Fez ontem 38 anos que aconteceu uma
das mais belas revoluções em Portugal no século XX. Nesse dia, assistimos quase
em directo, no L. do Carmo, a uma conjugação de vontades que resultou numa
alegria intensa vivida pelo povo português. Foi assim mesmo, o poder velho caiu
de maduro naquele fim de tarde. Não vamos, porém, estragar aqui a memória
daquele dia inteiro com palavras fáceis.
O que deve acrescentar-se é que hoje
tudo mudou. E mudou rapidamente, nem sempre para o melhor. Não se diz a palavra
feia neoFascismo – que horror - mas às vezes já vai apetecendo porque vão
sempre aparecendo novos aprendizes de feiticeiro da direita estreita e
escondida que através de Pedro Passos
Coelho/P. Portas sabe bem o desatino e a desorientação social que anda a
provocar.
De um modo geral, existe
presentemente em Portugal um sentimento claro de descontentamento e até de
violência latente anti-crise, anti-austeridade, anti-partidos, anti-quase tudo
que deixa poucas esperanças de que aqueles que agora se estão a aproveitar do
25 de Abril, deixem de o fazer nas costas de quem trabalhou ou ainda vai tendo
trabalho e quer um país onde se possa viver com dignidade.
Quanto ao Governo actual diria, em
resumo, que está demasiado depressa cada vez mais isolado dos cidadãos em geral. O que significa
que cometeu mentiras graves e tem culpas próprias no cartório.
Basta reparar que os dois melhores
discípulos da Sra. Merkel são agora dois portugueses do mesmo partido.
Assim sendo, acreditamos que a saída
desta situação de crise poderá estar num federalismo a sério da União Europeia
pelo que uma solução com variantes novas para Portugal passa – imaginem – pela
vitória eleitoral em curso de um socialista em França.
Quem é que havia de dizer que, em
matéria interna e de relações internacionais, a França, era assim tão
importante para a Europa dos países pequenos. Lembram-se do apoio que François
Miterrand deu a Portugal? Recordam-se do partido a que pertencia? Têm presente
o modo como fazia politica europeia? Sabem que a França pode acabar com este
Tratado Orçamental e levar a Europa ao crescimento? Percebem que Sarkozy deixou
de ter a estatura politica que a Europa
precisa?
O Alentejo, "com o novo regadio", é a região que
"tem mais possibilidades de contribuir para a autossuficiência" de
Portugal em termos de produtos agrícolas.
O destino Alentejo mostrou-se durante um roadshow que
percorreu as cidades brasileiras Salvador, Brasília, Porto Alegre e S. Paulo e
no qual participaram cerca de duas centenas e meia de operadores turísticos.
O apelo a "+ produção" agrícola marca a 29.ª
Ovibeja, a maior feira agropecuária do sul do país, que arranca sexta-feira em
Beja com "mais de mil expositores" para mostrar "todo o Alentejo
deste mundo".
O deputado do PS eleito por Beja voltou a questionar o
ministro da Economia e do Emprego sobre os prazos de conclusão das obras de
concessão rodoviária do Baixo Alentejo.
A Confraria Gastronómica do Alentejo vai organizar, a 28 de
Abril, a 1.ª Mostra de Sopas Tradicionais do Alentejo, uma iniciativa que
pretende divulgar a gastronomia da região e que vai decorrer, em Beja, no
âmbito da 29.ª Ovibeja.
Jantar com Ensemble Project (atracão musical para dar inicio
aos Festejos) – convite conterrâneo Zé Carvalho
Brinde a boa actuação
A ACTUAÇÃO
Auditório completamente cheio
O Público aplaude de pé
À capela o Zé encerra com Grândola Vila Morena
E a assistência de pé, empunhando o cravo vermelho acompanha
No final recebe as felicitações das Entidades Camarárias
DEPOIS…
A multidão aglomera-se e acompanha a sua Banda, entoando em
uníssono “Depois do Adeus”, "Grândola” , "Uma gaivota voava ,voava”, e todos, em grande confraternização percorrem as ruas da Cidade, relembrando "fascismo nunca mais" e "25 de Abril sempre".
Nas recentes audições parlamentares sobre o trabalho da empresa
Parque Escolar, ficou para a memória dos portugueses o testemunho da
ex-ministra Maria de Lurdes Rodrigues. “Foi uma festa” consta que foi dito e reafirmado.
Tal foi, seguramente, mais um lapso e um fait-diver do que algo com substância.
Mas mostra, de forma evidente, alguma ligeireza como se abordam as questões da
educação em Portugal.
Como em muitos outros casos, atira-se dinheiro para cima dos
problemas na esperança que eles se resolvam.
Neste caso, basta investir 3
minutos para ler o sumário executivo do relatório do Tribunal de Contas para
perceber que isto não é questão de sensibilidade com a questão do investimento
em educação mas um caso de gestão negligente e danosa! Como é possível passar
de 940 milhões para modernizar 332 escolas para um patamar de 3.168 milhões e
abranger apenas 205 escolas? Algo que deve ser analisado e desta avaliação
devem-se extrair responsabilidades.
Mas olhemos para a educação
de uma forma mais abrangente e mais objectiva. Creio, e provavelmente não serei
só eu, que os problemas da educação não se resolvem essencialmente com
edifícios e infra-estruturas de apoio. Mais do que a parte “física”, importa a
componente pedagógica – professores competentes e motivados, conteúdos
adaptados aos desafios do mundo actual e metodologias centradas na eficácia das
aprendizagens. Alguém tem ouvido debate sobre estes temas? Provavelmente, não.
Nas últimas décadas,
sacrificou-se a qualidade à quantidade, o que até posso tentar compreender em
função da necessidade de escolarizar toda a população. Mas, infelizmente, na
última meia dúzia de anos sacrificou-se também a exigência, parecendo que
estamos mais preocupados com as estatísticas das “aprovações” do que com os
resultados concretos. Em vez de garantir a igualdade de oportunidades, e deixar
que a educação seja um factor de mobilidade social, baseado no mérito,
procurou-se que todos, crianças e jovens, saiam “iguais” do sistema educativo,
nivelando claramente por baixo.
É necessário, sem as
revoluções desnecessárias, a educação seja balizada nas questões fundamentais –
domínio da língua, da sua expressão, de uma cultura matemática e científica e,
se possível, crie as bases para a criatividade, a inovação e o espírito
crítico. Promova-se a exigência, o mérito, a participação activa da comunidade
e a excelência pedagógica dos professores. Sem festas, sem polémicas
artificiais, mas com orientação aos resultados que todos esperamos: aprendizagens
que conduzam aos conhecimentos e às competências essenciais.
Trinta e oito anos são uma
vida. Em trinta e oito anos consumimos a infância, a adolescência e parte
significativa da idade adulta.
Em trinta e oito anos
construímos ilusões, desbaratamos esperanças, planeamos resistências e, com
alguma sorte, continuamos a acreditar nos sonhos da infância, quando tudo nos
parece possível, quando a música é feita de palavras que falam de futuro, de
certezas de chegarmos a um “lugar” melhor, a tal terra da fraternidade onde
juramos não desistir de lutar.
Também há os que desistem, os
que envelhecem mais depressa do que o tempo que vivem, os que se mudam do lado
do sonho para lado mais pragmático do “viver bem”.
Em trinta e oito anos
acontecem coisas incríveis e alguns conseguem mesmo dar a volta completa sobre
si próprios. Começam por parecer acreditar nos sonhos, constituem-se coveiros
da esperança e no fim da vida lamentam que outros estejam a afastar-se do ideal
que traíram tranquilamente.
A revolução tem exactamente
trinta e oito anos e parece hoje a alguns um devaneio de infância a que é
preciso pôr termo.
Para outros é motivo de
ajuste de contas, porque nunca perdoaram a ousadia de muitos em demonstrar que
era possível uma sociedade diferente que dispensava o contributo das forças que
sustentaram os 48 anos de ditadura.
Para estas dois espécimes a
revolução resume-se ao golpe de estado que restituiu as liberdades básicas e
instituiu a “democracia representativa”. Por tudo o que aconteceu depois, a
revolução propriamente dita, nutrem um indisfarçável ódio de classe que assume
nos tempos que correm uma espécie de ofensiva final para repor tudo como estava
antes de 1974.
Dizem que é um exagero
afirmar-se que a democracia está em perigo, porque continuamos a poder votar,
não existe polícia política, existe liberdade de manifestação e reunião,
continua a não haver censura e os partidos políticos são permitidos.
Mas será mesmo verdade que é
assim? Claro que podemos votar, mas em que condições de primária manipulação o
fazemos? Quanto à liberdade de manifestação também já teve melhores dias, como
demonstram os avisos policiais de “tolerância zero” para movimentações
organizadas no 25 de Abril e 1.º de Maio.
Não há censura? Perguntem aos
jovens jornalistas em situação de precariedade laboral e com rendimentos
mensais pouco mais que miseráveis, se se sentem livres para abordarem as
matérias da forma que entenderem.
Olhando para a realidade que
vivemos parece-me que a única saída é regressar ao caminho iniciado em Abril de
74 e interrompido em Novembro de 75.
Outro 25 de Abril, dizem
alguns. Não é preciso outro, é preciso que se cumpram os ideais deste.
A solução não é um novo
Abril, é Abril de novo e com a força do povo e isso exige uma ruptura com as
políticas prosseguidas pelos governos do PS, PSD e CDS.
Vai ser fácil? Certamente que
não, mas dificuldades só podem ser motivo de ânimo, tenacidade e entrega para,
como diz o cantor, fazer o que ainda não foi feito.
O Regimento de Cavalaria 3 de Estremoz e o Golpe Militar do 25 de Abril
de 1974
Foram dois Regimentos de
Cavalaria, Santarém e Estremoz, que se fizeram à estrada na madrugada do dia 25
de Abril de 1974, pese embora a fama reaccionária com que era vista a Arma de
Cavalaria e grande parte dos seus oficiais, no meio intelectual, e mesmo
militar, de então.
Fizeram-se à estrada a caminho de
Lisboa para executar um golpe militar, com vista à queda do regime do Estado
Novo e a restituir a liberdade recusada ao povo português durante longos anos
de ditadura.
Veio hoje a público que a Associação 25 de Abril não estará
presente nas comemorações oficiais da data. Cabe-nos questionar o que se passou
em Portugal desde que os militares entregaram a Democracia, de mão beijada, aos
políticos. Infelizmente é o que se vê.
Aqui se publica o plano das
operações a cargo do Regimento de Cavalaria de Estremoz, sendo comandante do
Esquadrão que se dirigiu a Lisboa o Capitão de Cavalaria Luís Fernando Andrade
de Moura, eborense ilustre.
Em dia de festa e portas abertas na nossa
Escola Primária, não deixámos de pensar nas dificuldades que, por aqui existem,
em atrair e fazer a captação de investimento público ou privado para um concelho
como o Alandroal. É uma tarefa muito difícil. A competição é tremenda.
Por isso, daqui do Al Tejo desejamos o
maior sucesso à ASSECAR porque o problema já não passa apenas pela cedência de
terrenos e disponibilização de instalações físicas. Deixou de ser o suficiente
para garantir investimentos.
O importante e talvez decisivo será a
tomada de medidas de ordem politica, a nível dos governos, que criem e
identifiquem vantagens claras na fixação de empresas no mapa do Alentejo.
Mas como ainda assim não se vêm conseguindo
criar indústrias, trabalho ou serviços regionais e autárquicos inovadores,
diria que a alternativa que sobra é apostar no que é nosso, nos alvos
económicos naturais que nos diferenciam, nas terras e gentes com iniciativa que
cá estão.
É bastante difícil mas é para isso que
devemos Organizar-nos e exigir, tanto quanto possível, as necessárias e mais do
que justas vantagens e compensações, por exemplo, através da nova Lei das
Finanças Locais.
Claro que também sabemos que é sempre mais
fácil teorizar!
A data histórica para que nos remete o mês de Abril é
incontornável, pelo menos para aqueles que, mesmo adolescentes, viveram o
primeiro dia de liberdade, conquistada a pulso por muitos dos que, na
clandestinidade, se bateram por ela. O dia 25 desse mês, do ano de 1974,
amanheceu diferente. Foi, a esta distância de quase quatro décadas, o único dia
de verdadeira liberdade, onde todos os portugueses se uniram contra um inimigo
comum: a ditadura herdada de Oliveira Salazar, com todas as características de
um poder exercido de forma totalitária – a censura na comunicação social e nas
artes, a polícia política, os bufos, as perseguições, as prisões, as torturas,
as mortes, os lambe-botas, os yes-minister, a proibição de eleições
livres, a impossibilidade legal de formação de partidos políticos, enfim tudo
aquilo que os jovens de hoje julgam fazer parte de um filme a preto e branco,
guardado agora numa prateleira bafienta da Cinemateca de Lisboa. Mas não foi um
filme, acreditem.
Faleceu
no passado dia 22 de Março, um homem chamado João do Machado, um dos últimos
antifascistas montemorenses que, tal como muitos desta terra, lutou durante anos,
na clandestinidade, contra esse regime ditatorial que se prolongou entre 1926,
com o golpe militar de 28 de Maio, que
pôs fim à Primeira República, levando à implantação da Ditadura Militar que terminaria faz agora
38 anos, numa explosão de cravos vermelhos. Em tempos, escrevi um conto em
homenagem a esse comunista de gema, baseado num dos muitos episódios da sua
vida de luta abnegada, solidária e humanista. Mas, para narrar a vida deste meu
velho amigo, seriam necessários mil volumes para escrever sobre a sua luta, o
seu sofrimento e a alegria que sentiu naquela manhã de Abril de 1974. Destaco
uma frase que o Machadinho soltou numa das nossas conversas sobre as torturas a
que foi submetido e que me revelou o Homem, diante do qual me senti um
microscópico grão de pó. Disse-me então ele, com um sorriso plácido e franco: “Não guardo rancor de ninguém”.Ele só queria que o seu empenho e os
seus sacrifícios não tivessem sido em vão. Mas começo a ter sérias dúvidas. As questões
económicas das famílias vão agravar-se, o deficit
democrático também, e o Estado não vai voltar atrás. E ainda agora a procissão
vai no adro.
Sem duvida o destaque vai para a Recuperação da Escola
Primária do Alandroal.
Mas por cá (Montemor) e quanto a mim é imperdivel a actuação do conterrâneo e amigo Zé Carvalho no tributo de Ary a Zeca pelo Ensemble Project
MONTEMOR
AINDA A TER EM CONSIDERAÇÃO
REDONDO
As vozes Alentejanas são secundadas pelas violas, o acordeão e
as trancanholas num repertório que incide sobre o cancioneiro tradicional e
recolhas musicais efetuadas junto das gerações mais velhas, detentoras do saber
e da tradição oral.
Armando Torrão (voz e viola baixo); António Caturra (voz e trancanholas);
Pedro Mestre (voz e Viola Campaniça); João Cataluna (voz e acordeão).
VIANA DO ALENTEJO
Centenas de romeiros vão reviver uma
tradição antiga ao fazerem o percurso a cavalo entre a vila da Moita e Viana do
Alentejo. A história volta a repetir-se pelo 12º ano consecutivo entre os dias
25 e 29 de abril.
É já no dia 25 de abril que centenas de
romeiros oriundos de vários pontos do país partem da Moita em direção a Viana
do Alentejo, onde chegam dia 28.
A romaria que vai na 12ª edição é promovida por uma
comissão que integra as Câmaras da Moita e Viana do Alentejo, a Associação dos
Romeiros da Tradição Moitense e Associação Equestre de Viana do Alentejo.
Para além do cariz religioso que está na sua génese, nos dias de hoje, a
romaria assume também uma vertente mais lúdica, que privilegia o convívio entre
os participantes, alguns dos quais integram o certame desde o início. Alguns
vêm pela fé, outros pelo ambiente ímpar e de camaradagem que vivem entre si.
Para receber os muitos visitantes que se deslocam a Viana do Alentejo durante o
fim de semana, a câmara municipal preparou um programa cultural que começa logo
dia 28, antes da chegada da romaria, com animação pelas ruas da vila. A
novidade este ano é a Tenda Tradições, instalada junto ao Santuário de N.ª Sr.ª
D’Aires, onde a partir das 22h30, os Tres Sangres sobem ao palco. A noite
termina com um baile.
No dia 29, domingo, a partir das 12h30, no mesmo espaço atuam “Sonido Andaluz”,
as sevilhanas da Associação Equestre de Viana do Alentejo e ainda os grupos
corais do concelho.
Recorde-se que a Romaria foi retomada em 2001, em abril, após um interregno de
mais de 70 anos, recuperando uma tradição em que os lavradores da Moita se
deslocavam com os seus animais ao Santuário de N.ª Sr.ª D’Aires para pedir
proteção e boas colheitas.
A par da gastronomia, motivos não faltam para assistir à chegada da 12ª edição
da Romaria a Cavalo, em Viana do Alentejo.