sexta-feira, 27 de abril de 2012

O ANB EM TRANSITO EURO ALANDROALENSE


QUESTÃO do DIA 
  “O céptico sábio sorri só com um lábio”
Millôr Fernandes
Portugueses vistos de dentro.
Começamos para variar com duas dúvidas: 1) o PS  nacional e a F. distrital de Évora é algum orfanato inseguro e socrático reformatório dos que perderam a face da seriedade autárquica e já perderam eleições?
O Rei Juan Carlos, o vizinho próximo, andou a caçar elefantes, a dar tiros nos pés, a pedir perdão e a partir a bacia? No caso de Espanha com 5 milhões de desempregados isto é o quê...
Passamos, de imediato, às duas interrogações enquanto situações com as quais andamos curiosos e a ponderá-las seriamente.
Vejam, Portugal, é ou não é um país de paradoxos?
Reparem que quando um dia adoecer, terei de interrogar-me, se não será melhor fazer-me antes de preso, e constituir-me um bom recluso numa cadeia leve. É certo que não terei a liberdade de beber quatro bicas diárias mas manterei o espírito tranquilo quanto à certeza e conforto de ter a comidinha e o sono descansado a tempo e horas.
Diria mesmo que, mal por mal mais vale a cadeia do que o Hospital, onde um doente internado paga de taxas moderadoras tudo ou quase tudo. Em compensação, um preso que esteja à sombra não paga nada. Tem cama, tem comida, até tem trabalho se quiser e, claro, assistência médica de borla.
Que tal ser um preso rico, estar dentro e almoçar e jantar fora? Gostam deste recreio? Já perceberam porque é que muitos presos voltam sempre (por paradoxo) ao local do crime?
 QUESTÃO a meio da SEMANA 
“Quanto mais o dia passa mais os preços baixam” -  
Placard do Pingo Doce
Vamos dizer em toada bastante simples que o termo “Crise” é temível, além do mais, porque se sabe mais ou menos quando e como começam as Crises, mas nunca se sabe quando acabam e com que consequências. Das previsíveis às improváveis. Das mais violentas com guerras à mistura às aparentemente mais pacíficas, a frequência das crises do capitalismo entrou em aceleração.
Entretanto por detrás da palavra “Crise” está a sua interpretação global. De facto, temos tido crises destrutivas e respostas criativas para todos os gostos na vida dos povos e do mundo. Há, aliás, uma bibliografia abundante sobre o tema mas o que talvez importa acentuar é que as Crises são sempre um momento histórico de ruptura com o passado: não se repete e nunca mais volta! Comparem com o exemplo traiçoeiro da morte dos dois subsídios em Portugal.
Para não alongar estas notas avulsas, podemos concluir que Portugal já frequentou crises de diversa natureza que foram sendo ultrapassadas e resultaram, mal ou bem, em novas fases da vida do país monárquico, republicano, fascista ou democrático.
O problema principal desta crise total é que está a impor-nos uma nova fase absolutamente imprevisível no nosso modo de viver, interno, externo e globalmente. Daí o medo dos mais avisados que tudo possa agravar-se e acabar mal.
A surpresa desta Crise é que, começando por ser de natureza financeira, se transformou num confronto global da sociedade (e dos seus activos sociais) contra os poderes políticos neoliberais em exercício, mostrando os actores políticos muitas dificuldades em repor a confiança e acompanhar os diversos turbilhões que vão aparecendo constantemente.
É o que pode perceber-se, dado que nem Portugal nem a Europa têm tido a oportunidade de contar com a visão superior de grandes líderes. O que seria difícil. Mas não deve deixar de ser desejado. E de ser uma ambição legítima dos povos contra à destruição cega da confiança nos valores e pratica competente dos princípios democráticos.
Haja esperança! Adiante.
QUESTÃO da SEMANA
É verdade que as situações de crise potenciam por toda a parte as situações mais absurdas. Portugal não é excepção. Talvez, diria eu, devido à impreparação politica do próprio pessoal político do governo: mais preocupado em falar muito e em falar a toda a hora do que, em assumir, com sentido de estado os erros e o que está a ser mal conduzido.
Vem isto a propósito da Segurança Social onde o seu jovem ministro tem vindo a tomar posições precipitadas e até bastante perigosas falando mais uma vez em reforma do sistema de pensões. Embora já o tivessem travado um pouco, o que o ministro criou, de facto, foi mais uma crise de confiança no governo e nas suas entidades sociais.
A situação é um absurdo. Porque assim como o primeiro-ministro mandou os jovens emigrar, este ministro audio-motar chega a dar a ideia que a melhor solução para a Segurança Social é descontar o mais possível e morrer o mais cedo que pudermos… adoptando os índices convenientes.
Logo após, ou imediatamente antes de reunirmos todas as condições para requerer as ditas reformas que, ano após ano, vão sendo menores e estão cada vez menos bem geridas e garantidas.
 Na visão do Ministro, parece que só assim o sistema de pensões será sustentável. Isto independemente da grande maioria dos portugueses ter feito descontos bastante pesados ao longo da sua vida contributiva e de ter legítimo direito a que o Estado lhe devolva uma parte do que lhe foi cobrando.
Em que ficamos? De quem é a primeira responsabilidade social?
A Segurança Social existe para servir de protecção aos trabalhadores? Ou são estes que têm de esperar que o Estado lhe faça o favor de cumprir com as suas obrigações de acordo com o contrato social que Ele próprio estabeleceu?
Anb - 27/4/2012   


Sem comentários: