QUESTÃO do DIA
O meu pensamento deste dia vai para uma imagem antiga de que “ nunca sabemos a força que temos até que ser forte seja a única opção que temos à frente”.
Pois bem. Esta emergência nacional da troika estar a mandar diariamente em Portugal tem de ser ultrapassada o mais depressa possível. Temos de ser fortes e reconquistar a nossa soberania mandando em nossa casa.
Estrangeiros que governaram e arruinaram o país aumentando brutalmente os impostos, já os tivemos por cá uma mão cheia de vezes.
A novidade neste Século XXI já não é tanto a presença da dupla franco-alemã, mas sim a de uma organização como a União Europeia, com apenas duas ou três décadas, estar a trucidar e a ocupar um país com nove séculos de História. É demais!
E não (me) digam que esta posição é apenas a de um patriotismo impotente e ressaibiado porque é bem capaz de ser outra coisa, o que a Europa anda mais precisada: respeito pelo seu próprio projecto de construção de uma História e vivência supranacional na base da igualdade politica e da solidariedade social entre os 27 estados da União Europeia. Tão complexo ou tão simples como isto. Desde que haja vontade de manter a construção europeia. A única via para a Europa ser forte! O directório é perigoso!
QUESTÃO da SEMANA
Nas questões desta semana, lembrámos aqui o nome de dois troikos, os dois Filipes, mencionando de passagem o caso de W. Beresford, o marechal que teve a lata de ir ao Brasil queixar-se a D. João VI que queria mais poderes. Foi, aliás, contra este ocupante que Gomes Freire de Andrade conspirou sob os auspícios e orientação da Maçonaria. A coisa acabou mal até que no dia 18/10/1817, o General foi enforcado separadamente no forte de S. Julião da Barra.
Adiante porque para completar o naipe de Sete troikos, falta indicar o Conde de Salinas, o caso da Duquesa de Mântua (uma Vice-rainha, prima do rei), o General Junot feito duque de Abrantes e Arthur Wellesley o famoso duque de Wellington que se sentava no lugar do Rei quando ía ao S. Carlos.
Mais importante, porém, do que a lista de nomes que acabámos de citar, é o facto marcante de que os troikos estrangeiros sempre tiveram de enfrentar a resistência forte dos portugueses e o Alentejo sempre se distinguiu marcando pontos importantes nestes confrontos históricos. Diria que o Alentejo já foi e não é já como era…
Porque foi aqui bem perto, que um tal general Avril (1808) teve de matar 200 pessoas em Vila Viçosa e o Maneta (general Loison) em Évora também limpou o sebo a 5.000 alentejanos resistentes (VPV).
Dito isto, digam lá se a presença de estrangeiros em Portugal a mandar em nós, trouxe alguma coisa boa ou vantagem? E se, devemos deixar de lhe resistir só porque desta vez nos emprestaram mais uns trocos levando-nos a vida, cor e cabelo?
Anb
(30/3/2012)
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