segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

MEMÓRIAS - Pelo Luís de Matos


                                               A VALENTIA E O SABER DO EGUARIÇO
Situamo-nos em Terena. Seguindo em direcção ao Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, atravessamos a Ribeira do Lucefécit, caminhamos pela estrada da Barranca de Baixo, atravessamos o Ribeiro do Alcalate, junto ao Pigeiro Velho, onde o Ti Miúdo foi hortelão durante muitos anos, viramos à esquerda subindo a elevação, um pouco mais à frente logo se avista o Monte do Pigeiro. As extremas da herdade perdem-se de vista. No entanto, o Ribeiro do Alcaide e a Ribeira do Lucefécit fazem parte das extremas e cujas margens são guarnecidas pelos muitos frondosos aloendros que florescem nos meses de Junho e Julho em lindos cachos de cores vermelha e branca que contrastam com a vegetação seca ou amortecida pelos calores estivais. Nos terrenos desta herdade existiam montados de azinho e simultaneamente produziam cereais e pastagem para os gados. Actualmente, e ainda bem, tudo foi alterado, nomeadamente a paisagem e cuja agricultura feita à base de regadio sendo a produção, certamente mais rentável. Mas voltamos aos tempos mais recuados. 
Nesta herdade, para além de outros rebanhos, existia uma manada de éguas. O Eguariço era um homem ágil, valente e destemido como não havia outro em toda a redondeza, de seu nome José Inácio Gonzaga de Paiva, mais conhecido por Ti Zé Fragas, casado com a minha tia Catarina e a sua casa pegava com a dos meus pais na Rua do Forno. Vestia calça de cotim ou de saragoça, camisa aos quadrados pequeninos, atada com um nó mesmo por cima do cinto largo de cabedal e bota cardada. No Inverno, usava safões e samarra de pele de ovelha preta. Este homem, na sua profissão de Eguariço ou seja o encarregado da manada das éguas tinha deveres de muita responsabilidade e de não menos sabedoria. Os principais eram: guardar e apascentar a manada, reparar nas éguas que estivessem aluadas ou seja, ver as que mostravam excitação genética para as levar ao lançamento ou cobrição, regulando-lhe os saltos pelas horas e intervalos em uso, assistir e dirigir esse acto, para tal tinha que pear a égua e segurá-la pelo cabresto durante a cópula; ter todas as cautelas possíveis na parição das éguas de forma que não houvesse desastre nas crias; tosquiar as crinas e as rabadas das éguas e poldros; velar pela ferragem em véspera da debulha. Neste trabalho, se a manada é grande e os calcadoiros a debulhar são avultados, então o Eguariço tem um ajuda extraordinário, indicado pelos ganhões. 
Como se pode ver o Eguariço era um trabalhador altamente qualificado. Ele tinha também a responsabilidade de amansar as éguas isto é, prepará-las para que ficassem em condições de ser montadas por qualquer pessoa, o que diga-se em abono da verdade não devia ser tarefa fácil.
Segundo dizem, era neste trabalho que também os dotes do Ti Zé Fragas muito se manifestavam, pois fazia-o com muita audácia, sabedoria e orgulho. Dizem os trabalhadores que com ele privaram, montava as éguas, mas todas sem excepção, sem lhes colocar qualquer manta ou cela e muito menos qualquer cabresto galopando a toda a velocidade, segurando-se apenas pelas crinas e guiando o animal com os pés ou quando muito com a ajuda de uma varinha. Certo dia, muito antes da construção da Barragem do Lucefécit, a Ribeira do mesmo nome levava uma grande cheia, cujas águas galgavam as margens para o lado da Barranca de Baixo, o Ti Zé Fragas, como tinha necessidade de passar a ribeira para o lado do Pigeiro, agarrava-se ao rabo da égua, de modo que o animal pudesse nadar à vontade e assim ele passava a Ribeira do Lucefécit, também conhecida pela Ribeira da Boa Nova. Muitas noites o Ti Zé Fragas vinha dormir a casa, em Terena. O seu transporte era uma égua. Montava-se numa qualquer, aquela que estivesse ali mais à mão, o que quer dizer que não a escolhia, (tal era a facilidade deste autentico cowboy alentejano lidava com este tipo de animal), chegava ao Adro da Igreja Matriz (a escassos metros de casa), dava um toque na égua e esta voltava sozinha para a manada. De madrugada, o Ti Zé Fragas regressava novamente para junto da sua manada de éguas para aí fazer mais um dia de 24 horas trabalho. Exactamente. Porque o maioral tinha que estar sempre presente, e junto dos animais, não fosse o diabo pregar alguma partida. 
O Ti Zé Fragas deixou-nos a todos ainda muito novo, aos quarenta e três anos de idade. Era realmente um homem valente.
Luís de Matos


VIDA AUTÁRQUICA – ÚLTIMA ASSEMBLEIA MUNICIPAL

ASSUNTOS EM DEBATE:
1. Apreciação da informação da Presidente da Câmara nos termos do disposto no artº 25º nº 2 al. c) do Regime Jurídico das Autarquias Locais, Lei nº 75/2013, de 12 de Setembro.
 2. Informação de Gestão.
 3. Apreciação do parecer prévio do Fundo de Apoio Municipal relativo aos documentos previsionais       para 2017.
 4. Aprovação do Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2017.
 5. Aprovação do Mapa de Pessoal para 2017.
6. Aprovação do cancelamento do processo de fiscalização prévia nº 1548/10 do Tribunal de Contas.
7. Aprovação do Protocolo celebrado entre o Município e a Junta de Freguesia de Terena (S: Pedro).
8. Autorização da realização do contrato, e respetivas condições, de concessão de espaço para      instalação de armazenagem GPL – Petróleos de Portugal.
 9. Designação de 4 cidadãos eleitores para integrarem a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, de acordo com a alínea l) do artigo nº 17º, da Lei nº 147/99, de 1 de setembro, alterada e republicada pela Lei nº 142/2015, de 8 de setembro.

Súmula dos pontos principais dos docs distribuídos aos Membros da A.M.
A Câmara continua a aguardar a decisão do Ministério do Ambiente sobre o pedido de saída do sistema da ALVT que foi apresentado em Maio;
 Entretanto, a ELV recebeu as condutas adutoras em conformidade com o estipulado no contrato de concessão de 2003, facto que permitirá à Câmara reduzir despesas à Câmara superiores a 140.000 € por ano.
Continuam, com atraso, as obras do Quartel da GNR, devendo o edifício estar obrigatoriamente concluído até ao final do ano para permitir o pagamento por parte do MAI.
Está em curso a construção de muro na Aldeia da Venda e a melhoria de calçadas em Pias e Aldeia da Venda.
 Foi concluída a pintura do Edifício da escola do Alandroal.

SITUAÇÃO FINANCEIRA DA CÂMARA
 1)Foi recebida em meados de Outubro a primeira tranche do empréstimo do FAM, no valor de      11.425,000,00 €;
2)Com essa tranche foram pagos em Outubro as seguintes dívidas: - 9.600.000,00 € ao BPI; - 400.000 € à CGD; - 170.000 € ao Novo banco; - 800.000 € à LVT - 500.000 € a fornecedores;
A Câmara tem continuado a cumprir com a devolução à Agência de desenvolvimento e Coesão das prestações acordadas;
 Mantém-se os fundos disponíveis positivos conforme informação de gestão.
Á data:
Dividas a terceiros a 30 dias: 1.345.598,85€
Compromissos assumidos não pagos: 3.076.797,45€
Fundos disponíveis: 2.337.094,72€.

SITUAÇÃO JURIDICA
Total processos pendentes em tribunal 17.

ORÇAMENTO


DESTAQUE:
O ORÇAMENTO E AS GRANDES OPÇÕES DO PLANO FORAM APROVADAS COM OS VOTOS A FAVOR DA CDU, DO PSD, ABSTENÇÃO DO DITA E VOTOS CONTRA DO P.S.


A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

                                                 Juntos Conseguimos?

Segunda, 05 Dezembro 2016
Estamos quase no  final de 2016. Completámos três anos de governo municipal em Évora por parte da CDU, um mandato com maioria absoluta na Câmara e ampla maioria na Assembleia Municipal.
Infelizmente, e passados 3 anos, uma parte muito considerável do Programa da CDU encontra-se por cumprir:
·         Prometia a CDU defender os “postos de trabalho e valorizar os trabalhadores”. Infelizmente, ao fim de 3 anos de gestão, continuamos a encontrar dezenas de postos de trabalho que deveriam ser de carácter permanente, ocupados por formas precárias de contratualização;
·         Prometia a CDU “envolver as populações e as instituições na construção dos orçamentos municipais”. Chegámos ao momento da apresentação do último orçamento municipal do mandato, sem perceber que metodologia de auscultação foi feita e quais os efeitos práticos da mesma;
·         Prometia a CDU “definir e concretizar um programa anual de animação do centro histórico”. Ao fim de 3 anos, apesar de algumas melhorias a este nível, não existe qualquer programa concreto, assumido, e com a participação de TODOS os agentes culturais;
·         Prometia a CDU “criar um programa de valorização patrimonial e turístico do Cromeleque dos Almendres, Anta Grande do Zambujeiro e do Povoado Pré-Histórico do Alto S. Bento”. Chegaremos a 2017 sem nada feito;
·         Prometia a CDU “revitalizar o Mercado 1.º de Maio com os operadores e pequenos produtores”. Até ao momento tal revitalização não ocorreu;
·         Prometia a CDU “inventariar os bens patrimoniais do Concelho, criando um museu virtual para Évora”. Alguém conhece tal museu?;
·         Prometia a CDU “definir um Plano Estratégico Cultural”. Continuamos à espera de tão importante Plano Estratégico, e corremos o risco de continuar à espera;
·         Prometia a CDU “reabilitar e dinamizar a ludoteca do Jardim de Évora”. Até ao momento nada;
·         Prometia a CDU “lançar um grande debate público sobre o futuro da Feira de S. João”. Esse grande debate surge mencionado nas Opções do Plano de 2017 da seguinte forma: a Câmara “concluirá a discussão pública estruturada sobre a Feira de S. João”. É positivo que o conclua, mas já que é um grande debate público seria conveniente que tivéssemos conhecimento que ele começou e está em curso;
·         Prometia a CDU “rever o plano de circulação e trânsito da cidade, facilitando a mobilidade, o tráfego e o estacionamento”. Em 3 anos não se sentiu qualquer melhoria;
·         Prometia a CDU “criar um plano concelhio para a mobilidade que dê a prioridade à circulação e acessos a cidadãos com mobilidade reduzida”. Infelizmente os cidadãos com mobilidade reduzida só encontram barreiras na nossa cidade;
·         Prometia a CDU “reconstituir uma bolsa municipal de solos”. O que aconteceu com esta promessa?;
·         Prometia a CDU “melhorar e gerir de uma forma mais eficaz a iluminação pública”. Quero acreditar que a iluminação pública está a ser gerida de forma mais eficaz. Mas melhorias não encontro;
·         Prometia a CDU “definir um plano concelhio de preservação e promoção ambiental”. Não conheço tal plano e não o vejo plasmado em lado nenhum;
·         Prometia a CDU “criar um programa carbono zero que contribua para minimizar as alterações climáticas”. Era bom, não era?;
·         Prometia a CDU “retomar a Agenda XXI Local, garantindo a participação e respeitando os projectos selecionados pela população”. Pena não ter sido retomada, e muito menos se prevê que se respeite as escolhas da população;
·         Prometia a CDU “elaborar um plano estratégico para o desenvolvimento desportivo”. Até ao momento nada;
·         Prometia a CDU “dinamizar a organização de Fóruns da Juventude”. A ideia ainda não chegou a ver a luz do dia;
·         Prometia a CDU “criar percursos pedonais ao longo de todo o Concelho”. Objectivo exigente e ambicioso. Nem ao longo de todo o Concelho… nem em parte…;
Prometia a CDU… E prometia ainda mais… Prometia que juntos conseguiríamos… pouco se conseguiu e pouco se prevê conseguir.
Até para a semana!

Bruno Martins

POETAS DA MINHA TERRA - Manuel d´Sousa

                                    A TRÊS VOZES
                                                   - Um tipo meio estranho
                                                     Avesso a convívio social?
                                                     Dizem não ser normal
                                                     Viver isolado do rebanho…
                                                   - O raciocínio acompanho
                                                      E entendo a preocupação,
                                                      Mas não encontro solução
                                                     Para os teus problemas…
                                                   - Deixa-te de esquemas,
                                                     A mim não enganas, não!
Manuel d’Sousa
Ilustração: JPGalhardas


domingo, 4 de dezembro de 2016

DESPORTO - RESULTADOS

                                                                         FUTEBOL
                                                 INATel - Campeonato Distrital
Orada 5 – S. Domingos 3
Alandroal 2 – Bencatel 1
Montoito 1 – Pardais 3
Santo Amaro 2 – Santiago Maior 1
Bairrense 1 – Barbus 3
                                        Distrital Associação Futebol de Évora
                                                                  Divisão de Elite
Vendas Novas 2 – Reguengos 0
 Escouralense 0 - Lusitano 2
Oriola 0  – Perolivas 0
Monte Trigo 2 – Canaviais 1
Montemor 2 – Arraiolos 1
Lavre 0 – Alcáçovas 5
Juventude 5 – Redondo 0.
                                                                Divisão de Honra
Portel 2 – Santana do Campo 1
Cortiço 2 – Arcos 1
Estremoz 1– Valenças 1
Giesteira 2– Cabrela 4.
                                               CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série H
Farense 5– Viana 0
Pinhalnovense 1 – Louletano 0
Armacenense 1 – Moura 2
Aljustrelense 2 – Fabril 2
Almancilense 1 – Lusitano V.R.S.A. 0
                                                            FUTSAL - NACIONAL 1ª DIVISÃO
Piedense 5 – União Montemor 4.


                           Retratos do Alentejo

fotos: RaiaAlentejana/photos

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

COMENTÁRIO QUE MERECE REFLEXÃO

Numa altura em que mais um acto de vandalismo foi levado a efeito contra o património de todos nós vem a propósito reflectir no conteúdo deste comentário, colocado na postagem que dava conta de acto semelhante na Fonte da Misericórdia. 

"Os símbolos que vandalizam esta linda e antiga fonte são místicos.
A cruz suástica pertenceu a muitas culturas da antiguidade, mas ainda a meio do século XX ornamentou (e ornamenta) um dos regimes mais ferozes e desumanos de sempre - o nazismo.
A cruz de Santo André está ligada aos primeiros cristãos: André pediu para não ser crucificado na cruz latina (como o Mestre foi...)
Pergunto-me se quem "borrou na fonte" quis significar alguma ligação entre as duas cruzes? Coitado do Santo André, mas o que é facto é que o cristianismo, na sua versão catolicismo, ainda há bem poucos séculos cometia grandes atrocidades (Inquisição). Não..., devo estar a delirar..., no Alandroal não há mentes tão maléficas. E logo crianças..., li aí no conteúdo de um ou dois comentários que o Alandroal agora está pejado de garotos rufiões(?!) que sujam e fazem trinta por uma linha. E no nosso tempo..., como era? Igual ou pior!
Vou ao Alandroal e vejo que a vila anda limpinha - valha-nos isso.
O que mais me danou, sinceramente, foi sujarem a humana cabeça, pois aquela santa boca "matou" a sede a muita alminha.
Em conclusão: toca a limpar... todo o monumento.
Um abraço.
AC"

AS NOSSAS SUGESTÕES


ATENÇÃO DIA 4 - A UNIVERSIDADE SENIOR VAI ESTAR PRESENTE.


Na sexta-feira, 2 de dezembro de 2016, pelas 21h30, o Cine-Teatro Curvo Semedo, em Montemor-o-Novo, recebe a norte-americana Jacqui Naylor, em mais uma iniciativa do Ciclo de Outono. Conhecida pela sua voz aveludada, Jacqui Naylor recusa o purismo do Jazz e é na mistura de estilos que muita vezes surpreende de forma única. O desfilar de canções intemporais bem conhecidas do universo pop-rock, a par dos seus originais, Jacqui Naylor constrói um espetáculo que ficará certamente na memória de todos os presentes. Com nove álbuns já gravados a artista tem várias entradas na lista Top 10 para o USA Today, Jazziz e The Washington Post. Os seus discos estão disponíveis na Ásia, América e Europa, onde também atua regularmente, ora nas melhores salas, ora em Festivais. Jacqui Naylor editará um novo disco em finais de 2016 e será esse o motivo do seu regresso a Portugal. Integrado na tour Europeia de apresentação do novo disco Q & A, Jacqui Naylor e o músico Art Khu regressam a Portugal para um ciclo de concertos que serão certamente inesquecíveis.
 Preços:   
Plateia  e 1º Balcão ……......................€ 5,00
Camarotes (5 lugares)………………….... € 25,00

Crianças até aos 12 anos ………….…...   Entrada Gratuita 












DIREITO DE OPINIÃO

Caro Sr. Francisco,
Peço desculpa mas cá estou eu de novo a enviar um texto para o Sr. publicar se achar que tem algum interesse para o debate de ideias sobre o que se vai acontecendo no nosso Concelho.
Temos que ir tentando mexer com esta gente, pois infelizmente as pessoas mais lesadas, falo nos moradores, já atiraram a toalha ao chão, com as que vou falando todas dizem que foram vencidas pelo desgaste, já assinaram por várias vezes baixo assinados, já tentaram de tudo, e ninguém resolve nada, dizem que já vão com 10 anos disto, ainda no tempo do João Nabais.
É de facto muito tempo em qualquer parte deste País para se intervencionar uma estrada comunitária e de pequeno trajeto, não é admissível nem se compreende.
Cumprimentos
Carlos Tavares

Continuação da novela “estrada “ que serve o Campo de tiro de Santiago Maior
NOVOS CAPÍTULOS:
Estive ontem com uns camaradas num almoço de caça, onde estiveram caçadores e não caçadores, estive á conversa com algumas pessoas entre elas um trabalhador do Município que tem um cargo de chefia de pessoal, daqueles poucos que ainda vão fazendo no terreno alguma coisa, pois como todos sabemos, 90% é tudo gente de secretária, coisa fina.
Lá me informou o dito companheiro que o nosso executivo camarário, Vereadores e Presidente se deslocaram á célebre e famosa estrada para ver o estado da mesma, é por isso a informação fidedigna, pois foi o executivo acompanhado de outras pessoas nomeadamente quem me deu a informação, e já era de conhecimento de alguns camaradas presentes.
Convínhamos que já não é mau, resta esperar para saber se a visita não foi só de cortesia e para tapar o sol com a peneira, ou se há mesmo alguma real intenção de resolver o problema da dita estradinha de uma vez por todas e se a novela chega ao fim.
Vai dizendo por aí a nossa Presidente que até ao final de mandato o grande objetivo deste executivo é fazer obras, arranjar coisas, a ver vamos se a novela não se arrasta e não tem continuação dos próximos capítulos durante mais um mandato de 4 anos que se avizinha.

Bom Natal 

A CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

                                                                 CGD
Sexta, 02 Dezembro 2016
A CGD parece não conseguir normalizar.
O povo tem razão quando diz que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.
O Presidente do conselho de administração da CGD e mais 6 vogais, apresentaram esta semana a sua demissão dos cargos.
Depois de tanto que se disse e se escreveu o desfecho terminou na demissão.
Estes gestores acabaram por se demitir porque se deixaram envolver e arrastar em questões politicas.
Se as demissões aconteceram pela polémica gerada em torno da entrega das declarações de rendimentos, deverá também dizer-se que ela foi fortemente alimentada pelos visados, os quais foram ficando fragilizados ao ponto de deixarem de reunir condições para desempenharem os cargos com a isenção que se lhes exige.
A CGD passou a estar no centro das preocupações dos portugueses por uma razão simples, é que a banca é hoje uma preocupação geral, justificadamente pelo sucedido com o BES, BPP e BANIF, e pelo esforço que foi pedido aos portugueses para resolver problemas da banca.
E não se diga que esta instabilidade que perdura há meses na CGD não tem impactos no banco. Tem e muitos. Os resultados do banco assim o mostram.
Ainda esta semana a agência canadiana DBRS ameaçou cortar o rating da Caixa Geral de Depósitos, colocando-a sob revisão. E fê-lo por várias razões: pela dificuldade em alcançar melhor rentabilidade e qualidade de activos, pelo plano de recapitalização e pelas mudanças na administração.
Quer se queira quer não a CGD está há muito sob escrutínio, e ao não ser conhecido o plano de reestruturação e de capitalização da Caixa esse escrutínio será cada vez mais apertado.
A designação dos novos gestores do Conselho de Administração será matéria absolutamente prioritária, não se compreenderá qualquer demora, até porque as demissões eram, de alguma forma, pressentíveis, pelo que estarão já pensados os nomes que se seguirão.
O Estado enquanto único accionista da CGD será sempre o único responsável por todo este processo, e por todas as perdas que o arrastar deste poderá originar, pelo que importará dar o rumo certo ao banco público.
Até para a semana
Rui Mendes


DESPORTO PARA O FIM-DE-SEMANA

                                                                          FUTEBOL
                                                INATel - Campeonato Distrital
Orada – S. Domingos
Alandroal – Bencatel
Montoito – Pardais
Santo Amaro – Santiago Maior – 04/12
Bairrense – Barbus – 04/12.


                                        Distrital Associação Futebol de Évora
                                                                   Divisão de Elite
Vendas Novas – Reguengos – Transmissão TV A.F.E.
Lusitano – Escouralense
Oriola – Perolivas
Monte Trigo – Canaviais
Montemor – Arraiolos
Lavre – Alcáçovas
Juventude – Redondo.
                                                                 Divisão de Honra
Portel – Santana do Campo
Cortiço – Arcos
Estremoz – Valenças
Giesteira – Cabrela.


                                                CAMPEONATO DE PORTUGAL – Série H
Farense – Viana
Pinhalnovense – Louletano
Armacenense – Moura
Aljustrelense – Fabril
Almancilense – Lusitano V.R.S.A.
                                                         FUTSAL - NACIONAL 1ª DIVISÃO
Piedense – União Montemor


IMPRENSA REGIONAL RECENTE


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

JUROMENHA VAI SER PALCO DE UM ACONTECIMENTO DE RELEVO

A nossa Vila de Juromenha, vai finalmente merecer a atenção devida.
Para já e em primeira mão (deferência que o A Tejo agradece), transcrevemos o mail hoje recebido, assim como a divulgação dos conferencistas e dos temas a abordar a propósito da regeneração da Fortaleza de Juromenha.

"Caro Francisco,
 O meu nome é André Bengochea, venho em nome do meu grupo de trabalho e da parte do Prof. António Berbém pedir-lhe, se possível, que divulgue no Blog Al-tejo o evento que estamos a organizar para Juromenha. 
 Creio que já terá tido uma prévia comunicação da parte do Prof. sobre este pedido e sobre os contornos nos quais o evento está a ser desenvolvido. No entanto,a titulo de informação deixo-lhe umas pequenas notas do que pretendemos para a conferência:

1- O evento consistirá numa conferência que durá sensivelmente  uma hora e uma exposição dos trabalhos sob a forma de maquetas e painéis.
 2- A Conferência será sobre a Fortaleza de Juromenha e sobre três projectos, desenvolvidos em contexto académico,  que visam a reabilitação da Fortaleza através a introdução de novos programas, com intuito de potenciar o desenvolvimento económico e social da Vila e do Concelho do Alandroal.
 3- O objectivo será incentivar os participantes e as entidades competentes a participar num diálogo a decorrer num período pós-conferência.  

 Deixo em anexo o painel que servirá como elemento de divulgação e um texto explicativo do evento que poderá divulgar em simultâneo.
 Desde já um muito obrigado em nome da equipa.
 Cumprimentos,
 André Bengochea"

 Conferência | Exposição
Fortaleza de Juromenha – In | Side |out
Data do Evento - Sábado,17 de Dezembro de 2016- Local: Junta de Fregusia de Juromemha. Horário: 16,00 horas
.Conferencistas
Arq. Alexandre Vicente
Arq. João Timóteo
Arq. Nuno Segura
Moderador
Arq. André Bengochea
Tema da Conferência
O tema da conferência centra-se nas investigações e projectos, desenvolvidas pelos arquitectos Nuno Segura, João Timóteo e Alexandre Vicente, cujo foco de incidência foi a Fortaleza de Juromenha. Os projectos foram criteriosamente escolhidos para que o pensamento sobre o território fosse o mais abrangente possível a fim de proporcionar ao público um entendimento mais vasto sobre o lugar. O “Museu Azul de Juromenha” de Nuno Segura, implantado no interior (“In”) dará uma visão mais introspectiva do interior das muralhas e do edificado pré-existente; O ” Museu em Juromenha- A Fortificação Portuguesa” de João Timóteo debruçar-se-á sobre o tema da Fortaleza quando esta deixa de servir o seu propósito, estando o museu implantado numa área adjacente às muralhas existentes (“Side”); por fim, O “Museu na Segunda Linha de defesa de Juromenha” de Alexandre Vicente guiará o nosso imaginário para o que foi outrora a idealização de uma segunda linha de defesa da Fortaleza de Juromenha (“Out”).
Painel de Divulgação





O BORDA D´ÁGUA NO MUNDO RURAL

CONSELHOS DO TÓI  DA  DADINHA  A TODOS OS QUE SE INTERESSAM PELA AGRICULTURA E PECUÁRIA

Baseado no:
                                    « No NATAL, só o perú é que passa mal !!! »


                              AGRICULTURA – HORTA - JARDINAGEM – ANIMAIS 

 AGRICULTURA – Resguardar as plantas do gelo. Arrotear terras e mato para as sementeiras da Primavera. No Crescente (dia 07), continuar a abrir covas e estrumar. 
As sementeiras de trigo e centeio deverão continuar, se não houver geadas. No Minguante (dia 21), cortar madeiras. Continuar a poda das vinhas e mergulhia das vides.

HORTA – Continuam a plantar-se cebola, couve, beterraba, nabiça, pimentos, tomate e salsa. Em sítios abrigados pode-se ainda semear agrião, espinafre, alface, fava e ervilha. Plantar ainda macieiras e pereiras.

 JARDIM – Plantação de roseiras, gladíolos, cíclames e lírios, a proteger das geadas. Semear ervilhas de cheiro, goivos, jacintos, etc. 

 ANIMAIS – Abrigue-se o gado do frio e da chuva, e acarinhe-se.

 Com o firme desejo de BOAS FESTAS em fraterno convívio familiar, me despeço com amizade.
 Tói da Dadinha
29.11.2016
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Caro Chico
Mais um ano quase a findar. 
O Borda d' Água carece de melhor desenvolvimento técnico nos seus textos que, em boa verdade, não domino. Prosseguirei por outro caminho "mais do meu sonho" e de envolvência na história do património cultural local ? Não dependerá apenas de mim. Vamos falando.
Abraços

Será que o Tói finalmente vai aceder ao nosso pedido e brindar-nos com o seu reconhecido  saber sobre a história e património da nossa terra?
Ficamos ansiosamente a aguardar.




CRONICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA HOJE NA DIANA/FM

                         As ondas do populismo

Quinta, 01 Dezembro 2016
A polémica em torno da administração da Caixa Geral de Depósitos e as posições que foram sendo assumidas e publicitadas sobre o assunto, deverá tornar-se num caso de estudo sobre como o populismo bem manipulado pode levar a consequências negativas, parecendo que se está a perseguir um objectivo de justiça.
Como nos livros policiais, aqui também é necessário descobrir a quem aproveita o crime, para se perceber quem são os suspeitos mais prováveis.
É óbvio e evidente que o liberalismo reinante nunca engoliu a existência de um banco público. Só alguém muito distraído poderá não perceber que o principal objectivo de PSD e CDS com a questão da declaração de rendimentos é a fragilização do banco público para abrir caminho à sua privatização.
Imaginam o PSD preocupado com a promiscuidade entre gestão pública e negócio privado? Imaginam o CDS preocupado com o valor do salário de um banqueiro? Claro que não. Seria necessária demasiada imaginação.
O governo cometeu erros de palmatória, o banqueiro esteve-se nas tintas para o interesse público e entendeu que a defesa da sua posição pessoal era mais importante e os justiceiros anónimos foram atrás de frases incompletas, meias verdades e sentimentos de injustiça.
Li e ouvi, gente que não admite que se metam na sua vida (e bem) a querer conhecer os rendimentos e os interesses dos administradores da Caixa. A questão deixava de ser a entrega da declaração para passar a ser a publicidade da mesma.
A onda foi crescendo, alimentada convenientemente pela comunicação social do costume, até se tornar tão grande que a tentação de a cavalgar se tornou, para alguns, impossível de resistir.
Que fique claro, entendo que os administradores deveriam ter enviado as declarações de interesses e rendimentos ao Tribunal Constitucional e acho indecoroso o salário negociado com o banqueiro que preside ao conselho de administração.
Mas alinhar numa campanha de desestabilização do banco público com o objectivo de cavalgar uma onda de popularidade imediata, parece-me não fazer qualquer sentido.
O resultado está à vista, com a Caixa passar por maiores dificuldades e alguns a salivarem perante a possibilidade de abocanharem os restos do banco público.
Muito se fala de populismos crescentes por esse mundo fora, que a eleição de Trump parece ter ajudado a multiplicar.
Lamentam-se e não aprendem nada com o que vão observando, continuando a guiar a sua acção pelo que parece um ganho político imediato alicerçado na exploração de um sentimento generalizado de injustiça.
Esquecem-se que quem forma as ondas onde gostam de surfar, são os donos deste mundo, que vão manipulando os surfistas da “popularidade” enquanto deles precisarem.
Até para a semana

Eduardo Luciano