terça-feira, 25 de setembro de 2012

PAÍS…PAÍS


VERGONHOSO

Câmara de Lisboa contratou jurista externo por quase 80 mil euros.

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Portugal mantém-se no top 20 dos países mais ricos.

MÁS NOTICIAS

Governo quer voltar a reduzir indemnizações por despedimento.

Governo acaba com descontos nos transportes para todos os estudantes do superior.

 Restaurantes recusam hoje pagamentos com cartões.

Ligações fluviais no Tejo param esta tarde-

BOAS NOTÍCIAS

Vale e Azevedo começa a ser julgado hoje por alegado desvio de quatro milhões.

Portugal é o 19.º país com melhor reputação do Mundo

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A INAUGURAÇÃO DO COMPLEXO DESPORTIVO DO ALANDROAL

Intervenção do Presidente da Câmara, João Grilo

Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal,
Exmo. Sr. Director Regional do Alentejo do Instituto Português do Desporto e Juventude, Dr. João Araújo, em representação do Sr. Secretário de Estado do Desporto e Juventude e do Sr. Presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude,
Exmo. Sr. Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Sr. Carlos Coutada,
Exmo. Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz,
Srs. Vereadores, Srs. Presidentes de Junta e restantes autarcas,
Exmos. Srs. representantes dos clubes dos concelhos vizinhos,
Restantes convidados,
Dirigentes desportivos do concelho e atletas,
Minhas senhoras e meus senhores,
Caras amigas, caros amigos,

 É habito em inaugurações dizer-se maravilhas da obra em causa. Não vai ser o caso hoje.
Podíamos dizer que está muito bonito, que a vista é magnífica...mas ainda ficava muito por dizer.
É difícil explicar o que passa pela cabeça de um presidente de câmara na minha
circunstância quando tem que escrever umas linhas sobre num momento como este.
Os sentimentos são contraditórios e por detrás da alegria de ver concluído um grande objectivo, fica a angustia de saber tudo o que poderia ser diferente.
Quando iniciámos funções, em 03 de Novembro de 2009, esta obra estava em andamento há  6 meses (Maio de 2009) sem um cêntimo pago ao construtor.
Para além disso, estava a ser executado um projecto muito diferente daquele que tinha sido aprovado para financiamento comunitário e que nem sequer estava aprovado na câmara municipal.
Nesse projecto, ficavam de fora aspectos tão importantes como as marcações para rugby e “futebol de 7”, ou o alargamento da vedação.
Assim, foi necessário interromper os trabalhos para fazer as possíveis alterações de modo a garantir o financiamento comunitário e a continuidade da obra.
Mais ainda, para esta obra seria necessário um financiamento bancário de um milhão de euros para fazer face à contrapartida nacional que nunca chegou a ser autorizado por causa do excesso de endividamento da autarquia.
Face às dificuldades financeiras da autarquia, e como é fácil de perceber, foi extremamente difícil encontrar os fundos necessários para compensar essa falta de financiamento e concluir a obra.
Mas ela aí está.
Mas voltemos atrás, ao início desta história porque, do meu ponto de vista, foi logo no início, na opção de localização e na filosofia do projecto, que se escolheram as piores opções.
A Câmara Municipal do Alandroal, à semelhança  dos concelhos vizinhos,  teve acesso a uma candidatura a fundos comunitários para construção do “Primeiro Relvado” sintético do concelho que incluía bancadas, iluminação e alguns arranjos exteriores. Nesta medida do POVT (Programa Operacional Valorização do Território) poderia beneficiar de um financiamento de até 675 mil euros, para um investimento total de 965 mil.

Neste cenário o que fizeram os concelhos vizinhos do nosso para ter um campo relvado com um mínimo de custos?
Redondo, Borba ou Estremoz adaptaram os campos de futebol existentes às características do programa e do financiamento.
Nenhum dos municípios vizinhos optou por construir  uma novo estádio de raiz.
Mas o Alandroal tinha que ser diferente. O Alandroal não podia simplesmente adaptar o antigo campo aproveitando os fundos comunitários. Não. O Alandroal tinha que se fazer “à grande” – tinha que se fazer, como se dizia na altura, “o segundo estádio de Braga”, escavado na rocha!
Pois bem. Quanto é que esta opção custou a mais a todos nós?
Só para começar, representou logo 145 mil euros não financiados pagos pelo terreno.
A seguir, mais 83 mil euros para o projecto, pago como novo, mas adaptado do de Freixo de Espada à Cinta.
Depois, precisou de mais 200 mil euros não financiados para terraplanagens.
Os estacionamentos e outros aspectos não financiados custaram mais 630 mil euros.
Ou seja, num custo total de obra de 2 milhões de euros, 675 mil são financiamento comunitário e 1 milhão e 325 mil são fundos próprios que a câmara não tinha!
Este é um rácio ruinoso para qualquer câmara!
No total, comprometeu-se com esta obra um milhão de euros a mais do que era possível e seria desejável.
Só para vos dar uma ideia, face às obras que temos por fazer, este milhão de euros dava para construir o Pólo Escolar de Terena,  o pavilhão gimnodesportivo da escola do Alandroal (que está sem financiamento) e ainda fazer campos relvados em Santiago Maior, Terena e Rosário – localidades onde existe prática desportiva regular e onde esta necessidade é cada vez mais sentida.
Mas em vez disso está aqui, enterrado debaixo dos nossos pés!
Por isso deixem-me ser claro:
Esta localização não seria a nossa opção.
Este projecto não seria o nosso projecto.
Não é assim que se gasta dinheiro público.
Mas como todos sabem, não podíamos voltar atrás.
Tentámos corrigi-lo no que foi possível, aproveitar o financiamento ao máximo e, com muito sacrifício, colocá-lo ao serviço da população da melhor maneira possível como é nossa obrigação de autarcas responsáveis.
Paradoxalmente, ao mesmo tempo que se projectava este complexo desportivo, desaparecia, por razões que são do conhecimento de todos, o futebol sénior na sede concelho.
Com a conclusão desta obra poderão voltar a emergir as vozes que defendem o regresso em força da modalidade nos moldes de antigamente.
Deixem-me que mais uma vez vos fale bem claro: embora lamente que se tenha chegado a tal ponto, não sinto, neste momento, essa pressão.
Penso que já todos percebemos que não há, nem vai haver nos próximos anos, dinheiros públicos que possam sustentar altos voos nesta matéria e é bom que os sonhadores assentem os pés na relva ou procurem financiamentos de outras formas.
Estaremos cá para  apoiar todas as ideias que tenham sustentabilidade associada, mas deixem-me dar-vos uma garantia: os poucos recursos da autarquia vão continuar a ser canalizados para a formação de jovens nas diferentes modalidades e para o futebol no seu estado mais amador.
Queremos desmultiplicar cada euro que é investido no desporto pelo máximo de praticantes locais possível.
Enquanto estiver nas nossas mãos, o dinheiro de todos nós não será usado para que joguem no Alandroal “profissionais” de fora do concelho.
Aproveito para deixar aqui um apelo à Federação Portuguesa de Futebol, na pessoa do seu vice-presidente, para que olhe para o momento dramático que vive o futebol dos escalões jovens e o futebol amador face às dificuldades das autarquias e das empresas em canalizar recursos para apoiar estas modalidades.
Sejamos claros, sem o apoio da autarquia não haveria neste momento no concelho do Alandroal, assim como em outros concelhos do país, qualquer actividade a este nível.
É por isso urgente encontrar novos modelos de financiamento destas modalidades. É preciso que o futebol profissional cumpra o seu dever social de apoiar a formação dos jovens.
Neste campo vão realizar-se os jogos do Campeonato do INATEL da equipa da Associação Alandroal United.
Neste campo vão jogar e treinar alguns dos escalões de formação do Centro de Cultura e Desporto de Terena.
Neste campo vai funcionar a escola de rugby do Clube de Rugby de Juromenha.
Neste campo, o Santiago Maior e o Rosário vão realizar alguns dos seus jogos e treinos.
Neste campo vão realizar-se torneios e encontros desportivos mobilizadores da prática desportiva e capazes de trazer visitantes ao concelho.
Neste campo, o agrupamento de escolas, as associações, os veterenos, os grupos de amigos – de forma organizada e devidamente regulamentada – vão poder fazer os seus jogos.
Parece-nos que esta já será uma excelente ocupação e rentabilização de um espaço que se quer de todos e para todos.
Não é preciso “inventar” mais nada!
E oxalá consigamos assegurar no futuro os recursos financeiros necessários aos funcionamento de todas estas actividades, já que os custos de manutenção de uma estrutura destas são muito elevados, como todos podem calcular.
Disponibilizar hoje à população esta obra – com todos os problemas que ela apresentava, sem o financiamento bancário que era esperado e no momento difícil que atravessamos – representa para todos nós uma grande vitória só possível graças à determinação e empenho dos eleitos, mas também ao trabalho sério, competente e rigoroso dos técnicos da autarquia, responsáveis pela totalidade do seu acompanhamento.
É graças a este esforço conjunto que estamos a concluir outras obras que herdámos com problemas semelhantes e que estamos também a lançar novas obras e a projectar muitas outras.
O Centro Escolar de Santiago Maior já está em funcionamento, a obra de Requalificação do Interior do Castelo do Alandroal está em andamento. Na próxima semana têm início as obras da creche de Santiago Maior e já está a decorrer o concurso público para a obra de Requalificação do Pólo Escolar de Terena. Só para vos dar alguns exemplos.
Mas no que a esta obra em concreto diz respeito ainda não podemos ficar por aqui. Há ainda lacunas a corrigir, e como todos podem constatar, a zona envolvente a este Complexo Desportivo, no lado que coincide com o acesso à vila, precisa agora de obras de requalificação que não estavam projectadas.
Já estamos a trabalhar neste projecto e vamos tentar aproveitar o espaço para criar mais um recinto desportivo onde seja possível praticar outras modalidades como o ténis, o basquetebol ou o futebol de 5.

Portanto meus amigos, e em conclusão, se soubermos aprender com os erros do passado, e porque é o futuro que nos interessa e motiva, podemos dizer que este é um dia de alegria.
Podemos dizer que é um dia de festa para as crianças, para os jovens e para todos os munícipes que vão a partir de hoje tirar partido desta infraestrutura.

Muito obrigado a todos

BREVE APONTAMENTO FOTOGRÁFICO
(Publicado na http://www.radiocampanario.com  e gentilmente cedidas pelo Hugo Calado)








OS VERSOS DE CATITA GUIOMAR (Poeta Popular de Terena)


Introito à homenagem a Manuel Sapateiro
Quando da homenagem ao Zé Borrão, falámos de várias pessoas que o acompanharam nas suas peripécias. Muitas delas também foram homenageadas em verso pelo poeta Catita Guiomar.
O mestre Manuel sapateiro foi um dos acompanhantes do Zé Borrão, talvez o que mais o acompanhou, por trabalhar por conta própria ou por ser solteiro.
Pessoa sempre bem disposta (não sei se era da profissão, o certo é que me lembrei agora do Adriano e da sua sempre boa disposição).
 Vamos recordá-lo.
Um dia no café do Torcato já pingado, a avalizar pelos olhos já pequeninos, alguém chama-o e diz “Manel anda aqui a ouvir esta piada”. O Mestre, sentado do lado oposto ao chamador, olha e diz “despeia-a e traz-ma cá”.
Hoje é Catita Guiomar que o homenageia, com o sentimento onde a amizade e a compreensão são pedras mestras nas suas vivências.
Bem haja Catita Guiomar que soube de uma forma superior cantar os amigos.
Ouçamo-lo com a devida e merecedora atenção-
Hélder Salgado


"MEMÓRIAS" - UMA ESTÓRIA DO HELDER SALGDO

(Todas as personagens mencionadas nesta história são fruto da imaginação do Autor)
Plínio, o Borboleta
O Borboleta? Também eu me interroguei.
Porque é que o rapaz se havia de chamar Borboleta.
E mais me interroguei por lhe chamarem também Passarinho e, muito mais surpreso fiquei quando alguém me disse que tinha mais uma alcunha, Passarinha.
Quando alguém me disse? Esta é de “cabo de esquadra” porque ninguém mo disse.
Certo é, de olhos fechados, quando não se vê ninguém e falamos com tanta gente, senhores de toda a liberdade do Mundo, imaginamos.
Idealizei o Borboleta, vi o Borboleta, dialoguei com ele.
Naquele dia estava simpático e conversador e começou a contar-me a sua história.

A História
- Plínio, desculpa mas eu não te posso tratar por tu, não te conheço e não quero falar contigo sem te ver, - disse-lhe com algum receio.
- Trate -me por tu, sei que lhe dá mais jeito e não abra o olho, - e continuou, - no meu tempo, no tempo do respeito, os homens tratavam os rapazes por tu e os rapazes tratavam os homens por vossemecê.  
Esta frase soou-me como uma ordem, confundiu-me e indigno-me - quem será esta criatura ou quem se julga ser para me dar esta ordem? - pensei, de mim para mim.
- Se abrir os olhos esfumar-me-ei como fumo da lenha de sobro - implorou-me.
 Não pude dizer que não e, temporizando, continuei o diálogo.
- No teu tempo, Plínio? - mas de que época és tu? - interroguei-o.
- Da época do seu avô? - disse-me com rapidez.
Comoveu-me, quem não se comove, na idade da saudade, ao ouvir falar dos entes queridos? Os meus olhos humedeceram.
A conversa começara a interessar-me. Far-me-ia recordar o meu avô de Terena ou do Alandroal. Iria regressar à minha infância, nalgumas recordações relatadas pelo Borboleta.
Sem querer agitei-me. Plínio notara-o e voltou-me a dizer-me - se abrir os olhos eu desapareço.
Não havia dúvida, Plínio tomava conta de mim, conduzia-me aonde ele bem queria, como alguém que conduzisse um animal. E eu agradava-me aquela condução, estava a sentir-me bem, era, por estranho que pareça, um cego que lhe agradava não ver.
A determinada altura disse-me - esta é a história da minha adolescência e da minha meninice, morri cedo.
- A tua história é trágica, Plínio? - perguntei-lhe ansioso.   

O começo
Plínio silenciou-se por momentos, olhei para ele e vi que se concentrara.
Respeitei o seu silêncio e esperei que começasse a contar a sua história.
- Esta foi a mais linda coincidência com que me deparei após a minha morte.
 O senhor pensou num rapaz chamado Borboleta e eu apareci para contar a minha história. O seu sonho foi a minha realidade, - interrompi-o.
- Plínio, não te estarás a aproveitar do meu sonho? Não estarás a roubá-lo a minha imaginação?- mesmo dizendo isto com toda a brandura do mundo, pensei que o rapaz se iria zangar.
- Não, - respondeu sem alterar a voz, sinal que não se zangara, e continuou.
- Com o decorrer da minha narração verá que os fatos de que falo são verdadeiros.
- Também te chamavam Passarinho? - perguntei.
- Sim, foi a minha primeira alcunha, - respondeu-me e explicou o porquê.

A primeira explicação
- Nasci de uma família que se podia chamar de remediada.
Ao nascer a minha mãe não conseguiu criar leite durante uma semana e durante esse tempo foi amamentado por duas parturientes.
Quando a minha mãe teve leite encontrava-me muito débil, mesmo sendo depois alimentado a leite de cabra e de vaca. Apesar de todos os esforços dos meus pais não consegui ter meninice igual aos outros rapazes Não medrei.
Quando veio a escola, aprendi sem nenhuma dificuldade, mas nos jogos e apesar da minha vontade e coragem ficava sempre entre os últimos.
Sucedeu assim com o jogo do “avincão” “abelharda”.
Não perdi a coragem e tentei a bola, onde me refugiei a guarda-redes.
Nem nas bolas rasteiras, nem nas bolas altas tinha dificuldade. Bastava dar-lhe um jeito, para que a bola, com a força que trazia, tomasse efeito e não entrasse na baliza.
Um dia ao encaixar uma bola, que vinha com muita força, fui parar dentro da baliza, encostando-me às malhas traseiras.
 Os meus companheiros chamaram-me ”menina de leque”, outros de Passarinho. Pegou o Passarinho.
Assim me explicou, o rapaz, como apanhou a alcunha de Passarinho.

Helder Salgado

(Continua amanhã)


A CRÓNICA DIÁRIA DA RÁDIO DIANA/FM




Segunda, 24 Setembro 2012 10:31
No passado dia 21 reuniu-se com pompa e circunstância o Conselho de Estado, com a coligação governamental em cacos, o povo nas ruas, incapaz de suportar mais medidas de austeridade, o governo incapaz de explicar o insucesso óbvio das medidas restritivas que tem vindo a aplicar, esperava-se, depois dos repetidos avisos doutorais feitos à navegação pelo Presidente da República, que dessa reunião saísse algo de consistente, uma resposta, uma posição inequívoca dos sapientes conselheiros.
Mais uma vez, os cidadãos deste país, manifestaram sem margem para dúvidas o seu repúdio a este retrocesso civilizacional, a este empobrecimento sem sentido, à iniquidade desta política de submissão aos grupos económicos, à especulação, ao desvario reacionário deste experimentalismo neo liberal. Juntaram-se em Belém, juntaram-se noutras cidades deste país e, esperaram longas horas pelo veredicto senatorial.
Que a TSU iria cair, era inevitável, mas insuficiente, exigia-se mais, exigiam-se medidas, exigia-se que o presidente, fosse por uma vez, o presidente de todos os portugueses.
Mas não! De novo a montanha pariu um rato, de novo Cavaco Silva se esquivou às gotas da chuva intensa que cai sobre os decisores deste país.
Depois de oito longas horas, os conselheiros abalaram nos seus carros topo de gama, enfileirados, ignorando o povo, desprezando os seus compatriotas, ansiando pelo conforto do sofá, pela frescura do ar condicionado, pela distância cómoda que os separa daqueles que representam.
Deixaram atrás de si um comunicado inócuo, risível se não fosse dramático, em que afirmavam que tudo está bem, que afinal a fragmentação evidente da coligação não passou de um arrufo de namorados e que, sim senhor, o povo tinha razão e que a TSU, afinal não irá avante. Nem uma palavra para os que esperariam que os conselheiros aconselhasse, que o presidente decidisse, que os habituais clientes do poder entendessem que são apenas clientes, que o poder é do povo, e que se ninguém escolhe o sítio em que nasce, tem pelo menos o direito de decidir sobre o país em que vive.
Muito pouco para tantas horas de avisados conselhos, mas uma enorme gota a cair num copo que já transborda.
Um dia chegará em que a revolta será incontível, em que a raiva e o desespero sairão à rua e aí, poderemos dizer como filósofos de café, que sabendo como tudo começou, ninguém consegue prever como irá acabar.
As pessoas não são estúpidas, estúpido é o paternalismo daqueles que julgam que os outros não vêem, não sabem, não sentem.
Não estará longe o dia, com ou sem Conselho de Estado em que os vendilhões serão corridos do templo.
Miguel Sampaio



E FALTAM LÁ TODOS AQUELES QUE NÓS CÁ SABEMOS !


SÍNTESE DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO


Onze concelhos do Alentejo vão ter, a partir de 01 de Outubro, Postos de Emergência Médica nas corporações de bombeiros e equipados com ambulâncias e desfibrilhadores automáticos externos,

O Alentejo foi eleito a “Melhor Região de Turismo Nacional” na gala dos Publituris Portugal Travel Awards, realizada este fim-de-semana em Coimbra.


O presidente da Câmara de Évora lamenta que o município tenha de devolver 2,5 milhões de euros de fundos comunitários.
Em causa está uma alegada “irregularidade no concurso” para a construção do Parque de Indústria Aeronáutica da cidade.

IMPRENSA ALENTEJANA







domingo, 23 de setembro de 2012

DUQUES & CENAS - RUBRICA DO DR. JOÃO LUÍS


A Bem da Nação 

Estou assustado com a maneira como o texto da Constituição Portuguesa é utilizado pelas diversas personalidades do nosso Estado. Quando é conveniente, invoca-se o documento para defender interesses e demagogias. Mas ignora-se vergonhosamente o que lá está escrito, quando é para se tomarem medidas para tramar o povo, fazendo do documento estruturante da nossa democracia uma verdadeira palhaçada. Tivemos uma ditadura assumida durante 48 anos. E hoje, que raio de democracia é esta? Será a bem da nação?
J.L.N.

DESPORTO NO FIM-DE-SEMANA


INAUGURADO COMPLEXO DESPORTIVO DO ALANDROAL
Foi ontem, conforme aqui demos notícia, inaugurado durante a manhã o Complexo Desportivo do Alandroal.
O acto foi abrilhantado pela Banda do Centro Cultural do Alandroal seguindo-se o Discurso de Inauguração a cargo do Presidente da Autarquia, contando ainda com a presença do Presidente da Assembleia Municipal e restante Vereação.
A finalizar evoluíram no relvado todas as Equipas dos diferentes escalões  que irão disputar os diferentes Campeonatos do Distrito.
Em breve Al Tejo irá desenvolver por escrito e imagens todo o acto, contando ainda transcrever o discurso de inauguração Proferido pelo Exmº  Srº  Presidente da Câmara

FUTEBOL

Nacionais

3ª Divisão Série F
Atlético de Reguengos 1 – União de Montemor 2
Esperança de Lagos 2  -  Juventude 0
Aljustrelense  3  -- Lagoa  0
Vasco da Gama Vidigueira 3  -- Monte Trigo 1
Sesimbra 1 -  Castrense 0
Lusitano Vila Real 1 -  Moura 2

AS ESTÓRIAS DO HELDER SALGADO


A partir de amanhã e diariamente durante toda a semana o Al Tejo irá publicar em pequenos capítulos mais uma história escrita pelo Hélder.
À semelhança de muitos outras que nos tem dado a conhecer vamos recordar personagens que ficaram na memória de muitos e que pelos seus feitos, amores e desamores são ainda hoje alvo de muitas conversas.
A não perder a partir de amanhã a História do PLINIO também de alcunha o BORBOLETA, O PASSARINHO, A PASSARINHA e também da MARIA PULQUÉRIA.

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA/FM


Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/



Sexta, 21 Setembro 2012 08:40
Cumprimentando os ouvintes da Rádio Diana depois de mais este período estival, começo por dizer que, durante este período, pese embora tantos fossem os assuntos a merecerem tratamento, vou-me debruçar sobre esse a que quase ninguém, quase nenhum comentador ou cronista, fugiu: o da Taxa Social Única, vulgo, TSU.
A originalidade não está, portanto, no assunto em si. Nem sequer na circunstância de eu ser francamente favorável à redução da TSU para as empresas. Já aqui, na Rádio Diana, defendi, em tempos, esta minha posição. Não vejo nenhuma razão para mudar de opinião. De resto, defendo esta ideia há muitos anos, ainda poucos falavam dela em Portugal. Para mim a questão não está na medida em si, mas na oportunidade da medida e na forma como foi pensada para ser financiada, quando esta medida seria uma das típicas medidas que a ser apresentada só o deveria ser em tempo de vacas gordas, no quadro de uma reforma da Segurança Social e de relançamento da economia e, portanto, em tempo de crescimento económico. Tudo, exactamente ao contrário do momento que se vive actualmente em Portugal.
Acresce que não se consegue perceber o objectivo da medida. Se o problema está na inconstitucionalidade do corte dos subsídos de férias e de Natal, corte este que só foi decidido – assim nos disseram – para ajudar a controlar, diminuir, o défice das contas públicas, então, a mexida na TSU, tal como foi apresentada, em nada contribui para o controle do défice das contas públicas e muito menos para a sua diminuição. Porquê? Porque a diminuição dos custos do trabalho nas empresas não tem nenhuma relação directa com o défice das contas públicas, excepto se a diminuição dos custos do trabalho se reflectir em aumento da produção das empresas. No entanto, para que a consequência pudesse ser este aumento da produção, era preciso que houvesse quem comprasse. E para que haja quem compre é preciso que quem possa comprar disponha de dinheiro para poder comprar. Isto é, é preciso que o seu rendimento disponível seja superior, aumente. Ora, ao retirar-se a quem poderia comprar uma boa parte do seu rendimento disponível, é evidente que mesmo que as empresas produzam mais, elas não vão ter a quem vender. Excepto as empresas exportadoras ou, no mercado interno, as muito grandes empresas, que talvez possam converter essa poupança nos custos do trabalho a favor do consumidor, por via da diminuição dos preços.
Bem sei que a linguagem que estou a utilizar é um bocadinho enfadonha. Mas, com tanto comentário económico que hoje se faz em Portugal, acho que já nenhum de nós se baralha muito com ela.
Falta dizer, claro, que a medida foi apresentada com o argumento de ajudar a aumentar o emprego. Poderia ser assim, lá está, num quadro de crescimento económico. Mas no quadro actual é de difícil, para não dizer, impossível, demonstração. No entanto, a medida já é mais defensável, mesmo no quadro actual, se justificada como um instrumento para evitar mais desemprego, uma vez que a diminuição dos custos de trabalho pode fazer com as empresas mantenham, pelo menos por algum tempo mais, o seu actual número de trabalhadores.
Mas, meus caros ouvintes, não nos iludamos. O problema, o verdadeiro problema, não está na TSU. A TSU foi “apenas” a gota de água que fez transbordar o copo. A verdade é que passámos o Verão a ouvir, pelo lado do CDS-PP, que já não haveria lugar a mais impostos e, pelo lado do PSD, que o ano de 2013 seria o ano da viragem. E tudo isto foi dito e redito, quando havia dois factos, excluindo o da agendada quinta avaliação da Troika, cuja solução ainda não tinha sido dada e, pelo vistos, nem sequer completamente pensada. Um dos factos, era o da derrapagem da execução orçamental conhecida publicamente desde Maio; o outro era o da inconstitucionalidade do corte dos subsídios de férias e de Natal. Dois factos maiores a que o Governo só agora veio responder. E, excluindo a TSU, veio responder forte e feio. Feitas as contas por alto, o Governo veio propor um conjunto de medidas, cuja repercussão no défice orçamental vai muito para lá do que seria necessário. Pelo menos aparentemente. É, por isso, que é importante conhecer com verdade e totalmente a situação actual das contas públicas. Se o Conselho de Estado desta sexta-feira obrigasse o Governo a dar a conhecer aos portugueses, de forma simples e com total transparência, a verdade das contas públicas, teria conseguido porventura o mais necessário de todos os seus eventuais contributos.

Martim Borges de Freitas
Lisboa, 20 de Setembro de 2012


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

POR MOTIVOS DE FORÇA MAIOR ....


ESPERAMOS ESTAR DE VOLTA O MAIS TARDE SEGUNDA-FEIRA

PESQUISAMOS PARA QUE SE DIVIRTA NO FIM-DE-SEMANA


                                                                         ALANDROAL


                                                                           ELVAS


                                                                        REDONDO

Noite de Fados - Carla Pires - Rota das Paixões - 22 Setembro
O novo fado de Carla Pires, Rota das Paixões, é composto por 12 temas originais e acaba de ser editado internacionalmente pela Harmonia Mundi/World Village.
Amadurecida pela experiencia internacional, Carla Pires pôs neste trabalho a sua alma, a sua criatividade e a sua magnífica voz sem esquecer a sublime interpretação que percorre toda esta “Rota”.

                                                                                      OUTRAS LOCALIDADES




DESPORTO PARA O FIM DE SEMANA

DESTAQUE



                                                                         FUTEBOL
 Nacionais

 3ª Divisão Série F
Atlético de Reguengos – União de Montemor
Esperança de Lagos  -  Juventude
Aljustrelense  -- Lagoa
Vasco da Gama  -- Monte Trigo
Sesimbra  -  Castrense
Lusitano Vila Real  -  Moura



O Alandroal United vai disputar a Taça Inatel.

Eis as Equipas inscritas até ao momento
 Graça do Divor
- Alandroal United
- Montoito
- São Domingos
- Sabugueiro
- Monsaraz
- São Bento do Ameixial
- Cabeção
- Machedense
- Foros da Fonte Seca
- Bardeiras e Vimieiro
- São Pedrense
- Rosário
- Azarujense
- Tourega
- Est. Pardais




                                                                       RUGBY



TORNEIO DE VETERANOS AAC - MEMORIAL JOSÉ VARANDAS
O Clube de Rugby de Juromenha esteve presente, no passado fim de semana, em Coimbra, no Torneio de Veteranos organizado pelos Veteranos da Académica, e que homenageou o "grande" Zé Varandas. "El Comandante", como era carinhosamente apelidado por todos na Académica, foi uma grande referência do Rugby não só na cidade coimbrã, mas para toda a comunidade do Rugby portuguès. Por variadas vezes visitou Juromenha, onde deixou muitos amigos e muita saudade.
O Torneio foi extraordinário, feito bem à sua imagem. Excelente ambiente, organização irrepreensível, amizade e Rugby a rodos.
Obrigado pelo convite; não esqueceremos os maravilhosos dias passados em Coimbra.



O HABITUAL POEMA DECLAMADO DAS QUINTAS


CRÓNICA DA RÁDIO DIANA/FM




Quinta, 20 Setembro 2012 10:14
Depois de uns meses de Verão escaldantes para a maioria dos portugueses, estamos de volta à antena para os nossos desabafos semanais.Este período de dois meses foi particularmente rico em actividade legislativa, com a particularidade de todos os diplomas legais irem no mesmo sentido. O sentido do brutal agravamento das condições de vida dos trabalhadores, reformados e pensionistas.Foi também neste período que os nossos brilhantes governantes chegaram à conclusão que afinal todos os sacrifícios pedidos foram em vão e que as suas sacrossantas metas não iriam ser atingidas.Foi durante esta ausência que o Tribunal Constitucional decidiu que os cortes dos subsídios da função pública eram inconstitucionais, com a particularidade de que tal decisão só valia para o próximo ano.Foi quando tínhamos a antena fechada que Passos Coelho anunciou uma das mais despudoradas medidas contra os trabalhadores, ao propor uma transferência directa e rendimento do trabalho para o capital por via do aumento da Taxa Social Única para os trabalhadores e redução para o patronato.Mais austeridade para os mesmos num caminho em que os portugueses estão transformados em bichos sujeitos a experiências que pretendem comprovar a validade das velhas teorias do liberalismo económico.Acreditaram que a paciência dos portugueses era eterna e que, tirando os que lutam sempre, todos iriam acatar mais uma dose de iniquidade e imoralidade para pagar as dívidas que não contraíram.Perceberam tudo mal e no passado sábado centenas de milhares de portugueses vieram para a rua exigir a ida destes senhores para o quinto dos infernos e o fim da submissão às exigências do ocupante (sem esquecer as responsabilidades de quem fez o convite).Agora não saem dos ministérios sem terem atrás de si gente a protestar e a exigir que façam a única coisa decente: demitirem-se.É este o clima de convulsão politica e social que se vive e que os nossos governantes pretendem desvalorizar.Pelo meio de tudo isto o Presidente da República finge-se de morto e manda recados pelos seus seguidores que lá vão aconselhando a que o governo explique melhor as medidas ou mesmo que recue nalgumas delas, chegando ao cúmulo de Manuela Ferreira Leite apelar a uma espécie de desobediência civil, por parte dos deputados do seu partido, no momento da votação do Orçamento de Estado.
Quando uma escritora se recusa a receber um prémio literário das mãos do primeiro-ministro e gente que me habituei a ver alinhada com o partido cúmplice do crime vem para a rua manifestar-se, estamos perante uma situação plena de potencialidades de mudança e ruptura.
A próxima etapa é a manifestação de 29 de Setembro em Lisboa. Acho que já todos percebemos que é a luta nas ruas que determina o futuro do governo, independentemente da amplitude da maioria que dispõe na Assembleia da República.
Até para a semana
Eduardo Luciano

A HABITUAL PÁGINA SEMANAL DEDICADA À TAUROMAQUIA

DESTAQUE


ASSIM NUNCA TINHA VISTO
Foto de J.Piteira retirada do  http://www.toureio.com/t/t/
 (Parabéns ao fotografo)

CORRIDAS PARA O FIM-DE-SEMANA

                              
                                                                               DIA 23                                        


SÍNTESE DE NOTÍCIAS REFERENTES AO ALENTEJO


Alentejo conquista título de “Região 2012” em Paris. No âmbito da realização do primeiro Salão do Imobiliário Português em Paris, a Câmara de Comércio e Indústria Franco Portuguesa atribuiu ao Alentejo o prémio “Região 2012”.

Viana do Alentejo acolhe a partir de 21 de Setembro, mais uma edição da centenária Feira D'Aires, um certame que pretende ser um espaço privilegiado para a mostra de atividades económicas, nomeadamente do tecido empresarial da região,

Reprogramação estratégica do programa comunitário InAlentejo permitiu, nos últimos dois meses, contratualizar 33 novos projetos para a região.

A edição deste ano da Expo São Mateus, em Elvas, arranca hoje e prolonga-se até ao dia 30 deste mês.

1ªs PÁGINAS DA IMPRENSA ALENTEJANA DE HOJE


RECEBIDO P/ DIVULGAÇÃO


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

O PROMETIDO É DEVIDO

Uma informação do Rui Coelho da PASTELARIA LANDROAL:

=  É para dar uma noticia em primeira mão, tal como prometido no almoço de convivio da confraria dos chicharos que está criada a receita dos pasteis de chicharos.
São uma delicia.
Brevemente na pagina facebook da pastelaria Landroal residencial.=

Obs: Cá ficamos com água na boca, aguardando provar o “pitéu”.
Mais um motivo de regozijo para todos os nossos Confrades.
Obrigado Rui