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quarta-feira, 31 de março de 2010

“ESTA” TEM MESMO QUE FIGURAR EM PRIMEIRA PÁGINA- NÃO SÓ PELA IMAGINAÇÃO DO AUTOR, MAS TAMBÉM EM HOMENAGEM AO TOÍCO

MELUSINE : Figura mitológica, metade mulher e metade serpente.
A propósito de uma comentadora que, nos últimos tempos, assina alguns comentários nos blogues do Alandroal, lembrei-me do seguinte episódio, comigo ocorrido ali nas margens do Lucefecit, comigo e com o meu amigo Toíco,amigo esse, infelizmente já desaparecido.
Como os mais velhos sabem, o Toíco era o estafeta que fazia a entrega do correio na parte sul do concelho e muitas vezes eu acompanhava-o na distribuição das cartas. Cada um de nós, montado numa velha pasteleira, lá íamos distribuindo as notícias. Era tarefa para um dia de trabalho e a hora da refeição apanhava-nos, já no regresso, ali por volta da ponte velha de Terena. ( ainda não existia a nova, e muito menos a barragem )
Pois bem, num belo dia de verão, quando nos preparávamos para atacar o farnel, assistimos à cena mais espectacular das nossas vidas.( Convém dizer que costumávamos abancar junto a um pego que se situava a montante da ponte )
_____ Das águas do pego saíu uma mulher belíssima, completamente enxuta, com uns cabelos semelhantes aos da Anita Ekberg, não tão bem penteados, é verdade, estava até um pouco desgrenhada, mas, para nossa aflição, abaixo da cintura tinha corpo de cobra. A nossa primeira reacção foi fugir quando a vimos rastejar no nossa direcção. Então ouvimos uma voz, de tom grave, que nos pedia para lhe fazermos um pouco de companhia, que há séculos que vivia isolada por aquelas arribas do Castelo Velho, que desde que por ali passara o Viriato ( esse mesmo, o Lusitano ) que niguém se dignara dar-lhe atenção. Condoídos, e olhando-lhe para as maminhas, que também eram iguais ás da Anita Ekberg e que estão expostas aqui mais acima, lá dissemos que sim, que ficaríamos, mas com a condição dela se manter à distância. É que aquele rabo de serpente assustava. E assim ficámos à conversa durante várias horas. Não comeu connosco, disse que não se alimentava com nós. Olhava-nos muito fixamente, tanto eu como o Toíco, concordámos mais tarde, parecia que estávamos hipnotizados. Umas horas depois, quando já estávamos a sentir-nos à vontade, disse que tinha que se ausentar pois já tinha conseguido o que queria.
" E o que queria ? " perguntámos nós.
" Engravidar " respondeu ela.
" Mas se nós nem te tocámos " dissemos nós de novo.
A resposta dela veio assim :
" É que eu não engravido como os humanos, engravido através do olhar. "
E lá se foi embora, rastejando, e desaparecendo nas águas do pego, depois de nos dizer que se chamava Melusine._____

" A gaja tinha um belo par de mamas, reparaste ? se não fosse aquele rabo de cobra, tinha-a papado " - disse-me o Toíco mais tarde.

Bom, luxúrias à parte, a verdade é que últimamente tenho pensado se a Melusine que agora aparece aqui pelos blogues não será minha filha e do Toíco.

Amadeus Saraband

Nota do responsável pelo blogue: O Toíco foi uma das pessoas que mais marcaram a minha juventude, Chamávamos-lhe o Esturrica por deficiência numa mão queimada e que não conseguia abrir. Companheiro das noites, sempre pronto para a paródia, foi um dos primeiros a adquirir um rádio a pilhas que nos acompanhava nas noites atrás dos Celeiros, para apanhar a rádio Moscovo. Seria um revoltado pelos reveses da vida e um dia confidenciou-me “ se um dia abalo do Alandroal nunca mais cá volto”. E não voltou…

(Srº Amadeus não é o primeiro comentário que faz e que me merece grande admiração. Conheceu e conhece o Alandroal e as suas gentes do nosso tempo. Gostaria muito de tê-lo a participar neste espaço, pois terá muito para nos contar. Contacte-me: francisco.tata@gmail .com)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CONVERSA NA FONTE DAS FREIRAS (Por Trevor 12)

Conversa na Fonte das Freiras – 21/Abril/2010

Aqui da Fonte envio cumprimentos à querida Melusine pelos incansáveis comentários que tem escrito e pelas dedicatórias que tem feito à minha pessoa.
Cara Melusine, obrigado! Já agora permita-me que lhe diga que não é, nem nunca foi, intenção minha responder a comentários que em nada sejam de acordo com aquilo que escrevo, tão pouco envaidecer-me com dedicatórias.
Se um dia quiser passar à Fonte é sempre bem-vinda. As pessoas daqui são muito acolhedoras e simpáticas. Fica o convite feito.



Aproveito, hoje, para me opor a um artigo publicado, neste espaço, da autoria de Dr. João Luís Nabo, sobre a vinda de Sua Santidade Bento XVI, a Portugal. Que a meu ver parece não justificar a comparação idealizada.
Paul Poupard definiu o laicismo como uma tendência ideológica para confinar a religião ao plano da consciência individual, sem projecção na vida da sociedade. Surgiu em grande parte como reacção ao domínio excessivo da ordem eclesiástica sobre a ordem política, desde a Idade Média até à Idade Moderna. Com frequência, o laicismo degenerou em anti-clericalismo e anti-catolicismo, desencadeando perseguições à Igreja. Esta, sobretudo desde o séc. XIX, tem denunciado os perigos do laicismo, ainda hoje persistentes, apesar da doutrinação conciliar e pós-conciliar sobre a laicidade do Estado.
Desta definição resulta, como dado adquirido, que Estado e Igreja estão de costas voltadas. Hão-de continuar assim por muitos anos, sem dúvida. Daí que se utilize a célebre frase: “A Deus o que é de Deus e a César o que é de César” – que o povo romano tão bem conhecia.
Porém, não devemos esquecer que a cultura religiosa com que nos identificamos é, por enquanto, católica e que, certamente, os cristãos terão a intenção de participar da visita do Papa. Ora, seria um pouco inconveniente e constrangedor o Estado colocar essa barreira talvez a um elevado número de portugueses, que certamente faltariam ao trabalho para estarem presentes. Mesmo se não fosse um elevado número, seria um número significativo.
Dalai Lama esteve em Portugal. O noticiário falou da sua vinda. Será que os budistas pediram ao governo que lhes desse o dia? Será que eles não tiveram direito ao dia? Seria benéfico haver tolerância de ponto, desta dimensão, para um grupo restrito adicto da religião budista? Ou de outras religiões ou confissões cristãs?
Coloco-lhe a questão: que pato se terá de pagar quando acabar essa euforia?
O mal do português é que está sempre descontente com tudo. E não me refiro só à religião. Refiro-me a tudo: desde a política ao desporto.
Boa semana.

Por: Trevor 12

quarta-feira, 25 de junho de 2008

CORREIO RECEBIDO C/ PEDIDO DE DIVULGAÇÃO

Exmos. Senhores:

Tal como se tem vindo a verificar em situações anteriores, vimos por este meio informar que irá realizar-se, no próximo dia 27 de Junho de 2007 (sexta-feira), pelas 21 horas,um Recital de Canto, Flauta e Órgão, pelos músicos Armando Possante, António Carrilho e António Esteireiro.
Irão ser interpretadas as Cantatas de Johann Sebastian Bach.
O concerto será realizado na Capela do Paço Ducal de Vila Viçosa, com entradalivre.
Esta iniciativa enquadra-se na temporada de concertos de música erudita planificada pelo Museu-Biblioteca da Fundação da Casa de Bragança até final do ano de 2007.
Agradecemos que esta informação possa ser colocada na agenda cultural do vosso
site.



Gratos pela atenção dispensada, apresentamos os melhores cumprimentos,
O Técnico Responsável
Tiago Salgueiro



São Bento do Cortiço - População indignada com o comportamento do PSD

Reproduzimos na íntegra o Comunicado dos eleitos da Junta de Freguesia de São Bento do Cortiço:

ASSIM NÃO PSD!

Recebemos um pedido de reunião do PSD de Estremoz para uma reunião de trabalho na nossa Junta de Freguesia com o objectivo de ouvirem as nossas dificuldades e divulgarem as suas ideias. Aqui na Junta decidimos logo que recebíamos o PSD, como recebemos todas as forças políticas que nos quiserem visitar. Recebemos o pedido por fax e respondemos em tempo útil, por ofício, marcando a reunião para o dia 9 de Junho às 10:00 horas.
E às 10:00 horas do dia 9 de Junho, lá estávamos os 3. O presidente da Junta, o Secretário e o Tesoureiro, á espera do PSD de Estremoz. E lá podíamos continuar até agora, porque o PSD de Estremoz não apareceu, nem disse nada. Pura e simplesmente não apareceu e deixou os eleitos do PS e da CDU á sua espera durante toda a manhã.

De: http://laranjavicosa.blogspot.com/

Anónimo disse...
Sr Condenado e restante CDU, descobri este Blog e por ser de Politica, resolvi demonstrar a minha indignação.
Então numa terra de mármore os Senhores vão espalhar por todo o lado placas informativas em chapa de ferro?Podendo divulgar o mármore com outra vertente, dando trabalho aos poucos Canteiros da nossa terra?
Vocês optam por pagar ferro, pagar o trabalho de decalcação e divulgar uma matéria-prima que não a nossa?Mas vocês estão de que lado?
Em ajudar a acabar mais cedo com o que temos?
Abra os olhos e dinamize o mármore, na calçada que tanto faz, mas em muitas outras aplicações onde o mármore pode ter expansão.
O mármore não é só dos grandes industriais.



Convite para Lançamento

AS 13 CHAGAS DO DESEJO

Melusine de Mattos
27 Junho (6ªf) - 21h - Museu da Cidade, Almada



Colecção Ventos de Poesia
14 x 23 cm - 86 págs
Tiragem numerada e assinada de 300 exemplares

A Zéfiro e o Restaurante Museu dos Sabores têm o prazer de os convidar para o lançamento do livro As 13 Chagas do Desejo - Poemas Gnóstico Eróticos para os Tempos do Apocalipse da poetisa Melusine de Mattos.
O lançamento decorrerá no dia 27 de Junho e terá lugar no restaurante Museu dos Sabores, no Museu da Cidade, em Almada, pelas 21h. O evento contará com a presença do editor Alexandre Gabriel e do escritor e esoterista Gilberto de Lascariz, que apresentará o livro.
A noite decorrerá com um recital de poesia apresentado pelo grupo de jograis U-Tópico, que declamarão alguns poemas presentes na obra.
Seguir-se-á uma sessão de autógrafos, bem como um recital de harpa céltica por Alexandre Gabriel.

«De um trago bebo-te a essência
Revelo-te os sabores intensos
O rubor que tens por dentro.
Bebo-te como um copo de vinho
Sinto a aspereza do cansaço
A doçura das palavras
O aveludado dos dedos
O corpo da tua consciência. »