À guisa de conclusão e um atrevimento prospectivo
Continuação do publicado em 21/06 - 04/07 - 10/07 - 18/07
...O que é que isto tem a ver com o Castelo? Provavelmente
nada. O que muito modestamente se pretende revelar é que a ordem natural das
coisas teria remetido o Alandroal para o seio das micropulações, hoje
deificadas, com o seu castelo feitiche- mas nem
isso por isso deixando de ser cristalizadas, económica, social e
culturalmente – que, se nos é permitida a citação, hoje muito conhecida através de Herman José, não passam de vilas
com seu castelo altaneiro. Esta não.
A oportunidade para discorrer
sobre o Castelo do Alandroal no ano em que comemora os sete séculos, ademais
numa perspectiva não histórica ou, se quisermos numa perspectiva não
predominante histórica, remete-nos, quer queiramos quer não, para análise sobre
o status quo
actual no que ao castelo diz
respeito e, por extensão, ao Alandroal, vila e concelho.
Apenas uma simples reflexão
susceptível de induzir análises prospectivas que inexoravelmente terão que ser
feitas a breve trecho, sob pena de se perderem oportunidades como se têm vindo a
perder.
O concelho do Alandroal tem
três vilas cada uma com seu castelo: Alandroal, Terena e Juromenha. Aqui há
alguns anos, tive oportunidade de propor informalmente à Câmara Municipal uma
espécie de slogan promocional para a
vertente histórica que seria precisamente este: Alandroal – Um Concelho, três
Castelos.
Tenho verificado que continua
a ser adaptado, com alguma timidez, é certo, e que a ideia tem pernas para
andar,
Haveria que proceder a estratégias
consistentes, sistemáticas e oportunas no sentido de conseguir dar maior
visibilidade e notoriedade ao concelho do Alandroal.
Este aspecto, para lá de
atrair atenções do exterior, contribuiria para dar mais consistência a
estratégias de coesão interna dos alandroalenses, lato sensu, isto é, dos que
habitam a vila e o concelho. Considero este aspecto muito importante: os
alandroalenses têm que sentir orgulho da sua terra e acreditarem em si próprios. Talvez o grande
mérito do conhecimento do passado e o aproveitamento dos seus vestígios
materiais e espirituais seja o de contribuir exactamente para isso. Todavia,
nada se fará sem o respeito pelo que existe. E neste aspecto muito haveria que
dizer sobre a incúria dos homens com responsabilidades, ao longo dos anos,
nesta to que ser discutidas –: não é aqui nem agora o momento para o fazer. É
apenas o momento – porque o tempo urge – de lançar o repto para uma futura
discussão – porque estas coisas têm mesmo que ser discutidas – sobre as
inadiáveis tarefas que é urgente levar a cabo no sentido de. Primeiro: preservar,
com esmero, o que se tem: segundo: potenciar, com inteligência, o património, o
edificado e o outro, aquele que não se vê e que menos resiste à erosão da
ignorância, mas no fundo o mais importante, e que mais depressa e mais
facilmente, se perde numa sociedade mediatizada e num mundo globalizado que
tende para as unificações de novas culturas emergentes, com impactos negativos
na idiossincrasias próprias; terceiro: associar tudo isto ao crescimento
económico e ao desenvolvimento sócio cultural endógenos.
A grande virtude do Alandroal, se me é permitida esta
análise, resulta não tanto do que tem sido feito ao longo de séculos, mas,
paradoxalmente, do que não tem sido feito. É neste marasmo de dolce far niente que tem vindo a
conservar uma vila que corre o grave
risco de ser apenas pitoresca. Durante anos pouco se fez, daí que não se tenham
cometido muitas asneiras. No último quarto de século, as mudanças aceleradas
que têm caracterizado a sociedade portuguesa, não tendo os impactos negativos
por acção que se verificam noutros sítios têm tido repercussões negativas por
omissão. Pouco ou nada se tem feito para dignificar o património, em particular
o Castelo, no fundo e centro da razão de ser desta conversa e, obviamente, a
envolvente arquitectónica e urbanista..
Os alandroalenses, todos, mas em particular as entidades,
têm obrigação de não só não delapidar ou não permitir que se delapide, a
herança cultural, mas sobretudo, de legar às gerações vindouras a valorização
do que receberam, já que elas, quer queiramos quer não, a todos julgarão.
Talvez a grande referencia, ainda e sempre seja um simples Castelo mais a
comunidade que o envolve.
Vicente Roma
Nota do Editor: Com a transcrição da última parte da
excelente comunicação feita pelo Vicente Roma quando do lançamento do livro = Castelo do Alandroal VII Séculos = damos
por terminada esta singela homenagem que prestamos a um grande alandroalense.
À semelhança do que já havíamos feito quando da transcrição
da primeira parte “ O usufruto de um Castelo por uma população – o caso do
Castelo do de Alandroal e da vila de Alandroal”, poderá ler na integra a
totalidade “ O Castelo do Alandroal e
dois Alcaides cantados nos Lusíadas” – bastando para tal clickar AQUI.
Comentário em destaque
Já tive oportunidade de me pronunciar sobre esta intervenção do Vicente Roma,um amigo de infância, do qual todos nós continuamos a ter as saudades que todos os alandroalenses lhe vão guardando.
Está tranquilo porque o al Tejo também não te tem esquecido!
Tenho,aliás,a certeza que aí por cima onde te encontras não te tem faltado nada, nem o Tempo para pensares no destino do Alandroal e nos encantos do nosso Castelo.
Relativamente ao conjunto de ideias que apresentavas nesta parte final da tua intervenção,queremos dizer-te que todas elas tinham muito sumo,oportunidade,visão,estavam bem expostas,indicavam e propunham caminhos que, já na Tua altura, era um imperativo categórico ter começado a percorrer, a reconstruir e a concretizar.
Parece que até esta data,não foi ainda isso que aconteceu porque tanto aqui na Terra como no Céu do teu País,as coisas andam demasiado lentas,os projectos custam a arrancar e levam tempo de mais para ser executados e ter executantes.
E quem já perdeu foi a Vila e quem continua a perder és TU e temos sido todos nós.
Mas,olha Vicente,dez anos depois,parece que desta vez a coisa vai.Peço-te que acredites porque continua daí a ser essa a tua Vontade e daqui o nosso Desejo.
Depois te diremos,mas entretanto,dá-nos daí a esperança de ver a obra feita porque com a memória histórica que sempre tiveste para as coisas e para a explicação do Alandroal,em algum sítio dos 3 Castelos, onde brincaste, hão-de ficar registadas as tuas marcas do teu entendimento do Concelho.
Quer pelo que escreveste quer pelo teu empenho de cidadão no presente e no futuro desta nossa terra.
Depois de rever mais uma vez este teu texto,são as notícias e o que para já te devemos comunicar e agradecer.
Com um abraço até um destes dias.
Antonio Neves Berbem
PS: Oh Vicente, mesmo com a União Europeia a funcionar mal,toma aí nota que o Alandroal ainda é Portugal e, por aqui, ainda não se deixou de falar e rir em bom Alentejano.
O FMRT,oJAR,o MA FC,o AJ FC,o AJ RG,o JJ.GV,o MV CR,O LFBCG (AC),o B AG e OUtros cujas iniciais agora não me lembro,cá se vão safando e mandam-te GRANDES Cumprimentos.
AJ NB
Comentário em destaque
Já tive oportunidade de me pronunciar sobre esta intervenção do Vicente Roma,um amigo de infância, do qual todos nós continuamos a ter as saudades que todos os alandroalenses lhe vão guardando.
Está tranquilo porque o al Tejo também não te tem esquecido!
Tenho,aliás,a certeza que aí por cima onde te encontras não te tem faltado nada, nem o Tempo para pensares no destino do Alandroal e nos encantos do nosso Castelo.
Relativamente ao conjunto de ideias que apresentavas nesta parte final da tua intervenção,queremos dizer-te que todas elas tinham muito sumo,oportunidade,visão,estavam bem expostas,indicavam e propunham caminhos que, já na Tua altura, era um imperativo categórico ter começado a percorrer, a reconstruir e a concretizar.
Parece que até esta data,não foi ainda isso que aconteceu porque tanto aqui na Terra como no Céu do teu País,as coisas andam demasiado lentas,os projectos custam a arrancar e levam tempo de mais para ser executados e ter executantes.
E quem já perdeu foi a Vila e quem continua a perder és TU e temos sido todos nós.
Mas,olha Vicente,dez anos depois,parece que desta vez a coisa vai.Peço-te que acredites porque continua daí a ser essa a tua Vontade e daqui o nosso Desejo.
Depois te diremos,mas entretanto,dá-nos daí a esperança de ver a obra feita porque com a memória histórica que sempre tiveste para as coisas e para a explicação do Alandroal,em algum sítio dos 3 Castelos, onde brincaste, hão-de ficar registadas as tuas marcas do teu entendimento do Concelho.
Quer pelo que escreveste quer pelo teu empenho de cidadão no presente e no futuro desta nossa terra.
Depois de rever mais uma vez este teu texto,são as notícias e o que para já te devemos comunicar e agradecer.
Com um abraço até um destes dias.
Antonio Neves Berbem
PS: Oh Vicente, mesmo com a União Europeia a funcionar mal,toma aí nota que o Alandroal ainda é Portugal e, por aqui, ainda não se deixou de falar e rir em bom Alentejano.
O FMRT,oJAR,o MA FC,o AJ FC,o AJ RG,o JJ.GV,o MV CR,O LFBCG (AC),o B AG e OUtros cujas iniciais agora não me lembro,cá se vão safando e mandam-te GRANDES Cumprimentos.
AJ NB
1 comentário:
OBS.
Já tive oportunidade de me pronunciar sobre esta intervenção do Vicente Roma,um amigo de infância, do qual todos nós continuamos a ter as saudades que todos os alandroalenses lhe vão guardando.
Está tranquilo porque o al Tejo também não te tem esquecido!
Tenho,aliás,a certeza que aí por cima onde te encontras não te tem faltado nada, nem o Tempo para pensares no destino do Alandroal e nos encantos do nosso Castelo.
Relativamente ao conjunto de ideias que apresentavas nesta parte final da tua intervenção,queremos dizer-te que todas elas tinham muito sumo,oportunidade,visão,estavam bem expostas,indicavam e propunham caminhos que, já na Tua altura, era um imperativo categórico ter começado a percorrer, a reconstruir e a concretizar.
Parece que até esta data,não foi ainda isso que aconteceu porque tanto aqui na Terra como no Céu do teu País,as coisas andam demasiado lentas,os projectos custam a arrancar e levam tempo de mais para ser executados e ter executantes.
E quem já perdeu foi a Vila e quem continua a perder és TU e temos sido todos nós.
Mas,olha Vicente,dez anos depois,parece que desta vez a coisa vai.Peço-te que acredites porque continua daí a ser essa a tua Vontade e daqui o nosso Desejo.
Depois te diremos,mas entretanto,dá-nos daí a esperança de ver a obra feita porque com a memória histórica que sempre tiveste para as coisas e para a explicação do Alandroal,em algum sítio dos 3 Castelos, onde brincaste, hão-de ficar registadas as tuas marcas do teu entendimento do Concelho.
Quer pelo que escreveste quer pelo teu empenho de cidadão no presente e no futuro desta nossa terra.
Depois de rever mais uma vez este teu texto,são as notícias e o que para já te devemos comunicar e agradecer.
Com um abraço até um destes dias.
Antonio Neves Berbem
PS: Oh Vicente, mesmo com a União Europeia a funcionar mal,toma aí nota que o Alandroal ainda é Portugal e, por aqui, ainda não se deixou de falar e rir em bom Alentejano.
O FMRT,oJAR,o MA FC,o AJ FC,o AJ RG,o JJ.GV,o MV CR,O LFBCG (AC),o B AG e OUtros cujas iniciais agora não me lembro,cá se vão safando e mandam-te GRANDES Cumprimentos.
AJ NB
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