MEIA NOITE EM PARIS
Escrito e dirigido por Woody Allen,
Com: Owen Wilson, Rachel McAdams, Marion Cottilard, Kurt Fuller, Mimi Kennedy, Michael Sheen, Nina Ariana, Carla Bruni, Corey Stoll, Kathy Bates e Adrien Brody
Woody Allen: está tudo dito
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
A REPORTAGEM SOBRE A NOITE VIVIDA NO FORUM A PROPÓSITO DO DIA MUNDIAL DE PESSOAS COM DOENÇA DE ALZHEIMER
Texto Beatriz Fitas, Fotos Roberto Ribeiro
Comemoração do Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer
A Santa Casa da Misericórdia de Alandroal comemorou em 21 de Setembro de 2011, o Dia Mundial do Doente de Alzheimer no Fórum Cultural de Alandroal, onde estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, o Presidente do Secretariado Regional da União das Misericórdias, a Presidente da Alzheimer Portugal, o Director do Serviço de Neurologia do H. Espírito Santo, Provedores de Santas Casas limítrofes, representantes da Cruz Vermelha, o Presidente do Agrupamento Vertical de Alandroal, Presidentes das Juntas de Freguesia do Concelho, IPSS do Concelho, colaboradores, cuidadores e público em geral. A Exma. Sra. Provedora Dra. Fátima Ferreira iniciou o evento com uma breve explicação do que é a Doença de Alzheimer e o número estimado de casos na Europa (7,3 milhões de pessoas com demência), em Portugal onde se estima que existam 100 mil doentes de Alzheimer e no Alentejo aproximadamente 8300 pessoas com a doença, sendo que a doença de Alzheimer não afecta apenas o doente mas toda a família e dada a ausência de respostas no Alentejo, foi criado o Gabinete de Apoio à Doença de Alzheimer (GADA) aberto desde 1 de Abril em Alandroal, que a Dra. Fátima apresentou publicamente, explicando quais as respostas, encaminhamentos e a equipa que constitui o GADA. Terminou a sua intervenção com um discurso/agradecimento do qual destacamos “(…) É uma doença que provoca enorme angustia na Pessoa, que percebe estar a perder capacidades sem conseguir perceber a razão. É também uma doença que obriga a cuidados permanentes, chegando a ocupar mais de 12 horas por dia ao cuidador. Esta é uma doença que nos deixa a todos mais pobres. Não apenas por ser uma doença que obriga a gastos consideráveis, a que a maioria dos portugueses não consegue fazer face. É sobretudo uma doença que nos empobrece porque nos rouba as recordações, a nossa história, o nosso lugar. Ou pelo menos, é assim que tanta gente a vive. Sozinha, sem apoio, sem uma explicação para o que está a acontecer, sem um horizonte. (…) A generosidade é uma qualidade muito alentejana, porque generosidade não significa dar quando se tem muito mas sim conseguir encontrar forma de dar quando se tem pouco. O GADA nasceu dessa generosidade das gentes do Alandroal e do Alentejo, mas também dos amigos que temos um pouco por todo o pais. (...)”
Terminou renovando o agradecimento ao Sr. Comendador Rui Nabeiro pela sua ajuda na constituição deste novo apoio no Alentejo, mostrando uma vez mais a sua generosidade em prol das causas sociais.
De seguida subiram ao palco Carlos Vieira, Rui Alves e Vitorino que cantou, encantou e divertiu a assistência num grande momento musical, com temas bem conhecidos como “Trás outro amigo também” e “Menina que estas à janela”.
A Santa Casa agradece a presença de todos. Um agradecimento especial ao Vitorino, Carlos e Rui pela oferta deste momento musical.
Comemoração do Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer
A Santa Casa da Misericórdia de Alandroal comemorou em 21 de Setembro de 2011, o Dia Mundial do Doente de Alzheimer no Fórum Cultural de Alandroal, onde estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, o Presidente do Secretariado Regional da União das Misericórdias, a Presidente da Alzheimer Portugal, o Director do Serviço de Neurologia do H. Espírito Santo, Provedores de Santas Casas limítrofes, representantes da Cruz Vermelha, o Presidente do Agrupamento Vertical de Alandroal, Presidentes das Juntas de Freguesia do Concelho, IPSS do Concelho, colaboradores, cuidadores e público em geral. A Exma. Sra. Provedora Dra. Fátima Ferreira iniciou o evento com uma breve explicação do que é a Doença de Alzheimer e o número estimado de casos na Europa (7,3 milhões de pessoas com demência), em Portugal onde se estima que existam 100 mil doentes de Alzheimer e no Alentejo aproximadamente 8300 pessoas com a doença, sendo que a doença de Alzheimer não afecta apenas o doente mas toda a família e dada a ausência de respostas no Alentejo, foi criado o Gabinete de Apoio à Doença de Alzheimer (GADA) aberto desde 1 de Abril em Alandroal, que a Dra. Fátima apresentou publicamente, explicando quais as respostas, encaminhamentos e a equipa que constitui o GADA. Terminou a sua intervenção com um discurso/agradecimento do qual destacamos “(…) É uma doença que provoca enorme angustia na Pessoa, que percebe estar a perder capacidades sem conseguir perceber a razão. É também uma doença que obriga a cuidados permanentes, chegando a ocupar mais de 12 horas por dia ao cuidador. Esta é uma doença que nos deixa a todos mais pobres. Não apenas por ser uma doença que obriga a gastos consideráveis, a que a maioria dos portugueses não consegue fazer face. É sobretudo uma doença que nos empobrece porque nos rouba as recordações, a nossa história, o nosso lugar. Ou pelo menos, é assim que tanta gente a vive. Sozinha, sem apoio, sem uma explicação para o que está a acontecer, sem um horizonte. (…) A generosidade é uma qualidade muito alentejana, porque generosidade não significa dar quando se tem muito mas sim conseguir encontrar forma de dar quando se tem pouco. O GADA nasceu dessa generosidade das gentes do Alandroal e do Alentejo, mas também dos amigos que temos um pouco por todo o pais. (...)”
Terminou renovando o agradecimento ao Sr. Comendador Rui Nabeiro pela sua ajuda na constituição deste novo apoio no Alentejo, mostrando uma vez mais a sua generosidade em prol das causas sociais.
De seguida subiram ao palco Carlos Vieira, Rui Alves e Vitorino que cantou, encantou e divertiu a assistência num grande momento musical, com temas bem conhecidos como “Trás outro amigo também” e “Menina que estas à janela”.
A Santa Casa agradece a presença de todos. Um agradecimento especial ao Vitorino, Carlos e Rui pela oferta deste momento musical.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
COLABORAÇÃO - BERNARDINO ROMA
A atrofia e a "atrofia".
(A propósito de um comentário)
A atrofia física nos limita.
A "atrofia" mental nos impede.
É óbvio que quando me refiro a "atrofia" mental excluo todos aqueles que,infelizmente, assim vieram ao mundo e nos merecem todo o respeito. Daí as "aspas" ou "comas".Como entenderem chamar-lhes.
E essa "atrofia" é grave.Muito grave. Porque nasce, germina e depois permanece, "encasca" e atormenta, tolda mentes débeis, tornando-as fracas, simples mas, parecendo que não, também perigosas.
Fomentam intrigas.
Revelam inveja.
Cospem maldade.
Vomitam ódio.
Pois é precisamente todos esses "sintomas" que encontro no infeliz e reles comentário, anónimo, pois claro, publicado (ai Chico, Chico) na postagem denominada "SEMELHANÇAS".
Evidente que me refiro ao que foi escrito a respeito do meu bom e grande amigo João Ribeiro.
Bom, sim.
Grande, também.
Bom porque é honesto, franco, feliz, sorridente, humano, amigo, solidário.
Grande porque é culto, interessado, interventivo, presente,inteligente, claro de ideias.
Contudo, a sua maior virtude,penso eu, que orgulhosamente sou seu amigo, é a simplicidade.
Sim, porque a simplicidade reúne, para mim, todos os predicados que atrás referi (atribuí).
Por isso, Sr. anónimo comentador, é de uma total injustiça, ingratidão até, apelidar tal Homem como "pobre diabo".
Ainda o pensei fazer, confesso, por razões óbvias, como o Sr. fez, refugiar-me no anonimato.
Mas não. Sou o Dino Roma e sou, também, João, um teu grande amigo.
Abraço amigo e solidário.
Chico, meu grande amigo também, se entenderes que este meu desabafo merece, honras de postagem no teu Blog, então força.
Abraço.
Dino.
Nota do Editor:
Se merece, amigo Dino, se merece...
A tua prosa diz tudo, e muito de louvar, assinas sem qualquer medo. Aí valente.
A propósito do “ai Chico, Chico”, quero apenas informar-te que antes do comentário ser presente foi lido ao J.R. e foi por insistência dele que o mesmo foi publicado. Mais uma vez o carácter, a honestidade o saber estar na vida, o não dever, nem temer nos foram demonstrados por este nosso comum amigo.
Obrigado Dino – conto sempre contigo
Xico Manel
(A propósito de um comentário)
A atrofia física nos limita.
A "atrofia" mental nos impede.
É óbvio que quando me refiro a "atrofia" mental excluo todos aqueles que,infelizmente, assim vieram ao mundo e nos merecem todo o respeito. Daí as "aspas" ou "comas".Como entenderem chamar-lhes.
E essa "atrofia" é grave.Muito grave. Porque nasce, germina e depois permanece, "encasca" e atormenta, tolda mentes débeis, tornando-as fracas, simples mas, parecendo que não, também perigosas.
Fomentam intrigas.
Revelam inveja.
Cospem maldade.
Vomitam ódio.
Pois é precisamente todos esses "sintomas" que encontro no infeliz e reles comentário, anónimo, pois claro, publicado (ai Chico, Chico) na postagem denominada "SEMELHANÇAS".
Evidente que me refiro ao que foi escrito a respeito do meu bom e grande amigo João Ribeiro.
Bom, sim.
Grande, também.
Bom porque é honesto, franco, feliz, sorridente, humano, amigo, solidário.
Grande porque é culto, interessado, interventivo, presente,inteligente, claro de ideias.
Contudo, a sua maior virtude,penso eu, que orgulhosamente sou seu amigo, é a simplicidade.
Sim, porque a simplicidade reúne, para mim, todos os predicados que atrás referi (atribuí).
Por isso, Sr. anónimo comentador, é de uma total injustiça, ingratidão até, apelidar tal Homem como "pobre diabo".
Ainda o pensei fazer, confesso, por razões óbvias, como o Sr. fez, refugiar-me no anonimato.
Mas não. Sou o Dino Roma e sou, também, João, um teu grande amigo.
Abraço amigo e solidário.
Chico, meu grande amigo também, se entenderes que este meu desabafo merece, honras de postagem no teu Blog, então força.
Abraço.
Dino.
Nota do Editor:
Se merece, amigo Dino, se merece...
A tua prosa diz tudo, e muito de louvar, assinas sem qualquer medo. Aí valente.
A propósito do “ai Chico, Chico”, quero apenas informar-te que antes do comentário ser presente foi lido ao J.R. e foi por insistência dele que o mesmo foi publicado. Mais uma vez o carácter, a honestidade o saber estar na vida, o não dever, nem temer nos foram demonstrados por este nosso comum amigo.
Obrigado Dino – conto sempre contigo
Xico Manel
PARABÉNS - FELIZ ANIVERSÁRIO PAI
"Dedicada ao meu Pai que hoje completa 91 anos" ( é o de chapéu que está a "abrir" os bácoros. Na mesma foto a minha Professora Primária D. Antónia.)
Obrigado ao Cabé e ao Luís Fernando.
A MATANÇA
Em cima, da esquerda para a direita: Comadre Edviges, Tita, Antónia Cardoso, Gai
Em baixo, da esquerda para a direita: Jico, António Tátá, Cabé
A MORTE DO PORCO...
Nas vésperas da matança do porco...
Sempre ansioso com a chegada desse dia,
Minha alma inquieta, eu feito um louco,
Pois não gostava quando o porco morria.
Aquele barulho forte que então ouvia
E que aos poucos se tornava mais rouco,
Ainda no meu quarto, fingindo que dormia...
Desejava nesses instantes puder ser mouco.
Quando ouvia os sons familiares pelo jardim
Na azáfama habitual de qualquer matança,
Saía do meu quarto com toda a confiança...
A vida do porco tinha chegado ao seu fim.
Ainda hoje ouço esses guinchos aflitivos
Em sonhos, de quando eu era criança...
O grunhir dos porcos já sem esperança,
E no jardim, os sons familiares afectivos!
Matias José
A matança
«Vamos a eles patrão Manuel…, vamos a eles que já estão a adivinhar para que é a banca».
António acabara de afiar as facas e o facalhão com que traçaria o destino dos porcos, em direcção ao seu mundo peculiar na salgadeira ou no fumeiro da casa.
Os condenados estavam mal encarados e de mau humor, pois tinham pressentido, de véspera, o arrumar da banca e das cordas, da balança e dos ganchos de pendura, dos utensílios de corte e de desmancho, dos alguidares, enfim…, até do horrível tijolo vermelho que lhes seria metido nos interiores do focinho, anulando uma mais que certa defesa do bácoro e abafando os seus últimos grunhidos de desespero.
«Primeiro este que já se pôs a jeito da banca», sentenciou o patrão.
O porco assustado por ver tanta gente à sua volta, com cara de poucos amigos, tinha-se posto em guarda junto à mesa do sacrifício.
“Pensou o pobre porco: –o primeiro que se adiantar leva com as burras numa perna…, que lha furo de lado a lado”.
Como é sabido, a luta entre homens e porcos sempre foi desigual, com vantagem para os primeiros: uma questão de cérebro, de membros superiores e de patas. Se bem que, nos interiores homens e porcos são tão semelhantes que daí nasceu o aforismo popular «se queres ver o teu corpo abre um porco».
E da curiosidade humana pelos porcos aconteceu o inevitável gosto por comê-los, tudo o “malvado” ser humano degustou nos porcos…, até os ossos!
Mais célere que o “pensamento” do porco, o António já lhe tinha laçado o pescoço, depois as patas dianteiras, o que o fez tombar, e de seguida as traseiras…, tudo tão rápido que o desgraçado porco foi içado para cima da banca, fria como uma tumba, quase sem dar por isso.
Vendo-se manietado naquele cadafalso tenebroso, deu umas grunhidelas valentes e uns safanões corajosos, na tentativa de se libertar. O tijolo vermelho, com sabor ácido e amargo, foi-lhe metido pela boca adentro, até às goelas, e depois bem atado e apertado o focinho, sua última arma defensiva, prontamente posta fora de combate.
Um dos homens aproximou-se do porco com um enorme facalhão, em direcção da barbela. É o carrasco, disso tem a certeza o infeliz suíno. E sabe que, num tudo de nada, o céu deixará de ser azul para se pintar de escuro negro como o breu.
O outro porco, vendo a tragédia à sua frente, quis pôr-se a milhas, mas seguiu o mesmo caminho: chouriços, linguiças, toucinho, presuntos…, mesmo as orelhas se comem como grande petisco.
É o destino dos porcos, de há milénios… por estas bandas.
AC
Obrigado ao Cabé e ao Luís Fernando.
A MATANÇA
«A Matança do Porco»
Em cima, da esquerda para a direita: Comadre Edviges, Tita, Antónia Cardoso, Gai
Em baixo, da esquerda para a direita: Jico, António Tátá, Cabé
A MORTE DO PORCO...
Nas vésperas da matança do porco...
Sempre ansioso com a chegada desse dia,
Minha alma inquieta, eu feito um louco,
Pois não gostava quando o porco morria.
Aquele barulho forte que então ouvia
E que aos poucos se tornava mais rouco,
Ainda no meu quarto, fingindo que dormia...
Desejava nesses instantes puder ser mouco.
Quando ouvia os sons familiares pelo jardim
Na azáfama habitual de qualquer matança,
Saía do meu quarto com toda a confiança...
A vida do porco tinha chegado ao seu fim.
Ainda hoje ouço esses guinchos aflitivos
Em sonhos, de quando eu era criança...
O grunhir dos porcos já sem esperança,
E no jardim, os sons familiares afectivos!
Matias José
A matança
«Vamos a eles patrão Manuel…, vamos a eles que já estão a adivinhar para que é a banca».
António acabara de afiar as facas e o facalhão com que traçaria o destino dos porcos, em direcção ao seu mundo peculiar na salgadeira ou no fumeiro da casa.
Os condenados estavam mal encarados e de mau humor, pois tinham pressentido, de véspera, o arrumar da banca e das cordas, da balança e dos ganchos de pendura, dos utensílios de corte e de desmancho, dos alguidares, enfim…, até do horrível tijolo vermelho que lhes seria metido nos interiores do focinho, anulando uma mais que certa defesa do bácoro e abafando os seus últimos grunhidos de desespero.
«Primeiro este que já se pôs a jeito da banca», sentenciou o patrão.
O porco assustado por ver tanta gente à sua volta, com cara de poucos amigos, tinha-se posto em guarda junto à mesa do sacrifício.
“Pensou o pobre porco: –o primeiro que se adiantar leva com as burras numa perna…, que lha furo de lado a lado”.
Como é sabido, a luta entre homens e porcos sempre foi desigual, com vantagem para os primeiros: uma questão de cérebro, de membros superiores e de patas. Se bem que, nos interiores homens e porcos são tão semelhantes que daí nasceu o aforismo popular «se queres ver o teu corpo abre um porco».
E da curiosidade humana pelos porcos aconteceu o inevitável gosto por comê-los, tudo o “malvado” ser humano degustou nos porcos…, até os ossos!
Mais célere que o “pensamento” do porco, o António já lhe tinha laçado o pescoço, depois as patas dianteiras, o que o fez tombar, e de seguida as traseiras…, tudo tão rápido que o desgraçado porco foi içado para cima da banca, fria como uma tumba, quase sem dar por isso.
Vendo-se manietado naquele cadafalso tenebroso, deu umas grunhidelas valentes e uns safanões corajosos, na tentativa de se libertar. O tijolo vermelho, com sabor ácido e amargo, foi-lhe metido pela boca adentro, até às goelas, e depois bem atado e apertado o focinho, sua última arma defensiva, prontamente posta fora de combate.
Um dos homens aproximou-se do porco com um enorme facalhão, em direcção da barbela. É o carrasco, disso tem a certeza o infeliz suíno. E sabe que, num tudo de nada, o céu deixará de ser azul para se pintar de escuro negro como o breu.
O outro porco, vendo a tragédia à sua frente, quis pôr-se a milhas, mas seguiu o mesmo caminho: chouriços, linguiças, toucinho, presuntos…, mesmo as orelhas se comem como grande petisco.
É o destino dos porcos, de há milénios… por estas bandas.
AC
BREVES CÁ DO ALENTEJO
O Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do centro de Saúde de Vendas Novas já não encerra a partir das 24:00 horas de hoje e vai permanecer aberto no período noturno, revelou a Administração Regional de Saúde do Alentejo.
Um fungo altamente transmissível está a dizimar as populações de sobreiro, azinheiro e castanheiro no Alentejo, sobretudo na margem esquerda do Guadiana.
O município de Aljustrel e o Clube de Jazz do Conservatório Regional do Baixo Alentejo promovem hoje uma tertúlia dedicada à história do Jazz em Portugal.
A Assembleia-Geral da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) reúne hoje para discutir e aprovar a extinção da empresa, que já cumpriu a sua missão de construir a infraestrutura aeroportuária.
A conhecida vila de Arraiolos, sobejamente conhecida pelos seus tapetes, quer também fazer história ao tornar-se a primeira localidade histórica totalmente iluminada com LED, uma tecnologia que permite poupar cerca de 50 por cento de energia por ponto de luz e funcionando por telegestão.
IMPRENSA
Um fungo altamente transmissível está a dizimar as populações de sobreiro, azinheiro e castanheiro no Alentejo, sobretudo na margem esquerda do Guadiana.
O município de Aljustrel e o Clube de Jazz do Conservatório Regional do Baixo Alentejo promovem hoje uma tertúlia dedicada à história do Jazz em Portugal.
A Assembleia-Geral da Empresa de Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (EDAB) reúne hoje para discutir e aprovar a extinção da empresa, que já cumpriu a sua missão de construir a infraestrutura aeroportuária.
A conhecida vila de Arraiolos, sobejamente conhecida pelos seus tapetes, quer também fazer história ao tornar-se a primeira localidade histórica totalmente iluminada com LED, uma tecnologia que permite poupar cerca de 50 por cento de energia por ponto de luz e funcionando por telegestão.
IMPRENSA
CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM
Dez Outonos
Eduardo Luciano
Quinta, 22 Setembro 2011 09:38
Chegámos ao momento de mais uma mudança de estação. Muda a estação, mas não muda mais nada ao nível da política local.
Este é o décimo Outono com o PS à frente dos destinos do Município e apesar do Sol prometido em 2001, em 2005 e em 2009 o céu apresenta-se cada vez mais carregado de nuvens e os chuviscos vão sendo substituídos por uma chuva constante, mais ou menos violenta conforme as atenções se centram ou se dispersam sobre a actividade (ou a sua ausência) do poder local do concelho.Afogado em dívidas superiores a setenta milhões de euros, com prazos de pagamento aos fornecedores cada vez mais alargados, com o mais completo desinvestimento na actividade cultural, que ameaça fazer desaparecer do mapa agentes profissionais e amadores com as consequências que se podem adivinhar.
Sem obra ou marca que possa agitar como bandeira de uma gestão que prometeu tudo e encontrou sempre as desculpas necessárias para justificar a incapacidade de cumprir, da crise internacional ao simples “azar”, a gestão do PS tem transformado este território num sítio onde nada de novo acontece.
Bem, sejamos justos. Algumas coisas novas aconteceram. Foram investidos alguns milhões de euros na recuperação de património privado para apresentar uma Praça de Touros como a “obra de regime” e foi realizado o negócio da cessão da exploração da água em alta, que se revelou ruinoso do ponto de vista financeiro para a autarquia e para os munícipes, tendo-se mesmo levantado diversas questões quanto à qualidade da água fornecida.
Vítima desta forma de gestão sem estratégia e sem desígnio, a estrutura de recursos humanos do município parece perdida entre a gritante necessidade de acção em áreas como a limpeza pública, a animação cultural, a intervenção no Centro Histórico ou as pequenas intervenções de conservação do espaço público e a mais completa desarticulação, ausência de dinâmica e incapacidade de motivação dos diversos serviços municipais.
Exemplo ilustrativo desta situação é a existência de uma alegada fraude nos serviços de cobrança da água que, segundo as informações prestadas pelo presidente em reunião de câmara, aconteceu ao longo de vários anos sem que fosse detectada ou levantasse qualquer suspeita.
Sendo naturalmente verdade que tais situações podem acontecer em qualquer autarquia ou serviço e que as responsabilidades individuais, em âmbito de processo disciplinar e criminal, devem ser totalmente apuradas, também é verdade que as deficiências ao nível da organização e controlo dos serviços potenciam situações como as que alegadamente aconteceram no município de Évora e que existem responsabilidades políticas a serem apuradas.
Olhando para a análise das contas do primeiro semestre, olhando para os mais que previsíveis cortes nas transferências do poder central, parece-me que rapidamente passaremos do Outono ao Inverno, sem que se veja qualquer dinâmica ou entusiasmo, por parte desta gestão, para enfrentar a previsível borrasca.
Até para a semana
Eduardo Luciano
EXPLIQUEM-ME LÁ QUE EU NÃO CONSIGO PERCEBER
Volta e meia sou surpreendido com notícias que dão conta de GREVES ÁS HORAS EXTRAORDINÁRIAS (useiros e vezeiros TAP, Carris, CP, Transtejo e quejandos).
Agora parece que também PSP e GNR.
Não percebo.
No meu tempo de trabalhador no activo, considerava uma benesse poder fazer horas extraordinárias e nunca me passou pela cabeça rejeita-las. As dificuldades financeiras eram muitas e o acréscimo no vencimento ao fim do mês vinha colmatar muitas dificuldades. Recordo que antes 25 Abril as mesmas eram pagas a um só preço, fossem uma, duas, 3 ou 4. Com o regabofe posterior passaram a obedecer a um critério de aumento monetário progressivo consoante o passar das mesmas. Suponho que tal metodologia se mantém.
Ora numa altura de crise em que as dificuldades monetárias são cada vez maiores, não percebo o porquê do luxo de se fazer greve às horas extraordinárias. A não ser que as mesmas, mesmo não sendo feitas, sejam pagas (o que acho inviável).
Também não percebo a atitude do Governo, ou das Empresas, numa altura de tanto desemprego terem necessidade de recorrer aos mesmos funcionários e pagar-lhes horas extraordinárias.
Pode-se argumentar que são trabalhadores especializados. Pois bem, promovam-se cursos de formação dessas especialidades, renumerem-se enquanto estão de reserva com um subsidio condigno e acabe-se de vez com as chamadas horas extraordinárias.
Seria em meu entender uma maneira mais equitativa de compensar e dividir o pouco que resta, compensando alguns e não dando mais a quem ameaça. Ainda por cima não aceitando dar um pouco mais de esforço, mesmo devidamente recompensado.
Devo estar desfasado no tempo ou completamente errado, no entanto foi assim que funcionei muitos anos nos meus serviços, até que as mesmas foram pura e simplesmente banidas e se quis alguma progressão na carreira muitas horas tive que fazer sem auferir qualquer compensação.
Mas na altura o País não estava falido, tão pouco mendigava a Merkles e Sarcozis.
Chico Manuel
Agora parece que também PSP e GNR.
Não percebo.
No meu tempo de trabalhador no activo, considerava uma benesse poder fazer horas extraordinárias e nunca me passou pela cabeça rejeita-las. As dificuldades financeiras eram muitas e o acréscimo no vencimento ao fim do mês vinha colmatar muitas dificuldades. Recordo que antes 25 Abril as mesmas eram pagas a um só preço, fossem uma, duas, 3 ou 4. Com o regabofe posterior passaram a obedecer a um critério de aumento monetário progressivo consoante o passar das mesmas. Suponho que tal metodologia se mantém.
Ora numa altura de crise em que as dificuldades monetárias são cada vez maiores, não percebo o porquê do luxo de se fazer greve às horas extraordinárias. A não ser que as mesmas, mesmo não sendo feitas, sejam pagas (o que acho inviável).
Também não percebo a atitude do Governo, ou das Empresas, numa altura de tanto desemprego terem necessidade de recorrer aos mesmos funcionários e pagar-lhes horas extraordinárias.
Pode-se argumentar que são trabalhadores especializados. Pois bem, promovam-se cursos de formação dessas especialidades, renumerem-se enquanto estão de reserva com um subsidio condigno e acabe-se de vez com as chamadas horas extraordinárias.
Seria em meu entender uma maneira mais equitativa de compensar e dividir o pouco que resta, compensando alguns e não dando mais a quem ameaça. Ainda por cima não aceitando dar um pouco mais de esforço, mesmo devidamente recompensado.
Devo estar desfasado no tempo ou completamente errado, no entanto foi assim que funcionei muitos anos nos meus serviços, até que as mesmas foram pura e simplesmente banidas e se quis alguma progressão na carreira muitas horas tive que fazer sem auferir qualquer compensação.
Mas na altura o País não estava falido, tão pouco mendigava a Merkles e Sarcozis.
Chico Manuel
NO ALANDROAL - DIA MUNDIAL DO DOENTE DE ALZHEIMER
O nosso Colaborador e Amigo – João Lebre, fez o favor de nos enviar estas fotos do evento ontem realizado no Fórum Cultural , relativo ao Dia Mundial do Doente de Alzheimer.
Aqui as compartilhamos com todos os nossos visitantes.
Obrigado amigo João Lebre
Fotos: João Lebre
Aqui as compartilhamos com todos os nossos visitantes.
Obrigado amigo João Lebre
Fotos: João Lebre
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
NOTAS DE RODAPÉ DO MATABIXO (1)
Do Mundo à Europa; de Portugal (Madeira) ao Alandroal
1. Custa perceber como é que B. Obama (o do discurso do Cairo) pretende justificar, em pleno século XXI, a posição americana de exercer o direito de veto na ONU relativamente à aceitação da Palestina como estado soberano, com fronteiras definidas. Os interesses do “loby judaico” irão mais uma vez sobrepor-se à paz possível no Médio Oriente?
Foi assim, em 1948, quando foi criado o estado de Israel?
2. É verdade que a Sra. Merkel, numa União Europeia à deriva, parece continuar a ser a única voz durona que se impõe. Diria que tem alguma razão na táctica, mas erra na estratégia... como é visível na recusa alemã de integrar a Turquia na U. Europeia.
Já imaginaram, o que seria dos USA, se B. Obama mandasse pela borda fora da União e do dólar, o Arkansas e o Arizona só porque são também estados pobres e endividados, a Grécia lá do sítio?
3. A Madeira que conhecemos tem um padrão de vida (e de consumo) que não vos conto. Soube-se agora que até tinha os túneis (na Madeira chamam-lhe ‘Furados’e com razão) construídos antes de ter as estradas. Estão a conhecer-se também os montantes das dívidas que acumulou e escondeu. O problema é quem as irá pagar e o descrédito global que causam ao país.
Alguém acredita que seja, o dito Jardim, e sejam apenas os madeirenses? E não acham que PPC assumiu desta vez a posição certa relativamente à campanha eleitoral?
4. O Alandroal deixou de participar no futebol regional. Seria aconselhável que a Direcção eleita, se sentasse à mesa e rediscutisse com tempo a situação?
5.Em matéria de Educação e de Habitação, de Economia e de Turismo, podia fazer-se, no Alandroal, o exercício de comparar a evolução e crescimento dos números em cada um destes indicadores locais e concelhios?
6. O sector da restauração no Alandroal, pode e deve ser apresentado como uma área económica onde a Vila tem registado avanços, valorização constante e um inegável sucesso.
Os restaurantes do Alandroal e do concelho pretendem, em conjunto, continuar a afirmar, de forma sustentada, o justo prestígio que A Maria iniciou?
BNAlandroal, 21/9/2011
1. Custa perceber como é que B. Obama (o do discurso do Cairo) pretende justificar, em pleno século XXI, a posição americana de exercer o direito de veto na ONU relativamente à aceitação da Palestina como estado soberano, com fronteiras definidas. Os interesses do “loby judaico” irão mais uma vez sobrepor-se à paz possível no Médio Oriente?
Foi assim, em 1948, quando foi criado o estado de Israel?
2. É verdade que a Sra. Merkel, numa União Europeia à deriva, parece continuar a ser a única voz durona que se impõe. Diria que tem alguma razão na táctica, mas erra na estratégia... como é visível na recusa alemã de integrar a Turquia na U. Europeia.
Já imaginaram, o que seria dos USA, se B. Obama mandasse pela borda fora da União e do dólar, o Arkansas e o Arizona só porque são também estados pobres e endividados, a Grécia lá do sítio?
3. A Madeira que conhecemos tem um padrão de vida (e de consumo) que não vos conto. Soube-se agora que até tinha os túneis (na Madeira chamam-lhe ‘Furados’e com razão) construídos antes de ter as estradas. Estão a conhecer-se também os montantes das dívidas que acumulou e escondeu. O problema é quem as irá pagar e o descrédito global que causam ao país.
Alguém acredita que seja, o dito Jardim, e sejam apenas os madeirenses? E não acham que PPC assumiu desta vez a posição certa relativamente à campanha eleitoral?
4. O Alandroal deixou de participar no futebol regional. Seria aconselhável que a Direcção eleita, se sentasse à mesa e rediscutisse com tempo a situação?
5.Em matéria de Educação e de Habitação, de Economia e de Turismo, podia fazer-se, no Alandroal, o exercício de comparar a evolução e crescimento dos números em cada um destes indicadores locais e concelhios?
6. O sector da restauração no Alandroal, pode e deve ser apresentado como uma área económica onde a Vila tem registado avanços, valorização constante e um inegável sucesso.
Os restaurantes do Alandroal e do concelho pretendem, em conjunto, continuar a afirmar, de forma sustentada, o justo prestígio que A Maria iniciou?
BNAlandroal, 21/9/2011
CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM
Em 21-09-2011 12:26, francisco tata escreveu:
Quando de novo são retomadas as Crónicas de Opinião na Diana FM e à semelhança nos últimos anos, venho mais uma vez solicitar a devida autorização para as colocar no blogue Al Tejo, deixando como sempre o link respectivo.
Grato pela atenção e na expectativa de um bom acolhimento da vossa parte e resposta urgente (para não deixar acumular), apresento as mais cordiais saudações
Francisco Manuel R. Tata
Caro Francisco Tata,
Temos muito gosto em que publique as Crónicas de Opinião no seu blogue.
Obrigado pela sua preferência.
Sérgio Major
DianaFm 94.1
Este governo ainda tem um historial curto demais para balanços ou elogios mas, neste campo concreto, merece pelo menos uma palavra de apreço inicial: foi o primeiro a criar uma secretaria de Estado da Competitividade, do Empreendedorismo e da Inovação e a ter assim uma visão integrada desta realidade.
Efectivamente, é necessária que a investigação científica e a consequente inovação esteja ao serviço da economia real e não apenas a ocupar o tempo e o orçamento da vida universitária. E é necessário que a competitividade da economia portuguesa esteja assente na inovação e não nos baixos salários. Vista a parte estratégica, falta ver a capacidade de execução, até porque o conceito é complexo.
“Empreendedorismo” não é apenas o trajecto de alguém a criar o seu próprio negócio, seja ele o café da esquina ou a empresa tecnológica que irá inventar o próximo Google. É toda uma mentalidade, uma atitude e espírito orientado para inovar – por conta própria ou por conta de outrem. É olhar e ver soluções onde outros vêem apenas ameaças ou problemas. É descortinar antes dos outros uma oportunidade no mercado e conceber formas criativas de a aproveitar – com novos produtos, novos processos, novas tecnologias ou novos modelos de gestão.
Temos, aqui, 3 obstáculos consideráveis em Portugal: a saber, o estigma cultural, a falta de competências de gestão e o financiamento.
Os dois primeiros resolvem-se, essencialmente com a educação de base, a formação e a promoção social do empreendedor. Enfatizar que tentar, errar, falhar e tentar novamente é normal e saudável! Mas também garantir que os projectos empreendedores serão sustentáveis e reduzir a sua mortalidade. Depois, o financiamento das boas ideias necessita de capital mais orientado à fase inicial do projecto, como a pesquisa, análise de mercado, desenvolvimento do “produto”. Não deve ser apenas o Estado com os seus subsídios ou o seu capital de risco a constar do menu de opções. A criação de fundos universitários desta natureza e um enquadramento jurídico e fiscal favorável a financiadores privados são áreas a explorar.
O empreendedorismo não será a cura de todos os males da economia portuguesa. Mas, numa economia global, a funcionar em rede, o papel de pequenas e médias empresas, inovadoras e flexíveis, resultantes do esforço criativo dos empreendedores é cada vez mais relevante. Há que favorecer o seu nascimento e a sua multiplicação!
Carlos Sezões
Quando de novo são retomadas as Crónicas de Opinião na Diana FM e à semelhança nos últimos anos, venho mais uma vez solicitar a devida autorização para as colocar no blogue Al Tejo, deixando como sempre o link respectivo.
Grato pela atenção e na expectativa de um bom acolhimento da vossa parte e resposta urgente (para não deixar acumular), apresento as mais cordiais saudações
Francisco Manuel R. Tata
Caro Francisco Tata,
Temos muito gosto em que publique as Crónicas de Opinião no seu blogue.
Obrigado pela sua preferência.
Sérgio Major
DianaFm 94.1
Empreendedorismo simplificado
Carlos Sezões
Quarta, 21 Setembro 2011 10:47
Não existe, nos últimos 20 anos, governo em Portugal que não tenha apregoado a sua devoção ao empreendedorismo – fosse num programa eleitoral, num qualquer discurso parlamentar ou numa inauguração feita com pompa e circunstância. Compreende-se…o conceito é simpático e “modernaço” e muito dado a frases bonitas. Este governo ainda tem um historial curto demais para balanços ou elogios mas, neste campo concreto, merece pelo menos uma palavra de apreço inicial: foi o primeiro a criar uma secretaria de Estado da Competitividade, do Empreendedorismo e da Inovação e a ter assim uma visão integrada desta realidade.
Efectivamente, é necessária que a investigação científica e a consequente inovação esteja ao serviço da economia real e não apenas a ocupar o tempo e o orçamento da vida universitária. E é necessário que a competitividade da economia portuguesa esteja assente na inovação e não nos baixos salários. Vista a parte estratégica, falta ver a capacidade de execução, até porque o conceito é complexo.
“Empreendedorismo” não é apenas o trajecto de alguém a criar o seu próprio negócio, seja ele o café da esquina ou a empresa tecnológica que irá inventar o próximo Google. É toda uma mentalidade, uma atitude e espírito orientado para inovar – por conta própria ou por conta de outrem. É olhar e ver soluções onde outros vêem apenas ameaças ou problemas. É descortinar antes dos outros uma oportunidade no mercado e conceber formas criativas de a aproveitar – com novos produtos, novos processos, novas tecnologias ou novos modelos de gestão.
Temos, aqui, 3 obstáculos consideráveis em Portugal: a saber, o estigma cultural, a falta de competências de gestão e o financiamento.
Os dois primeiros resolvem-se, essencialmente com a educação de base, a formação e a promoção social do empreendedor. Enfatizar que tentar, errar, falhar e tentar novamente é normal e saudável! Mas também garantir que os projectos empreendedores serão sustentáveis e reduzir a sua mortalidade. Depois, o financiamento das boas ideias necessita de capital mais orientado à fase inicial do projecto, como a pesquisa, análise de mercado, desenvolvimento do “produto”. Não deve ser apenas o Estado com os seus subsídios ou o seu capital de risco a constar do menu de opções. A criação de fundos universitários desta natureza e um enquadramento jurídico e fiscal favorável a financiadores privados são áreas a explorar.
O empreendedorismo não será a cura de todos os males da economia portuguesa. Mas, numa economia global, a funcionar em rede, o papel de pequenas e médias empresas, inovadoras e flexíveis, resultantes do esforço criativo dos empreendedores é cada vez mais relevante. Há que favorecer o seu nascimento e a sua multiplicação!
Carlos Sezões
DÁ QUE PENSAR ...
Rubrica onde se transcrevem, pensamentos, frases e artigos de personalidades de renome, onde se reflecte o estado da Nação e nos deixam a pensar….
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Aumentam os desempregados, mas corta-se no subsidio de desemprego; cresce a insegurança no emprego, mas facilitam-se os despedimentos; as pequenas e médias empresas vendem menos, mas aumenta-se o IVA, agrava-se a situação social de inúmeras famílias mas corta-se o abono de família e outras prestações sociais; encolhe o consumo privado mas corta-se nos salários reais, nas pensões e nas reformas.
Carlos Pinto de Sá, Presidente da Autarquia de Montemor-o-Novo ( discurso de abertura na Feira da Luz)Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
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Aumentam os desempregados, mas corta-se no subsidio de desemprego; cresce a insegurança no emprego, mas facilitam-se os despedimentos; as pequenas e médias empresas vendem menos, mas aumenta-se o IVA, agrava-se a situação social de inúmeras famílias mas corta-se o abono de família e outras prestações sociais; encolhe o consumo privado mas corta-se nos salários reais, nas pensões e nas reformas.
Carlos Pinto de Sá, Presidente da Autarquia de Montemor-o-Novo ( discurso de abertura na Feira da Luz)Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
CRISE
Entre Janeiro e Julho,,os portugueses passaram por dia, 1312 cheques sem provisão num total de €4,4 milhões.Nos primeiros sete meses de 2011 os bancos rejeitaram 278.300 cheques carecas, no valor de €927,4 milhões que ficaram por pagar.
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A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis estima que, em Agosto , todos os dias, 150 automobilistas abasteceram os veículos e fugiram sem pagar-
CÁ NO ALENTEJO
A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo vai encerrar, a partir de 1 de Outubro, o Atendimento Complementar no Centro de Saúde de Ferreira do Alentejo, alegando que o mesmo “não está englobado na rede Nacional dos serviços de urgência/ emergência”.
http://www.vozdaplanicie.pt/
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alertou esta terça-feira para um novo tipo de furto nos campos do Alentejo, o de oliveiras e videiras acabadas de plantar, apelando ao Governo para que reforce o patrulhamento policial na região.
http://www.tvi24.iol.pt/
A concelhia do PS de Serpa lançou esta terça-feira um apelo ao Governo para “impedir o encerramento” do laboratório de análises clínicas do hospital da cidade. O encerramento está previsto para dia 01 de Outubro.
http://www.cmjornal.xl.pt/
A nova iluminação pública de Arraiolos, com lâmpadas de tecnologia LED, de menor consumo, está a ser instalada, por fases, nos últimos meses, nas ruas daquela vila alentejana, anunciou hoje o município local.
Segundo a autarquia, a nova iluminação possui a mais moderna tecnologia LED, associada a um sistema de telegestão que representa uma mais valia na eficiência energética do concelho.
http://www.dianafm.com/
IMPRENSA REGIONAL DE HOJE
http://www.vozdaplanicie.pt/
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) alertou esta terça-feira para um novo tipo de furto nos campos do Alentejo, o de oliveiras e videiras acabadas de plantar, apelando ao Governo para que reforce o patrulhamento policial na região.
http://www.tvi24.iol.pt/
A concelhia do PS de Serpa lançou esta terça-feira um apelo ao Governo para “impedir o encerramento” do laboratório de análises clínicas do hospital da cidade. O encerramento está previsto para dia 01 de Outubro.
http://www.cmjornal.xl.pt/
A nova iluminação pública de Arraiolos, com lâmpadas de tecnologia LED, de menor consumo, está a ser instalada, por fases, nos últimos meses, nas ruas daquela vila alentejana, anunciou hoje o município local.
Segundo a autarquia, a nova iluminação possui a mais moderna tecnologia LED, associada a um sistema de telegestão que representa uma mais valia na eficiência energética do concelho.
http://www.dianafm.com/
IMPRENSA REGIONAL DE HOJE
CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM
Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/
«E o Povo, pá?»
Cláudia Sousa Pereira
Terça, 20 Setembro 2011 09:56
Com o aproximar do regresso para a segunda série das crónicas da Diana, fui pensando em acrescentar a esta edição uma variante. A ideia surgiu-me quando, numa das poucas escapadelas que a minha troika caseira permitiu durante os meses de veraneio, ouvia numa rádio nacional uma dupla de especialistas, julgo mas não juro que eram psicólogos, construírem as suas intervenções em torno de provérbios de origem popular.
Entretanto também cá por Évora, e no âmbito desse festival não-pop, não-rock, não de músicas ou danças deste ou de outro mundo, mas muito ousado, e que se tem estendido durante todo o Verão com sede na Igreja de S. Vicente – falo d’ O Escrita na Paisagem – os promotores do Festival começaram a editar o programa num almanaque semanal que, à boa maneira de um tradicional almanaque, põe também na ordem do dia a sabedoria popular.
Não sendo por isso nenhuma inovação, julgo que esta minha nova “pauta” me pode ajudar a alinhar os textos que, convenhamos, têm muita tendência para ter objectos e sujeitos recorrentes, e que é legítimo que surjam ao sabor das circunstâncias que vão merecendo opinião e posição da autora, isto é, eu própria. Assim, em cada crónica estava a pensar que a propósito da sentença popular, ou a propósito de um ou outro caso que me suscite reflexão, lá vá de provérbio. Acho que quer eu, quer os ouvintes poderemos a partir desta raiz popular e colectiva dar asas às nossas reflexões pessoais, sobre um assunto que me interesse e sobre o qual eu gostaria de tornar-vos interessados.
Afinal, os provérbios ou sentenças populares são por definição a voz do povo o que assenta que nem luva ao regime democrático em que vivemos e aos gritos que mais recentemente temos ouvido em manifestações populares e que pode ser condensada no «E o Povo, pá?» Não sendo esta uma pergunta proverbial popular, pois tem autores bem conhecidos, pode ir tendo nas sentenças tradicionais respostas possíveis. Eu dou um exemplo e já agora cito uma das fontes que estará mais à mão de quem faz das tecnologias a sua pena e parte da sua documentação, o sítio da Internet assim chamado Citador, e que a propósito do tema do “político” nos atira como murro no estômago esta sentença fatal: "Bom político, mau cristão”. Apre!, exclamo eu, como isto pode dar “pano para mangas”…
Até para a semana.
Cláudia Sousa Pereira
«E o Povo, pá?»
Cláudia Sousa Pereira
Terça, 20 Setembro 2011 09:56
Com o aproximar do regresso para a segunda série das crónicas da Diana, fui pensando em acrescentar a esta edição uma variante. A ideia surgiu-me quando, numa das poucas escapadelas que a minha troika caseira permitiu durante os meses de veraneio, ouvia numa rádio nacional uma dupla de especialistas, julgo mas não juro que eram psicólogos, construírem as suas intervenções em torno de provérbios de origem popular.
Entretanto também cá por Évora, e no âmbito desse festival não-pop, não-rock, não de músicas ou danças deste ou de outro mundo, mas muito ousado, e que se tem estendido durante todo o Verão com sede na Igreja de S. Vicente – falo d’ O Escrita na Paisagem – os promotores do Festival começaram a editar o programa num almanaque semanal que, à boa maneira de um tradicional almanaque, põe também na ordem do dia a sabedoria popular.
Não sendo por isso nenhuma inovação, julgo que esta minha nova “pauta” me pode ajudar a alinhar os textos que, convenhamos, têm muita tendência para ter objectos e sujeitos recorrentes, e que é legítimo que surjam ao sabor das circunstâncias que vão merecendo opinião e posição da autora, isto é, eu própria. Assim, em cada crónica estava a pensar que a propósito da sentença popular, ou a propósito de um ou outro caso que me suscite reflexão, lá vá de provérbio. Acho que quer eu, quer os ouvintes poderemos a partir desta raiz popular e colectiva dar asas às nossas reflexões pessoais, sobre um assunto que me interesse e sobre o qual eu gostaria de tornar-vos interessados.
Afinal, os provérbios ou sentenças populares são por definição a voz do povo o que assenta que nem luva ao regime democrático em que vivemos e aos gritos que mais recentemente temos ouvido em manifestações populares e que pode ser condensada no «E o Povo, pá?» Não sendo esta uma pergunta proverbial popular, pois tem autores bem conhecidos, pode ir tendo nas sentenças tradicionais respostas possíveis. Eu dou um exemplo e já agora cito uma das fontes que estará mais à mão de quem faz das tecnologias a sua pena e parte da sua documentação, o sítio da Internet assim chamado Citador, e que a propósito do tema do “político” nos atira como murro no estômago esta sentença fatal: "Bom político, mau cristão”. Apre!, exclamo eu, como isto pode dar “pano para mangas”…
Até para a semana.
Cláudia Sousa Pereira
INFORMAÇÃO C.M.A..
(NO NOSSO ENTENDER DE EXTREMA IMPORTÂNCIA)
Reconstrução do Pontão do Conjeito Obriga a Corte de Trânsito na Nacional 373
A Empresa Estradas de Portugal S.A. comunicou à Câmara Municipal de Alandroal que vai proceder a um corte temporário de trânsito na Estrada Nacional 373, que liga o Alandroal ao Redondo, devido à necessidade urgente de se intervir no “Pontão do Conjeito”, para a sua reconstrução total.
A empresa informa que, pela natureza dos trabalhos, será necessário proceder à interdição total do tráfego na referida via, durante um período estimado de 45 dias, a partir do próximo dia 22 de Setembro, para que se possam concluir os trabalhos antes do Inverno. Durante o referido período de interdição poderão ser utilizadas as estradas alternativas na circulação entre o Alandroal e o Redondo, nomeadamente a EN 254 (Bencatel) e a EN 255 (Vila Viçosa), conforme o mapa em anexo.
A obra, da responsabilidade exclusiva da empresa Estradas de Portugal, consiste na substituição da estrutura existente por uma estrutura do tipo “Box-Culvert”, com muros de ala pré-fabricados. Está prevista também a remoção e recolocação de guardas de segurança, em ambos os lados da via, corrigindo a deformação e as deficiências ao nível das fundações das guardas de segurança, a pavimentação e sinalização horizontal de acordo com o existente actualmente. Além destes trabalhos, será ainda feita a regularização do leito da ribeira.
A Câmara Municipal de Alandroal está ainda a trabalhar em articulação com as Estradas de Portugal S.A. para levar a cabo futuras intervenções na área do município, com o objectivo de melhorar as condições de segurança e circulação nas estradas do concelho.
Câmara Municipal de Alandroal
Gabinete de Imprensa
Reconstrução do Pontão do Conjeito Obriga a Corte de Trânsito na Nacional 373
A Empresa Estradas de Portugal S.A. comunicou à Câmara Municipal de Alandroal que vai proceder a um corte temporário de trânsito na Estrada Nacional 373, que liga o Alandroal ao Redondo, devido à necessidade urgente de se intervir no “Pontão do Conjeito”, para a sua reconstrução total.
A empresa informa que, pela natureza dos trabalhos, será necessário proceder à interdição total do tráfego na referida via, durante um período estimado de 45 dias, a partir do próximo dia 22 de Setembro, para que se possam concluir os trabalhos antes do Inverno. Durante o referido período de interdição poderão ser utilizadas as estradas alternativas na circulação entre o Alandroal e o Redondo, nomeadamente a EN 254 (Bencatel) e a EN 255 (Vila Viçosa), conforme o mapa em anexo.
A obra, da responsabilidade exclusiva da empresa Estradas de Portugal, consiste na substituição da estrutura existente por uma estrutura do tipo “Box-Culvert”, com muros de ala pré-fabricados. Está prevista também a remoção e recolocação de guardas de segurança, em ambos os lados da via, corrigindo a deformação e as deficiências ao nível das fundações das guardas de segurança, a pavimentação e sinalização horizontal de acordo com o existente actualmente. Além destes trabalhos, será ainda feita a regularização do leito da ribeira.
A Câmara Municipal de Alandroal está ainda a trabalhar em articulação com as Estradas de Portugal S.A. para levar a cabo futuras intervenções na área do município, com o objectivo de melhorar as condições de segurança e circulação nas estradas do concelho.
Câmara Municipal de Alandroal
Gabinete de Imprensa
terça-feira, 20 de setembro de 2011
MEMÓRIAS DA INFÂNCIA - HOJE DO CHICO MANUEL
OS GENÉRICOS DO MEU TEMPO
Tanta conversa sobre os genéricos e ao fim e ao cabo eles já existiam há muito tempo.
E de borla…ou quase.
Recordo a infância:
Estava “fraquinho” ou com poucas cores – caminho da Barranca (Monte) onde o leite da burra ao fim de uma semana me punha logo em forma.
A gripe aparecia, a febre não dava descanso – o Chico Garcias (meu Padrinho e protector) mandava de imediato dois pombinhos, sacrificados do extenso pombal para um caldinho bem quente. Era remédio santo.
A tosse não dava descanso (será convulsa?) – pois nada melhor que subir aos eucaliptos (ás costas do meu pai) da ladeira da caeira, mexer nas folhas, aspirar o cheiro do eucalipto, trazer uma “ramada” para cabeceira da cama e ferrar um sono reparador.
Persiste a tosse? – Bem, vamos então aos figos bravos, enfrentem-se os espinhos, faça-se um golpe nos mesmos, deixe-se o líquido correr para uma chávena e beba-se o mesmo.
Para “coisas” mais sérias lá estava o Dr. Xavier para com o famoso “PALMITATO” nos curar de todas as maleitas. E se fosse coisa ainda mais séria o Dr. Matias curava-nos com um bom banho de imersão, de água fria ou quente, conforme as circunstâncias (foi assim que me curou de uma doença chamada na altura "garrotilho").
Tínhamos ainda o Dr. Galhardas para nos arrancar os dentes, sem necessidade alguma de “chapas”, ou o farmacêutico Pita com as suas famosas “pastilhas”.
Era assim na minha meninice.
Agora?.....
Chico Manuel
Tanta conversa sobre os genéricos e ao fim e ao cabo eles já existiam há muito tempo.
E de borla…ou quase.
Recordo a infância:
Estava “fraquinho” ou com poucas cores – caminho da Barranca (Monte) onde o leite da burra ao fim de uma semana me punha logo em forma.
A gripe aparecia, a febre não dava descanso – o Chico Garcias (meu Padrinho e protector) mandava de imediato dois pombinhos, sacrificados do extenso pombal para um caldinho bem quente. Era remédio santo.
A tosse não dava descanso (será convulsa?) – pois nada melhor que subir aos eucaliptos (ás costas do meu pai) da ladeira da caeira, mexer nas folhas, aspirar o cheiro do eucalipto, trazer uma “ramada” para cabeceira da cama e ferrar um sono reparador.
Persiste a tosse? – Bem, vamos então aos figos bravos, enfrentem-se os espinhos, faça-se um golpe nos mesmos, deixe-se o líquido correr para uma chávena e beba-se o mesmo.
Para “coisas” mais sérias lá estava o Dr. Xavier para com o famoso “PALMITATO” nos curar de todas as maleitas. E se fosse coisa ainda mais séria o Dr. Matias curava-nos com um bom banho de imersão, de água fria ou quente, conforme as circunstâncias (foi assim que me curou de uma doença chamada na altura "garrotilho").
Tínhamos ainda o Dr. Galhardas para nos arrancar os dentes, sem necessidade alguma de “chapas”, ou o farmacêutico Pita com as suas famosas “pastilhas”.
Era assim na minha meninice.
Agora?.....
Chico Manuel
VASCULHAR O PASSADO - RUBRICA MENSAL DE AUGUSTO MESQUITA
O I Rally a Montemor-o-Novo
Rally, ou Rallye, é uma forma de competição automobilística disputada em vias públicas ou privadas, com veículos de produção modificados, ou especiais. Este desporto distingue-se, por não ser disputado em autódromos, mas em formato ponto-a-ponto, no qual os participantes e seus co-pilotos (conhecidos também como navegadores) dirigem entre pontos de controlo, determinados (estágios), partindo em intervalos regulares, a partir de um, ou mais pontos de partida. Ralis, podem ser vencidos, por percorrer o trecho no menor tempo possível (Rally de Velocidade), ou, percorrer o trecho dos estágios mais próximo possível de um tempo predeterminado (Rally de Regularidade).
Existem ainda os rallys paper. São provas de orientação para equipas, que consiste num percurso, ao qual estão associadas perguntas ou tarefas, correspondentes aos diferentes pontos intermédios (ou postos), e que podem determinar, a passagem à parte seguinte do percurso. A razão de ser de um “paper”, é aliar uma componente lúdica ao passeio em si, e assim, ficar a conhecer melhor, a zona onde a prova se disputa.
No passado, os ralis, começavam com a reunião de um grupo de amigos em determinado local, onde era dado os itinerários. Era uma aventura diferente. Foi daí que surgiu o nome rally, que em inglês significa reunião.
O rally é a modalidade automobilística mais antiga do mundo. Em 1875 entre Le Mans e Paris, começaram a existir corridas, mas a primeira prova de verdade, aconteceu na França, entre as cidades de Paris e Rouen em 1894, com aproximadamente 126 Km de distância, e as largadas eram dadas de minuto em minuto.
Em 1911 foi realizado o primeiro rally chamado de Monte Carlo, porque foi realizado na cidade de Monte Carlo, este rally, acontece ainda hoje, e é a prova mais tradicional do calendário mundial.
Em Portugal, a primeira grande prova de automóveis, realizou-se em 1902, e ligou Figueira da Foz a Lisboa. Em Montemor-o-Novo, a primeira prova decorreu no ano de 1935.
O Rally, incorporado na Feira da Luz, constituiu um dos números mais apreciados do respectivo programa.
Tratou-se duma prova sem grandes responsabilidades, tanto mais, que o escasso tempo de que dispôs a Comissão Desportiva do Automóvel Clube de Portugal determinou a escolha de percursos, que pouco iam além dos 100 quilómetros.
O grosso dos concorrentes, partiu de Cacilhas, tendo-lhe sido dado a partida pelo Senhor Tomás Pinto Bastos.
Não se registou durante os vários trajectos, qualquer acidente, tendo entrado em Montemor-o-Novo, dentro da hora regulamentar, os 23 carros concorrentes.
Cerca das 15,00 horas, junto ao Jardim Público, iniciaram-se as provas finais do “rally”, que constaram de marcha-atrás, aceleração e travagem. No recinto, aglomeram-se centenas de pessoas, e no jardim, debruçadas do parapeito, viam-se muitas senhoras. No pavilhão ali levantado, tomou lugar o júri de honra, constituído pelos seguintes senhores: Dr. Alfredo Cunhal, Andrade Gomes e António Joaquim Marques dos Santos. O júri técnico era composto pelos senhores Mário Beirão, Libânio Biscaia, Honorato Pereira, Vitorino Avelar e Jaime dos Reis.
O local escolhido para a realização destas provas, embora fosse o melhor que se podia dispor, apresentava o inconveniente de ser em declive.
Joaquim Câmara Manuel Mira que fez uma boa prova, classificou-se em primeiro lugar na Classe B, ganhando o Rally.
Na categoria A, isto é, na pequena cilindrada, Diogo Passanha efectuou com o seu pequeno “Morris”, uma bela ”performance”, que lhe valeu o triunfo.
Outra prova magnífica foi a realizada por Soares Mendes em Graham, o qual logrou alcançar a melhor pontuação. O facto, porém, de, por descuido, não ter, na marcha-atrás, ultrapassado com as rodas dianteiras a linha limite, implicou uma penalização de 51,37 pontos. Sem esta circunstância deplorável, seria ele o incontestável vencedor da prova.
Os concorrentes ao Rally foram os seguintes: António Romeiras Marques dos Santos, João Coelho Borges, João Ramalho Franco, Joaquim Câmara Manuel Mira, Dr. António Júdice Pargana, Jorge Monte Real, Joaquim Nunes dos Santos, Joaquim Ribeiro Belga, Manuel Teias Vacas, António Justino Costa Praça, Manuel António Padeira Júnior, Francisco Santos Magina, Francisco Alves Alfacinha, Luís Freitas Fonseca, António Leitão de Oliveira, Manuel Nunes dos Santos, Mateis Oliveira Monteiro, Manuel Soares Mendes, Bernardino Mira, Dr. Alfredo Cunhal, Diogo Passanha, António Lopes de Andrade Júnior e Leopoldo Roque Fonseca.
Os melhores classificados nas duas categorias, alcançaram os seguintes pontos:
Classe A – 1.º – Diogo Passanha, 599,14 pontos; 2.º - João de Deus Coelho Borges, 598,93 pontos; 3.º - Mateus de Oliveira Monteiro, 596,83 pontos; 4.º - Manuel Teias Vacas, 588,17 pontos.
Classe B – 1.º – Joaquim Câmara Manuel Mira, 602,27 pontos; 2.º - António Leitão de Oliveira, 602,13 pontos; 3.º - António Lopes de Andrade Júnior, 600,82 pontos; 4.º - Sebastião Freitas da Fonseca, 600,54 pontos.
A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo enviou ao Automóvel Clube de Portugal o seguinte ofício:
A Comissão Organizadora das Festas de Setembro, que nos dias 1, 2 e 3 do corrente, se realizaram em Montemor-o-Novo, felicita vivamente V. Ex.ª. pelo extraordinário êxito que o Automóvel Clube de Portugal alcançou, com a realização do I Rally a Montemor, a primeira grande prova automobilística realizada no Alentejo, e que, felizmente, com tão invulgar brilhantismo se concluiu.
Regozijando-se, também, com o êxito alcançado, esta Comissão das Festas, aproveita a oportunidade, para agradecer reconhecidamente, o valioso auxílio, e o extraordinário interesse, que V. Ex.as dispensaram a tão feliz organização, e que, tendo resultado um dos melhores números das Festas de Setembro, muito contribuiu também, para o enorme brilhantismo, com que as mesmas se vieram a revestir.
Digne-se por isso V. Ex.as, aceitar os protestos do nosso mais profundo reconhecimento.
A Bem da Nação
Montemor-o-Novo, 16 de Setembro de 1935
O Vice-Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e da Comissão de Festas
Augusto Mesquita
Rally, ou Rallye, é uma forma de competição automobilística disputada em vias públicas ou privadas, com veículos de produção modificados, ou especiais. Este desporto distingue-se, por não ser disputado em autódromos, mas em formato ponto-a-ponto, no qual os participantes e seus co-pilotos (conhecidos também como navegadores) dirigem entre pontos de controlo, determinados (estágios), partindo em intervalos regulares, a partir de um, ou mais pontos de partida. Ralis, podem ser vencidos, por percorrer o trecho no menor tempo possível (Rally de Velocidade), ou, percorrer o trecho dos estágios mais próximo possível de um tempo predeterminado (Rally de Regularidade).
Existem ainda os rallys paper. São provas de orientação para equipas, que consiste num percurso, ao qual estão associadas perguntas ou tarefas, correspondentes aos diferentes pontos intermédios (ou postos), e que podem determinar, a passagem à parte seguinte do percurso. A razão de ser de um “paper”, é aliar uma componente lúdica ao passeio em si, e assim, ficar a conhecer melhor, a zona onde a prova se disputa.
No passado, os ralis, começavam com a reunião de um grupo de amigos em determinado local, onde era dado os itinerários. Era uma aventura diferente. Foi daí que surgiu o nome rally, que em inglês significa reunião.
O rally é a modalidade automobilística mais antiga do mundo. Em 1875 entre Le Mans e Paris, começaram a existir corridas, mas a primeira prova de verdade, aconteceu na França, entre as cidades de Paris e Rouen em 1894, com aproximadamente 126 Km de distância, e as largadas eram dadas de minuto em minuto.
Em 1911 foi realizado o primeiro rally chamado de Monte Carlo, porque foi realizado na cidade de Monte Carlo, este rally, acontece ainda hoje, e é a prova mais tradicional do calendário mundial.
Em Portugal, a primeira grande prova de automóveis, realizou-se em 1902, e ligou Figueira da Foz a Lisboa. Em Montemor-o-Novo, a primeira prova decorreu no ano de 1935.
O Rally, incorporado na Feira da Luz, constituiu um dos números mais apreciados do respectivo programa.
Tratou-se duma prova sem grandes responsabilidades, tanto mais, que o escasso tempo de que dispôs a Comissão Desportiva do Automóvel Clube de Portugal determinou a escolha de percursos, que pouco iam além dos 100 quilómetros.
O grosso dos concorrentes, partiu de Cacilhas, tendo-lhe sido dado a partida pelo Senhor Tomás Pinto Bastos.
Não se registou durante os vários trajectos, qualquer acidente, tendo entrado em Montemor-o-Novo, dentro da hora regulamentar, os 23 carros concorrentes.
Cerca das 15,00 horas, junto ao Jardim Público, iniciaram-se as provas finais do “rally”, que constaram de marcha-atrás, aceleração e travagem. No recinto, aglomeram-se centenas de pessoas, e no jardim, debruçadas do parapeito, viam-se muitas senhoras. No pavilhão ali levantado, tomou lugar o júri de honra, constituído pelos seguintes senhores: Dr. Alfredo Cunhal, Andrade Gomes e António Joaquim Marques dos Santos. O júri técnico era composto pelos senhores Mário Beirão, Libânio Biscaia, Honorato Pereira, Vitorino Avelar e Jaime dos Reis.
O local escolhido para a realização destas provas, embora fosse o melhor que se podia dispor, apresentava o inconveniente de ser em declive.
Joaquim Câmara Manuel Mira que fez uma boa prova, classificou-se em primeiro lugar na Classe B, ganhando o Rally.
Na categoria A, isto é, na pequena cilindrada, Diogo Passanha efectuou com o seu pequeno “Morris”, uma bela ”performance”, que lhe valeu o triunfo.
Outra prova magnífica foi a realizada por Soares Mendes em Graham, o qual logrou alcançar a melhor pontuação. O facto, porém, de, por descuido, não ter, na marcha-atrás, ultrapassado com as rodas dianteiras a linha limite, implicou uma penalização de 51,37 pontos. Sem esta circunstância deplorável, seria ele o incontestável vencedor da prova.
Os concorrentes ao Rally foram os seguintes: António Romeiras Marques dos Santos, João Coelho Borges, João Ramalho Franco, Joaquim Câmara Manuel Mira, Dr. António Júdice Pargana, Jorge Monte Real, Joaquim Nunes dos Santos, Joaquim Ribeiro Belga, Manuel Teias Vacas, António Justino Costa Praça, Manuel António Padeira Júnior, Francisco Santos Magina, Francisco Alves Alfacinha, Luís Freitas Fonseca, António Leitão de Oliveira, Manuel Nunes dos Santos, Mateis Oliveira Monteiro, Manuel Soares Mendes, Bernardino Mira, Dr. Alfredo Cunhal, Diogo Passanha, António Lopes de Andrade Júnior e Leopoldo Roque Fonseca.
Os melhores classificados nas duas categorias, alcançaram os seguintes pontos:
Classe A – 1.º – Diogo Passanha, 599,14 pontos; 2.º - João de Deus Coelho Borges, 598,93 pontos; 3.º - Mateus de Oliveira Monteiro, 596,83 pontos; 4.º - Manuel Teias Vacas, 588,17 pontos.
Classe B – 1.º – Joaquim Câmara Manuel Mira, 602,27 pontos; 2.º - António Leitão de Oliveira, 602,13 pontos; 3.º - António Lopes de Andrade Júnior, 600,82 pontos; 4.º - Sebastião Freitas da Fonseca, 600,54 pontos.
A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo enviou ao Automóvel Clube de Portugal o seguinte ofício:
A Comissão Organizadora das Festas de Setembro, que nos dias 1, 2 e 3 do corrente, se realizaram em Montemor-o-Novo, felicita vivamente V. Ex.ª. pelo extraordinário êxito que o Automóvel Clube de Portugal alcançou, com a realização do I Rally a Montemor, a primeira grande prova automobilística realizada no Alentejo, e que, felizmente, com tão invulgar brilhantismo se concluiu.
Regozijando-se, também, com o êxito alcançado, esta Comissão das Festas, aproveita a oportunidade, para agradecer reconhecidamente, o valioso auxílio, e o extraordinário interesse, que V. Ex.as dispensaram a tão feliz organização, e que, tendo resultado um dos melhores números das Festas de Setembro, muito contribuiu também, para o enorme brilhantismo, com que as mesmas se vieram a revestir.
Digne-se por isso V. Ex.as, aceitar os protestos do nosso mais profundo reconhecimento.
A Bem da Nação
Montemor-o-Novo, 16 de Setembro de 1935
O Vice-Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e da Comissão de Festas
Augusto Mesquita
INFORMAÇÕES
Integrada no projecto Teias – Rede Cultural do Alentejo, Vila Viçosa recebe no próximo Sábado, dia 24 de Setembro, às 22H, uma Noite de Fados no Cine-Teatro Florbela Espanca. Um espectáculo tipicamente português com a participação dos fadistas João Ficalho, João Esquetim, José Geadas, Paula Ficalho e Maritina. A entrada é gratuita. Venha assistir!
Gabinete de ImprensaCâmara Municipal de Vila ViçosaPaços do Concelho
Praça da República
Dia Mundial do Coração - Montemor - 25 Set. 2011
O Dia Mundial do Coração que se comemora a 26 de Setembro, terá, este ano, como tema “Eu trabalho com o Coração”.Esta iniciativa visa chamar a atenção para a importância de ter um estilo de vida saudável, pautado por uma boa alimentação, realização de exercício físico e uma constante preocupação com o coração.As doenças cardiovasculares matam 17,1 milhões de pessoas por ano, sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo. A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo antecipa esta comemoração para dia 25 de Setembro e promove diversas actividades, com vista a mobilizar a população para a prática de exercício físico e para uma vida mais saudável. DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO25 DE SETEMBRO DE 2011 PROGRAMA 9h30 Passeio de BTTConcentração e chegada no Parque Urbano. 9h45 - Sessão de Movimento para todos 10h00 - Caminhada - Partida e chegada no Parque Urbano 11h00 - Demonstração de Dança - Associação de Reformados e Pensionistas e Idosos de Montemor -Espaço Saúde - Avaliação do Peso, Glicémia e Tensão Arterial. 12h00 - Sessão de Movimento para todos Actividade 1Passeio de BTTConcentração e chegada no Parque Urbano.Horário: das 9h30 às 12h30Participantes: Passeio aberto a todosInscrições: Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e no Grupo de Cicloturismo de Montemor-o-NovoOrganização: Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e Grupo de Cicloturismo de Montemor-o-Novo Actividade 2Actividade Física Para Todos – Sessões de Movimento para todos– Demonstração de um grupo de dança – Associação de Reformados e Pensionistas Idosos de Montemor(ARPIM)– Espaço Saúde – Avaliação do Peso, Glicemia, e Tensão Arterial.Local: Parque Urbano de Montemor-o-NovoHorário: Das 9h30 às 12h30Participantes: Actividade Aberta
Organização: Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e Centro de Saúde
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