quinta-feira, 5 de abril de 2012

NOTA INFORMATIVA C.M.A.

O artesanato e os produtos locais vão estar em evidência no Alandroal, a partir do próximo dia 7 de Abril, e até dia 16.

Os tradicionais queijos e enchidos, o saboroso pão, o vinho e as peças de artesanato tradicional, como os cestos de vime ou o mobiliário alentejano pintado, são alguns dos objectos que poderão ser apreciados no Fórum Cultural de Alandroal nestes dias.
Ao mesmo tempo, poderá também conhecer a exposição “Cristos de Sousel”, que estará patente até dia 30 de Abril na sala de exposições do Fórum Cultural e Transfronteiriço de Alandroal. As duas mostras são inauguradas no próximo dia 07, pelas 16:00 horas, e a Câmara Municipal de Alandroal convida toda a população a estar presente neste momento de divulgação da cultura local.
Recorde-se que estas duas iniciativas surgem integradas no ciclo de Exposições do Fórum Cultural de Alandroal, que tem vindo a divulgar o que de melhor se faz no concelho, em diversas áreas. Venha visitar estes trabalhos e aproveite para descobrir toda a beleza paisagística e arquitetónica que temos para oferecer.


Gabinete de Imprensa C.M.A.

O ANB EM TRÂNSITO –EURO ALANDROALENSE

QUESTÃO do DIA

“Todo o homem nasce original e morre plágio”
Millôr Fernandes

Estamos numa nova fase de mistificação e manipulação das regras do jogo democráticas. É, aliás, como sabemos um registo abusivamente neoliberal que pode durar uns tempos mas não pode manter-se indefinidamente.

Do meu ponto de vista, dado que julgo ter os impostos em dia e antes que me puxem pela língua, terei que dizer livremente que este Ministro dos Impostos não é um qualquer “Subanjo” que anda apenas algo fatigado a enganar-nos pausadamente.

Assim como o Primeiro-ministro, PPC em ping-pong com V. Gaspar já veio avisar-nos em registo dúplice que “não pode jurar aquilo que vai fazer” distraindo-nos e agravando mais uma vez a austeridade.

Embora aceite outras opiniões e, independentemente. da formação humana que Victor Gaspar possa ter, o certo é que estamos somente na presença de um Ministro dos Orçamentos que estava de atalaia, em Bruxelas, sem até hoje conseguir ser um desejável Ministro das Finanças. O que é outra coisa e devia ser outra loiça, vista alegre.

Direi pois que pese embora o facto do seu papel ser difícil o que nós, o país/Portugal, temos pela frente é a cartilha de um eurocrata monetarista com um olho posto nos défices e outro na tecnocracia funcionalista europeia que deve ser despachado para não deixar o povo pagante encravado, a olhar apenas para o seu infeliz terceiro olho…

AnB – 05/042012

PÁGINA SEMANAL DEDICADA À TAUROMAQUIA

CORRIDAS PROGRAMADAS:


Os destaques do Arte e Emoção

No próximo Sábado irá para o ar mais uma edição do programa Arte e Emoção, apresentado por José Cáceres.
O Campo Pequeno está prestes a inaugurar a temporada 2012, comemorativa dos 120 anos da praça. Por este motivo irá divulgar-se como vai ser a época na capital.
Imagina uma ganadaria em terras que outrora foram pertença da família do grande Luís Vaz de Camões?!
- Vai ter oportunidade de a conhecer!
Destaque para o toureio a pé com visitas às escolas da Moita do Ribatejo e Vila Franca de Xira.
Quanto aos espetáculos, o programa marcou presença em Vila Viçosa, num festival comemorativo dos 25 anos de alternativa de José Luís Cochicho e em Vila Franca de Xira, onde pegaram algumas glórias da forcadagem e o novilheiro Tiago Santos esteve em evidência.

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM

 Retirar a peneira da frente do Sol
Eduardo Luciano

Quinta, 05 Abril 2012 10:19
Estávamos no Verão de 2009 e aproximavam-se as eleições autárquicas. Como todos sabemos esse é um tempo em que para alguns vale tudo para conquistar votos, para mostrar a obra que não se fez mas que se pretende dar como quase feita.
Nesse contexto surgiram maquetes, infografias, desenhos, placas a anunciar o fim de obras que ainda nem sonhadas estavam.
Foi assim que surgiu o anúncio da recuperação do salão central que, segundo uma publicação da câmara, seria inaugurado na Primavera seguinte cumprindo o prazo de um ano que a orgulhosa placa ostentava.
Mas se aí a coisa era relativamente fácil e barata de anunciar (bastou colocar a tal singela placa e fazer dos órgãos de comunicação local caixa de ressonância), já o anúncio da construção do “complexo desportivo”, para se tornar credível, exigia um outro esforço de encenação.
A placa aumentou substancialmente de dimensão e o terreno onde iria ser construído o “complexo desportivo” foi delimitado por uma cerca metálica que tinha inscrita em cada módulo o nome de uma empresa de construção.
Quer num caso, quer noutro, a ideia era muito simples: se dissermos que a obra se vai iniciar e fizermos o mínimo para criar e alimentar essa ilusão durante dois meses, tiramos daí os dividendos eleitorais que possam compensar o facto de em oito anos não termos cumprido nada do que prometemos.
Não sei se resultou, mas sei que as cabecinhas que pensaram nisso não teriam certamente a ideia de se voltarem a candidatar.
Passados quase três anos daquela azáfama construtora e reabilitadora, nem uma pedra foi mexida.
É claro que a crise é hoje usada como alibi para que não se tenham concretizado tão bondosas intenções. Mas no Verão de 2009 não estávamos já em crise?
Dir-me-ão que a situação não é nova e que já em 2001 foram feitas promessas ao quilo que se sabiam que não iriam ser cumpridas, mas em 2009 subiu-se mais um patamar na arte de enganar o eleitor incauto, ao encenar o início de uma obra que se sabia não poder ser iniciada naquele tempo.
Passados quase três anos assistimos hoje à desmontagem da cerca metálica que serviu para mostrar que a obra ia mesmo avançar e para esconder que nada estava a ser feito.
Se há três anos os painéis serviram para enganar os mais crentes, hoje serviam para lhes lembrar que foram enganados e por isso teriam que ser retirados e devolvidos a quem os alugou ou emprestou.
Olhando para esta operação de desmontagem não podemos deixar de a associar ao desarmar da tenda do circo depois do último espectáculo em que o ilusionista foi estrela.
Há quem ache que a política é a arte do possível, há quem acredite que a política é a arte de tornar possível o impossível e há quem faça da política uma espécie de arte de tornar possível a eleição a qualquer preço.
Até para a semana
Eduardo Luciano

CÁ NO ALENTEJO

À semelhança do que aconteceu no Carnaval, algumas câmara municipais do Alentejo vão conceder tolerância de ponto na Páscoa aos seus funcionários.
Das 14 câmaras do distrito de Évora, Reguengos de Monsaraz, Vendas Novas, Arraiolos, Évora, Montemor-o-Novo e Viana do Alentejo dão tolerância de ponto na segunda-feira.
No distrito de Beja, a tolerância de ponto é dada pelos municípios de Santiago do Cacém , Ferreira do Alentejo, Beja, Serpa, Moura e Vidigueira.
Entre as 15 autarquias de Portalegre, encerram Monforte e Nisa, esta quinta-feira à tarde, e Portalegre, Crato, Arronches, Marvão, Elvas e Ponto de Sor na segunda-feira.
Fonte : http://www.dianafm.com/

IMPRENSA

"ALDRUBIAS" !!!

EU É QUE TINHA RAZÃO!!!!!

ONTEM NA IMPRENSA :



E legendava eu assim:
CONVERSA DE POLITICOS !!! BAH ! QUEM NÃO OS CONHEÇA QUE OS COMPRE.

 NA IMPRENSA DE HOJE :


Repito:
QUEM NÃO OS CONHEÇA QUE OS COMPRE. A MIM É QUE VOCÊS JÁ NÃO ME ENGANAM.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O ANB EM TRÂNSITO –EURO ALANDROALENSE

QUESTÃO DO DIA

“ O quartzo é um mineral que está entre o tertzo e o quintzo”.
Millôr Fernandes

Páscoa 2012.

Tempo de meditação numas certas coisas. Uma delas é a ideia de que se Jesus Cristo descesse por estes dias à Terra, ficaria bastante mais aborrecido e incomodado com o que Lhe era mostrado do que quando partiu há dois mil e tal anos e ainda não existiam países, nações, estados, burgos e concelhos.

Provavelmente, antes de subir novamente ao Céu, repetiria com energia e estrondo o aviso e a cena da expulsão dos vendilhões do templo.

Zangado, enquanto cristão e um dos grandes arquitectos do universo, mandaria de uma vez por todas dar aos homens o pão concreto que aos homens pertence! Tal como está escrito nos Direitos do Homem!

QUESTÃO a meio da SEMANA

“Jamais diga uma mentira que não possa provar”.
Millôr F.

Continuando a meditação. Boa Páscoa!

No fundo, o que nós, devotos simples, queremos é tornar a meditar na ideia sagrada de que o Cristianismo ainda se mantém vivo (embora apaziguante e menos actuante historicamente) baseado no itinerário e acções exemplares de uma dúzia de apóstolos que se bateram com corajem pelos dez mandamentos e por aquilo em que acreditavam convictamente.

Ideias e acções fortes protagonizadas por um líder ecuménico como Jesus Cristo que, porém, andam e têm vindo a realizar-se muito lentamente no espaço e no tempo. Por vezes com mais recuos do que avanços.

Um dos problemas é que, além desta lentidão, também é visível que nos perdemos no mapa-mundo da esperança e ainda não percebemos a velocidade necessária deste percurso, gerando terríveis desequilíbrios, conflitos e guerras no mundo.

Há até quem já tenha dito que as ideias boas e justas só avançam a pé, não andam de comboio nem de avião. Mas o que ainda não se sabe verdadeiramente (e Cristo também não o referiu) é a velocidade pratica exigível que deve ser posta ao serviço do bom governo e da justiça entre os Humanos.

Será que, país por país, terra por terra, pessoa por pessoa, vão atrasar-se e demorar anos, décadas, séculos e nunca mais acontecerão? E, entretanto, este pequeno mundo caseiro onde vivemos pode não aguentar o peso de tanta esperança adiada e de tantas estratégias pessoais de aparente sucesso perdidas?

Ps: A renúncia da Dra. Fátima, Vice-presidente, é uma derrota rápida e amarga para o executivo da Câmara. O inventário mostra que voou baixo no 1ºano;no 2º ano começou a pensar em desvoar; e no 3ºano aterrou e já lá não vai estar. Então, o que é feito dos votos de confiança com que foram eleitos e do frequente desatino que paralisou as relações entre os dois autarcas? Passou? Há falhanços por esclarecer?...

Anb -04/04/2011

PAÍS...PAÍS !!!!


OS AMIGOS DE INFÂNCIA NUNCA SE ESQUECEM

POEMAS DO HELDER

DESTROÇADO

Talvez a minh’alma hoje padeça
Do mal que o meu corpo teve outrora
Desse tempo, o carinho eu não mereça
O teu amor, p´ra meu desgosto foi-se embora

Sozinho fiquei cantando assim
A recordar o tempo já passado
Inventando o que de melhor tenho de mim
Como louco, triste e não cansado

De procurar-te neste mundo, tão cruel
Por viela, imunda humedecida
Onde a toda a doçura me sabe a fel
Onde a morte me prolonga a própria vida

Já te pedi que voltasses e hoje não
Quero encontrar-te no caminho
Qu’em migalhas se desfez o coração
E o meu corpo caminhando está sozinho.

Helder Salgado
21-03-2012.

DESESPERO

Este é o sítio
Estas são as pedras
Onde por Ti grito
Para sair das trevas

Às pedras subi
Para ver mais alto
Nem assim te vi
Para meu sobressalto

Este é o sítio
Onde te falei
E agora grito
Não Te esquecerei

Este é o sítio
Onde me perdi
De noite e de dia
Esperando por Ti

Este é o sítio
E eu ainda sou
O menino de sempre
Que sempre Te amou

Ouve-me querida
Eu espero por Ti
Não deixes que a vida
Me leve sem Ti

Este é o sítio
Por onde vagueio
Já nem do meu grito
O eco me veio.

Hélder Salgado
26-08-2011.

CONTRASTES


Anónimo disse...

                                                                                             pr'òs Boys

                                                                                            Pr'ò Povo

                                                                                            Pr'à Europa

(Retirado de um comentário - pena se anónimo)

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM


Ter Estratégia (ou ir atrás dos outros)
Carlos Sezões

Quarta, 04 Abril 2012 10:17
Desenvolver uma estratégia dá bastante trabalho. Pressupõe estudar uma realidade, analisar cenários, decidir e mobilizar recursos. E, depois, comunicar para que todos possam agir de acordo com o que foi definido.
Em Portugal, não gostamos muito de estratégias. Gostamos muito de diagnosticar, fazer estudos muito sofisticados mas depois raramente tal esforço tem consequências numa estratégia consistente, compreendida por todos e com a devida execução das acções previstas. Acabamos por fazer coisas avulsas, geralmente caras, anunciamo-las umas duas ou três vezes e esperamos que tudo corra bem. Mas, frequentemente, tal não acontece.
Ocorreu-me esta reflexão depois de ouvir o Primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, na semana passada, estabelecer 2014 como meta para o arranque construção da linha ferroviária de mercadorias entre Sines e Espanha. Algo que, diga-se, faz todo o sentido. O caso de Sines e dos investimentos em transportes e logísticas é uma daquelas novelas que revelam a nossa falta de visão e sentido prático das coisas. Passámos anos e anos a despender tempo, energia e dinheiro com debates pouco úteis sobre o novo aeroporto de Lisboa e sobre o famoso TGV, focado no transporte de passageiros. Nunca ninguém explicou como estes enormes investimentos se interligavam com uma estratégia económica para Portugal ou como seriam rentáveis e sustentáveis. Ainda temos o caso das plataformas logísticas e, lembro-me em particular do Poceirão, que prometia 12 mil empregos directos e indirectos que ainda ninguém viu. O raciocínio foi sempre ir atrás dos outros. Se o centro da Europa tem alta-velocidade ferroviária, nós também temos. Se se constroem novos aeroportos em Berlim ou Viena, também temos de ter um novo em Lisboa!
Sines e os investimentos adjacentes, como aponta e bem o governo, pode ser um caso em que existe efectivamente uma estratégia e esta é concretizada. O seu excelente posicionamento no cruzamento das rotas marítimas Atlânticas, permitem vantagens competitivas no contexto da aposta na carga contentorizada, focando os mercados mais dinâmicos como a América e o Extremo Oriente. O Terminal 21, em Sines, é um dos maiores portos de águas profundas da Europa. Recebe os maiores navios de transporte de carga e só não é mais competitivo porque não tem uma ligação directa por terra e por comboio até Espanha e daí para o resto da Europa. Segundo consta, 2014 é o ano em que o alargamento do canal do Panamá tornará ainda mais relevante a posição de Sines no Atlântico. Em suma, há uma oportunidade, existe uma visão para a explorar, há uma estratégia. Comecemos a ser rigorosos e consistentes nas apostas que fazemos, como o actual governo tem feito e teremos, seguramente, vários casos de sucesso na próxima década.
Carlos Sezões
Gestor

O QUE VAI FAZENDO NOTÍCIA NO ALENTEJO

O presidente do Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, quer que a Comissão Nacional da UNESCO se responsabilize pela entrega da candidatura do Cante Alentejano a Património Imaterial da Humanidade em 2013.
Fonte : http://www.turisver.com/

O Baixo Alentejo passou de um cenário de seca extrema a 15 de Março para seca severa no final do mesmo mês.

Uma delegação de seis autarcas e seis técnicos e responsáveis da AFIP, uma entidade que apoia e promove o empreendedorismo em meio rural em França, visitam hoje o Alentejo Sudoeste. Esta iniciativa enquadra-se no âmbito dum projecto de cooperação promovido pela ESDIME e pela Rota do Guadiana. A delegação vai visitar Castro Verde, Aljustrel e Ferreira do Alentejo.
Fonte : http://www.radiopax.com/

O economista Filipe Palma, de 61 anos, é o novo representante dos municípios, devendo assumir ainda hoje o cargo de vogal executivo do InAlentejo - Programa Operacional do Alentejo.
Fonte : http://correioalentejo.com/

IMPRENSA

O QUE VAI FAZENDO NOTÍCIA NO ALANDROAL

Assassinado a tiro em plena estrada
Corpo ficou caído entre o interior e o exterior do automóvel. PJ investiga

Um homem com cerca de 65 anos foi assassinado a tiro esta terça-feira na Estrada Nacional (EN) 373, perto da vila de Alandroal, tendo sido encontrado na viatura que conduzia, revelou à Agência Lusa fonte da GNR.
De acordo com a mesma fonte, a vítima é oriunda da zona de Redondo e apresenta «ferimentos na cabeça e no peito», infligidos por «arma de fogo».
Para já, «desconhece-se o enredo» que estará na origem do homicídio, ocorrido na estrada entre Alandroal e Elvas.
«O alerta foi dado, por volta das 15h00, por uma pessoa que passou na estrada e verificou que, da viatura que se encontrava na berma, estava caído um corpo», relatou à Lusa o comandante do Destacamento Territorial de Reguengos de Monsaraz da GNR, tenente Victor Ribeiro.
O oficial da GNR adiantou que a pessoa se dirigiu então «às bombas de combustível mais próximas», a cerca de um quilómetro de distância, «e pediu para ligar para a GNR».
«Mal chegámos, preservámos a cena do crime e tomámos as diligências iniciais», acrescentou, explicando que o óbito foi confirmado pelo delegado de Saúde e que a Polícia Judiciária (PJ) já iniciou as investigações no local.
O corpo apresenta perfurações por munição de arma de fogo, «feitas por mais de um disparo».
«O que encontrámos foi uma viatura, na berma da estrada, com uma porta entreaberta e o corpo do homem caído, entre o interior e o exterior do automóvel», relatou.
Depois de analisada a cena do crime e concluída a recolha de vestígios por parte dos elementos da PJ, o cadáver irá ser retirado do local pelos bombeiros.
Fonte : http://www.tvi24.iol.pt/

UMA VISTA D´OLHOS PELA IMPRENSA DE HOJE




Mário Soares foi apanhado, esta terça-feira, a 199 km por hora na A8 e, quando foi informado sobre o valor da coima, o ex-Presidente da República terá dito aos agentes do Destacamento de Trânsito de Leiria da GNR de que seria "o Estado a pagar a multa", avança o "Correio da Manhã".Mário Soares era conduzido pelo motorista, num carro oficial, registado em nome da Direção-Geral do Tesouro e das Finanças.O Mercedes Benz S350 4Matic em que Mário Soares seguia foi fotografado pelas 15.05 horas, em Leiria, em excesso de velocidade.
SÃO SEMPRE OS PRIMEIROS A DAR “OS BONS EXEMPLOS” ….”CAMBADA”!!!



                                     CONVERSA DE POLITICOS !!! BAH ! QUEM NÃO OS CONHEÇA QUE OS COMPRE

DIVULGAÇÃO

https://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=757ae155c2&view=audio&msgs=1367a3ba5e3454d4&attid=0.1&zw


terça-feira, 3 de abril de 2012

A CIDADE DO ENDOVÉLICO - (João Cardoso Justa)

(FINAL)

O “problema” Endovélico

Vejamos, em concreto, a situação presente que os arqueólogos, depois de centenas de anos de pesquisas e bibliografias, enfrentam na localização do Templo a Endovélico, Deus Supremo dos celtas do «sertão». Pelas palavras dos próprios, após a última investigação séria feita em 2002 (Amílcar Guerra, Thomas Schattner, Carlos Fabião e Rui Almeida):
«Chegados a este ponto, é interessante reflectir sobre os erros de avaliação que sempre foram cometidos quando se tratou do sítio de S. Miguel da Mota, incluindo os signatários. Em primeiro lugar, sempre se admitiu que deveríamos estar perante uma estrutura fruste, por ser um santuário consagrado a uma divindade indígena, quando toda a evidência escultórica e epigráfica nos falava de um santuário romano e sugeria mesmo alguma monumentalidade. Em segundo lugar, sempre se tomou como certa a localização da estrutura (um templo ou vários) no topo da crista, no local onde se ergueu mais tarde a ermida de S. Miguel, pelo que os vestígios de utilizações antigas da encosta nascente foram considerados como pertencentes a um amuralhado indígena, pesando na apreciação, uma vez mais, o carácter da divindade (Vasconcellos, 1905, p. 125), ou estruturas anexas ao santuário, quando afinal, ao que tudo indica, se trata do santuário propriamente dito».
Afinal, sabe-se agora, que não se tratava do «santuário propriamente dito», e esta teoria, do “templo de socalcos”, está definitivamente arredada entre os investigadores. E outras assim acabarão, em “nada”, porque nada se saberá da localização do Templo enquanto os arqueólogos recusarem aceitar que, há anos, perseguem uma pista “plantada” (não sei qual o “ramo” eclesiástico que o fez ao decidirem cortar pela raiz todos os cultos pagãos), que, como em todas as situações semelhantes, pretende afastar o conhecimento comum das pedras que falam verdades incómodas. A capela de S. Miguel foi erigida (repito, não se sabe quando nem a mando de quem) naquele local, porque ali existiam vestígios romanos (talvez uma habitação) que foram preenchidos, como se infere do texto publicado em 2002 pelos referidos autores «Era evidente que todo este material se encontrava descontextualizado e reutilizado simplesmente como material de enchimento, à semelhança do sucedido com muitos dos outros exemplares (escultóricos e epigráficos) daqui levados por Leite de Vasconcellos em 1890, as estátuas e outros fragmentos preenchendo a cavidade natural e a árula usada como material de construção». Que verdades procuraram ocultar da posteridade essas fantasmagóricas personagens? Não sei. Quem se dedica a estudar essas “guerras”, depois de afirmar que o poeta Luís de Camões andou com o Duque de Braçança e a sua «Academia da Luz», no Alentejo, a estudar as aras do Endovélico “agarram-se” a este extrato da obra camoniana:
«Se dizem, fero Amor (o deus Cupido), que a sede tua
Nem com lágrimas tristes se mitiga,
È porque queres, áspero e tirano,
Tuas aras banhar em sangue humano»

E daqui retiram terríveis conclusões que, por desconhecimento fundamentado das mesmas, não comentarei.

Por curiosidade, acrescente-se que em Vila Viçosa, os falsários, foram menos meticulosos nos alicerces da Capela de Santiago, onde “estava” o templo de Proserpina.

O verdadeiro TEMPLO do DEUS ENDOVÉLICO

Para aceder ao entendimento correto deste “problema Endovélico” é necessária uma abordagem ligeiramente distinta das formas como o seu estudo tem sido tentado. Na verdade, apenas a introdução de uma subtil pergunta entre o conhecimento adquirido, pode conduzir a novas conclusões. Isto é, possuímos num prato da balança (visualizemos assim), milhares de estudos sobre o tema Endovélico nas Universidades de todo o mundo, e, em mais Universidades ainda, no outro prato desta avaliação, o peso colossal dessa fantástica cultura greco-romana que se rendeu, embora adaptando-se, conforme se pode verificar nas inúmeras aras votativas, com profunda convicção, portanto fé, ao culto tópico, local, de um Deus celta perdido entre as faldas da Serra d´Ossa. Foi uma das características da romanização, pensarão muitos, e eu devo responder-lhes que não. Com esta convicção com que adoraram Endovélico e Atégina (Proserpina), com esta fé com que os tomaram por seus Deuses Superiores, não é uma característica da romanização. Os romanos não hostilizavam, toleravam (lembremo-nos que estamos a falar de sociedades profundamente religiosas), mas não se entregavam desta forma aos cultos nativos. Necessariamente, existiram condições especiais no culto destes Deuses celtas, em que a cultura-greco romana se reviu, em que se sensibilizou, em que comungou, através do sentido do divino dos locais, uma identidade total com os princípios profundos que emanavam dos seus próprios deuses, do seu Panteão original. E é aqui que devemos introduzir esta pergunta. Que ligações tão similares, entre conceções da espiritualidade, entre princípios fundamentais que lhe regulavam os nascimentos, as colheitas, as doenças, os amores, tudo afinal, da sua vida, podiam existir entre estruturas sociais tão diversas? E a resposta, é a vida depois da morte. No submundo, habitavam as almas dos seus mortos, e esse submundo, era o reino do Endovélico, e de Atégina, (Proserpina que correspondia à deusa grega Perséfone, quando com ele se recolhia nos meses obscuros. Na mitologia grega e romana, “Os Infernos” eram os lugares subterrâneos onde as almas desciam depois da morte para serem julgadas. Constituía crença geral, tanto na Grécia como em Roma, que todas as cavernas cuja profundidade não fosse sondada pelo homem, eram entradas para “Os Infernos”. Na Grécia, a sua entrada era pelas cavernas próximas ao cabo Averno, perto do Peloponeso, e em Roma era pelas grutas de Cumas, perto do lago Averno. Esta era a “cosmografia” dos Infernos: 1ª Nível – Os palácios da Noite, do Sono, e dos Sonhos. 2º Nível – O Inferno, o dos Maus. 3º Nível – Tártaro – O dos Deuses expulsos do Olimpo. 4º Nível – Os Campos Elísios – Morada dos Deuses Superiores.
Só assim se entende como os invasores, provenientes destas culturas, ficaram absolutamente seduzidos perante este Endovélico, Deus do submundo, das forças ctónicas, telúricas, elo entre a vida e a morte, «praestantissimi et praesentissimi (sempre ativo e presente), que transmitia as indicações divinas desde as profundezas por intermédio de sonhos e visões, ou através dos oráculos. Daqui resulta pois, obrigatoriamente, que o Templo original do Grande Endovélico celta será uma ampla caverna, uma passagem para os seus domínios, o submundo.
E onde existe, nessa zona, uma caverna com tais dimensões? Na verdade, existirão dezenas. As mais superficiais, por vezes cedem sob o peso da cobertura, formando profundos “buracos” no chão dos milenares olivais (nos últimos anos, que eu saiba, abriram dois, um na Herdade da Pipeira junto à transformação de mármore, e outro a poucos metros do olival dos Vilares. Outra dessas cavernas, já aqui o referimos, dava acesso à natação dos rapazes na “Tapada das Caraças”, e outras, de enorme profundidade são “algares”, que os geólogos (espeleólogos) estudam, mergulhando na “Passagem do Rio Obscuro” (Ad Atrum Flamen). É aqui, nesta faixa de terreno, prolongamento em linha reta dos “Villares” de Bencatel e Alandroal, Carambô, dos algares Morenas e Stº António, dos bairros Alfarrobeira e S. Bento (com estrada para os “Villares de Pardais”), a enigmática capela de S. Bento e olivais circundantes (onde abundam os vestígios de cerâmica), e depois, alto da Carrapatoza (significava barranco), Herdade da Pipeira (onde mais tarde se implantou um convento da Ordem de S. Bento), no sentido dos “Moinhos de Vento” (englobando a “Tapada das Moedas”), que o Templo mítico de Endovélico se revelará, quando à sua volta, os arqueólogos “desenterrarem” dos torrões alentejanos, uma página fantástica da História, uma cidade pré-romana com 2.400 anos (talvez mais) de existência, a lendária Lacóbriga.

A CIDADE de LACÓBRIGA, e a sua localização

Zona vermelha – Localização de Lacóbriga (virada a nascente, Espanha).
1-Fonte / Azenha das Freiras – Possível localização do Templo a Fontoura.
2 e 3 - Algares (Morenas e Stº António).
4 e 5 – Vestígios da cidade, sob a Escola Secundária e o bairro de S. Bento (que depois foram “escondidos”).
6 e 7 – Cavernas superficiais que cederam recentemente.
8 – Ribeira do Alcalate (linha das fortalezas)
9 – Tapada das Caraças (caverna e fonte – “escondidos”)
10 – Tapada das Moedas.

E então, tudo fará sentido. A fama de Endovèlico atraiu os peregrinos, e em volta do culto, tendo por base o “negócio” da fé (o crescimento da cidade de Fátima a partir do pequeno povoado das aparições, continua a ser um bom exemplo), cresceu Lacóbriga. Foi essa capacidade de desenvolvimento deste complexo que o cartaginês Bahodes antecipou, ao solicitar autorização para lhe erguer fundamentos com outra grandiosidade tornando-o mais apelativo à cultura greco-romana, e Maharbal, dando continuidade ao projeto, ergueu na nova cidade um Templo grandioso. Depois, nas centenas de anos sob o domínio do Império Romano, atingiu certamente o seu auge, «em tempo dos romanos foi cidade muy famosa (relembro as palavras de Bautista de Castro), e lembra-se dela Baptista Mantuano quando diz que erigira o Senado (teria Senado) sete estátuas a Ardiboro…». Relacionada com esta história, de entre os escritos de Rocha Espanca, retirei esta curiosidade «… Miguel João Azambuja, meu amigo, tem-me afirmado repetidas vezes que o primo, Frei Francisco, possuía um livro pequeno em oitava, escrito em português, no qual se dizia que, desde Estremoz ao Alandroal, haviam sido levantadas sete estátuas em diversos pontos, asseverando o Frade que aquela cabeça (referia-se à cabeça de uma estátua romana, depois enviada para Lisboa) era uma das sobreditas sete. Mas infelizmente não me sabe dizer o título do livrinho, nem do seu autor, de forma que ainda o não topei». Desta guerra com os Alanos (por volta do ano 410) aqui subentendida (cada estátua corresponderia a uma conquista de Lacóbriga pelos novos invasores e posterior reconquista pelo capitão romano Ardiboro), a cidade sobreviveu sem dúvida pois, no ano de 633, no 4º Concílio de Toledo (época visigótica) aparece a assinatura do seu Bispo. No entanto, no Concílio seguinte (o 5º, ano de 638) na mesma cidade de Toledo, regista-se um facto estranho que continua a confundir-me. A assinatura do Bispo Lacobriguense não surge, e, em seu lugar assina o Bispo Arcobricense (de Arcóbriga, outra das cidades celtas indicadas por Ptolemeu e ainda não identificadas no terreno). Poderá ser uma indicação de que Lacóbriga e Arcóbriga eram duas cidades próximas que alternavam a cadeira do bispado. Ao observar as ameias de uma outra fortaleza na fig 4, demarcada no rectângulo vermelho (e que, de outra forma não lhe sei explicar a origem), pensei na hipótese de estarmos em presença de uma “dipolis” (nome atribuído pelos historiadores a uma cidade dupla), mas, ao verificar a situação da vila dos Arcos em plena bacia hidrográfica do anticlinal de Estremoz (fig 4 ), inclino-me também para a possibilidade desta vila ser uma boa candidata para a localização de Arcóbriga. Devo contudo acrescentar, não tenho qualquer outro indício que possa reforçar alguma destas hipóteses. Voltando a centrar-nos na “nossa” Lacóbriga, agora chamada Al Zawiya pois entramos no período muçulmano (depois do ano 710), mas da escassez de dados disponíveis pouco podemos inferir. Pertenceu certamente à taifa de Badajoz, o historiador António Rey diz-nos que Alcalate (o ribeiro) significa Linha das Fortalezas, o que pressupõe fortificações avançadas frente à cidade (nessa área, Leite de Vasconcelos, li no seu espólio, procedeu a escavações na procura de um cemitério a que não volta a fazer referências), mas penso que é seguro afirmar que não resistiu ao extremismo religioso dos Almorávidas. Não é mencionada nas reconquistas cristãs com a queda de Juromenha e de outras “praças fortes” da fronteira, e apenas voltamos a revê-la com o nome de Landroal, um povoado humilde, encolhido junto ao castelo, insignificante na História que nos contaram a partir do reinado de D. Dinis, e onde, qual sinal de comiseração, nos compensaram com uma estrofe nos Lusíadas, e de que nos sentimos muito orgulhosos, porque o Pêro Rodrigues recuperou meia-dúzia de vacas aos espanhóis… “Obrigadinho”. E os nossos avós celtas, onde estão? E os nossos avós romanos, onde estão? E os nossos avós Alanos, onde estão? E os nossos avós visigóticos, onde estão? E os nossos avós muçulmanos, onde estão?

Onde está o registo do nosso verdadeiro passado? Onde está a documentação, que as seguintes palavras fazem pressupor?

«Para homenagear gentes do Alandroal doutras eras já passadas, lê-se “A primeira parte da crónica de El-rei D. João I de Boa Memória”, da autoria do Cronista-mor Fernão Lopes e depara-se com este parágrafo:»
«Depois de lisboa, talvez nenhuma povoação seja mais vezes referida do que o Alandroal, uma obscura Vila de poucos moradores, onde tanto corriam os homens a pé como a cavalo… Por ali perto tinham sede algumas importantes comendas da ordem de Avis; é possível que algum dos seus freires tenha tomado a peito pôr em escrito o que viu da guerra que levou o mestre daquela ordem à culminância do outro.»
Onde está essa “abundância” de referências que o cronista refere? Que guerras foram essas entre as ordens religiosas? O que se passou de tão grave nessa zona, que tudo desapareceu e, numa incrível mistificação, os detentores do poder material, espiritual, e da criação escrita, até o nome dos seus antepassados esconderam entre a areia e o vento das longínquas praias algarvias? No silêncio da incompreensão, há que entender os Trovadores :
«Cresceu a devoção, foi-se ampliando / Esta de amor esplendida grandeza/ Que mais encobre, do que está mostrando / De vários cultos e de “grão” riqueza; / Que de ano em ano as regras observando / Uma só vez se mostra sua nobreza: / Se então tornais, vereis o mais oculto / Que agora vos proíbe o nosso culto.»
Braz de Mascarenhas/ Viriato Trágico/Est.199/Sobre o Endovélico/1685.

Muitas, inúmeras, são as perguntas que ficam a pairar sobre uma investigação com esta amplitude. Mas para nós, homens e mulheres do presente, há umas que, pela sua premência, sou obrigado a destacar. Os responsáveis locais acompanharam, arqueologicamente, no terreno, as obras de construção da inicial Escola Secundária do Alandroal, do bairro da Alfarrobeira, mais recentemente do bairro de S. Bento onde parece que «aí a coisa apareceu em grande», e, no presente, da urbanização da “Tapada das Caraças”(Que análise foi feita ao túnel antes de o demolirem? Onde está a fonte das famosas “caraças”?)? E, se esses acompanhamentos arqueológicos foram efetuados, o que consta nos seus pareceres? Não pretendo, ao levantar estas questões, indagar culpabilidades, ninguém, estou certo, embora as motivações pudessem abranger interesses vários, cometeria um “homicídio” cultural desta dimensão, se, remotamente, suspeitasse da importância dos vestígios escondidos. Em boa verdade, fazer contas com o passado não altera o presente, mas refletir sobre ele, pode alterar o futuro.
Um abraço a Todos.
João Torcato Coelho Cardoso Justa


Nota do responsável pelo blogue:
Terminada que está a colocação deste excelente trabalho do João Cardoso Justa nas páginas do Al Tejo, apenas me resta renovar o meu agradecimento ao João pela deferência concedida, desejar que a publicação do livro, que por certo não deixará de ser um sucesso, e esperar que as entidades competentes tenham em atenção esta excepcional pesquisa, e lhe saibam dar o devido destaque.


João podes sempre contar com o Al Tejo, assim como o Al Tejo deseja que a tua colaboração não se fique por aqui
Um abraço para ti e parabéns pelo teu magnifico trabalho.
A partir de agora pode ler a CIDADE DO ENDOVÉLICO na totalidade clikando AQUI
Um abraço
Chico

ESPELHO MEU, ESPELHO MEU...HÁ LÁ ROSA MAIS BELA QUE EU?

Uma "tentativa" de fotografar do F.Tátá

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM

Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/

De livro fechado, não sai letrado
Cláudia Sousa Pereira

Terça, 03 Abril 2012 10:58
Ontem foi o dia internacional do livro infantil. Os livros fazem parte da vida dos miúdos que, cada vez mais cedo, frequentam estabelecimentos de ensino pré-escolar. E o gosto pelos livros é generalizadamente promovido pela escola e pelos educadores e é na infância que ele é, normalmente, um gosto sincero; quando a prática da leitura, mesmo quando ainda é só a do folhear sem ler, é frequente. Depois o Mundo abre-se ao indivíduo e muitas mais tentações o desviam do livro, sem que no entanto não tenha ficado na memória de leitor, como na de ouvidor de histórias, por vezes frases ou mesmo histórias inteiras que o acompanham para o resto da vida.
É por isso que neste dia, todos os anos desde há muito, uma das organizações internacionais que se ocupa da promoção do livro e da leitura infanto-juvenil (o IBBY – International Board on Books for Young people) pede a um autor que a este propósito escreva um texto que se transforma na mensagem do dia internacional desse ano, e a um ilustrador que cria assim o cartaz comemorativo. Por isso é que hoje vos trago o texto que se segue, escrito por Fernando Hinojosa, autor mexicano de livros infantis.
O título do texto é «Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro» e diz assim:

«Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.
Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.
Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.
E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.» (Francisco Hinojosa; tradução Maria Carlos Loureiro).
Até para a semana.
Cláudia Sousa Pereira

BREVES DO ALENTEJO

O presidente da CM Elvas quer criar uma rota do contrabando e vai expor a ideia ao seu amigo, o comendador Rui Nabeiro, administrador da Delta Cafés.
A ideia surgiu durante a apresentação da “III Mostra do Peixe do Rio”, em Alandroal.

O posto da GNR de Vila Viçosa vai ser requalificado e ampliado, numa intervenção que ronda um milhão de euros.
Fonte: http://www.radiocampanario.com/

Alentejo Marmoris Hotel e SPA em Vila Viçosa
No próximo mês de Setembro Vila Viçosa irá oferecer uma nova unidade hoteleira, um cinco estrelas resultado de um investimento de 6.5 milhões de euros.
Fonte: http://www.opcaoturismo.com/

O deputado do PCP João Oliveira acusa o Governo de estar a tentar retirar a urgência polivalente e a VMER do Hospital de Évora.
Fonte: http://www.dianafm.com/

SEMELHANÇAS !

segunda-feira, 2 de abril de 2012

E ASSIM VAMOS DEIXANDO PARA AS GERAÇÕES FUTURAS O “HISTÓRICO” DO ALANDROAL

Na sequência do comentário recente de M.Subtil, referindo a visita que fez com o pai ao local a que chamávamos de "Poço da Morte" questionando inclusivé, e muito bem, as origens e a verdade sobre o "tão citado" rio subterrâneo, ocorreu-me transcrever o trabalho anexo que, não sendo globalmente elucidativo acerca do tema envolve-o em parte, pela "pena" do excelente trabalho de Túlio Espanca.

Para conhecimento do M.Subtil e dos demais recordantes "destes trilhos de infância".
Abraços para todos
Tói da Dadinha

OS ALGARES “DAS MORENAS” E “DE SANTO ANTÓNIO”

A vila é muito abundante de águas e, até 1723, nas suas imediações existiram dois algares pantanosos, profundos e perigosos para a sanidade pública e segurança dos habitantes, os quais se taparam neste ano, a diligências do Presidente da Câmara dr. Francisco Moniz de Lacerda. Ficavam, respectivamente, no lugar das Morenas, situado no caminho para Vila Viçosa, a pouco mais de setecentos metros da ermida de S. Pedro e na berma da Est. Nac. 255; e o de Matos, a menos de 500 metros dos trazes da ermida de Santo António.
A assinalar essa vultuosa obra hidráulica, muito importante para a sua época, ergueram-se dois padrões de mármore assentes em peanhas grosseiramente esculpidas, os quais chegaram ao nosso século, embora o primeiro esteja recolhido nos depósitos municipais por ter sofrido, na década de 1930 – diz-se que acidentalmente – uma pancada de carroção, que lhe partiu o suporte.


A lápide, de menores dimensões que a seguinte e a que falta, hoje, a parte inferior e o plinto, encontra-se em local de difícil leitura, pelo que fazemos a transcrição, desdobrada, segundo o texto do P. Bento Ferrão Castelo Branco, de 1758.


«NESTE SITIO HAVIA HVM ALGAR M.to ACOMMODADO P.a MALEFICIOS CHAMADO DAS MORENAS POR SE HAVEREM NO MESMO FVNDIDO HVMAS CASAS DE HVMAS MOLHERES; POR TRADIÇÃO ASSIM CHAMADAS, Q. TINHA CEM PALMOS DE ALTVRA ATHE A SVPERFICIE DE HVMA CONCAVIDADE DE AGOA, Q. TINHA EM PROFVNDEZA 65, Q. P.los BENS DO CONS.o MANDOV FAZER O D.or FRANC.co MONIZ DE LACERDA, SENDO JVIZ DE FORA DESTA V.a ATENDENDO AO SERVIÇO DE DEOS E DE EL REY NA ERA DE 1723 A DEZ DE MARÇO»


Padrão de Santo António (leitura diplomática):


«NESTE SITIO AVIA UV ALGAS M.to ACOMOD.º P.a MALEFIC. Q. TINHA 100 PALMOS DE …. E NALTVRA ATHE A SVPREFICIA DE HVA CONÇAD.e DE AGOA Q. TINHA PROFUNDEZA DE 165 COM COMONIC. P.a M.tas VLAS DESTA PROV.a O Q. PELOS BENS DES.te CONS.o MAND.o TAPAR O D.or FR.co MONIS DE LACERDA SENDO JVIZ DE FORA DESTA V.a ATEND.o AO CERV.o DE DS. E DEL REI NA ERA DE 1723 AOS DEZ DE MAIO»

BIBL. – Inventário Artístico do Distrito de Évora/Concelho de Alandroal (Túlio Espanca)

A CIDADE DO ENDOVÉLICO - (João Cardoso Justa)

(continuação dos dias anteriores)

LACÓBRIGA (Landroal), NO MAPA VIÁRIO ROMANO

A localização geográfica de uma cidade com esta carga histórica, «Em tempo dos romanos foi cidade muy famosa…», acrescenta, ao que já dela conhecemos, o P. Bautista de Castro e outros historiadores o fazem (mais conheceremos ainda da sua surpreendente existência), levanta de imediato outra pergunta. Como justificar então, que tal cidade, não esteja mencionada nos Itinerários das vias romanas? Muitos investigadores, embora desconhecendo a localização de Lacóbriga, colocaram esta questão de outra forma pertinente. Como era possível que, entre as vias romanas que ligavam Évora a Mérida, não existisse uma ligação nesses Itinerários direccionada ao Templo do Endovélico? No Itinerário de Antonino Pio (imperador romano, 138-161) principal referência das estradas romanas, e que tantos neurónios gastou e gasta aos estudiosos destas questões, a via que faz a ligação (vinda de Lisboa) entre as referidas cidades de Évora e Mérida, é conhecida pela designação de Itinerário XII, que, na zona alvo deste nosso estudo, faz o seguinte alinhamento: Ebora (Évora) – Ad Atrum Flumen – Dipone (que seria Juromenha) – Evandriana (apontada como sendo Olivença) – Emerita (Mérida). Assim, existem as mais variadas sugestões apontadas pelos campos, numa mistura desigual entre instinto e razão. Uma “canseira…”, escrevendo em alentejano puro. Estudei depois o trabalho de Mário Saa (1893-1971) que, sendo natural de Avis, calcorreou todo o país por veredas e azinhagas tentando descodificar os Itinerários, mas, em boa verdade, concluí que mais foram os problemas criados que as soluções encontradas. Por fim, desnorteado, e também desorientado, confesso, resolvi voltar a estradas menos poeirentas e concentrei-me de novo no Itinerário de Antonino Pio: Ebora – Ad Atrum Flumen – Dipone – Evandriana – Emerita. Na remota esperança de pista fugaz, agarrei-me ao dicionário e traduzi Ad Atrum Flumen = Passagem do rio obscuro. Isto é, fiquei ainda mais baralhado. Mas, uma vez mais, percebi alguns dias passados e muitos livros vazios, era em mim (pelo privilégio de naqueles campos ter nascido), e não nos que ali haviam passado sem conhecer o chão que pisavam, que habitava a resposta. “Passagem do rio obscuro”, e, por efeito contrário, em mim fez-se luz. Eu sabia, muito bem, onde estava esse rio, aliás, onde está, correndo desde há milhares de anos sob os campos de Lacóbriga, oculto, silencioso, aparentemente alheio, mas sendo ele o ponto fulcral na formação da sua história, e, por consequência, o fundamento base que fechará num mesmo sentido todas as revelações deste estudo. “Cabo de Mar”, chamavam-lhe os velhos, pretendendo com esta expressão designar um rio subterrâneo. «Dizem que vem de França, atravessa a Espanha, dá a curva em Sousel, e passa aqui, debaixo da vila». Coincidência, ou talvez não, em 1982, apresentaram-se uns mergulhadores (espeleólogos) ligados a uma universidade francesa (Versailles), que procederam à sua prospecção. Neste momento aguarda-se a divulgação de um novo estudo realizados por espeleólogos portugueses nos algares das Morenas e Stº. António. Se esse “braço de mar” que “vem de França,” contribui para a alimentação da bacia hidrográfica que se espraia sobre o anticlinal de Estremoz, desde o Cano, Sousel, até ao Alandroal, e influencia o curso dessas águas subterrâneas, os geólogos nos darão conta, certamente.

Sobre a zona assinalada a vermelho, encontram-se os “Villares” de Bencatel, Alandroal e Pardais, assim como a área que engloba os algares.

O intrépido caminhante de Avis (Mário Saa), (percebi numa 2ª leitura do seu trabalho, e já lhe pedi desculpa) se à data possuísse esta informação, teria ficado na história como o investigador que localizou Ad Atrum Flamen - «Depois de Évora não há conhecidos sinais romanos até ao caudaloso Lucefécir. Mas a leste do rio intensifica-se a arqueologia romana, em “centrações”, duas das quais, as mais notáveis, são aqui conhecidas por «vilares». Há os vilares de Bencatel (fez mal em não pensar nos vilares do Alandroal, e diz que não conseguiu encontrar a Azenha das Freiras), 1,5 km. ao sul da povoação actual, e 4,5 Km. a leste, os «vilares» de Paredais.» (O nome da aldeia de Pardais, deriva do nome “Paredais”, querendo significar paredes velhas ou muros antigos). E depois, Mário Saa escreve - «Mas de Évora aos “vilares” de Bencatel nada tem que possa interessar o arqueólogo», o que significa que, com a tradução de Ad Atrum Flamen (passagem do rio obscuro), que é a povoação indicada pelo Itinerário depois de Ebura (Évora), mais a informação do curso de água subterrâneo, o historiador de Avis tiraria a lógica conclusão (Creio, do trabalho que li de Rocha Espanca, que ele não teve conhecimento, ou não deu importância, ao “braço de mar”, e no entanto, ainda há homens vivos que lá nadaram, entrando por uma gruta situada na zona conhecida por “Tapada das Caraças”que encosta à “Tapada das Moedas”. Mais tarde, aqui voltaremos).
Nova questão, certamente, se instala agora entre os leitores mais atentos – Que motivo levou o responsável pelo Itinerário de Antonino Pio a substituir o nome de uma cidade tão famosa, Lacóbriga, pelo de Ad Atrum Flamen? Duas, são as possibilidades, onde devemos procurar tão complicada resposta.
1ª – Que a cidade perdeu importância até à data da elaboração dos Itinerários (princípios do Séc. II) e passou a ter outra denominação.
2ª – Que os construtores do Itinerário, apesar da importância da cidade, para melhor cumprirem o objectivo do seu trabalho, acharam que o nome Ad Atrum Flamen era mais abrangente, portanto, passível de fornecer mais informações aos caminhantes.
A primeira possibilidade é, na minha opinião, de excluir. No ano de 663, sob o domínio visigótico, (a estrutura eclesiástica manteve-se apesar da queda do Império Romano do Ocidente), vemos a assinatura de Servus-Dei, Bispo Lacobricense, no 4º Concílio de Toledo, o que pressupõe a continuação do seu esplendor, e conhecemos, em traços gerais, a sua importância durante o período árabe com a designação de Al Azwiya, nome que Lagos também reclama (o erudito António Rey, caiu involuntariamente nesta mistificação, sem atender à etimologia da Azwiya (Azóia) que identificou no barlavento algarvio – Al Rhayiana), e que, aplicado a uma povoação como Lacóbriga, se poderá traduzir como Cidade-Hospedaria (função também desempenhada pelos mosteiros). Seria a cidade algarvia uma hospedaria para os peregrinos (a 35 km.!) que se dirigiam ao templo inexistente em Sagres? Mas, tirando proveito da “simpática” recolha documental dos mistificadores que pretenderam construir um passado fictício para a cidade de Lagos, podemos aproveitar um pouco da “sua” história - «Abderraman, califa de Córdova, reedificou as muralhas dotando-as com duas ordens de grossos muros e torres.» Conforme se pode verificar na seguinte figura…

Resta-nos pois, a 2ª possibilidade - vejamos o que está subentendido no seu enunciado e a surpreendente conclusão a que nos conduz. Que significação tão relevante poderia conter Ad Atrum Flamen (passagem do rio obscuro) para se sobrepor ao nome de uma cidade como Lacóbriga? Uma única explicação pode satisfazer as premissas contidas nesta interrogação. “A Passagem do Rio Obscuro” teria, sem dúvida, que englobar no seu significado a abrangência de um destino mais famoso e procurado que a própria cidade. Portanto, apenas a fama do próprio Templo do Endovélico podia preencher esta condição. Retiremos, para exemplo demonstrativo, uma situação da atualidade. Se num mapa de Portugal, estiver mencionada a expressão “Cova da Iria”, saberemos de imediato que essa via se dirige ao centro do culto mariano, e teremos simultaneamente o conhecimento, por associação, que indica a cidade de Fátima. Assim, e da mesma forma, a “Passagem do Rio Obscuro” assinalava a estrada que conduzia ao centro do culto a Endovélico, e, por associação, à cidade envolvente, Lacóbriga.

Ora, que saibamos, sob o outeiro de S. Miguel da Mota não corre qualquer rio subterrâneo, e Lacóbriga dista deste local cerca de 4km., o que inviabiliza toda a minha argumentação anterior, ou então, por dedução contrária, inviabiliza a existência do Templo a Endovélico na localização que lhe atribuem.
Efetivamente, e tendo consciência do “sacrilégio” que representará para muitas pessoas apaixonadas por este tema, esta minha conjetura, devo afirmar, por disso estar convicto, que, quer a localização do Templo do Deus Endovélico no ermo ressequido de S. Miguel da Mota, quer no exíguo altar da Rocha da Mina (hipótese Manuel Calado), não fazem qualquer sentido.

( Amanhã terminamos a colocação deste estudo do J.C.J. , podemos entretanto informar que a totalidade do mesmo em breve poderá ser consultada em link que aqui iremos disponibilizar)

INFORMAÇÕES C.M.A..

Vai Nascer a ASSERAL, Associação Empresarial da Região do Alandroal

As principais conclusões do I Encontro Empresarial do Alandroal – promovido em Dezembro último pela autarquia em colaboração com a CIP – apontaram para a necessidade e importância da criação de uma estrutura associativa de apoio aos empresários da região nas diferentes áreas de actividade empresarial. A Câmara Municipal deu prioridade à mobilização de vontades para este fim.
Reunidos na passada sexta-feira, 30 de Março, numa sessão promovida pela câmara, empresários e investidores decidiram avançar para a criação da ASSERAL, Associação Empresarial da Região do Alandroal, que será formalmente constituída na primeira quinzena de Abril.
Estão já envolvidos alguns dos principais empresários locais, mas o objectivo é chegar a todos. A associação pretende envolver desde o pequeno comerciante ou agricultor até ao maior empregador privado do concelho – a ALANDAL – que já está confirmada como futura sócia. Os corpos sociais estão em formação, sendo certo que o Eng. Luís Bulhão Martins aceitou o convite para assumir a presidência da mesa da assembleia geral.
O Presidente da Câmara apelou ao envolvimento, desde o início, de todos os empresários do concelho, referindo que “só com uma acção concertada de todos os que escolheram o Alandroal para viver e investir poderemos transformar as grandes potencialidades do concelho numa realidade.”
João Grilo quis deixar claro que nem o presidente da câmara nem a câmara municipal farão parte da estrutura desta associação que será totalmente independente e formada por empresários e para empresários: “Criámos as condições, captámos investidores e mobilizámos os empresários para se unirem pelo crescimento dos seus negócios. A câmara estará cá para ajudar no que são as suas competências e para o desenvolvimento de projectos comuns. Sabemos que esta é a forma certa e segura de promover desenvolvimento económico do concelho e a criação de emprego, que são os nossos grandes objectivos enquanto autarcas.”
Para o autarca este é ainda o culminar de um trabalho de mais de dois anos “que não se vê” mas que é fundamental para retirar o concelho da estagnação económica em que sempre viveu e não é um fim em si mesmo, é ao mesmo tempo o início de um processo que vai seguramente dar frutos no médio e longo prazo. “Esta associação devia ter nascido há 20 anos e há 10 anos já era essencial. Está a nascer no momento mais difícil, mas acreditamos que vai ser um contributo importante para mudar o concelho para melhor.”
A associação, vai apoiar os seus associados em diversas áreas como o acesso a fundos comunitários, o desenvolvimento de produtos, ou a formação profissional. Em parceria com a Câmara Municipal está já prevista a criação de uma Área de Acolhimento Empresarial na actual Zona Industrial, que integra um Centro de Apoio Tecnológico às Empresas, e a criação de uma marca de qualidade para os produtos do concelho.

Gabinete de Imprensa C.M.A.

FENÓMENO

Mal cairam umas chuvas...floriu e deu estes frutos esquisitos

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM


Tempestade
Miguel Sampaio
 
Segunda, 02 Abril 2012 13:00
Começa a avolumar-se a terrível sensação de ver o país à deriva.
Um Presidente alheado dos problemas dos cidadãos, tendo como objetivo principal passar pelo incendio da crise sem se chamuscar, um governo fraco e submisso aos interesses dos mais poderosos, que põe todo o ónus da mesma sobre os ombros das classes menos desfavorecidas, fazendo desaparecer a classe média que seria sempre, em qualquer circunstância, o motor da economia.
Para acentuar os tons negros deste cenário de tempestade, temos agora um parlamento que não funciona, com o maior partido da oposição sujeito a um acordo catastrófico que promoveu e assinou, e que, cai que nem sopa no mel nos interesses do capital financeiro e especulador, que os partidos do governo defendem com unhas e dentes.
Toda a receita que o governo consegue extorquir de uma classe trabalhadora moribunda, vai diretamente dos cofres do Estado para os bolsos dos credores, em vez de ser canalizada para o investimento no setor produtivo que gera riqueza e emprego.
O estado social tal como o conhecemos, não existe mais e não tarda o tempo em que será apenas uma pobre desculpa para transferir lucros para os privados, via seguradoras e instituições do género, deixando para os mais pobres, que são em última análise os mais necessitados uma proteção social de refugo, uma saúde inexistente, uma escola de analfabetos funcionais.
Os sindicatos, ao aceitarem dar voz a estratégias partidárias, transformam-se aos poucos em cabeças sem corpo, com os seus dirigentes por força dos cargos que desempenham a afastarem-se dos locais de trabalho e a serem associados pelos trabalhadores à generalizada descredibilização dos partidos políticos.
Restam-lhes ações de rua, mais ou menos mediáticas mas cuja adesão e impacto real são diminutos e facilmente aproveitados pelo poder para justificar o ataque cerrado que faz aos direitos dos trabalhadores.
Acresce a isto que num país em que o desemprego e a precarização atingem já uma percentagem muito significativa de cidadãos, estes não se reveem na ação das centrais sindicais, ainda viradas para um paradigma que já não existe em virtude do golpe de estado neo liberal.
Sem referências que contextualizem uma resposta concertada à política do capital, assistimos a uma divisão entre os mais atingidos pela crise, com uns a tentarem segurar o pouco que ainda têm e assumindo uma atitude cordata face à crise, e outros a agirem motivados pelo desespero numa violência sem rumo, que gera insegurança e mais incertezas e mais repressão, por parte de um aparelho de estado que deixou à muito de servir os cidadãos para passar a ser o braço armado deste poder que oprime e que tem da democracia uma visão muito particular.
Miguel Sampaio

BREVES DO ALENTEJO

Os pratos de borrego vão estar em destaque, de 2 a 9 de Abril, na Semana Gastronómica promovida pela Turismo do Alentejo.

Situado no coração do Parque Natural da Serra de São Mamede, na Portagem - a 4 quilómetros de Marvão - num local fresco e acolhedor junto ao rio Sever e à sua piscina natural, o Sever Rio Hotel é a nova unidade de três de estrelas do Alentejo.

As principais unidades hoteleiras do Alentejo estão quase cheias ou com perspetivas de lotar no fim de semana prolongado da Páscoa

Uma Rota do Património Industrial centralizada na zona dos mármores do Alentejo arranca em 2013, com visitas a pedreiras e fábricas de transformação de mármores, revelou hoje o presidente da Turismo do Alentejo, Ceia da Silva.

Mais de 100 restaurantes do Alentejo aderiram à Semana Gastronómica do Borrego que se realiza a partir de hoje e até ao próximo dia 9.

PS: Eleições para a Federação do Baixo Alentejo a 15 e 16 de Junho.

Évora está entre os distritos do país em que as autoridades registaram um maior aumento da criminalidade violenta no ano passado.

Elvas: Pousada de Santa Luzia com actividade suspensa

METEOROLOGIA - ASSIM COMEÇOU ABRIL

O Céu. Fotos F.Tátá

domingo, 1 de abril de 2012

DESPORTO NO FIM -DE-SEMANA

Distritais de Évora

Divisão de Honra
Perolivense 0– Sporting de Viana 7
Estremoz 6 – Canaviais 2
Calipolense 1 – Oriola 1
Giesteira 0 – Escouralense 2
Lavre 3 – Borbense 1
Portel 2 – Bencatelense 0
Monte Trigo 5 – Santiago Maior 2

1ª Divisão
Fazendas do Cortiço 1 – Cabrela 1
Brotense 3 – Luso Morense 2
Corval 4 – Santana do Campo 0
Arcoense 0 – Alcaçovense 0
Aldeense 3 – Valenças 3
Arraiolense 3 – Rosário 0
S. Manços 2 – S. Bartolomeu do Outeiro 2.

Concelho do Alandroal
Iniciados: Lusitano B  1– Terena  0
Benjamins: Afeiteira 3 – Terena  3
Infantis: Montoito 6 – Terena  2
Juvenis: Estrela – Rosário


Nacionais

2ª Divisão
Monsanto 3 – Juventude 1
Reguengos 1 – Pinhal Novense 2
Torriense  1- Estrela 2

3ª Divisão
Aljustrelense 2 – Sesimbra 0
Redondense 0 – União Montemor 0

Juniores A
União 2 - Desp Portugal 2
Lusitano 0– Atlético C.P. 0

DOMINGO DE RAMOS - BENZER O ALECRIM E COLOCAR CRUZ NA SEARA

VERDE É VERDE CHEIRA…FICA PRÊSO ATÉ À QUINTA FEIRA

NÃO SE ESQUEÇA DE ME OFERECER AS AMÊNDOAS

Retirado do comentár

E responde:

a Senhora,entregando "docemente" o pequeno ramo de alecrim ao Cavalheiro:
VERDE É VERDE HÁ-DE CHEIRAR, FICAS PRESO ATÉ ME DARES O FOLAR.
Doces Páscoas
Tói da Dadinha 

É JÁ OFICIAL

Em primeira-mão O Al Tejo pode já informar o Programa delineado para a inauguração do novo Campo de Futebol do Alandroal que irá ter lugar no próximo dia 31 de Abril.


ASSIM:


VAMOS TODOS ESTAR PRESENTES NESTE GRANDIOSO ACONTECIMENTO !!!!

O BORDA D´ÁGUA NO MUNDO RURAL – (Rubrica mensal do Tói da Dadinha)

« EM ABRIL ÁGUAS MIL »

- AGRICULTURA
Mondar e sachar os campos semeados no mês anterior, rega matutina. Plantar espargos e morangueiros. Semear milho e plantar batata nas terras mais secas e, no final do mês, nas terras mais fundas.

- HORTA
No Crescente (dia 29) semear, em local definitivo, abóboras, batata, beterraba, brócolos, cenoura, couves, fava, feijão, melão, melancia, nabo, pimento, rabanete, salsa, etc. Em viveiro, semear cebola, pepino e tomate. Nos últimos dias do mês, semear feijão temporão. Limbar os rebentos (ladrões) nos enxertos efectuados nas árvores de fruta. Na vinha, fazer os tratamentos contra o míldio, oídio e outros: ADUBAR AS CASTAS MAIS ENVELHECIDAS.

- JARDIM
Semear estrelas do Egipto, girassóis e malmequeres: colher as flores dos lilases, margaridas, etc. Plantar begónias, dálias, gladíolos e jarros.

- ANIMAIS
Higiene das vacas leiteiras e separar os vitelos das mães. Tosquia das ovelhas no Minguante (dia 13).

Bons êxitos, com afectuosas saudações RURAIS e "PASCAIS"

Tói da Dadinha