"Antes que eu discurse, tenho algo meritório para dizer"
(Adap)
I
De acordo com os ensinamentos que se podem retirar da leitura de alguns trabalhos da área da sociologia politica, é de aceitar a ilação clara que um dos factores que permitem distinguir a qualidade dos políticos, é a maior ou menor frequência com que têm necessidade de se autoelogiar. De uma forma aberta ou disfarçada. Directa ou indirecta. Real ou virtual.
(Adap)
I
De acordo com os ensinamentos que se podem retirar da leitura de alguns trabalhos da área da sociologia politica, é de aceitar a ilação clara que um dos factores que permitem distinguir a qualidade dos políticos, é a maior ou menor frequência com que têm necessidade de se autoelogiar. De uma forma aberta ou disfarçada. Directa ou indirecta. Real ou virtual.
Como
termo de comparação, percebe-se que de um modo geral os grandes políticos
dispensam o acto de se autoelogiar; os politicos bons autoelogiam-se umas vezes
por outras e os políticos suficiente (s), não fazem outra coisa senão repetir a
dose de auto-elogios. Daí para baixo nem vale a pena falar porque reina a
manipulação grosseira. À solta e por conta própria.
Se
querem o exemplo de um político que dispensou elogios, vejam o caso de W.
Churchill no passado e de Nelson Mandela na actualidade. À escala portuguesa,
recordem-se de F. Salgado Zenha e de F. Sá Carneiro que iam em frente e
dispensavam elogios fáceis. O primeiro teve as pastas que quis, o segundo foi
1º ministro.
E,
já agora, reparem no modo como N. Mandela liderou com De Klerk a resolução de
um problema político muito difícil que podia ter levado a uma guerra civil
generalizada como era o de liquidar o apartheid na R. África do Sul.
Comparem-nos
em seguida com grande parte dos políticos portugueses nos diversos níveis em
que actuam.
Vejam
quantas vezes persistem em elogiar-se e listar aquilo que vão fazendo e tirem
daí as vossas conclusões…
Como
se não fosse essa, aliás, a sua missão e o seu principal dever nacional e
Autárquico.
II.
Os
OSSOS da Igreja
Está
mais ou menos aceite que a Igreja se mexe (e o Vaticano se muove) com bastante
cautela no território da intervenção politica. Às vezes, até dá a sensação
sábia que consegue estar bem com Deus e com o Diabo como historicamente tem
repetidas vezes acontecido.
Em
Portugal, D. Manuel Martins, o bispo vermelho foi uma excepção. D. Januário
Ferreira tornou-se há dias a outra.
Atenção,
porém, ao que esta nova casta do alto clero anda a dizer através do jovem bispo
do Porto, o dialogante e bom conversador D. Manuel Clemente e também ao que
acaba de reclamar em voz alta, Dom Jorge Ortiga.
Disse
o ex-presidente da Conferência Episcopal que:
(a) “(…)
para os políticos vale apenas o bem-estar pessoal ou, quando muito, o do seu
grupo ou partido”;
(b)
e que
“Nós sentimo-nos inquietos e incomodados com aquilo que aflige os outros(…).
Apostai em causas, ideias e projectos.
Lutai por eles, apelou o Bispo.”
Postas
as coisas neste pé, pensem lá, se desta vez, a Igreja de Bento XVI, está
disposta a pactuar com a situação social que estamos a viver?
III.
INTERNACIONAL
O
caso da saída da Grécia do euro acaba de ter uma sentença prévia através da
intervenção, em dias sucessivos, dos poderosos Ministros das Finanças e da
Economia da Alemanha.
Pode
sair do euro, já em Setembro, depois de ter sido objecto de dois resgates, isto
é, depois de deixar de ser “um caso assustador” e dos principais bancos alemães
terem visto paga a parte de leão da divida grega.
Com
a guia de marcha pronta para os gregos, a pergunta que se põe é esta: qual é o
país que está em risco de seguir o mesmo caminho?
Ou
será que ainda acreditam na mentira e na patranha de que a Alemanha tem andado
a assinar uns cheques para ajudar a pagar a divida de países como a Grécia e
Portugal vendendo de caminho por portas e travessas uns submarinos bastante
caros?
Acreditam
nisso, ou acham que a crise do euro lhe tem sido bastante vantajosa e que o
impasse da Europa tem sido um bom negócio para os países centrais da União
Europeia?
Sabem
que há 17 biliões de euros tanto quanto a economia dos USA e do Japão juntas em
paraísos fiscais internisados?
IV.
O
Presidente B. Obama inspirado na mistura da sua raça com os valores americanos,
(e no exemplo de T. Jefferson, amigo pessoal do Abade Correia da Serra, de
Serpa, o grande Presidente americano que viveu com uma escrava negra) construiu
a imagem de um grande idealista e fez a primeira campanha de conquista e
ascensão ao poder nesse sentido.
Claro
que, quando chegou à Casa Branca alterou, de imediato, o discurso de acordo com
o realismo político do cargo porque as responsabilidades e os interesses
politicos “da nação indispensável” americana assim o determinam e impõem à
escala mundial.
De
qualquer modo, não vem deixando de se afirmar através de atitudes e decisões
politicas que o distinguem dos tais políticos menores que apenas insistem em
autoelogiar-se.
Comparem
a sua decisão de declarar luto nacional e de ir ao estado do Colorado/Aurora
falar directamente com as famílias “dos assassinados Batman”.
Comparem
a sua presença no hospital e junto dos familiares das vítimas com a atitude
merdos@ de certos politicos portugueses que foram incapazes de estar ao lado
das vítimas dos incêndios no Algarve e na Madeira.
Comparem
a firmeza de B. Obama com a falta de coragem politica de certos actores
politicos que vamos tendo por cá e aqui têm mais um OSSO português muito
difícil de engolir.
V.
Há
ainda outro Osso que continua atravessado na garganta dos alandroalenses.
Por
isso, já não é a primeira vez que falamos aqui no “al Tejo” do Jardim das
Meninas no sentido de o devolver à sua função original.
Continua
sem se perceber porque é que o Jardim das Meninas não pode (e deve)
transformar-se num mini Parque de esculturas ao ar livre de “Figuras históricas
do Alandroal” no qual poderiam participar artesãos locais?
Custa
assim tanto pensar o Jardim como um pequeno espaço de “arte pública” ao
serviço das crianças e da Comunidade
local?
Ou
a sesta pacata desta vereação vai durar sem atender ao “aviso lixado de Passos
Coelho” para que “os eleitores não se lixem” nas próximas eleições?
Anb
(27/7/2012)
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