sexta-feira, 8 de julho de 2011

BREVES CÁ DO ALENTEJO

Cavaco Silva dedica hoje dia à agricultura, ambiente e saúde no Alentejo e Algarve

Alentejo tem "perspectivas muito simpáticas" para este Verão. Monumentos, mar e Alqueva são pontos fulcrais para atrair visitantes.

Todos os concelhos do Baixo Alentejo perderam população, uma situação que o presidente da associação de municípios considera "muitíssimo preocupante".

Só no primeiro semestre de 2011, a delegação de Évora, que abrange todo o Alentejo, recebeu 750 pedidos de ajuda.

Educação: Alto Alentejo apresenta os piores resultados nos exames

IMPRENSA ALENTEJANA


CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM

Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/

Maria José Nogueira Pinto
Martim Borges de Freitas

Sexta, 08 Julho 2011 10:11
Morreu, na quarta-feira, com 59 anos, Maria José Nogueira Pinto. Ou, como carinhosamente os seus amigos lhe chamavam, a Zézinha. Chocou-me a brutalidade da notícia. Apanhou-me de chofre. Não estava à espera. Não devia ter acontecido.
O nosso caminho cruzou-se na actividade política, aprofundou-se através da visão que tínhamos da política, do país, da Europa e do Mundo. E também do nosso partido, do CDS, de onde Maria José haveria de sair mais tarde.
Como poucos, Maria José Nogueira Pinto pensava menos nela e muito, muito mais, em Portugal, no país dela. Em política, para verdadeiramente mudar o que quer que seja, é preciso não pensarmos primeiro em nós mesmos. Maria José Nogueira Pinto fazia-o. E fazia-o permanentemente.
Com a partida de Maria José, voltei a reviver memórias relativamente recentes e o que conhecia do seu pensamento político. Maria José Nogueira Pinto sentia e vivia Portugal. Sabia o que era, na sua mais funda essência, o nosso país. Sabia o quão difícil foi lutar por um pensamento político estruturado à direita. Mas lutou por ele! Sabia dos riscos que corria ao não enveredar pelo caminho do politicamente correcto. Mas correu esses riscos! A coragem, a verticalidade, a valentia, aquele “tudo” que ela punha em cada causa que abraçava, em cada ideia que defendia, em cada convicção em que acreditava, levou a que ninguém que com quem ela se tivesse cruzado ficasse indiferente relativamente ao que Maria José Nogueira Pinto era. Por tomar partido, por escolher, por ter pensamento próprio, por ter querido ser livre e por ter sido uma mulher livre, marcou e marcou profundamente de todas as vezes que interveio na vida pública.
Hoje em dia, um político que se preocupa em cumprir o que diz e que diz aquilo em que acredita mesmo é uma raridade. E hoje, quando já não basta parecer, quando é preciso mesmo ser, dá-se mais valor a pessoas como Maria José Nogueira Pinto. A sua imagem era a de uma mulher simples e séria. Muito inteligente. Humanista e com um profundo sentido social. Com carácter. Competente, consistente, coerente. Por isso, confiável, por isso, credível. Com o seu estilo, elegante e, em regra, bem humorado. E em matéria de princípios e de valores, inquebrantável. Amiga, muito amiga do seu amigo.
A singular reunião de ingredientes que Maria José Nogueira Pinto tinha, eram inspiradores. Ela inspirava os outros. Ela era daquelas pessoas junto de quem os outros poderiam retemperar forças. E ela era dos que não desistiam. Ver gente como Maria José Nogueira Pinto na vida pública é refrescante; tê-la, é um privilégio.
Como se tem visto nestes dias, o país orgulha-se do desempenho excepcional de Maria José Nogueira Pinto, que muito serviu Portugal e os portugueses, com brilho e extraordinária dedicação, e que muito honrou as instituições, à frente das quais esteve, pelo sentido de serviço público, pelo dinamismo, pela iniciativa, espírito social e visão de futuro que lhes imprimiu. Prestar, aqui, esta singelíssima homenagem a Maria José Nogueira Pinto, à Zézinha, era, hoje, uma obrigação minha. Recordar o exemplo que foi, é, agora, o dever que me resta.
Lisboa, 7 de Julho de 2011.
Martim Borges de Freitas

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FUTURO INCERTO



A ACRESCENTAR:
- Nº de beneficiários de RSI: 50
- Nº de beneficiários de Subsídio de Desemprego: 170
- Nº de pessoas do concelho com mais de 65:
Homens:2800;
Mulheres: 1644;
Total: 4444.

A TÍTULO DE CURIOSIDADE:
50 autarquia (16,2% do total) em desequilíbrio financeiro estrutural em 2009.
262 municípios (85,1%) registaram défices orçamentais em 2008.

VAI TER QUE SE TRAVAR UMA “GRANDE LUTA” – ESTARÂO AS NOSSAS FORÇAS POLITICAS À ALTURA? – EU CONFIO.
Chico Manuel

EM MEMÓRIA DO RUFINO CASABLANCA

« Amor e Sexo nas Margens da Ribeira do Lucefecit ao Longo dos Tempos »

Juan José Rivera Potra era o membro mais novo duma antiga família de judeus Marranos, convertida à religião católica nos finais do século XV, quando D. Manuel I, cognominado o Venturoso, pressionado por Fernando de Aragão e Isabel de Castela, os reis católicos que unificaram a Espanha, seus sogros, impusera essa condição para a permanência em Portugal de indivíduos de doutrina hebraica: Conversão ou saída do país. Porém, verificando que com a saída dos judeus, sairiam também grande parte das riquezas nacionais, importante fonte de receitas do reino, ordenou, de forma unilateral, o baptismo de todos os judeus, dificultando ou tornando mesmo impossível a saída destes, assim como de todos os seus bens. É claro que alguns conseguiram escapar com as suas fortunas e foram estabelecer-se no norte da Europa, sobretudo em Amesterdão, onde chegaram a formar uma importante comunidade de língua portuguesa.
« Era assim a política no fim do século XV, não muito diferente da praticada hoje, convenhamos ».

Estávamos agora no ano da graça de 1755 e, passados quase duzentos e sessenta anos sobre a conversão da família ao catolicismo, com cerca de seis gerações a praticarem todos os ritos e sacramentos da Santa Madre Igreja, já ninguém se lembrava que aquela família tinha sido hebraica. Nem os próprios membros da família disso se lembravam e, muito embora os casamentos sempre se tivessem realizado com pessoas do mesmo antigo credo - os chamados cristãos-novos - a verdade é que em pleno século XVIII eram encarados como quaisquer outros cidadãos. As más vontades e as discriminações tinham-se diluído e foram levadas pelas enxurradas da Ribeira do Lucefecit, como dizia a avó Quadalupe, a mulher mais velha da família. Apenas um ou outro atrito com a inquisição ainda os incomodava.
Assim, morando no monte do Meio, no dia 1 de Novembro de 1755, sábado, dia de Todos os Santos, pelas cinco horas da manhã, ainda a alva não tinha despontado - já Juan José se preparava para ir acertar pormenores com o monge, frei Angelito de Santa Cruz, provedor e cura da Igreja de Nossa Senhora da Boa Nova, sobre o seu enlace com uma jovem viúva, natural da Vila de Terena - desabou sobre a região uma grande trovoada, seguida de tão fortes e violentas chuvadas que rapidamente fizeram engrossar a caudal da ribeira, obrigando-o a dar uma volta maior, pois a travessia da linha de água deixara de ser segura, para si e para o cavalo, no local em que habitualmente a fazia. Acabou por atravessar a ribeira naquela a que chamavam a ponte romana e, encontrando-se tão perto da casa da sua amada, foi vê-la antes de se encontrar com o padre. Ela residia na base da encosta do castelo, num antigo casarão medieval, de onde geria uma enorme propriedade, herança do primeiro marido.
Mulher de armas, um pouco mais velha que o Juan José, senhora de rara beleza, sem filhos, não era a mulher que a família dele gostaria de ter como parente. Também não pertencia, nem tampouco a sua família pertencera à Antiga Lei. Enfim, como está bem de ver, a família do Juan José, não comungava do entusiasmo dele pela viúva. A única coisa que compensava esse desconforto eram as propriedades e os demais cabedais que acompanhavam a viúva na qualidade de dote. Tinha fama e proveito de ser muito rica, o que, para gente somítica, como era a família dele, também fazia esquecer algumas contrariedades.
Temos que abrir aqui um parênteses, pequeno embora, para explicar que « Antiga Lei » queria dizer, entre os cristãos-novos, lei de Moisés, religião dos hebreus. Ora por essa época, a inquisição estava ainda extraordinariamente activa, e não era preciso muito para atirar com um qualquer que se descuidasse, para a fogueira. Assim, o facto da viúva ter entre os seus antepassados vários clérigos e entre eles um bispo, para além de muita influência no seio da igreja católica, vinha a cair que nem sopa no mel, pois embora a família de Juan José se estivesse nas tintas para a religião dos hebreus, há mais de dois séculos ( ou para qualquer outra, diga-se de passagem ), volta e meia era intimada, devido a denúncias feitas aos inquisidores. Mantivera a família o costume de circuncisar todos os elementos do sexo masculino, apenas por uma questão higiénica - sempre referiam este pormenor - mas a verdade é que já tinham sido muito incomodados por manter esse costume e, de vez em quando, ao longo dos séculos lá iam os homens da família, junto do Santo Ofício, de calças na mão, literalmente, explicar o porquê da falta da membrana do prepúcio das respectivas partes viris.
Como já dissemos, a casa da sua noiva ficava em caminho para a igreja de Nossa Senhora da Boa Nova e resolveu visitá-la. A viúva, ficou muito agradada com a visita do noivo, e quando ele lhe disse que ia tratar com o padre, da publicação dos banhos do casamento, ainda mais agradada ficou. De tal maneira se agradou que, nunca tendo dado a Juan José azo para grandes intimidades - um beijo ou outro, não mais do que isso - dessa vez o puxou para a cama e, sabendo-se sozinha com ele, desforrou-se de grandes minguas de carinho e carências de sexo. Não que ela se tivesse mantido sem homem depois da morte do marido, já lá iam quase dez anos, pois sempre um ganhão ou almocreve tinha desempenhado um papel a mais para além das suas estritas obrigações. Ganhão ou almocreve que ela logo despedia depois da serventia, está bem de ver. O que queremos dizer é que ela já conhecia vários homens, No sentido bíblico, evidentemente.
O que não conhecia era nenhum como Juan José: Com uma ablação total do prepúcio o que lhe descobria completamente a glande do orgão sexual. Até mesmo em descanso. De tal maneira ela se entusiasmou que quis testar a resistência de Juan José. E testou em todas as posições que conhecia, correspondendo o rapaz sempre com grande valor, estoicismo e virilidade. Nunca lhe faltou capacidade de resposta. Em determinada altura, até lhes pareceu que a casa ia cair. Foi um tremedouro longo e ruidoso. Parecia que o mundo vinha abaixo. Até a cama de ferro gemeu e saltou que nem um corcel. Se ela não estivesse já convencida a casar com ele, aquela manhã de cama tê-la-ia convencido.

Antes de terminarmos esta narrativa sobre o "amor e sexo nas margens da ribeira do Lucefecit", queremos lembrar que tudo isto se passou no século XVIII, no dia 1 de Novembro de 1755, sábado, dia de Todos os Santos, data em que, cerca das dez horas da manhã, se deu o terramoto que destruiu Lisboa e grande parte do país.
Ainda estavam descansando da "batalha de alcova" , ela, snifando uma pitada de rapé e ele fumando o seu cachimbo, já o Marquês de Pombal, em Lisboa, mandava enterrar os mortos e tratar dos vivos.
Até a confluência da ribeira do Lucefecit com o rio Quadiana, depois do terramoto, ficou situada cerca de duzentos metros a jusante.
Só o Juan José Rivera Potra e a noiva não deram pelo terramoto. E durante toda a sua vida pensaram que aquele tremedouro apenas se ficou a dever ao calor, entusiasmo e tesão que puseram na função.

FIM
Rufino Casablanca
Monte do Meio. Terena.
Abril de 2000.

COORDENADAS - JÁ ESTÁ A SER DISTRIBUÍDO

ALGUMAS PÁGINAS

CÁ NO ALENTEJO

Turismo do Alentejo reúne com responsáveis de empreendimentos turísticos
Turismo do Alentejo, ERT em colaboração com os Pólos de Desenvolvimento Turístico do Alentejo Litoral e do Alqueva promove, hoje de manhã, uma reunião com promotores e responsáveis de grandes empreendimentos turísticos projectados para a região alguns reconhecidos como de Potencial Interesse Nacional.
Com este encontro, que vai decorrer em Montemor-o-Novo, a Turismo do Alentejo pretende criar sinergias com os investidores e acompanhar de perto os projectos que traduzem o reconhecimento por parte do tecido empresarial do potencial turístico do Alentejo.
http://www.vozdaplanicie.pt/

Música: Festival Alentejo não se realiza este ano devido à falta de apoios
O Festival Alentejo, que no ano passado levou a Évora nomes como Waterboys, Peter Murphy e Alphaville, não se vai repetir este ano, devido à falta de apoios do município local, disse hoje o promotor.
http://www.dianafm.com/

Linha do Alentejo reabre dia 23 após um ano em obras
A circulação de comboios no troço Bombel\Vidigal a Évora, da linha do Alentejo, é retomada dia 23 deste mês, após concluidas as obras de modernização e electrificação da infraestrutura, no valor de 48 milhões de euros.
http://www.rnamontemor.net/

IMPRENSA

 

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM


Apesar de tudo move-se
Eduardo Luciano


Quinta, 07 Julho 2011 09:18
Quando o mês de Agosto se aproxima a tendência do “pessoal” é de desligar os motores e ficar em modo despreocupação completa, andando ao sabor do tempo e do vento.
Parece que este ano de 2011 trouxe algumas novidades quanto a esta espécie de parêntesis sazonal e tivemos na nossa cidade um apelo aos criadores artísticos para que se manifestem diariamente, utilizando o que melhor sabem fazer, para agitar consciências enquanto animam os espaços públicos.
São jovens e menos jovens que ao fim da tarde ocupam e animam esses espaços, demonstrando que apesar de todos os constrangimentos, oposições e inércias dos diversos poderes, a cultura nas suas diversas vertentes está viva e insiste no desafio de criação de espaços de partilha e de fruição.
Demonstram que, com muito pouco, é possível dar outra imagem da cidade triste que fecha para balanço ao fim de tarde enquanto os muitos turistas deambulam pelas ruas e praças em busca do que não existe.
Esta novidade da mobilização espontânea para defender a actividade cultural, anima quem sempre achou que um dia a letargia haveria de ser vencida pela vontade de fazer coisas e surpreende quem acha que pode não cumprir compromissos esperando que o sol de verão faça esquecer o essencial.
Não sei se os artistas e agentes culturais que meteram mãos à obra e decidiram mobilizar a cidade em defesa das suas actividades vão ser capazes da constância que se exige a uma acção deste tipo.
Mas uma coisa é certa, algo está a mudar e quem não entender esta mudança e as suas razões ficará irremediavelmente perdido no tempo. a agitar fantasmas e preso a certezas que lhes são garantidas pela sua surdez.
Évora é uma cidade de cultura. Com apoios ou sem eles, com mais ou menos dificuldades, com mais ou menos coerência nas posições que assumem, com mais ou menos capacidade de risco (por vezes dar a cara e dizermos o que pensamos é arriscado) os trabalhadores da cultura já perceberam que a passividade é seguramente o “gato-pingado” que enterrará sonhos e desejos de uma outra Cidade.
Que encham as ruas e praças de sonhos e que sejam capazes de afirmar que o fazem apesar da falta de apoios e em protesto pela mesquinhez de quem ainda não percebeu que cortar na cultura é amputar uma parte essencial da identidade deste espaço onde vivemos.
Até para a semana
Eduardo Luciano

quarta-feira, 6 de julho de 2011

INFORMAÇÃO C.M.A.

“Por Terras do Endovélico” Voltou a Promover Alandroal


Nove dias para descobrir o concelho de Alqueva onde o património, a cultura e as tradições se entrecruzam de forma única.
A segunda edição do Festival Por Terras de Endovélico, promovido pelo Município de Alandroal entre 25 de Junho e 3 de Julho, voltou a promover o concelho de Alandroal, com a cultura, a ciência, a gastronomia e as tradições locais a conjugarem-se de forma única para mostrar aos visitantes o concelho de Alandroal em todo o seu esplendor. Passeios pedestres, mostra gastronómica, feira de actividades económicas, concertos, palestras e muita animação, foram os ingredientes para nove dias repletos de emoções, sabores e saberes.

Com Endovélico como anfitrião, o concelho mostrou-se aos visitantes, com o que de melhor produz, numa feira de actividades económicas, que decorreu entre 01 e 03 de Julho. Os dois Sábados do evento acordaram com um mercado de produtos regionais, em plena Praça da República, onde foi possível comprar produtos frescos. Durante os nove dias do evento, também os restaurantes do concelho se associaram à iniciativa, promovendo uma “Mostra Gastronómica do Gaspacho”, um dos ex-líbris da gastronomia regional alentejana, simples na essência, mas infinitamente diversificado nas propostas.

A componente científica não foi esquecida e a Câmara Municipal de Alandroal preparou um conjunto de palestras e workshops dedicados à discussão dos temas relacionados com o deus Endovélico e a sua ligação ao Alandroal. Rui Mataloto, Thomas Schattner, Ana Paula Fitas e Conceição Roque foram alguns dos especialistas que partilharam com a população do concelho de Alandroal os seus conhecimentos sobre o deus Endovélico e o seu culto.

Do programa cultural os destaques vão para a actuação de Kumpania Algazarra, na Barragem de Lucefécit, no dia 25 de Junho. Esta banda portuguesa, que coloca o furor balcânico, as deambulações árabes, os calores latinos e os requintes de “afro-beat” nas suas influências, levou o público a vibrar com o seu concentrado energético e contagiante. Já no dia 2 de Julho foi a banda sensação do panorama musical português, Amor Electro. Com uma sonoridade marcada pela fusão da música pop com a tradicional portuguesa, dos elementos da electrónica com instrumentos típicos como a guitarra portuguesa e o acordeão, a banda liderada por Marisa Liz aqueceu os corações do público que enchia por completo a Praça da República, no Alandroal.

 A juntar a todas as ofertas, culturais, gastronómicas, desportivas e científicas, a Câmara Municipal de Alandroal preparou ainda um pacote de descontos nos alojamentos e restaurantes aderentes, envolvendo e dinamizando assim o tecido empresarial do concelho. Para o presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, o evento é um importante momento de promoção e dinamização da economia local, ao envolver directamente a maioria dos restaurantes e alojamentos do concelho, assim como muitos produtores e artesãos locais”.


Câmara Municipal de Alandroal
Gabinete de Imprensa - http://www.cm-alandroal.pt/www.facebook.com/cmalandroal

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM

Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/

 Da Educação às Competências e ao Talento
Carlos Sezões

Quarta, 06 Julho 2011 09:58
Como profissional nas áreas de capital humano e de talento, desde há muito que me preocupo com a educação, enquanto pedra basilar de todo o processo de desenvolvimento do ser humano. Neste contexto, direi que existe hoje uma preocupação que considero consensual: de que modo os sistemas de educação e formação estão efectivamente orientados para os seus destinatários e para uma maximização de resultados – entenda-se conhecimentos e competências potenciadores de uma boa cidadania e de empregabilidade futura.
Neste debate podemos considerar as questões da organização, estruturas e processos inerentes à gestão escolar – se optamos pela centralização ou pela autonomia e em que grau, que modelos de recrutamento, gestão e avaliação de professores, como gerir as escolas no território e papéis, responsabilidades e competências nos órgãos internos dos estabelecimentos de ensino. E, o que me parece mais importante, debatermos que conteúdos e metodologias fazem sentido no mundo actual.
Aqui, devemos ter um pensamento global. Numa sociedade em rede, complexa, devemos ter uma visão alargada Família – Escola – Academia - Comunidade. As aprendizagens não podem ser desenvolvidas apenas através de “ensino formal”, baseado em metodologias tradicionais, mas também em “vivências activas” – projectos comunitários e associativismo são excelentes exemplos. É reconhecido por todos que fase de “massificação” do ensino nas últimas décadas está ultrapassada e o patamar de exigência elevou-se para a qualidade e excelência e o mercado de empregabilidade futura vai requerer estes novos patamares. A crescente autonomia das escolas (supervisionada em termos de resultados) e o empenho das comunidades locais são hoje, na minha óptica, caminhos a trilhar. No que concerne às universidades, importa garantir que Bolonha não será sinónimo de facilitismo e orientar as instituições para a procura do compromisso entre investigação, inovação e as exigências dos mercados de trabalho. Existirá, ainda, a necessidade de complementar competências “do saber” com competências do “saber fazer” e do “saber estar”. Não se pode ignorar que competências como Liderança, Visão Estratégica, Resiliência, Gestão da Mudança e Criatividade são essenciais para a realização e o sucesso profissionais.
Pois bem, temos um novo programa e um novo ministro para esta área tão relevante. Tenho toda a confiança nesta mudança. Tive o prazer de conhecer Nuno Crato numa conferência que organizei em Lisboa e na qual o então professor, ainda não ministro, falou de Criatividade e Talento. Defendeu a capacidade de concentração e de trabalho e a complementaridade entre a Lógica, (instrumento de demonstração) e a Intuição (instrumento de descoberta). Mas acima de tudo, demonstrou que apenas pelo trabalho, exigência, estudo aprofundado e alguma memorização se criam as bases para pessoas competentes e talentosas no futuro. É o que todos procuramos, é o que todos desejamos.
Carlos Sezões

PARA QUE OS VÁ CONHECENDO

NO MELHOR PANO CAI A NÓDOA

Desde sempre considerei o Semanário Expresso com um dos melhores órgão de informação. Isto vem desde que: quando tinha um filho que pretendia seguir um Curso Universitário e havia que prestar provas a valer para ultrapassar a barreira. Não esqueço o conselho dado pelo Professor Victor Rosa: Lê o Expresso, fixa a maneira de escrever, tenta sub entender o que os articulistas escrevem, como escrevem e os fundamentos que utilizam.
Passei a comprar o Semanário e desde aí tornou-se um vício a leitura do mesmo.
Vem isto a propósito de ter que apresentar aqui um pedido de desculpas.
Confiando na notícia do Expresso que afirmava em primeira página que a anterior Ministra da Cultura ( Gabriela Canavilhas) se tinha recusado a receber o actual responsável pela Cultura ( Francisco José Viegas) na transmissão das pastas, teci na rubrica “destaques da imprensa” considerações pouco abonatórias sobre tal gesto.
Afinal … na última edição do referido semanário a visada vem desmentir que tal tenha sucedido (e dá provas disso mesmo).
O Al Tejo admite que não passa de um grão de areia no imenso areal da blogosfera, no entanto reconhece que deve um pedido de desculpas não só à pessoa visada mas também a todos aqueles que por aqui passam .
Chico Manuel

DIREITO À OPINIÃO

MAS …A FUNÇÃO DESTA “GENTE” É MESMO GANHAR DINHEIRO , TENTANDO ESCARAFUNCHAR NA “MERDA”?

Clara Ferreira Alves foi desde sempre uma figura do jornalismo que nunca deixei de ler.
Tal e qual como outros opinadores, (Marcelo, Sousa Tavares, Pacheco Pereira, Daniel Oliveira, por exemplo) que por vezes têm o dom de nos fazer reflectir sobre assuntos que nos “escapam” .
Muitas vezes aqui têm sido transcritos, na rubrica “Dá que pensar” ideias que nos merecem isso mesmo: “pensar”, incluindo muitas vezes C.F.A. (Clara Ferreira Alves)
Na minha modesta opinião C.F.A. , tem vindo a demonstrar desde há uns tempos atrás, e mais precisamente no programa da SIC Noticias “O Eixo do Mal” uma tendência politica do “deita abaixo” salvaguardando os “padrinhos” que desde sempre a protegeram.
Na última edição do Expresso – na sua rubrica Pluma Caprichosa – acho mesmo que se excedeu. Não dando sequer o benefício da dúvida, o seu artigo deitou de imediato abaixo todos os Ministros que se preparam para dar um novo rumo a Portugal.
Vejamos:
Titulo da Crónica: O NOVO GOVERNO? JÁ CAIU!
Considerações sobre o novo Elenco Governativo: Começa no Nuno Crato, passa pelo Álvaro Pereira, continua no Victor Gaspar … e para não enfastiar os leitores desta postagem, como a C.F.A. me enfastiou, dir-lhes.ei (para quem não leu a referida crónica) que vão todos corridos como incompetentes.
Mas, não se fica por aqui a insigne cronista. Referindo-se à oposição, mais concretamente o P.S. escreve:
O P.S. acabou, está nas mãos de totós. E o Bloco explodiu.
Dona Clara… QUEM A VIU (LEU) …E QUEM A VÊ (LÊ).
Estará o terreno a fugir-lhe debaixo dos pés?
Chico Manel

terça-feira, 5 de julho de 2011

POR TERRAS DO ENDOVÉLICO - JULHO 2011 - 02/03

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM

O efeito-pega
Claúdia Sousa Pereira

Terça, 05 Julho 2011 09:52
Não sou particular aficionada das touradas ou qualquer outro tipo de espectáculo tauromáquico, mas tenho batido o meu record pessoal, fraquito é certo, de sua espectadora neste último ano. Confesso que não sofrendo com os toiros ou os cavalos, não fico muito à-vontade com as espetadelas e as cornadas que se distribuem durante as touradas e incluo-me naquele grande grupo que vê nas pegas a parte mais interessante do alinhamento tradicional. Aprendi também que este é um momento que só formalmente inclui a tourada, ao que parece, desde 1836 quando D. Maria II proibiu os touros de morte, e a pega passou a ser o finalizar da lide dos cavaleiros. À cor, ao quase bailado, à música e ao entusiasmo do público, que considero constituírem a face mais visível destes eventos, culturais dê lá por um der, é na luta homem-toiro que vejo a coragem desta prática tradicional.
Já Hans Christian Andersen (esse mesmo, o dos contos) num pequeno livro-guia que escreveu aquando da sua viagem desde a Dinamarca até Portugal, descreve as suas impressões sobre uma pega, a que assistiu em Setúbal e onde, inclusive, se deu a morte de um dos forcados. Aqueles momentos de confronto são consequentemente momentos de grande tensão, onde o único ser que parece estar calmamente a dominar a situação é o touro.
Mas o que para mim é mais intrigante é toda uma postura do público e das suas manifestações em aplausos em momentos bem definidos. Os forcados são aplaudidos em duas situações: quando sofrem forte e feio o impacto e os arremessos do animal, e parece que quanto mais levam mais aplaudidos são; ou quando a pega custa a dar-se por falta de colaboração do touro – chamemos-lhe assim! – e o primeiro elemento, chamado o forcado da cara, tira o barrete e desiste, recomeçando tudo de novo. Há depois ainda a tal pega de cernelha, para determinadas circunstâncias em que os touros se mostram menos predispostos a colaborar, imagine-se, para que a pega corra bem, para o lado dos forcados, claro. Há no fundo sempre uma solução para que a luta aconteça.
Esta prática ou tradição premeia assim aqueles que mais dificuldades têm, numa demonstração ancestral da máxima que diz que quanto mais forte é o adversário maior é a vitória, e já agora acrescentaria eu, e caso se apliquem as circunstâncias, a derrota (situação que no caso das touradas não acontece mas é tema para anedota popular e conhecida em várias línguas). Vencer ou ser vencido por alguém mais frágil será sempre um desmérito.
É este um princípio da guerra, da luta, da guerrilha, do conflito, que tem como fim o eliminar de um dos adversários e nunca a cooperação. Parece-me bem na tourada. Parece-me menos bem, como estratégia, e mesmo quando eufemísticamente chamamos a algumas situações uma tourada, quando se pretende que de um conflito entre partes nasça algo de positivo para todos.
Confesso que nesta tourada de S. Pedro, onde os Forcados Amadores de Évora aguentaram as pegas todas e com muita bravura, enquanto assistia, pouco atenta, ao desenrolar do espectáculo – um espectáculo que o extinto Ministério da Cultura no relatório final de Julho de 2009 do estudo sobre o sector cultural e criativo em Portugal não inclui directamente, o que me leva a perguntar-me se não estará o toureiro, porque os forcados são amadores, incluído neste sector de actividades, até porque o Regulamento taurino fala-nos de artistas tauromáquicos, mas adiante – dizia eu que enquanto assistia às pegas, me apercebi de que mesmo não morrendo na arena, mesmo quando o sangue no traje do forcado é “só” do touro, todos saem feridos, mas os racionais saem também contentes, permitindo um gozo fátuo mas muito legítimo aos espectadores que pagam para ver, e uma sensação de vitória merecida a quem foi capaz de levar a luta até ao fim.
Fez-me pensar muito esta minha nova maneira de ler as pegas. E só consegui mesmo retirar esse prazer do privilégio de poder, com o exercício dos raciocínios, das lógicas, das associações de ideias e dos simbolismos de bolso, ir construindo visões do meu mundo actual e do relacionamento que tenho tido com tantos. E foi também bom chegar ao fim e continuar a dizer: “The show must go on” o que não é por aí mais além de bonito do que dizer “Olé!”
Até para a semana.
Cláudia Sousa Pereira

BREVES CÁ DO ALENTEJO

Alentejo cativa turistas brasileiros


Aeroporto de Beja desperta atenção de operadores holandeses


Apoios comunitários garantidos no Alentejo mesmo que produção de tomate fique abaixo dos mínimos.


Duas mil pessoas no Beja Wine Night.


Sousel: Misericórdia abre novo lar para idosos num investimento de dois milhões de euros


Beja: Ligações especiais a Bélgica, Holanda e Luxemburgo poderão ser criadas em 2012 e 2013


Linnha do Alentejo reabre dia 23 deste mês, após mais de um ano em obras

COLABORAÇÃO - JOÃO PEDRO ROMA

BRUCHOS E BRUCHARIAS
 Os  Feiticeiros na minha mocidade.

Era comum no entendimento dos mais idosos, perante os mais novos, usarem em posições de receio e de medo reinante que bruchos  apresentavam sempre num clima reservado e pouco afirmativo, e mesmo os mais letrados se mostravam alarmados , incluindo os mais velhos. Era assunto que não ligava muito entre ele, o que trazia água no bico.
Tratando-se de assunto reservado, onde se subentendia haver muita coisa a dizer, mas que ninguém se abria ou explicava e onde as vassouras voadoras apareciam   e tinham um lugar próprio, parecendo jogos de palavras ou brincadeiras nefastas ou malignas, não parecendo assunto que pudesse ser estudado, ou mesmo entendido e compreendido.
Passando a mocidade, esperando reacções e acontecimentos… pergunto eu, afinal que raio aconteceu, onde param as bruxas feias, tanto faladas há décadas? A não ser uma reunião anual das ditas, num parque de estacionamento de um Parque Tecnológico, algures no nosso País, onde uma das bruxas foi interrogada, acerca das vassouras e sua utilidade, ao que ela respondeu – A verdade é que nós temos e servimo-nos delas, mas nesta momento apenas me servem para varrer o quintal, nunca as vi voar.
Pensando bem sobre o assunto, naquele tempo foi difícil para qualquer vivente discernir sobre a bondade, sobre os receios, sobre o entendimento, sobre a falta de cultura, sobre preconceitos, sobre as diversas formas de estar e agir e formas de mendigar, sobre as maldades existentes.
Isobel Andrade, coordenadora da secção lusitana da Pagan Federtion Internacional, conhecida por Lilith, estando habituada a que a imaginação ultrapasse a realidade, e , até brinca com o assunto “É verdade que nós bruxas, temos vassouras mas – MAS NUNCA VI UMA VOAR, MAS SE O CONSEGUISSE FAZER, FICARIA RICA” Tinha 17 anos quando decidi fazer um fortíssimo feitiço, só para ver se o raio da vassoura voava, mas nada.
A caça ás bruxas, será o que muitos fazem, com receio de ficarem mal vistos, muitos pagãos continuam a esconder a adoração a diversas crenças, muitas vezes confundidas com cultos satânicos e outras manifestações demoníacas.
No mundo das crenças e lendas, o paganismo é muito mais diversos, do que á primeira vista se possa pensar.
Todos os pagãos são politeístas, venerando deuses e deusas enquanto outros se concentram  numa força vital. Existindo várias ramificações diferentes – A feitiçaria moderna, o druidismo a tradição ibérica. Cada qual com seus feitiços e tradições, pelo que se torna quase impossível estudar todas as áreas.
Por norma o pagão concentra-se apenas numa, de acordo com as suas convicções, fazendo um estudo exaustivo de todo um universo de encantamento.
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BREVE APONTAMENTO DOS FESTEJOS "POR TERRAS DO ENDOVÉLICO - FOTOS JOÃO LEBRE


segunda-feira, 4 de julho de 2011

PARA MEMÓRIA FUTURA - AS TABERNAS - HELDER SALGADO

 O último Taberneiro

A crónica do F. Manuel “oh gente da minha terra” intensificou a ideia, que me vem apoquentando, há algum tempo, quando li um comentário anónimo, a um artigo que nada tinha a ver com o vinho, tabernas ou afins. “Vai mais um copo”
Com o recente desaparecimento do mundo dos vivos, de um pessoa que durante toda a sua vida se dedicou à venda de vinho, a ideia de escrever sobre as tabernas tomou conta de mim.
Faço, por vezes um esforço de memória e verifico que ela ainda não me atraiçoa ou se me atraiçoa, em pequenas excepções, às vezes até propositadas, não constituem motivo forte para deixar de escrever.
Interrogo-me porque escrevo? Mais me interrogo se escrever é libertar-me ou martirizar-me?
Aqui é recordar e dar a conhecer á geração actual e vindoura o ambiente em que fomos criados.
“Quem não se sente não é filho de boa gente”
Orgulho-me do meu sítio e da minha gente, da gente simples e humilde, que me indicou o caminho, a estrada que durante a minha vida percorri e continuarei, enquanto a vontade e as forças não me faltarem, a percorrer.
Terá sido boa? Terá sido ruim? Poderia ter sido melhor ou pior?
Foi esta e só me resta continuar.
Foi o simples e honesto conviver que me avalizam a ver o dia de hoje, como ontem fosse, e o de amanhã como o prolongamento do dia de hoje.
Os factos, os acontecimento e sobretudo as pessoas só morrem quando deles nos esquecemos.
O blog é, sem duvidam, um excelente veículo de transmissão perpetuador dos nossos usos e costumes.
“Talvez aqui o comentário “Vai mais um copo” tenha cabimento.
Vamos beber ou melhor vamos entrar em tabernas. Vamos visitar algumas do Concelho. Não as seleccionei. Saltaram-me, ao acaso da prateleira das minhas recordações.
Pouco mais vendiam do que vinho e bagaço, o mata-bichos.
A cerveja, a cervejinha, como carinhosamente era chamada, era uma bebida de excepção para as festas ou dias nomeados.
Aparece o pirolito, com garrafa, em vidro espesso, bem trabalhado e fechado com uma bola também em vidro, vedada com uma anilha de borracha de cor vermelha.
O fornecedor, mais popular, era o Padre Eterno de Vila Viçosa, vindo mais tarde a conhecer a concorrência das gasosas do Botas, do Redondo.
As bolas das garrafas partidas serviam para o jogo do berlinde, que consistia meter, depois de chutar a bola com os dedos da mão, em covinhas no chão, antecipadamente preparadas. Algumas vezes a força do gás chegou a partir as garrafas, chegando a ferir o bebedor ou taberneiro.
Conheci duas tabernas semelhantes, no seu parco e tosco mobiliário, no Rosário a do senhor Mamede e em Santiago, nas Casas Novas a do senhor Nina.
Uma noite de Inverso vindos, eu e o meu primo Zoroastro, de Évora, numa scooter com motor marca Vespa, onde tínhamos assistido a um desafio de futebol entre o Lusitano e o Sporting, fomos forçados a parar na taberna de senhor Nina. O frio era tanto que pedimos para nos deixarem aquecer á braseira. Recordo-me de alguns nomes dos jogadores, mas vou referir apenas dois alentejanos Pepe, da Azaruja e o Teotonio, de Vila Viçosa, ambos jogadores do Lusitano.
Os irmãos Ferrarias, nas Hortinhas também foram possuidores de tabernas.
Em Terena também duas das mais antigas tabernas que conheci, a do tio Reco, na rua de Estremoz, e a do tio Zé Major, na rua das casas Novas, tinham uma razão de semelhança. Ao entrar e á direita tinham a chaminé, com um pobre balcão de tábuas não pintadas ao fundo.
Mais tarde aparece a taberna do Quintino, com dois compartimentos de serventia.
Aqui se jogava ao chito, às cartas e se bebia, bebia-se muito. A senhora Maria fazia bons petiscos, passarinhos fritos, perninhas de rã. Nunca faltava o petisco, como nunca faltava o amendoim, nem o tradicional tremoço, adoçado no tanque da horta do Paiva.
O que muito bem me recorda são os pastéis de bacalhau, com muito pouco peixe.
O Peças, estava quase sempre bem-disposto e quando bebia, estava sempre.
Uma tarde lembra-se desta acerca dos pastéis - Quem encontrar nos pastéis bacalhau, ganha um prémio. O outro companheirão, o mestre Manuel sapateiro arranja uma espinha de bacalhau e vai reclamar o prémio.
O Quintino era um homem de estatura média e calmo põe natureza, atencioso, paciente com todos mesmo com algum já bebido. Recordo nele uma particularidade, conseguia firmar o cigarro no maxilar e no lábio superior, sem que o cigarro caísse mesmo quando conversava.
Recordo-me no Alandroal, de quase todas as tabernas.
A do Eduardo, que morreu em desastre de automóvel, na estrada de Bencatel, já a chegar ao Alandroal.
Lá em baixo a do Lica e a do António M. Torcato, onde pela primeira vez vi um alambique. Recordo a tasca do senhor Pimenta e do ouvir dizer – Se for verdade, quando morrermos o nosso espírito vai encarnar num animal, o burro que encarnar a meu tem muita borrada que levar.
Não é correcto chamar taberna ao estabelecimento de venda de vinho do Zé Canhoto, como há pouco lhe chamei, adega assenta-lhe melhor, pela disposição da sala e pelas talhas que lá tinha. Até possuía armazém de vinhos. Era boa esta pinga. De lá se aviava o meu avô, que transportava o vinho numa cabaça, e mesmo eu bebendo pouco de lá bebi algum.
Vão pensar que vou esquecer-me do Domingos Cainó?
Nunca em juízo perfeito o faria. Foi o taberneiro que mais me impressionou, (parece que o estou a ver tocar trombone, sozinho, junto á cruz na festa dos Prazeres,) pela sua simpatia, pela improvisação na feitura dos petiscos e no seu modo de sempre bem agradar.
Não podia terminar sem referir o café do Piçarra e do senhor Torcato, este em Terena, por se situaram junto à paragem da camioneta da carreira e aí prestarem um bom serviço aos clientes, embora com pouco espaço.
O café do senhor Torcato , mais tarde da família Neves, também tem uma pequena historia ou melhor duas historietas. Foi o primeiro, café em Terena, vindo a perder, com a ascensão de outros mais modernos aquela designação, tendo hoje escrito, num pequeno toldo a palavra “Tasquinha do Neves”.
Um dia o senhor Torcato comprou, para vender claro, bolos de arroz. Um cliente já pingado manda vir um e começa a comê-lo com papel. Quando lhe chamam a atenção, respondeu – Deixe lá, também paguei o papel.
Lembram-se, certamente, deste modo de assoar, uma venta tapada com um dedo e força, o ranho saía disparado como bala em espingarda de atacar pela boca e as escarretas no chão, era um ver que te avias. O senhor Torcato compra um escarrador de pé alto, em armação de ferro e recipiente de porcelana.
A uma mesa está um grupo de pessoas e o senhor Torcato põe lá o objecto.
A determinada altura em deles cospe para o chão. O senhor Torcato muda para o sítio onde ele cuspiu o escarrador. Outra cuspidela para o lado contrário e assim novamente. O Torcato perde a paciência e diz, - Cuspa para aqui, não vê o escarrador? Resposta do cliente – Vejo mas não queria sujar uma coisa tão bonita e asseada.
Este café, tasquinha ou taberna é como já disse, é da família Neves.
Dois primos e dois Inácios lá exerceram a profissão de taberneiro. O último deixou-nos há pouco e hoje a porta está fechada.
Encerra um balcão de cor azul, com montra e duas pequenas linhas de ferro de protecção, tendo três tábuas de cada lado e em relevo a dar-lhe feitio.
Quantas histórias, quantas alegrias ou tristezas, as nossas tabernas terão para contar. A força de mudança dos tempos silenciou-as para sempre, como a morte silenciou o Nacica NevesO último taberneiro
Hélder Salgado
30-06-2001.

CONTRASTES


LINDO

FEIO ---MUITO FEIO

(Fotos - Al Barram)

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM


Feira de S. João
Miguel Sampaio

Segunda, 04 Julho 2011 08:53
Aconteceu que durante a Feira de S. João a Plataforma pela Cultura desenvolveu no espaço da Horta das Laranjeiras uma acção de sensibilização para a necessidade de apoio às actividades culturais.
Depararam-se com a má vontade da Câmara. Depararam-se acima de tudo com a indiferença ou o desconhecimento de boa parte dos munícipes.
Ao que parece a maioria das pessoas reduziu o alcance da manifestação a um mero protesto pelo incumprimento, por parte do executivo camarário, dos apoios protocolados. Se fosse apenas isto, seria mesmo assim suficiente para que estes agentes culturais se manifestassem, mas não. O que está aqui em causa é assunto mais vasto.
A cultura anda de braço dado com a educação. É ela no seu sentido mais amplo que nos determina enquanto pessoas e enquanto povo, é a cultura de um povo que enquadra os caminhos do seu crescimento, que leva esse colectivo a optar por determinado percurso e não por outro. Se a indiferença, a acomodação, a resistência à mudança são culturais, o seu contrário também o é.
Neste contraditório se cresce, é dele que nasce a mudança, dele que resulta a constante mobilidade que faz a história. Só que o poder, qualquer poder, é conservador, avesso à mudança, resistente a tudo o que o questione e a cultura é feita de saberes e o saber impõe a dúvida e exige esclarecimento.
Aprender a ler é um projecto cultural, permite sem dúvida um nível superior de comunicação, facilita a aprendizagem, leva quem possui esse instrumento a patamares de saber sempre mais elevados, durante séculos saber ler foi um luxo, privilégio de poucos, instrumento de poder. Não teria sido impossível facultar a aprendizagem da leitura muito antes, isso não foi feito porque não era conveniente a quem detinha o mando.
Sendo fonte de saberes, libertadora, a cultura é incómoda ao instituído. Por isso os seus veículos são censurados, os seus agentes reprimidos, o seu papel minimizado.
Foi contra este sufoco que a Plataforma pela Cultura se manifestou, contra a ideia de poder pelo poder, contra a mistificação de que o vazio é possível, que uma sociedade pode viver sem cultura, que a ignorância é um passaporte para a felicidade.
Os acordos por cumprir são apenas parte do todo e são importantes porque as pessoas têm de comer para subsistir.
Pode-se sobreviver sem cultura? Pode! Não se pode é viver.
Miguel Sampaio

BREVES CÁ DO ALENTEJO

O presidente da Turismo do Alentejo apelidou hoje a Península de Troia como a «Vilamoura dos tempos modernos» no panorama turístico português, destacando a sua «qualidade» e o desenvolvimento que vai criar na região.

Quase 50 produtores de vinho do Alentejo participaram na segunda “Beja Wine Night”, que decorreu no castelo da cidade de Beja, onde os participantes puderam provar “alguns dos mais emblemáticos” vinhos da região.

Vila Viçosa e Marvão desenvolvem produtos turísticos inovadores
As localidades portuguesas de Vila Viçosa e Marvão, bem como as espanholas de Olivença e Consuegra impulsionarão o turismo medieval através da participação no projecto Arquivia.

IMPRENSA

DIREITO AO PROTESTO

Excelentíssimos Senhores

ILUSTRES DEPUTADOS DA NAÇÃO

Quero, antes de mais, como simples cidadã deste País, cumpridora e zelosa de todos os seus deveres, desejar a Vas. Exªs., nesta hora em que iniciais a elevada missão de protecção e representação do POVO que em vós votou e elegeu, os maiores êxitos no desempenho de tão sublime tarefa.
Como cidadã, venho junto de Vas. Exªs., como garantes da nossa sociedade, expôr e repudiar os incríveis mecanismos previstos na lei que regula a actualização e revalidação das licenças/cartas de condução (Decreto-Lei nº. 45/2005, de 23-02-2005).
As disposições ali previstas são puramente economicistas, “implicam muito dispêndio de tempo, muito stress e razoável gasto de dinheiro”, de tal forma que a maioria dos cidadãos automobilizados não se dá conta nem se apercebe que durante largos periodos (meses e até anos) conduz sem estar “habilitado”, tal o mecanismo que a lei em apreço gere e provoca.
Repare-se que esta Lei de que agora falo nem sequer prevê justificação de faltas, tendo sido já indeferidos pedidos de pessoas que não puderam comparecer a exame por motivos médicos comprovados com radiografia e declaração médica. Se tudo fosse normal, nesse dia e seguintes estas pessoas nem sequer conseguiriam guiar o seu próprio carro, quanto mais fazer um exame de condução.
Tudo indica, portanto, que quem no dia do exame tiver sido atropelado, estiver com cancro, tiver a infelicidade de lhe morrer um familiar próximo, ou, simplesmente, tiver um problema ósseo nos braços ou pernas que o impossibilitem de conduzir, estará automaticamente reprovado no 1º exame, por não comparência (embora justificada), tendo de pagar um outro, que será a sua última hipótese, antes de ser obrigado a fazer também o código. Note-se também o prejuízo - económico e psicológico - a quantos necessitam do carro para chegar aos seus empregos, ir buscar as crianças aos infantários e às escolas, etc, etc. Embora um Despacho de Maio deste ano possibilite obter uma guia para continuar a conduzir, muitas pessoas ignoram essa possibilidade, pois ninguém as informa do assunto, nem sequer, por vezes, as delegações da IMTT.
Pretendo ser cumpridora, mas não desta forma que, pela calada, sem conhecimento público adequado, inabilita e ilegaliza, sem mais, unilateralmente e sem qualquer aviso prévio, directamente ao cidadão, obrigando-o, pasme-se, ao fim de toda uma vida de exemplar condutor, à obtenção, por via de outro exame, de novo título de condução, caso não dê conta da armadilha que o referido Decreto-Lei encerra, contrariando, mesmo, o que está escrito no respectivo documento oficial de cidadania/carta legalmente emitida e, no meu caso, válida até 27.03.2014.
Resta-me apelar a Vas. Exªs. no sentido de rápida e eficaz alteração/revogação aos medonhos formalismos daquela Lei “sem qualquer penalização, ou renová-la mediante pagamento de uma multa simbólica ou, no máximo, numa multa equivalente ao que se tem de pagar para fazer o exame”.
Os melhores cumprimentos.

Alandroal, 24 de Junho de 2011
A Cidadã,
Luisa Maria Alferes Mira

OBS.:- Agradecia, por favor, o reencaminho desta Carta para todos os mails existentes na mensagem (dos nossos deputados), para que a mesma chegue e inunde a caixa de correio dos mesmos sensibilizando-os, assim, para o problema que está a afectar mais de 100.000 cidadãos do nosso País.

DIVULGAÇÃO - ASSOCIAÇÃO FUTEBOL ÉVORA

Para conhecimento de todos os interessados remetemos para anexo todos os prémios atribuídos e as pontuações alcançadas por todos os nomeadas nos respectivos prémios.
Como é do conhecimento de todos, a Associação Futebol de Évora encontra-se em condições de justificar a todos os nomeados os resultados alcançados.





 

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O BORDA D´ÁGUA NO MUNDO RURAL – (Rubrica do Tói da Dadinha)

« JULHO QUENTE TRAZ O DIABO NO VENTRE »

- AGRICULTURA
Mês de ceifa e debulha dos cereais (onde?)

- HORTA
Semear agrião, alface, beldroega, cenoura, feijão de trepar e anão, nabo, rabanete, repolho, salsa, e as couves de Bruxelas, nabo e flor. Semear feijão verde e alfaces (para antes dos primeiros frios de Inverno), nabo e couves tardias; e no final do mês, cenoura, rábano, salsa e plantas análogas.
Colher alface, alho, beterraba roxa, beringela, cebola, cenoura, couves, espinafre de Verão, feijão, tomate.
Terminar a colheita da batata temporã e começar a destinada à semente. No final do mês, os aipos e alguns melões. Cavar as terras dos canteiros. Roçar mato para estrume.
Regar ao amanhecer ou entardecer. No Crescente (início em 8 de Julho) cobrir as cepas.

- JARDIM
Semear amores-perfeitos, calêndulas, cinerárias, etc., e as plantas bienais vivazes de germinação lenta, para transplante no Outono.
Colher as primeiras sementes.

Bons êxitos e afectuosas Saudações Rurais
Tói da Dadinha

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA FM

Ambiente Esquisito
Martim Borges de Freitas

Sexta, 01 Julho 2011 09:31
Desde o início deste ano e até às últimas eleições, a ideia que prevalecia era a de que Portugal havia claudicado. A esperança é, agora, a de que esse tempo tenha passado. Apesar de empossado o novo Governo, sente-se, no entanto, no ar, uma certa cautela. Por um lado, o Governo parece estar sob vigilância extrema, não apenas por parte dos partidos da oposição e das forças vivas da sociedade civil, mas por parte de todos os portugueses, em geral. O visível desconhecimento que recai sobre uma boa parte dos Ministros e Secretários de Estado, tem levado muitos dos nossos habituais e conhecidos comentadores a conterem-se nas críticas, mas, ao mesmo tempo, a tentarem encontrar qualidades em cada um dos novos membros do Governo e a tentarem encontrar virtualidades para as escolhas feitas.
Mesmo o receio de ao “no jobs for the boys” de António Guterres suceder um “no jobs for the friends” de Passos e Portas, não parece colher nem por força do elevado número de governantes independentes nem pela tónica colocada nas escolhas parecer ter sido a da confiança pessoal, mais do que a partidária ou mesmo política. Mas o ambiente que se vai sentindo, não podendo ser obviamente de euforia, não é, no entanto, alegre. Mas também não é triste nem é de descrença. À míngua de qualquer outro adjectivo, chamo-lhe, por isso, de ambiente esquisito. Parece uma cena de caça em que estão todos à espera que a presa cometa o seu primeiro erro e se revele.
Por incompetência própria e desconfiança externa, o FMI já cá esteve, já colocou o país nos eixos e já se foi embora. E pesem todas as ajudas de que o país dispôs a seguir, Portugal voltou a descarrilar. Por conseguinte, o problema da vinda do FMI a Portugal não é apenas o da presença do FMI em Portugal. Pedi, por isso, que pudéssemos conhecer antes das eleições a real e exacta situação financeira do país, não apenas quanto às rúbricas que concorrem para o apuramento do défice das contas públicas, mas de todas aquelas a que o Estado está obrigado e a que o contribuinte, mais cedo ou mais tarde, vai ser chamado a pagar. E defendi também antes das eleições que, para que, estes, passassem a ser tempos de um positivo novo ciclo, era preciso antecipar o futuro e definir um novo modelo de desenvolvimento para Portugal. Um modelo capaz de resolver os problemas estruturais do país, se não de forma definitiva, pelo menos forma duradoura. Um modelo que proporcionasse as necessárias rupturas, mas que soubesse acautelar as suas respectivas consequências. E um modelo de desenvolvimento que partisse de nós, que partisse dos portugueses. Que em vez de aceitar passivamente o programa que a Troika traçou para o país, fosse mais longe e puxasse pelo brio dos portugueses.
Desconheço, no dia e à hora a que gravo esta crónica, o desenrolar do debate sobre o Programa do Governo que estará ainda a decorrer na Assembleia da República quando esta crónica for para o ar pela primeira vez. Tal como desconheço o conteúdo do programa do Governo propriamente dito. Ainda não tive oportunidade de o ler. Desconheço, pois, neste momento, se o que atrás referi está presente no debate. Espero que sim. Todavia, tem-se dito que o Governo quer ir mais longe do que a Troika foi, sobretudo com o objectivo de evitar qualquer confusão entre o nosso país e a Grécia. Espero, no entanto, que esse “mais longe” não se fique pelo lado do aumento da receita fácil - leia-se, aumento de impostos - e que também não se fique pela diminuição da despesa fácil - leia-se, corte de salários ou de pensões. Que vá, sim, mais longe no lado do aumento da receita, promovendo o crescimento da riqueza nacional, e que vá, sim, mais longe no lado da diminuição da despesa, cortando em toda a matéria adiposa do Estado que, por ser isso mesmo, gordura, em nada belisca o serviço público ou o serviço de interesse geral, independentemente de quem o fornece ou de quem o possa vir a fornecer. Se assim for – e espero sinceramente que o seja – então talvez consigamos mudar de paradigma e construir um novo modelo de desenvolvimento para Portugal. E que, ao perspectivar-se essa mudança, se acabe rapidamente com este ambiente político esquisito que não vai poder continuar assim por muito mais tempo.
Lisboa, 29 de Junho de 2
Martim Borges de Freitas

BREVES CÁ DO ALENTEJO

Beja Wine Night faz a festa do vinho alentejano no castelo

Censos 2011: Só cinco dos 47 concelhos do Alentejo "fogem" à perda de população e atraem moradores

Elvas: Festival Medieval no fim-de-semana

Évora: Leilão de porcos em fibra de vidro rende mais de cinco mil euros a instituição de deficientes

IMPRENSA

PÁGINA DESPORTIVA




Não é assim tão barato

Inscrições- Clubes que disputem Campeonato Distrital de Seniores da Divisão de Honra € 450,00
- Clubes que disputem Campeonato Distrital de Seniores da 1ª Divisão € 425,00
- Clubes que disputem Campeonatos Distritais Futebol Juvenil € 225,00
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
- Campeonato Distrital Seniores da Divisão de Honra € 2 0 0 , 0 0
- Campeonato Distrital de Seniores da 1ª. Divisão € 180,00
- Taça Distrito de Évora de Seniores de Futebol de 11 € 200,00
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Protestos

Provas - preçário
- Campeonato Distrital Seniores da Divisão de Honra € 500,00
- Campeonato Distrital de Seniores da 1ª. Divisão € 450,00
- Taça Distrito de Évora € 450,00

CINE CLUBE DOMINGOS MARIA PEÇAS - (HOMENAGEM)

Documentário do Peças antes do filme

AMERICA


América, de João Nuno Pinto, retrata o Portugal do início do milénio e o sonho com uma terra de oportunidades. Liza, uma jovem imigrante russa, está casada com um português sedento de dinheiro fácil. Quando a sua ex-mulher espanhola do marido reaparece, com uma proposta para aproveitar a vaga de imigração ilegal, através da falsificação de passaportes, Liza vê a sua casa ser invadida por imigrantes brasileiros, africanos e de Leste. Também à procura da oportunidade de fuga, vislumbra uma hipótese no amor de um jovem ortopedista ucraniano, procurado pela máfia russa. Mas o caminho promete ser tortuoso.
Realização: João Nuno Pinto
Com: Chulpan Khamatova, Dinarte Branco, Fernando Luís (I), María Barranco, Raul Solnado



Al Tejo sempre com o cinema português

COMEMORAÇÃO DOS 150 ANOS DA CARLISTA E APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE AUGUSTO MESQUITA

Foram muitas  centenas de associados que encheram por completo o salão nobre da Sociedade Circulo Montemorense (Carlista) para assistirem à Sessão Solene da comemoração dos 150 anos desta colectividade


Depois de composta a mesa com os convidados especiais, Presidente da Câmara Municipal, Presidentes das Juntas de Freguesia, Presidente da Assembleia Geral e Presidente da Direcção da Colectividade, Professor Victor Guita, (que fez a apresentação do livro “Sociedade Carlista – pedaços da sua história – 150 anos ao serviço da cultura, do recreio e do desporto”, e, o Autor da obra Augusto Mesquita

Deu-se inicio à Sessão Solene com a execução pela Banda da Carlista intrepretando o Hino da Colectividade, ouvido e sentido por toda a família Carlista de pé.

Usou da palavra em primeiro lugar o Presidente da Direcção que agradeceu a presença de todos, sublinhou o quão difícil se torna continuar a manter de pé estes baluartes da Cultura, destacando as várias actividades concretizadas durante o presente ano, não deixando de prometer que outras se irão seguir.
De seguida fizeram uso da palavra as Senhoras Presidentes da Juntas de Freguesia que ao mesmo tempo que enalteceram todo o trabalho desenvolvido ao longo destes anos, não quiseram deixar passar em claro a efeméride fazendo oferta de lembranças à Colectividade.
De seguida e num brilhante discurso de improviso usou da palavra o Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. Carlos Pinto de Sá, que não deixou de recordar muitos momentos ali vividos, enalteceu todos aqueles que muito se sacrificaram pela causa, e incentivou todos para que a Colectividade e em especial a sua Banda prossiga na senda dos muitos êxitos conquistados.

Terminou fazendo entrega da medalha de mérito cultural, concedida por unanimidade em reunião Camarária. Acto muito aplaudido, com toda a assistência de pé agradecendo com grande salva de palmas.

O LIVRO

São 460 página, historiando a vida da Carlista desde a sua fundação, até à presente data, recheado de textos de grande qualidade acompanhados de centenas de fotografias e documentos que por certo irão construir um valioso património para as gerações futuras,
De fazer a sua apresentação encarregou-se o Professor Victor Guita, que salientou o trabalho árduo, as horas gastas em busca de velho arquivos. Salientou ainda outras obras de pesquisa do Autor tecendo elogios a todo o seu trabalho.
Por fim Augusto Mesquita agradeceu a presença de todos, citou-nos algumas passagens da obra, relembrou velhos Sócios que lhe prestaram colaboração na cedência de suportes e prometeu-nos que outras obras estão na forja que irão relatar retalhos da vida de Montemor (Monumentos, histórias, tradições, etc.
 Foram de seguida entregues os diplomas aos Sócios que completaram 50 e 25 anos como associados.
E a noite terminou com a demonstração pelos alunos da escola de danças de salão, que a todos agradou e aos quais não foram regateados merecidos aplausos.

O ORGULHO DO AL TEJO

Não pode o autor destas linhas deixar de aqui manifestar todo o seu orgulho neste acto.
Primeiro: Pela amizade com o Augusto Mesquita.
Segundo : Por verificar a maneira como o mesmo é acarinhado por todos, e aqui posso muito bem aplicar o ditado “quem é amigo do meu amigo, meu amigo é”.
Terceiro: Não posso deixar de sentir orgulho quando vejo que mais um dos colaboradores do nosso blogue deixa para a posterioridade mais uma obra escrita de inexcedível valor
Por fim : Pela maneira simpática com que o Mesquita escreveu a dedicatória no meu livro, não esquecendo de salientar que é um colaborador do Al Tejo.


Obrigado amigo
Parabéns à Carlista – Parabéns ao Augusto Mesquita – Parabéns a todos nós por podermos usufruir destes momentos.
Chico Manuel

Também o nosso amigo e colaborador Dr João Luís Nabo, no seu blogue http://maradodasideias.blogspot.com// se refere ao acontecimento

Honra e Mérito para a Carlista!

O meu Amigo Augusto Mesquita deu, mais uma vez, provas do seu enorme espírito de investigador apaixonado pelas instituições da terra. O seu livro Sociedade Carlista, pedaços da sua história veio trazer algum alívio aos que, ao longo dos tempos, apelavam à escrita de uma obra deste tipo para que não se perdessem as memórias de uma das mais culturalmente desassossegadas colectividades do nosso concelho.
O seu lançamento, no dia 30 Junho, na Sessão Solene comemorativa dos 150 de vida daquela sociedade recreativa, foi, em paralelo com a atribuição da medalha de mérito cultural pela Câmara Municipal de Montemor, o reconhecimento merecido por tudo o que a Sociedade Antiga Filarmónica Montemorense tem oferecido à cidade e ao concelho.
Parabéns, Carlista. Parabéns, Augusto Mesquita. Parabéns, Montemor.
J.L.N.

NOTAS INFORMATIVAS C.M.A.

Renovação da Matriculas para ano lectivo 2011/2012 no próximo dia 7 de Julho

O Agrupamento Vertical de Escolas de Alandroal vai proceder à renovação das matrículas, para o ano lectivo 2011/2012, no próximo dia 7 de Julho, entre as 10:00 e as 13:00, no período da manhã, e as 14:30 e 18:30, no período da tarde. As fichas de avaliação final dos alunos serão também entregues aos encarregados de educação neste dia. A renovação de matrículas aplica-se aos alunos do ensino pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclos e ensino profissional. O processo de renovação de matrículas vai decorrer nas escolas pertencentes ao Agrupamento Vertical de Alandroal (EB Diogo Lopes de Sequeira, Jardim de Infância de Alandroal, EB1 de Terena, EB1 de Aldeia de Pias e EB1 de Montejuntos).Os encarregados de educação devem dirigir-se à escola que os seus educandos frequentam, fazendo-se acompanhar dos seguintes documentos: - Fotocópia do Cartão do cidadão - Cartão de Vacinas actualizado- 1 Fotografia- Fotocópia do Cartão de Beneficiário- Ficha de actualização dos dados, prolongamentos de horário, ASE (a ser dada pela escola)- Declaração de escalão do abono, da Segurança Social (1º,2º, 3º e Profissionais) Nota: Para mais informações contacte o Agrupamento Vertical de Escolas de Alandroal, através do telefone 268 447 010.



Por Terras do Endovélico: Nove dias à descoberta do Alandroal

Amor Electro e Banda da Armada prometem animar segundo fim-de-semana do evento. A segunda edição do “Por Terras de Endovélico” afirma-se já como o principal momento de promoção do concelho de Alandroal, tanto para dentro como para o exterior. Trata-se de um evento multifacetado em que o legado histórico e cultural de Endovélico abre as portas à ciência, à cultura, à música, à gastronomia e às actividades económicas. Decorrido o primeiro fim-de-semana do evento marcado pelo mercado de produtos tradicionais, passeios TT e pedestre na Rota do Endovélico, mas também pela actuação de Kumpania Algazarra e de “Sons do Mundo” acompanhados pela degustação dos Sabores da Terra com porco assado no espeto.
No segundo fim-de-semana apresentamos uma Feira de Actividades Económicas que vai dar uma atenção especial à agricultura e ao tecido produtivo do concelho. À ciência, em particular à arqueologia, está também reservado um papel de destaque com a realização de uma palestra no sábado, dia 2 de Julho, que entre outras vai dar a conhecer as últimas investigações ligadas ao deus Endovélico.
Em termos de animação destacamos as noites de sexta-feira, com um concerto com a grandiosa Banda da Armada, e de sábado, com actuação da banda sensação do panorama musical nacional: “Amor Electro”. Durante a tarde de sábado e domingo haverá ainda tempo para apreciar a animação de rua com o grupo “Sacabuxa” e a actuação de ranchos folclóricos, tudo na Praça da República.
Ao nível da gastronomia apostamos este ano na simplicidade e riqueza do que a nossa terra dá de melhor – o pão, o azeite, a azeitona, o tomate... – e apresentamos, durante os nove dias nos restaurantes aderentes, a “Mostra Gastronómica do Gaspacho”. De sexta a domingo decorrerão ainda provas de degustação dos sabores da terra e venda de produtos no pavilhão de degustação e vendas.
Para mais informações consulte o programa completo no site da Câmara Municipal de Alandroal em http://www.cm-alandroal.pt/.

Gabinete de Imprensa C.M.A.