QUESTÃO do DIA
Numa altura em que a opinião pública (e publicada) se vai (re)apresentando como factor decisivo da equação de reconquista e manutenção do poder autárquico, começa a ser inaceitável e incompreendida a perda de tempo e certas cortinas de fumo retardadas que pairam no ar.
Tanto a nível local como nacional, os anúncios e (re)anúncios de promessas podem não chegar a tempo de concretizar o que falta cumprir. Por isso, é que a única coisa que é humanamente possível fazer com o tempo é, seguramente, não o perder.
Dito de outro modo, não chega anunciar mudanças, é preciso fazê-las em tempo útil. Assim como devem acabar, por aqui, os protagonismos e as tentativas mal frequentadas de retomar a destempo o poder local.
Chega, portanto, de investidas contra os pratos redondos da balança da justiça em curso.
QUESTÃO a meio da SEMANA
OS TROIKOS
A composição da troika já todos a conhecem. A tramóia e os interesses financeiros europeus que representam e defendem, não é assim tão nova quanto isso, porque já antes, desde o Século XVI, cá tivemos outros troikos com idênticos objectivos de saque da nossa economia.
Contam-se dois reis espanhóis que no Alentejo foram bem conhecidos, os Filipes. E ainda um austríaco, uma italiana, um francês, um inglês e um irlandês (W. Beresford, gordo que nem um texugo e zarolho).
Acabaram todos - e bem - por ser corridos. O pior terá sido o segundo Filipe num ano (1598) em que houve de tudo: fome, peste e um terramoto. Quanto às receitas da Casa da Índia (o Banco de Portugal daquela época) caíram para metade.
E, atenção, só para pagar a viagem que Filipe III fez a Portugal, o nosso pobre reino gastou o correspondente a um terço das receitas arrecadadas no continente e 16% das receitas do Império (Fernanda Olival). Passou-se esta cena em 1619.
Pergunta: e agora como é? Quanto é que vamos pagar? Quais são as receitas que estão a sacar-nos à pressa?
Percebem porque é que, quando se desconhece a História, estamos condenados a repeti-la e este Governo nunca devia ter caído na asneira e iniquidade politica anti-portuguesa de acabar com o Dia da Restauração da Independência.
Ou querem que vos lembre aqui as tomadas de posição honradas, justas e patrióticas no Castelo do Alandroal do grande tocador do Hino e cidadão português Domingos Cachamela?
AnB 28março2012
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