ou o impulso de registar o que se sente, vê, ou ouve. a mudança, a decisão por um sentido entre todos ou outros, acontece num segundo e na eternidade. a imprevisibilidade! para abarcar toda a riqueza de um momento é necessário mais do que um esforço casual porque, não só é necessário seguir vários destinos num só, mas ainda porque é de vida real que se trata. os sentimentos mudam a cada instante, o comportamento do que se vê é inconstante, contrapõem-se silêncios imensos a preciosos diálogos, longos ou breves. não se regista o momentum entre a severidade ou a limitação de um prazo, mas em plena liberdade, logo num avassalador sem tempo. é aqui nesse sem
tempo que se transformam tantas vezes os fracassos em virtudes e essa a admiração que encanta. aí surge então o traço ou a pincelada que se insinuam elegantes e sofisticados, superam-se para representar o querer, com resultados eficazes e até porque não dizê-lo, poéticos!
extraí-se do momentum todo o sentido do que se regista! no retrato do retratado, na mão auxiliadora do que auxilia e apoia, da comunicação do que comunica…a escolha da pose e do ponto de vista mais adequado estão lá, até aquela expressão escondida que se revela excepcionalmente. apenas cabe a quem executa através do registo ver o modelo, como o opta por representar, que traços fundamentais fixar, toda a experiência por vezes de uma vida. em todos os trabalhos aqui apresentados faz-se do natural o seu valor influenciados ou não por todas as ideias que entretanto ocorrem sejam simples devaneios, valores morais, princípios éticos ou artísticas concepções.
No caso particular do retrato, mais do que um mero género, constitui há muito um exercício obrigatório. a capacidade de produzir rostos expressivos a par de uma linguagem visual marcante e amadurecida são das primeiras atenções a considerar. O objecto simples do estudo de qualquer retratista deve de contar uma história indo para além do ‘desenhar um rosto’. a personalidade, a história de vida do retratado deve permitir ao observador um olhar senão mais intimista sobre, pelo menos um outro mais intenso e profundo. um momentum único de realidade! o retrato tornou-se enfim uma forma de contemplar a história da sociedade onde estamos inseridos através das imagens pintadas, desenhadas ou fotografadas nas e das suas figuras mais marcantes. saber então olhar com os olhos, como os ‘nossos olhos’, e não tanto com os hábitos, os pensamentos feitos ou até os preconceitos, é ir mais longe do que se está acostumado a ver e isto sucede é certo, a quem se habituou a ver! acostumou-se a tal procedimento que tudo lhe serve de espelho para encontrar não propriamente o que vê mas o que deseja e imagina o seu ver. é necessário ir mais além do rotineiro ver, retomar a reflexão, para encontrar, a parte da verdade que cabe ao mais elementar dos objectos que nos circundam. as talhas ancestrais no seu próprio momentum de silêncio e de vida. tal ideia a de ser talha serve para traduzir, em clareza, o obscuro que em nós tem a força da sua presença. outrora guardadora de bens , impõem-se hoje, pelo perscrutar do mundo e das suas aparências…
momentum então de apresentar alguns dos últimos registos onde como sempre se procurou conciliar a seriedade, rigor, com a reflexão pessoal, interesses e gosto. Alandroal. 31Ago11
VICTO ROSA
«MOMENTUM...»
Quatro pinturas de um retratista
Deixando qualquer alma extasiada...
A verdadeira pincelada do artista
No «momentum» exacto inspirada!
POETA


1 comentário:
«MOMENTUM...»
Quatro pinturas de um retratista
Deixando qualquer alma extasiada...
A verdadeira pincelada do artista
No «momentum» exacto inspirada!
POETA
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