Vertigens do Matabixo
“ Dái o que não é vosso, prometei o que não
tendes e perdoai a quem vos errou”
Álvaro Pais, conselhos a D.João I, 1383
A. Vertigem das Luzes
Faça-se Luz. Arraiolos já a tem. O matabixo mantém a da equipa que o Al Tejo sempre teve. Ao Alandroal está igualmente prometida parecendo que um dia virá a tê-la. Mas, ainda não sabe é quando vai poder, enfim, mostrar um sistema de Iluminação pública, adequado às suas próprias pegadas históricas e ecológicas”.
Juntando o útil ao agradável, o sistema eléctrico do concelho vizinho, premiado internacionalmente, irá permitir poupanças energéticas na ordem dos 30 por cento criando jogos de luzes e sombras, a preto e branco, com sinais, decoração e efeitos estéticos alentejanos surpreendentemente belos.
Visitem Arraiolos, esperando que o centro histórico do Alandroal com um luminoso destaque para a Torre e Muralhas da Vila concorra e ganhe também ‘um prémio Auroralia´ pela sua dimensão criativa, educativa e originalidade artística.
Em frente e em beleza, oh desejada e encoberta vertigem da iluminação requalificada do Alandroal. E se, necessário for, seria igualmente boa ideia fundir o par inter municipal Alandroal/Redondo sem ter de esperar mais uns anos, por outros projectos e desajustadas alianças estratégicas mais caras?
B. Vertigens atormentadas
Tivemos um sonho ruim depois transformado em pesadelo, quando acordámos sobressaltados com a imagem de Portugal, bastante parecida com a do “Costa Concórdia”. Adornou. Nós adornámos. Metemos água. O fausto barco já não vai de saída!
Bateu numa rocha “alemã” tem um rombo enorme de centenas de milhões e de bombordo/estibordo que só visto e ali ficou. Prestes a afundar-se mais dia, menos dia, mais onda menos onda. Ainda durante este Inverno quando o tempo mudar as marés acompanharem os dias chuvosos que deviam estar a acontecer.
Afogaram-se e desapareceram dezenas de pessoas médias, com o Comandante a ver o espectáculo escondido num rochedo. Depois apertaram-lhe os calos, as manhosices, a lábia italiana e prenderam-no. Vão julgá-lo e condená-lo.
Tudo o que é simples e justo fazer-se, se um desastre destes acontecesse em Portugal, na barra do Tejo. Ou outros desastres escuros que estão bem visíveis e impunes e vêm acontecendo por cá, com crescente frequência.
E se!
Por aqui, em diversas escalas, houvesse melhor justiça de modo a parecer, impedindo-o decididamente, que a sociedade portuguesa, esteja em vias de naufragar perante os instintos básicos e financeiros do “salve-se quem puder. Será isto que os discursos ocultam, apoios em blogs locais mascaram e a realidade social persiste em mostrar secamente degenerada e perigosa aceleração política?
C. Vertigem dos números
Em meia dúzia de números, vejamos exemplos do que se vem passando no país.
1. Nos anos 70,o trabalho ficava com 59% da riqueza produzida; hoje fica apenas com 39%;
2. 17% dos portugueses já participaram numa acção cívica colectiva; atenção: a média europeia é de 41%; na Escandinávia é de 70%.Pergunta-se, este círculo é virtuoso ou vicioso? A desigualdade económica não se traduz afinal numa desigualdade de poderes sociais onde Portugal é campeon?
3. Só já 56% dos portugueses acreditam que a democracia é o melhor sistema político; um pouco mais de um em cada dois…;
4. 15%, entretanto, já admitem que um governo autoritário é preferível a um sistema democrático;
1. Cerca de 80%,8 em cada 10 portugueses, diz também abertamente que “os políticos apenas se preocupam com os seus próprios interesses”.(1)
2. Pergunta incontornável: estes números globais serão diferentes e inaplicáveis, à nossa região e ao Alandroal? O que dirão deste cenário as gerações mais novas?
Dito isto, é sustentável que o país, a região, as vilas, e as pessoas possam continuar a viver sem crescimento, sem desenvolvimento e sem esperança? Onde é que iremos parar com esta aceleração politica?
D. A Vertigem dos reformados
A rábula faladora, aparentemente neutra e séria, deste governo neoliberal poderá manter-se pagando bem mais de 1 milhão de euros anual e logo a 1+3 ex-Presidentes?...
A rábula revisteira de Cavaco Silva com avanços e recuos é para levar mesmo a sério? De que lado é que já está a massa? A liberdade de expressão permite-nos esta pergunta.
Foi mais uma “desequitativa” verdade? Foi um insulto à sociedade portuguêsa? Ou foi apenas um acto medíocre? Foi sequer um grande descuido de um político experiente mas manhoso que se (re) apresenta em cena como se fosse “o Salazar da democracia”??
Ao mesmo tempo que pretende defender somente a sua própria pele, não tendo, nem lá perto, a “arte” maquiavélica e o espírito cultivado do beirão que usava o comboio e usava chapéu solene, mantas, botas e atacadores?
Em todo o caso, não seria de todo dispensável que P.P.C. (o piqueno príncipe Coelho) feito aprendiz de feiticeiro lhe viesse acto continuo salvar a face do(s) congénere(s)? Um mandando-nos Emigrar, o outro dizendo que ganha mal.
Será que C. Silva, inabilmente, misturou as suas despesas pessoais com as do Estado. Ao contrário, aliás, do que fazia o Professor de Finanças de Coimbra, devendo isso sim estar caladinho, como o disseram, sem medo, Maria Filomena Mónica e o padre jesuíta Victor Melícias?
Percebeu o primeiro magistrado da nação portuguesa, de norte a sul de Portugal, do rico ao pobre e do alto da Torre que “quando se navega sem destino, nenhum Vento nos é favorável”. Conforme diz a sabedoria dos homens do mar (e de oportunidades históricas) que temos vindo, década após década, a desperdiçar?
Dá para entender, finalmente, como era avisado o conselho e sábia “a profecia” de Álvaro Pais ditada ao seu Rei cara a cara. Com sabedoria, e sem acrescentamento de mentiras?
Melhores saudações
Obs. A minha esmola já ficou à porta.
AnBerbem
(26/I/MMXII)
(1.In “A Qualidade da Democracia em Portugal…”A. Costa Pinto e Outros).
1 comentários:
Venham mais cinco duma assentada que se o elho estica eu fico por cá.E é que isto do velho esticar, vai dar azo ao antigo velho voltar,o que será sempre uma m****a já sabem o que quero dizer não é?
È que este de novo só mesmo a roupagem,porque de resto,mudou de roupa mas não mudou de ideologia.
Até amanhã que eu depois apareço.
Enviar um comentário