quarta-feira, 27 de julho de 2011

HISTÓRIAS DE CEM PALAVRAS

As Zangas do Mozer (v)

Adolescente, não sabia quem era o presidente, acreditava profundamente no Benfica, não dava importância ao treinador.
Mudei.
Agora já sei quem é o presidente, deixei de acreditar na equipa, prescindi de treinadores formato pinto da costa…
Em conversa-almoço com Carlos Mozer, às tantas, perguntei-lhe, se aquelas cotoveladas, encontrões e brigas com Jorge Costa não eram feias e violentas?
Sorriu.
Pegou no telemóvel e dali ligou ao J. Costa para a Roménia/Cluj.: “Estás bom? Ganhaste?”
Virando-se para mim: “nós somos grandes amigos”. As cenas eram combinadas/encenadas para as televisões.
Ganhávamos uns almoços, dávamos mais entrevistas…pagas!
António Neves Berbem (XXII/VII/MMXI)

2 comentários:

Anónimo disse...

Confissão:

Até uma certa idade fui do Sporting porque o meu velho era do Sporting. E estive quase a ser baptizado com o nome de um tipo que integrava os cinco violinos. Felizmente a minha mãe "puxou dos galões" e impôs-se. O Benfica das taças europeias... Eusébio, Coluna, Águas, Germano, Torres, José Augusto... deslumbravam os miúdos da minha idade... recordando também o campeonato do mundo de 66. Emancipei-me cedo e convenci a família que fui juntando à minha volta de que o Benfica é o maior! Sabemos que nem sempre tem sido... o futebol agora é algo diferente... joga-se mais fora que dentro do campo... interesses financeiros... trafulhices... etc, como é do conhecimento de todos. E todos esses problemas que se agregaram em torno do "desporto rei" não têm solução que se veja, tais as exorbitâncias que se pagam hoje por um jogador de futebol.
Não é preciso ir aos tempos do Eusébio..., perguntem ao Mozer - esse grande craque da defesa do Benfica - quanto ganhavam no seu tempo.
Mas a razão do meu comentário era apenas a confissão que sou benfiquista desde sempre, embora durante os meus primeiros tempos de amante de futebol tenha guardado o segredo só para mim.

Viva o Benfica
Um grande abraço do AC

Anónimo disse...

OBs.


Sei que,a nós, não (nos)faz mal nenhum agradecer o comentário confissão que decidiste fazer.

Saúdo-te,dou vivas, a quem se prestou e manteve um tão alto ideal de se manter verde cor de esperança por fora e totalmente vermelho por dentro.
Como eu percebo esse dilema e um tão nobre sacrificio em torno da tenra e forçada crença nas duas principais cores da bandeira portuguesa coexistindo num único Ser.
É obra!
Que poderias,digo eu,talvez ainda resolver sendo sócio pagante dos dois clubes,o que é que achas?

Mas, já agora, sempre te adianto outra confissão curta.Um advogado muito meu amigo, é conselheiro do LFV para os assuntos africanos.
Assisti a um jantar em que Ele dizia que ía ter muitas dificuldades em segurar Jesus.

Porque será AC?...Seria por causa da bola ter a virtude única de ser redondinha e ter, por vezes, mais do que duas cores?...

Boas férias.

Porque eu.


Um abraço

ANBerbem