terça-feira, 28 de agosto de 2012

ÁS TERÇAS O HABITUAL POEMA DA LISETTE

SEGUE-ME
Segue-me para longe
Ou para perto…
Mas não tentes parar-me…
Estou no deserto.
No deserto das palavras
Que procuro,
No silêncio do certo
Ou do incerto.
Num preâmbulo amargo,
Obscuro.
Trajeto entre o seguro
E o inseguro.
Um sol pequeno e brando,
Queima meu rosto…
Dançando, em desalinho,
No meu Agosto,
Deste Verão, já tão curtinho…
Em êxtase, procuro a perfeição,
No óbvio e no mesquinho.
Mas não há forma, não há jeito,
De calar o grito, no meu peito.

Lisette Alvarinho
14/08/2012

O MEU LUGAR
Fim duma tarde de domingo.
Mergulho nela, até à exaustão.
E tenho ali o meu abrigo,
E vivo ali a minha solidão.
E sinto que ainda não perdi,
Em todo o caminho que percorri,
Este meu corpo frio, corpo de Inverno,
Rosário que desfio a cada hora.
E porque assim o tenho, assim o quero,
A vida passa nele sem demora.

Lisette Alvarinho
01/03/1988

Obs:
A Lisette vai no próximo dia 1 de Setembro ver coroado o seu talento como grande poetisa, com a apresentação e lançamento do seu primeiro livro (outros se seguirão. tenho a certeza).
Al Tejo deixa-lhe aqui a capa do livro assim como o convite para estar presente. 
Impossível  disfarçar a alegria e o orgulho que sinto por poder contar com a Lisette não só como grande amiga, como pelo contributo que faz o favor de prestar ao nosso espaço.
Obrigado boa amiga e que a inspiração te continue a acompanhar sempre.
Felicidades
Um beijinho muito amigo
Chico

8 comentários:

Anónimo disse...

Chico:
És sempre tão generoso, quando te referes a mim!! Amizade,de facto, é isto!
Obrigada por seres meu amigo.
Beijinho de amizade

Lisette Alvarinho

Anónimo disse...



Cara Lisete


Como é, de facto,dificil ser tão generoso quanto é o Chico,tenho que ficar-me por um abraço forte de leitor e admirador.

Por ora pode ser que não seja o bastante mas é o que, certamente em nome do Al tejo, podemos partilhar com transparência,por dentro e por fora consigo.

Bom lançamento e boa Tarde!

Abraço


AnBerbem

Anónimo disse...

Caro AnBerbem

Sinto-me muito lisonjeada com o facto de o ter como leitor, e mais ainda, por se dizer um admirador.
Agradeço os votos de um bom lançamento.
Continuarei a partilhar aquilo que vou escrevendo, com a transparência das palavras e dos sentimentos com que procuro chegar às pessoas.
Obrigada.
Um abraço.

Lisette Alvarinho

Anónimo disse...

Ó D. Lisette (com dois tês!!!). Por tudo o que a sua sensibilidade e prática na escrita poética nos agrade deixe-me...(ó discriminatório pensamento!!!) dizer-lhe QUE VIVEMOS NUMA REGIÃO com índices de analfabetismo que "arranham" cerca de oitenta por cento da população SIM, AINDA veja só...
e, então, com a dívida cultural contraditória do responsável pelo blogue, só meia dúzia dos leitores A LEIEM...que dizer mais???
e, tome nota, ouvi victor de sousa declamar (opinião minha) um excelente seu trabalho.

COM FRATERNA ADMIRAÇÃO

Anónimo disse...

Eh lá não estará a exagerar? 80% de analfabetos? Isso foi no tempo do outro senhor.
Não era necessário tanta verborreia

Anónimo disse...


Embora não comentando, tenho LIDO E APRECIADO MUITO OS POEMAS da D.
Lisette Alvarinho.
OS MEUS PARABÉNS Á POETISA !


Refiro-me agora aos comentários:

Será que meia dúzia para este comentador são 6 ???...

O que será para ele 80% ???

Acredite que matemáticamente, a sua
visão esté um pouco distorcida e muito longe da realidade...

Sabe, é que há analfabetos de vária ordem... e o sr/sra. está de certeza incluido numa outra ramificação !... Pense nisso!

Quem me dera que alguns comentários
aqui... fossem tão "transparentes e tranlúcidos" como a POESIA DESTA SENHORA !
E fico por aqui porque não vale a pene perder mais tempo...

Boa tarde!

Anónimo disse...


Corrijo o meu lapso:

" Translúcidos " Faltou o "S"

Anónimo disse...

Em primeiro lugar venho felicitar a D. Lisette Alvarinho, pela obra que vai ser, oficialmente, publicada.

Em segundo lugar, venho indagar o comentador da "meia dúzia" e dos 80%, quem são os 6 leitores e os restantes 80% de analfabetos?
Só aqui por casa, a POETISA é seguida, com admiração, por 4 pessoas, pelo que lanço a seguinte questão: "Onde estão os outros 2?
É uma equação lógica,certo?
Se noutros tantos lares persistir esta média, provavelmente, o Sr. comentador ter-se-á enganado, logo quereria dizer que a a obra da POETISA é lida por 80% de leitores minimamente cultos, e meia dúzia de "analfabetos".
O facto de não se comentar não é sinónimo de analfabetismo, não será?