
Escola de Equitação, muito contribuiu o Cabo-Chefe José Francisco Potra Borges.
Em 15 de Março de 1986, foi a vez do
“Museu de Arqueologia e de Etnografia” serem inaugurados. Organizado pelo
Arqueólogo Mário Varela Gomes, está instalado em quatro salas do Convento de
São Domingos. O nosso Museu de Arqueologia está considerado um dos melhores do
País, e também da Europa.
Em 16 de Março de 1996, a Assembleia
Geral aprovou por unanimidade considerar São João de Deus e São Domingos,
co-patronos do GAM.
Em Setembro de 1997 a Direcção Geral do
Património Cultural depositou no Convento de São Domingos 28 carros de tracção
animal, de que o GAM é fiel depositário. Foram no decorrer dos anos, feitas
várias tentativas para a construção de um espaço para abrigo dos coches,
inclusive, a execução de dois projectos, um mais ambicioso e o outro
mais modesto, mas, até à presente data não se conseguiu comparticipações, e as
viaturas pertencentes ao Estado, vão-se degradando...
Em 1998 a Doutora Ana Ribeiro da Mota
Vacas teve a feliz ideia de criar os Estudos Gerais, que começaram a funcionar
em Outubro desse ano. Ano após ano, esta feliz iniciativa, apoiada por
professores voluntários, tem crescido, e esse desenvolvimento, tornou a
Universidade Sénior, como hoje é chamada, de imprescindível nas actividades do
GAM, porque ela é indiscutivelmente o “pulmão” do Convento.
Além das aulas, os alunos da Universidade
Sénior ainda têm tempo para o recreio. O meu querido Amigo Victor Guita criou a
Tuna e o Grupo de Teatro, que têm levado o nome de Montemor-o-Novo a diversos
pontos do nosso País.
Em 2000 o Sócio Senhor Hugo de
Oliveira, emigrante em França, solicitou autorização para criar um Núcleo do GAM na localidade de Reze.
A Direcção acedeu ao pedido formulado por o considerar com bastante interesse
para o Grupo. No dia 24 de Junho último, visitei o Blog deste núcleo e fiquei
surpreendido pela positiva. Mostra a agenda “mor + semana”, possui os diversos
Blogs montemorenses actualizados, relata noticias de Montemor e do concelho, e
oferece ainda, Links sobre Montemor-o-Novo.
No dia 9 de Dezembro de 2000, por
iniciativa da inventiva Dona Maria Ernestina Pedro foi inaugurada a “Sala do
Brinquedo”.
Em 2013, por iniciativa da engenhosa
Dona Maria Ernestina Pedro foi inaugurada a “Sala das Bonecas”. O Programa
Regiões da RTP fez reportagem no local.
Igualmente, por iniciativa da talentosa
Dona Maria Ernestina, foi inaugurada em 22 de Março de 2014, a “Sala do Traje”.
A mentora do projecto, acompanhada por dois elementos da Direcção do GAM, foi
entrevistada nos estúdios da SIC.
O prestigiado Coral de São Domingos, o
Ensemble Monte Mor, as Musas do Almansor, e os Escuteiros, nasceram dentro
daquele monumento quinhentista. Também os “Fazendeiros de Montemor” renasceram
naquele espaço.
Sobre o GAM escreveu Mestre Leopoldo
Nunes,: “O Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo não quer – até porque seria
indigno – evidenciar alguns homens ambiciosos ou vaidosos; pretende,
fundamentalmente, para atingir os mais nobres e proveitosos fins, que a acção a
desenvolver seja colectiva, como garantia do maior êxito possível”.
Para comemorar o 50.º aniversário da
fundação do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, a Direcção presidida pelo Dr.
Paulo Xavier, empossada em sete de Janeiro de dois mil e dezassete, programou
um extenso rol de actividades que se iniciaram ainda no mês de Janeiro, e se
prolongam até ao final do ano.
Em Dezembro, espero lançar no Convento
de São Domingos a minha última compilação, designada “Grupo dos Amigos de
Montemor-o-Novo – salpicos da sua história”.
Augusto Mesquita
Julho/2017
quarta-feira, 19 de julho de 2017
COISAS DA MUSICA – Rubrica do José Carvalho
NADA QUE ESPERAR
Bonita música de Salvador Sobral, bom gosto e qualidade musical onde se percebe a influência do cantor Caetano Veloso.
Vai o jovem cantor pelo caminho da boa música, é na verdade um caminho mais difícil que o caminho da moda, do populismo.
Espero que gostem.
Bonita música de Salvador Sobral, bom gosto e qualidade musical onde se percebe a influência do cantor Caetano Veloso.
Vai o jovem cantor pelo caminho da boa música, é na verdade um caminho mais difícil que o caminho da moda, do populismo.
Espero que gostem.
José Carvalho
DIREITO À OPINIÃO - MONTEMOR
Ervas secas “invadem” o Centro de Saúde
No dia 3 de Julho de 2015 foi inaugurado o novo Centro de Saúde de Montemor-o-Novo que entrara em funcionamento em 23 de Março desse ano, para prestar cuidados de saúde aos 16.638 utentes inscritos.
No dia 3 de Julho de 2015 foi inaugurado o novo Centro de Saúde de Montemor-o-Novo que entrara em funcionamento em 23 de Março desse ano, para prestar cuidados de saúde aos 16.638 utentes inscritos.
O arquitecto que projectou o novo
edifício, não se esqueceu de incluir na representação gráfica e escrita, os
arranjos exteriores, dotando-os do indispensável espaço verde. Infelizmente, o
verde, teimosamente não saiu da maquete, e foi substituído pela cor amarelada
dos pastos.
Em Setembro de 2016 a “Folha” publicou
um reparo à situação existente no espaço exterior do Centro de Saúde. Fruto
dessa observação, quase de imediato, as ervas secas, que por mero acaso não
arderam, foram retiradas.
Nove meses depois, tudo voltou à
primeira forma, como comprova a foto do Paulo Caldeira. Perante o desinteresse
dos gestores, o pasto foi crescendo e invadiu novamente todo o espaço térreo
exterior da Unidade de Saúde, perante o alheamento dos responsáveis, e críticas dos utentes.
Ao contrário de muitos municípios, que optam e muito bem, pela
recolha do lixo à noite, a edilidade montemorense, continua erradamente, a
proceder à sua recolha durante o dia. A
passagem do carro de recolha dos resíduos sólidos misturados com detritos
líquidos, espalha no ar um cheiro nauseabundo, que obriga os comerciantes a
fecharam as portas dos seus estabelecimentos por alguns minutos, e os
transeuntes a colocarem a mão no nariz, para protecção do seu bem-estar.
Porque a recolha dos resíduos em pleno
dia (principalmente no verão), é um atentado à saúde pública, solicito aos
responsáveis autárquicos, que a recolha do lixo se proceda no período nocturno,
a exemplo do que sucede em muitas vilas e cidades.
Augusto Mesquita
DIVULGAÇÃO
E TAMBÉM ASSIM SE PUBLICITA UM EVENTO POR TODAS
AS PRAIAS DO ALGARVE , DO ALENTEJO, NORTE E CENTRO DE PORTUGAL.
terça-feira, 18 de julho de 2017
VER PARA CRER
Igreja da Misericórdia de
Juromenha será requalificada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, avança
Mariana Chilra.
Leia e oiça AQUI
Leia e oiça AQUI
segunda-feira, 17 de julho de 2017
domingo, 16 de julho de 2017
REPORTAGEM AL TEJO
UMA VEZ POR ANO O ALANDROAL PRESTA HOMENAGEM AOS SEUS ANTEPASSADOS REVIVENDO O CULTO
AO DEUS :
NO
CASTELO:
Degustar
sob o olhar atento da guarda pretoriana
Diversão
ao longo do repasto
A
taberna da Confraria dos chícharos
Os
Taberneiros
Senador
Augustus
Centurião
Xicus e Sacerdotisa Sophia
No
final valente sessão de “lambada”
sexta-feira, 14 de julho de 2017
CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM
RUI MENDES
A REALIDADE EM
QUE NOS ENCONTRAMOS
Esta
semana assistimos a mais um debate sobre o Estado da Nação.
As posições dos grupos parlamentares foram as
expectáveis.
Mas Portugal não viverá um momento tão positivo quanto
nos querem fazer crer.
O que ficou claro neste debate, julgo que por todos, é
a forma como o Governo aplica as medidas de austeridade, conhecendo-se hoje os
seus efeitos.
Para quem foi dizendo que o Governo não tinha um plano
B, fica claro que afinal havia outros planos, apelide-se ele de B, C ou se lhe
dê outra designação.
Sempre soubemos que em questões orçamentais não
existem milagres, e quando se inventam soluções, mais tarde ou mais cedo alguém
as terá que resolver. É sempre assim.
A mudança de Governo gerou-se numa fase em que vários
factores externos, como os baixos juros e o imprescindível apoio do BCE, o
baixo preço do petróleo, o turismo em alta, entre outros, e internos, tais como
a melhoria do clima social, do nível de confiança, e a estabilidade politica,
muito devida à permanente intervenção do presidente da republica, contribuíram
para o melhoramento de alguns indicadores, em especial o défice e o desemprego,
que vieram a apresentar resultados positivos e que não esperados serem
reduzidos nessa dimensão.
Mas realidade é que continuamos, e vamos continuar, a
viver em forte austeridade, o que mudou foi o modo como ela é aplicada.
O que verdadeiramente se alterou foi o discurso,
claramente mais positivista e sempre optimista. E esse tipo de discurso é
transmitido sempre, seja na abordagem de assuntos banais, seja para explicar
problemas graves. Fica-nos sempre a ideia que nada é um problema.
O dilema é que os problemas não se resolvem com
optimismos, nem com um discurso menos preocupado.
Tantas vezes vamos ouvindo os membros do executivo
referir que estamos a resolver isto e aquilo, que parece que os problemas são
resolvidos. E quando nos inteiramos está tudo basicamente na mesma.
Nos impostos directos pouco ou nada se fez, nos
indirectos pode-se tributar que poucos são os que os questionam, nem tão pouco
o vulgar cidadão identifica a parte respeitante ao imposto que está a pagar.
Nos Serviços Públicos que se corte, ou melhor, que se
cative o necessário. E diz esta solução governativa que se deve defender os
Serviços Públicos. Que grande paradoxo.
No que se refere a remunerações apenas foram repostos
os montantes que haviam sido retirados, Nada mais que isso.
E mais, muito mais, poderíamos aqui referir, do que
anda para ser resolvido. Não se sabe é quando.
O que verdadeiramente nos deve interessar é que o país
resolva os seus problemas estruturais, que se criem condições favoráveis para a
capitalização das empresas, que se resolvam os problemas da banca e os seus
reais impactos nas contas públicas e que se expliquem as imparidades
verificadas particularmente na CGD, que se caminhe para a progressiva redução
da divida, a qual apresenta um valor acima dos 130% do PIB, quando o PIB tem
apresentado um crescimento. Algo absolutamente preocupante e o maior problema
do país. A melhoria do rating, na perspectiva das várias agências, dependerá da
redução da dívida.
É que felizmente temos beneficiado de um clima
favorável, o qual certamente não durará sempre, e a melhor defesa de um país é
apresentar uma economia robusta, sustentada num forte e competitivo sector
empresarial, o qual deverá ser capaz, por si, de responder positivamente aos
problemas que o país apresenta, contribuindo para a redução do desemprego, para
a qualidade do emprego gerado, para a valorização do trabalho, para o continuo
crescimento do sector das exportações, resultando também no crescimento da
receita fiscal, contribuindo dessa forma para a modernização do país.
É esta a nossa expectativa, fazer crescer o país
através de uma economia forte, e assim poder distribuir a sua riqueza, e não
distribuir aquilo que no futuro não estará assegurado que venha a existir.
E é neste ambiente que vamos para férias.
Até Outubro
Rui Mendes
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