A propósito da “vergonhosa” notícia que nos deu conta do lugar ocupado pelo principal meio de ensino de todo o Concelho do Alandroal e a qual não me passou despercebida na leitura semanal do Expresso, mas que até tive vergonha de aqui colocar, (não resisti posteriormente a dar conta da mesma em comentário “puxado” para primeira página), não posso de maneira alguma após a leitura de vários comentários aqui colocados, assim como no blogue do colega Alandroalandia deixar de tecer algumas considerações sobre o assunto. Digamos que houve comentários para todos os gostos e paladares. Desde deitar as culpas para as infra-estruturas (como se não fossem todas iguais), culpabilizar o poder autárquico (como se este tivesse algo a ver com a metodologia determinada pelo Ministério da Educação), pela falta de humanização e apoio aos alunos (como se os mesmos não tivessem uma cantina para refeições, um amplo espaço de convívio, um espaço para praticar outras actividades, um acompanhamento para auxílio dos mais carenciados, dos professores (como se estes noutras escolas não tivessem já demonstrado o seu valor). Enfim… da leitura dos referidos comentários poucos foram que tiveram a coragem de (em meu entender, e porque indirectamente estou ligado ao problema) apontar a principal causa do fraco desempenho doa alunos do Agrupamento da Escola do Alandroal- EB2,3 Diogo Lopes de Sequeira. Eu digo-vos, e sem qualquer temor: SÃO OS PAIS e a educação baseada na politiquice barata, onde por vezes tentam logo na flor da idade, em vez da conversa, sobre cultura geral, o ensino do português, o aconselhamento da leitura de certos autores, o ensino da TABUADA, preferem encher-lhes o Cérbero com Nabais versus Grilo. Isto para não falar do tempo que não dedicam ao ensino e acompanhamento, ao interesse pelas reuniões de pais, preferindo o copo com o amigo, ou a conversa de mal dizer.
Não, não é a Escola em si que tem a culpa, dali já saíram muitos licenciados, que progrediram na vida. E até em condições de infra- estruturas, nada semelhantes ao actual, para não falar do saudoso Externato que deu o nome à Escola onde tantos hoje singraram e são alguém.
E sabem porque me “atrevo” a escrevinhar estas linhas?
Porque estou atento aos comentários aqui colocados. E não me é difícil verificar que quando se trata de assuntos de “escárnio e mal dizer”, de politiquice barata, se verifica de imediato uma participação jovem. Ao contrário quando se abordam assuntos que merecem uma maior reflexão: estão-se nas tintas.
Ainda eu há pouco tempo sugeria uma disciplina facultativa sobre a história do Alandroal!
Valha-nos Nossa Senhora da Conceição (quantos saberão que é a nossa Padroeira?). Pêro Rodrigues, Diogo Lopes de Sequeira, (quantos saberão quem foram?), a água do Cidral e os figos de carambô.
Chico Manuel
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
BREVES CÁ DO ALENTEJO
Até anteontem, o aeroporto de Beja viveu de um voo para Cabo Verde e uma operação charter (Londres/Beja) que custou 400 mil euros à Agência de Promoção Turística do Alentejo (APTA).
Deputados do PCP no Parlamento Europeu iniciam hoje, uma jornada no Alentejo sobre agricultura e ambiente e participam amanhã, em Alvito, numa sessão pública sobre “Água e Recursos Hídricos no Alentejo”.
O Alentejo vai receber no próximo ano 369 milhões 660 mil 562 euros do Orçamento de Estado no quadro da “Repartição Regionalizada dos Programas e Medidas”.
Parece que é desta que vai mesmo acabar a Volta ao Alentejo em bicicleta! Com 29 anos de existência, a "Alentejana" foi retirada dos calendários nacional e internacional de 2012 pela PAD
Campo Maior: Festas do Povo candidatas a Património da Humanidade
IMPRENSA REGIONAL
Deputados do PCP no Parlamento Europeu iniciam hoje, uma jornada no Alentejo sobre agricultura e ambiente e participam amanhã, em Alvito, numa sessão pública sobre “Água e Recursos Hídricos no Alentejo”.
O Alentejo vai receber no próximo ano 369 milhões 660 mil 562 euros do Orçamento de Estado no quadro da “Repartição Regionalizada dos Programas e Medidas”.
Parece que é desta que vai mesmo acabar a Volta ao Alentejo em bicicleta! Com 29 anos de existência, a "Alentejana" foi retirada dos calendários nacional e internacional de 2012 pela PAD
Campo Maior: Festas do Povo candidatas a Património da Humanidade
IMPRENSA REGIONAL
CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM
Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/
Au(s)to(e)ridade?!
Martim Borges de Freitas
Sexta, 21 Outubro 2011 09:56
Como não poderia deixar de ser, o assunto, hoje, é a austeridade. Ou melhor, a austeridade de que já todos nós pensávamos que não seria acrescentada. Depois dos três aumentos de impostos das férias de verão, julgávamos nós – eu, pelo menos – que já não haveria novo conjunto de medidas de austeridade, ainda por cima tratando-se de medidas tão duras. Esmiucemos, um bocadinho, o assunto…
Desde 2009, mais concretamente, desde as eleições legislativas desse ano, que os portugueses, de pacote em pacote, de PEC em PEC, de Orçamento em Orçamento, de buraco em buraco, têm vindo a ser, mais do que confrontados, afrontados por mais e mais medidas de austeridade. Pode mesmo dizer-se que cada medida tem sido pior do que a anterior. Não o digo em termos de necessidade da medida em si, mas digo-o em termos de repercussão para a qualidade de vida dos cidadãos. Neste sentido, cada medida anunciada tem sido sempre melhor do que a futura, aquela que ainda vai ser anunciada. O que obviamente nos torna ainda mais descrentes quanto ao futuro do país.
Mas, se há coisas que não percebo, outras há que me deixam absolutamente estarrecido.
No início deste ano, o quadro político português começou a redesenhar-se. Com a eleição de Cavaco Silva e, sobretudo, após o seu discurso de tomada de posse, a crise política, porque já existia, agudizou-se. Depois, foi o que se sabe e que ainda está na memória de todos. O que parece não estar na memória de todos é que houve gente, uns mais ilustres do que outros, é certo, mas houve gente que pediu, antes das eleições legislativas, para que antes das eleições legislativas fosse conhecido com exactidão o quadro económico-financeiro do país, designadamente o das contas públicas e o do endividamento externo. Houve quem tivesse afirmado que o mais importante papel que o Presidente da República poderia ter tido nesse período, que mediou entre a abertura da crise política e a data das eleições, teria sido, justamente, o de tudo fazer junto das instituições convenientes para garantir que aqueles dados fossem do conhecimento de todos, repito, antes das eleições. Para que todos pudéssemos votar em consciência e, mais, para que não voltássemos a ouvir no discurso politico de quem governa que, afinal, o novo Governo não sabia tudo e que desconhecia mesmo o mais importante. E se nem o Presidente da República foi capaz ou quis obter e fornecer esses dados, também o Governo, não sei se por estratégia, táctica ou outra, não tem sido capaz ou não tem querido dizer-nos tudo de uma vez. Não falo do que não depende de nós, portugueses. Falo apenas daquilo que de nós portugueses depende. Que está o Governo manietado, é verdade! Que está o país numa situação terrível, é verdade! Mas que não se tenha sido capaz de chegar ao mês de Outubro no mês de Julho, fosse pela mão de quem fosse, acho demasiado! O problema é que vai parecendo começar a sobrar em austeridade aquilo que vai começando a faltar em autoridade, em autoridade moral. Esta semana, o Secretário de Estado Carlos Moedas veio dizer: acabou! Que o Governo está finalmente na posse de todos os dados. Espero que sim. Espero sinceramente que sim. O pior que poderia acontecer era este Governo começar a parecer-se, nesta matéria, com o Governo de José Sócrates. E aí punha-se, mais do que uma questão de autoridade, moral ou outra, uma questão de legitimidade. Espero que quem manda politicamente neste país tenha a clara noção disso mesmo e que não perca aquele que para mim continua a ser o mais importante capital político de que se pode dispor em política verdadeira: a autoridade moral.
Lisboa, 20 de Outubro de 2011
Martim Borges de Freitas
Au(s)to(e)ridade?!
Martim Borges de Freitas
Sexta, 21 Outubro 2011 09:56
Como não poderia deixar de ser, o assunto, hoje, é a austeridade. Ou melhor, a austeridade de que já todos nós pensávamos que não seria acrescentada. Depois dos três aumentos de impostos das férias de verão, julgávamos nós – eu, pelo menos – que já não haveria novo conjunto de medidas de austeridade, ainda por cima tratando-se de medidas tão duras. Esmiucemos, um bocadinho, o assunto…
Desde 2009, mais concretamente, desde as eleições legislativas desse ano, que os portugueses, de pacote em pacote, de PEC em PEC, de Orçamento em Orçamento, de buraco em buraco, têm vindo a ser, mais do que confrontados, afrontados por mais e mais medidas de austeridade. Pode mesmo dizer-se que cada medida tem sido pior do que a anterior. Não o digo em termos de necessidade da medida em si, mas digo-o em termos de repercussão para a qualidade de vida dos cidadãos. Neste sentido, cada medida anunciada tem sido sempre melhor do que a futura, aquela que ainda vai ser anunciada. O que obviamente nos torna ainda mais descrentes quanto ao futuro do país.
Mas, se há coisas que não percebo, outras há que me deixam absolutamente estarrecido.
No início deste ano, o quadro político português começou a redesenhar-se. Com a eleição de Cavaco Silva e, sobretudo, após o seu discurso de tomada de posse, a crise política, porque já existia, agudizou-se. Depois, foi o que se sabe e que ainda está na memória de todos. O que parece não estar na memória de todos é que houve gente, uns mais ilustres do que outros, é certo, mas houve gente que pediu, antes das eleições legislativas, para que antes das eleições legislativas fosse conhecido com exactidão o quadro económico-financeiro do país, designadamente o das contas públicas e o do endividamento externo. Houve quem tivesse afirmado que o mais importante papel que o Presidente da República poderia ter tido nesse período, que mediou entre a abertura da crise política e a data das eleições, teria sido, justamente, o de tudo fazer junto das instituições convenientes para garantir que aqueles dados fossem do conhecimento de todos, repito, antes das eleições. Para que todos pudéssemos votar em consciência e, mais, para que não voltássemos a ouvir no discurso politico de quem governa que, afinal, o novo Governo não sabia tudo e que desconhecia mesmo o mais importante. E se nem o Presidente da República foi capaz ou quis obter e fornecer esses dados, também o Governo, não sei se por estratégia, táctica ou outra, não tem sido capaz ou não tem querido dizer-nos tudo de uma vez. Não falo do que não depende de nós, portugueses. Falo apenas daquilo que de nós portugueses depende. Que está o Governo manietado, é verdade! Que está o país numa situação terrível, é verdade! Mas que não se tenha sido capaz de chegar ao mês de Outubro no mês de Julho, fosse pela mão de quem fosse, acho demasiado! O problema é que vai parecendo começar a sobrar em austeridade aquilo que vai começando a faltar em autoridade, em autoridade moral. Esta semana, o Secretário de Estado Carlos Moedas veio dizer: acabou! Que o Governo está finalmente na posse de todos os dados. Espero que sim. Espero sinceramente que sim. O pior que poderia acontecer era este Governo começar a parecer-se, nesta matéria, com o Governo de José Sócrates. E aí punha-se, mais do que uma questão de autoridade, moral ou outra, uma questão de legitimidade. Espero que quem manda politicamente neste país tenha a clara noção disso mesmo e que não perca aquele que para mim continua a ser o mais importante capital político de que se pode dispor em política verdadeira: a autoridade moral.
Lisboa, 20 de Outubro de 2011
Martim Borges de Freitas
DESPORTO PARA O FIM-DE-SEMANA
FUTEBOL
Distritais de Évora
Divisão de Honra - 23/10! 16 horas
Giesteira – Perolivense
Calipolense – Lavre
Estremoz – Portel
Sporting de Viana – Monte Trigo
Canaviais – Santiago Maior
Oriola - Bencatelense
Escouralense – Borbense.
1ª Divisão – 23/10/16 horas
Arcoense – Fazendas do Cortiço
Corval – Aldeense
Brotense – Arraiolense
Cabrela – S. Manços
Luso Morense – S. Bartolomeu do Outeiro
Santana do Campo – Rosário
Alcaçovense – Valenças.
Torneio de preparação iniciados: Terena – Calipolense – 23/10/10,30
Distrital Benjamins Futebol de 7 : Terena – Borbense – 22/10/10,30
Nacionais
2ª Divisão
Juventude – Moura
Louletano – Estrela de Vendas Novas
Atlético de Reguengos – 1º Dezembro
3ª Divisão
Aljustrelense – União de Montemor
Redondense – Messinense.
Juniores A :
União de Montemor - Atlético CP
Lusitano – Oeiras.
GRUPO UNIÃO SPORT
Jogos para o fim e semana de 22 e 23 de Outubro de 2011
Camp. Nacional da 3º Div. - Serie F - SCM Aljustrelense / Grupo União Sport- 23/10/2011 15.00
Camp. Nacional de Juniores "A" - II Div. - Grupo União Sport / Atlético C Portugal - 22/10/2011 15.00 - Estádio 1º de Maio
Torneio de Preparação de Iniciados - Serie B - Grupo União Sport / Sport C Alcaçovense - 23/10/2011 10.30 - Parq. Desportivo Municipal
Camp. Distrital de Infantis 1º Fase - Serie C - Grupo União Sport "A" / Lusitano C Arraiolense - 22/10/2011 9.30 - Parq. Desportivo Municipal
Camp. Distrital de Infantis 1º Fase - Serie D - Sporting Viana / Grupo União Sport "B" - 22/10/2011 9.30
Camp. Distrital de Benjamins 1º Fase - Serie C - Grupo União Sport "B" / Lusitano GC "A" - 22/10/2011 11.00 - Parq. Desportivo Municipal
Camp. Distrital de Benjamins 1º Fase - Serie D - Luso Morense / Grupo União Sport "A"
Encontro Joga á Bola escalão Traquinas - 22/10/2011 14h00 as 17h00 em Esttremoz
ASSOCIAÇÃO FUTEBOL ÉVORA
Distrital de Seniores Femininos: Barbus Futsal – Almansor
RUGBY
Agenda de fim-de-semana 22/23 Outubro do RCM
Dia 22 - Sub-18 - 3.ª Jornada do Campeonato Nacional /Grupo A - RCM - GD Direito - 15,30h no Parque Desportivo de Montemor-o-Novo
Dia 23 - Séniores - 3.ª Jornada do Campeonato Nacional da I Divisão - RC Santarém - RCM - 15 horas no Chã das Pateiras, em Santarém .
O desportivismo do nosso colaborador João Lebre
Para os Sportinguistas os meus (dele) parabéns
Distritais de Évora
Divisão de Honra - 23/10! 16 horas
Giesteira – Perolivense
Calipolense – Lavre
Estremoz – Portel
Sporting de Viana – Monte Trigo
Canaviais – Santiago Maior
Oriola - Bencatelense
Escouralense – Borbense.
1ª Divisão – 23/10/16 horas
Arcoense – Fazendas do Cortiço
Corval – Aldeense
Brotense – Arraiolense
Cabrela – S. Manços
Luso Morense – S. Bartolomeu do Outeiro
Santana do Campo – Rosário
Alcaçovense – Valenças.
Torneio de preparação iniciados: Terena – Calipolense – 23/10/10,30
Distrital Benjamins Futebol de 7 : Terena – Borbense – 22/10/10,30
Nacionais
2ª Divisão
Juventude – Moura
Louletano – Estrela de Vendas Novas
Atlético de Reguengos – 1º Dezembro
3ª Divisão
Aljustrelense – União de Montemor
Redondense – Messinense.
Juniores A :
União de Montemor - Atlético CP
Lusitano – Oeiras.
GRUPO UNIÃO SPORT
Jogos para o fim e semana de 22 e 23 de Outubro de 2011
Camp. Nacional da 3º Div. - Serie F - SCM Aljustrelense / Grupo União Sport- 23/10/2011 15.00
Camp. Nacional de Juniores "A" - II Div. - Grupo União Sport / Atlético C Portugal - 22/10/2011 15.00 - Estádio 1º de Maio
Torneio de Preparação de Iniciados - Serie B - Grupo União Sport / Sport C Alcaçovense - 23/10/2011 10.30 - Parq. Desportivo Municipal
Camp. Distrital de Infantis 1º Fase - Serie C - Grupo União Sport "A" / Lusitano C Arraiolense - 22/10/2011 9.30 - Parq. Desportivo Municipal
Camp. Distrital de Infantis 1º Fase - Serie D - Sporting Viana / Grupo União Sport "B" - 22/10/2011 9.30
Camp. Distrital de Benjamins 1º Fase - Serie C - Grupo União Sport "B" / Lusitano GC "A" - 22/10/2011 11.00 - Parq. Desportivo Municipal
Camp. Distrital de Benjamins 1º Fase - Serie D - Luso Morense / Grupo União Sport "A"
Encontro Joga á Bola escalão Traquinas - 22/10/2011 14h00 as 17h00 em Esttremoz
ASSOCIAÇÃO FUTEBOL ÉVORA
FUTSAL
Distrital de Seniores Femininos: Barbus Futsal – Almansor
RUGBY
Agenda de fim-de-semana 22/23 Outubro do RCM
Dia 22 - Sub-18 - 3.ª Jornada do Campeonato Nacional /Grupo A - RCM - GD Direito - 15,30h no Parque Desportivo de Montemor-o-Novo
Dia 23 - Séniores - 3.ª Jornada do Campeonato Nacional da I Divisão - RC Santarém - RCM - 15 horas no Chã das Pateiras, em Santarém .
O desportivismo do nosso colaborador João Lebre
Para os Sportinguistas os meus (dele) parabéns
Fotos: João Lebre
CINE CLUBE DOMINGOS MARIA PEÇAS - (HOMENAGEM)
UIVO
O filme “Uivo” centra-se no processo instaurado contra o poeta Allen Ginsberg, na década de 50, acusado de pornografia no seu poema “Howl”. O filme recria a vida de Allen Ginsberg e do poema Howl, explorando géneros e temas que ainda hoje são actuais: a definição de obscenidade, os limites da liberdade de expressão, a natureza da arte.
Realizador: Rob Epstein, Jeffrey Friedman
Argumento: Rob Epstein, Jeffrey Friedman
Intérpretes: James Franco, Jon Hamm, Mary-Louise Parker, Jeff Daniels, David Strathairn, Alessandro Nivola, Treat Williams, Aaron Tveit, Bob Balaban, Todd Rotondi, Cecilia Foss
Veja; http://howlthemovie.com/
O filme “Uivo” centra-se no processo instaurado contra o poeta Allen Ginsberg, na década de 50, acusado de pornografia no seu poema “Howl”. O filme recria a vida de Allen Ginsberg e do poema Howl, explorando géneros e temas que ainda hoje são actuais: a definição de obscenidade, os limites da liberdade de expressão, a natureza da arte.
Realizador: Rob Epstein, Jeffrey Friedman
Argumento: Rob Epstein, Jeffrey Friedman
Intérpretes: James Franco, Jon Hamm, Mary-Louise Parker, Jeff Daniels, David Strathairn, Alessandro Nivola, Treat Williams, Aaron Tveit, Bob Balaban, Todd Rotondi, Cecilia Foss
Veja; http://howlthemovie.com/
VAMOS TODOS MARCAR PRESENÇA
Existe o sério perigo de as urgências encerrarem no período nocturno! Algo inaceitável e que prejudica gravemente a população! Participa! Junta-te à luta!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
NOTAS SOLTAS - POR SEAN
« Notas Soltas »
Duma visita aos arredores de Sevilha
Este soneto de Rafael Alberti, tem aqui lugar porque o Autor deu o nome ao Centro Cultural em que o Alandroal foi homenageado, numa tarde imprevista, de muita música e alegria.
E porque é muito belo, pois claro.
Ven mi amor, en la tarde del verano,
y siéntate commigo a ver el viento.
Aunque no estés, mi solo pensamiento
es sol, nosotros, el viento e el año.
Tú no te vas, porque mi amor te tiene.
Yo no me iré, pues junto a ti me siento
más vida de tu sangre, más tu aliento,
más luz del corazón que me sostiene.
Tú no te irás, mi amor, aunque lo quieras.
Tú no te irás, mi amor, y si te fueras
aun yéndote, mi amor, jamás te irías.
Es tuya mi canción, en ella estoy.
Y en esse viento que va y viene voy.
Y en esse viento siempre me verías.
Rafael Alberti - Sevilla – 1936
Acabando de sair do Centro Cultural Rafael Alberti, o sol apanhou-os mesmo de frente.
Era o sol de fim de tarde que desaparecia no horizonte.
Tarde de verão.
Eram quatro, os companheiros dessa tarde de fim de verão : José Ricón, José Algaba, Pepe Gil e o escriba destas linhas. Vinham de almoçar um “cocido de garbanzos”, comida pouco aconselhável para um verão a pique. Mais valia terem comido o gaspacho andaluz. Seria, pelo menos, mais refrescante.
Mas a insistência de Maria Candelária, “cantinera” do Centro Cultural, e companheira de muitas cumplicidades com todos eles, resolvera-os a mandar-se àquela comida quente e espessa.
Desforraram-se na sangria que chegava à mesa em jarros de barro e muito gelada.
Duas palavras mais sobre a Maria Candelária, até porque foi ela a culpada daquela tardada. Mulher a beirar os quarenta anos, elegante, de olhos e cabelos claros e, a avaliar pela qualidade do cozido, uma cozinheira de primeira. Assim que os apanhou sentados à mesa, a petiscar as entradas, já não largou o telemóvel, avisando todos os que tinham passado uma temporada no Alandroal, ao abrigo do intercâmbio europeu, Leonardo da Vinci.
Os primeiros a chegar foram os que estavam desempregados : Clemente Luís, António Valverde e Maria del Rosário. Depois, à medida que deixavam os empregos, chegaram cerca de mais dez. Os outros, os dez ou doze que faltavam, tinham ido procurar vida noutros lugares.
Foi um olhar sobre o passado, foi recordar as aventuras vividas durante o mês que passaram no Alandroal.
Veio à baila o Quartel dos Bombeiros do Alandroal, local aonde dormiam. As visitas ao palácio de Vila Viçosa, as aulas na EPRAL, os piqueniques organizados junto ao rio Quadiana.
Houve até quem se atrevesse a falar português. E com algum jeito, diga-se. Prova de que não foi inútil a sua passagem pelo Alandroal.
E, como era inevitável, já que se tratava de Sevilha, houve uma sessão de sevilhanas.
E outra de flamenco.
Foi uma tarde muito bem passada.
Contudo, a pessoa mais presente em toda aquela tarde, estava ausente.
Tratava-se da responsável pela organização, segurança e estadia no Alandroal, daquele grupo de jovens que, vindos da capital da Andaluzia, se sentiram no Alandroal, como se estivessem em sua casa.
« Vinte anos depois – outra vez – obrigado, amiga Luisa. »
Sean
Alandroal. Agosto de 2011.
Duma visita aos arredores de Sevilha
Este soneto de Rafael Alberti, tem aqui lugar porque o Autor deu o nome ao Centro Cultural em que o Alandroal foi homenageado, numa tarde imprevista, de muita música e alegria.
E porque é muito belo, pois claro.
Ven mi amor, en la tarde del verano,
y siéntate commigo a ver el viento.
Aunque no estés, mi solo pensamiento
es sol, nosotros, el viento e el año.
Tú no te vas, porque mi amor te tiene.
Yo no me iré, pues junto a ti me siento
más vida de tu sangre, más tu aliento,
más luz del corazón que me sostiene.
Tú no te irás, mi amor, aunque lo quieras.
Tú no te irás, mi amor, y si te fueras
aun yéndote, mi amor, jamás te irías.
Es tuya mi canción, en ella estoy.
Y en esse viento que va y viene voy.
Y en esse viento siempre me verías.
Rafael Alberti - Sevilla – 1936
Acabando de sair do Centro Cultural Rafael Alberti, o sol apanhou-os mesmo de frente.
Era o sol de fim de tarde que desaparecia no horizonte.
Tarde de verão.
Eram quatro, os companheiros dessa tarde de fim de verão : José Ricón, José Algaba, Pepe Gil e o escriba destas linhas. Vinham de almoçar um “cocido de garbanzos”, comida pouco aconselhável para um verão a pique. Mais valia terem comido o gaspacho andaluz. Seria, pelo menos, mais refrescante.
Mas a insistência de Maria Candelária, “cantinera” do Centro Cultural, e companheira de muitas cumplicidades com todos eles, resolvera-os a mandar-se àquela comida quente e espessa.
Desforraram-se na sangria que chegava à mesa em jarros de barro e muito gelada.
Duas palavras mais sobre a Maria Candelária, até porque foi ela a culpada daquela tardada. Mulher a beirar os quarenta anos, elegante, de olhos e cabelos claros e, a avaliar pela qualidade do cozido, uma cozinheira de primeira. Assim que os apanhou sentados à mesa, a petiscar as entradas, já não largou o telemóvel, avisando todos os que tinham passado uma temporada no Alandroal, ao abrigo do intercâmbio europeu, Leonardo da Vinci.
Os primeiros a chegar foram os que estavam desempregados : Clemente Luís, António Valverde e Maria del Rosário. Depois, à medida que deixavam os empregos, chegaram cerca de mais dez. Os outros, os dez ou doze que faltavam, tinham ido procurar vida noutros lugares.
Foi um olhar sobre o passado, foi recordar as aventuras vividas durante o mês que passaram no Alandroal.
Veio à baila o Quartel dos Bombeiros do Alandroal, local aonde dormiam. As visitas ao palácio de Vila Viçosa, as aulas na EPRAL, os piqueniques organizados junto ao rio Quadiana.
Houve até quem se atrevesse a falar português. E com algum jeito, diga-se. Prova de que não foi inútil a sua passagem pelo Alandroal.
E, como era inevitável, já que se tratava de Sevilha, houve uma sessão de sevilhanas.
E outra de flamenco.
Foi uma tarde muito bem passada.
Contudo, a pessoa mais presente em toda aquela tarde, estava ausente.
Tratava-se da responsável pela organização, segurança e estadia no Alandroal, daquele grupo de jovens que, vindos da capital da Andaluzia, se sentiram no Alandroal, como se estivessem em sua casa.
« Vinte anos depois – outra vez – obrigado, amiga Luisa. »
Sean
Alandroal. Agosto de 2011.
NOTAS DE RODAPÉ DO MATABIXO (III)
Onze Interrogativas na cabeça do Matabixo
Escolhemos este número de interrogativas sobre os tempos difíceis e injustos que estamos a viver porque nos situa num aniversário e na atitude participativa de duas mulheres, estudantes seniores alandroalenses, que consideramos bastante. Merecendo portanto que (lhe) apresentemos de forma criativa esta lembrança.
Passamos ao que deveras interessa e pode ser aqui abordado.
I. Interrogativas de natureza politica
1.O capitalismo de casino que nos calhou agora viver, desligou-se completamente da realidade social e das capacidades produtivas da sociedade? Há alternativas a este caos predador?
2.Este poder do sistema capitalista vai acabar de vez com o que resta das soberanias e identidades nacionais?
3.Em Nova York, Londres, Madrid e em Lisboa já estão na forja novas formas acampadas e supra partidárias de luta social?
4.Esta vontade de transformação das representações politicas, à escala global, é incompatível com a globalização? Ao lado desta crise, haverá também a possibilidade de um novo renascimento?
II. Interrogativas de natureza social
5. Será que, à semelhança do que sucedeu nas cidades inglesas e atendendo aos custos de uma crise financeira que, em Portugal, não podemos pagar em prazo tão curto, têm de ser sempre os mesmos a pagar a factura? A classe média está em vias de extinção? Há também cada vez mais jovens, pobres e desempregados e não apenas “ex-operários” a saírem desesperados à rua?
6. A Europa pode vir a ser um importante território de novas lutas sociais e de transformação deste estado de coisas tal como, aliás, já aconteceu nos três séculos anteriores?
7. A luta pela liberdade também se faz contra os poderes corruptos, ocultos e autoritários que, à escala global, acumulam cada vez mais riqueza, a partir do interior e servindo-se da variedade de poderes de actuação dos próprios Estados?
III. Interrogativas nacionais e alandroalenses?
8. Está a confirmar-se a ideia de Agostinho da Silva das “Conversas Vadias” de que se não tivéssemos cuidado e visão não era Portugal que entrava na Europa… mas era a Europa que entrava por aqui adentro e nos desfazia em três penadas . Com os olhos já postos na projecção e campos de acção da Lusofonia?
9. É aconselhável que o Governo tenha a noção correcta de que ´nunca se deve humilhar os vencidos` como já está a acontecer rapidamente com os funcionários públicos e os indefesos pensionistas?...
10. Quantas freguesias é que o Concelho do Alandroal poderá vir a perder devido ao chamado fenómeno da Aglomeração/Junção ou lá como lhe queiram chamar?
Nenhuma?
Vamos estar atentos ao Documento Verde e aos debates públicos sobre esta matéria que começam para o mês que vem?
11. A Universidade Sénior, Pólo do Alandroal, olhou para a postagem que o Al Tejo publicou sobre As Fontes existentes no Concelho?
Por hoje, ficamos por aqui, tendo presente que abordar as transformações a que assistimos todos os dias, não é ser pessimista nem ser apenas céptico.
É sermos realistas. E, se possível, contar com algumas doses de optimismo histórico.
As melhores saudações
BNA
(20/X/2011)
Escolhemos este número de interrogativas sobre os tempos difíceis e injustos que estamos a viver porque nos situa num aniversário e na atitude participativa de duas mulheres, estudantes seniores alandroalenses, que consideramos bastante. Merecendo portanto que (lhe) apresentemos de forma criativa esta lembrança.
Passamos ao que deveras interessa e pode ser aqui abordado.
I. Interrogativas de natureza politica
1.O capitalismo de casino que nos calhou agora viver, desligou-se completamente da realidade social e das capacidades produtivas da sociedade? Há alternativas a este caos predador?
2.Este poder do sistema capitalista vai acabar de vez com o que resta das soberanias e identidades nacionais?
3.Em Nova York, Londres, Madrid e em Lisboa já estão na forja novas formas acampadas e supra partidárias de luta social?
4.Esta vontade de transformação das representações politicas, à escala global, é incompatível com a globalização? Ao lado desta crise, haverá também a possibilidade de um novo renascimento?
II. Interrogativas de natureza social
5. Será que, à semelhança do que sucedeu nas cidades inglesas e atendendo aos custos de uma crise financeira que, em Portugal, não podemos pagar em prazo tão curto, têm de ser sempre os mesmos a pagar a factura? A classe média está em vias de extinção? Há também cada vez mais jovens, pobres e desempregados e não apenas “ex-operários” a saírem desesperados à rua?
6. A Europa pode vir a ser um importante território de novas lutas sociais e de transformação deste estado de coisas tal como, aliás, já aconteceu nos três séculos anteriores?
7. A luta pela liberdade também se faz contra os poderes corruptos, ocultos e autoritários que, à escala global, acumulam cada vez mais riqueza, a partir do interior e servindo-se da variedade de poderes de actuação dos próprios Estados?
III. Interrogativas nacionais e alandroalenses?
8. Está a confirmar-se a ideia de Agostinho da Silva das “Conversas Vadias” de que se não tivéssemos cuidado e visão não era Portugal que entrava na Europa… mas era a Europa que entrava por aqui adentro e nos desfazia em três penadas . Com os olhos já postos na projecção e campos de acção da Lusofonia?
9. É aconselhável que o Governo tenha a noção correcta de que ´nunca se deve humilhar os vencidos` como já está a acontecer rapidamente com os funcionários públicos e os indefesos pensionistas?...
10. Quantas freguesias é que o Concelho do Alandroal poderá vir a perder devido ao chamado fenómeno da Aglomeração/Junção ou lá como lhe queiram chamar?
Nenhuma?
Vamos estar atentos ao Documento Verde e aos debates públicos sobre esta matéria que começam para o mês que vem?
11. A Universidade Sénior, Pólo do Alandroal, olhou para a postagem que o Al Tejo publicou sobre As Fontes existentes no Concelho?
Por hoje, ficamos por aqui, tendo presente que abordar as transformações a que assistimos todos os dias, não é ser pessimista nem ser apenas céptico.
É sermos realistas. E, se possível, contar com algumas doses de optimismo histórico.
As melhores saudações
BNA
(20/X/2011)
CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM
E de repente…
Eduardo Luciano
Quinta, 20 Outubro 2011 08:53
As linhas gerais do Orçamento de Estado para 2012 foram friamente atiradas à cara dos portugueses por um primeiro-ministro com um ar tranquilo e, nalguns momentos, como se nos estivesse a fazer um favor.
Foi com esta tranquilidade de quem se sente a cumprir a missão encomendada pelos nossos credores que anunciou medidas como o corte de subsídios de férias e natal, cortes salariais, aumentos de impostos, aumento da jornada de trabalho e redução de benefícios fiscais.
Todas estas medidas têm como alvo os trabalhadores, os reformados e pensionistas e provocaram uma onda reacções que foram da incredulidade à indignação.
Muita gente fez contas aos seus compromissos e percebeu claramente que ficava impossibilitado de os cumprir.
Pelos olhos dos micro, pequenos e médio empresários passou um filme de terror, com a previsível diminuição do consumo a obrigar a encerramento de negócios familiares e com o atirar para o desemprego de mais uns milhares de portugueses.
Os trabalhadores da função pública sentiram-se, de facto, alvo de um verdadeiro roubo ainda por cima com pré aviso.
O lamentável cortejo de comentaristas a elogiar a coragem do primeiro-ministro ao anunciar estas medidas, conseguiu ultrapassar o limite do asco que leva ao vómito, tentando convencer os roubados que o roubo é em seu benefício e mais… que o roubo existe por culpa dos próprios espoliados.
Eu confesso que neste último argumento, não deixam de ter razão, embora por razões diferentes daquelas que pretendem fazer vingar.
Nos últimos 35 anos a maioria dos portugueses que votaram fizeram-no sempre no mesmo sentido, mudando a opção de voto. E foi essa atitude que criou as condições para que o país chegasse a este abismo em resultado das políticas de todos os governos de 1976 até hoje.
Os portugueses, fartos de Soares deram o poder a Cavaco, fartos de Cavaco deram o poder a Guterres, fartos de Guterres deram o poder a Barroso, fartos de Barroso deram o poder a Sócrates e fartos de Sócrates deram o poder a Passos. Pelo meio ainda conseguiram eleger Soares e Cavaco, depois de ficarem fartos deles, como Presidentes da República.
Olhando para esta alternância entre PS e PSD percebe-se quem são os responsáveis por termos hoje um inenarrável ministro das finanças a ameaçar veladamente o despedimento de 100 mil funcionários públicos.
Passos Coelho mentiu ao dizer que este orçamento era dele mas que o deficit não era dele.
O deficit, a destruição do aparelho produtivo, a perda de soberania são obra solidária do partido de Soares, Guterres e Sócrates e do partido de Passos Coelho, de Cavaco e de Barroso.
O orçamento é dele, líder do PSD, como é dele a co-responsabilidade pela situação de desastre iminente em que o país se encontra.
Os trabalhadores portugueses têm pela frente um desafio gigantesco. A resistência a estas políticas exige unidade e capacidade lutar de forma organizada e com objectivos políticos bem claros.
Amanhã começa uma semana de luta promovida pela CGTP e que deve levar a mobilização a todo o país. Deverá ser o primeiro passo para a mobilização da Greve Geral que deverá acontecer no mês de Novembro.
A um Orçamento que contém um gigantesco roubo aos trabalhadores é preciso responder com o mesmo nível de violência política.
Até para a semana
Eduaro Luciano
Eduardo Luciano
Quinta, 20 Outubro 2011 08:53
As linhas gerais do Orçamento de Estado para 2012 foram friamente atiradas à cara dos portugueses por um primeiro-ministro com um ar tranquilo e, nalguns momentos, como se nos estivesse a fazer um favor.
Foi com esta tranquilidade de quem se sente a cumprir a missão encomendada pelos nossos credores que anunciou medidas como o corte de subsídios de férias e natal, cortes salariais, aumentos de impostos, aumento da jornada de trabalho e redução de benefícios fiscais.
Todas estas medidas têm como alvo os trabalhadores, os reformados e pensionistas e provocaram uma onda reacções que foram da incredulidade à indignação.
Muita gente fez contas aos seus compromissos e percebeu claramente que ficava impossibilitado de os cumprir.
Pelos olhos dos micro, pequenos e médio empresários passou um filme de terror, com a previsível diminuição do consumo a obrigar a encerramento de negócios familiares e com o atirar para o desemprego de mais uns milhares de portugueses.
Os trabalhadores da função pública sentiram-se, de facto, alvo de um verdadeiro roubo ainda por cima com pré aviso.
O lamentável cortejo de comentaristas a elogiar a coragem do primeiro-ministro ao anunciar estas medidas, conseguiu ultrapassar o limite do asco que leva ao vómito, tentando convencer os roubados que o roubo é em seu benefício e mais… que o roubo existe por culpa dos próprios espoliados.
Eu confesso que neste último argumento, não deixam de ter razão, embora por razões diferentes daquelas que pretendem fazer vingar.
Nos últimos 35 anos a maioria dos portugueses que votaram fizeram-no sempre no mesmo sentido, mudando a opção de voto. E foi essa atitude que criou as condições para que o país chegasse a este abismo em resultado das políticas de todos os governos de 1976 até hoje.
Os portugueses, fartos de Soares deram o poder a Cavaco, fartos de Cavaco deram o poder a Guterres, fartos de Guterres deram o poder a Barroso, fartos de Barroso deram o poder a Sócrates e fartos de Sócrates deram o poder a Passos. Pelo meio ainda conseguiram eleger Soares e Cavaco, depois de ficarem fartos deles, como Presidentes da República.
Olhando para esta alternância entre PS e PSD percebe-se quem são os responsáveis por termos hoje um inenarrável ministro das finanças a ameaçar veladamente o despedimento de 100 mil funcionários públicos.
Passos Coelho mentiu ao dizer que este orçamento era dele mas que o deficit não era dele.
O deficit, a destruição do aparelho produtivo, a perda de soberania são obra solidária do partido de Soares, Guterres e Sócrates e do partido de Passos Coelho, de Cavaco e de Barroso.
O orçamento é dele, líder do PSD, como é dele a co-responsabilidade pela situação de desastre iminente em que o país se encontra.
Os trabalhadores portugueses têm pela frente um desafio gigantesco. A resistência a estas políticas exige unidade e capacidade lutar de forma organizada e com objectivos políticos bem claros.
Amanhã começa uma semana de luta promovida pela CGTP e que deve levar a mobilização a todo o país. Deverá ser o primeiro passo para a mobilização da Greve Geral que deverá acontecer no mês de Novembro.
A um Orçamento que contém um gigantesco roubo aos trabalhadores é preciso responder com o mesmo nível de violência política.
Até para a semana
Eduaro Luciano
NO ALENTEJO
A Capgemini ficou seleccionada em concurso público, para implantar com a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIAA) uma plataforma de atendimento multicanal aos munícipes. São abrangidos pelo projecto 14 municípios: Alter do Chão; Arronches; Avis; Campo Maior; Castelo de Vide; Crato; Elvas; Fronteira; Gavião; Marvão; Monforte; Nisa; Portalegre e Sousel.
http://www.computerworld.com.pt/
Marciano Lopes, delegado regional do Alentejo do IDT-Instituto da Droga e da Toxicopedência e responsável do Gabinete de Estudo da Distrital de Beja do PSD, vai fazer parte do Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo numa equipa liderada por José Robalo que vai substituir no cargo Rosa Matos.
http://www.vozdaplanicie.pt/
Durante a Semana Cultural e Gastronómica do Concelho de Sousel, a decorrer na Casa do Alentejo até ao próximo dia 22 de Outubro, o público em geral terá oportunidade de degustar produtos regionais, assistir a demonstrações de artesanato e conhecer diferentes actividades culturais, apresentadas pelas quatro freguesias do município.
http://www.hardmusica.pt/
A Festa da Vinha e do Vinho vai decorrer de 05 a 13 de novembro em Borba, com a participação de 95 expositores, com destaque para os produtores de vinho do Alentejo, revelou hoje o município.
A 20.ª edição do certame dedicado ao vinho e à vinha, que recebe todos os anos milhares de visitantes, decorre no pavilhão de eventos e vai promover os vinhos do Alentejo, com a participação de 18 produtores e cerca de 150 marcas para degustação e venda.
http://www.regiao-sul.pt/
Representantes de 27 fundações portuguesas e espanholas reúnem-se em Évora, a partir de hoje, num encontro ibérico que vai refletir sobre o papel do setor na resposta às questões “cada vez mais exigentes” das sociedades atuais.
http://www.dianafm.com/
IMPRENSA DE HOJE NAS BANCAS
http://www.computerworld.com.pt/
Marciano Lopes, delegado regional do Alentejo do IDT-Instituto da Droga e da Toxicopedência e responsável do Gabinete de Estudo da Distrital de Beja do PSD, vai fazer parte do Conselho Directivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo numa equipa liderada por José Robalo que vai substituir no cargo Rosa Matos.
http://www.vozdaplanicie.pt/
Durante a Semana Cultural e Gastronómica do Concelho de Sousel, a decorrer na Casa do Alentejo até ao próximo dia 22 de Outubro, o público em geral terá oportunidade de degustar produtos regionais, assistir a demonstrações de artesanato e conhecer diferentes actividades culturais, apresentadas pelas quatro freguesias do município.
http://www.hardmusica.pt/
A Festa da Vinha e do Vinho vai decorrer de 05 a 13 de novembro em Borba, com a participação de 95 expositores, com destaque para os produtores de vinho do Alentejo, revelou hoje o município.
A 20.ª edição do certame dedicado ao vinho e à vinha, que recebe todos os anos milhares de visitantes, decorre no pavilhão de eventos e vai promover os vinhos do Alentejo, com a participação de 18 produtores e cerca de 150 marcas para degustação e venda.
http://www.regiao-sul.pt/
Representantes de 27 fundações portuguesas e espanholas reúnem-se em Évora, a partir de hoje, num encontro ibérico que vai refletir sobre o papel do setor na resposta às questões “cada vez mais exigentes” das sociedades atuais.
http://www.dianafm.com/
IMPRENSA DE HOJE NAS BANCAS
COLABORAÇÃO
De Leitor devidamente identificado, e retirado do artigo publicado no blogue Terceíra Noite , e porque compartilhamos do conteúdo do texto, permitimo-nos transcrever o artigo que se segue:
Ódio ao funcionário público
Publicado em Apontamentos, Actualidade, Opinião a 17 de Outubro de 2011
No texto anterior falei do medo, neste falo do ódio. Porque neste momento é ele que nos rege. Imposto por pessoas que já não partilharam os conflitos, os debates, as causas e as expectativas que cavaram o fim do regime velho, gente que desde o ninho fundou a sua estreita noção de democracia no menosprezo da solidariedade social. Menosprezo apoiado num padrão de autoridade imposto por um Estado apenas destinado a arbitrar a defesa do interesse individual, a vertigem do poder do dinheiro e da especulação financeira, a exploração desregulada do trabalho assalariado. Não um governo ao serviço do interesse colectivo, da dimensão partilhada da existência e de uma dignidade fundada na justiça e na equidade distribuídas sem outro limite que não o do esforço e do talento de cada um. São pessoas que odeiam em particular, com «ódio de classe» – sempre odiaram mas agora têm pretextos para o mostrarem sem restrições –, a noção de interesse público e, em consequência, a actividade dos milhões que por ele, ao longo de décadas, deram e continuam a dar o melhor do seu esforço. Dos que nele se formaram, para ele convictamente trabalharam, e, tantas vezes, por ele foram perdendo a juventude, o quinhão de felicidade que lhes cabia, até a saúde. O ódio ao funcionário público, o remoque populista ao seu lugar na sociedade, tornou-se assim uma das molas reais do discurso oficial e da capacidade decisória do actual governo.
Não tanto no exercício do direito à crítica dos excessos e dos desmandos do funcionalismo – obviamente existentes e que sempre mereceram a censura e a rectificação – mas devido à vinculação do padrão de actividade profissional dessas pessoas a uma noção de interesse colectivo, de desenvolvimento comum ou de desígnio nacional, que tais aprendizes de Milton Friedman apenas invocam quando serve os valores do seu universo mesquinho fundado na desigualdade. Mas será possível governar um país odiando, e em consequência humilhando, uma parte tão significativa dos seus cidadãos?
Enviado por leitor devidamente identificado perante o administrador do blogue
Ódio ao funcionário público
Publicado em Apontamentos, Actualidade, Opinião a 17 de Outubro de 2011
No texto anterior falei do medo, neste falo do ódio. Porque neste momento é ele que nos rege. Imposto por pessoas que já não partilharam os conflitos, os debates, as causas e as expectativas que cavaram o fim do regime velho, gente que desde o ninho fundou a sua estreita noção de democracia no menosprezo da solidariedade social. Menosprezo apoiado num padrão de autoridade imposto por um Estado apenas destinado a arbitrar a defesa do interesse individual, a vertigem do poder do dinheiro e da especulação financeira, a exploração desregulada do trabalho assalariado. Não um governo ao serviço do interesse colectivo, da dimensão partilhada da existência e de uma dignidade fundada na justiça e na equidade distribuídas sem outro limite que não o do esforço e do talento de cada um. São pessoas que odeiam em particular, com «ódio de classe» – sempre odiaram mas agora têm pretextos para o mostrarem sem restrições –, a noção de interesse público e, em consequência, a actividade dos milhões que por ele, ao longo de décadas, deram e continuam a dar o melhor do seu esforço. Dos que nele se formaram, para ele convictamente trabalharam, e, tantas vezes, por ele foram perdendo a juventude, o quinhão de felicidade que lhes cabia, até a saúde. O ódio ao funcionário público, o remoque populista ao seu lugar na sociedade, tornou-se assim uma das molas reais do discurso oficial e da capacidade decisória do actual governo.
Não tanto no exercício do direito à crítica dos excessos e dos desmandos do funcionalismo – obviamente existentes e que sempre mereceram a censura e a rectificação – mas devido à vinculação do padrão de actividade profissional dessas pessoas a uma noção de interesse colectivo, de desenvolvimento comum ou de desígnio nacional, que tais aprendizes de Milton Friedman apenas invocam quando serve os valores do seu universo mesquinho fundado na desigualdade. Mas será possível governar um país odiando, e em consequência humilhando, uma parte tão significativa dos seus cidadãos?
Enviado por leitor devidamente identificado perante o administrador do blogue
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
COLABORAÇÃO - HELDER SALGADO
Uma Honra
Hoje e na mesma linha de sentido, que em boa hora e já há algum tempo, o Blog se propôs em homenagear as pessoas, que de algum modo marcaram uma época, evidenciando-se, pelas mais diversas razões, pela sua vivência que chegou até nós, como uma herança de bons costumes,
Deste modo o Al Tejo memorizará as façanhas desses nossos conterrâneos, num trabalho dignificante, não só para quem tem o gosto de o fazer ou de o ler, mas também como arquivo histórico/cultural da a nossa região.
Se aqueles de quem hoje escrevemos o soubessem, certamente se sentiriam honrados com as suas recordações, com os seus legados e exemplos, que revelam uma superior postura de carácter e de convivência social.
Falei há pouco do Zé Borrão, vou por intermédio de outra pessoa, voltar a falar nele.
Joaquim Catita Guiomar, um homem do Concelho, nascido em Terrena, um verdadeiro alentejano, cantou o Zé Borrão em verso,
Catita Guiomar, como muitos de nós cedo deixou a sua terra, fixando-se em Almada, a sua segunda terra, como ele diz. Passa, agora reformado em Terrena, na sua casa, cuja rua respira história e os horizontes o convidam a continuar versando, longas temporadas.
Há muito que a poesia o atrai, há muito que verseja.
Ofereceu-me três livros de poesia onde os temas que aborda, retratam a sua preocupação social.
Aproximamo-nos um do outro e, aqui em Almada, onde a nostalgia de quem está só no meio de tanta gente, levou-nos a longas conversas, cujo tema é de um modo geral o Alentejo, em particular o Concelho, evidenciando Terena, com as suas potencialidades históricas.
Homem esclarecido, critico em relação ao poder, cuja cegueira autárquica descorara a manutenção do nosso património, esquecendo as suas raízes, provocando assim um lento mas eficaz assassínio nossa cultura.
Poder-se-ia afirmar que Catita Guiomar tem sido ou ainda é um poeta de círculo fechado, um poeta para os amigos.
Falámos da potencialidade deste jornal e mostrei-lhe trabalhos já aqui publicados, cujos temas o impressionaram porque também se revia neles.
Deu-me liberdade, para segundo o meu critério, fazer passar no blog, os seus trabalhos poéticos.
Foi uma honra.
Já foram passados alguns poemas e muitos outros virão a ser, levando em conta a permissão do nosso Administrador.
Este poeta cantou, de forma superior os seus amigos, algumas figuras já aqui referenciadas, como o Manuel sapateiro, o Peças e outras tantas, onde destacamos o já homenageado Zé Borrão.
Com a continuidade da publicação da sua poesia, Catita Guiomar soltará o seu Cante, para o mundo, servindo o Concelho.
Seleccionei o Zé Borrão, não por mero acaso, mas pelo seu grande historial de vida, de aventura, de solidariedade e de um grande companheirismo, agora cantada em verso.
Bem-haja ao poeta Catita Guiomar pela arte de saber cantar os amigos.
Hélder Salgado
19-10-2011.
Vamos ler, mais uma vez o Zé Borrão, agora cantado em verso, num poema de Joaquim Catita Guiomar,
Hoje e na mesma linha de sentido, que em boa hora e já há algum tempo, o Blog se propôs em homenagear as pessoas, que de algum modo marcaram uma época, evidenciando-se, pelas mais diversas razões, pela sua vivência que chegou até nós, como uma herança de bons costumes,
Deste modo o Al Tejo memorizará as façanhas desses nossos conterrâneos, num trabalho dignificante, não só para quem tem o gosto de o fazer ou de o ler, mas também como arquivo histórico/cultural da a nossa região.
Se aqueles de quem hoje escrevemos o soubessem, certamente se sentiriam honrados com as suas recordações, com os seus legados e exemplos, que revelam uma superior postura de carácter e de convivência social.
Falei há pouco do Zé Borrão, vou por intermédio de outra pessoa, voltar a falar nele.
Joaquim Catita Guiomar, um homem do Concelho, nascido em Terrena, um verdadeiro alentejano, cantou o Zé Borrão em verso,
Catita Guiomar, como muitos de nós cedo deixou a sua terra, fixando-se em Almada, a sua segunda terra, como ele diz. Passa, agora reformado em Terrena, na sua casa, cuja rua respira história e os horizontes o convidam a continuar versando, longas temporadas.
Há muito que a poesia o atrai, há muito que verseja.
Ofereceu-me três livros de poesia onde os temas que aborda, retratam a sua preocupação social.
Aproximamo-nos um do outro e, aqui em Almada, onde a nostalgia de quem está só no meio de tanta gente, levou-nos a longas conversas, cujo tema é de um modo geral o Alentejo, em particular o Concelho, evidenciando Terena, com as suas potencialidades históricas.
Homem esclarecido, critico em relação ao poder, cuja cegueira autárquica descorara a manutenção do nosso património, esquecendo as suas raízes, provocando assim um lento mas eficaz assassínio nossa cultura.
Poder-se-ia afirmar que Catita Guiomar tem sido ou ainda é um poeta de círculo fechado, um poeta para os amigos.
Falámos da potencialidade deste jornal e mostrei-lhe trabalhos já aqui publicados, cujos temas o impressionaram porque também se revia neles.
Deu-me liberdade, para segundo o meu critério, fazer passar no blog, os seus trabalhos poéticos.
Foi uma honra.
Já foram passados alguns poemas e muitos outros virão a ser, levando em conta a permissão do nosso Administrador.
Este poeta cantou, de forma superior os seus amigos, algumas figuras já aqui referenciadas, como o Manuel sapateiro, o Peças e outras tantas, onde destacamos o já homenageado Zé Borrão.
Com a continuidade da publicação da sua poesia, Catita Guiomar soltará o seu Cante, para o mundo, servindo o Concelho.
Seleccionei o Zé Borrão, não por mero acaso, mas pelo seu grande historial de vida, de aventura, de solidariedade e de um grande companheirismo, agora cantada em verso.
Bem-haja ao poeta Catita Guiomar pela arte de saber cantar os amigos.
Hélder Salgado
19-10-2011.
Vamos ler, mais uma vez o Zé Borrão, agora cantado em verso, num poema de Joaquim Catita Guiomar,
DUQUES & CENAS (PELO DR JOÃO LUÍS)
A Oeste nada de novo… por enquanto!
Os portugueses têm a fama de encararem as situações críticas com muita calma, assim do tipo “a gente logo vê o que há-de fazer quando for altura”. Pois eu acho que esse laissez-faire laissez passer, com que nos querem caracterizar, não corresponde, de forma alguma, à verdade. Afonso Henriques foi a primeira prova disso mesmo, transformando-se, com mais ou menos lenda, no primeiro protagonista de uma viragem na História deste território onde hoje vivemos. Depois, ao longo da nossa História, houve outros que lideraram o povo quando este, em momentos de enorme sofrimento, em situações de profundo desrespeito pela sua integridade como pessoas e como nação, sentia que já não podia mais. Depois, houve Abril, a derradeira prova, que me lembre, de que, em situações extremas, há sempre uma solução para dar volta a questões complicadas.
Há uns tempos a esta parte, Portugal e a Grécia têm andado nas bocas do mundo pelos motivos financeiramente mais terríveis. Os gregos vão para as ruas e fazem aquilo que as televisões têm mostrado. Os portugueses, fazendo jus à sua fama (com a qual eu não concordo), ficam em casa, de pantufas, nas calmas, a ver onde param as modas. E por cima deles passaram, nesta última década, Guterres e Barroso, Santana Lopes, Sócrates e Passos Coelho, para não falar de dois inócuos presidentes da república que levaram os seus mandatos a fazer discursos com base no nhã-nhã-nhã, nhã-nhã-nhã, e tal e mánasêquê. E eles, nós, os portugueses, sem tugir nem mugir, chupados até ao tutano.
As estratégias governamentais para reduzir as despesas e para cumprir o combinado com os troikos estão a asfixiar a classe média e a estrangular definitivamente os grupos sociais com menos recursos. Os cortes constantes nos salários, o aumentos do IVA, o aumento de outros imposto só podem levar muitos portugueses à ruptura financeira. Neste grupo não estão, naturalmente, muitos governantes e ex-governantes (como está senhor Vara? Como vai senhor Pina Moura? E o senhor, como se encontra, senhor Dias Loureiro?) que olham o futuro pessoal sempre com muito optimismo.
A Oeste nada de novo. Por enquanto. Não sei o que poderá acontecer, quando quisermos pôr pão na mesa e os nossos governantes não nos permitirem esse gesto tão natural como necessário.
Eu digo que não sei… mas sei. E o meu caro e paciente leitor também sabe.
JLN
DÁ QUE PENSAR ...
QUEM ESCREVE OU FALA ASSIM…SABE DO QUE FALA!
Rubrica onde se transcrevem, pensamentos, frases e artigos de personalidades de renome, onde se reflecte o estado da Nação e nos deixam a pensar….
xxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Consumir em casa e não fora, comprar marcas brancas, cortar na luz e nos carros, ter um cão m vez de um filho: eis como a crise nos está a mudar.
Nicolau Santos
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
A suspensão do subsidio de ferias e do 13º mês dos funcionários públicos e dos reformados que recebam mais de 1000euros - gente rica, portanto – não é apenas um roubo. É o enterro da nossa economia por muitos anos. Depois desta decisão todas as empresas ligadas ao comércio podem começar a preparar-se para fechar as portas. E depois destas todas as Empresas que as fornecem. E quando tudo fechar, sempre quero saber onde vai o Governo sacar impostos. E como vai por em ordem as contas publicas, E como vamos crescer e poupar para ter liquidez e não depender do crédito externo. Não somos apenas governados por incompetentes. Esta gente é estúpida. E está a destruir o nosso futuro.
Daniel Oliveira
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
“Há vida para lá do défice”, disse o Presidente da Republica, numa altura em que Ferreira Leite fazia a primeira tentativa de controlar o monstro. Ainda hoje não sabemos quais as intenções de Jorge Sampaio, quando proferiu a frase, mas sabemos que dificultou a vida à então ministra das Finanças.
Luís Marques
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Em 2008 ouvimos dizer que 2009 é que seria o “ano mau”, a partir do qual se iniciaria a recuperação. Em 2009 disseram-nos que afinal seria 2010 o principio do fim da crise. Mas em 2010 apontara-nos antes 2011 como o ano do grande embate, a partir do qual a economia poderia recuperar. Agora que temos pela frente um 2012 assustador, já ninguém acredita que seja 2012 o principio do fim da crise.
Já nem sei onde li isto – mas que é verdade é.
Rubrica onde se transcrevem, pensamentos, frases e artigos de personalidades de renome, onde se reflecte o estado da Nação e nos deixam a pensar….
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Consumir em casa e não fora, comprar marcas brancas, cortar na luz e nos carros, ter um cão m vez de um filho: eis como a crise nos está a mudar.
Nicolau Santos
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A suspensão do subsidio de ferias e do 13º mês dos funcionários públicos e dos reformados que recebam mais de 1000euros - gente rica, portanto – não é apenas um roubo. É o enterro da nossa economia por muitos anos. Depois desta decisão todas as empresas ligadas ao comércio podem começar a preparar-se para fechar as portas. E depois destas todas as Empresas que as fornecem. E quando tudo fechar, sempre quero saber onde vai o Governo sacar impostos. E como vai por em ordem as contas publicas, E como vamos crescer e poupar para ter liquidez e não depender do crédito externo. Não somos apenas governados por incompetentes. Esta gente é estúpida. E está a destruir o nosso futuro.
Daniel Oliveira
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“Há vida para lá do défice”, disse o Presidente da Republica, numa altura em que Ferreira Leite fazia a primeira tentativa de controlar o monstro. Ainda hoje não sabemos quais as intenções de Jorge Sampaio, quando proferiu a frase, mas sabemos que dificultou a vida à então ministra das Finanças.
Luís Marques
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Em 2008 ouvimos dizer que 2009 é que seria o “ano mau”, a partir do qual se iniciaria a recuperação. Em 2009 disseram-nos que afinal seria 2010 o principio do fim da crise. Mas em 2010 apontara-nos antes 2011 como o ano do grande embate, a partir do qual a economia poderia recuperar. Agora que temos pela frente um 2012 assustador, já ninguém acredita que seja 2012 o principio do fim da crise.
Já nem sei onde li isto – mas que é verdade é.
CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM
“Eu não devo nada”
Carlos Sezões
Quarta, 19 Outubro 2011 08:52
Na já muito debatida manifestação dos indignados do passado dia 15 de Outubro aparecia nas mãos de um participante um cartaz com a inscrição “Eu não devo nada”. É este o sentimento que, de forma sincera, é assumido por algumas das dezenas de milhares de pessoas que, legitimamente, vieram para as ruas. Mas, por ser legítimo, não é necessariamente correcto e, a meu ver, é muito pouco construtivo para a sociedade mais justa que muitos apregoam desejar.
Podemos gostar mais ou menos do nosso sistema democrático, mas considero-o mil vezes melhor do que qualquer outro já experimentado. Os eleitores de um País escolhem, no sigilo da votação, a sua opção. Muitas das opções que são agora apregoadas por quem se indigna, são defendidas por partidos políticos não tiveram mais do que 15% das urnas. Defenderei sempre a liberdade de opinião, mas não me queiram convencer que as ditas assembleias populares que reúnem umas centenas de participantes, têm mais legitimidade democrática que eleições em que participam milhões de pessoas.
Quanto à dívida, infelizmente, é mesmo de todos. Quer aquela que foi bem aplicada para melhorar os equipamentos do país e a nossa qualidade de vida, bem como aquela muita que foi desperdiçada. Foi assumida pelo governo do nosso país e só temos a lamentar que, enquanto sociedade, não tenhamos arranjado melhores mecanismos para controlar os excessos que agora nos empurram para a beira do abismo.
Mas então, quem é responsável? José Gomes Ferreira, Editor de Economia da SIC, fez, em directo, a seguinte questão: "O que é que desequilibrou o País? Quatro meses deste governo ou 6 anos de mentira?" A frase proferida em jeito de desabafo é legítima, feita num tom de indignação de quem se questiona como foi possível chegarmos a este ponto. Seja qual for a leitura de cada um sobre a responsabilidade de tudo isto, devemos olhar para o futuro e, na encruzilhada, escolher um de 2 caminhos: cumprir o roteiro que está traçado e, com todas as energias, tentar chegar a bom porto ou resolver que não vale a pena e entrar já na espiral incumprimento - falência - saída do euro. A primeira continua a parecer-me a menos má. Lamento, obviamente, que todo o processo seja especialmente dramático para muitos(as) portugueses(as) que, sem grande protecção, terão de sobreviver com cortes duríssimos no seu modo de vida. Mas acredito que teremos, colectivamente, a capacidade de inovar, empreender, criar empregos, exportar e criar riqueza...e (penso) será este o caminho para um futuro melhor! Eu, pelo menos, não conheço outro...
Carlos Sezões
NO ALENTEJO
Portalegre: Treze extensões de saúde fecham portas a 01 de Novembro.
A Herdade do Mouchão, no Alentejo, está a promover o seu Azeite Virgem Extra Monte do Mouchão, que se assume como «o par ideal do bacalhau» este Natal
Beja: Câmara investe 40 mil euros na requalificação de Posto de Turismo.
Museu do Relógio de Serpa vai abrir filial na cidade de Évora
Saúde com resultados positivos no Norte Alentejano atinge o segundo lugar no país
Redondo: Prémio Literário Hernâni Cidade para a obra “Laços”, de Carla Martins.
Cerca de seis toneladas de castanhas e dois mil litros de vinho deverão ser consumidos nos dias 12 e 13 de Novembro na Feira da Castanha, em Marvão (Portalegre), que espera receber mais de 17 mil visitantes.
A Herdade do Mouchão, no Alentejo, está a promover o seu Azeite Virgem Extra Monte do Mouchão, que se assume como «o par ideal do bacalhau» este Natal
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Museu do Relógio de Serpa vai abrir filial na cidade de Évora
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Redondo: Prémio Literário Hernâni Cidade para a obra “Laços”, de Carla Martins.
Cerca de seis toneladas de castanhas e dois mil litros de vinho deverão ser consumidos nos dias 12 e 13 de Novembro na Feira da Castanha, em Marvão (Portalegre), que espera receber mais de 17 mil visitantes.
DIVULGAÇÃO
ALANDROAL
Peça da companhia Teatro Montemuro promete momentos mágicos A Companhia Teatro Montemuro vai apresentar no Fórum Cultural de Alandroal a peça de teatro “Perdidos no Monte”, em mais um espectáculo financiado, no âmbito da rede cultural Teias. As sessões acontecem nos próximos dias 22 e 23 de Outubro, às 21:30 e às 16:30, respectivamente, com entrada gratuita. O espectáculo, que promete cativar e envolver o público presente, retrata um universo mágico, que confunde histórias entre a fantasia e o que é, ou pode ser, verdade. Ao mesmo tempo, o público é convidado a fazer um pequeno exercício de caminhos no tempo, onde o tempo deixa de ter idade e parece que nada se acaba. Devido a dimensão cenográfica da peça, existe um limite de 60 pessoas por sessão. Por isso mesmo, a Câmara Municipal de Alandroal solicita a todos os interessados em assistir ao espectáculo que façam a sua inscrição no Posto de Turismo de Alandroal, Fórum Cultural, ou Biblioteca Municipal. Em alternativa poderá ainda utilizar os telefones 268 448 076, 268 440 045 ou 932 088 849.
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Este sábado, 22 de Outubro, a partir das 9h30, com início no Posto de Turismo de Montemor-o-Novo, venha saber “Como o Município trata o nosso lixo”.Este passeio, integrado nos “Dias Tranquilos” é orientado pela Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos da Câmara Municipal. Tratar do nosso lixo, já faz parte do nosso quotidiano. Já aprendemos a fazer compostagem, e até já visitámos um centro de triagem nas manhãs de sábado. Agora chegou a vez de irmos à antiga lixeira de Montemor, à unidade de reciclagem de entulho/ecocentro e unidade de compostagem da autarquia. Inscrições e informações no Posto de Turismo de Montemor-o-Novo através do Telf.: 266 898 103 ou e-mail turismo_dcdj@cm-montemornovo.pt. As inscrições terminam hoje
20, 21, 22, 23 Outubro - 21h30
Cine-Teatro Curvo SemedoMontemor-O-NovoÀ beira do divórcio e da falência, Arnaldo procura um sentido para a sua vida. Em má altura. O avô morreu, deixou o património da família a saque e as primas reclamam a sua parte. No casarão, repleto de futilidades mais ou menos valiosas, os personagens vagueiam num ímpeto recolector, memórias e culpa andam à solta como num filme de terror, cobrando a sua fatia da herança. A verdade, negada e escondida até ao limite, acaba por brotar na cave, jorrando pela biblioteca, inundando o jardim e a piscina. Arnaldo só deseja chegar ao fim do dia com a dignidade de um ácaro, como aqueles que rastejam no tapete centenário. Não há nada como ser rico, não é?
Um espectáculo sobre o vazio existencial. Um toque de absurdo e dois dedos de surrealismo. Uma comédia sinistra e ferrugenta, que sublima alguns dos mais rasteirinhos valores humanos. Um elogio à pequenez. Um alívio para o público.
Texto e Encenação: Francisco Campos
Espaço Cénico e Figurinos: Sara M. Graça
Interpretação: Catarina Caetano, Maila Dimas, Susana Nunes e Francisco Campos
Sonoplastia: Ricardo Freitas
Desenho Luz: Nuno Patinho
Cartaz: Miguel Rocha
“Perdidos no Monte” Chega ao Alandroal no Próximo Sábado
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No Festival da Concertina nas Hortinhas o Rancho Folclorico de Montemor foi atração
Foto enviada pelo Helder
MONTEMOR - O - NOVO
20, 21, 22, 23 Outubro - 21h30
Cine-Teatro Curvo SemedoMontemor-O-NovoÀ beira do divórcio e da falência, Arnaldo procura um sentido para a sua vida. Em má altura. O avô morreu, deixou o património da família a saque e as primas reclamam a sua parte. No casarão, repleto de futilidades mais ou menos valiosas, os personagens vagueiam num ímpeto recolector, memórias e culpa andam à solta como num filme de terror, cobrando a sua fatia da herança. A verdade, negada e escondida até ao limite, acaba por brotar na cave, jorrando pela biblioteca, inundando o jardim e a piscina. Arnaldo só deseja chegar ao fim do dia com a dignidade de um ácaro, como aqueles que rastejam no tapete centenário. Não há nada como ser rico, não é?
Um espectáculo sobre o vazio existencial. Um toque de absurdo e dois dedos de surrealismo. Uma comédia sinistra e ferrugenta, que sublima alguns dos mais rasteirinhos valores humanos. Um elogio à pequenez. Um alívio para o público.
Texto e Encenação: Francisco Campos
Espaço Cénico e Figurinos: Sara M. Graça
Interpretação: Catarina Caetano, Maila Dimas, Susana Nunes e Francisco Campos
Sonoplastia: Ricardo Freitas
Desenho Luz: Nuno Patinho
Cartaz: Miguel Rocha
terça-feira, 18 de outubro de 2011
PESQUISAS DO AL TEJO
Sempre com o propósito de prestar um bom serviço ao Concelho do Alandroal e suas gentes, com destaque para todos aqueles que se interessam por aprofundar a história desta “mui nobre e sempre leal vila do Landroal”, o Al Tejo descobriu esta pérola que me proponho compartilhar com todos vós.
É tarefa muito difícil, para mim que não tenho os conhecimentos necessários sobre estas matérias, tecer as merecidas considerações sobre a obra que vos vou dar a conhecer. Conto no entanto poder despertar em muitos que aqui passam e alguns até colaboram, e porque não os serviços competentes da Autarquia para um estudo e divulgação sobre o tema daquilo que outrora foi uma grande valia do nosso Concelho.
ARQUILÉGIO MEDICINAL
Em que se dá notícia das águas das Caldas, de Fontes, Rios, Poços, Lagos e Cisternas do Reino de Portugal e dos Algarves, e que pelas virtudes medicinais, que tem, ou por outro algum fim, são dignas de particular memória.
Escrito pelo Doutor Francisco da Fonseca Henriques, natural de Mirandela, Médico do Augustissimo Rei D JoãoV.
Impresso por ordem do Excelentíssimo Marquês de Abrantes – Conde de Penaguião & Cª em 1726.
Lisboa Ocidental na Oficina de Musica – M. DCCXXVI
Com todas as licenças necessárias.
Se clicar no link que se segue poderá consultar por inteiro o livro em referência:
http://books.google.com/books?id=XQXopEtuKEgC&printsec=frontcover&dq=inauthor:%22Francisco+da+Fonseca+Henriques%22&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=falseuriosidade
(Curioso logo no inicio a quantidade de autorizações necessárias para a publicação do livro. Se tiver curiosidade em saber de alguma fonte da sua localidade é mencionada vá “folheando” página a página)
No entanto é no Capitulo III – Fontes Frias - a partir da página 193, que algumas fontes do Concelho do Alandroal são referidas e que passamos a dar conhecimento.
(Talvez possa haver mais referências noutros capítulos, mas numa primeira leitura, ainda que superficial, não demos conta).
FONTE COPIOSA
Na Vila do Alandroal, comarca de Elvas, há uma Fonte que não deve omitir-se, afim pela bondade e excelência das suas águas, como pela copiosa afluência delas, porque estando à flor da terra, corre com impetuosa abundância para seis largas bicas, as quais parece que não bastam para desaguar tanta quantidade de água, com que arrebenta muitas vezes a arca. Serve esta água para uso dos moradores daquela Vila, e a que lhe sobeja rega os principais jardins e hortas com que a terra se fertiliza, fazendo-se merecedora da opinião que logra de fresca e deleitavel. Tendo-se por coisa certa que a água desta fonte, se lhe comunica por um rio subterrâneo que passa entre a dita Vila e a Igreja de São Bento, o qual se via em dois algares, ou aberturas, que fez sempre de tal profundidade que tendo cem palmos de altura à terra, tenha cento e cinquenta a fundura da água a qual se reconhecia correr com violência
FONTE ESTIVAL
Na entrada que sai da Vila do Alandroal, Comarca de Elvas, para a Vila de Terena, em distância de um quarto de légua, há uma fonte a que chamam Santa, porque não correndo nos Invernos; que é menos necessária, brota em todos os Estios com abundância de água. De outras fontes semelhantes a esta fazemos menção no número 17. 47. 75. 117. 183. 206.deste capitulo.
CLXXXV.
FONTE SANTA
No termo da Vila de Terena, Comarca de Elvas, no baldio a que chamam Malhada Alta, há uma fonte de pouca água à qual chamam Santa porque se tem visto que bebê-la muitos enfermos tiveram remédio nas suas queixas, o que lhe atribuem o milagre de uma imagem de N. Senhora da Conceição que está pintada na fonte e não à especial virtude da água.
FONTE DE VALE DE PEZO
No termo da Vila de Juromenha, Comarca de Elvas está uma fonte a que chamam do Vale do Pezo, cuja água tem eficaz virtude para os achaques de pedra e areias; para o que a vão buscar de outras muitas terras.
Pesquisa Luís Tátá. Compilação Francisco Tátá
É tarefa muito difícil, para mim que não tenho os conhecimentos necessários sobre estas matérias, tecer as merecidas considerações sobre a obra que vos vou dar a conhecer. Conto no entanto poder despertar em muitos que aqui passam e alguns até colaboram, e porque não os serviços competentes da Autarquia para um estudo e divulgação sobre o tema daquilo que outrora foi uma grande valia do nosso Concelho.
ARQUILÉGIO MEDICINAL
Em que se dá notícia das águas das Caldas, de Fontes, Rios, Poços, Lagos e Cisternas do Reino de Portugal e dos Algarves, e que pelas virtudes medicinais, que tem, ou por outro algum fim, são dignas de particular memória.
Escrito pelo Doutor Francisco da Fonseca Henriques, natural de Mirandela, Médico do Augustissimo Rei D JoãoV.
Impresso por ordem do Excelentíssimo Marquês de Abrantes – Conde de Penaguião & Cª em 1726.
Lisboa Ocidental na Oficina de Musica – M. DCCXXVI
Com todas as licenças necessárias.
Se clicar no link que se segue poderá consultar por inteiro o livro em referência:
http://books.google.com/books?id=XQXopEtuKEgC&printsec=frontcover&dq=inauthor:%22Francisco+da+Fonseca+Henriques%22&hl=pt-PT#v=onepage&q&f=falseuriosidade
(Curioso logo no inicio a quantidade de autorizações necessárias para a publicação do livro. Se tiver curiosidade em saber de alguma fonte da sua localidade é mencionada vá “folheando” página a página)
No entanto é no Capitulo III – Fontes Frias - a partir da página 193, que algumas fontes do Concelho do Alandroal são referidas e que passamos a dar conhecimento.
(Talvez possa haver mais referências noutros capítulos, mas numa primeira leitura, ainda que superficial, não demos conta).
FONTE COPIOSA
Na Vila do Alandroal, comarca de Elvas, há uma Fonte que não deve omitir-se, afim pela bondade e excelência das suas águas, como pela copiosa afluência delas, porque estando à flor da terra, corre com impetuosa abundância para seis largas bicas, as quais parece que não bastam para desaguar tanta quantidade de água, com que arrebenta muitas vezes a arca. Serve esta água para uso dos moradores daquela Vila, e a que lhe sobeja rega os principais jardins e hortas com que a terra se fertiliza, fazendo-se merecedora da opinião que logra de fresca e deleitavel. Tendo-se por coisa certa que a água desta fonte, se lhe comunica por um rio subterrâneo que passa entre a dita Vila e a Igreja de São Bento, o qual se via em dois algares, ou aberturas, que fez sempre de tal profundidade que tendo cem palmos de altura à terra, tenha cento e cinquenta a fundura da água a qual se reconhecia correr com violência
FONTE ESTIVAL
Na entrada que sai da Vila do Alandroal, Comarca de Elvas, para a Vila de Terena, em distância de um quarto de légua, há uma fonte a que chamam Santa, porque não correndo nos Invernos; que é menos necessária, brota em todos os Estios com abundância de água. De outras fontes semelhantes a esta fazemos menção no número 17. 47. 75. 117. 183. 206.deste capitulo.
CLXXXV.
FONTE SANTA
No termo da Vila de Terena, Comarca de Elvas, no baldio a que chamam Malhada Alta, há uma fonte de pouca água à qual chamam Santa porque se tem visto que bebê-la muitos enfermos tiveram remédio nas suas queixas, o que lhe atribuem o milagre de uma imagem de N. Senhora da Conceição que está pintada na fonte e não à especial virtude da água.
FONTE DE VALE DE PEZO
No termo da Vila de Juromenha, Comarca de Elvas está uma fonte a que chamam do Vale do Pezo, cuja água tem eficaz virtude para os achaques de pedra e areias; para o que a vão buscar de outras muitas terras.
Pesquisa Luís Tátá. Compilação Francisco Tátá
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