JOSÉ POLICARPO
NÃO VEIO O DIABO. E O PÂNTANO, VIRÁ?
Qualquer exercício de
futurologia é muito arriscado, menos para os temerários e arrojados de
profissão. Escrevo só isto porque não tenho a intenção de ofender ninguém. Vem
isto a propósito das” apostas” que se fazem nos mentideros da política: A dita
e famigerada geringonça chegará ao fim da legislatura?
Por um lado, há os que querem
que chegue, independentemente, de se identificarem com os partidos que a
compõem, pois o que lhes interessa é que continuem a beneficiar do orçamento de
Estado. Depois há os que ideologicamente querem que chegue porque estão
convencidos de que um governo que todos os dias diz que é possível dar tudo a
todos e não estejam preocupados, porque o dinheiro nunca se esgotará. Estes
dois grupos estão satisfeitos e pedem todos os dias aos seus amuletos da sorte
para que os “Deuses” sejam misericordiosos com o atual governo.
Por ou outro, há os que
precisam de que a geringonça chegue ao fim para poderem reivindicar louros do
feito, refiro-me, obviamente, aos partidos que suportam o governo. Só não
sabemos em que medida poderão todos beneficiar do alegado sucesso. Se o voto
útil vier a funcionar à esquerda, porventura o bloco possa ser reduzido a uma
insignificância política. Já que o PC terá a votação que o seu fiel eleitorado
sempre lhe dera.
Ora, com uma conjuntura
económica internacional que, tudo indica, venha a abrandar nos próximos tempos,
mormente, em virtude do aumento do preço do dinheiro, com a consequência
inelutável do aumento dos serviços das dividas, quer privada, quer, e,
sobretudo, o da pública, deixará de haver terreno fértil para desmandos e do
atirar de dinheiro para cima dos problemas. O certo é que o resfriamento da
festa em que vivemos, atualmente, será uma realidade. Por isso, põe-se a
pergunta: Será que o governo porá fim à geringonça ou escolherá o pântano? O
nome do António Guterres não me sai da cabeça…

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