quarta-feira, 31 de agosto de 2011

POEMAS DO HELDER

Saudade

Sei que já não tenho aquela idade
E perdendo já vou o meu fulgor
Ainda guardo da nossa mocidade
Para Ti, este belo e eterno amor

Foi tão lindo e tão belo o nosso tempo
Que hoje choro, ao recordar
A graça e o jeito, aquele momento
Quando alegre e a sorrir te via passar

Na rua, hoje tão triste aonde moro
Tão feia e desajeitada p’ra te cantar
Nela não fico e já não me demoro
Sei que jamais te irei lá encontrar

Para aonde partiste eu não sei
Pergunto a Deus, ao Sol, à Lua
Em todo o Universo, em vão te procurei
Apenas sei, Amor, que a minh’ alma, será Tua.

Hélder Salgado
27-07-2011

DESESPERO

Este é o sítio
Estas são as pedras
Onde por Ti grito
Para sair das trevas

Às pedras subi
Para ver mais alto
Nem assim te vi
Para meu sobressalto

Este é o sítio
Onde te falei
E agora grito
Não Te esquecerei

Este é o sítio
Onde me perdi
De noite e de dia
Esperando por Ti

Este é o sítio
E eu ainda sou
O menino de sempre
Que sempre Te amou

Ouve-me querida
Eu espero por Ti
Não deixes que a vida
Me leve sem Ti

Este é o sítio
Por onde vagueio
Já nem do meu grito
O eco me veio.

Hélder Salgado
26-08-2011.

Poeta, eu?

Não, não sou poeta
Nem me apetece cantar
Não sou poeta
Porque os meus versos
Não são versos de versar
É versar diferente
São versos de amar

Amar aqui, amar ali
Amar toda a gente
Amar o mundo
Amar-te a Ti
Num amor tão profundo
Que jamais esqueci

O tempo que foi meu
E que foi teu
Dum viver em simbiose
Qu’ainda me ilude
E me confunde
Talvez o meu amor
Por Ti
Fosse precoce.

Hélder Salgado
28-08-2011







1 comentário:

AC disse...

Amigo Helder, esse mal é global...

A saudade é uma doença
um mal que não tem cura
porque essa nossa crença
pra toda a vida perdura

Ac