6 coisas que não sabes sobre as consequências do aumento da idade de reforma
1 - todos os locais de trabalho com mais de 100 trabalhadores vão passar a ser obrigados a ter agência funerária. Com mais de 500 trabalhadores vão também ter que ter um crematório (preferencialmente junto à zona de economato).
2 - ao completar 85 anos o trabalhador pode começar a trabalhar só da parte da manhã, mas também passa a trabalhar nas manhãs de Sábado.
3 - todas as repartições públicas vão estar equipadas com megafones para os utentes se fazerem ouvir.
4 - não vai ser necessário pagar 13º mês nem subsídio de férias aos trabalhadores com Alzheimer.
5 -o governo já tem uma parceria com a Ausónia e todos os locais de trabalho vão estar equipados com dispensadores de fraldas para adultos.
6 -nos serviços com atendimento ao público os utentes/clientes que mudarem as fraldas aos funcionários têm atendimento prioritário.
XX
O ESPECTÁCULO
quinta-feira, 21 de julho de 2011
BREVES CÁ DO ALENTEJO
A circulação ferroviária na Linha do Alentejo é retomada no próximo domingo com oito ligações diárias, em dias úteis, entre Lisboa, Évora e Beja.
Litoral Alentejano receia fecho de 26 escolas
De 30 de Julho a 7 de Agosto, as Ruas Floridas regressam à vila de Redondo proporcionando a moradores e visitantes um agradável.
PCP de Montemor-o-Novo critica encerramento de posto médico durante dois meses.
IMPRENSA ALENTEJANA DE HOJE
Litoral Alentejano receia fecho de 26 escolas
De 30 de Julho a 7 de Agosto, as Ruas Floridas regressam à vila de Redondo proporcionando a moradores e visitantes um agradável.
PCP de Montemor-o-Novo critica encerramento de posto médico durante dois meses.
IMPRENSA ALENTEJANA DE HOJE
COLABORAÇÃO - Dr ANTÓNIO NEVES BERBEM
(continuação do dia anterior)
INTERFACES DA VIDA EM CAMPANHA DE HERMENEGILDO CAPELO
4. A INICIATIVA e RESPOSTA ESTRATÉGICA
- Viria, de imediato, quando a IMPRENSA NACIONAL de LISBOA entregou à Sociedade de Geografia, uma obra que -extensamente- se intitulava nada menos do que o seguinte: « DE ANGOLA à CONTRA-COSTA. Descripção de uma viagem atravéz do Continente comprehendendo narrativas diversas, aventuras e importantes descobertas entre as quais figuram a das origens do Lualaba, caminho entre as duas costas, visita às terras de Garanganja, Katanga e ao curso do Luapula, bem como a descida do Zambeze, da Choa ao Oceano por H. Capelo- R. Ivens Oficiais da Armada Real Portuguesa».
A obra, em dois volumes, apresentava-se com uma encadernação cinzenta, desenhos ao gosto das Viagens Maravilhosas que então se cultivavam e editavam, letras a encarnado e negro e título em relevo. Incluía nos dois volumes 106 gravuras e 6 mapas. Na folha de rosto, a Sociedade de Geografia de Lisboa assinalava a oferta com um carimbo. Fazendo por sua vez desta obra uma distribuição cuidada e, supomos, deveras intencional.
Na realidade, a expedição à qual a obra se referia, começara em 12 de Março de 1884, em Porto Pinda, a duas horas pelo mar, de Moçamedes. A embarcação, era comandada por Guilherme Augusto de Brito Capelo (1839-1926) irmão de H. Capelo. O mesmo que esteve em Diu, em operações na Guiné e Cabo Verde e que, enquanto explorador, tinha feito o levantamento das PLANTAS HIDROGRÀFICAS da costa da Luanda e portos interiores. E da baía de Ambriz. Depois foi nomeado governador de Angola de 1886 a 1892, estando ainda ligado à assinatura dos tratados em que Cabinda reconheceu a soberania portuguesa (1884).
Quanto à viagem principal que descrevíamos foi interrompida e recomeçada em 24 de Abril. (3) Terminaria enfim com a chegada a Quelimane em 22 de Junho do ano seguinte (1885) sendo os exploradores finalmente recebidos em triunfo em Lisboa, no dia 20 de Setembro.
Temos portanto de concordar que da viagem “De Angola à contra costa” ao respectivo relato escrito, edição e distribuição da obra, os prazos de divulgação foram bastante rápidos, dando claros sinais da maior urgência. O objectivo era, obviamente, o de provocar a admiração e dar a conhecer à Europa, o fundamento e as opções de fundo de Portugal em plena época da partilha africana. Assim devia acontecer porque precisamente neste ano da edição(1886) o governo irá apresentar à Conferência de Berlim o seu projecto de ligação, NUMA SÒ, das colónias de Angola e de Moçambique. A delegação era presidida por António de Serpa Pimentel («nosso» ex- M.NE e historiador) e dela faziam parte o ministro plenipotenciário em Berlim, marquês de Penafiel e Luciano Cordeiro sendo secretário Carlos Roma du Bocage. De acordo com Pedro Soares Martinez incluíram-se também na delegação, os secretários conde de São Mamede e o conde de Penafiel.
Se, o Acto Geral da Conferência (de 26 de Fevereiro de 1885) afirmava o princípio da Ocupação Efectiva e o da liberdade de comercio e de trânsito, para Portugal, tratava-se também de garantir a formulação política sustentada e credível do Famoso Mapa Cor de Rosa que a Conferência não viria a aceitar e a Inglaterra haveria de rejeitar formalmente em 13 de Agosto de 1887. Menos de dois anos e meio decorridos até à apresentação do ULTIMATUM de 11 de Janeiro de1890. Princípio do fim da Monarquia e « Um dia que valeu séculos» de exaltação patriótica segundo a expressão de Basílio Teles, tamanha foi a desilusão.
Em sintonia, com a mensagem amargurada e dantesca visão FINIS PATRIAE do republicano Guerra Junqueiro.(4)
5. O ILUSÓRIO SONHO em COR de ROSA
Vinha, aliás, ganhando consistência conforme já assinalámos desde os acontecimentos do Ipiranga muito influentes na instabilidade vintista da Monarquia Constitucional. Se bem que, nesta oportunidade, particularmente incentivado e apoiado pela Sociedade de Geografia e pelo seu secretário perpétuo Luciano Cordeiro que conseguiu finalmente convencer o Governo e o Rei a ordenar a viagem de 4.500 milhas de H. Capelo e R. Ivens. Oficialmente, o mapa foi exposto à Câmara dos Deputados (1887) pelo M.NE, H. Barros Gomes procurando reforçar, em cenário democrático representativo da nação, uma vontade nacional que já fora perspectivada no século XVI por Diogo do Couto no Soldado Prático.
Todavia ao nosso sonho de um MAPA baseado em Direitos Históricos que a Sociedade de Geografia haveria de pintar em cor de rosa – embora ainda hoje não se saiba por quem e porque razão se escolheu esta Cor -- contrapunham os ingleses e franceses, os Direitos de OCUPAÇÃO EFECTIVA em resultado dos quais foram criando, como é conhecido, efectivamente, novas Colónias.
Confrontados com esta realidade, porventura em Expediente de último recurso, H. Capelo e R. Ivens, referem-se longamente na introdução do seu livro aos seus precursores «desde 1445 quando João Fernandes penetrou no interior africano até Tagazza, no país dos Tuaregues, até 1887, ano em que é organizada numa nova expedição que abalando de Benguela se subdividia no Bié; uma parte sob o comando do major Serpa Pinto, dirige-se para oriente e após atingir o curso do Zambeze, corta para a costa oriental, ao passo que a outra, sob a direcção dos autores do presente livro se dirige para o Quioco (...) vai até Iacca, donde volve a Luanda».
De permeio, H. Capelo e R. Ivens, enumeram todas as expedições que penetraram nos sertões entre Angola e Moçambique ou mesmo as que ligaram as duas colónias. E não foram assim tão poucas, acrescentam.
Insistem, dizendo: «a viagem que levámos a cabo é aproximadamente aquela de que falava o nosso compatriota há duzentos anos, referindo-se a Manuel Godinho que em 1663, tinha publicado em Lisboa a relação da viagem que fizera da Índia a Portugal por terra e mar, assinalando «um novo e breve caminho de Angola à contra-costa».
Salientam finalmente « que desde 1852 , data da primeira expedição do negociante Silva Porto, estabelecido no Bié e cujos pombeiros chegaram ao Ibo, uma ilha do Índico fronteira a Moçambique, o Sertão é diariamente trilhado pelos portugueses mercadores em todos os sentidos».
Em suma, mais do que o acervo de diversas experiências antigas e viagens de exploração históricas descritas por H. Capelo e R. Ivens, justificando a criação da ÁFRICA MERIDIONAL PORTUGUESA ligando, horizontalmente, Angola e Moçambique, o que esteve em causa com o insucesso, digamos, do grafismo do MAPA em COR DE ROSA foi, principalmente, a Conjunção diplomática e dos poderes em expansão da Alemanha e da Inglaterra traduzidos depois no acordo secreto de 3O de Agosto de 1898 que previa a partilha dos territórios de Angola, de Moçambique e de Timor entre os dois países signatários.
E, perante a violência, fractura ou «a realista» traição do ULTIMATUM (reclamando a retirada imediata das forças portuguesas da zona em litígio) veio ao de cima a enorme desigualdade de potencial estratégico entre Portugal e a Inglaterra de Lord Salisbury que chegou ao ponto de, no dia 1O de Janeiro, ter ancorado em Cabo Verde o cruzador Austrália com a missão de ocupar S. Vicente. Diria pois, que apesar do ultimato desastroso que nos aconteceu, a nossa longa tradição imperial portuguesa, iniciada no século XV, prolongada no Oriente, continuou no século XIX a reforçar-se bastante através das Campanhas em África projectadas com amplitude estratégica continental e sentido bioceânico estendendo-se: do Atlântico até ao Indico. Protagonizadas e avaliadas, segundo J.H. Saraiva, como «verdadeiras missões de afirmação da nossa bandeira e soberania».
Procurando satisfazer, principalmente, a delimitação territorial das colónias de África, e a sua ocupação/ valorização. E sobretudo a consequente consolidação do Corpo do IMPÈRIO ( a cabeça permanecia em Lisboa) com mais de dois milhões de quilómetros quadrados. Demasiadamente disperso ( segundo Oliveira Martins) embora válido até às mudanças de 1974/75. Império que sendo « o terceiro» H. Capelo e R. Ivens na viragem do século XIX enquadraram e ajudaram historicamente a redefinir, «Desde aquele dia 6 de Janeiro do ano do Senhor de 1884 em que pelas nove horas da manhã, se achavam a bordo do vapor S. Thomé, da Empresa Nacional de Navegação, prontos a abalar».
(finaliza amanhã)
INTERFACES DA VIDA EM CAMPANHA DE HERMENEGILDO CAPELO
4. A INICIATIVA e RESPOSTA ESTRATÉGICA
- Viria, de imediato, quando a IMPRENSA NACIONAL de LISBOA entregou à Sociedade de Geografia, uma obra que -extensamente- se intitulava nada menos do que o seguinte: « DE ANGOLA à CONTRA-COSTA. Descripção de uma viagem atravéz do Continente comprehendendo narrativas diversas, aventuras e importantes descobertas entre as quais figuram a das origens do Lualaba, caminho entre as duas costas, visita às terras de Garanganja, Katanga e ao curso do Luapula, bem como a descida do Zambeze, da Choa ao Oceano por H. Capelo- R. Ivens Oficiais da Armada Real Portuguesa».
A obra, em dois volumes, apresentava-se com uma encadernação cinzenta, desenhos ao gosto das Viagens Maravilhosas que então se cultivavam e editavam, letras a encarnado e negro e título em relevo. Incluía nos dois volumes 106 gravuras e 6 mapas. Na folha de rosto, a Sociedade de Geografia de Lisboa assinalava a oferta com um carimbo. Fazendo por sua vez desta obra uma distribuição cuidada e, supomos, deveras intencional.
Na realidade, a expedição à qual a obra se referia, começara em 12 de Março de 1884, em Porto Pinda, a duas horas pelo mar, de Moçamedes. A embarcação, era comandada por Guilherme Augusto de Brito Capelo (1839-1926) irmão de H. Capelo. O mesmo que esteve em Diu, em operações na Guiné e Cabo Verde e que, enquanto explorador, tinha feito o levantamento das PLANTAS HIDROGRÀFICAS da costa da Luanda e portos interiores. E da baía de Ambriz. Depois foi nomeado governador de Angola de 1886 a 1892, estando ainda ligado à assinatura dos tratados em que Cabinda reconheceu a soberania portuguesa (1884).
Quanto à viagem principal que descrevíamos foi interrompida e recomeçada em 24 de Abril. (3) Terminaria enfim com a chegada a Quelimane em 22 de Junho do ano seguinte (1885) sendo os exploradores finalmente recebidos em triunfo em Lisboa, no dia 20 de Setembro.
Temos portanto de concordar que da viagem “De Angola à contra costa” ao respectivo relato escrito, edição e distribuição da obra, os prazos de divulgação foram bastante rápidos, dando claros sinais da maior urgência. O objectivo era, obviamente, o de provocar a admiração e dar a conhecer à Europa, o fundamento e as opções de fundo de Portugal em plena época da partilha africana. Assim devia acontecer porque precisamente neste ano da edição(1886) o governo irá apresentar à Conferência de Berlim o seu projecto de ligação, NUMA SÒ, das colónias de Angola e de Moçambique. A delegação era presidida por António de Serpa Pimentel («nosso» ex- M.NE e historiador) e dela faziam parte o ministro plenipotenciário em Berlim, marquês de Penafiel e Luciano Cordeiro sendo secretário Carlos Roma du Bocage. De acordo com Pedro Soares Martinez incluíram-se também na delegação, os secretários conde de São Mamede e o conde de Penafiel.
Se, o Acto Geral da Conferência (de 26 de Fevereiro de 1885) afirmava o princípio da Ocupação Efectiva e o da liberdade de comercio e de trânsito, para Portugal, tratava-se também de garantir a formulação política sustentada e credível do Famoso Mapa Cor de Rosa que a Conferência não viria a aceitar e a Inglaterra haveria de rejeitar formalmente em 13 de Agosto de 1887. Menos de dois anos e meio decorridos até à apresentação do ULTIMATUM de 11 de Janeiro de1890. Princípio do fim da Monarquia e « Um dia que valeu séculos» de exaltação patriótica segundo a expressão de Basílio Teles, tamanha foi a desilusão.
Em sintonia, com a mensagem amargurada e dantesca visão FINIS PATRIAE do republicano Guerra Junqueiro.(4)
5. O ILUSÓRIO SONHO em COR de ROSA
Vinha, aliás, ganhando consistência conforme já assinalámos desde os acontecimentos do Ipiranga muito influentes na instabilidade vintista da Monarquia Constitucional. Se bem que, nesta oportunidade, particularmente incentivado e apoiado pela Sociedade de Geografia e pelo seu secretário perpétuo Luciano Cordeiro que conseguiu finalmente convencer o Governo e o Rei a ordenar a viagem de 4.500 milhas de H. Capelo e R. Ivens. Oficialmente, o mapa foi exposto à Câmara dos Deputados (1887) pelo M.NE, H. Barros Gomes procurando reforçar, em cenário democrático representativo da nação, uma vontade nacional que já fora perspectivada no século XVI por Diogo do Couto no Soldado Prático.
Todavia ao nosso sonho de um MAPA baseado em Direitos Históricos que a Sociedade de Geografia haveria de pintar em cor de rosa – embora ainda hoje não se saiba por quem e porque razão se escolheu esta Cor -- contrapunham os ingleses e franceses, os Direitos de OCUPAÇÃO EFECTIVA em resultado dos quais foram criando, como é conhecido, efectivamente, novas Colónias.
Confrontados com esta realidade, porventura em Expediente de último recurso, H. Capelo e R. Ivens, referem-se longamente na introdução do seu livro aos seus precursores «desde 1445 quando João Fernandes penetrou no interior africano até Tagazza, no país dos Tuaregues, até 1887, ano em que é organizada numa nova expedição que abalando de Benguela se subdividia no Bié; uma parte sob o comando do major Serpa Pinto, dirige-se para oriente e após atingir o curso do Zambeze, corta para a costa oriental, ao passo que a outra, sob a direcção dos autores do presente livro se dirige para o Quioco (...) vai até Iacca, donde volve a Luanda».
De permeio, H. Capelo e R. Ivens, enumeram todas as expedições que penetraram nos sertões entre Angola e Moçambique ou mesmo as que ligaram as duas colónias. E não foram assim tão poucas, acrescentam.
Insistem, dizendo: «a viagem que levámos a cabo é aproximadamente aquela de que falava o nosso compatriota há duzentos anos, referindo-se a Manuel Godinho que em 1663, tinha publicado em Lisboa a relação da viagem que fizera da Índia a Portugal por terra e mar, assinalando «um novo e breve caminho de Angola à contra-costa».
Salientam finalmente « que desde 1852 , data da primeira expedição do negociante Silva Porto, estabelecido no Bié e cujos pombeiros chegaram ao Ibo, uma ilha do Índico fronteira a Moçambique, o Sertão é diariamente trilhado pelos portugueses mercadores em todos os sentidos».
Em suma, mais do que o acervo de diversas experiências antigas e viagens de exploração históricas descritas por H. Capelo e R. Ivens, justificando a criação da ÁFRICA MERIDIONAL PORTUGUESA ligando, horizontalmente, Angola e Moçambique, o que esteve em causa com o insucesso, digamos, do grafismo do MAPA em COR DE ROSA foi, principalmente, a Conjunção diplomática e dos poderes em expansão da Alemanha e da Inglaterra traduzidos depois no acordo secreto de 3O de Agosto de 1898 que previa a partilha dos territórios de Angola, de Moçambique e de Timor entre os dois países signatários.
E, perante a violência, fractura ou «a realista» traição do ULTIMATUM (reclamando a retirada imediata das forças portuguesas da zona em litígio) veio ao de cima a enorme desigualdade de potencial estratégico entre Portugal e a Inglaterra de Lord Salisbury que chegou ao ponto de, no dia 1O de Janeiro, ter ancorado em Cabo Verde o cruzador Austrália com a missão de ocupar S. Vicente. Diria pois, que apesar do ultimato desastroso que nos aconteceu, a nossa longa tradição imperial portuguesa, iniciada no século XV, prolongada no Oriente, continuou no século XIX a reforçar-se bastante através das Campanhas em África projectadas com amplitude estratégica continental e sentido bioceânico estendendo-se: do Atlântico até ao Indico. Protagonizadas e avaliadas, segundo J.H. Saraiva, como «verdadeiras missões de afirmação da nossa bandeira e soberania».
Procurando satisfazer, principalmente, a delimitação territorial das colónias de África, e a sua ocupação/ valorização. E sobretudo a consequente consolidação do Corpo do IMPÈRIO ( a cabeça permanecia em Lisboa) com mais de dois milhões de quilómetros quadrados. Demasiadamente disperso ( segundo Oliveira Martins) embora válido até às mudanças de 1974/75. Império que sendo « o terceiro» H. Capelo e R. Ivens na viragem do século XIX enquadraram e ajudaram historicamente a redefinir, «Desde aquele dia 6 de Janeiro do ano do Senhor de 1884 em que pelas nove horas da manhã, se achavam a bordo do vapor S. Thomé, da Empresa Nacional de Navegação, prontos a abalar».
(finaliza amanhã)
COLABORAÇÃO - JOÃO PEDRO ROMA
"A PENSAR - MORREU UM BURRO»
Desde tenra idade, sempre ouvi dizer assim, talvez desde a idade escolar. Mas, começo a pensar que estas coisas, ou são andaço ou moda, dado que não despertam de quando em vez, a atenção merecida.
Na verdade a maior parte de nós, não sabe o que é pensar, até mesmo alguns, nem tempo perdem com tais coisas – o vazio das conversas demonstra-o à evidência no dia-a-dia.
Se entrarmos corajosamente dentro de nós, como entramos no exame das nossas palavras, impressões, recordações, devaneios, raciocínios desconexos, fragmentos e escória de pensamento – mas não pensamento.
Quantos haverá que tenham uma ideia clara e distinta das palavras que correm em conversas de toda a gente: estado, liberdade, autoridade, disciplinas, etc.
Quantos há que depois de lerem um livro, sobretudo um livro de estudo, saibam resumir brevemente o conteúdo ou dar dele um juízo conciso?
Quantos haverá que, diante de uma obra de arte, são capazes de explicar o que sentem, ao exprimir a beleza que os faz palpitar, com frases mais significativas ou, até mesmo com diferente adjectivação, dizendo tanto menos, quanto mais enfáticos e estudados estão.
O trabalho do pensamento é o menos conhecido e menos amado - aprender sim, mas pensar – é hábito que não pega, porque dá muita canseira e perda de tempo.
Quando em política, em literatura ou filosofia, se agita uma nova questão ou esclarecê-la – vamos ver o que dizem os jornais, e assim o assunto está resolvido com formas e ideias sem fadiga, porque sabem, muitas vezes sem lá ter estado alguma vez, nem onde fica.
Muitos nem a isso se dão ao trabalho. Limitam-se a ouvir os outros, respondendo em tom convicto, juízos cujo valor não compreendem, pois pensar é buscar a verdade e lá diz o ditado - Quem não sente fome e sede de verdade … não pensa –
Que por vezes é dificultada por fantasias e pelo coração de orgulho, porque pensar não é para todos, e esses encontram muita serenidade, para compensar a fadiga para atenuar as dores e a fé que alimenta a clareza com que alimenta a vida.
10721 JPBR
Desde tenra idade, sempre ouvi dizer assim, talvez desde a idade escolar. Mas, começo a pensar que estas coisas, ou são andaço ou moda, dado que não despertam de quando em vez, a atenção merecida.
Na verdade a maior parte de nós, não sabe o que é pensar, até mesmo alguns, nem tempo perdem com tais coisas – o vazio das conversas demonstra-o à evidência no dia-a-dia.
Se entrarmos corajosamente dentro de nós, como entramos no exame das nossas palavras, impressões, recordações, devaneios, raciocínios desconexos, fragmentos e escória de pensamento – mas não pensamento.
Quantos haverá que tenham uma ideia clara e distinta das palavras que correm em conversas de toda a gente: estado, liberdade, autoridade, disciplinas, etc.
Quantos há que depois de lerem um livro, sobretudo um livro de estudo, saibam resumir brevemente o conteúdo ou dar dele um juízo conciso?
Quantos haverá que, diante de uma obra de arte, são capazes de explicar o que sentem, ao exprimir a beleza que os faz palpitar, com frases mais significativas ou, até mesmo com diferente adjectivação, dizendo tanto menos, quanto mais enfáticos e estudados estão.
O trabalho do pensamento é o menos conhecido e menos amado - aprender sim, mas pensar – é hábito que não pega, porque dá muita canseira e perda de tempo.
Quando em política, em literatura ou filosofia, se agita uma nova questão ou esclarecê-la – vamos ver o que dizem os jornais, e assim o assunto está resolvido com formas e ideias sem fadiga, porque sabem, muitas vezes sem lá ter estado alguma vez, nem onde fica.
Muitos nem a isso se dão ao trabalho. Limitam-se a ouvir os outros, respondendo em tom convicto, juízos cujo valor não compreendem, pois pensar é buscar a verdade e lá diz o ditado - Quem não sente fome e sede de verdade … não pensa –
Que por vezes é dificultada por fantasias e pelo coração de orgulho, porque pensar não é para todos, e esses encontram muita serenidade, para compensar a fadiga para atenuar as dores e a fé que alimenta a clareza com que alimenta a vida.
10721 JPBR
PÁGINA SEMANAL DEDICADA À TAUROMAQUIA
No próximo sába, dia 23 de julho, a RTP2 transmite o 13º programa Arte e Emoção da temporada 2011.
"A inauguração da temporada na Nazaré é um dos temas do próximo programa. Foi um grande espectáculo, com excelentes actuações da família Telles, que lidou um curro bravo de Santa Maria.
Oportunidade para ver os toiros de José Lupi e saber o que diferencia as ganadarias Rio Frio e Samuel Lupi.
Continuamos a divulgar “O Ciclo de Vida” do toiro de lide e a desvendar o sentido de algumas palavras.
Iremos ainda recordar a grande actuação de Rui Fernandes no passado dia 14 no Campo Pequeno e vamos conhecer uma família com fortes ligações à festa brava."
CORRIDAS
Pode ver na RTP1
"A inauguração da temporada na Nazaré é um dos temas do próximo programa. Foi um grande espectáculo, com excelentes actuações da família Telles, que lidou um curro bravo de Santa Maria.
Oportunidade para ver os toiros de José Lupi e saber o que diferencia as ganadarias Rio Frio e Samuel Lupi.
Continuamos a divulgar “O Ciclo de Vida” do toiro de lide e a desvendar o sentido de algumas palavras.
Iremos ainda recordar a grande actuação de Rui Fernandes no passado dia 14 no Campo Pequeno e vamos conhecer uma família com fortes ligações à festa brava."
CORRIDAS
Pode ver na RTP1
A ABRIR
Todos os que ontem visitaram o Al Tejo por certo não lhes passou despercebido que das 6 postagens aqui colocadas, 5 delas foram da responsabilidade de Colaboradores. Apenas uma, que se limitou a trabalho de pesquisa foi da responsabilidade do Editor.
Desde o dar a conhecer a origem de um Ex-libris de uma localidade e deixar testemunho das várias ocorrências referentes à mesma (“Vasculhar o Passado” de Augusto Mesquita) desde transmitir maiores e melhores conhecimentos das personagens da nossa História (“Interfaces da vida em campanha de Hermenegido Capelo” por Dr. António Berbem), mostrar pintura de Artistas do Alandroal (Pintura do Professor Victor Rosa), ainda uma brilhante crónica de Teatro ou Convívio, como lhe queiram chamar do Dr. João Luís Nabo e finalizando com uma brilhante “divagação” (???) do A.C, sobre momentos de lazer em praias de Portugal, teve por certo o leitor dado por bem empregado os minutos que perdeu (ou ganhou) vindo até aqui.
Concerteza o Al Tejo já não existiria se não tivesse todos estes cooperantes, uns por amor à sua terra, outros pelo prazer de escrever, outros porque gostam de partilhar os seus conhecimentos.
Presentemente, e se algum mérito me é devido o mesmo deve ser apenas reconhecido pela persistência, pelo amor à minha terra natal, por saber lutar contra todos aqueles que por várias vezes tentaram ocultar as verdades aqui denunciadas, mas sobretudo ( e é esse o meu maior orgulho) pela amizade sincera de todos que se prontificaram em manter vivo o Al Tejo.
Presentemente e com assiduidade somos cerca de 18 (não contabilizo os Cronistas da Rádio Diana- a quem não posso deixar de enviar os meus agradecimentos).
Sinto-me satisfeito porque muito “material” tenho para publicação futura (Do Hélder, do Claré, do João Pedro, do Tói, do Berbem, do Dr.Laboreiro e algumas coisas minhas). O futuro próximo está assegurado.
Há no entanto uma lacuna. Das freguesias do Alandroal os colaboradores escasseiam.
Aqui fica o convite: Este espaço também vos pertence.
Obrigado a todos.
Vamos em frente
Chico Manuel
Desde o dar a conhecer a origem de um Ex-libris de uma localidade e deixar testemunho das várias ocorrências referentes à mesma (“Vasculhar o Passado” de Augusto Mesquita) desde transmitir maiores e melhores conhecimentos das personagens da nossa História (“Interfaces da vida em campanha de Hermenegido Capelo” por Dr. António Berbem), mostrar pintura de Artistas do Alandroal (Pintura do Professor Victor Rosa), ainda uma brilhante crónica de Teatro ou Convívio, como lhe queiram chamar do Dr. João Luís Nabo e finalizando com uma brilhante “divagação” (???) do A.C, sobre momentos de lazer em praias de Portugal, teve por certo o leitor dado por bem empregado os minutos que perdeu (ou ganhou) vindo até aqui.
Concerteza o Al Tejo já não existiria se não tivesse todos estes cooperantes, uns por amor à sua terra, outros pelo prazer de escrever, outros porque gostam de partilhar os seus conhecimentos.
Presentemente, e se algum mérito me é devido o mesmo deve ser apenas reconhecido pela persistência, pelo amor à minha terra natal, por saber lutar contra todos aqueles que por várias vezes tentaram ocultar as verdades aqui denunciadas, mas sobretudo ( e é esse o meu maior orgulho) pela amizade sincera de todos que se prontificaram em manter vivo o Al Tejo.
Presentemente e com assiduidade somos cerca de 18 (não contabilizo os Cronistas da Rádio Diana- a quem não posso deixar de enviar os meus agradecimentos).
Sinto-me satisfeito porque muito “material” tenho para publicação futura (Do Hélder, do Claré, do João Pedro, do Tói, do Berbem, do Dr.Laboreiro e algumas coisas minhas). O futuro próximo está assegurado.
Há no entanto uma lacuna. Das freguesias do Alandroal os colaboradores escasseiam.
Aqui fica o convite: Este espaço também vos pertence.
Obrigado a todos.
Vamos em frente
Chico Manuel
quarta-feira, 20 de julho de 2011
COLABORAÇÃO - http://www.oraculodasabedoria.blogspot.com/
MAR DE LUZ
Os raios solares atingem, enfim, o mar depois de uma longínqua e vertiginosa viagem, desenhando à minha frente um caminho prateado que me convida.
Ouço o som da dança das ondas, que a leve brisa sopra até mim e torna mais nítido, ao mesmo tempo que me inflama as narinas com o cheiro da maresia.
É um fim de tarde morna na praia que conheço desde sempre.
ML toma um banho apetecível, gesticulando de longe para que a acompanhe. A brisa também transporta o seu recado: -vem …, a água está um caldo…
Por agora prefiro a companhia de Vergílio Ferreira – “aparição”. Estou embrenhado na leitura que julgava ter acontecido há muitos anos, mas tudo o que leio, ou releio, é-me presente, como se tivesse sido ontem a frenética procura do “eu”, entre a serra beirã e a planície alentejana.
ML, delicadamente, interrompe a leitura para dizer «foi o melhor banho dos últimos vinte anos…».
Arrumo o livro no saco de praia para apreciar o mar. O Sol vai mais baixo no horizonte, no seu ritmo diário, repetitivo. O caminho de luminosidade prateada transforma-se noutro, cor de fogo.
Fecho os olhos…, sonho…, apetece-me entrar mar adentro, percorrê-lo nessa viagem em sentido contrário. Vejo uma imensidão de estrelas sobre o mar…, o Universo.
Acordo bruscamente com a algazarra da rapaziada que joga à bola…, não se entendem quanto às regras do jogo.
Continuo a observar o mar de olhos bem abertos, até onde a visão mo permite. Barcos passam na lonjura, ou mais perto, ludibriando quem os enxerga.
A algazarra da rapaziada volta a captar-me a atenção: agora não se entendem quanto ao número de golos marcados. Um deles chuta a bola na minha direcção…, quando tento desviar-me desequilibro-me e faço uma pirueta na companhia da velha cadeira de praia.
Toca a arrumar o estojo…, são horas de procurar sossego!
AC
http://www.oraculodasabedoria.blogspot.com/
Os raios solares atingem, enfim, o mar depois de uma longínqua e vertiginosa viagem, desenhando à minha frente um caminho prateado que me convida.
Ouço o som da dança das ondas, que a leve brisa sopra até mim e torna mais nítido, ao mesmo tempo que me inflama as narinas com o cheiro da maresia.
É um fim de tarde morna na praia que conheço desde sempre.
ML toma um banho apetecível, gesticulando de longe para que a acompanhe. A brisa também transporta o seu recado: -vem …, a água está um caldo…
Por agora prefiro a companhia de Vergílio Ferreira – “aparição”. Estou embrenhado na leitura que julgava ter acontecido há muitos anos, mas tudo o que leio, ou releio, é-me presente, como se tivesse sido ontem a frenética procura do “eu”, entre a serra beirã e a planície alentejana.
ML, delicadamente, interrompe a leitura para dizer «foi o melhor banho dos últimos vinte anos…».
Arrumo o livro no saco de praia para apreciar o mar. O Sol vai mais baixo no horizonte, no seu ritmo diário, repetitivo. O caminho de luminosidade prateada transforma-se noutro, cor de fogo.
Fecho os olhos…, sonho…, apetece-me entrar mar adentro, percorrê-lo nessa viagem em sentido contrário. Vejo uma imensidão de estrelas sobre o mar…, o Universo.
Acordo bruscamente com a algazarra da rapaziada que joga à bola…, não se entendem quanto às regras do jogo.
Continuo a observar o mar de olhos bem abertos, até onde a visão mo permite. Barcos passam na lonjura, ou mais perto, ludibriando quem os enxerga.
A algazarra da rapaziada volta a captar-me a atenção: agora não se entendem quanto ao número de golos marcados. Um deles chuta a bola na minha direcção…, quando tento desviar-me desequilibro-me e faço uma pirueta na companhia da velha cadeira de praia.
Toca a arrumar o estojo…, são horas de procurar sossego!
AC
http://www.oraculodasabedoria.blogspot.com/
COLABORAÇÃO - Dr ANTÓNIO NEVES BERBEM
De uma conferência dada pelo Autor sobre a Personagem de Hermenegildo Capelo.
(Vide introdução e inicio publicado ontem)
INTERFACES DA VIDA EM CAMPANHA DE HERMENEGILDO CAPELO
3º Portugal entre a Europa e a África
- Em crise de projecto, perdido o Império do Brasil, vê começar a despontar o « terceiro império português» (a expressão é de G. Clarence-Smith em “O Terceiro Império Português” (1875-1975) Lisboa, 1990) apesar de Portugal se encontrar, então, em posição difícil para poder competir com as exigências de OCUPAÇÃO EFECTIVA. Segundo Oliveira Marques «por volta de 1830/40, a ocupação efectiva de Angola reduzia-se a uma estreita faixa costeira de oitenta (80) a cento e trinta quilómetros(130) de largura média, sem limites definidos para o interior».
- É oportuno lembrar que o ambicioso projecto de construção de um «NOVO BRASIL» em África, do setembrista Sá da Bandeira, anos 30, assentava preferencialmente no expansionismo e no proteccionismo, tendo em vista recuperar, em terras africanas, a prosperidade alcançada durante o Império luso-brasileiro. Uma ideia que veio a marcar todo o pensamento nacionalista dos séculos XIX e XX.
- Quanto às opções envolvidas no projecto de Sá da Bandeira irão rapidamente fracassar, confrontadas com as nossas limitações em recursos humanos, equipamentos e meios militares. Diz o historiador francês René Pelissier que não soubemos ter nesta altura, « a vontade política necessária para tomar posse das terras entre as duas costas oceânicas».
Para além, desta situação difícil, marcada também pela interrupção das Campanhas Coloniais nos finais da década de 60 devido aos acrescidos sinais de mais uma grave crise financeira e das derrotas militares em Moçambique e em Angola (assinalamos a grande revolta dos Dembos,1871-72 posteriormente vencidos por Gomes de Almeida e Nunes da Mata) deveu-se a seguir a João de Andrade Corvo (1824- 1890) Ministro dos N.E., da Marinha e do Ultramar desde 1871 até 1879, do governo de Fontes Pereira de Melo, a defesa corajosa de uma Política Colonial alternativa. Numa linha de promoção do Fomento Colonial em cooperação com a Inglaterra e os Estados Unidos da América. Contra a opinião dos nacionalistas exaltados e contra a voz discordante de Luciano Cordeiro que apostava na aliança com os indígenas, a via que melhor serviria os interesses coloniais portugueses. Numa altura em que os Exploradores Portugueses se mostravam alheados dos territórios que se julgava pertencerem a Portugal.
3.1. Até que em 1875, com apoio de Andrade Corvo e do publicista, oficial da Marinha e escritor Luciano Cordeiro(1844-1900) era criada a SOCIEDADE de GEOGRAFIA de LISBOA, instituição privada, cujo primeiro presidente foi o conde de São Januário, da qual fazia parte uma elite de professores, oficiais da Marinha e do Exercito, comerciantes, industriais e banqueiros como Francisco da Oliveira Chamiço, fundador e governador do BNU em 1864, o primeiro banco europeu com funções emissoras de moeda nas colónias. (1)
A Sociedade de Geografia irá, de facto, tornar-se o centro do renascimento colonial português, despertando o interesse da Opinião Pública para os problemas do Império e preparando, desde logo, as primeiras grandes viagens de exploração cientifica, protagonizadas por Serpa Pinto, Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens (1877-1880) financiadas, em complemento, por Subscrição Nacional com o fim de fazer o reconhecimento da bacia do Zaire e as suas relações com o Zambeze e com os Grandes Lagos. (2)
3.2. O certo é que, se Serpa Pinto não conseguiu realizar a tão ambicionada ligação entre Angola e Moçambique embora tivesse feito a exploração do percurso entre o Bié e o Zambeze tendo chegado às nascentes do Cuando e às Cataratas Vitória, Hermenegildo Capelo e R. Ivens davam seguimento aos estudos hidrográficos, aprendiam com o naturalista José de Anchieta os segredos da Fauna e da Flora africanas. Caminhavam por « ermos e solidões sem fim» de Benguela ás terras de Iaca, registando dados geográfico-naturais, observações de caracter etnográfico e linguístico,
Em síntese: « empreender a realização da sonhada obra», isto é, a grande travessia de África( 1884-85) e concluir a carta de África Centro- Austral eis o Objectivo estratégico crucial de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens que havia de ficar patente na sua famosa obra: «De Angola à contra costa». Precisamente em boa oportunidade e na conjuntura da Conferência de Berlim.
(Continuação amanhã)
(Vide introdução e inicio publicado ontem)
INTERFACES DA VIDA EM CAMPANHA DE HERMENEGILDO CAPELO
3º Portugal entre a Europa e a África
- Em crise de projecto, perdido o Império do Brasil, vê começar a despontar o « terceiro império português» (a expressão é de G. Clarence-Smith em “O Terceiro Império Português” (1875-1975) Lisboa, 1990) apesar de Portugal se encontrar, então, em posição difícil para poder competir com as exigências de OCUPAÇÃO EFECTIVA. Segundo Oliveira Marques «por volta de 1830/40, a ocupação efectiva de Angola reduzia-se a uma estreita faixa costeira de oitenta (80) a cento e trinta quilómetros(130) de largura média, sem limites definidos para o interior».
- É oportuno lembrar que o ambicioso projecto de construção de um «NOVO BRASIL» em África, do setembrista Sá da Bandeira, anos 30, assentava preferencialmente no expansionismo e no proteccionismo, tendo em vista recuperar, em terras africanas, a prosperidade alcançada durante o Império luso-brasileiro. Uma ideia que veio a marcar todo o pensamento nacionalista dos séculos XIX e XX.
- Quanto às opções envolvidas no projecto de Sá da Bandeira irão rapidamente fracassar, confrontadas com as nossas limitações em recursos humanos, equipamentos e meios militares. Diz o historiador francês René Pelissier que não soubemos ter nesta altura, « a vontade política necessária para tomar posse das terras entre as duas costas oceânicas».
Para além, desta situação difícil, marcada também pela interrupção das Campanhas Coloniais nos finais da década de 60 devido aos acrescidos sinais de mais uma grave crise financeira e das derrotas militares em Moçambique e em Angola (assinalamos a grande revolta dos Dembos,1871-72 posteriormente vencidos por Gomes de Almeida e Nunes da Mata) deveu-se a seguir a João de Andrade Corvo (1824- 1890) Ministro dos N.E., da Marinha e do Ultramar desde 1871 até 1879, do governo de Fontes Pereira de Melo, a defesa corajosa de uma Política Colonial alternativa. Numa linha de promoção do Fomento Colonial em cooperação com a Inglaterra e os Estados Unidos da América. Contra a opinião dos nacionalistas exaltados e contra a voz discordante de Luciano Cordeiro que apostava na aliança com os indígenas, a via que melhor serviria os interesses coloniais portugueses. Numa altura em que os Exploradores Portugueses se mostravam alheados dos territórios que se julgava pertencerem a Portugal.
3.1. Até que em 1875, com apoio de Andrade Corvo e do publicista, oficial da Marinha e escritor Luciano Cordeiro(1844-1900) era criada a SOCIEDADE de GEOGRAFIA de LISBOA, instituição privada, cujo primeiro presidente foi o conde de São Januário, da qual fazia parte uma elite de professores, oficiais da Marinha e do Exercito, comerciantes, industriais e banqueiros como Francisco da Oliveira Chamiço, fundador e governador do BNU em 1864, o primeiro banco europeu com funções emissoras de moeda nas colónias. (1)
A Sociedade de Geografia irá, de facto, tornar-se o centro do renascimento colonial português, despertando o interesse da Opinião Pública para os problemas do Império e preparando, desde logo, as primeiras grandes viagens de exploração cientifica, protagonizadas por Serpa Pinto, Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens (1877-1880) financiadas, em complemento, por Subscrição Nacional com o fim de fazer o reconhecimento da bacia do Zaire e as suas relações com o Zambeze e com os Grandes Lagos. (2)
3.2. O certo é que, se Serpa Pinto não conseguiu realizar a tão ambicionada ligação entre Angola e Moçambique embora tivesse feito a exploração do percurso entre o Bié e o Zambeze tendo chegado às nascentes do Cuando e às Cataratas Vitória, Hermenegildo Capelo e R. Ivens davam seguimento aos estudos hidrográficos, aprendiam com o naturalista José de Anchieta os segredos da Fauna e da Flora africanas. Caminhavam por « ermos e solidões sem fim» de Benguela ás terras de Iaca, registando dados geográfico-naturais, observações de caracter etnográfico e linguístico,
Em síntese: « empreender a realização da sonhada obra», isto é, a grande travessia de África( 1884-85) e concluir a carta de África Centro- Austral eis o Objectivo estratégico crucial de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens que havia de ficar patente na sua famosa obra: «De Angola à contra costa». Precisamente em boa oportunidade e na conjuntura da Conferência de Berlim.
(Continuação amanhã)
COLABORAÇÃO - DR JOÃO LUÍS
Crónica de um espectador perturbado
Nos dias 16 e 17, numa casa situada na Travessa do Espírito Santo, em Montemor-o-Novo, cerca de quarenta pessoas entram no número 2 e esperam que alguma coisa aconteça. Seremos recebidos com um sorriso e um convite para um café? Nada disso. Somos obrigados a conviver, “a seco”, na pequena sala de entrada, com quem vai chegando, constantemente a sermos filmados, entrevistados e fotografados por dois dos “anfitriões” (Paulo Quedas e Carlos Olivença). Incómodo, no mínimo.
A um canto, numa minúscula televisão, passam peças sobre violência doméstica. Está assim lançada uma pista discreta que nos há-de conduzir ao cerne do exercício dramático do qual já estamos a fazer parte. Uma mulher (Anabela Ferreira) circula por entre os recém-chegados, lançando, com alguma violência vocal, frases aparentemente enigmáticas construídas a partir de palavras escritas nas paredes e no tecto da pequena sala de entrada. Quando o desconforto chega a um nível quase insuportável, uma mulher (Vera Guita) surge, vinda de lugar desconhecido e convida (sem margem para recusa) oito dos visitantes a segui-la. (Muitos filmes de terror começam assim!). É o início de uma estranha viagem.
A Casa que, segundo algumas teorias (e um bom par de práticas literárias e cinematográficas), tem o dever de ser um lugar seguro onde nada de estranho pode acontecer, torna-se o espaço privilegiado onde o uncanny é representado sobretudo pelos tons de voz das três mulheres que, em três divisões diferentes, fazem desfilar diante de nós três histórias de solidão, de violência e desespero. Mulheres com vontade de mudança. Mulheres diferentes com um ponto em comum – a necessidade de partilhar as suas memórias dilacerantes.
Os solilóquios perturbadores na sala da salamandra (Vera Guita), na cozinha (Carla Pomares) e no quarto de passar a ferro (Rosa Souto Armas), tornam-se ainda mais perturbadores, não só pela interpretação mas pela maneira multifacetada com que as três mulheres usam a voz no decorrer dos monólogos, estando elas sempre demasiado perto de nós para que fiquemos à vontade. Nem quando saímos daquela Casa, a caminho da nossa casa, nos sentimos reconfortados. Porque há algo que não foi explicado. Porque há conflitos que não foram resolvidos. Nem na Casa nem em nós.
Pondo de parte a “técnica da fechadura” (típica das telenovelas), em que o espectador fica a par dos acontecimentos porque se limita a ser um voyeur das cenas sem que os actores o vejam, esta encenação atira-nos para o centro da acção, ficando o desconfortável espectador cara-a-cara (literalmente) com as actrizes e, isso ainda é mais fascinante, corpo-a-corpo com as suas dúvidas e ansiedades, com os seus medos e desejos. E o que é delas confunde-se constantemente com o que é nosso.
A concepção do espectáculo, colado como uma pele ao espaço da Casa, foi do actor Carlos Marques. As actrizes foram a Anabela Ferreira, a Vera Guita, a Carla Pomares e a Rosa Souto Armas. O Paulo Quedas e o Carlos Olivença registaram os momentos com as suas câmaras, numa brilhante alegoria aos reality-shows sofredores obrigatoriamente da síndrome do Big Brother lançada em 1948 por George Orwell em Nineteen Eighty Four, e que proliferam nas televisões de todo o mundo.
O tema contemporâneo da violência doméstica é narrado/representado dentro de uma Casa mas a sua operacionalização através dos conflitos psicológicos das solitárias e abandonadas personagens, torna-se, pela sua força, dinâmica e pelo seu carácter intimidatório em relação ao espectador, mais importante do que as próprias situações que os provocam. Nesta sequência de ideias, somos atirados em direcção ao dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, num cocktail de influências onde são bem-vindos Bertold Brecht e sobretudo Samuel Becket com a sua visão tragicómica sobre a natureza humana, marca possante do seu teatro do absurdo.
Pronto, já desabafei. Mas ainda não me sinto lá grande coisa.
J.L.N.
VASCULHAR O PASSADO - RUBRICA MENSAL DE AUGUSTO MESQUITA
Ermida de Nossa Senhora da Visitação
De acordo com o depoimento do “meu antigo colega de profissão”, Mestre Túlio Espanca, o Santuário de peregrinação, e de particular culto de Montemor-o-Novo, e do seu aro regional, está situado em colina dominadora, a cerca de dois quilómetros ao norte da cidade, local donde se abarca vasto panorama envolvente, e o casario branco, recortado na encosta, protegido pela cortina amurada e torreada da vila velha. É a mais ampla e notável ermida da cidade
Ignora-se a data certa da sua edificação, que alguns autores dizem recuar ao ano de 1378, pelo facto da instituição da Festa de Visitação de Nossa Senhora, criada pelo Papa napolitano Urbano VI, entre 1378-85, e confirmada pelo Papa italiano Bonifácio IX, durante a crise, do grande cisma da Igreja Romana, e outros historiadores, atribuem ao Rei D. Manuel, em 1499, em concordância com a arquitectura do actual edifício, integrado, sem dúvida, nos primeiros anos do séc. XV, sendo um curioso exemplar, nos prospectos exteriores, do designado estilo híbrido manuelino-medejar, de que o protótipo convencional, é o templete de S. Brás, de Évora.
Recebeu, profundas beneficiações artísticas interiores, no ano de 1606, sendo completamente revestida de pinturas a fresco, de brutescos e cenas da história mariana, com a “Árvore de Jessé”, sobrepujante à portada principal, conjunto que ainda subsistia, em grande escala, no ano de 1758.
A frontaria actual, foi engalanada no centro, por um grande painel azulejar, representando a Visitação de Santa Isabel. Obra de esmalte branco, e decoração azul, presumivelmente de oficina lisbonense, dos ceramistas Oliveira Bernardes, parece retábulo de c.ª de 1730, e encontra-se muito atingido, pela acção destrutiva do tempo.
A portada, de granito, é um arcaizante modelo da arte manuelina. O vão de entrada tem coro oitocentista, de madeira, em cujo arco se afixou o cronograma da factura, em algarismos e letras de metal dourado: VI. M (Maio) DO ANNO D. 1839.
A abóbada foi logo de início, enriquecida com artísticos florões e nervuras, imitando cantaria de granito.
As paredes, no ano de 1606, foram ornamentadas com pinturas a fresco, representando cenas da vida de Nossa Senhora, que em 1730 ainda se mantinham.
Nos princípios do século XVIII foram progressivamente substituídas por quinze painéis de azulejos com cenas da “Vida da Santíssima Virgem”, valorizados com legendas bíblicas em latim, e que retratam o “Nascimento de Nossa Senhora”, “Apresentação da Virgem no Templo”, “Seu Casamento com S. José”, “Revelação do Anjo a S. José”, “Adoração dos Magos”, “Apresentação de Jesus no Templo”, “Fuga para o Egipto”, “Descida do Espírito Santo”, “Morte de Nossa Senhora”, “Assunção de Nossa Senhora”, “Coroação de Nossa Senhora”, “Anunciação do Anjo à Virgem Maria”, “Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel”, “Nascimento de Jesus”, e “Circuncisão do Menino”.
Os dois altares laterais, em talha dourada, e marmoreada, são de 1750, época de D. José “O Reformador”.
No tecto da Capela-Mor, foram construídos quatro medalhões, em gesso, nos quais figuram os Evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João.
A veneranda escultura de “Nossa Senhora da Visitação”, que possui guarda-roupa, e jóias de grande apreço, antigos, é de roca, e de fins do séc. XVII. Louvada encomiasticamente, pelo padre fr. Agostinho de Santa Maria, no “Santuário Mariano”, (1718), substitui, certamente, a primitiva imagem, desconhecida das gerações modernas, mas, que poderia ter sido, no período seiscentista, a curiosa imagem da “Virgem com o Menino”, com altura superior a um metro, e que foi transferida para a Igreja do Calvário. Existe, uma segunda imagem, de Nossa Senhora com o Menino, de madeira estofada, que se recolhe na sacristia, e mede de altura 62 cm.
O presbitério, era património da Irmandade dos “Escravos de Nossa Senhora”, de criação quase tão antiga como a ermida, renovada pelos estatutos, aprovados em 4 de Setembro de 1734, e sancionados pelo Papa Clemente XII, em Santa Maria Maior de Roma, em 5 de Janeiro do mesmo ano.
Do séc. XVIII, são o Museu de Ex-Votos, e Sacristia, edificadas na correspondência dos alçados da capela-mor, e defendidas, para o exterior, por elegantes grades de ferro forjado. O Museu, conserva inúmeros ex-votos (promessas), desde a centúria setecentista, aos tempos actuais, pintados sobre tábua, tela, folha-de-flandres, e tecidos bordados, além, dos habituais animais selvagens, embalsamados – cobra e crocodilo de enormes proporções, testemunhando, a grande devoção popular, a Nossa Senhora da Visitação.
Na sacristia, de planta octogonal, existe um oratório de madeira marmoreada, com interessante “crucifixo de marfim”, de fina escultura.
O lavabo marmóreo é datado de 1759.
No campamil do lado norte, existe o único sino antigo, de bronze fundido, com esta legenda: ESTE SE FEZ SENDO JUIZ JOSÉ VIDIGAL NOGRA (Nogueira). AN.no 1777.
No pátio (corpo posterior), existe um velho poço, de gargalo granítico, rebordado, com armação de ferro batido. Tipo do séc. XVIII.
No séc. XIX, realizavam-se anualmente, grandiosas festas, em honra da Padroeira de Montemor-o-Novo. Na procissão, integrada nas festas, que se realizavam em 2 de Julho, iam representadas diferentes classes, com os seus estandartes: alfaiates com bandeira azul, moleiros com bandeira branca, sapateiros com bandeira encarnada, hortelões com bandeira verde, e carpinteiros com bandeira amarela. A celebração anual desta festa, em 2 de Julho, em todo o Reino de Portugal, foi ordenada por D. Manuel I a partir de 23 de Maio de 1516, e por ele, incluída nas suas Ordenações.
Na década de sessenta do século passado, foi construído um enorme anexo, destinado a servir festas e casamentos, o qual deu lugar ao Café Restaurante “A Ermida”, em Junho de 1991. Neste espaço, depois da realização de avultadas obras, surgiu um elegante restaurante panorâmico, que actualmente se encontra encerrado.
Em Junho de 1987, começou a funcionar o relógio electrónico, colocado na frontaria da ermida. O relógio, adquirido à firma Serafim da Silva Jerónimo & Filhos, Ld.ª, de Braga, importou em 600 contos.
Na madrugada do dia 28 de Julho de 1997, um camião TIR, derrubou o cruzeiro do adro da ermida. Seriam 4,30 horas da madrugada, quando um veículo pesado, de matrícula espanhola, subiu por engano, a estrada que conduz ao santuário. Pretendendo seguir, em direcção a Mora, o condutor do camião, cujo raio de visão, foi prejudicado pela neblina, que, na altura, pairava sobre a cidade, não se apercebeu, do sinal de estrada sem saída, colocado no início, da via de acesso à ermida.
Quando deu pelo engano, já se encontrava num dos mais famosos miradouros da cidade de Montemor-o-Novo: o adro da Ermida da Secular Senhora da Visitação. O erro, acabaria por revelar-se fatal, para o velho cruzeiro, datado de 1636, que, foi mais uma vez, e dramaticamente, destruído, em consequência das manobras efectuadas pelo camião, para seguir o seu verdadeiro rumo. Esta, foi a terceira vez, que o cruzeiro foi danificado por carros pesados, não contabilizando, os incontáveis toques dos ligeiros. A ocorrência deixou a velhinha cruz com poucas hipóteses de restauro.
Depois, do complicado processo de substituição, do velhinho cruzeiro, por um, novinho em folha, e com o objectivo de o salvaguardar de casos semelhantes, o Padre Alberto Dias Barbosa, resolveu colocá-lo, numa zona mais afastada do centro do adro, frente à porta da Ermida.
No dia 2 de Julho de 1999, e certamente, para pôr um ponto final, no contestado processo de substituição do cruzeiro, com trezentos e trinta e seis anos de existência, o Arcebispo de Évora, D. Maurílio de Gouveia, abençoou o novo cruzeiro, sendo afixada na entrada da Ermida, uma placa alusiva à cerimónia.
Dimensões do templo: nave – comp.14,60 x larg. 6,75 m; capela-mor – fundo 6,60 x larg. 5,80 m.
De acordo com o depoimento do “meu antigo colega de profissão”, Mestre Túlio Espanca, o Santuário de peregrinação, e de particular culto de Montemor-o-Novo, e do seu aro regional, está situado em colina dominadora, a cerca de dois quilómetros ao norte da cidade, local donde se abarca vasto panorama envolvente, e o casario branco, recortado na encosta, protegido pela cortina amurada e torreada da vila velha. É a mais ampla e notável ermida da cidadeIgnora-se a data certa da sua edificação, que alguns autores dizem recuar ao ano de 1378, pelo facto da instituição da Festa de Visitação de Nossa Senhora, criada pelo Papa napolitano Urbano VI, entre 1378-85, e confirmada pelo Papa italiano Bonifácio IX, durante a crise, do grande cisma da Igreja Romana, e outros historiadores, atribuem ao Rei D. Manuel, em 1499, em concordância com a arquitectura do actual edifício, integrado, sem dúvida, nos primeiros anos do séc. XV, sendo um curioso exemplar, nos prospectos exteriores, do designado estilo híbrido manuelino-medejar, de que o protótipo convencional, é o templete de S. Brás, de Évora.
Recebeu, profundas beneficiações artísticas interiores, no ano de 1606, sendo completamente revestida de pinturas a fresco, de brutescos e cenas da história mariana, com a “Árvore de Jessé”, sobrepujante à portada principal, conjunto que ainda subsistia, em grande escala, no ano de 1758.
A frontaria actual, foi engalanada no centro, por um grande painel azulejar, representando a Visitação de Santa Isabel. Obra de esmalte branco, e decoração azul, presumivelmente de oficina lisbonense, dos ceramistas Oliveira Bernardes, parece retábulo de c.ª de 1730, e encontra-se muito atingido, pela acção destrutiva do tempo.
A portada, de granito, é um arcaizante modelo da arte manuelina. O vão de entrada tem coro oitocentista, de madeira, em cujo arco se afixou o cronograma da factura, em algarismos e letras de metal dourado: VI. M (Maio) DO ANNO D. 1839.
A abóbada foi logo de início, enriquecida com artísticos florões e nervuras, imitando cantaria de granito.
As paredes, no ano de 1606, foram ornamentadas com pinturas a fresco, representando cenas da vida de Nossa Senhora, que em 1730 ainda se mantinham.
Nos princípios do século XVIII foram progressivamente substituídas por quinze painéis de azulejos com cenas da “Vida da Santíssima Virgem”, valorizados com legendas bíblicas em latim, e que retratam o “Nascimento de Nossa Senhora”, “Apresentação da Virgem no Templo”, “Seu Casamento com S. José”, “Revelação do Anjo a S. José”, “Adoração dos Magos”, “Apresentação de Jesus no Templo”, “Fuga para o Egipto”, “Descida do Espírito Santo”, “Morte de Nossa Senhora”, “Assunção de Nossa Senhora”, “Coroação de Nossa Senhora”, “Anunciação do Anjo à Virgem Maria”, “Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel”, “Nascimento de Jesus”, e “Circuncisão do Menino”.
Os dois altares laterais, em talha dourada, e marmoreada, são de 1750, época de D. José “O Reformador”.
No tecto da Capela-Mor, foram construídos quatro medalhões, em gesso, nos quais figuram os Evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João.
A veneranda escultura de “Nossa Senhora da Visitação”, que possui guarda-roupa, e jóias de grande apreço, antigos, é de roca, e de fins do séc. XVII. Louvada encomiasticamente, pelo padre fr. Agostinho de Santa Maria, no “Santuário Mariano”, (1718), substitui, certamente, a primitiva imagem, desconhecida das gerações modernas, mas, que poderia ter sido, no período seiscentista, a curiosa imagem da “Virgem com o Menino”, com altura superior a um metro, e que foi transferida para a Igreja do Calvário. Existe, uma segunda imagem, de Nossa Senhora com o Menino, de madeira estofada, que se recolhe na sacristia, e mede de altura 62 cm.
O presbitério, era património da Irmandade dos “Escravos de Nossa Senhora”, de criação quase tão antiga como a ermida, renovada pelos estatutos, aprovados em 4 de Setembro de 1734, e sancionados pelo Papa Clemente XII, em Santa Maria Maior de Roma, em 5 de Janeiro do mesmo ano.
Do séc. XVIII, são o Museu de Ex-Votos, e Sacristia, edificadas na correspondência dos alçados da capela-mor, e defendidas, para o exterior, por elegantes grades de ferro forjado. O Museu, conserva inúmeros ex-votos (promessas), desde a centúria setecentista, aos tempos actuais, pintados sobre tábua, tela, folha-de-flandres, e tecidos bordados, além, dos habituais animais selvagens, embalsamados – cobra e crocodilo de enormes proporções, testemunhando, a grande devoção popular, a Nossa Senhora da Visitação.
Na sacristia, de planta octogonal, existe um oratório de madeira marmoreada, com interessante “crucifixo de marfim”, de fina escultura.
O lavabo marmóreo é datado de 1759.
No campamil do lado norte, existe o único sino antigo, de bronze fundido, com esta legenda: ESTE SE FEZ SENDO JUIZ JOSÉ VIDIGAL NOGRA (Nogueira). AN.no 1777.
No pátio (corpo posterior), existe um velho poço, de gargalo granítico, rebordado, com armação de ferro batido. Tipo do séc. XVIII.
No séc. XIX, realizavam-se anualmente, grandiosas festas, em honra da Padroeira de Montemor-o-Novo. Na procissão, integrada nas festas, que se realizavam em 2 de Julho, iam representadas diferentes classes, com os seus estandartes: alfaiates com bandeira azul, moleiros com bandeira branca, sapateiros com bandeira encarnada, hortelões com bandeira verde, e carpinteiros com bandeira amarela. A celebração anual desta festa, em 2 de Julho, em todo o Reino de Portugal, foi ordenada por D. Manuel I a partir de 23 de Maio de 1516, e por ele, incluída nas suas Ordenações.
Na década de sessenta do século passado, foi construído um enorme anexo, destinado a servir festas e casamentos, o qual deu lugar ao Café Restaurante “A Ermida”, em Junho de 1991. Neste espaço, depois da realização de avultadas obras, surgiu um elegante restaurante panorâmico, que actualmente se encontra encerrado.
Em Junho de 1987, começou a funcionar o relógio electrónico, colocado na frontaria da ermida. O relógio, adquirido à firma Serafim da Silva Jerónimo & Filhos, Ld.ª, de Braga, importou em 600 contos.
Na madrugada do dia 28 de Julho de 1997, um camião TIR, derrubou o cruzeiro do adro da ermida. Seriam 4,30 horas da madrugada, quando um veículo pesado, de matrícula espanhola, subiu por engano, a estrada que conduz ao santuário. Pretendendo seguir, em direcção a Mora, o condutor do camião, cujo raio de visão, foi prejudicado pela neblina, que, na altura, pairava sobre a cidade, não se apercebeu, do sinal de estrada sem saída, colocado no início, da via de acesso à ermida.
Quando deu pelo engano, já se encontrava num dos mais famosos miradouros da cidade de Montemor-o-Novo: o adro da Ermida da Secular Senhora da Visitação. O erro, acabaria por revelar-se fatal, para o velho cruzeiro, datado de 1636, que, foi mais uma vez, e dramaticamente, destruído, em consequência das manobras efectuadas pelo camião, para seguir o seu verdadeiro rumo. Esta, foi a terceira vez, que o cruzeiro foi danificado por carros pesados, não contabilizando, os incontáveis toques dos ligeiros. A ocorrência deixou a velhinha cruz com poucas hipóteses de restauro.
Depois, do complicado processo de substituição, do velhinho cruzeiro, por um, novinho em folha, e com o objectivo de o salvaguardar de casos semelhantes, o Padre Alberto Dias Barbosa, resolveu colocá-lo, numa zona mais afastada do centro do adro, frente à porta da Ermida.
No dia 2 de Julho de 1999, e certamente, para pôr um ponto final, no contestado processo de substituição do cruzeiro, com trezentos e trinta e seis anos de existência, o Arcebispo de Évora, D. Maurílio de Gouveia, abençoou o novo cruzeiro, sendo afixada na entrada da Ermida, uma placa alusiva à cerimónia.
Dimensões do templo: nave – comp.14,60 x larg. 6,75 m; capela-mor – fundo 6,60 x larg. 5,80 m.
terça-feira, 19 de julho de 2011
É APENAS UMA IDÉIA
(foto retirada do mensário Folha de Montemor)
Na verdade, a ideia já me tinha passado pela cabeça quando tomando o sentido Montemor – Alandroal, viagem que faço com frequência, via tanto terreno incultivado, direi mesmo ao abandono, onde apenas as ervas, o pasto e o malfadado arame farpado predominam. E já no Concelho do Alandroal na volta habitual com o meu pai dói-me ver terrenos onde outrora se viam verdejantes hortas, onde tantas vezes “acampei” para o almoço da caçada, ver agora luxuosos montes em que apenas interessa a relva que circunda a habitação e a piscina. Muito terreno sobra, mas cultivá-lo? Está quieto.
A foto acima fez-me reflectir que afinal não estou só e que aquilo que eu pensava está certo.
Tempos difíceis se adivinham e os responsáveis, opinadores credenciados, Tv., imprensa não se cansam de avisar o que no dia a dia de todos nós vamos confirmando.
Tempos de miséria se adivinham. Tempos de miséria vivêmos noutra época. Na altura quem produzia, quem tinha a sua horta, matava o seu porquinho, guardava a sua réstea de alhos e cebolas, tinha a sua salgadeira, guardava as suas batatas conseguia vencer a crise.
Dizia-se mesmo, e assim me ensinaram que os do Norte com a sua cultura minifundiária viviam melhor que os do Sul (principalmente Alentejo) com os seus grande latifúndios.
Parece-me que também não é assim, mas enfim, ainda hoje nos é dado ver que qualquer Beirão tem a sua horta.
Ao fim e ao cabo: depois de nos terem oferecido muita “massa” para deixar-mos de cultivar os nossos campos, depois de devolverem campos produtivos a quem se está “nas tintas” para trabalhar os mesmos, depois de receberem brutos subsídios para os tornarem rentáveis, mas que foram “espatifados” em brutos jeeps, brutos carros e outros luxos, eis-nos na miséria.
Finalizando:
Com o desemprego que se adivinha, com as dificuldades que se esperam na aquisição de alimentos, seria uma medida correcta que todos aqueles que apenas são proprietários dos “brutos” montes alentejanos se prontificassem a ceder o terreno cultivável do seu monte para que no mesmo fossem criadas condições para a sobrevivência de muitos que qualquer dia, menos dia vão engrossar, por certo o “livrinho” dos chamados lugares.
Uma palavra final:
Dirão vocês, e com razão: “Olha-me este!” Quer que os outros vão cultivar hortas e ele refastelado no computador a “cagar postas de pescada”- têm razão. Mas contingências da vida (conhecidas de todos os que me conhecem) não me permitem ter a minha horta.
No entanto tenho o meu pai (91 anos), que tem a sua (sem ser dele), e que diariamente lá se desloca, cava, monda, arranja a terra, rega, planta, semeia.
E digo, as melhores batatas, tomates, pepinos, couves, pimentões, feijão verde, que consumo vêem de lá.
Esta é para ti Pai, foi com o sentido em ti que teclei.
Chico Manel
Na verdade, a ideia já me tinha passado pela cabeça quando tomando o sentido Montemor – Alandroal, viagem que faço com frequência, via tanto terreno incultivado, direi mesmo ao abandono, onde apenas as ervas, o pasto e o malfadado arame farpado predominam. E já no Concelho do Alandroal na volta habitual com o meu pai dói-me ver terrenos onde outrora se viam verdejantes hortas, onde tantas vezes “acampei” para o almoço da caçada, ver agora luxuosos montes em que apenas interessa a relva que circunda a habitação e a piscina. Muito terreno sobra, mas cultivá-lo? Está quieto.
A foto acima fez-me reflectir que afinal não estou só e que aquilo que eu pensava está certo.
Tempos difíceis se adivinham e os responsáveis, opinadores credenciados, Tv., imprensa não se cansam de avisar o que no dia a dia de todos nós vamos confirmando.
Tempos de miséria se adivinham. Tempos de miséria vivêmos noutra época. Na altura quem produzia, quem tinha a sua horta, matava o seu porquinho, guardava a sua réstea de alhos e cebolas, tinha a sua salgadeira, guardava as suas batatas conseguia vencer a crise.
Dizia-se mesmo, e assim me ensinaram que os do Norte com a sua cultura minifundiária viviam melhor que os do Sul (principalmente Alentejo) com os seus grande latifúndios.
Parece-me que também não é assim, mas enfim, ainda hoje nos é dado ver que qualquer Beirão tem a sua horta.
Ao fim e ao cabo: depois de nos terem oferecido muita “massa” para deixar-mos de cultivar os nossos campos, depois de devolverem campos produtivos a quem se está “nas tintas” para trabalhar os mesmos, depois de receberem brutos subsídios para os tornarem rentáveis, mas que foram “espatifados” em brutos jeeps, brutos carros e outros luxos, eis-nos na miséria.
Finalizando:
Com o desemprego que se adivinha, com as dificuldades que se esperam na aquisição de alimentos, seria uma medida correcta que todos aqueles que apenas são proprietários dos “brutos” montes alentejanos se prontificassem a ceder o terreno cultivável do seu monte para que no mesmo fossem criadas condições para a sobrevivência de muitos que qualquer dia, menos dia vão engrossar, por certo o “livrinho” dos chamados lugares.
Uma palavra final:
Dirão vocês, e com razão: “Olha-me este!” Quer que os outros vão cultivar hortas e ele refastelado no computador a “cagar postas de pescada”- têm razão. Mas contingências da vida (conhecidas de todos os que me conhecem) não me permitem ter a minha horta.
No entanto tenho o meu pai (91 anos), que tem a sua (sem ser dele), e que diariamente lá se desloca, cava, monda, arranja a terra, rega, planta, semeia.
E digo, as melhores batatas, tomates, pepinos, couves, pimentões, feijão verde, que consumo vêem de lá.
Esta é para ti Pai, foi com o sentido em ti que teclei.
Chico Manel
BATE O PAU E SOBE O PANO (HOJE A CARGO DO LALANDA)
Utilizando a versão do acordo ortográfico de 2058 na História do Capuchinho Vermelho.
Para ler debagar!!!!! debagarinho....para entenderes bem a profundidade das ideias base!!!!!
Tás a ver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver?
E então disse-lhe:- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois tenho a bófia à cola!Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cag??? na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod...
É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:- Yoo, tá td? Dd tc?
- Tásse... do gueto alí! E tu... tásse? - disse a pita
- Yah! E atão, q se faz?
- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!
- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?
- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata...
- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.
- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver? Manda um toque na porta, a velha 'quem é e o camano' e ele 'ah e tal, e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...'.
A velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos...
O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tásaver?
A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.- Basa aí cá pa dentro! - grita o dog.
- Yo velhita, tásse?
- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...
- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...
- Bacano, pa ver se trato esta cena.
- Pá, mica uma cena: pa ké esses baita olhos, man?
- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?
- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?
- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?
- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?
- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos tom??? do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai pa engolir agaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou logo alí, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia da nhanha. Ina man, e a malta a gregoriar-se toda!!!
E prontes, já tá...
XXXX
Para ler debagar!!!!! debagarinho....para entenderes bem a profundidade das ideias base!!!!!
Tás a ver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver?
E então disse-lhe:- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois tenho a bófia à cola!Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cag??? na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod...
É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:- Yoo, tá td? Dd tc?
- Tásse... do gueto alí! E tu... tásse? - disse a pita
- Yah! E atão, q se faz?
- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!
- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?
- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata...
- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.
- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver? Manda um toque na porta, a velha 'quem é e o camano' e ele 'ah e tal, e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...'.
A velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos...
O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tásaver?
A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.- Basa aí cá pa dentro! - grita o dog.
- Yo velhita, tásse?
- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...
- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...
- Bacano, pa ver se trato esta cena.
- Pá, mica uma cena: pa ké esses baita olhos, man?
- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?
- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?
- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?
- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?
- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos tom??? do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai pa engolir agaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou logo alí, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia da nhanha. Ina man, e a malta a gregoriar-se toda!!!
E prontes, já tá...
XXXX
COLABORAÇÃO - Dr ANTÓNIO NEVES BERBEM
Nota do Editor:
O António Neves Berbem, Alandroalense de origem, que à sua terra natal muito tem dado, e em relação ao qual todos aqueles que lutam pela cultura do Alandroal deviam ter, pelo menos uma palavra de apreço, quis brindar todos os que são leitores assíduos deste espaço, disponibilizando ao Al Tejo, do qual é colaborador assíduo (o que muito nos honra) ,com um ensaio da sua autoria encomendado pelo Grupo de Amigos de Palmela, sobre Hermenegildo Capelo, explorador de Africa e protagonista do Mapa Cor de Rosa. Um texto que entretanto já deu azo a várias conferências abordando este tema de interesse nacional e patriótico.Com a actualidade histórica que todos pressentimos.
Sabendo, de antemão, que o assunto poderá não estar ao alcance de vários comentadores que por vezes aqui proliferam, reservamo-nos o direito de apenas publicar os comentários daqueles que apresentem um mínimo de boa vontade e conhecimento da matéria em causa, e que possam vir a contribuir com lisura para uma saudável abordagem do mesmo.
Ainda devido à sua extensão, vamos proceder à sua publicação faseada o que irá verificar-se durante toda esta semana.
"Chico Manuel"
NOTA INTRODUTÓRIA.
“Temos a impressão que Portugal é daqueles países que continua vivendo à tona de água, precisamente porque tem atravessado e só sabe viver em grandes dificuldades mantendo-se contudo como estado nação independente. O paradoxo existencial português está em que, até hoje, século após século, sempre foi aguentando e superando as sucessivas crises.
Foi assim com a Crise de 1383/85 contra Castela. Tornou a acontecer em 1640 e novamente contra Castela ajudados pela Catalunha. Repetiu-se o cenário no contexto das invasões francesas de que só nos libertámos com a intervenção forte dos ingleses.
Até que em 1890, fomos confrontados com o Ultimato que se traduziu na submissão à Inglaterra que entretanto tinha assinado um acordo secreto com Alemanha de Bismark para partilhar os territórios coloniais de Angola e Moçambique, com a França e a Bélgica de Leopoldo I a molharem na sopa.
Reagimos com crepes e o hino. Mas antecipámo-nos na medida do possível com as Viagens de exploração e ocupação africanas. Os protagonistas dessas viagens são conhecidos; Victor Cordon, por exemplo, era de Estremoz.
E um dos exploradores africanos que mais arriscou a vida em defesa dos interesses de Portugal foi H. Capelo, de Palmela, juntamente com Roberto Ivens e Serpa Pinto. Os três aparecem colocados no centro desta investigação historiográfica que damos agora a conhecer.
A publicação deste trabalho, parece-nos oportuna na medida em que Portugal atravessa mais um período muito difícil da sua História. Seja por causa da integração na U.E. Seja também por culpa nossa e dos ataques recentes que vêm sendo feitos pelos mercados e pela Moodys.
Levantar a cabeça e realizar novos objectivos será, por conseguinte, o trabalho que temos em frente. À semelhança do modo como Portugal conseguiu superar as suas limitações na conjuntura, tensões e trama internacional dos finais do século XIX. Da qual, aliás, saímos mantendo o projecto nacional de existência própria. Com evidente projecção nos tempos actuais pela criação e aprofundamento da CPLP.
Um primeiro destino e uma renovada oportunidade histórica sempre no horizonte dos portugueses.
ANB
(XVIII/VII/MMXI)
INTERFACES DA VIDA EM CAMPANHA DE HERMENEGILDO CAPELO
1. Acabam de passar (ontem) precisamente oitenta e oito anos após a morte de HERMENEGILDO Carlos de Brito CAPELO (Palmela,1841-Lisboa, 1917) OFICIAL da MARINHA, um modelo persistente e destemido de EXPLORADOR, que se destacou em ÁFRICA durante o último quartel do século XIX.
Nesta época, recrudescia uma forte campanha internacional dirigida pelo governo e exploradores ingleses que acusavam Portugal de favorecer e/ou não impedir o tráfico de escravos especialmente para o Brasil e Cuba. Um tipo de poder obscuro e desumano, combatido por obreiros reconhecidamente opositores e inteiramente contrários aos negreiros e à História-opressão que ao perder uma das suas piores faces, provocou mudanças sociais profundas. Orientadas, até aos tempos actuais, para a defesa dos Direitos Humanos. Confrontados, aliás, com os sinais da existência no presente de: «Uma Dúzia de Milhões de Escravos no Mundo» segundo o último relatório da OIT publicado em Maio de 2OO5.
- Em Portugal, era rei D. Luís O POPULAR (Dezembro de 1861-89) e M. Pinheiro Chagas, Ministro da Marinha e do Ultramar e por Carta de Lei de 12 de Abril de 1877 sob os auspícios da Sociedade de Geografia de Lisboa, decidiu-se uma Expedição Científica destinada a explorar os territórios entre Angola e Moçambique bem como as bacias hidrográficas do Zaire e do Zambeze.
Foram designados para a expedição BRITO CAPELO, ROBERTO IVENS e SERPA PINTO. Autorizada por José de Melo Gouveia, Ministro da Marinha e do Ultramar, foi-lhe atribuída a verba de 30.000$ 000 réis para encargos da expedição.
Eis a face imediatamente visível de um jogo difuso e realista composto de rivalidades, interesses políticos e económicos projectados em África. Jogo diplomático complexo, relacionado com o lastro da primeira EXPANSÃO EUROPEIA e o projecto de construção «à reguada» dos IMPÉRIOS COLONIAIS das GRANDES POTÊNCIAS EUROPEIAS.
2. EM AMBIENTE INTERNACIONAL sob Tensão
Observa-se que o quadro das relações internacionais desta época, apresentava os traços dominantes seguintes:
a) entre 1870 e 1890 aumentou o interesse da Europa pelo continente africano, de norte a sul , com vários Estados dispostos a aproveitar riquezas vitais inexploradas, assistindo-se à Procura de mercados mais amplos para o seu comércio;
b) neste período, a grande aspiração dos estados europeus era a conquista de territórios a partir do litoral africano alargando o domínio em direcção aos vastos espaços do interior e «terras de ninguém» precedendo deste modo o domínio do poder político;
c) as políticas da França e da Inglaterra opunham-se no Mediterrâneo e no continente africano, acentuando a rivalidade entre os dois países, à medida que o Reino Unido abandonava a política FREE-TRADE; e já dominava a colónia do Cabo;
Ao que acrescia, o projecto britânico, de natureza geopolitica, da construção de um caminho-de-ferro, EIXO de UNIÃO, do Cabo ao Cairo, arquitectado por Cecil Rhodes, figura apoiada pelo governo inglês ligada ao negócios de ouro e diamantes e que entretanto assegurou o domínio da bacia do Zambeze;
d) o conjunto destas pretensões acabaria, afinal, por despertar noutras potências europeias, a cobiça e o entusiasmo «útil» pela construção dos seus próprios impérios coloniais.
Foi o caso particularmente bem sucedido da Bélgica de Leopoldo II (primo da família real portuguesa) com a criação do Estado Livre do Congo na sequência da Conferência Geográfica de Bruxelas (1876) da Espanha, Itália, França e da Alemanha de Bismark disposta a opor-se ao desempenho imperial da Inglaterra;
e) nesta trama de factores políticos, estratégicos e económicos cabe também salientar o papel da OPINIÃO PUBLICA doravante sensibilizada e interessada nas questões coloniais (Livingstone, Stanley e Brazza eram figuras emblemáticas de grandes viagens e aventuras apoiadas e relatadas na Imprensa) predisposta a apoiar a expansão de novos imperialismos.
Calculista •e contraditória, esta constelação de ambições, e interesses vai ser confirmada no cenário da Conferência de Berlim, preparada pela Alemanha (1884-85) e na qual estiveram representados 14 estados, actores europeus, directamente interessados. Com a injusta e óbvia excepção da própria África que, entretanto, via acelerado o processo da sua ocupação militar por parte das potências europeias. Sem apoios e poder para denunciar mais uma grave distorção da História cuja memória aliás não é divisível.
(Prossegue amanhã)
O António Neves Berbem, Alandroalense de origem, que à sua terra natal muito tem dado, e em relação ao qual todos aqueles que lutam pela cultura do Alandroal deviam ter, pelo menos uma palavra de apreço, quis brindar todos os que são leitores assíduos deste espaço, disponibilizando ao Al Tejo, do qual é colaborador assíduo (o que muito nos honra) ,com um ensaio da sua autoria encomendado pelo Grupo de Amigos de Palmela, sobre Hermenegildo Capelo, explorador de Africa e protagonista do Mapa Cor de Rosa. Um texto que entretanto já deu azo a várias conferências abordando este tema de interesse nacional e patriótico.Com a actualidade histórica que todos pressentimos.
Sabendo, de antemão, que o assunto poderá não estar ao alcance de vários comentadores que por vezes aqui proliferam, reservamo-nos o direito de apenas publicar os comentários daqueles que apresentem um mínimo de boa vontade e conhecimento da matéria em causa, e que possam vir a contribuir com lisura para uma saudável abordagem do mesmo.
Ainda devido à sua extensão, vamos proceder à sua publicação faseada o que irá verificar-se durante toda esta semana.
"Chico Manuel"
NOTA INTRODUTÓRIA.
“Temos a impressão que Portugal é daqueles países que continua vivendo à tona de água, precisamente porque tem atravessado e só sabe viver em grandes dificuldades mantendo-se contudo como estado nação independente. O paradoxo existencial português está em que, até hoje, século após século, sempre foi aguentando e superando as sucessivas crises.
Foi assim com a Crise de 1383/85 contra Castela. Tornou a acontecer em 1640 e novamente contra Castela ajudados pela Catalunha. Repetiu-se o cenário no contexto das invasões francesas de que só nos libertámos com a intervenção forte dos ingleses.
Até que em 1890, fomos confrontados com o Ultimato que se traduziu na submissão à Inglaterra que entretanto tinha assinado um acordo secreto com Alemanha de Bismark para partilhar os territórios coloniais de Angola e Moçambique, com a França e a Bélgica de Leopoldo I a molharem na sopa.
Reagimos com crepes e o hino. Mas antecipámo-nos na medida do possível com as Viagens de exploração e ocupação africanas. Os protagonistas dessas viagens são conhecidos; Victor Cordon, por exemplo, era de Estremoz.
E um dos exploradores africanos que mais arriscou a vida em defesa dos interesses de Portugal foi H. Capelo, de Palmela, juntamente com Roberto Ivens e Serpa Pinto. Os três aparecem colocados no centro desta investigação historiográfica que damos agora a conhecer.
A publicação deste trabalho, parece-nos oportuna na medida em que Portugal atravessa mais um período muito difícil da sua História. Seja por causa da integração na U.E. Seja também por culpa nossa e dos ataques recentes que vêm sendo feitos pelos mercados e pela Moodys.
Levantar a cabeça e realizar novos objectivos será, por conseguinte, o trabalho que temos em frente. À semelhança do modo como Portugal conseguiu superar as suas limitações na conjuntura, tensões e trama internacional dos finais do século XIX. Da qual, aliás, saímos mantendo o projecto nacional de existência própria. Com evidente projecção nos tempos actuais pela criação e aprofundamento da CPLP.
Um primeiro destino e uma renovada oportunidade histórica sempre no horizonte dos portugueses.
ANB
(XVIII/VII/MMXI)
INTERFACES DA VIDA EM CAMPANHA DE HERMENEGILDO CAPELO
1. Acabam de passar (ontem) precisamente oitenta e oito anos após a morte de HERMENEGILDO Carlos de Brito CAPELO (Palmela,1841-Lisboa, 1917) OFICIAL da MARINHA, um modelo persistente e destemido de EXPLORADOR, que se destacou em ÁFRICA durante o último quartel do século XIX.
Nesta época, recrudescia uma forte campanha internacional dirigida pelo governo e exploradores ingleses que acusavam Portugal de favorecer e/ou não impedir o tráfico de escravos especialmente para o Brasil e Cuba. Um tipo de poder obscuro e desumano, combatido por obreiros reconhecidamente opositores e inteiramente contrários aos negreiros e à História-opressão que ao perder uma das suas piores faces, provocou mudanças sociais profundas. Orientadas, até aos tempos actuais, para a defesa dos Direitos Humanos. Confrontados, aliás, com os sinais da existência no presente de: «Uma Dúzia de Milhões de Escravos no Mundo» segundo o último relatório da OIT publicado em Maio de 2OO5.
- Em Portugal, era rei D. Luís O POPULAR (Dezembro de 1861-89) e M. Pinheiro Chagas, Ministro da Marinha e do Ultramar e por Carta de Lei de 12 de Abril de 1877 sob os auspícios da Sociedade de Geografia de Lisboa, decidiu-se uma Expedição Científica destinada a explorar os territórios entre Angola e Moçambique bem como as bacias hidrográficas do Zaire e do Zambeze.
Foram designados para a expedição BRITO CAPELO, ROBERTO IVENS e SERPA PINTO. Autorizada por José de Melo Gouveia, Ministro da Marinha e do Ultramar, foi-lhe atribuída a verba de 30.000$ 000 réis para encargos da expedição.
Eis a face imediatamente visível de um jogo difuso e realista composto de rivalidades, interesses políticos e económicos projectados em África. Jogo diplomático complexo, relacionado com o lastro da primeira EXPANSÃO EUROPEIA e o projecto de construção «à reguada» dos IMPÉRIOS COLONIAIS das GRANDES POTÊNCIAS EUROPEIAS.
2. EM AMBIENTE INTERNACIONAL sob Tensão
Observa-se que o quadro das relações internacionais desta época, apresentava os traços dominantes seguintes:
a) entre 1870 e 1890 aumentou o interesse da Europa pelo continente africano, de norte a sul , com vários Estados dispostos a aproveitar riquezas vitais inexploradas, assistindo-se à Procura de mercados mais amplos para o seu comércio;
b) neste período, a grande aspiração dos estados europeus era a conquista de territórios a partir do litoral africano alargando o domínio em direcção aos vastos espaços do interior e «terras de ninguém» precedendo deste modo o domínio do poder político;
c) as políticas da França e da Inglaterra opunham-se no Mediterrâneo e no continente africano, acentuando a rivalidade entre os dois países, à medida que o Reino Unido abandonava a política FREE-TRADE; e já dominava a colónia do Cabo;
Ao que acrescia, o projecto britânico, de natureza geopolitica, da construção de um caminho-de-ferro, EIXO de UNIÃO, do Cabo ao Cairo, arquitectado por Cecil Rhodes, figura apoiada pelo governo inglês ligada ao negócios de ouro e diamantes e que entretanto assegurou o domínio da bacia do Zambeze;
d) o conjunto destas pretensões acabaria, afinal, por despertar noutras potências europeias, a cobiça e o entusiasmo «útil» pela construção dos seus próprios impérios coloniais.
Foi o caso particularmente bem sucedido da Bélgica de Leopoldo II (primo da família real portuguesa) com a criação do Estado Livre do Congo na sequência da Conferência Geográfica de Bruxelas (1876) da Espanha, Itália, França e da Alemanha de Bismark disposta a opor-se ao desempenho imperial da Inglaterra;
e) nesta trama de factores políticos, estratégicos e económicos cabe também salientar o papel da OPINIÃO PUBLICA doravante sensibilizada e interessada nas questões coloniais (Livingstone, Stanley e Brazza eram figuras emblemáticas de grandes viagens e aventuras apoiadas e relatadas na Imprensa) predisposta a apoiar a expansão de novos imperialismos.
Calculista •e contraditória, esta constelação de ambições, e interesses vai ser confirmada no cenário da Conferência de Berlim, preparada pela Alemanha (1884-85) e na qual estiveram representados 14 estados, actores europeus, directamente interessados. Com a injusta e óbvia excepção da própria África que, entretanto, via acelerado o processo da sua ocupação militar por parte das potências europeias. Sem apoios e poder para denunciar mais uma grave distorção da História cuja memória aliás não é divisível.
(Prossegue amanhã)
DÁ QUE PENSAR ...
Rubrica onde se transcrevem, pensamentos, frases e artigos de personalidades de renome, onde se reflecte o estado da Nação e nos deixam a pensar….
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
A Grécia não estaria como está se a senhora Merkel não fosse tão hesitante. A Irlanda não cairia em crise se o ex-PM não fosse um temerário. Tal como Portugal não teria batido no fundo se Sócrates não fosse tão teimoso.
Diogo Freitas do Amaral
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
O QUE FOI ACRESCENTADO PELO 25 Abril AFINAL FOI SÓ UM ... A ...
Portugal, desde o séc. XX, tem estado sujeito a dois lemas:
No Estado Novo (1926-1974), o lema era : "Deus, Pátria e Família!"
Nesta falsa democracia pós 25 de Abril, por espantoso que possa parecer, o lema tem sido praticamente igual, apenas aumentou... mas só uma letra.
De facto, o lema atual e que se agravou com os vigaristas, vulgo políticos, que nos tem (des) governado todos estes anos é :
ADEUS PÁTRIA E FAMÍLIA!!!
Mail que circula na Net
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
A Grécia não estaria como está se a senhora Merkel não fosse tão hesitante. A Irlanda não cairia em crise se o ex-PM não fosse um temerário. Tal como Portugal não teria batido no fundo se Sócrates não fosse tão teimoso.
Diogo Freitas do Amaral
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
O QUE FOI ACRESCENTADO PELO 25 Abril AFINAL FOI SÓ UM ... A ...
Portugal, desde o séc. XX, tem estado sujeito a dois lemas:
No Estado Novo (1926-1974), o lema era : "Deus, Pátria e Família!"
Nesta falsa democracia pós 25 de Abril, por espantoso que possa parecer, o lema tem sido praticamente igual, apenas aumentou... mas só uma letra.
De facto, o lema atual e que se agravou com os vigaristas, vulgo políticos, que nos tem (des) governado todos estes anos é :
ADEUS PÁTRIA E FAMÍLIA!!!
Mail que circula na Net
DIVULGAÇÃO
XX
Recital de Cravo e Órgão
PATRIZIA GILIBERTI
RAFAEL REIS
Giuseppe Guami (1542 – 1611) Canzon La Lucchesina A8
Giovanni Gabrieli (1555/57 – 1612) Improviso op 90,nr 2
Cesario Gussago (1579 – c.1630) Sonata La Leona A 8
Aurelio Bonelli (c.1569 – 1620) Sonata Cleopatra
Gaetano Piazza (1725 – 1775) Concerto em Fa maior
INTERVALO
Antonio Soler (1729 – 1783) IV Concerto para 2 órgãos ou 2 instrumentos de tecla
Carlos Seixas (1704 – 1742) Sonata em la menor – Fuga para órgão
Domenico Scarlatti (1685 – 1757) 2 Sonatas (cravo solo)
Severo Giussani (1565 – ? ) Sonata concertata per organo e cembalo: grave; allegro; andante; allegro
Entrada Livre
XX
ENSEMBLE MONTEMOR
Concerto, de multipercussão, com Ilya Dynov, mestre em performance e pedagogia de percussão, pelo Royal Conservatory of Antwerp, na Bélgica
Dia 21 de Julho 21:30h
Este concerto vai decorrer na sede da Escola de Música da Ensemble Monte Mor Associação Cultural, em Montemor-o-Novo.
XX
Já é conhecido o Programa para a Feira da Luz em Montemor-o-Novo
Oquestrada, Expensive Soul, Duarte, David Fonseca e UHF.
(Vide programa completo AQUI)
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O ALANDROAL NA COMUNICAÇÃO SOCIAL - REPORTAGEM RÁDIO CAMPANÁRIO
Na: http://www.radiocampanario.com/
Alandroal: Município promoveu Sessão de Poesia
Decorreu na localidade de Alandroal nos claustros do Mercado Municipal uma sessão de poesia em que participaram os alunos da Universidade Sénior, que integram o Grupo de Teatro.
Uma sessão coordenada por dois actores do Cendrev – Centro Dramático de Évora.
A sessão intitulada “Palavras Ditas e Sentidas” faz parte das actividades inseridas no protocolo existente entre Câmara Municipal de Alandroal e Cendrev.
Fonte : : http://www.radiocampanario.com/
(onde poderá ler: o desenvolvimento da notícia, ouvir: as entrevistas e ver toda a reportagem fotográfica.
Comentário em destaque
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "O ALANDROAL NA COMUNICAÇÃO SOCIAL - REPORTAGEM RÁD...":
Para a Ausenda, Zézinha e as outras duas Senhoras:
Palavras sentidas, magia,
intensidade,muita emoção
a "ISTO" se chama POESIA
a brotar do CORAÇÃO!...
Uma lágrima deslizou
embora sendo salgada,
confirmo que adoçou
a minha face enrugada.
Parabéns para TODOS e espero que continuem com estes EVENTOS.
VIVA A POESIA!
VIVAM OS POETAS!
VIVA O NOSSO LINDO ALANDROAL!
Uma amante de POESIA.
Alandroal: Município promoveu Sessão de Poesia
Decorreu na localidade de Alandroal nos claustros do Mercado Municipal uma sessão de poesia em que participaram os alunos da Universidade Sénior, que integram o Grupo de Teatro.
Uma sessão coordenada por dois actores do Cendrev – Centro Dramático de Évora.
A sessão intitulada “Palavras Ditas e Sentidas” faz parte das actividades inseridas no protocolo existente entre Câmara Municipal de Alandroal e Cendrev.
Fonte : : http://www.radiocampanario.com/
(onde poderá ler: o desenvolvimento da notícia, ouvir: as entrevistas e ver toda a reportagem fotográfica.
Comentário em destaque
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "O ALANDROAL NA COMUNICAÇÃO SOCIAL - REPORTAGEM RÁD...":
Para a Ausenda, Zézinha e as outras duas Senhoras:
Palavras sentidas, magia,
intensidade,muita emoção
a "ISTO" se chama POESIA
a brotar do CORAÇÃO!...
Uma lágrima deslizou
embora sendo salgada,
confirmo que adoçou
a minha face enrugada.
Parabéns para TODOS e espero que continuem com estes EVENTOS.
VIVA A POESIA!
VIVAM OS POETAS!
VIVA O NOSSO LINDO ALANDROAL!
Uma amante de POESIA.
BREVES CÁ DO ALENTEJO
Calor vai regressar na quarta-feira ao Alentejo
Francisco Assis candidato a secretário-geral do P S esteve em Beja
IMPRENSA
Francisco Assis candidato a secretário-geral do P S esteve em Beja
IMPRENSA
(Ainda não disponível nas bancas por falha da grafica)
PERGUNTAR NÃO OFENDE!
Vai acessa a luta entre Assis e Seguro pela conquista do pelouro de Secretário Geral do P.S.
Cada um luta com as armas que dispõe, argumenta o que sabe, faz de conta que nada teve a ver com a situação actual, que tudo vai ser diferente, etc,…o habitual.
No entanto ainda não ouvi de algum dizer com que “elementos” estão alinhados, ou que se colem a qualquer candidato.
Qual deles vai contar por exemplo com José Lello, Vitalino Canas, Augusto Santos Silva, Emideo Rangel (procuro tacho e não encontro), Pedro Silva Pereira (o bebé chorão ou talvez o nenuco).
Era interessante saber…ou talvez não convenha?
Chico Manel
Cada um luta com as armas que dispõe, argumenta o que sabe, faz de conta que nada teve a ver com a situação actual, que tudo vai ser diferente, etc,…o habitual.
No entanto ainda não ouvi de algum dizer com que “elementos” estão alinhados, ou que se colem a qualquer candidato.
Qual deles vai contar por exemplo com José Lello, Vitalino Canas, Augusto Santos Silva, Emideo Rangel (procuro tacho e não encontro), Pedro Silva Pereira (o bebé chorão ou talvez o nenuco).
Era interessante saber…ou talvez não convenha?
Chico Manel
Subscrever:
Mensagens (Atom)















