sexta-feira, 4 de março de 2011

SUGESTÕES PARA O FIM-DE-SEMANA

MONTEMOR


Brinca ao Carnaval…Vem fazer a tua máscara! - A Oficina da Criança vai ao Mercado!
Sábado, dia 05 de Março, das 10h00 às 12h00, atelier de construção de máscaras.

Vem divertir-te, aprende a construir uma máscara original.
Aproveita para conheceres alguns agricultores locais experimentar os seus produtos frescos.
E neste Sábado é também o dia das Associações Locais, vem conhecê-las.
Bom Carnaval!
Fica o convite: Compre Local! Venha ao mercado!
                                                                              XXX

“Às vezes  quase me  acontecem coisas boas quando me ponho a falar sozinho”
CENTRO JUVENIL
Dia 4 de Março, 21h30
Interpretação de Carlos Marques


VILA VIÇOSA

Este Sábado (5 de Março), às 16 horas, o Grupo de Teatro de Animação da Moura Encantada (Moura) apresenta, no palco do Cine-Teatro Florbela Espanca, “Pluft, o Fantasminha”.
Com encenação de Romão Janeiro esta é uma peça escrita para crianças que promete transportá-las para o mundo do faz-de-conta através da história de uma menina chamada Maribel, que é raptada pelo cruel e ridículo Pirata Perna-de-Pau.
Bilheteira: 1,50 € (50 % do valor reverte a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro) - Entrada gratuita para crianças até aos 12 anos
Organização: Grupo de Teatro de Amadores de Vila Viçosa
Gabinete de Imprensa -Câmara Municipal de Vila Viçosa

VENDAS NOVAS



SUGESTÕES PARA O CARNAVAL




E PORQUE É CARNAVAL "NINGUEM  LEVA  A MAL" - LÁ VAI!

OS MAIS JOVENS JÁ COMEÇAM A FESTEJAR

A FINALIZAR: COMEMORAÇÔES FERIADO MUNICIPAL DE MONTEMOR O NOVO – DIA S. JOÃO DE DEUS – DIA DA MULHER



A 8 de Março visite o Centro Interpretativo do Castelo…
Abertura de novas exposições, às 15h00:
“Memórias de Monte Moor” e “Um objecto, uma História, Mês a Mês”.
Visite estas exposições no Centro Interpretativo do Castelo de Montemor-o-Novo e conheça um pouco mais da nossa história.
Entrada gratuita no Dia do Município. Após essa data o acesso a estas exposições tem o custo da entrada para visitar o Centro Interpretativo, ou seja, para habitantes do concelho de Montemor-o-Novo a entrada é de 0,50€, enquanto que para os outros visitantes é de 1€.

NOTA DE IMPRENSA C.M.A.

Alandroal: Simulacro de incêndio testou Plano Municipal de Emergência



A Câmara Municipal de Alandroal, em conjunto com as entidades que compõem a Comissão Municipal de Protecção Civil, promoveu ontem, dia 03 de Março, um exercício de simulacro de incêndio, com o objectivo de testar a operacionalidade do Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil (PMEPC).
Esta acção, que surgiu no âmbito da revisão do Plano Municipal de Emergência, envolveu os bombeiros voluntários de Alandroal, GNR de Alandroal, Centro Distrital de Protecção Civil de Évora, Centro de Saúde de Alandroal e a Autarquia alandroalense.
O exercício consistiu na simulação de um incêndio, no Edifício Sede da Câmara Municipal de Alandroal. Foi criado um cenário em que foi necessária a evacuação de todos os funcionários da Autarquia e o transporte dos feridos para o hospital. Durante o simulacro foi também testada a Estrutura Interna de Segurança da Câmara Municipal de Alandroal, ou seja, a equipa de funcionários que faz a gestão interna das situações de acidente ou catástrofe. O balanço final do exercício de simulacro foi positivo, com as equipas de emergência a corresponderem da melhor forma.
Recorde-se que, segundo a resolução n.º 25/2008 da Comissão Nacional de Protecção Civil, todas as Autarquias devem rever os seus Planos Municipais de Emergência de Protecção Civil de dois em dois anos. O município de Alandroal tem vindo a desenvolver o trabalho de revisão do Plano e esta acção de formação é uma das etapas desse trabalho.
Gabinete de Imprensa C.M.A.

MEMÓRIAS DO PASSADO - HOJE O TÓI DA DADINHA

O Mestre Zé de S. Pedro (Ensaio III) e a Calça Arregaçada...


Não só porque agora é Carnaval, e hoje Dia das Comadres, relato uma cena "que presencieii" sendo seu actor, ora nem mais, o Mestre Zé de S. Pedro.

A célebre e verdadeira história da « CALÇA ARREGAÇADA ».
Em mais uma noite de chuva torrencial o Mestre Zé de S. Pedro, no seu "sempre tardio" regresso ao Lar da Misericórdia e após passar pelas Tabernas do Eduardo, do Zé Canhoto, do Zeca, do Piçarra, do Manuel Canhoto e etc. entra, já bem tratado, no Café do Ilídio para tomar ainda "algo".
Pergunta-lhe o Sr. Ilídio: Mestre Zé, então o que é que ? Resposta: Uma aguardente!!!
Já apareciam naquele tempo copos (cálices!!!) que continham um traço azul anterior ao seu total enchimento. Vá-se lá saber porquê!!!
O Sr. Ilidio "aviou" a aguardente que ficou muito aquém do tal "traço azul". A chamada "coroa"???
O Mestre Zé de S. Pedro, que mal mantinha a vertical e virilmente apoiado no "mármore do balcão", muito demorou...não fazendo gesto algum indicador de que iria beber o "ardente" líquido.
Passados anestégicos minutos (a hora era avançada) pergunta já muito ensonado o Sr. Ilídio: Mestre Zé, passa-se alguma coisa?
Passa, passa Sr. Rosado (respeitosamente, assim o tratava).
Então?
É que "DE CALÇA ARREGAÇADA" não entra cá nenhum.
...o Sr. Ilídio Rosado (bom entedor nestas coisas) foi buscar a garrafa da aguardente, encheu por completo o copo, o Mestre Zé bebeu e...saiu.
Para o Mestre Zé de S. Pedro qualquer "vaso" não cheio era:
!!! CALÇA ARREGAÇADA !!!

Abraços para todos e, para os que puderem, que vivam bem este "Carnival". É que, para o próximo ano, NÃO SE SABE COMO SERÁ.
Tói da Dadinha

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA/FM

http://www.dianafm.com/

Palácio de Belém, 9 de março de 2011
Martim Borges de Freitas

Sexta, 04 Março 2011 10:52
“Portugueses,
(...) Venho comunicar-vos formalmente que resolvi dissolver a Assembleia da República e convocar eleições parlamentares (...). Tomei a decisão que vos anuncio em coerência com as minhas posições de sempre e tendo em conta a avaliação que faço do interesse nacional. É uma avaliação que, de acordo com a Constituição, é da exclusiva competência do Presidente da República, que a efectua em consciência e livremente, assumindo a responsabilidade dela apenas perante os portugueses.
Para enquadrar a minha decisão, importa recordar os termos nos quais optei por nomear o (...) Governo (...). Decidi nesse sentido porque” o Partido Socialista ”me garantiu poder gerar um novo governo estável, consistente e credível, que cumprisse o programa apresentado para a legislatura e fosse capaz de merecer a confiança do País e de mobilizar os portugueses para vencer os desafios inadiáveis que enfrentamos. Mas acrescentei, advertindo: o Presidente da República mantém intactos todos os seus poderes constitucionais, incluindo o poder de dissolução da Assembleia da República. E explicitei que manteria em permanência a minha avaliação das condições de manutenção da estabilidade governamental. Acresce que, no discurso que fiz no momento em que empossei o Governo, reafirmei o que havia dito, sublinhando: a conjuntura nacional, bem como o delicado contexto internacional, impõem ao Governo uma particular lucidez nas políticas e um rigor na gestão governativa, tal como aconselham a realizar obra consistente e estruturante na solução dos problemas. Nesse mesmo discurso, preveni: o Presidente da República tem que dedicar uma atenção extrema à transparência, equidade e imparcialidade no exercício do poder e à prevenção dos abusos.
Entretanto, (...) o País assistiu a uma série de episódios que ensombrou decisivamente a credibilidade do Governo e a sua capacidade para enfrentar a crise que o País vive. (...) A sucessão negativa desses acontecimentos impôs uma avaliação de conjunto, e não apenas de cada acontecimento isoladamente. Foi essa sucessão que criou uma grave crise de credibilidade do Governo, que surgira como um Governo sucedâneo do anterior, e relativamente ao qual, por conseguinte, as exigências de credibilidade se mostravam especialmente relevantes, e, como tal, tinham sido aceites pelo Primeiro Ministro. Aliás, por diversas vezes e por formas diferentes, dei sinais do meu descontentamento com o que se estava a passar.
A persistência e mesmo o agravamento desta situação inviabilizou as indispensáveis garantias de recuperação da normalidade e tornou claro que a instabilidade ameaçava continuar, com sério dano para as instituições e para o País, que não pode perder mais tempo nem adiar reformas. Criou-se uma instabilidade substancial que acentuou a crise na relação de confiança entre o Estado e a sociedade, com efeitos negativos na posição portuguesa face aos grandes desafios da Europa, no combate pelo crescimento e pela competitividade da economia, na solidez e prestígio das instituições democráticas. A insustentável situação a que se chegou mostra que as tendências de crise e instabilidade se revelaram mais fortes (...). Neste quadro, que revelou um padrão de comportamento sem qualquer sinal de mudança ou possibilidade de regeneração, entendi que a manutenção em funções do Governo significaria a manutenção da instabilidade e da inconsistência (...).
Assim, e face a uma situação cuja continuação seria cada vez mais grave para Portugal, entendi, em consciência, que só a dissolução parlamentar representava uma saída. Após as eleições, que têm, aliás, como vantagem alargar para quatro anos o horizonte do Governo que delas resultar, espero que seja possível encarar com mais determinação o grave problema orçamental que o País tem para resolver.(...)”
Quem ouviu estas palavras não consegue ver onde há citações e onde não as há. Mas, eu digo: todas estas palavras, excepto três, foram proferidas no dia 10 de Dezembro de 2004. Por quem? Pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. Todas estas palavras, excepto estas três: o Partido Socialista. É que, na altura, quem governava o país era o PSD e o CDS.
Não poderia ser este, na Assembleia da República, o discurso de tomada de posse de Cavaco Silva na próxima quarta-feira, dia 9 de Março de 2011?
Lisboa, 3 deMarço de 2011
Martim Borges de Freitas



DESPORTO PARA O FIM-DE-SEMANA

FUTEBOL

Distritais e Évora

Divisão de Honra

05/03
Bencatelense – Monte Trigo
Redondense – Giesteira
Santiago Maior – Calipolense
Lusitano de Évora – Borbense
06/03
Escouralense – Portel
Oriola – Sporting de Viana
Canaviais – Perolivense.

1ª Divisão

05/03
Luso Morense – Aldeense
Lavre – Arcoense
Alcaçovense – Fazendas do Cortiço
Cabrela – S. Manços
Santana do Campo – Valenças
Estremoz – Brotense
06/03
Rosário – Arraiolense
Vera Cruz – S. Bartolomeu do Outeiro.

CDC de Terena
Distrital de Juvenis: Arraiolense – Terena – 05/03 – 15 horas
Distrital Futebol de 7 – fase final : Terena – Lusitano – 05/03 – 10.30 horas
Redondense Terena – 08/03 – 10.30 horas.

Nacionais

2º Divisão

Atlético de Reguengos – Mafra
Juventude – Pinhalnovense.

3ª Divisão – Série F

Moura – Aljustrelense
Odemirense – União de Montemor
Fabril do Barreiro – Estrela Vendas Novas.

FUTSAL
Jogos do Almansor F. C.
Seniores: Almansor – Cabeção – 05/03 – 11 horas
Iniciados (Taça) – Sporting de Viana – Almansor – 05/03 – 11 horas
Infantis: Almansor – Ferroviário de Vendas Novas - 5/03 - 15 horas
Seniores Femininos 3ª eliminatória Taça) : Juventude – Almansor =5/03 – 20,30 horas

RUGBY
AGENDA DO FIM-DE-SEMANA do R.C.M.
Séniores: Sábado, dia 5 de Março, pelas 12,30 horas no Parque Desportivo de Montemor-o-Novo, 3.ª jornada da Taça do Patrocinador.
RCM - Vitória de Setúbal

CINE CLUBE DOMINGOS MARIA PEÇAS (HOMENAGEM)

72 HORAS
Sinopse

John Brennan (Russell Crowe) é um professor universitário que leva uma vida perfeita, até sua esposa Lara (Elizabeth Banks) ser acusada de ter cometido um crime brutal. Ela jura que não é a autora do crime. Após três anos de recursos judiciais sem sucesso, John percebe que o único meio de ter sua esposa de volta será tirando-a da prisão. Ele tem apenas 72 horas para elaborar o plano e executá-lo.
direção:Paul Haggis
atores:Russell Crowe, Elizabeth Banks, Olivia Wilde, Liam Neeson.

Site : http://www.thenextthreedaysmovie.com/index.html

CONSIDERAÇÕES SOBRE A IMPRENSA DE HOJE

PREOCUPANTE


Prestação da casa sobe em média 48 Euros

Precariedade atinge 7 em cada 10 jovens trabalhadores


VERGONHOSO


PERIGOSO


GRAVE

PÁGINA DO DR JOÃO LUÍS

A Torre

Escrevi uma história chamada “A Troca”, para incluir nos Outros Contos de Vila Nova, com o objectivo puro e simples de inventar uma situação inverosímil e, ao mesmo tempo, divertida, que nos pusesse a pensar sobre os símbolos da nossa identidade colectiva, que contribuem para uma unicidade ainda que entre seres diferentes. Ao mesmo tempo, foi minha intenção mostrar que as soluções mais eficazes para os problemas graves que põem em causa a nossa existência comunitária poderão vir de espíritos esclarecidos que põem a um canto os engravatados e os teóricos do regime. O desaparecimento da Torre do Relógio de uma localidade de província chamada Vila Nova causou, na ficção e durante a promoção do livro, algum sururu entre os habitantes que, aflitos, não queriam imaginar como seria a sua vila sem a Torre, sem o seu ponto de referência. Pois hoje, alguns dias depois do dia 22 de Fevereiro, essa metáfora tornou-se mais profunda e alcançou um significado que, na altura da produção da história, eu não poderia imaginar. Porque há torres únicas, insubstituíveis, que, ao desaparecerem para sempre do nosso horizonte físico, nos deixam perdidos, naufragados, sem bússola, sem pontos cardeais. E agora, João Luís?

Para o nosso pai, seremos sempre as eternas crianças, que necessitam de conselhos e de protecção. Para o nosso pai, será sempre importante, mesmo imprescindível, um aviso, uma sugestão, um conselho. Mesmo que já tenhamos a barba branca e o cabelo a rarear. Para o nosso pai, o nosso bem-estar é o seu bem-estar e a nossa felicidade é a sua felicidade. Mesmo que já tenhamos filhos e que estejamos sujeitos a ser avós como ele. Não interessa a nossa idade. Ser-se pai é um estatuto, um vício, uma paixão temerosa. Não sei como é o vosso pai. Mas o meu era assim. Todas as decisões marcantes da minha vida tiveram sempre, se não o seu aval, pelo menos o seu ponto de vista, discreto mas firme.
No dia 30 de Outubro passado, o meu Pai esteve comigo na cerimónia de apresentação dos “Outros Contos…”. Foi o momento certo. Foi uma altura única. Dias depois, teria sido impossível a sua presença. Não acredito em deuses, nem nos astros, nem em bruxas, nem em fadas, mas acredito na conjugação de factores. Se o dia 22 de Fevereiro, dia do seu desaparecimento, foi, até agora, o dia mais triste da minha vida, o dia 30 de Outubro, revelou-se, por contraste, um dos mais felizes.
A resignação com que aceitou a doença, a lucidez com que se despediu da vida, os planos que traçou horas antes da partida revelaram uma clarividência de espírito e uma grandeza rara que eu nunca saberei ter. Tal como o Zé Sebastião, o funcionário da Câmara de Vila Nova que solucionou o problema do desaparecimento da Torre, também ele sabia ver muito primeiro que outros, cheios de teorias e diplomas. Mesmo fragilizado, foi sempre a minha Torre, o meu Refúgio, o meu Farol. E vai continuar a sê-lo até eu, um dia, me juntar a ele. Obrigado Pai por teres sido meu pai.
E hoje, caros leitores, não é que vocês não mereçam, mas não tenho mais palavras para escrever. Apenas um obrigado a todos os que, directa ou indirectamente, manifestaram o seu pesar e me abraçaram emocionados e acarinharam a minha mãe, uma mulher-coragem que Brecht não desdenharia conhecer.
João Luís





quinta-feira, 3 de março de 2011

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA/FM

90 Anos
Eduardo Luciano

Quinta, 03 Março 2011 10:29
No próximo dia 6 de Março passam 90 anos sobre a fundação do Partido Comunista Português.
São 90 anos de história que se confundem com a história do povo português, com a história da resistência à ditadura, com a fundação do regime democrático e com a luta determinada pelo progresso e por de conquistas de direitos de quem trabalha.
Durante 9 décadas, em condições particularmente difíceis, foram muitas as gerações de comunistas que deram o seu melhor em prol de um ideal impregnado de humanismo.
Condenado ao desaparecimento pelos seus adversários, desde o seu nascimento, foi na ligação ao povo que encontrou força e criatividade para ultrapassar todas as curvas apertadas que o movimento histórico lhe foi impondo.
Mesmo nestes tempos de mistificação e em que se anunciam fins da história e outras ficções, o Partido dos comunistas portugueses continua na primeira linha da resistência à ofensiva contra avanços civilizacionais duramente conquistados.
Não é um Partido de homens e mulheres perfeitos nem de mártires de encomenda. É um Partido de gente comum, que não vive numa redoma ideológica imaculada e que tem os anseios, as angústias e as esperanças da gente comum.
Não é seguramente a caricatura que dele fazem os seus adversários, porque se o fosse não estaríamos a comemorar 90 anos da sua existência.
É natural que nestes tempos de individualismos exacerbados seja difícil perceber o funcionamento do colectivo do PCP, as suas regras e o empenho com que os comunistas se dedicam às tarefas que elegem como prioritárias, confundindo isso com o dissolver do indivíduo na vontade do colectivo.
Os adversários do PCP repetem a mesma cassete ao longo dos anos. Morrem uns, nascem outros, mas a cartilha decorada apenas é actualizada com as palavras que cada moda temporal impõe, sem perceberem as razões da sua longevidade.
Sou dos que entendem que a melhor forma de comemorar o aniversário do PCP é a dedicação às lutas de todos os dias.
Foi assim nas décadas de 30 e 40, nas jornadas de luta pelo pão, nas décadas de 50 e 60 pela jornada de trabalho de oito horas, na Revolução de Abril, na resistência à destruição do que se conquistou nesses tempos épicos.
É assim hoje na luta contra a ofensiva neo-liberal que pretende fazer retroceder as relações laborais ao princípio do século XIX.
A prova de vida de um Partido Comunista não é feita de 4 em 4 anos num qualquer processo eleitoral, nem de 12 em 12 horas num qualquer telejornal.
É feita todos os dias nas pequenas e grandes lutas contra a exploração e pela dignidade do ser humano.
É esta uma crónica panfletária? Seguramente. Mas há momentos assim. Em que o panfleto é urgente.
Até para a semana… quem sabe
Eduardo Luciano

SUGESTÕES

Este ano as Escolas de Montemor-o-Novo comemoram o Carnaval no Parque Urbano da Cidade…
Amanhã, sexta-feira, dia 4 de Março, a partir das 10h00, deixamos o convite para assistir a uma manhã com muitas princesas, super-heróis, nobres cavaleiros, piratas…e outras fantasias e disfarces envergados por centenas de meninos e meninas!
Será uma manhã, caso o estado do tempo o permita, com bons momentos de alegria e convívio!
                                                                         XXXX
Aproveitamos a oportunidade para ir já dando a conhecer várias sugestões para os dias de Carnaval na nossa região ( amanhã há mais)

MUDAM-SE OS TEMPOS...


CÁ NO ALENTEJO

José Ernesto e Moita Flores debatem enriquecimento ilícito
Os presidentes das Câmaras de Évora e Santarém, José Ernesto d'Oliveira e Moita Flores, respectivamente, são os convidados para o debate sobre a petição para a criminalização do enriquecimento ilícito, promovida pelo jornal Correio da Manhã. O debate está agendado para quinta-feira (18h00) no Palácio D. Manuel, em Évora.

Carmim lança vinho para assinalar Baja 2011
A CARMIM, maior produtora de vinhos do Alentejo e ‘Cooperativa do Ano’ pelo segundo ano consecutivo para a Revista de Vinhos, introduziu no mercado o vinho ‘Baja Carmim’, um tinto proveniente da equilibrada junção das castas Trincadeira, Aragonez e Castelão.
http://www.noticiasalentejo.pt/

Vendas Novas: Câmara suspende iniciativas por dificuldades financeiras
A Feira da Indústria e Logística do Alentejo (FILDA) é uma das iniciativas que o município de Vendas Novas suspendeu este ano devido a dificuldades financeiras, que atribui a um alegado corte de verbas do Governo.

Montemor-o-Novo: Livro sobre arte sacra lançado hoje
A Fundação Eugénio de Almeida e a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo vão apresentar os resultados do projeto do Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora e do livro Arte Sacra no Concelho de Montemor-o-Novo.
A iniciativa realiza-se quinta-feira, pelas 18:00, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Faria, em Montemor-o-Novo.
http://dianafm.com/

Orientistas suecos estagiaram em Nisa
Cerca de 22 orientistas suecos estagiaram nos concelhos de Nisa e do Crato, entre os dias 11 e 13 Fevereiro, aproveitando as excelentes condições e mapas que o Norte Alentejano oferece para treinarem para futuras competições de orientação.
http://www.jornaldenisa.com/

IMPRENSA REGIONAL



PÁGINA DEDICADA À TAUROMAQUIA


Festa do Forcado a 2 de Abril em Évora

A organização da Festa do Forcado já está a trabalhar com grande actividade para preparar a próxima edição que se realiza no próximo dia 2 de Abril.
O Torneio das Cernelhas será o ponto alto de um programa que terá mais pontos de interesse à volta desta figura essencial da nossa festa que é o Forcado.
Este ano não haverá Corrida mas após a final do Torneio de Cernelhas haverá festa e música pela noite dentro na própria arena de Évora.

Os carteis (incompletos) do Campo Pequeno para 2011

14 de Abril - Corrida à Portuguesa
“Inauguração da temporada”
Rui Fernandes
Diego Ventura
Marcos Bastinhas
Forcados
Lisboa e Alcochete
Toiros
Murteira Grave
***
5 de Maio
“Extraordinária competição Ibérica de Toureio a Cavalo”
António R. Telles
Pablo Hermoso de Mendoza
João Moura Jr
Forcados
Montemor e Coruche
Toiros
Passanha
***
19 de Maio
“Corrida Vidas/CM”/Aniversário da reinauguração do Campo Pequeno
Sensacional Corrida Mista
Cavaleiros
Joaquim Bastinhas
Luís Rouxinol
Matadores
António Ferrera
Alejandro Talavante
Forcados
Tertúlia Tauromáquica Terceirense
Toiros
Rego Botelho
***
2 de Junho
Grandiosa Corrida TV GUIA
“Cartel de Novas Dinastias”
Brito Paes
Moura Caetano
M. Telles Bastos
Manuel Lupi
Duarte Pinto
Salgueiro da Costa
Forcados
Vila Franca e Aposento da Moita
Toiros
Pinto Barreiros
***
16 de Junho
“Sensacional Novilhada Mista Oportunidade aos novos valores”
Cavaleiros
Mateus Prieto
João Maria Branco
Novilheiros
Manuel Dias Gomes
Diego Silvetti
Tiago Santos
e outro
Forcados
Amadores de Coimbra
Novilhos
Murteira Grave
***
30 de Junho
Corrida “REVISTA FLASH”
“Sensacional Competição Luso-Espanhola de Toureio a Cavalo”
Cavaleiros
Rui Salvador
Diego Ventura
Francisco Palha
Forcados
Santarém e Évora
Toiros
Mª Guiomar C. Moura
***
7 de Julho
Corrida à Portuguesa
Cavaleiros
João Salgueiro
Andy Cartagena
Tiago Carreiras
Forcados
Amadores de S. Manços, Amadores do Redondo e Amadores de Monsaraz
Toiros
Luís Rocha
***
14 de Julho
Cartel surpresa, com a
Participação do cavaleiro João Moura
***
21 de Julho
“Grande Corrida Correio da Manhã”
Cavaleiros
João Moura Jr.
João Telles Jr.
Matador
Cayetano Rivera Ordoñez
Forcados
Amadores da Chamusca
Aposento da Chamusca
Toiros
4 Romão Tenório (cavalo)
2 a anunciar para a lide a pé
***
28 de Julho
“Corrida VIP”/Homenagem à figura do Forcado
Corrida à Portuguesa
Sensacional Concurso de Pegas
Cavaleiros a anunciar
Forcados
Santarém, Montemor e Lisboa
Toiros
Veiga Teixeira
***
4 de Agosto
“Corrida do Emigrante”
Corrida à Portuguesa
***
11 de Agosto
“Grande Corrida Mista”
Homenagem ao Matador de Toiros José Falcão, no 37º aniversário da sua morte
***
18 de Agosto
“Corrida comemorativa do 119º Aniversário da Inauguração do Campo Pequeno”
***
25 de Agosto
“Corrida do Sporting”
***
1 de Setembro
“Corrida Nova Gente”
***
29 de Setembro
“Corrida de Gala à Antiga Portuguesa”
(Encerramento do Abono)
***
13 de Outubro
EXTRAORDINÁRIO ACONTECIMENTO TAURINO

fonte:solesombra.com

IMPRENSA DE HOJE

PREOCUPANTE

Preços de alimentos aumentam até ao Verão

Dívidas obrigaram a devolver aos bancos 450 casas em Janeiro

CHOCANTE

INCONCEBIVEL
VERGONHOSO
As rações, corroboraram vários manifestantes, "estão mais caras do que nunca", chegando a atingir "35 cêntimos" o quilo, enquanto o preço do litro de leite pago aos produtores não vai além dos "32 ou 33 cêntimos".
Centenas de agricultores de vários pontos do país concentraram-se ontem à porta da fábrica de lacticínios Lactogal, em Modivas, Vila do Conde, como forma de protesto pelos preços baixos que são pagos à produção.

BÊBADOS

CORREIO RECEBIDO C/ PEDIDO DE PUBLICAÇÃO

Comissão Coordenadora do Distrito de Évora

O Bloco de Esquerda acompanha as preocupações dos produtores de leite que se manifestam em Vila do Conde e saúda a determinação de muitos em lutar pela manutenção da actividade, tão importante para a capacidade nacional de aprovisionamento agro-alimentar, mas também para a sobrevivência de milhares de famílias nas principais bacias leiteiras do país e um pouco por todo o mundo rural.
O preço que está a ser pago à produção é inferior ao próprio custo de produção, com um diferencial de aproximadamente 5 cêntimos por litro de leite. Todos os dias os produtores de leite perdem dinheiro. A agravar esta situação surge a escalada dos preços dos factores de produção, como as rações e os combustíveis, que torna insuportável a manutenção das explorações em condições económicas viáveis e com uma remuneração aceitável do trabalho e do capital investido.
As dificuldades e o nível de descapitalização das explorações são de tal forma generalizadas e intensas que a sobrevivência de muitas depende de um plano de emergência para o sector que inclua a abertura de uma linha de crédito de longo prazo para os produtores, a disponibilização de fundos comunitários (Proder) para apoio à reconversão das explorações, nomeadamente para o processo de legalização, e uma política pública que promova os preços agrícolas justos no produtor e combata as margens comerciais abusivas.
O Grupo Parlamentar já apresentou e procurará agendar para breve o debate do Projecto Lei n.º 104/XI/1ª “Promove os preços agrícolas justos no produtor e combate as margens comerciais abusivas”, que enfrenta um dos factores que acentua as dificuldades dos agricultores, particularmente os produtores de leite, e que se prende com práticas agressivas por parte dos circuitos de distribuição e comercialização que levam ao pagamento à produção de valores abaixo dos próprios custos de produção.
Porém, estas práticas agressivas e injustas, para além de prejudicarem a produção, também não beneficiam os preços finais ao consumidor. Pelo contrário, estes preços mantêm-se elevados, o que revelam a existência de margens injustificadas no circuito, à conta do sacrifício dos produtores e da penalização dos orçamentos familiares, sobretudo dos economicamente mais débeis.
O Projecto Lei apresentado pelo Bloco intervirá para clarificar as relações entre produção, indústria e distribuição, com a criação de um Código de Boas Práticas para o Sector Agro-Alimentar, com um sistema de contratação e de rotulagem que confira transparência à formação dos preços e a monitorização regular dos preços que permita trazer à evidência eventuais violações da Lei da Concorrência.
Sem mais, recebam os meus melhores cumprimentos
Luis Mariano
(967 532 150)
Bloco de Esquerda
Comissão Coordenadora Distrital de Évora
Rua de Portel, 5 r/c
Senhora da Saúde
7005 – 397 Évora
Telefone 925 417 133
http://evora.bloco.org/
evora@bloco.org

quarta-feira, 2 de março de 2011

MEMÓRIAS DO PASSADO - HOJE O HELDER

Assim nasceu…

O futebol em Terena surge com os dois irmãos António e José Tatá.
Ontem, 13-02-2011 fui visitar o Miúdo ou o Miudinho de alcunha, de nome António. Está num lar situado em vila Fernando, em terrenos da antiga colónia penal ou em termos mais modernos centro de reabilitação social, hoje lar.
Quando muito pequeno, no meu despertar para o mundo, ouvira falar nesta colónia por ter sido lá internado, um rapaz de Terena, o filho do Pá Preto. Este usava um cinto muito largo e nele tinha uma chapa amarela com uma palavra escrita, Zelador. Não sei que zelo fazia, logo que profissão exercia, nem soube ou já não recordo o nome próprio do Pá Preto, mas tenho a certeza que pertencia á família dos Valentim.
Lá, no Lar muito bem estruturado, de impecável asseio e com pessoal simpático e de trato afável, soltou-se-me da minha prateleira de recordações, o futebol, cujo o Miúdo fora um bom intérprete.
Tal como eu e como muitos leitores, que terão o gosto, a bondade, paciência ou a curiosidade de ler estas linhas, saiu da sua terra, em busca de melhor vida.
Era sapateiro.
Foi trabalhar para Almada, com o Zé da Muda. Trabalhavam num vão de escada.
Não sei se foi devido á morte do Mestre Zé da Muda ou se foi por sua iniciativa ou pela decadência do ofício, o que sei é que ele finalizou a sua carreira de trabalhador na Lisnave.
Os manos Tatá vieram do Redondo com os pais e uma irmã. O pai era do Alandroal e a mãe do Redondo. Vieram para tomar conta da farmácia de Terena, situada na rua das Casas Novas, hoje Joaquim Cardoso Galhardas, em homenagem ao médico que nela morou e fez toda a sua carreira e Terena.
Criaram e estruturaram o clube de futebol, de seu nome BOA NOVA FUTEBOL CLUBE.
Camisolas pretas com uma tira branca no decote e bolsinho encimado também com tira branca, calções brancos, caneleiras e botas de futebol.
“Á Académica, dizia-se com uma pontinha de orgulho”
Terena, vibrou nessa altura, anos cinquenta, (1950) de entusiasmo.
Apareceram executantes para duas equipas e começou-se a jogar junto á igreja de Santo António.
Era preciso um campo e ele vem a surgir em terra concelhia, no Rossio, junto á parede da horta do Paiva. Jogadores e não jogadores contribuíram para a sua feitura.
Era necessário nivelar o terreno. Cavar num lado e encher noutro. Uns cavavam, outros puxavam carros de varais e despejavam nos baixos. Como as distâncias eram pequenas dispensaram as muares.
Surgem os primeiros jogos. Vou tentar relatar-vos, dois ou três.
Deixem-me primeiro recordar um jogo caseiro. Solteiros e casados. O meu pai, ferrador e comerciante, era um grande entusiasta da bola e penso que foi por isso que o Zé Tatá o convidou para padrinho de casamento, alinhou nesse dia. Do lado dos solteiros alinhou o mestre Manuel Mira, sapateiro de profissão.
A determinada altura do jogo o mestre sapateiro levanta demasiado o pé, falha a bola mas não falha a cabeça, que fora baixada demais, pelo mestre ferrador. Resultado um lenho na cabeça do meu pai. Assistido de imediato pelo doutor Galhardas, no seu consultório, leva três pontos e ambos regressam ao jogo. Lá chegado o meu pai, diz para o mestre sapateiro, “ó Manuel tens que jogar com sapatilhas”, resposta do sapateiro, “já as encomendei ao Batistinha”*
Honestamente, penso que o primeiro jogo que me recordo foi Terena/Alandroal. Lembro-me que jogava o Manuel Roma e o meu segundo primo Joaquim José Salgado, que jogava a ponta esquerda. Recordo-me porque foi a primeira vez que ouvi chamar “marroquinos” aos do Alandroal e “ferrugentos” aos de Terena. Nunca cheguei a saber a razão dessas alcunhas, mas indignou até porque “apanhava” dos dois lados.
Um outro jogo foi com o Sport Lisboa e Évora, onde jogava um rapaz de nome Serranito que depois foi jogar para o Sporting.
Do lado de Terena, a médio jogava o Rosinha, cujas cotas eram pagas pelo Senhor José Neves, lavrador que auxiliara na sua formação o Clube. Era um jogador muito rápido e ágil. Num cruzamento salta mais alto que o adversário, quando desce bate com o nariz na cabeça daquele e fica inconsciente. Reanimado pelo sempre presente doutor Galhardas é diagnosticado a cana do nariz partida. A operação é custeada por um movimento de solidariedade próximo e incluindo os jogadores.
Outro jogo foi com o Ateneu de Reguengos de Monsaraz. A maior parte do jogadores de Reguengos vieram de véspera, dormir a Terena, por falta de transporte.
Em casa do meu pai dormiu um e em casa do meu tio Peças, o pai do Bráulio, dormiu outro e poucos foram os que vieram no dia do jogo. Tive a impressão que a maior parte dos jogadores, quer dum lado quer do outro iam bêbedos. Perdiam descaradamente ocasiões de golo feito e quando se descuidavam a meter um, na jogada seguinte havia golo na baliza adversária.
Um sector da assistência apercebeu-se que havia uma combinação para nenhuma equipa ganhar e agitou-se, mas a boa disposição continuou dentro do campo e acabam empatados a três bolas.
Caros leitores, penso que ainda não os saturei com estes relatos e se me enganei peço paciência só para mais um. Terena/Montejuntos.
Pelos de Terena alinhou, como convidado, a avançado de centro um jovem académico de nome João Azevedo.
O guarda-redes adversário, de nome Patalona, tremia como varas verdes, logo que o Azevedo pegava na bola. Sete vezes a foi buscar dentro da baliza. A grande preocupação aliada ao crescente nervosismo, eram os seus calções. Cada vez que fazia um movimento mais brusco, o Patalona baixava a vista.
A rapaziada apercebe-se que os calções não passam de umas cuecas com dois alfinetes a fechar a berguilha.
Foi o bom e o bonito quando um gaiato gritou, “deixa lá se perderes essas duas, já lá tens sete”
Os jogos eram sempre assistidos por muita assistência.
O Miúdo foi o que eu chamo um jogador da segunda geração, a seguir aos manos Tatá. Jogador fino, veloz e de passe certeiro e calculado, finta curta e remate colocado de partir os rins ao adversário. Jogador correctíssimo.
Ele, o Manuel Berbem, que acabou a carreira de futebolista no Portalegrense e o Zé Silva, de alcunha o Zé Bruto foram, como amadores os melhores futebolistas que presenciei.
O António Pacifico regressou á sua terra natal, a Terena onde viveu seis anos.
Uma doença irreversível e progressiva fê-lo regressar a Almada. Regressado novamente ao Alentejo hoje está em Vila Fernando, no Lar.
“Quase que não tivemos tempo de gozar a nossa casa”, desabafou num amargo e disfarçado soluço a esposa.
Quando cheguei e ao ver-me, com um sorriso de satisfação disse, “olha o Hélder”, mas quando lhe falei do tempo em que ele fora festeiro e tesoureiro, em 1966, ano em que o padre Albano deu um safanão na elite que superintendia na comissão de festas de Nossa Senhora da Boa-Nova/festa dos Prazeres, não se recordou, apesar de em Terena, lhe ter oferecido cópia do estrato do livro A Festa do Santo Padroeiro numa Comunidade Rural, de Ana M. Serrador, onde, na página 210 e 211, consta o nome dele conjuntamente com o citado padre e restantes festeiros.
Contou-me, nessa altura, quando da conferência do dinheiro das contas da festa desse ano faltavam 20 centavos, procurados veio a encontrá-los na bainha das calças.
Quanto lhe falei do Zé Bruto respondeu-me, “também levava”.
Naquela tarde estava a jogar o Benfica e o jogo a ser transmitido pela televisão o que me deixou céptico e interrogativo.
Lembrar-se-ia do futebol por lhe ter falado do Zé Bruto ou por ver, na televisão, o Benfica?
Quantas pessoas já percorreram ou virão ainda a percorrer o ciclo de vida do António?
Quantos de nós ao julgarmos ter atingido a estabilidade e direito um final de vida tranquilo, vimos a cair na dependência.
E apesar do Miúdo me fazer “relatar o nosso futebol” um outro e com vedetas nacionais me despoletou a lembrança. Recordam-se do Vítor Baptista que fez parar o estádio da Luz, por ter perdido um brinco? Vindo depois a morrer em estado deplorável nos arredores de Setúbal. Sucedeu o mesmo ao bom gigante José Torres. E quantos brasileiros depois de tentarem a sua sorte em Portugal não têm dinheiro para regressar ao Brasil.
É o crepúsculo da vida com toda a sua tristeza e amargura.

Caro conterrâneo, só me resta agradecer o teres despertado em mim, a emotiva sensibilidade de escrever estas linhas.
Para ti, António, um grande abraço.

Hélder Salgado.
21-02-2011.

A vida é como a nora
Na sua constante vaivém
O chegar e ir-se embora
Um partir para mais além.

¨*Nota – o Batistinha era um contrabandista, que vendia perfumes, sabonetes, pastilhas para a garganta, coisas de pouca importância. Contava que fora apanhado pela guarda espanhola e que esta disparara contra ele, mas que conseguira fugir.

ALANDROAL HISTÓRICO

O QUE TERIA ACONTECIDO PARA ESTA GENTE SE TER AGLOMERADO?
SERIA ALGUM PROTESTO?
SERIA ALGUMA GREVE?
AGUARDAM A CHEGADA DE ALGUMA PERSONALIDADE?
OU PURA E SIMPLESMENTE RECLAMAM POR PÃO?

CRÓNICA DE OPINIÃO DA RÁDIO DIANA/FM

Transcrição da crónica diária transmitida aos microfones da :http://www.dianafm.com/

Economia explicada de forma simples
Carlos Sezões

Quarta, 02 Março 2011 10:10
Nos últimos meses, o País acordou para a sua trágica realidade económica-financeira. Em bom rigor, não sucedeu nada que muitos não tivessem avisado em devido tempo. Ao contrário do que por vezes se diz por aí, o mundo não mudou assim tanto no último ano, ano e meio, e o País também não. Todos os ingredientes já cá estavam, camuflados por uma sofisticada cosmética ou menosprezados caso fossem demasiado evidentes. O peso do défice, da dívida soberana, da dívida dos privados, o desequilíbrio entre pagamentos e recebimentos ao exterior caem agora em cima das nossas cabeças…mas são realidades consolidadas nos últimos 15 anos.
Mas, não obstante, algumas almas caridosas continuam a clamar contra as medidas de emergência, contra os malvados mercados, com uma paixão próxima do fundamentalismo, e defendem o intocável papel do Estado, através do investimento público e do reforço das prestações sociais.
Vamos então a algumas questões que deviam ser mais evidentes para todos:
• Um País, tal como uma família ou uma empresa, não pode gastar continuamente para além da riqueza que gera; pode faze-lo pontualmente, para reanimar a economia, mas não durante uma década, como acontece connosco.
• Criar riqueza consiste em gerar valor acrescentado com produtos e serviços transaccionáveis no exterior (tecnologia, consultoria, equipamentos, produtos manufacturados, etc); investir em infra-estruturas em Portugal que, para a sua realização, necessitam de aquisição de recursos externos e não demonstram ter capacidade de dinamizar a economia nacional, não é opção…é tolice.
• Incrementar a produtividade e, consequentemente, a competitividade e as exportações é o único caminho possível para sairmos da estagnação; para tal, é preciso fazer mais com menos custos – pressupõe pessoas qualificadas, empenhadas e…resultados no final de cada mês;
• Reduzir custos passa, essencialmente, por tornarmos o Estado mais eficaz, que necessite por isso, de menos impostos; o Estado até poderá efectuar mais investimento (escolas, infra-estruturas logísticas, hospitais, centros de investigação) e ter mais benefícios sociais para quem precisa – basta, para tal, reduzir o seu imenso desperdício em custos de funcionamento.
O caminho não me parece fácil e necessitará de lideranças políticas determinadas e corajosas. E conhecimento do que está em causa. Lembrei-me há dias de um ex-Presidente da República, há uns bons anos, no exercício das suas funções, ter avisado o governo e o país que “há mais vida para além do défice”. Pois há…pois houve…mas essa vida, como todos nós sabemos hoje, não tem sido grande coisa!

Carlos Sezões

CÁ NO ALENTEJO

Évora: Protesto contra restrições ao transporte de doentes

Centenas de pessoas manifestaram-se terça-feira em Évora contra a degradação dos serviços de saúde pública e contra as restrições no transporte de doentes.

Évora: Assembleia Municipal quer reforçar serviços hospitalares
«número de doentes inscritos nas consultas no HESE aumentou 250%»
A Assembleia Municipal de Évora deliberou expressar ao Ministério da Saúde a sua profunda preocupação pela situação que enfrentam os doentes na área de influência do Hospital do Espírito Santo de Évora e exige que sejam tomadas as medidas necessárias ao reforço do quadro e das condições de trabalho do pessoal desta unidade de saúde, de forma a garantir à população o efectivo direito de acesso aos cuidados de saúde.

Alandroal: Nabais de «consciência tranquila»
João Nabais, ex-presidente da Câmara de Alandroal, diz que está de «consciência tranquila» e a aguardar o funcionamento da Justiça nos processos judiciais em que é acusado de 117 crimes de peculato, 92 crimes de peculato de uso e 29 crimes de denegação de justiça.
http://www.noticiasalentejo.pt/

Cultura: 25 estruturas culturais e artísticas do Alentejo exigem reposição de apoios retirados à região
Vinte e cinco estruturas culturais e artísticas do Alentejo exigiram hoje que o Ministério da Cultura reponha os mais de 135 mil euros retirados à região no âmbito dos apoios às artes para 2011 e 2012

Évora: Construção de Centro Comercial arranca em julho para abrir na primavera de 2013
A construção do centro comercial Évora Shopping arranca em julho, devendo as obras terminar na primavera de 2013, após um investimento de 60 milhões de euros, anunciaram os promotores do projeto, que engloba ainda um retail park.
http://www.dianafm.com/

CDU Montemor vai falar do corte das credencias
A CDU Montemor realiza na próxima quinta-feira, dia 3 de Março, pelas 17 horas, no Centro de Trabalho do PCP, em Montemor-o-Novo, uma conferência de imprensa a propósito situação de corte nas credenciais de transporte e sobre os acontecimentos da última Assembleia Municipal de Montemor.

Torre do Relógio em Monsaraz vai ser requalificada
A Torre do Relógio da vila medieval de Monsaraz, monumento do final do século XVII ou início do século XVIII, vai ser requalificada, num investimento de quase 89 mil euros.
http://www.rnamontemor.net/

NOTA DE IMPRENSA C.M.A.

Alandroal: Autarquia lança iniciativa “Alandroal ConVida Especial Carnaval”



O Carnaval está a chegar e com ele toda a animação e cor características desta época do ano. Este ano, a Câmara Municipal de Alandroal, em conjunto com os Bombeiros Voluntários (grupo de voluntários da corporação), Junta de Freguesia e comércio local, vai promover a iniciativa Alandroal ConVida – Especial Carnaval”, que engloba um conjunto de iniciativas que vão tornar o seu Carnaval mais divertido.
Bailes, karaoke, concursos de máscaras e animação nocturna com DJ’S locais, são algumas das actividades de que vai poder desfrutar este Carnaval. A animação começa já no próximo dia 4 de Março, às 22:00, com um concerto/baile de música brasileira, no salão dos Bombeiros Voluntários de Alandroal. No dia 5 é o conjunto “Os 5 do Ritmo” a animar a noite. As festividades estendem-se até dia 8, terça-feira.
Ao longo dos 4 dias da iniciativa estarão presentes no salão dos Bombeiros os bares do Alandroal. De referir ainda que as entradas são gratuitas durante os 4 dias da iniciativa. Com esta iniciativa a Câmara Municipal de Alandroal pretende dinamizar as comemorações do carnaval, envolvendo toda a comunidade local.
Gabinete de Imprensa C.M.A.

UMA “VISTA DE OLHOS" PELA IMPRENSA DIÁRIA


(AINDA AGORA VAMOS EM MARÇO E JÁ SE ESTÃO A AJEITAR  PARA EM NOVEMBRO E DEZEMBRO NOS FAZEREM A CAMA)


A grande maioria descontava apenas sobre 12 meses
Descontos dos funcionários para a ADSE passam a incidir nos subsídios de férias e Natal
Os descontos dos funcionários públicos para a ADSE (o subsistema de saúde da função pública) vão passar a incidir sobre os subsídios de férias e de Natal, ao contrário do que acontecia até agora.
(PORRA SÃO SEMPRE OS FUNCIONÁRIOS PUBLICOS A PAGAREM AS FAVAS)


(ESQUECERAM-SE DO REBUÇADO DA TOSSE)

E PARA TERMINAR…
Não vem na imprensa, mas chegou por mail

Novos Logótipos das Gasolineiras

DESPORTO - ATLETISMO

11.º Grande Prémio de Atletismo

Morgado e Sukhoruchenkova triunfam em Montemor-o-Novo

Decorreu na manhã do passado domingo, 27 de Fevereiro, a 11.ª edição do Grande Prémio de Atletismo Cidade de Montemor-o-Novo, uma organização da Secção de Atletismo da Associação dos Bombeiros Voluntários de Montemor, Câmara Municipal e Juntas de Freguesia de N.ª Sr.ª da Vila e N.ª Sr.ª do Bispo.
Numa manhã solarenga e agradável, mais de 1100 atletas participaram na prova.


Paulo Jorge Canas
Técnico Superior
Serviço de Relações Públicas e Comunicação
Câmara Municipal de Montemor-o-Novo

terça-feira, 1 de março de 2011

PREOCUPANTE

Mais de 600 escolas primárias ainda por encerrar
 Os levantamentos feitos pelas autarquias apontam para mais um "Verão quente" em torno da eliminação de escolas com menos de 21 alunos.
In Diário de Notícias.

Crise encerra 50 lojas por dia em todo o país
Estarão a encerrar portas 50 empresas por dia a nível nacional. Lisboa e Porto perderam 100, cada uma, desde o Natal.

Gasolina bateu recorde nos 1,56 euros
A gasolina custa agora 1,564 euros, o valor mais alto de sempre em Portugal. A Galp aumentou o preço do litro da gasolina em 3 cêntimos, enquanto o gasóleo ficou mais caro em 1 cêntimo.
In: Jornal Notícias

Estágios levam corte de 20%. Quem ganhava 838 euros passa a receber 581
In: Jorna I

PSP sem dinheiro para Gasolina
In: Correio da manhã

SUGESTÕES



XXX
A Fundação Eugénio de Almeida e a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo têm o prazer de convidar V. Exa.(s). para a apresentação pública de resultados do projecto do Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora e do livro Arte Sacra no Concelho de Montemor-o-Novo que se realiza no próximo dia 3 de Março, pelas 18 horas, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Faria

CURIOSIDADES

Castelo de Valongo


Fantasmagoricamente belo…,
em sobranceira colina
está o nobre castelo
de Valongo…, como se assina.

Escondeu formosa princesa,
que ali viveu desterrada.
Sua memória está acesa…,
de mil vezes contada.

Em noites de luar branco
diz-se vê-la passear!
Pela liberdade é seu pranto,
porque lhe não pode chegar.

O sítio teve provavelmente ocupação desde a época romana, depois no período visigótico e época islâmica. Foram os muçulmanos que edificaram o forte, como o comprovam algumas inscrições islâmicas nos seus muros.
Durante a reconquista cristã, a sua estrutura foi reconstruída durante o reinado de D. Afonso III (séc. XIII).

! No lugar de S. Vicente de Valongo há património megalítico.
 Texto e foto: A.C.

É O ABRES !!!!

Combustíveis: Autoridade da Concorrência não vai abrir investigação ao mercado

A Autoridade da Concorrência anunciou hoje que não vai abrir uma investigação ao pedido da Automóvel Clube de Portugal sobre o mercado dos combustíveis em Portugal, confirmando que foi "citada pelo Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa".
Fonte: http://www.dianafm.com/

CÁ NO ALENTEJO

Évora: Protesto contra restrições ao transporte de doentes
O Movimento dos Utentes da Saúde Pública promove terça-feira, pelas 15 horas, na Praça do Giraldo, em Évora, uma concentração para protestar contra o fim das credenciais de transporte decidido pelo Governo.

Municípios do Baixo Alentejo vão devolver 5% do IRS aos munícipes
Vão devolver 5% do imposto são: Alvito, Beja, Cuba, Odemira e Serpa. As restantes Câmaras da região vão devolver valores até aos 5% de IRS. Na região todos os municípios anunciaram a devolução de uma percentagem do imposto.

NOTÍCIA DE INTERESSE PARA OS HABITANTES DO CONCELHO DO ALANDROAL

Diário da República, 2.ª série — N.º 41 — 28 de Fevereiro de 2011 10063

Inspecção-Geral da Educação

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E MUNICÍPIO DO ALANDROAL
Acordo n.º 77/2011
Preâmbulo

Considerando a criação e o desenvolvimento de uma Rede de Bibliotecas Escolares, assumida como política articulada entre os Ministérios da Educação e da Cultura, consignada na publicação dos Despachos Conjuntos n.º 43/ME/MC/95, de 29 de Dezembro e n.º 5/ME/MC/96 de 9 de Janeiro e as directrizes definidas no Relatório Lançar a Rede de Bibliotecas Escolares.
Considerando que o desenvolvimento de uma Rede de Bibliotecas Escolares requer um planeamento integrado a nível de agrupamento e da rede escolar local, através de uma estratégia de rentabilização e de
partilha de recursos e de trabalho colaborativo entre Bibliotecas Escolares e com a Biblioteca Municipal.
O Ministério da Educação, através dos estabelecimentos de ensino, referidos no anexo I e da respectiva Direcção Regional de Educação representados, respectivamente, pelos Órgãos de Gestão e pelo Director
Regional de Educação do Alentejo, e a Município de Alandroal, representada pelo seu Presidente, pretendem constituir e consolidar uma rede de bibliotecas escolares, de incidência concelhia, integrada na Rede de Bibliotecas Escolares, ratificam entre si um acordo de cooperação nos termos das cláusulas seguintes:
Cláusula 1.ª
Objecto
Constitui objecto do presente acordo de cooperação:
1.1 — A criação/continuidade e o desenvolvimento de uma Rede de Bibliotecas Escolares no Concelho de Alandroal.
Cláusula 2.ª
Objectivos da Biblioteca Escolar
1 — A biblioteca escolar deve funcionar como núcleo da organização pedagógica das escolas agrupadas e não agrupadas, constituindo um recurso afecto ao desenvolvimento das actividades de ensino e de aprendizagem, das áreas curriculares disciplinares e não disciplinares, das actividades extra -curriculares e de enriquecimento curricular e da ocupação dos tempos escolares.
2 — A biblioteca escolar enquadra -se num processo de mudança gradual da escola, favorecendo a afirmação de novos paradigmas e modalidades de acção educativa, reclamando a adesão e envolvimento
da comunidade educativa.
3 — A biblioteca escolar contribui para a aprendizagem ao longo da vida, promovendo a consolidação de literacias fundamentais para uma sociedade baseada no conhecimento.
Cláusula 3.ª
Candidaturas
1 — As modalidades de candidaturas para instalação e ou melhoria de bibliotecas escolares e de serviços de biblioteca são as seguintes:
a) Candidaturas de estabelecimentos de ensino público, agrupados ou não agrupados e escolas profissionais;
b) Candidaturas de estabelecimentos de ensino com contrato de associação com o Ministério da Educação.
Cláusula 4.ª
Envolvimento dos parceiros
O Ministério da Educação, através do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, compromete -se a:
1 — Disponibilizar recursos, no quadro das suas competências, de forma gradual e na sequência de candidatura nos termos definidos pelo Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, para comparticipação nos encargos relativos à instalação da biblioteca e de serviços de biblioteca, bem como à aquisição de equipamentos e à constituição de uma colecção de recursos documentais.
2 — Garantir a afectação de recursos humanos qualificados no quadro da legislação em vigor.
3 — Estabelecer contactos e ou parcerias com diferentes entidades promotoras de formação académica e ou contínua na área das bibliotecas escolares, conforme legislação vigente.
4 — Assegurar orientações técnicas e de coordenação e produzir instrumentos de apoio, no quadro de referência do Relatório Lançar a Rede de Bibliotecas Escolares e do Modelo de auto -avaliação da Rede
de Bibliotecas Escolares.
5 — Incentivar redes colaborativas de trabalho entre as diferentes bibliotecas escolares, e com a Biblioteca Municipal, a nível concelhio e interconcelhio, rentabilizando potencialidades oferecidas pelas tecnologias
de informação e comunicação.
6 — Estimular a criação e consolidação de portais/plataformas digitais e de catálogos colectivos de incidência concelhia ou interconcelhia, reconhecendo a sua função educativa e informativa e o seu contributo para a gestão partilhada das colecções e a boa rentabilização de recursos.
7 — Promover a articulação e a cooperação entre as Autarquias e a Rede de Leitura Pública do Ministério da Cultura.
Cláusula 5.ª
Direcção Regional de Educação
A Direcção Regional de Educação do Alentejo compromete -se:
1 — Apoiar e informar o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares no âmbito do planeamento e desenvolvimento da rede escolar da respectiva área de abrangência, proporcionando os meios que permitam uma consolidação qualificada da rede de bibliotecas escolares.
2 — Acompanhar tecnicamente, em articulação com o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, a implementação e a manutenção das bibliotecas escolares.
3 — Garantir o cumprimento das directrizes para os recursos humanos afectos às bibliotecas escolares, no quadro da legislação vigente, em cooperação com o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares.
4 — Assegurar a articulação logística com os Coordenadores Interconcelhio da Rede de Bibliotecas Escolares.
5 — Cooperar com os parceiros envolvidos, nomeadamente Câmaras Municipais, Bibliotecas Públicas, Associações, Fundações e outras entidades para o desenvolvimento da Rede de Bibliotecas Escolares.
Cláusula 6.ª
Estabelecimentos de Ensino
Os estabelecimentos de ensino (escolas agrupadas e escolas não agrupadas) comprometem -se a:
1 — Cumprir as orientações definidas pelo Ministério da Educação, através do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, para a instalação da biblioteca escolar e de serviços de biblioteca, garantindo a afectação de recursos financeiros e a consolidação do projecto.
2 — Nomear, de acordo com o quadro normativo em vigor, os professor(es) bibliotecário(s) e uma equipa que garantam o cumprimento do conteúdo funcional e dos objectivos da biblioteca escolar.
3 — Incluir, no plano de formação das escolas, propostas na área das bibliotecas escolares que correspondam às necessidades das equipas (docentes e não docentes) das bibliotecas.
4 — Assegurar a incorporação da biblioteca escolar no projecto educativo, no regulamento interno, nos planos anual e plurianual de actividades e no orçamento da escola.
5 — Integrar a biblioteca escolar no funcionamento e objectivos educativos da escola e a avaliar os seus serviços, de acordo com os instrumentos e normas definidos pelo Ministério da Educação, através do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares.
6 — Contribuir para a criação e desenvolvimento de redes de informação e de conhecimento, especificamente através da criação e manutenção de portais/plataformas digitais, e da actualização do catálogo colectivo.
7 — Estabelecer parcerias com a Direcção Regional de Educação, a Câmara Municipal, a Biblioteca Pública ou outras entidades/instituições.
10064 Diário da República, 2.ª série — N.º 41 — 28 de Fevereiro de 2011
Cláusula 7.ª
Câmara Municipal
A Câmara Municipal compromete -se a:
1 — Apoiar a criação de uma rede de bibliotecas escolares a nível concelhio, de acordo com o ordenamento da rede escolar, com os princípios definidos na carta educativa e garantindo o cumprimento das orientações do Ministério da Educação, através do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares.
2 — Criar condições para a institucionalização do Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE), na Biblioteca Municipal/Biblioteca Municipal da Rede de Leitura Pública, dotando -as, de forma progressiva,
dos recursos humanos e materiais necessários, visando prestar colaboração técnica especializada aos estabelecimentos de ensino. O tratamento técnico dos fundos documentais, do ensino básico (1.º, 2.º e 3.º ciclos) e a cooperação interbibliotecas, no âmbito da partilha e circulação de recursos documentais constituem vectores operativos desta colaboração.
3 — Equipar as escolas do ensino básico sujeitas a intervenções de requalificação, e os centros educativos com bibliotecas escolares, de acordo com os princípios e orientações da Rede de Bibliotecas Escolares.
4 — Assegurar os custos de construção, manutenção e apetrechamento das bibliotecas das escolas básicas, no quadro da transferência das competências para os Municípios e das orientações técnicas e pedagógicas
do Ministério da Educação.
5 — Acompanhar o desenvolvimento das bibliotecas escolares assegurando condições de funcionamento, de manutenção dos equipamentos informáticos e de actualização periódica do fundo documental contribuindo para a melhoria da qualidade do sistema educativo.
6 — Contribuir para a criação e desenvolvimento de redes de informação e de conhecimento, especificamente através da criação e manutenção de portais/plataformas digitais, e da actualização do catálogo colectivo concelhio.
Cláusula 8.ª
Financiamento
Os custos de instalação, apetrechamento e desenvolvimento são suportados nos termos seguintes:
1 — O Ministério da Educação centralizará/assegurará, através do orçamento afecto ao Programa Rede de Bibliotecas Escolares, os custos inerentes à instalação, apetrechamento e fundo documental das bibliotecas
escolares, através da aplicação de medidas orçamentais enquadradas pela legislação em vigor.
2 — O Município, no quadro das suas competências, assumirá a responsabilidade dos custos inerentes às obras de construção/adaptação, apetrechamento e manutenção dos respectivos equipamentos e do fundo documental das bibliotecas escolares do ensino básico, através da aplicação de medidas orçamentais, que contribuam para a resolução das assimetrias na prestação do serviço educativo.
3 — A Direcção Regional de Educação, no quadro das suas competências, incrementará medidas que consolidem o desenvolvimento e a qualificação das bibliotecas escolares dos estabelecimentos de ensino da
sua área de abrangência
Cláusula 9.ª
Sempre que ocorram alterações aos estabelecimentos de ensino integrados na Rede de Bibliotecas Escolares será actualizado o anexo I do presente acordo de cooperação.
4 de Outubro de 2010. — Pela Direcção Regional de Educação do Alentejo, José Lopes Cortes Verdasca. — Pela Câmara Municipal de Alandroal, João Maria Aranha Grilo. — Pelo Agrupamento Vertical de
Alandroal, Tomé Joaquim Falé Laranjinho.
Homologo.
A Ministra da Educação, Maria Isabel Girão de Melo Veiga Vilar.