I.
É Verão e como
alguém já observou as autárquicas foram e continuam de férias. Tal e qual
porque uma das coisas em que já fomos um povo topo de gama e ainda agora somos
bons, é o riso e o humor aceites como dois escapes aos quais o Al tejo dá
espaço e muita importância. Com os escribas que foram por aqui aparecendo, já
percebemos que rir é um sinónimo de inteligência e de espirito de contestação
na sociedade. Diria que é uma resposta pronta, resultante do dom afiado do
zé-povinho eleitor e pagante.
Rir ainda é o
melhor remédio. As pessoas deviam perder a vergonha de se rirem cada vez mais,
com certas cenas políticas e outras beldroegas que vamos vendo diariamente sem
nos darem tréguas.
Rir até parece
que pode prevenir doenças cardíacas e, se não estou enganado, é bom porque o
stress de não rir anda associado ao desgaste do endotélio, a membrana que
reveste os vasos sanguíneos.
Ao que se
sabe, um grupo de investigadores americanos, concluiu que as pessoas deviam
rir-se mais e levar-se menos a sério algumas vezes por dia.
Por exemplo,
ao visitar o Al tejo e sobretudo às horas dos telejornais (20-24h) com as
intervenções de vento em popa de Pedro Portas e à Paulo Passos Coelho quando
insistem em enfiar-nos as carapuças da manipulação e da mentira verão adentro.
II.
Entretanto,
uma coisa que parecia má e agora é boa, era aquela de dizer-se que a ………………….
fazia crescer pêlos nas mãos de quem se punha a satisfazer-se sozinho e sem
compromissos sacramentais. Dizia-se mesmo que até provocava a demência e outros
disparates. Verdade seja dita que para a Igreja Católica, a ideia do prazer
sexual sempre foi considerado um pecado e, se ainda (que) por cima, não
estivesse associado à reprodução, tanto pior.
Segundo outros
investigadores, o certo é que a imaginação à solta e o gesto na ponta da mão
praticado com assiduidade reduz o stress, induz o sono, ajuda as pessoas a
conhecerem melhor o seu corpo e as suas próprias potencialidades. Além disso (e
daqui demando ao AC que afira este dado) parece que os homens que o fazem, mais
vezes por semana, têm menos de um terço de probabilidades de virem a
desenvolver cancro na próstata.
Vistas as
coisas assim, diria que não há nada melhor do que meter as mãos na massa,
esquecer os pêlos nas mãos e divertimo-nos ao máximo com o humor sério de
Setembro/2013.
Se bem que
cada um deva ter a noção de que ninguém pode pôr-se fora do que se lhe exige e
dá prazer. Bem basta já as crises contagiosas de falta de credibilidade, de
identidade e de liderança que os países (e nós próprios) atravessam por
tardámos enquanto pessoas e país em meter há mais tempo mãos à obra.
III.
Assim, uma
outra coisa onde fomos maus e agora não estamos melhor, é a que Camões nos dois
últimos versos do último Canto da sua epopeia evocava para nossa ilustração ao
falar da inveja.
Diz assim: “
De sorte que Alexandre em vós se veja,/ Sem a dita de Aquiles ter enveja.” Pois
é, o poeta terminava sugerindo entre, outras coisas, que `o despeito e a
invejazinha` já então era um desporto nacional antigo sobretudo para os que
pouco intervêm, abrigam-se demasiado, e raramente se expõem.
Não vamos
alongar-nos. Mas vamos aqui recordar que, lá bem no fundo da nossa maneira de
ser, só somos capazes de aceitar certos portugueses, desde que se mostrem
(mesmo se falsamente) humildes até à ponta dos cabelos. Daí que os elogios
mesmo quando são justos sejam imediatamente vistos como imerecidos e
despropositados fazendo com que afinal ninguém se entenda e assuma.
O resultado
está mesmo a ver-se qual é: “a enveja de Camões” salvo uma melhor
interpretação, conduz-nos a nivelar por baixo e, na realidade, a não estimular
o melhor que temos e somos ao agirmos apenas calculada e esporadicamente.
Dito de outro
modo: porque é que certos formigões têm tanto catarro? À luz desta visão das
coisas, ala porque vamos somente ter de “comer, calar e agradecer” sem
questionar o naipe de bónus pré-eleitorais (e mensais) que andam agora a ser
despejados apressadamente em cima da pobre gente daqui e da qual não devemos
excluir-nos no futuro.
Estamos ou não
numa fase eleitoral de intervenção nacional e local crescente para, finalmente,
sabermos mais uma vez para onde vamos e por onde não devíamos ir ou tornar a
ser levados? Vamos tendo as mesmas festas ou preferimos melhores festas?
O caminho nos
tempos que correm, faz-se ou não nas instâncias e meios uteis que podemos
utilizar e dispor, com a vontade aberta de participar e de perguntar de cada um
de nós?
Justamente à
maneira dos ensinamentos de Agostinho da Silva que depois de muito interrogar,
demonstrou que Os Maias deram num romance com bastantes entrechos superlativos
e algumas partes mais ou menos incomodativas.
Embora sempre
superiormente escrito.
ANB
(2/8/2013)
Ps: Agradeço ao Sr. Eleutério Sarrabulho
os seus Comentários. Em troca, vou só dizer que escrever leve, sem cuidar do
envolvimento social, só faz com que os bons espíritos fiquem isentos de quase tudo.
Nem populares nem impopulares. É capaz de ser por defeito ou por excesso, o mal
de ambos. Isto e não perceber ou não ter em conta o raio de acção democrático e
transversal dos Blogs.
















































