quarta-feira, 25 de julho de 2012

VIVA A GENTE - VIVAM OS XIXAROS - VIVA A AMIZADE



E O HÉLDER A TERMINAR "AFINFA-LHE" ESTA:

Xíxaros para todos

É tão bom ter amigos
Amigos fixes assim
A cantar também eu digo
Qu’amizade não tem fim

O fim deste almoço
Na casa de restauração
Do Zé, jovial e moço
Local de sã união

Num cante jamais esquecido
A elevar o Concelho
Entre o sério e divertido
Com um som sem aparelho

Onde as vozes genuínas
Do Manel, Tói e Dino
Cantam mulheres e meninas
Ninguém nota, desafino

Que o cante vá perdurando
Na memória de todos nós
Este sentimento, cultivando
Para os netos, dos avós

Que boas heranças são
Uma razão de viver
Para o ano todos estão
Noutro almoço a conviver.

 Um xíxaro especial, para o F.Manuel

A tua expressão feliz
Ao receberes a semente
Ninguém sabe, ninguém diz
Como ficaste contente.

Helder
24-07-2012.


Mas que comentário! mas que belas considerações!. Só podem vir de quem nos conhece bem.
Não me me perdoava se deixasse o mesmo "escondido" e não o transcrevesse aqui:

Amarelo-ocre e Azul-cobalto!

"Cores muito alentejanas que habitualmente enfeitam rodapés e ombreiras na nossa terra, rematando a brancura das paredes.
Cores bem escolhidas para, desta vez, ornamentar o pescoço de um grupo de raparigas e rapazes que decidiram juntar-se num almoço de convívio.
«Xixarada», lhe chamaram! 
Todos os nomes são bons para este tipo de encontros em que a boa disposição, juntamente com o desejo de matar saudades de tempos passados, servem para confraternizar. Aliás, a boa disposição reinante está bem patente nos versos do Helder.
Todos estavam já com um brilhozinho nos olhos (elas também), a que não deve ter sido alheia a forma estratégica como o Zé do Alto distribui as "botellas" pela mesa. As "botelhas" e a conversa que, certamente, e avaliando pelos semblantes, deve ter fluído descomprometida e à vontade.
Chegou gente de todo o lado. Um, até veio de Amesterdão, terra aonde a crise ainda não chegou - por enquanto, por enquanto. 
Da região saloia apareceu um casal: O Tozé e a Conceição. 
Do Algarve apareceu um barbudo alto e sisudo que certamente fez um enorme sacrifício para estar um quarto de hora sem fumar.
De Lisboa, ou isso, chegaram os confrades de Terena: O Helder e o Braulio, acompanhados das respectivas caras-metade, a Aldonsa e, pedindo perdão pelo lapso, não me ocorre o nome da mulher do Braulio. De qualquer forma aqui fica registada a sua presença. Bonita, aliás.
De Montemor veio o Chico e a Fátima. Presenças indispensáveis, deve acrescentar-se.
O resto do pessoal era tudo gente que mora no Alandroal, embora o Arlindo ainda tenha o cordão umbilical ligado aos Motrinos, o que não deslustra nada a sua condição de alandroalense.
Dois "Tóis": O da Dadinha e o Trôco.
E também os homens da voz: O Manuel Augusto e o Dino. Estes dois, somando-lhe as idades, já têm mais de duzentos anos. E estão ali para as curvas! Bem pode o Manuel de Oliveira pôr os olhos nestes dois.
O Claré. Basta olhar as fotos e está tudo dito.
E agora as graciosas "Ladyes" locais. Vamos pela idade que o respeitinho é muito bonito: 
A Ausenda, sempre um beijinho para ela. Ou dois. 
A Ana, rindo com todos dentes, soltando aquela gargalhada inconfundível. Outro beijinho.
E a Beatriz, sempre ocupando um lugar de retaguarda, atenta. Parece-me que a escolha do amarelo-ocre e o azul-cobalto dos lenços passou por ela. Também outro beijinho.
Falta o Rui e os seus "Pero Rodrigues". Excelentes, como todos sabemos. E a habilidade com que o Manuel Augusto lhe atou o lenço ao pescoço. Até parecia que estava a tratar do motor de um avião.
Finalmente um beijinho para a empregada do Zé do Alto. Linda! Ou não fosse filha de quem é.
Ufa! cheguei ao fim da empreitada.
Espero não me ter esquecido de ninguém.
Ainda assim estou para aqui com umas dúvidas que não posso deixar de colocar.
Quem era aquela moça, de vestido branco, aberto nas costas, que o Claré não fotografou de frente?
Não é que a foto desmereça a fotografada, simplesmente não a consegui identificar, mas um "derriére" daqueles merecia bem outros angulos.
Passem bem. 




7 comentários:

Anónimo disse...

OBS.


Oh Helder


Se a grande Xixarada do próximo ano, estiver assim tão saborosa e bem temperada quanto estão estes teus Simples e tão Contentes versos,

Então,podes contar com mais gente,netos,pais,filhos,filhas e avós porque a semente que deixámos este ano melhor colheita para o ano dará.

E mais afinadas e desatinadas serão as nossas belas cantorias.


ABRAço


AnB

Anónimo disse...

Pois é, realmente faltou som para as vozes dos cantores.
E como diz o nosso ANB a sementeira deve ser extensiva no desabrochar das nossas poetisas, dos nossos poetas e dos nossos escritores.
os nossos "XIXAROS" deverão mostrar que a sua união, baseada no respeito, compreensão e duradoura amizade já se tornaram numa grande colheita de valores concelhios.
Um Xixaro crescente

Anónimo disse...

Amarelo-ocre e Azul-cobalto!

Cores muito alentejanas que habitualmente enfeitam rodapés e ombreiras na nossa terra, rematando a brancura das paredes.

Cores bem escolhidas para, desta vez, ornamentar o pescoço de um grupo de raparigas e rapazes que decidiram juntar-se num almoço de convívio.

«Xixarada», lhe chamaram!
Todos os nomes são bons para este tipo de encontros em que a boa disposição, juntamente com o desejo de matar saudades de tempos passados, servem para confraternizar. Aliás, a boa disposição reinante está bem patente nos versos do Helder.

Todos estavam já com um brilhozinho nos olhos (elas também), a que não deve ter sido alheia a forma estratégica como o Zé do Alto distribui as "botellas" pela mesa. As "botelhas" e a conversa que, certamente, e avaliando pelos semblantes, deve ter fluído descomprometida e à vontade.

Chegou gente de todo o lado. Um, até veio de Amesterdão, terra aonde a crise ainda não chegou - por enquanto, por enquanto.
Da região saloia apareceu um casal: O Tozé e a Conceição.
Do Algarve apareceu um barbudo alto e sisudo que certamente fez um enorme sacrifício para estar um quarto de hora sem fumar.
De Lisboa, ou isso, chegaram os confrades de Terena: O Helder e o Braulio, acompanhados das respectivas caras-metade, a Aldonsa e, pedindo perdão pelo lapso, não me ocorre o nome da mulher do Braulio. De qualquer forma aqui fica registada a sua presença. Bonita, aliás.
De Montemor veio o Chico e a Fátima. Presenças indispensáveis, deve acrescentar-se.
O resto do pessoal era tudo gente que mora no Alandroal, embora o Arlindo ainda tenha o cordão umbilical ligado aos Motrinos, o que não deslustra nada a sua condição de alandroalense.
Dois "Tóis": O da Dadinha e o Trôco.
E também os homens da voz: O Manuel Augusto e o Dino. Estes dois, somando-lhe as idades, já têm mais de duzentos anos. E estão ali para as curvas! Bem pode o Manuel de Oliveira pôr os olhos nestes dois.
O Claré. Basta olhar as fotos e está tudo dito.

E agora as graciosas "Ladyes" locais. Vamos pela idade que o respeitinho é muito bonito:
A Ausenda, sempre um beijinho para ela. Ou dois.
A Ana, rindo com todos dentes, soltando aquela gargalhada inconfundível. Outro beijinho.
E a Beatriz, sempre ocupando um lugar de retaguarda, atenta. Parece-me que a escolha do amarelo-ocre e o azul-cobalto dos lenços passou por ela. Também outro beijinho.
Falta o Rui e os seus "Pero Rodrigues". Excelentes, como todos sabemos. E a habilidade com que o Manuel Augusto lhe atou o lenço ao pescoço. Até parecia que estava a tratar do motor de um avião.
Finalmente um beijinho para a empregada do Zé do Alto. Linda! Ou não fosse filha de quem é.

Ufa! cheguei ao fim da empreitada.
Espero não me ter esquecido de ninguém.

Ainda assim estou para aqui com umas dúvidas que não posso deixar de colocar.
Quem era aquela moça, de vestido branco, aberto nas costas, que o Claré não fotografou de frente?
Não é que a foto desmereça a fotografada, simplesmente não a consegui identificar, mas um "derriére" daqueles merecia bem outros angulos.

Passem bem.

francisco tátá disse...

Excelente comentário amigo.
Pena foi que o fotógrafo se tivesse evaporado, pois no local onde sempre se termina (a Lena, claro) muito mais havia para registar.
Olha por exemplo no amigo que veio do Algarve despachou pelo menos 3 SG (eu que o diga que fiquei ao lado dele a petiscar caracóis e "juro " que até os mesmos já deitavam fumo, mas tinha como atenuante o Portugal- Alemanha e os nervos que sempre se apoderam nestas alturas.
E a "fibra" do M.A. que só lhe faltou atirar a garrafa da mini ao LCD quando os deutchs marcaram o golo. E a Beatriz, toda salpicada na cara de vermelho e verde e com um grande cachecol de Portugal.
Momentos inesquecíveis que hão de perdurar para sempre na memória dos que se atrazarem a ocupar o lugar que mais cedo ou mais tarde nos está reservado.
Falta o Tói que foi "curtir" e depois apareceu já passava da meia noite.
E parece que a noite estava para durar pois quando disse adeus o Dino mandou buscar a companheira (guitarra).
Até fico arrepiado
Chico Manel

Anónimo disse...

OBS.


A mulher do B. AG chama-se

Elisabete, caro JAR.

Não esqueças porque o par para

o ano não vai faltar.

Como vai a nossa M F BR?


Cumprimentos


ANB


Ps: Azul é Céu;Amarelo é Sol, o

tudo que foram as cores

emblemáticas dos

iluministas como o nosso

Abade C.S.de Serpa.Imagina.

Anónimo disse...

E tambem me parece que a mulher do Helder não é Aldonsa.

Anónimo disse...

Aldonsa ou não, parece-me uma senhora bem simpática, que está sempre de corpo inteiro neste tipo de patuscadas