(A propósito de um artigo escrito pelo Hélder e publicado no dia 16 Junho)
Não quero deixar de saudar o texto do Helder. Tem muita força interior, abre-se para o exterior. Força da qual seria bom que nós nunca abdicássemos. Em proveito do que somos. E donde viemos. Creio que o Helder, desta vez, pensou, escreveu e esmerou-se na mensagem abrangente que nos transmitiu. Está lá quase tudo. Até o seu pouco usado e desajeitado cante.
Resta-nos agora sermos criativos naquilo que formos fazendo e como o formos fazendo. Estamos vivos.Com o Al tejo à perna e à escuta. E mais do que isso: alimentados doravante a xixaros.
O Alandroal, Terena, O Concelho, no caso daqueles que estiverem dispostos a protagonizá-lo, precisa que o cantem com voz própria. E que continuemos a ser uma equipa que se mobiliza em torno do seu passado, do seu presente e do seu futuro. Do que é e pode ser bem feito. Ou daquilo que vinha sendo mal feito...
Não é apenas uma questão de nos sentirmos úteis e felizes. É também, nos tempos que correm, com a Internet pelo meio, uma questão de exercer a cidadania local.
Diria ainda, meio a brincar, que haverá alguns que julgam que o Alandroal já não precisa de nós. Responderia que somos nós quem há décadas aí nasceu. E vamos fazendo com que o Alandroal nos frequente cada vez mais. É a nossa terra, caramba. E, por ela, ainda não DESNACEMOS!
Respondendo agora ao Tói da Dadinha, sabes bem que assumi o papel de proteger e acompanhar o Manuel João Cavaco Pires. Sabemos quanto nos dói a situação sem retorno em que caiu. Caiu ele. Como nós cairemos amanhã. Mas há uma coisa de que podes estar certo: a única coisa que O faz rir, é falar-lhe, em cada um de nós, e nas desatinadas personagens do Alandroal que ele também conheceu, alimentou e viveu.
É isso que tenho feito. É isso que continuarei a fazer.
É esse o meu sentido de amizade e dever de responsabilidade moral e ética junto do Pires.Que, aliás, admirava mais a gente do que Ele próprio, se deixava admirar. E, ultimamente, comia mais do que fazia. E fazia ainda menos do que dormia. Coisas de peso.
Enfim, Tói, mas a gente gostava dele. Se calhar, porque se dava a um luxo esquisito. O de vir de carro até à Praça. E o que é mais engraçado, é que não era por exibicionismo.
Nada disso...
Usando, hoje, a fórmula do Tói, um abraço para todos.
António Neves Berbem
1 comentário:
Apenas digo - OBRIGADO, António -Helder
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