sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CRÓNICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA DIARIAMENTE NA RÁDIO DIANA/FM

Martim Borges de Freitas - Não percebo, juro que não percebo

Sexta, 26 Outubro 2012 07:51
Não percebo! Continuo sem perceber porque é que a opção da Troika foi a que foi em matéria de diminuição do défice das contas públicas. Pelo menos para o caso português.
Há muitos anos que defendo que a resolução dos problemas financeiros do país passaria mais por pôr o país a crescer do que, ao contrário, por fazê-lo emagrecer primeiro. Defendi isto mesmo em tempo de vacas menos magras, por maioria de razão continuo a defender esta ideia hoje. Vou tentar explicar o que quero dizer da forma mais simples possível.
Estamos a falar de défice das contas públicas e num caminho para diminuir o défice das contas públicas.
Sabendo nós que, em Portugal, cerca de 75-80% da despesa pública diz respeito a gastos com pessoal, é evidente que cortar na despesa é cortar salários, pensões e outras prestações sociais. Ora, cortar neste tipo de despesas, é mexer nos rendimentos disponíveis de inúmeras famílias. Foi, por isso, que sempre defendi que, se se quisesse mexer estruturalmente na Administração Pública, independentemente do debate que deveria já ter sido feito quanto à redefinição das funções do Estado, só se deveria fazê-lo em tempo de vacas gordas e através de rescisões amigáveis. É em tempo de vacas menos magras que o sector privado está disposto a contratar gente que venha da função pública - e a pagar-lhe bem -, ao passo que em tempo de vacas muito magras poucos são os que querem contratar nova gente, ainda por cima gente vinda da função pública, admitindo que a gente da função pública quisesse sair para ser contratada pelo sector privado. Portanto, cortar no grosso da despesa pública em Portugal em tempo de vacas muito magras, é cortar no rendimento disponível das pessoas, é diminuir o consumo - sem que com isso se aumente a poupança e, portanto, o investimento -, com a agravante de, a partir de determinado momento, implicar não apenas a diminuição da produção como a diminuição das receitas fiscais.
Por outro lado, aumentar a receita com base no aumento dos impostos, nunca foi boa solução; aumentar a receita com base num desmesurado aumento de impostos, é sempre uma má solução. Como aqui já defendi, em matéria de impostos deveria ser obrigatório provar, antes, a sua imprescindibilidade e ser conhecido sempre o destino a dar ao dinheiro colectado; como deveria ser obrigatório tributar mais quem mais tem, isto é, quem marginalmente menos sofre com a medida; e como deveria ainda ser obrigatório garantir a transitoriedade do imposto, isto é, garantir que uma vez calculado e decidido o período de tempo durante o qual o imposto deveria vigorar ou uma vez alcançado o fim para o qual tivesse sido criado, o imposto, esse, pura e simplesmente, desapareceria. De resto, o objectivo de todo e qualquer governo deveria ser o de colocar os impostos no patamar mínimo imprescindível ao cumprimento das funções do Estado definidas.
Mas, para que o défice orçamental possa descer não há, apenas, as receitas de um certo aumento dos impostos e/ou de uma certa diminuição da despesa pública. Há, também, a do aumento do PIB. E há a mistura ponderada de todas elas, talvez a mais sábia de todas as receitas.
Ora, sendo o défice medido por uma percentagem do PIB, então, se o PIB for maior, o défice será relativamente menor. Ilustrando, se o défice for de 1.000 e o PIB for de 10.000, então o défice das contas públicas é de 10%. Mas, se aumentarmos o PIB para o dobro, para 20.000 - não fazendo nenhum corte na despesa nem nenhum aumento nos impostos - mantendo-se o défice nos 1000, então, aquele aumento puro e simples da criação de riqueza no país faria com que o défice das contas públicas descesse para metade, de 10% para 5%.
É claro que o aumento do PIB não é automático, que a economia de um país é dinâmica e que há variáveis que não controlamos. Por isso é que seria preciso tempo e uma mistura de várias políticas públicas. Já quanto às variáveis que não controlamos, se é verdade que não as controlamos quando elas variam negativamente, também é verdade que não as controlamos quando elas variam positivamente. Mas a História mostra-nos que, num país em crescimento, as variáveis tendem muito mais a variar positivamente do que negativamente.
Eis, pois, por que não percebi ainda a opção inicial da Troika e muito menos a sua insistência na receita prescrita. Ou, então, está-nos a faltar informação.
Martim Borges de Freitas
Lisboa, 25 de Outubro de 2012



SUGESTÕES PARA ESTE FIM DE SEMANA

                                                                                    ALANDROAL



                                                                            

                                                                 MONTEMOR-O-NOVO




Domingo, 28 de Outubro, 10.30
Vítor Guita
fala de Curvo Semedo na Sede do Coral de São Domingos, R. Teófilo Braga, n.º 19 - Montemor-o-Novo




VILA VIÇOSA
 
                                                      
                                                                  OUTRAS LOCALIDADES  

 
 

NOTA DE IMPRENSA DA C.M.A.

Parceria com Entidade Regional de Turismo Permite Avançar Para Nova Marca Turística do Alandroal

A Câmara Municipal de Alandroal está a criar uma marca turística forte para o concelho que possa dar suporte a todos os materiais promocionais e que ajude a atingir a projeção que o concelho merece. Esta marca será uma parte fundamental de uma estratégia de desenvolvimento turístico que passa também pela recuperação e dinamização do património histórico, pelo apoio à criação de unidades hoteleiras, pela melhoria da sinalização turística e pela criação de roteiros e percursos temáticos dentro do concelho. O município tem estado a desenvolver trabalho em todas estas vertentes e estão agora reunidas as condições para trabalhar a marca turística do concelho. Os trabalhos iniciaram-se no passado dia 22 de Outubro, com a realização de uma reunião destinada a todos os agentes turísticos que teve como principal objectivo a recolha de contributos que possam tornar o trabalho final o mais completo e fiel possível. O investimento, de cerca de 100 mil euros é suportado, na totalidade, pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo com o recurso a verbas que o município teve que pagar relativas a dívidas à antiga “Região de Turismo de Évora”.“O Plano de Saneamento Financeiro da autarquia incluía estas verbas que tinham forçosamente que ser pagas à ERT. Tratando-se a “Região de Turismo” de uma entidade extinta, é da mais elementar justiça que possam reverter em investimento no turismo do concelho”, refere João Grilo, presidente do Município de Alandroal que se mostra satisfeito com esta solução uma vez que “se não fosse desta forma, neste momento não haveria condições financeiras para avançar com este trabalho que considero da maior importância para o futuro turístico deste concelho”.


Gabinete de Imprensa da C.M.A.

C.M.VILA VIÇOSA - CONVITE


A apresentação pública da iniciativa JESSICA acontece hoje, às 17 horas, no Cine-Teatro Florbela Espanca, um projecto que permitirá requalificar o centro histórico de Vila Viçosa, acrescentando-lhe valor. Este é sem dúvida um debate em benefício do desenvolvimento do nosso concelho e que interessa a todos os Munícipes. Participe!


O GUARDA CHUVA E A SOLIDARIEDADE

Como antes se dizia "não fico bem com a minha consciência" se não relatar este pequeno pormenor. Merecedor, sabe-se lá, do antiquadíssimo "este é parvo"!!!
No regresso a casa que acabo de fazer, depois da salutar deambulação nocturna que faço pelas ruas da Nossa Vila, "descamba" uma intensa chuvada, encontrando-me ainda distante da residência. Duas vizinhas da rua por onde passo ultimavam (suponho eu) comentários acerca de qualquer coisa que não ouvi, e que, nem me interessa saber.
Uma delas diz-me: O Tói vai chegar a casa PINGANDO. Retorqui: Não se preocupe. Não estou longe. Não senhor diz uma das vizinhas, até lá vai ficar ENCHARCADO. Espere lá um pouco...leve este GUARDA-CHUVA se faz favor...(ainda por cima, SE FAZ FAVOR) e assim me foi concedida a protecção ás chuvas BEM VINDAS.
 Se este episódio ocorresse há uns anos atrás não me admiraria. Mas em Outubro de 2012???
 Gostei e foi para mim um agradecido e manifesto acto de SOLIDARIEDADE. Pelo GESTO e pelo Guarda-Chuva.

Bem hajam as pessoas de MENTE SÃ.

Tói da Daddinha

DESPORTO PARA O FIM-DE-SEMANA


FUTEBOL

Distritais de Évora

Divisão de Honra
Sporting de Viana – Cabrela
Lavre – Bencatelense
Perolivense – Oriola
Arraiolense – Borbense
Portel – Santiago Maior
Redondense – Escouralense
Calipolense – Estremoz.

1ª Divisão
S. Bartolomeu Outeiro – Valenças
Canaviais – Alcaçovense
Luso Morense – S. Romão
Aldeense – Santana do Campo
Brotense – Corval
Arcoense – Giesteira
Fazendas do Cortiço – Lusitano de Évora.



Alandroal United – S. Bento

Calendário Taça Fundação INATEL 2012/2013




Para mais informações consulte o site - http://alandroalunited.blogspot.pt/

Distrital de Iniciados

Terena – Arraiolense – 28/10 – 10,30
Este ano há 3 competições:
Nacionais

3ª Divisão Série F
Aljustrelense – União de Montemor
G.F. Vasco da Gama – Esperança de Lagos
Sesimbra – Reguengos
Lusitano Vila Real – Juventude
Moura – Lagoa
Castrense – Monte Trigo.



RUGBY




 Agenda do Fim-de-Semana de 27 de Outubro:

Campeonato Nacional da 1ª divisão - 3ª jornada
 Seniores - RCM - Caldas RC, às 16h, no Parque Desportivo de Montemor-o-Novo.


Sub-14 - Torneio Regional de Sub-14, grupo A, no campo das Olaias em Lisboa, com início pelas
 11h30m, com as equipas do Direito e de Cascais.

FUTSAL

Nacional da 3ª Divisão Série F
Sc M. Aljustrelense – Grupo União Sport





COMENTÁRIOS SOBRE A IMPRENSA DE HOJE


AGORA… QUE A JUSTIÇA FUNCIONE E QUE A VERDADE SEJA REPOSTA.
DEPOIS… RUA COM ELE.




É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE:




DEPOIS…


 CHEGUEM-LHE…AS QUE CAIEM NO CHÃO SÃO AS QUE SE PERDEM!

& A TERMINAR… JÁ CONHECIAM ESTE?


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

SÍNTESE DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO


O Governo já recebeu autorização da Comissão Europeia para usar as verbas do Fundo de Coesão para financiar parte dos 530 milhões de euros necessários para concluir o projeto Alqueva..

A Homelidays indica que o Alentejo foi a região que registou o 2º maior crescimento de procura por parte dos turistas no último verão. O Alentejo conheceu um aumento da procura na ordem dos 41% em relação ao verão de 2011

A Comissão Concelhia de Borba do PSD acusa a gestão do da autarquia, liderada pelo socialista Ângelo de Sá, de ter agravado a situação financeira do município, contribuindo para o seu “atual estado de rutura financeira”.

A produção de azeitona para azeite no distrito de Portalegre deverá registar quebras de 60 por cento nos olivais de sequeiro e de 20 por cento nos olivais de regadio, na campanha olivícola de 2012/2013

Dezenas de estudantes das escolas André de Gouveia e Gabriel Pereira manifestaram-se ontem junto ao edifício da Direcção Regional de Educação do Alentejo, em Évora. Os alunos estão contra os cortes na educação, o fim do apoio ao Passe Escolar.

 Um rocket foi encontrado ontem, ao início da tarde, por militares da GNR de Évora junto de uma ponte que atravessa um dos braços da Barragem da Vigia, nos arredores de Redondo.


Produtores do Alentejo e do Algarve vão mostrar produtos tradicionais das regiões na edição deste ano do certame Salone del Gusto e Terra Madre, que vai decorrer na cidade italiana de Turim a partir desta quinta-feira, 25.

A pista de gelo está de regresso ao coliseu José Rondão Almeida, entre 23 de novembro de 2012 e 20 de janeiro de 2013, permitindo aos adeptos da patinagem a prática da modalidade.

IMPRENSA




O HABITUAL POEMA DAS QUINTAS



CRÓNICA DE OPINIÃO HOJE TRANSMITIDA PELA RÁDIO DIANA/FM


Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/


Quinta, 25 Outubro 2012 07:33
O processo em curso na agência noticiosa Lusa, com o governo a por fim ao contrato de serviço público e a anunciar um corte de 31% no seu orçamento, deveria ser motivo de apreensão de todos os que se preocupam com a qualidade e a pluralidade da informação que é veiculada nos órgãos de comunicação social.
Em causa estarão postos de trabalho e um serviço público que é necessário preservar, em particular nas zonas do país mais distantes da capital e onde o “negócio” noticioso é menos apelativo para os grandes grupos que dominam a comunicação social e determinam os conteúdos em função dos seus interesses económicos.
Sem um serviço noticioso público e descentralizado, com a preocupação de cobertura total do país, o interior sofrerá mais um empurrão para o isolamento e para a desertificação, apenas sendo notícia aquando da visita de um qualquer ministro ou presidente e ainda assim como mera paisagem de enquadramento para os figurões.
A notícia com origem nas cidades, vilas e aldeias do interior deixará de ter visibilidade nacional acentuando-se as diferenças entre o litoral sobrepovoado e o interior subpovoado.
Todos nos iremos ressentir com a centralização, em Lisboa e no Porto, do serviço prestado pela Lusa. Dos agentes económicos às autarquias locais, dos agentes desportivos aos fazedores de cultura.
Mas porquê esta súbita fúria governativa sobre a agência Lusa? As razões de ordem financeira estão afastadas considerando que apresenta resultados positivos há vários anos e que nos últimos dois até se deu ao luxo de distribuir dividendos.
Muitos vislumbram que por detrás destas decisões estará o afastamento de dezenas de trabalhadores e o encerramento de delegações, com vista a um melhor controlo e manipulação dos conteúdos a serem distribuídos.
No fundo é apenas mais um passo na intensa ofensiva ideológica levada a cabo pelo governo a mando da troika, tendo em vista o desmantelamento do regime democrático nascido da revolução de Abril.
Esta medida insere-se no mesmo pacote de todas outras que visam diminuir a qualidade da democracia até ao ponto de a tornar irrelevante.
A resposta dos trabalhadores da Lusa a esta ofensiva foi uma greve cumprida exemplarmente durante quatro dias, numa clara demonstração da sua força e capacidade de resistência.
Espera-se agora que no próximo dia 14 de Novembro estes trabalhadores se juntem à luta mais ampla contra esta política que visa a destruição da democracia e o empobrecimento generalizado dos trabalhadores, pensionistas e reformados.
Irei gostar de ouvir a notícia de que os trabalhadores da Lusa aderiram em massa à Greve Geral.
Eduardo Luciano


A OBSERVAÇÃO DAS AVES - Pelo Al Barram




Fotos: Al Barram

PORQUE TERIA SIDO? "ESTA" É QUE EU NÃO PERCEBI!

Na sondagem colocada na margem  perguntávamos as diferentes maneiras como o P.R. deveria agir face ao O.E.
Num só dia contabilizamos 13 opiniões.
Agora desapareceram, Porque seria?
Voltamos ao principio!

PELO PAÍS


Permanência do Governo deve ser avaliada pelo Presidente no início de 2013, diz Sampaio.

SENSATO

Ministério das Finanças é o mais activo, trabalha 14 horas por dia.

PARA “LIXAR” O PESSOAL...

  "Rangel envergonha a magistratura", diz Vieira

Rui Rangel promete reforçar plantel do Benfica em Janeiro.

ROUPA SUJA

Sporting tenta alcançar primeiro triunfo na Liga Europa.

FC Porto mais próximo dos oitavos após vencer Dínamo de Kiev. Três jogos três vitórias.

PRÓS E CONTRAS

Quando for Presidente da Câmara,  José Castelo Branco quer acabar com lojas de chineses em Sintra. 

E MONTA LÁ O QUÊ? BARES GAY?  TÁ TUDO MALUCO!

Governo dá ordens para racionalizar medicamentos e exames

Subsídio por morte em 2013 vai ser insuficiente para pagar funeral "habitual".

ALÉM DOS QUEREREM VER MORTOS, AINDA POR CIMA OS QUEREM ENTERRAR EM VALAS COMUM.



COMENTÁRIOS SOBRE A IMPRENSA DE HOJE



 A UNIÃO FAZ A FORÇA – QUERER É PODER.
(OH “LINGRINHAS” METE A VIOLA NO SACO E ENGOLE LÁ MAIS ESTE SAPO)


 LEMBRAM-SE? HÁ TEMPOS EU JÁ O HAVIA PREVISTO!


NÃO BASTA PROTESTAR…MUDEM-SE MAS É PARA O OUTRO LADO DA BARRICADA


 EU BEM DIGO: ENQUANTO NÃO “DESPACHAREM” OS VELHOS E OS DOENTES NÃO DESCANSAM.


 HUMMM!  QUANDO A ESMOLA É GRANDE O POBRE DESCONFIA!

TAUROMAQUIA

PROGRAMADO PARA O FIM-DE-SEMANA









RECEBIDO C/ PEDIDO DE DIVULGAÇÃO


De: Comissão Sindical da Camara Municipal de Montemor o Novo

PRIMEIRA VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO
Porque com o Orçamento de Estado para 2013 o Governo PSD / CDS-PP pretende aumentar os roubos aos trabalhadores, pensionistas e reformados, a CGTP-IN convocou para o próximo dia 31 de Outubro, às 17.00 horas, uma concentração de protesto na Assembleia da República. Os Sindicatos da Frente Comum, incluindo o STAL, concentram-se às 15.30 horas no Marquês do Pombal, desfilando de seguida para a Assembleia da República.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"HÁ PÃO PARA TANTO CHOURIÇO?" (Nova rubrica do ANB)

  (I)
Reabrimos a nova prestação no Al Tejo “sem pão nem chouriço” com propostas de intervenções ditas e escritas que irão resultando do que vamos observando e vivendo, dia a dia, aqui e no país.
Tanto a nível nacional como internacional, somos todos actores deste presente demasiado instável, imprevisível, dependente e carregado de novos mandarins e de nuvens negras.
Sendo que, no caso de Portugal, o que continua a ser determinante é a nossa crónica dependência externa datada do século XIV. Ou até antes. Já, então, tínhamos falta de gente, de trigo, de metais. Sobrou-nos o MAR henriquino das especiarias e das pescas que também já foram à viola.
 (II)
Na realidade, em Portugal, tanto a nível local como a outros níveis, há cada vez mais gente que se pergunta até quando vai haver o pão (de ricos) para sustentar tantos chouriços externos e internos que estão na política de Lisboa e europeia para ficar com o melhor bocado só para si. Ou para o seu grupo de interesses, como está à vista com este governo soprado por um tal eng. Ângelo Correia (e a sua troupe proforma) continuamente apoiado apenas pela Alemanha devorista que, aliás, não conseguiu durante a II Guerra Mundial enganar-nos no enredo da venda do volfrâmio da Panasqueira.
(III)
Sendo assim.
Vamos lá rever, o caso de um dos comentadores do sistema e defensor do regime: Marcelo Rebelo de Sousa.
Claro que é um exímio comunicador. Chega a ser contagiante nas análises. Tem seguidores. Tem estas e as mais diversas qualidades intelectuais. É do centro direita e de direito. Concerteza.
 Mas convém que fique claro, porque também é verdade que está na TVI para defender os interesses exclusivos do PSD, que é um manipulador nato, que sempre se governou muitíssimo bem. E que quando lhe convém (e aos interesses que defende) se fecha em copas sem participar no contraditório e sem dizer, de uma forma consistente, o que o país devia saber e ouvir. Tal pai Baltazar, tal filho e irmãos gestores instalados do seu clã familiar. Um mal bem português visível e muito praticado.
    Em sintese, já percebemos que em Portugal, há melhores Comentadores e com outra consistência social e que, afinal, são de outra loiça e sabem comungar “do tal pão com chouriço para todos”. É apenas uma questão de repararmos na estratégia florentina, cavaquista e esvoaçante de MRS…
E de não irmos na sua conversa de domingo!
(IIII)
 Vai penosa a discussão e aprovação do Orçamento de Estado de 2013. É um orçamento “de merda” como já o vi classificado em diversos jornais, feito por um monetarista dogmático que está convencido que vamos ser todos alemães.
Se for assim está enganado e conviria que tanto este ministro do orçamento (Victor Coelho) como o primeiro ministro (Pedro P. Relvas) se preparassem para perceber que, na próxima esquina eleitoral, o país (e o Alandroal) vai impor-se ao seu modo redutor, pastoso e anti-europeu de nos pôr a pão e a laranjas …sem direito a um copo e bocadinho de pão com chouriço.
 (IIIII)
 Finalmente tenho visto no Al tejo as notícias de que o Alandroal está também à beira da insolvência e do resgate imediato que é como quem diz: vai ter que pagar o rol de dívidas que contraiu com língua de palmo durante anos a fio.
A situação é difícil, mas tal como acontece com o país, será que não há mesmo alternativas locais e não há capacidade para a Autarquia renegociar os prazos e melhores condições de amortização da divida e dos juros? Se não há, o melhor é acabar com a ilusão e mudar? O tempo não é também um capital?
 Uma coisa é certa, o concelho do Alandroal não pode continuar a ser gerido sem uma estratégia de crescimento própria, continuando apenas à mercê dos erros e insuficiência de conhecidos “droikos” que o desgovernaram e o vêm afundando no pântano económico que está à vista de todos. 
Vamos manter a falta de pão para ir enchendo os chouriços e as chouriças do costume?
M. saudações.
 ANB - ( 24 /10/2012)

CRÓNICA DE OPINIÃO DIARIAMENTE TRANSMITIDA AOS MICROFONES DA RÁDIO DIANA/FM




Quarta, 24 Outubro 2012 08:14
Sempre me senti muito bem a viver numa economia de mercado, capitalista se preferirem o termo. Porquê? Porque esta tem 3 características que mais nenhum outro modelo pode apresentar: coloca o poder total nos mercados, nos clientes e consumidores, que devem ser efectivamente os juízes da qualidade do que é produzido, confere liberdade criativa e premeia a inovação, a eficácia e o mérito.
Se uma empresa ou outra entidade não corresponder às expectativas e começar a perder qualidade é substituída por outra. Se ficar menos eficaz, o capital financeiro encaminha-se para outra solução que prometa maior rendibilidade no futuro. Naturalmente, sabemos que o capitalismo não se ficou por estas regras básicas, este “b-a-ba” e criou um sistema financeiro que alavancou a economia real e, a partir de certo ponto, começou também a alavancar-se a si próprio, chegando aos excessos que todos já conhecemos.
Nunca existiram nem existem modelos eternos e imutáveis e, como não sou fundamentalista, penso que o capitalismo irá reinventar-se e daqui a 100 anos os seus contornos serão um pouco diferentes.
Lembrei-me disto a propósito de uma notícia que anunciava o novo projecto do famoso empresário Richard Branson, dono do grupo Virgin.
A ideia é juntar uma plataforma de reflexão e acção, com outros empresários, para tornar o capitalismo mais sustentável e mais humano. Não é uma corrente totalmente inovadora uma vez que tem sido defendida por várias personalidades como Muhammad Yunus (criador do microcrédito) ou Al Gore (ex-vice presidente dos EUA). Pretende-se uma nova forma de fazer negócios, que coloca as questões sociais ou ambientais no centro da estratégia e das operações das empresas. Pretende-se inovação (com foco no papel dos empreendedores) no seio de um capitalismo criativo. Pretende-se compatibilizar crescimento e inclusão social, com respeito pelos recursos limitados do planeta e mais enfoque no longo prazo em detrimento dos lucros imediatos.
Neste novo projecto, denominado B Team, pretende-se passar das intenções, mais filosóficas, às acções concretas. No fundo, preparar a próxima geração de líderes para garantir que um negócio deve ter impactos positivos nos seus clientes, colaboradores, natureza e sociedade. E elaborar uma metodologia consistente através da qual as empresas possam medir e reportar os seus impactos sociais e ambientais para além da tradicional rentabilidade financeira. Será possível que os sistemas contabilísticos do futuro tenham rubricas e métricas respeitantes à ecologia, à responsabilidade social com a comunidade envolvente ou à ética nos negócios? Da minha parte, não tenho a menor dúvida. Nesta questão, como noutras, há que pensar diferente e fazer diferente.
Carlos Sezões


PORMENORES DO ALANDROAL



Sabe onde se situam?