quinta-feira, 5 de julho de 2012

PÁGINA SEMANAL DEDICADA À TAUROMAQUIA

CORRIDAS
Transmissão directa RTP1


GANADEIRO DO ALANDROAL (ROSA TÁTÁ - meu primo ) -  a impor-se no mundo tauromáquico - como desde sempre foi o seu sonho.
toiros a lidar na corrida de Santa Eulália
( Uma oferta do Hugo Calado - http://www.toureio.com/t/t/



No próximo Arte & Emoção destaque para a Ganadaria Branco Núncio.
Vamos ainda viajar pela história da tauromaquia, aprender sortes do toureio a pé e ver como foi a dura corrida de Ernesto de Castro, no sábado passado no Montijo.
Oportunidade ainda para ver uma interessante exposição taurina que se encontra patente em Samora Correia.

OS VERDADEIROS MOTIVOS QUE LEVARAM À CRIAÇÃO DO PROGRAMA “NOVAS OPORTUNIDADES”


Após apuradas buscas Al Tejo descobriu finalmente o verdadeiro motivo que levou à criação do programa “Novas Oportunidades”, e a consequente manutenção do mesmo pelo actual governo

A conclusão final a que chegou prende-se apenas a um motivo: SOLIDARIEDADE

Vejamos:

Em 1996, José Sócrates obteve o diploma de licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente. Ele frequentou o mestrado no ISCTE-IUL, instituto de universidade pública em Lisboa, tendo-lhe sido atribuído diploma de MBA concedido por aquela instituição em 2005, referente à parte lectiva do mestrado que frequentou, que ele obteve após ter participado com sucesso do primeiro ano de um programa de graduação de 2 anos de mestrado do ISCTE, que ele não concluiu.[4][5]
A quinta disciplina acadêmica, "inglês técnico" foi dado pelo reitor da Independente. Um forte caso foi construído eram relacionadas às possíveis falsas declarações de José Sócrates sobre o seu grau universitário e a maneira como ele foi agraciado com este grau em engenharia civil. Entre outras questões, o grau da Independente de engenharia civil não era um grau aceitável, um departamento de engenharia civil ainda não foi estabelecido naquela universidade, um exame foi enviado por fax e o diploma de Sócrates foi emitido no Domingo, dia 8 de Abril, um dia antes da universidade ser fechada de sempre.

Por sua vez:

Relvas, obteve 32 equivalências e teve apenas de fazer exames a quatro disciplinas para poder concluir num ano a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona de Lisboa.

Resumindo e concluindo:
É do conhecimento geral que o programa novas oportunidades pretende, num relativo espaço de tempo dar equivalência a cursos que outros demoraram a completar em vários anos.
Assim sendo e num gesto digno de todo o louvor, dando a todos os portugueses  o mesmo direito, o nosso antigo Primeiro  criou as novas oportunidades e o actual Ministro num verdadeiro acto de pura compreensão continuou a obra do antecessor. Demonstraram não ser egoístas, serem solidários e acima de tudo não quererem benesses só para eles.
Os portugueses agradecem
Chico Manuel

Já Agora:

Como pratiquei desporto talvez me deêm equivalência a um curso de Educação Física
Como tomei conta dos meus irmãos mais novos talvez me deêm equivalência a um curso de Assistente Social
Como já plantei uma árvore talvez me deêm equivalência a um curso de Engenharia Florestal
Como já apliquei um penso talvez me deêm equivalência a um curso de Enfermagem
Como sei cozinhar talvez me deêm equivalência a um curso de Hotelaria
Como falo duas línguas estrangeiras talvez me deêm equivalência a um curso de Línguas
Como leio o Diário da República talvez me deêm equivalência a um curso de Direito
Como gosto de desenhar talvez me deêm equivalência a um curso de Belas Artes


quarta-feira, 4 de julho de 2012

ENDOVELICO - JAVALI - & OUTROS

Olá Javali! Não há quem te ponha a vista em cima!
Tenho tido medo de aparecer... Foram tantos aqui na Praça a ver os jogos do mundial no ecran gigante, que temi o pior.... e se pois me fizessem como aos meus primos? - Com a crise que por aí vai!
Não faziam nada... os alandroalenses são gente pacifica e  de bem.
Uma "porra" é que são...vai lá pregar moral para outro sítio. Eu tinha um lugar privilegiado para vêr os jogos e sentir o cheiro das sardinhas assadas... descudei-me, gamaram-me o lugar e não vi "ponta de um corno" 



EM MEMÓRIA


Al Tejo continua a homenagear a memória do Vicente Roma.
Depois de lhe transcrevermos = O USUFRUTO DE UM CASTELO POR UMA POPULAÇÃO – O CASO DO CASTELO DO ALANDROAL E DA VILA DO ALANDROAL – inserido no Livro Castelo do Alandroal VII Séculos, (e que a partir de agora pode ler na integra no Blogue AL SUL -  /http://alsul.blogspot.pt/ – vamos passar a transcrever: O CASTELO DO ALANDROAL E DOIS ALCAIDES CANTADOS NOS LUSÍADAS

Continuação do colocado dia 21/06

A relevância dada por Luís de Camões n´Os Lusíadas a Pêro Rodrigues
Como é sabido, a Crónica de D. João I  de Fernão Lopes serve de fonte para os Lusíadas de Luís de Camões. Este dá grande relevo a Pêro Rodrigues e ao Alandroal, cantando a valentia, a esteoutro capitão de pouca gente , dedicando-lhe na totalidade , a estância 33 do Canto VIII do seu Poema Épico, cujo último verso diz; Pêro Rodrigues é do Landroal.

Na mesma guerra vê que presas ganha
Estoutro capitão de pouca gente;
Comendadores vence e o gado apanha
Que levavam roubado ousadamente.
Outra vez vê que a lança em sangue banha
Destes, só por livrar, co amor ardente,
O preso por amigo, o preso por leal;
Pêro Rodrigues é do Landroal.

Os Lusíadas, canto VIII, estancia 33

Mais tarde, outro Alcaide deixará o seu nome indelevelmente ligado à História pátria, não tanto pelos feitos aqui feitos- os tempos eram outros, não já de defesa do solo pátrio mas de alargamento do império – mas pelos desenrolados em terras do longínquo Oriente onde nos perdemos e nos achámos. De seu nome Diogo Lopes de Sequeira, na senda de Lopo Soares de Albergaria, a quem sucedeu, e de outros, este Governador da índia, o quarto, tal como o seu antecessor, alcaide do Alandroal, Pêro Rodrigues, arremete contra inimigos, não já de Castela, nem já para defender  o solo pátrio ou a independência, mas para alargar a fé e o império em terras da ásia, de Goa até Malaca.
Camões não esquece no seu poema épico:

Também Sequeira, as ondas Eritreias
Dividindo, abrirá novo caminho.
Para ti, grande Império, que te arreias
De seres de Candace  e Sabá ninho.
Maçuá com cisternas de águas cheias,
Verá, e o porto Arquico ali vizinho;
E fará descobrir remotas Ilhas,
Que dão ao Mundo novas maravilhas.

Os Lusíadas, Canto X, estância 32

(Continua na próxima semana)



CRÓNICA DIÁRIA DA DIANA/FM




Quarta, 04 Julho 2012 12:30
O apelo ao empreendedorismo está, felizmente, a encontrar eco na sociedade portuguesa. Já não é por ser um conceito simpático e com ares de modernidade, mas porque grande parte de nós já interiorizou que já não há empregos por conta de outrem, para todos, para toda a vida. E que a aposta num empreendedorismo informado, inovador e bem gerido, pode ser uma opção mais feliz e recompensadora, como projecto de vida.
Duas histórias simples que gostaria de partilhar, uma mais antiga, que está a começar a ser famosa, outra mais recente e desconhecida.
O H3, o chamado hamburger gourmet, é uma cadeia criada em Portugal por 3 empreendedores – a saber, um ex-publicitário, um ex-advogado e um ex-mediador imobiliário. Qualquer senso comum desaconselharia a criação de uma marca no saturado mercado das refeições rápidas em Portugal. Contudo a aposta na qualidade superior para refeições mais completas e saudáveis, para quem o prefere fazer num curto espaço de tempo, levou à aposta num primeiro restaurante, em 2007. Cedo a palavra gourmet começou a andar na boca de todos e a dimensão do projecto é hoje um fenómeno: 38 restaurantes em Portugal, mais um em Madrid, outro na Polónia, dois em São Paulo…e a expansão internacional é para continuar! Hoje são 700 pessoas, que fazem hambúrgueres com um talento fora de série.
Há dias deparei-me com outra história, mais humilde, mas não menos inspiradora sobre quem não se conformou com a sua situação e deu a volta à sua vida.
Um fotógrafo profissional, ‘freelancer', com 13 anos de carreira, que enfrentava o excesso de oferta num mercado saturado, rendimentos em baixa e os trabalhos cada vez mais mal pagos, mudou de vida e criou o seu próprio negócio: entrega de produtos ao domicílio, durante a noite. Em concreto, trata-se de um serviço de venda de produtos para casos de emergência, denominado "Mercearia na Hora". Com base num pedido na internet, funciona das 20h às 4h da manhã. Desde vinhos, alimentos, comida para animais, lâmpadas, tabaco, lenha, pilhas ou pensos rápidos, há um pouco de tudo. Ao fim de seis meses de funcionamento, o balanço é "positivo", conseguindo o empreendedor arrecadar umas centenas de euros por mês. A intenção é que o negócio cresça, atraindo mais pessoas para trabalhar consigo na área da grande Lisboa.
São apenas 2 exemplos de pequenos projectos, inovadores e plenos de oportunidade, resultantes do esforço criativo dos empreendedores que serão cada vez necessárias no combate ao desemprego e para acrescentar valor para a economia. Mostram que o empreendedorismo não é um mito nem uma ciência oculta, acessível apenas a uma minoria de iluminados. Há que favorecer a sua multiplicação!
 Carlos Sezões

NO ALENTEJO


Alentejo tem 1,57 gramas de ouro por cada tonelada. (atenção na Boa Fé e talvez no Escoural)

Évora inicia batalha legal para romper com a Águas de Portugal.


Um projeto de criação teatral de âmbito europeu, intitulado "Divina Comédia", estreia hoje em Portugal, na pedreira da Gradinha, em Vila Viçosa, pelas 21h30.


IMPRENSA REGIONAL

ALERTA PARA A JUVENTUDE


= O Lalanda, (jovem como eu, e já avô) ... e  por diversas vezes já aqui mencionado, globb trotter da net enviou-me estes mails.
Após a leitura dos mesmos achei por bem compartilhá-lo.
Façam favor de ler e tirar as vossas conclusões.=

O problema é que Portugal está cheio de Nunos destes...Todos nós conhecemos alguns... UM SEMESTRE BASTOU PARA FURAR AS CONTAS AO NUNO...!

Nuno vivia com o pai, reformado da Tabaqueira.
Abandonou no 2º ano o curso de Química após a morte da mãe, professora reformada.
Foi trabalhar para os serviços externos num laboratório de análises clínicas, ganhando 650 euros.Viviam numa vivenda alugada pelos pais por 450 euros no Algueirão e o pai tinha de reforma, já com o complemento da mãe, 1800 euros mensais.Nuno não pagava nada em casa. Os gastos da casa em alimentação, energia, agua, áudio-visual, limpeza e tratamento de roupa eram suportados voluntariamente pelo pai.A totalidade dos 650 euros do seu salário estava destinado às suas despesas extras mensais: almoços (200 euros), carro e gasolina (120 euros), telemóvel e internet (30 euros), tabaco e café (75 euros), futebol (50 euros), bares,discotecas, festas e concertos (120 euros).Nuno teve uma infância feliz. Apesar dos pais não serem ricos, proporcionaram-lhe condições de vida da chamada classe média, quer nos estudos e nas férias, quer na mesada para os gastos.Foi assim na infância, na adolescência e até aos 28 anos de idade. Mas o pai faleceu em Outubro do ano passado com um ataque cardíaco.O pai tinha algumas poupança e o Nuno após o funeral comprou um Fiat Brava Novinho em folha e foi 2 semanas com a namorada para umas férias de sonho, bem merecidas, para a República Dominicana. Quando regressaram, Lina, a namorada, de 24 anos e a tirar o curso de relações internacionais, mudou-se com armas e bagagens para a vivenda do Algueirão!Em Janeiro passado a senhoria informou-o da actualização da renda que tinha de passar para os 600 euros e o Nuno teve de ir alugar uma casa de 2 quartos num 3 andar de um prédio modesto no casal de Sº. Brás por 300 euros e levar consigo a namorada! Em Março para além da renda, tinha na caixa do correio a facturas da luz com 80 euros, da água com 17 euros, do gás com 12 euros e 42 euros da TV cabo.Nunca lhe tinha passado pela cabeça que estes serviços eram pagos...ai que saudades ele tem daquelas meias horas debaixo do chuveiro, na casa do pai, com água bem quentinha!Prestes a fazer 29 anos e com a memória ainda cheia de 28 anos de boa vida, que se diga de passagem que já ninguém lhe tira, o Nuno é confrontado pela primeira vez na sua vida que no dia 23 de Março, quando ainda faltavam 7 dias para o final do mês, não tinha dinheiro suficiente nem para a gasolina nem para comer. Nem queria acreditar, até chegou a admitir que tinha sido vítima de algum roubo.A escassez e a falta de dinheiro, e a boa vida a esfumar-se, originou as discussões na união quase de facto. A Lina, teve de optar entre o confortável quarto da casa da mãe com toda a assistência incluída ou a vida abarracada que lhe proporcionava o namorado. Claro que grande parva que ela era se ficasse a viver numa casa onde a única coisa abundante no frigorífico era o gelo!Nuno fica sozinho e começa a meditar..."como era possível viver sem fumar (10 maços por mês), sem beber café (60 cafés por mês), sem ir de carro para o trabalho (60 litros por mês), sem ir ao futebol (2 vezes por mês), sem internet e sem telemóvel, sem TV Cabo, sem ir beber umas bejekas para o "bairro" às sextas-feiras?"Como podia passar a vida a ver como consegue esticar os 650 euros de salário só para o aluguer de casa, alimentação, agua, gás e luz? Ainda por cima a ter de fazer as contas à vida sempre que vai ao supermercado adquirir os alimentos... que saudades tem daquela cataplana de marisco que o pai fazia soberbamente!A poupança que os pais fizeram tão zelosamente foi-se... a espaçosa casa com jardim foi-se... o orçamento familiar suportado com a razoável reforma do pai foi-se...
A namorada foi-se... longe de isso lhe equilibrar as contas, limita-se a adiar o agravamento das dívidas!Como num semestre a vida do Nuno ficou esburacada pela realidade da vida!
Nuno não é duma geração rasca. A vida actual da sua geração é que o enrascou!
                                       XXX
ALERTA PARA TODOS EM GERAL


Verdizela, 2012/06/24
 Exmº Senhor Primeiro-Ministro de Portugal
 LISBOA

Exmº Snr:
Tenho 74 anos, sou reformado (descontei para a reforma durante 41 anos apesar de ter trabalhado durante 48) e esperava acabar os meus dias com a tranquilidade que uma vida de trabalho honesto justificava, mas tal está a mostrar-se impossível e daí a razão desta “carta aberta”.
Não, não lhe escrevo para lhe dizer que me mentiu, como mentiu a todos os portugueses, já estou (estamos) habituado à falta de verticalidade daqueles que aparecem nas campanhas eleitorais a prometer o céu para chegados ao poleiro nos transportarem ao inferno, também não lhe escrevo para lhe dizer que sou um dos que, em nome da salvação da Pátria e dos sacrifícios para todos, foi espoliado dos subsídios de férias e Natal, nem ao menos para lhe dizer que o curriculum de V/Exª não justificaria mais do que ser presidente do clube lá do bairro e muito menos para lhe dizer que o falar grosso não representa autoridade e competência, pode, isso sim, ser disfarce de autoritarismo e incompetência…
Porquê então esta carta?
Ignoro as muitas razões que tenho para lhe manifestar o meu protesto e fixo-me apenas numa palavra: VERGONHA.
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem comunicou, com ar pungente, aos reformados, aos funcionários públicos e ainda a alguns trabalhadores de empresas com alguma ligação ao estado que lhes ia retirar os subsídios de férias e Natal por ganharem a exorbitância de algo mais de 1100 € e em contrapartida nomeia para o seu governo centenas de adjuntos, conselheiros, especialistas com ordenados três ou quatro vezes superiores e direito aos subsídios que aos outros retirou, tem um pingo de vergonha?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem fala na necessidade dos sacrifícios serem repartidos por todos os portugueses e requisita para os gabinetes ministeriais funcionários públicos com aumentos de vencimentos mensais de centenas, quando não milhares de euros e direito aos subsídios de férias e Natal, tem alguma vergonha?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem disse aos que depois de terem trabalhado durante dez, vinte ou trinta anos perderam o emprego que isso era uma nova oportunidade, tem qualquer tipo de vergonha?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem disse aos jovens do nosso país, talvez a geração mais bem preparada de sempre, para procurarem no estrangeiro o pão que Portugal lhes nega, tem réstia de vergonha?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem trocou os direitos dos portugueses pela caridadezinha das refeições nas escolas para os filhos famintos de Portugal e pelas cantinas sociais, tem vergonha na cara?
Acha o Senhor Primeiro-Ministro que quem, ar ridiculamente cândido de menino do coro ou chefe de quina da mocidade portuguesa com a bandeira na lapela, aparece a falar aos portugueses, num discurso que eu julgava enterrado em 25 de Abril, com frases enfáticas que em português corrente podemos traduzir como: Morre de fome hoje que amanhã tens comida, sente alguma vergonha do que diz?
Eu respondo Senhor Primeiro-Ministro.
Eu tenho vergonha Sr Primeiro-Ministro
Eu tenho vergonha de o ter como Primeiro-Ministro do meu país.
Embora no Alentejo, onde nasci, o cumprimento seja devido a todas as pessoas (os velhos da minha meninice chamavam-lhe “salvação”) não posso, por coerência ainda que com mágoa, cumprimentar V/Exa.
José Nogueira Pardal



BREVES OBSERVAÇÕES SOBRE A IMPRENSA DE HOJE



 ASSASSINOS… COM TANTA FOME QUE HÁ NO MUNDO!!!!


 É PARA QUEM ESTÁ A VIDA……


 MAS “ISTO” É UM SACO SEM FUNDO?


 INTELIGENTE !
 MAIS, INTELIGENTÍSSIMO!

terça-feira, 3 de julho de 2012

PONTOS NOS iiS


Varandas deixou um novo comentário na sua mensagem "UM OSSO DE CADA VEZ (Rubrica semanal do AnB)":

Xico Manuel,
Aquilo que me estás a fazer é uma autentica "cabronada".
Sabes que o 1º comentário não é meu, porque omentáriotudo o que para ai tenho escrito nunca vai anónimo, vai sempre assinado e enviado pela conta, o que não foi o caso desse.
De facto o texto é parcialmente meu, mas foi escrito e enviado a um grupo restrito de pessoas pertencentes à Liga Al-sport, que para ai o enviou, fez um uso abusivo dele e assinou como se fosse eu, algo que tu nunca deverias permitir, seja a que individúo seja, mais a mais sabendo tu que sempre que escrevi para o Altejo foi sempre com a conta aberta.
Publique-se por favor
Rosinha.

Resposta:

Claro que publiquei no local certo e em comentário.
Agora… e porque tenho todo o direito a defender-me, permite-me dizer que nunca me passou pela cabeça que me acusasses de “uma autentica cabronada” e tão pouco que duvidasses da minha honestidade. Apenas não tive a astúcia necessária para ver que o comentário provinha de anónimo, e apenas reparei no nome Rosinha e, como o assunto ventilado no mesmo tinha toda a razão de ser dado a conhecer, porque lhes assiste toda a razão, e sabendo que és um defensor da pratica de desporto amador e de posterior confraternização, não hesitei em o colocar. O único erro de que posso ser acusado será talvez não ter sido suficientemente esperto para reparar que todos os comentários por ti enviados são como “bloguer”.
Afinal bastava um simples mail ou contacto por tlm para me dizeres que o comentário não era teu e de imediato eu o retirava, como aliás ainda em postagens recentes o fiz.
“São ossos do oficio” .- e sobre isso cada vez mais é preciso ter mais cuidado. Hoje fui eu…amanhã poderás ser tu.
Mas … oh amigo se como dizes no segundo parágrafo o texto apenas foi enviado a um grupo restrito pertencentes à Liga Al-Sport, alguém (isso sim, te anda a cabronar).
Nunca eu, porque continuo a ter para contigo a mesma admiração como colega bloguista, como amigo e como uma das pessoas válidas da minha terra.
Esta postagem só a nós nos diz respeito… portanto comentários "niclkes"…se algo houver que não fique esclarecido temos os contactos suficientes para qualquer dúvida que possa surgir. Compreendes que por certo teria todo o direito a defender-me.
Um abraço amigo …e cuidado com os amigos!
Chico Manuel

MEMÓRIAS CURTAS (Rubrica mensal do Professor Vitor Guita)


Junho fez reacender mais umas quantas memórias.
            Nas vésperas dos dias devotados aos santos populares, a vila iluminava-se com o clarão festivo das fogueiras. Quase não havia largo, rua nem travessa onde não se fizesse um lumaréu.
            A rapaziada passava o tempo num vaivém apressado, à cata de lenha e de pasto seco. Alguns pedinchavam, à porta das lojas, grades de madeira, barricas e caixotes velhos. Tudo o que desse para atear o lume e manter o fogo vivaz.
            Arranjava-se ainda tempo para enrolar um sem número de rifas coloridas e recortar pequenas bandeiras de papel, que serviam para ornamentar as ruas e os vasos de manjericos. Os mais crescidos, com a ajuda de músicos e poetas da terra, participavam nas marchas populares.
            Ao cair da tarde, as raparigas solteiras aguardavam, ansiosas, que os popularíssimos Chico e o mano Zé chegassem carregados de alcachofras de tons violáceos, que elas, à noite, chamuscavam nas fogueiras. Se as plantas voltassem a florir no dia seguinte, era sinal de amor correspondido.
            Mas a fezada não ficava por aqui. Na véspera de Santo António, algumas atiravam cravos vermelhos para a rua, convictas de que o nome do primeiro que os apanhasse seria o do futuro marido. A necessidade sempre foi mestra de engenho!
            Mal apanhavam as fogueiras acesas, os rapazolas corriam a vila inteira e exibiam-se diante das raparigas, saltando temerariamente por cima e pelo meio de gigantescas labaredas.
            Para uma parte da estudantada, a grande dificuldade residia em conciliar os livros com a festa. Junho era (ainda é), sinónimo de exames, de angústias e canseiras, não só por ser chegada a hora de pôr os conhecimentos à prova, mas por tudo o que gravitava em torno das provas finais: corte obrigatório do cabelo; a tortura do casaco quente; o pescoço estrangulado pela camisa e pelo nó torto da gravata; os pés mordidos pelos sapatos; o temor de deixar esquecidos em casa o compasso, a caneta, a cédula pessoal e mais um rol de pequenas coisas que podiam ditar a destino de um jovem aluno.
            Se os exames, como era habitual, tinham lugar em Évora, havia que suportar uns tórridos trinta e tal graus, que davam para assar dentro dos carros, amolecer o estojo de plástico e derreter o alcatrão do caminho. Já dentro do antigo liceu, na aparente fresquidão das salas azulejadas, é que era suar as estopinhas!
            Durante a viagem entre Montemor e Évora, ocupávamos o tempo a construir mnemónicas para fixar fórmulas, nomes e datas. Para desanuviar, divertíamo-nos a seguir o movimento das azinheiras e dos sobreiros, que pareciam vir em sentido contrário. O nosso olhar sobre o campo era, nesse tempo, despreocupado, a contrastar com a vida dura das ceifeiras e dos ceifeiros que íamos avistando de um lado e de outro da estrada, meio submersos por mares de trigo.
            Há poucos dias, estivemos à conversa numa roda de amigos. Todos conheceram, por dentro e por fora, a lida do campo. Muitos ainda andaram a ceifar a poder de braço. Num exercício colectivo de memória, revisitámos a ancestralidade dos processos e muitas outras facetas desse universo tão alentejano, que era o da “aceifa”.           
            Tradicionalmente, Maio era a altura em que se começava a cortar a cevada. Depois, no mês de São João, vinha a ceifa do trigo, da aveia, do centeio. Consoante a área e o número de folhas, assim era a quantidade do pessoal a contratar. As grandes casas agrícolas chegavam a recrutar ranchos com dezenas de camponeses. O preço da jorna era, muitas vezes, objecto de acesa disputa.

            Para controlar o trabalho, cada folha era subdividida em tornas. Em cada uma delas, a ceifa era feita por cerca de uma dezena de homens e mulheres, incluindo o moço de torna, que, a troco de mais uns tostões, “empurrava” os outros companheiros. Não se podia “perder a bola”, quer dizer, ficar para trás.
            Regra geral, o pessoal era opinioso no que fazia. Toda a gente sabia que os lavradores queriam o restolho rasteiro, a cerca de um palmo do chão. Sempre dava mais alguma palha. Se alguém não dobrasse a espinha e cortasse o trigo alto, tinha de se haver com a aspereza do manajeiro: “Vê lá se cortas os joelhos?!”
            Tudo obedecia a regras. Aos homens pertencia ceifar três margens e às mulheres apenas duas. Recebiam também em proporção. Dois terços da jorna ou nem isso era o que cabia ao chamado sexo fraco. Trabalhava-se muito; ganhava-se pouco.

            Depois de ceifado o pão, o atar os molhos e o enroleirar eram tarefas predominantemente masculinas. No fim, fazia-se o carrego para as eiras em carros de mulas ou carretas de bois.
            Apesar de todas as diferenças, havia mulheres que pediam meças a trabalhar de igual para igual, ao lado dos homens. Muitos daqueles com quem falámos referiram repetidamente o nome de uma dessas mulheres. Chamava-se Maria Santiago ou Santiágua, na versão mais popular. Era um poço de vida e de energia!
            Durante longos anos, trabalhou-se do romper ao pôr-do-sol. Se a seara ficava distante, era preciso contar com uma hora, às vezes mais, para palmilhar umas quantas léguas. Abalava-se de noite e chegava-se de noite a casa. Em certos casos, viam-se os filhos ao Domingo. Campos fora, a mor das vezes cantando, lá iam ceifeiras e ceifeiros com os canudos de cana enfiados nas curvilíneas foices. Os jornaleiros levavam consigo os parcos ingredientes para as refeições diárias. Alguns transportavam ao ombro pequenas latas ou chavelhos com sal e azeitonas. Tudo chocalhava, ao longo da caminhada, como se fosse uma orquestra de percussão.
            No local de trabalho, tarefa importante era a da cozinheira ou, muito raramente, do cozinheiro. O lume era aceso logo pela manhã e só se espalhava à medida das necessidades. Tudo dependia do número de panelas de barro que era preciso enfileirar ao longo do braseiro. Ao pessoal da cozinha competia, entre outras coisas, vigiar as panelas e deitar mais um pouco de água, ainda assim não fosse a comida secar.
            Almoçava-se cedo, por volta das nove, e jantava-se já bem para lá do meio-dia. Mais para o fim da tarde, à falta de outra coisa, merendava-se o resto do toucinho ou do chouriço que se tinha feito sobrar.
            A seguir ao jantar, o pessoal tinha direito a uma sesta. Esta regalia era concedida logo após a Feira de Maio e durava até às vésperas da Feira de Setembro. A maioria escolhia a sombra de uma árvore, geralmente um sobreiro ou uma azinheira. Nos descampados, muitos ceifeiros, vencidos pelo cansaço, faziam do restolho o seu melhor colchão. As mulheres aproveitavam, com alguma frequência, a pausa no trabalho para dar uns pontos ou fazer uma renda.
            Em matéria de vestimenta, se os homens se distinguiam pelo lenço que traziam ao pescoço ou a proteger a nuca, o traço distintivo das mulheres era, além do lenço e do chapéu, a blusa de chita, os manguitos e o avental, as meias e os sapatos grossos, as saias transformadas em calças, que as ceifeiras prendiam com alfinetes. Debaixo de um sol abrasador, os rostos tingiam-se de suor misturado com a tinta preta dos chapéus. Se calhava a chover, as camponesas cobriam a cabeça e as costas com uma saia-capa de estamenha.
            Uma das personagens imprescindíveis em todo este cenário era a aguadeira ou o aguadeiro.

Sempre atentos, eram eles que transportavam o coxo e o cântaro de barro cuja água matava a sede a toda aquela gente. As aguadeiras tinham vaidade na maneira como transportavam os cântaros à cabeça. Muitas faziam-no sem ter segurar e dispensavam sogra.
            Além do pessoal aqui da região, os grandes lavradores costumavam contratar para a ceifa os chamados “ratos” ou “ratinhos”, gente que vinha do norte, especialmente da região das Beiras. Faziam, regra geral, contratos de trinta dias. Víamo-los chegar, só homens, em camionetas da carreira, atafulhadas de colchões, sacos e de toda a tralha necessária para sobreviver durante um mês. Se necessário, trabalhavam de noite e de dia. Gastavam o menos possível para amealhar alguns vinténs. Era como se fossem emigrantes dentro do seu próprio país. Viam-se pouco nas vendas e nas tabernas. Dificilmente se sabia quanto lhes pagavam. Consta que vinham ganhar ainda menos do que os de cá.
            Bem! Está quase na hora da abalada. Ainda fica um ror de coisas por dizer. Apetece-nos terminar com uns belíssimos versos de Fernando Pessoa:

Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta e ceifa, e a sua voz cheia
De alegre e anónima viuvez
….
Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida
E canta como se tivesse
Mais razões p’ra cantar que a vida.

            Até à volta
Victor Guita

DIVULGAÇÃO C.M.A,



            Futebol de Praia de Volta a Aldeia da Venda 
Está a chegar uma edição do Torneiro de Futebol de Praia da Aldeia da Venda, evento desportivo que já ganhou o seu espaço no panorama desportivo local e regional. Com inscrições limitadas a 16 equipas, a edição deste ano, a sexta, decorre entre 28 de Julho e 25 de Agosto. Como vem sendo habitual, os jogos realizam-se todas as sextas-feiras, Sábados e Domingos, a partir das 21:00 horas. As 16 equipas em competição vão ser divididas em grupos de quatro, sendo que apenas as duas primeiras de cada grupo passam para a próxima fase da competição, onde o torneio entrará num sistema de eliminação.
Os interessados em participar no torneiro poderão inscrever-se, até ao próximo dia 20 de Julho, na secção de desporto da Câmara Municipal de Alandroal (Rua Dr. Manuel Viana Xavier Rodrigues), através do email desporto.dsscd@cm-alandroal.pt, ou através do telefone 268 440 040. Não perca tempo. Haverá prémios individuais e colectivos. 
Gabinete de Imprensa C.M.A.

UM POEMA DA LISETTE (Rubrica semanal às terças-feiras)


CAMINHADA

Olhos perdidos no vazio.
Ali, sentado no chão,
 Era uma construção
 A viver ao arrepio
Daquilo porque lutou.
Teve tudo e não tem nada,
Foi noite, foi madrugada.
Contou horas pelos dedos,
Comprou dias ao futuro.
Viveu sonhos, viveu medos.
E quando tudo era escuro
Passou no tempo e não viu
Que no fim da caminhada
Recomeça outra jornada.

Lisette Alvarinho
01/06/2012



AINDA SE LEMBRAM?


CRÓNICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA DIARIAMENTE PELA RÁDIO DIANA/FM






Terça, 03 Julho 2012 10:00
Sempre fiz parte ativa das diferentes comunidades educativas por onde passaram os meus filhos, através das diferentes associações de pais e encarregados de educação, até quando na creche e jardim-de-infância tal associação não existia mas onde era hábito os pais fazerem parte de direções e restantes corpos sociais. E tenho ainda reunido, nos últimos quase três anos com vários representantes destas associações que mostram, em meu entender, um cada vez maior envolvimento dos pais na vida escolar dos seus filhos. Um evidente progresso de abertura da escola aos pais, e do inverso também.
 Tenho tido, por isso, oportunidade de olhar de um outro ponto de vista para estas associações. É que tratando-se de membros de associações por períodos de tempo relativamente curtos, é natural que também queiram ver os problemas que encontram resolvidos o mais depressa possível, em tempo útil, para que os seus educandos sejam ainda beneficiados. É que, como diz o provérbio, «pai com frio, filho com cobertor». E é com imenso gosto que me tenho apercebido de que também muitas das posturas de exigência de direitos estão a ser substituídas por vontades expressas de participação, de ajuda, de forma absolutamente voluntária.
Este voluntariado na comunidade escolar cria uma coabitação a meu ver saudável, um verdadeiro convívio intergeracional e espelha uma consciência de parentalidade que passa para as mãos destas associações o papel de autênticas «escolas de pais» informais, espécie de nova oportunidade para partilhar competências que sendo obviamente individuais serão sempre validadas por práticas comuns e de sucesso provável. É que as crianças, pelo menos até aquela idade da adolescência em que ao “adolescerem” os jovens já se acham mais adultos do que crianças, gostam de ver os pais envolvidos na sua vida escolar, sem ser apenas para ouvir queixas de maus comportamentos ou outras más notícias.
E mais acrescento que mesmo a criação de órgãos como o é o conselho geral, instituído no 17º governo constitucional, pela então ministra Maria de Lurdes Rodrigues, onde os pais estão representados, não desalentaram a sua organização em associações de pais e encarregados de educação. A participação cívica também passa, e muito, por aqui ainda que limitada aos que preenchem a condição de encarregados de educação. E porque ali estão, nas associações, confrontando os tais interesses individuais uns dos outros, confrontando-se com o interesse de um coletivo e com os interesses das escolas e dos professores, aprende-se que muitas vezes não sendo viável o desejado, será exequível pelo menos o possível. E isso é ver o mundo numa perspetiva mais ampla, menos a partir do seu umbigo, antes encarando-o dignamente à altura dos olhos.
Até para a semana.
Cláudia Sousa Pereira






A BANDA PERCORRENDO AS RUAS DA VILA NO SEU 30º ANIVERSÁRIO (MUITOS PARABÉNS) – REPORTAGEM FOTOGRÁFICA DO COLABORADOR JOÃO LEBRE

Fotos: João Lebre


Duas notas breves do Editor:
1ª Algo não está correcto no cartaz enviado:
É 30 de Julho ou  foi 30 de Junho? - Tirem-nos lá a duvida pois temos todo o interesse em fazer uma completa divulgação do evento.


2ª - Um sentimento de revolta e indignação por verificar-mos que além da esposa do Director, e supostamente o fotografo, ninguém. mesmo aqueles que tinham toda a obrigação de acompanhar a Banda nesta data festiva se dignaram acompanhá-la. É triste. E por aqui me fico....
Chico 
                                                                                   XXX

Mais uma vez a Rádio Campanário marcou presença.

Leia, veja as fotos e oiça as entrevistas concedidas pelo Maestro Alfaiate e pelo Presidente José Tique :  AQUI




segunda-feira, 2 de julho de 2012

ALANDROAL EM DESTAQUE NA RÁDIO CAMPANÁRIO


O município de Alandroal apresentou esta sexta-feira (29 junho), o projeto do novo “Centro de Estudos do Endovélico”.
Um projeto de desenvolvimento cultural, com o objetivo de promover e divulgar a dimensão patrimonial associada ao território concelhio que hoje se designa por “Terras do Endovélico”, como explicou aos jornalistas João Grilo, presidente da CM Alandroal.
(Leia o resto da notícia e oiça as entrevistas  do Presidente João Grilo e da Doutora Ana Paula Fitas  AQUI)


DIVULGAÇÃO DE "MAIL" RECEBIDO


Caro Xico, não tenho o seu email e gostava que desse destaque a um pequeno texto que aqui lhe mando, caso o amigo concorde é claro.
Um bom domingo.

De facto as conversas são como as cerejas e lá diz o povo com a sua sabedoria que a falar é que a gente se entende e que da discussão nasce a luz.
Ao ter conhecimento de uma situação que de facto acho estranha e ressabiada e nem consigo compreender, exponho aqui a mesma para conhecimento dos bloguistas e para debate da mesma.
Embora nascido e criado no Alandroal, estou a viver aqui por Reguengos por motivos profissionais, sempre que me cruzo com algum conterrâneo que conheço lá vai uma cavaqueira sobre a minha Terra e o que por ai se vai passando de bom e de mau.
Na semana passada encontrei um velho amigo, companheiro de escola entre outros, e como a sua actividade é na ária cultural e tem como clientes vários Municípios, como por exemplo o de Reguengos, perguntei se este ano ia fazer alguma coisa nas nossas festas de Setembro e se sabia quem iria actuar nas nossas festas, a pessoa em questão disse que não e que o actual executivo nunca o consultou para nada, nem para comparar condições com outras empresas de fora, e nunca se preocuparam em saber se a pessoa e as suas empresas que tem sede no concelho do Alandroal, estariam na disposição de fazer condições especiais ou até de oferecer alguma coisa, coisa que me pareceu possível pela atitude e conversa da pessoa em questão.
Para quem quer ajudar os locais e fixar pessoas no Município e cria com pompa e circunstancia programas de ajuda e apoio às empresas do Concelho é estranho uma conduta destas, não bate a bota com a perdigota, algo não está a carburar bem, porque isto é uma total contradição deste executivo que apregoa e isentiva uma coisa e na prática faz o oposto.
Para bom entendedor……...
João Pedro
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX


Nota do Editor:
A postagem acima, não foi por mim considerada  como "Comentário em destaque", se o fosse assumiria toda a responsabilidade pela sua colocação. Foi sim  catalogada como  Divulgação de mail recebido, e como se pode comprovar pela leitura  do mesmo com pedido de publicação.
Veio-se depois a confirmar que pessoas indicadas como presentes na alegada conversa  não era verdade. Isso mesmo justificou um dos mencionados e aqui foi colocado. Mais tarde e a pedido do mesmo foi-me solicitado a retirada dessa mesma justificação. Assim sendo e porque entretanto chegaram comentários um tanto ou quanto ofensivos resolvi retirar os comentários.
Mantenho no entanto a divulgação do mail dado me parecer conter matéria que merece ser tida em consideração.
Chico Manuel




O BORDA D´ÁGUA NO MUNDO RURAL (Mensalmente pelo Tói da Dadinha)


« EM JULHO, AO QUINTO DIA VERÁS QUE MÊS TERÁS »

- AGRICULTURA
 Mês de ceifa e debulha dos cereais.

- HORTA
 Semear agrião, alface, beldroega, cenoura, feijão de trepar e anão, nabo, rebanete, repolho, salsa e couves de Bruxelas. Semear também feijão verde e alfaces (para antes dos primeiros frios de Inverno) e couves tardias e, no final do mês, cenoura, rábano, salsa e plantas análogas.
Colher alface, alho, beterraba roxa, beringela, cebola, cenoura, couves, espinafre de Verão, feijão, tomate. Terminar a colheita da batata temporã e começar a destinada à semente. No final do mês, os aipos e alguns melões. Cavar a terra dos canteiros. Roçar mato para o estrume.
Regar ao amanhecer ou entardecer. No Crescente (dia 26) cobrir as cepas.

- JARDIM
 Semear amores-perfeitos, calêndulas, cinerárias, etc., e as plantas bienais e vivazes de germinação lenta, para transplante no Outono.
Colher as primeiras sementes.

Bons êxitos e afectuosas saudações rurais.
 Tói da Dadinha

CRÓNICA DE OPINIÃO TRANSMITIDA DIARIAMENTE PELA RÁDIO DIANA/FM





Segunda, 02 Julho 2012 10:12
Acabou ontem mais uma feira de S. João, no mesmo dia em que terminou o Campeonato Europeu de Futebol.
Entretenimento, diversão, propaganda, tudo a fazer esquecer as agruras da vida, os tempos difíceis que vivemos, os tempos ainda mais difíceis que se avizinham.
Houve a cimeira do Rio, houve também uma cimeira europeia, o primeiro-ministro andou pela América do Sul, a exibir o mostruário das empresas a privatizar, como um antigo caixeiro-viajante, a bater de porta em porta, para tentar vender o país como se de banha da cobra se tratasse.
A comunicação social cumpriu bem o seu papel, deu as primeiras páginas, as notícias de abertura ao circo, deixando o pão, ou a falta dele, para cantos mais discretos do alinhamento noticioso. A marcha dos mineiros asturianos sobre Madrid, aqui ao lado, é bem um exemplo disso mesmo. Quantos portugueses saberão o que se passa em Espanha? Quantos portugueses terão a perceção da dimensão desta crise que nos atingiu?
Sabemos todos, que entre o que o governo afirma e o que vivenciamos, vai uma grande distância, começamos a ter a certeza de que a austeridade não nos leva a lado algum, a não ser a bancarrota, que não bate a bota com a perdigota em quase nada do que o governo prevê e a crueza dos números.
Acabou a Feira de S. João e viu-se que as pessoas, embora tivessem vontade de se divertir, de aproveitar a ocasião para algumas compras, mais ou menos vantajosas, não tinham dinheiro para gastar.
Sentiu-se também que essas mesmas pessoas andam fartas, desamparadas, revoltadas e que nada de bom poderá sair daqui. É preciso mudar de rumo, é preciso dar esperança, fazer acreditar que é possível mudar de rumo e que essa mudança é a nossa derradeira oportunidade.
Há que exigir transparência nas decisões e clareza na sua divulgação, há que combater a corrupção na sociedade portuguesa, de alto a baixo, de uma ponta à outra, sem contemplações. Só com conhecimento de causa podemos optar por uma solução ou outra, só com uma justiça eficaz se pode viver em democracia. Caso contrário, é tudo uma farsa, um faz de conta, uma festa cuja despesa é invariavelmente paga por aqueles que não foram convidados e que como é sabido, são sempre os mesmos, os que menos podem.
Como diria o outro: Ou há moralidade, ou comem todos….
Miguel Sampaio

BREVES DO ALENTEJO


Várias dezenas de hectares de montado nos concelhos de Odemira, Santiago do Cacém e Sines estão a ser afetadas por uma praga de lagartas-do-sobreiro, que impede que a cortiça seja extraída das árvores.

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos de Ferreira do Alentejo contesta a suspensão do abastecimento de água potável a montes isolados do concelho.

Com a classificação atribuída às Fortificações de Elvas - e depois do Centro Histórico de Évora - o Alentejo conta agora com dois títulos de Património Mundial.


COLABORAÇÃO "POETA"


A Grande Descompressão

A GRANDE DESCOMPRESSÃO

A Entidade Reguladora de Comunicação
Provou  a existência de pressão ilícita
Do ministro Miguel Enervas à jornalista…
Não restam dúvidas que houve corrupção!

E quando o telefone toca…

Alô? Quem fala?… senhor ministro Enervas!...
Mas em que posso servir vossa excelência?
Como disse?? Jogar as evidências às trevas???
Não cedo a chantagens, não haverá clemência!...

Muito bem, foi aprovado um novo equívoco:
A Entidade Reguladora em descompressão
Não deu como provada a grande depressão…
Falso alarme de uma jornalista do Público!

POETA

PONTO FINAL NO EURO 2012

ESPANHA 4 - ITÁLIA 0

Parabéns a nuestos hermanos. Aprenderam bem a lição que Portugal lhes deu.

DESTAQUE
Portugal esteve presente na missão mais difícil: ARBITRAGEM

Parabéns a Pedro Proença e a toda a sua Equipa, que conseguiu o feito de estar presente nas duas mais prestigiadas finais da UEFA -  Final da Champions e agora do Europeu.
Arbitragem impecável.

Assobios e vaias para os habituais "xulecos" da bola que mais uma vez demonstraram ser indignos de  à custa do futebol, terem tempo de antena para incendiarem o pobre futebol que por cá se vai praticando.Vão-se esconder e por favor se tiverem um pingo de vergonha para a próxima temporada não apareçam.

E AINDA UM GRANDE APLAUSO PARA:


sexta-feira, 29 de junho de 2012

COLABORAÇÃO “ORÁCULO DA SABEDORIA"


SIED - Seviço de Informação E Desinformacão

A Secretíssima Trindade – ministro, espião e muito mais

Um caso de jornalismo intempestivo pôs um ministro e um espião em rota de colisão… isto é… confusão. E como quem conta um conto acrescenta um ponto, o caso gastou rios de tinta e resmas de papel nos jornais do princípio do século. Principalmente à época, um tal CM (Correio Mór) fez as delícias da populaça com apetências mórbidas para histórias vampirêscas, casos de adultério (vulgo cornos), corrupção e intriga política, condimentadas estas, regra geral, por clichés das anteriores.
Caro leitor, nada do reproduzido é actual (ou atual)! Apenas o espírito humano permanece imutavelmente depravadíssimo.

Capítulo I: O Almocinho

-Sim…, estou!
«Boa tarde Dr. Elvas…, é o George.».
-George quê pá?
«George da Ongoering Dr.».
-Ah!... como está o meu amigo…, isto não é perigoso pá… estar a contactar-me por telemóvel pá… eles até o Cavaquinho Silverado escutam em Bérrém…
«Dr…, deixe isso por minha conta…, está tudo sob controle».
-Sendo assim…, em que posso ser útil ao meu amigo pá?
«O patrão Bruno Mausconselhos encarregou-me de lhe fazer um convite para um almocinho de trabalho… nós aqui na Ongoering trabalhamos também durante a hora de almoço…, brqrtrfrvr…»
-Estamos sempre abertos a esse tipo de iniciativas: um almoço de trabalho…, contém comigo…, trabalho é comigo… é do que este país mais precisa… gente trabalhadora… (como nós…, pensou em voz alta o Dr. Elvas).
George Cara de Pau desligou o telemóvel dando aos lábios um trejeito semelhante a um disfarçado sorriso, pois o agente toupeira, ou sobespião, nomes porque também é conhecido no milieu das secretas, nunca sorri.
«Por esta é que o Mausconselhos não está à espera…, vou sentar-lhe na mesa da sala Tojo o chefão-mor do próximo governo do Passos Perdido… (o agente toupeira teve que morder com afinco os lábios para não soltarem uma estridente gargalhada). E foi a cismar num mais que justificado aumento do pré que George Cara de Pau deu três afinados toques na porta do gabinete do chairman da Ongoering… e entrou.
Mausconselhos estava a tratar a secretária do gabinete, Liz Boa, que se posicionara em cima da secretária de “pau santo” do patrão, que não havia meio de se despachar, vindo ainda a assistir, o sobespião, ao arranjo da compostura de ambos.
 -Porra meu irmão…, essa mania que você tem de bater e entrar logo de seguida tira-me do sério…, isto aqui não são os “serviços secretíssimos” onde não há segredos para ninguém, onde cada qual sabe da vida de todos e todos de cada qual!
Babyfaca, outro “heterónimo” do sobespião, fez jus ao apelido de Cara de Pau, e tomou a seguinte nota no seu telemóvel: o patrão “come” a secretária do gabinete que usa cinta de ligas e meia de lycra transparente… e pelos vistos gosta à doggystyle… brqrtrfrvr…; enquanto o diabo esfrega um olho, a nota solta foi arquivada  na secção “manias e depravações do patrão da Ongoering”.
-Já agora gostava de saber porque interrompeste o meu momento de ginástica de pausa, sem te ter chamado…, meu irmão espero que seja secretíssimo segredo de estado…, gritou, fora de si, o Ongoering man.
«Ó boss, adivinha quem vem almoçar?»…, os olhinhos de Mausconselhos rodopiaram nas órbitas ao adivinhar a visita para o repasto…; «esse mesmo meu irmão e patrão do coração… o Dr. Elvas pessoalmente», rematou George Cara de Pau.
-Então quer dizer que temos o Balsepé na mão…, Balsepé na mão?..., isto não me soa bem, rematou Bruno Mausconselhos enquanto desamarrotava as calças da ginástica de pausa.
O almocinho, propriamente dito, bem comido e bem regado, onde se soube a marca da caneta com que Ricardo Aposta escreve os seus perigosos artigos no Expressamente Jornal (Monte Branca), terminou com uma frase lapidar do Dr. Elvas: -meus irmãos vamos ver o que posso fazer pá…, ou desfazer pá!
Mal sabia o Dr. Elvas que, durante o almocinho na sala Tojo, o agente toupeira mandara os seus pupilos do serviço secretíssimo fotografar o seu pópó, matrícula incluída, e decorá-lo nos interiores com dois potentes e invisíveis aparelhos de TV Audio.

Capítulo II: Estou Ministro

-Está lá queriiida…, está lá?...
O Dr. Elvas não consegue ouvir bem a mulher, pois um besouro de fundo corta as palavras.
-Vai  para o meu escritório amor… talvez consigas ouvir melhor… aí costumo ter boa rede – não desconfia o Dr. Elvas que duas potentes e invisíveis atenas audio dão uma ajudinha na rede local.
«Sim querido… agora ouve-se como se estivesses aqui». Dona Elvas esperava ansiosa aquele telefonema do marido… para lhe comunicar que sim…, que sim…, já estás ministra fofinha. O marido tinha toda a legitimidade em acreditar na sabedoria popular, que confirma: mulher de ministro é ministra!
-Estou ministro querida…, amor… ducha…, eheheheheheheh!..., ministro não… superministro pá!!!
«Mas o Passos Perdido manda mais que tu filho!… ele é o nosso PM» - saiu da boca de Dona Elvas um gritinho histriónico directo à bochecha nadegueira do marido.
-E quem manda no Passos Perdido?... quiduchinha…, quem é?… diga lá amor: moi même…, je…
«Ó Krido Kridinho…, tenha cuidado com a conversa… dizem por aí que um tal agente Cara de Pau anda a escutar Portugal inteiro…» Dona Elvas disse o que disse com a voz mais maternal deste mundo.
-E porque julga a minha menina que eu estou a falar em francês?... esse agente Cara de Pau tirou um cursozeco de línguas técnicas nas Novas Oportunidades…, num domingo de manhã!…  Bom…, bom…, mas agora quem manda sou eu…, o Passos Perdido é chefe do governo e o Dr. Elvas é chefe do Passos Perdido… ip ip urra… ip ip urra… áferriá…, áferrié…
«Não venha tarde maridinho…, cá em casa hoje há jantar e ceia reforçados ihihih…» - rematou Dona Elvas ao desligar a bomba que tinha entre mãos.

AC (continua brevemente)