SÁBADO
ALMOÇO DE TRADIÇÃO - ADEGA DOS RAMALHOS
JANTAR DA TRADIÇÃO - ZÉ DO ALTO
DOMINGO
ENSAIO DA BANDA, PARA O ESTECTÁCULO DA NOITE
PORMENORES DO INTERIOR DA IGREJA MATRIZ
RECOLHER DA SOLENE PROCISSÃO
(Em breve a reportagem do Al- Barram . Colaboração da Beatriz)
domingo, 4 de setembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
PADROEIRA – PROTEGE O ALANDROAL E SUAS GENTES
Senhora que és padroeira
Da nossa terra hospitaleira:
Nossa Senhora da Conceição
Que está no seu altar
Todos lá vamos ajoelhar
E a cantar, a cantar
Vamos rezar.
REGRESSO AO PASSADO
No tempo em que as "alvoradas" pela Banda, na nossa festa, tinham sempre quem as acompanhsse.
Reconhecem alguns dos "gaiatos"?
Reconhecem alguns dos "gaiatos"?
O BORDA D´ÁGUA NO MUNDO RURAL – (Rubrica mensal do Tói da Dadinha)
« SETEMBRO MOLHADO, FIGO ESTRAGADO »
- AGRICULTURA
Vindimar. Ceifar arroz. Colher amêndoa. Estercar as terras a semear no MINGUANTE (de 20 a 27). No CRESCENTE (de 04 a 12) continuar a semear centeio e cevada. Nos pomares, aquando da última apanha de fruta, dar início à poda e limpeza das árvores. Enxertar (em fenda) cerejeiras, macieiras e pereiras e curar com calda.
- HORTA
Semear, ao ar livre e local definitivo, agrião, cenoura, chicória, feijão, nabo, rabanete, repolho, salsa; em canteiro, acelga, alface, alho-porro, cebola e tomate. Plantar com as primeiras chuvas os morangueiros, regando até pegarem. Colher feijões e cebolas maiores para semente.
- JARDIM
Ir preparando o composto e semear amores-perfeitos, begónias, cravos, gipsófilas, margaridas, malmequeres, miosótis, papoilas e as de florescimento primaveril. Plantar bolbos de jacintos, tulipas e narcisos.
A não esquecer " ÁGUAS VERDADEIRAS, PELO S. MATEUS AS PRIMEIRAS ".
Bons êxitos e afectuosas Saudações Rurais
Tói da Dadinha
- AGRICULTURA
Vindimar. Ceifar arroz. Colher amêndoa. Estercar as terras a semear no MINGUANTE (de 20 a 27). No CRESCENTE (de 04 a 12) continuar a semear centeio e cevada. Nos pomares, aquando da última apanha de fruta, dar início à poda e limpeza das árvores. Enxertar (em fenda) cerejeiras, macieiras e pereiras e curar com calda.
- HORTA
Semear, ao ar livre e local definitivo, agrião, cenoura, chicória, feijão, nabo, rabanete, repolho, salsa; em canteiro, acelga, alface, alho-porro, cebola e tomate. Plantar com as primeiras chuvas os morangueiros, regando até pegarem. Colher feijões e cebolas maiores para semente.
- JARDIM
Ir preparando o composto e semear amores-perfeitos, begónias, cravos, gipsófilas, margaridas, malmequeres, miosótis, papoilas e as de florescimento primaveril. Plantar bolbos de jacintos, tulipas e narcisos.
A não esquecer " ÁGUAS VERDADEIRAS, PELO S. MATEUS AS PRIMEIRAS ".
Bons êxitos e afectuosas Saudações Rurais
Tói da Dadinha
SUGESTÕES PARA O FIM-DE-SEMANA
ALANDROAL
MONTEMOR
ESTREMOZ
FESTAS DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ 2011
NOS DIAS 2, 3 E 4 DE SETEMBRO VÃO REALIZAR-SE EM ESTREMOZ AS FESTAS DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ.
COMO TODOS OS ANOS, VÃO ESTAR DISPONÍVEIS AS TRADICIONAIS CERIMÓNIAS RELIGIOSAS, AS FOGAÇAS, A QUERMESSE, OS CONCERTOS, OS BAILES E O HABITUAL FOGO DE ARTIFÍCIO.
DO PROGRAMA DESTACAMOS OS CONCERTOS, GRATUITOS, QUE IRÃO ANIMAR AS NOITES COM OS ARTISTAS MIGUEL & ANDRÉ, TOY E CANTA BRASIL.
AS FESTAS DA EXALTAÇÃO DE SANTA CRUZ SÃO UMA ORGANIZAÇÃO DA PARÓQUIA DE SANTO ANDRÉ COM O APOIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE ESTREMOZ.
MAIS...
MONTEMOR
ESTREMOZ
FESTAS DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ 2011
NOS DIAS 2, 3 E 4 DE SETEMBRO VÃO REALIZAR-SE EM ESTREMOZ AS FESTAS DA EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ.
COMO TODOS OS ANOS, VÃO ESTAR DISPONÍVEIS AS TRADICIONAIS CERIMÓNIAS RELIGIOSAS, AS FOGAÇAS, A QUERMESSE, OS CONCERTOS, OS BAILES E O HABITUAL FOGO DE ARTIFÍCIO.
DO PROGRAMA DESTACAMOS OS CONCERTOS, GRATUITOS, QUE IRÃO ANIMAR AS NOITES COM OS ARTISTAS MIGUEL & ANDRÉ, TOY E CANTA BRASIL.
AS FESTAS DA EXALTAÇÃO DE SANTA CRUZ SÃO UMA ORGANIZAÇÃO DA PARÓQUIA DE SANTO ANDRÉ COM O APOIO DA CÂMARA MUNICIPAL DE ESTREMOZ.
MAIS...
DIREITO À OPINIÃO - HOJE F.TÁTÁ
Na sua crónica no Expresso do dia 26 de Agosto Miguel Sousa Tavares escrevia:
«D. João VI foi bom melhor soberano no Brasil do que foi em Portugal: Reformou a cidade do Rio de alto a baixo, abriu os portos brasileiros ao comércio internacional e instalou um verdadeiro Estado – que levou daqui por inteiro – onde apenas havia capitanias e mandantes locais. O seu grande erro foi ter regressado, em vez de ter tido a visão de perceber que a capital do império devia ser o Brasil e não Portugal.
Quem sou eu para poder discordar de Sousa Tavares?
No entanto, o último parágrafo, sublinhado a negrito, por minha ousadia, leva-me a duvidar se Sousa Tavares apenas pretendeu mostrar que é um “barrra” em história, ou pior que isso deixou de ser um patriota.
Se nos debruçámos sobre a leitura integral do texto, Sousa Tavares vai basear a sua opinião num tal de Laurentino Gomes (1808), do qual escolheu um exemplo de extrema pobreza.
Vejamos:
Por esta ordem de ideias, Brasil seria a Capital do Império, como tal Portugal europeu seria uma província, tal como o foram os Países Africanos que sempre lutaram pela sua independência, e que ao fim de muitas lutas conseguiram.
Quem sabe tanto da história de Portugal, tinha obrigação de antes de pretender que o Rio fosse a capital, teria de meditar que Portugal foi em tempos governado pelos Espanhóis (dinastia Filipina) e que não nos subjugámos (antes pelo contrário), até voltarmos a ser o país, independente, com a história longa de feitos que pese embora as “aberrações” deste novo ensino, todos aqueles que fizeram a 4ª classe do antigamente não esqueceram.
Não esperava que Tavares se saísse com esta, mais a mais que sempre somos alertados : que escreve não obedecendo ao novo acordo ortográfico (esse sim uma verdadeira subjugação aos Brasileiros).
VAI-TE CATAR SOUSA TAVARES
Chico Manuel
«D. João VI foi bom melhor soberano no Brasil do que foi em Portugal: Reformou a cidade do Rio de alto a baixo, abriu os portos brasileiros ao comércio internacional e instalou um verdadeiro Estado – que levou daqui por inteiro – onde apenas havia capitanias e mandantes locais. O seu grande erro foi ter regressado, em vez de ter tido a visão de perceber que a capital do império devia ser o Brasil e não Portugal.
Quem sou eu para poder discordar de Sousa Tavares?
No entanto, o último parágrafo, sublinhado a negrito, por minha ousadia, leva-me a duvidar se Sousa Tavares apenas pretendeu mostrar que é um “barrra” em história, ou pior que isso deixou de ser um patriota.
Se nos debruçámos sobre a leitura integral do texto, Sousa Tavares vai basear a sua opinião num tal de Laurentino Gomes (1808), do qual escolheu um exemplo de extrema pobreza.
Vejamos:
Por esta ordem de ideias, Brasil seria a Capital do Império, como tal Portugal europeu seria uma província, tal como o foram os Países Africanos que sempre lutaram pela sua independência, e que ao fim de muitas lutas conseguiram.
Quem sabe tanto da história de Portugal, tinha obrigação de antes de pretender que o Rio fosse a capital, teria de meditar que Portugal foi em tempos governado pelos Espanhóis (dinastia Filipina) e que não nos subjugámos (antes pelo contrário), até voltarmos a ser o país, independente, com a história longa de feitos que pese embora as “aberrações” deste novo ensino, todos aqueles que fizeram a 4ª classe do antigamente não esqueceram.
Não esperava que Tavares se saísse com esta, mais a mais que sempre somos alertados : que escreve não obedecendo ao novo acordo ortográfico (esse sim uma verdadeira subjugação aos Brasileiros).
VAI-TE CATAR SOUSA TAVARES
Chico Manuel
BREVES CÁ DO ALENTEJO
Montemor-o-Novo: Investimento de 5 milhões de euros em nova fábrica de metalomecânica.
A forte chuvada que caiu no Alentejo ontem ao início da noite provocou mais de 50 inundações em habitações e vias públicas
Évora: Parte da cidade esteve sem energia devido ao mau tempo
Ministra da Agricultura visita hoje a Feira da Luz 2011
Festa do Avante: Alentejo volta a marcar presença
Cuba em festa até segunda-feira com mais uma edição da feira anual
A forte chuvada que caiu no Alentejo ontem ao início da noite provocou mais de 50 inundações em habitações e vias públicas
Évora: Parte da cidade esteve sem energia devido ao mau tempo
Ministra da Agricultura visita hoje a Feira da Luz 2011
Festa do Avante: Alentejo volta a marcar presença
Cuba em festa até segunda-feira com mais uma edição da feira anual
DESPORTO PARA O FIM-DE-SEMANA
NACIONAIS (Equipas Alentejanas)
2ª Divisão
Estrela Vendas Novas – Caldas
Oriental – Juventude
Carregado – Atlético de Reguengos
Moura – Monsanto
3ª Divisão
União Montemor – Pescadores - Sábado dia 03 - 17 horas
Redondense – Despertar
Fabril – Aljustrelense.
Nacional de Juvenis - Olhanense - G.U.S.
2ª Divisão
Estrela Vendas Novas – Caldas
Oriental – Juventude
Carregado – Atlético de Reguengos
Moura – Monsanto
3ª Divisão
União Montemor – Pescadores - Sábado dia 03 - 17 horas
Redondense – Despertar
Fabril – Aljustrelense.
Nacional de Juvenis - Olhanense - G.U.S.
CINE CLUBE DOMINGOS MARIA PEÇAS - (HOMENAGEM)
SUPER 8
Realização: J.J. Abrams
Interpretação: Amanda Michalka, Elle Fanning, Kyle Chandler, Ron Eldard
Argumento: J.J. Abrams
Sinopse
No Verão de 1979, um grupo de amigos na pequena localidade do Ohio, testemunham um catastrófico desastre de comboio enquanto filmavam um filme em super 8 e depressa se apercebem que afinal não foi um acidente. ...
Site oficial : http://www.super8ofilme.com.br/
Realização: J.J. Abrams
Interpretação: Amanda Michalka, Elle Fanning, Kyle Chandler, Ron Eldard
Argumento: J.J. Abrams
Sinopse
No Verão de 1979, um grupo de amigos na pequena localidade do Ohio, testemunham um catastrófico desastre de comboio enquanto filmavam um filme em super 8 e depressa se apercebem que afinal não foi um acidente. ...
Site oficial : http://www.super8ofilme.com.br/
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
ÚLTIMA HORA - COMUNICADO C.M.A.
Festival da Juventude:
Informação
A Câmara Municipal de Alandroal informa que, devido às condições climatéricas desfavoráveis, os eventos ao ar livre que estavam programados para hoje, nomeadamente a caminhada “Exercício Físico e Saúde” e as actuações de “Vila Gym”, “D4Fun” e “Ginásio Wellness” foram adiados. Informamos ainda que a realização do concerto da banda “Dharma” se mantém. Também as tasquinhas tradicionais e os bares estarão em normal funcionamento. Pedimos desculpa por eventuais incómodos.
Informação
A Câmara Municipal de Alandroal informa que, devido às condições climatéricas desfavoráveis, os eventos ao ar livre que estavam programados para hoje, nomeadamente a caminhada “Exercício Físico e Saúde” e as actuações de “Vila Gym”, “D4Fun” e “Ginásio Wellness” foram adiados. Informamos ainda que a realização do concerto da banda “Dharma” se mantém. Também as tasquinhas tradicionais e os bares estarão em normal funcionamento. Pedimos desculpa por eventuais incómodos.
ISTO É QUE VAI AQUI UMA AÇORDA!
Até S. Pedro se resolveu juntar “à crise” para tirar ao Povo os poucos dias que tem durante o ano para se esquecer das “misérias”
CÁ NO ALENTEJO
Alentejo: Municípios vão ter menos vereadores, freguesias e empresas anuncia Miguel Relvas
No Alentejo, o ministro dos Assuntos Parlamentares apresentou os eixos para a reforma administrativa do Estado. O número de vereadores, freguesias e empresas vai ser reduzido.
Não há escapatória possível. A reforma do setor empresarial local, a reorganização do território, a adoção de um novo modelo de gestão municipal e a reforma da lei autárquica são os 4 pilares da reforma apresentada.
http://dianafm.com/
Alentejo em destaque em publicações estrangeiras
Talvez devido à inauguração do aeroporto internacional de Beja, o Alentejo tem vindo a ganhar mais projeção junto dos turistas estrangeiros. Este mês, a região foi destaca na revista britânica “The Culinary Guide” e no portal australiano "The Cool Hunter".
http://www.boasnoticias.pt/
Vindimas: Ano de menos uva mas com mais qualidade
A produção de vinho no Alentejo deve sofrer este ano uma diminuição devido à instabilidade climática, que permitiu o desenvolvimento de míldio. O resto do país não foge à regra.
http://www.mundoportugues.org/
Campo Maior: Chuva continua a levar população a retirar e a proteger flores de papel
Quinta, 01 Setembro 2011 12:36
A chuva está hoje a prejudicar novamente as Festas do Povo de Campo Maior, tendo obrigado a população a retirar e a proteger temporariamente “muitas” das flores
http://dianafm.com/
IMPRENSA
No Alentejo, o ministro dos Assuntos Parlamentares apresentou os eixos para a reforma administrativa do Estado. O número de vereadores, freguesias e empresas vai ser reduzido.
Não há escapatória possível. A reforma do setor empresarial local, a reorganização do território, a adoção de um novo modelo de gestão municipal e a reforma da lei autárquica são os 4 pilares da reforma apresentada.
http://dianafm.com/
Alentejo em destaque em publicações estrangeiras
Talvez devido à inauguração do aeroporto internacional de Beja, o Alentejo tem vindo a ganhar mais projeção junto dos turistas estrangeiros. Este mês, a região foi destaca na revista britânica “The Culinary Guide” e no portal australiano "The Cool Hunter".
http://www.boasnoticias.pt/
Vindimas: Ano de menos uva mas com mais qualidade
A produção de vinho no Alentejo deve sofrer este ano uma diminuição devido à instabilidade climática, que permitiu o desenvolvimento de míldio. O resto do país não foge à regra.
http://www.mundoportugues.org/
Campo Maior: Chuva continua a levar população a retirar e a proteger flores de papel
Quinta, 01 Setembro 2011 12:36
A chuva está hoje a prejudicar novamente as Festas do Povo de Campo Maior, tendo obrigado a população a retirar e a proteger temporariamente “muitas” das flores
http://dianafm.com/
IMPRENSA
FIGURAS QUE NÃO TENDO SIDO CONSIDERADAS “ILUSTRES”, FICARAM NA MEMÓRIA DO ALANDROALENSES
Nunca é demais lembrar:
Não é intenção do autor denegrir ou vilipendiar a imagem das personagens. Antes pelo contrário apenas pretende prestar-lhes justa homenagem, como figuras de relevo no quotidiano da vida do Alandroal, onde granjearam nome pelos feitos cometidos e que hão-de perdurar na mente de todos aqueles que com os mesmos conviveram.
Aliás, orgulha-se o autor dos textos de com os mesmos ter compartilhado momentos de sã camaradagem, convívio e com os mesmos ter protagonizado certas “aventuras”.
Agora que muitos já nos deixaram é uma maneira sentida de lhes prestar homenagem e deixar para a história, peripécias das quais os mesmos se orgulhavam de, na roda de amigos, darem a conhecer.
Estejam onde estiverem, tenho a certeza que não deixarão de sorrir e ficar gratos por serem relembrados.
Quem assim não o entender…paciência. Estarei sempre disposto a humildemente pedir desculpas.
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na História
da História da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir.
Chico Manuel
O FRADE E O ALTININO
Quando ainda gaiato, ouvia falar do Frade. Do mesmo se dizia, que gostava de meter a mão no alheio, e volta e meia, quando a hortaliça desaparecia das quintas, ou as galinhas dos galinheiros ou a fruta das árvores o culpado era sempre o mesmo: Foi o Frade. Depois de o conhecer, e de com ele ter convivido, pois até foi meu vizinho, e bom vizinho, diga-se de passagem, e companheiro de caçadas, duvido que o epíteto de que era acusado fosse verdadeiro.
Que era “esperto” lá isso era, que não estava para se submeter à escravidão dos trabalhos do campo, preferindo antes “governar-se” do que a natureza lhe dava, como dedicar-se à apanha de cogumelos, de espargos, de azeitonas sem dono, de caça por meios proibidos, como passear-se por coutadas, pois e muito bem, porque haviam os ricos usufruir só para eles, o que a natureza deu para todos? Não digo, que de vez em quando, quando a necessidade apertava, e se algo estivesse à mão não lhe dissesse que não, mas daí a ser sempre o bode expiatório de tudo que desaparecesse, isso não.
Já na minha adolescência, e quando o Frade não residia no Alandroal, ouvia contar que o mesmo fazia parceria pelas ruas de Lisboa com o Altinino, personagem que só muito mais tarde vim a conhecer, e dos quais se contavam “histórias” de partir o coco a rir, sempre com o fito de se governarem à custa da ingenuidade alheia. Não posso confirmar a veracidade das histórias, mas que as mesmas se revestiam de inteligentes estratagemas, lá isso é verdade. Contava-se que um dia o Altinino se fazia deslocar numa cadeira de rodas empurrada pelo Frade, simulando o irmão paralítico que vivia da caridade das esmolas que o irmão lhe arranjava. O pior foi quando um carro desgovernado se precipitou de encontro à cadeirinha de rodas. Pernas para que vos quero. Desataram em desabrida correria, gritando desabridamente: Milagre...milagre.
Voltaram ambos ao Alandroal.
Como já disse, o Frade foi meu vizinho. Nunca vi que violasse a Lei em qualquer aspecto. Frequentemente me presenteou, com “coisas” que a natureza lhe dava, como cogumelos azeitonas pisadas e atalhadas, um coelhinho de vez em quando.
Quando o Altinino regressou para o Alandroal, desempenhou as funções de contínuo da Sociedade Artística, substituindo Mestre Zé Luís. Governava-se com a exploração do bar, a percentagem das cotas, tinha casa, água e luz...enfim o mínimo para se ir aguentando. O pior é que na altura jogava-se “forte e feio” à batota e o Altinino: chapa ganha, chapa jogada, chapa perdida...o que dava azo a grandes brigas com a esposa D. Prudência. A coisa atingiu tais proporções que as discussões eram permanentes e não raras com ameaças veladas.
Como bom alentejano, que me prezo de ser, tinha por hábito, com o meu saudoso amigo Zé Colunas, depois do serviço, ir “malhar” umas tapas e na esperança de nos divertirmos com a eminente “briga”, “poisávamos” no Altinino. Mas nada...
Até que um dia de manhã a Vila acordou com “a novidade” o Altinino deu uma sova na mulher..,
À hora habitual lá nos apresentamos, ao balcão da Sociedade, e eu com muito má cara, digo para o Altinino: Hoje não quero nada... vem a gente todos os dias aqui a gastar o nosso à espera que desses uma sova na D. Prudência, e logo no dia em que cá não viemos é que te resolveste...
Quem me havia a mim de dizer que a dita Senhora estava por detrás da chaminé, que era coberta por uma cortina, o que impedia a visibilidade. Chamou-me tudo... meti o rabinho entre as pernas, e ala que se faz tarde. Só parei em casa.
Xico Manel
Adenda: as personagens aqui evocadas já não se encontram infelizmente entre nós. Todos são recordados no Alandroal.
Antes de nos deixar o Frade foi vizinho de uma prima minha, que eu visitava com frequência. Mantinha o mesmo hábito de repartir e de ser um excelente companheiro. É de louvar a maneira como enfrentou a adversidade de ficar viuvo e ter dado mostras de ser um excelente Pai nos cuidados dispensados ao seu filho, portador de deficiência psiquica.
Que todos descansem em Paz.
Não é intenção do autor denegrir ou vilipendiar a imagem das personagens. Antes pelo contrário apenas pretende prestar-lhes justa homenagem, como figuras de relevo no quotidiano da vida do Alandroal, onde granjearam nome pelos feitos cometidos e que hão-de perdurar na mente de todos aqueles que com os mesmos conviveram.
Aliás, orgulha-se o autor dos textos de com os mesmos ter compartilhado momentos de sã camaradagem, convívio e com os mesmos ter protagonizado certas “aventuras”.
Agora que muitos já nos deixaram é uma maneira sentida de lhes prestar homenagem e deixar para a história, peripécias das quais os mesmos se orgulhavam de, na roda de amigos, darem a conhecer.
Estejam onde estiverem, tenho a certeza que não deixarão de sorrir e ficar gratos por serem relembrados.
Quem assim não o entender…paciência. Estarei sempre disposto a humildemente pedir desculpas.
As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na História
da História da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir.
Chico Manuel
O FRADE E O ALTININO
Quando ainda gaiato, ouvia falar do Frade. Do mesmo se dizia, que gostava de meter a mão no alheio, e volta e meia, quando a hortaliça desaparecia das quintas, ou as galinhas dos galinheiros ou a fruta das árvores o culpado era sempre o mesmo: Foi o Frade. Depois de o conhecer, e de com ele ter convivido, pois até foi meu vizinho, e bom vizinho, diga-se de passagem, e companheiro de caçadas, duvido que o epíteto de que era acusado fosse verdadeiro.
Que era “esperto” lá isso era, que não estava para se submeter à escravidão dos trabalhos do campo, preferindo antes “governar-se” do que a natureza lhe dava, como dedicar-se à apanha de cogumelos, de espargos, de azeitonas sem dono, de caça por meios proibidos, como passear-se por coutadas, pois e muito bem, porque haviam os ricos usufruir só para eles, o que a natureza deu para todos? Não digo, que de vez em quando, quando a necessidade apertava, e se algo estivesse à mão não lhe dissesse que não, mas daí a ser sempre o bode expiatório de tudo que desaparecesse, isso não.
Já na minha adolescência, e quando o Frade não residia no Alandroal, ouvia contar que o mesmo fazia parceria pelas ruas de Lisboa com o Altinino, personagem que só muito mais tarde vim a conhecer, e dos quais se contavam “histórias” de partir o coco a rir, sempre com o fito de se governarem à custa da ingenuidade alheia. Não posso confirmar a veracidade das histórias, mas que as mesmas se revestiam de inteligentes estratagemas, lá isso é verdade. Contava-se que um dia o Altinino se fazia deslocar numa cadeira de rodas empurrada pelo Frade, simulando o irmão paralítico que vivia da caridade das esmolas que o irmão lhe arranjava. O pior foi quando um carro desgovernado se precipitou de encontro à cadeirinha de rodas. Pernas para que vos quero. Desataram em desabrida correria, gritando desabridamente: Milagre...milagre.
Voltaram ambos ao Alandroal.
Como já disse, o Frade foi meu vizinho. Nunca vi que violasse a Lei em qualquer aspecto. Frequentemente me presenteou, com “coisas” que a natureza lhe dava, como cogumelos azeitonas pisadas e atalhadas, um coelhinho de vez em quando.
Quando o Altinino regressou para o Alandroal, desempenhou as funções de contínuo da Sociedade Artística, substituindo Mestre Zé Luís. Governava-se com a exploração do bar, a percentagem das cotas, tinha casa, água e luz...enfim o mínimo para se ir aguentando. O pior é que na altura jogava-se “forte e feio” à batota e o Altinino: chapa ganha, chapa jogada, chapa perdida...o que dava azo a grandes brigas com a esposa D. Prudência. A coisa atingiu tais proporções que as discussões eram permanentes e não raras com ameaças veladas.
Como bom alentejano, que me prezo de ser, tinha por hábito, com o meu saudoso amigo Zé Colunas, depois do serviço, ir “malhar” umas tapas e na esperança de nos divertirmos com a eminente “briga”, “poisávamos” no Altinino. Mas nada...
Até que um dia de manhã a Vila acordou com “a novidade” o Altinino deu uma sova na mulher..,
À hora habitual lá nos apresentamos, ao balcão da Sociedade, e eu com muito má cara, digo para o Altinino: Hoje não quero nada... vem a gente todos os dias aqui a gastar o nosso à espera que desses uma sova na D. Prudência, e logo no dia em que cá não viemos é que te resolveste...
Quem me havia a mim de dizer que a dita Senhora estava por detrás da chaminé, que era coberta por uma cortina, o que impedia a visibilidade. Chamou-me tudo... meti o rabinho entre as pernas, e ala que se faz tarde. Só parei em casa.
Xico Manel
Adenda: as personagens aqui evocadas já não se encontram infelizmente entre nós. Todos são recordados no Alandroal.
Antes de nos deixar o Frade foi vizinho de uma prima minha, que eu visitava com frequência. Mantinha o mesmo hábito de repartir e de ser um excelente companheiro. É de louvar a maneira como enfrentou a adversidade de ficar viuvo e ter dado mostras de ser um excelente Pai nos cuidados dispensados ao seu filho, portador de deficiência psiquica.
Que todos descansem em Paz.
POETAS POPULARES DO MEU CONCELHO - - JOAQUIM CATITA GONÇALVES
ALENTEJO ....canta.
Alentejo...canta-canta
Alentejo chora-chora
Sua mágoa mais adianta
Quando os filhos se vão embora
Os velhos na solidão
Esperam apenas que a morte
Lhes conceda o passaporte
Prós sete palmos do chão
A desertificação
Em parte propositada
Vai matando os que cá estão
De forma mal disfarçada
Depois de desmantelado
Sistema ficou contente
Pensando ter derrotado
Um “couto de magra gente”
Agora...correm p´ra cá
Os fãs de várias correntes
Em busca do que bom há
Que escapou...nos “afluentes”
Alentejo ...canta-canta
Alentejo....chora-chora
Com amargos na garganta
Do veneno que o devora
Joaquim Catita Guiomar
1960
Alentejo...canta-canta
Alentejo chora-chora
Sua mágoa mais adianta
Quando os filhos se vão embora
Os velhos na solidão
Esperam apenas que a morte
Lhes conceda o passaporte
Prós sete palmos do chão
A desertificação
Em parte propositada
Vai matando os que cá estão
De forma mal disfarçada
Depois de desmantelado
Sistema ficou contente
Pensando ter derrotado
Um “couto de magra gente”
Agora...correm p´ra cá
Os fãs de várias correntes
Em busca do que bom há
Que escapou...nos “afluentes”
Alentejo ...canta-canta
Alentejo....chora-chora
Com amargos na garganta
Do veneno que o devora
Joaquim Catita Guiomar
1960
FEIRA DA LUZ 2011-08-31
Pese embora a chuva que se fez sentir, a mesma não ofuscou o brilhantismo da sessão de abertura.
Aqui ficam as fotos:
Foi debaixo de chuva e no autocarro disponibilizado para o efeito que lá chegámos
Está bonita , sim senhor
Aqui ficam as fotos:
Foi debaixo de chuva e no autocarro disponibilizado para o efeito que lá chegámos
Está bonita , sim senhor
A Fanfarra dos Bombeiros, dirigida pelo Florindo abriu a Sessão
A Banda Carlista foi aplaudida de pé pelas magnificas musicas com que nos brindou
XXXXX
Usou da palavra o Presidente da Cãmara Dr Pinto de Sá, que começou por enaltecer a Banda da Carlista, felicitando-a pelos seus 150 anos, tendo também uma palavra de muito apreço pelos Bombeiros de Montemor e todas as Organizaçõs que contribuem para o progresso desta cidade, não esquecendo o papel desempenhado pela Ofiina da Criança, este ano com grande representação na Feira.
Salientou ainda os momentos de dificuldade que a todos nós dizem respeito, não se coibindo de apresentar responsáveis e dar exemplos de medidas que nos conduziram há presente situação.
Terminou dando a conhecer novos investimentos para a Cidade de Montemor.
(Infelizmente e porque eram muitos os fotógrafos, e a habilidade e material também não ajudam a foto para a circunstância foi-se)
Os Orquestrada, debaixo de chuva mostraram o que é ter grande profissionalismo
XXXXX
ENTRETANTO, E, ENQUANTO NÃO CHEGAM AS IMAGENS PROMETIDAS PELO NOSSO FOTÓGRAFO AL BARRAM DO FESTIVAL DA JUVENTUDE NO ALANDROAL AQUI FICA UMA IMAGEM CAPTADA "FORA DE HORAS" DA BAILAÇÃO NO CASTELO
FAÇA FAVOR DE CLIKAR NA IMAGEM
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